Feeds:
Artigos
Comentários

Archive for the ‘Efeméride’ Category

Fehér cativava as pessoas com o seu sorriso

Fehér cativava as pessoas com o seu sorriso

Pareceu ontem, mas foi há exactamente nove anos. O Benfica vencia o Vitória de Guimarães por 1-0 no Estádio D. Afonso Henriques e Fehér tinha acabado de levar um cartão amarelo, quando subitamente, debruçou-se e caiu inanimado, percebendo-se, rapidamente, que se tratava de algo grave. A assistência médica chegou e Fehér seria levado para o hospital, havendo sempre a esperança que o jovem magiar recuperasse. Infelizmente, o destino assim não quis e Miklós Fehér acabou por falecer, perdendo-se, dessa forma, a vida de um futebolista promissor e de quem todos gostavam, devido à sua simpatia e alegria de viver.

Produto das escolas do Győri ETO FC

Miklós “Miki” Fehér nasceu a 20 de Julho de 1979 em Tatabánya, Hungria, tendo iniciado a sua carreira no Győri ETO FC, clube por onde evoluiu nas camadas jovens e pelo qual se estreou profissionalmente em 1995/96.

Nesse clube magiar, o ponta de lança foi fazendo uma carreira em ascensão, somando dois golos na temporada de estreia, oito em 1996/97 e treze em 1997/98.

No final de 1997/98, Miki Fehér já era uma das principais promessas do futebol húngaro, tendo-se transferido para o FC Porto, depois do clube português ganhar a corrida a outros grandes clubes europeus.

Não vingou nos portistas

Fehér haveria de ficar ano e meio no FC Porto, todavia, apenas marcou um golo em treze jogos, mudando-se, por empréstimo, a meio da temporada 1999/00 para o Salgueiros. No clube de Vidal Pinheiro, o internacional húngaro voltou a assumir-se como goleador, somando cinco tentos em apenas metade da época.

Na temporada seguinte, o ponta de lança voltaria a ser cedido, desta feita ao Sporting de Braga, tendo, aí, feito a sua melhor época como profissional. De facto, o avançado húngaro somou 14 golos em 26 jogos pelos arsenalistas e parecia estar bem cotado para regressar ao FC Porto e assumir-se como jogador importante da equipa principal.

No entanto, no regresso ao FC Porto, Fehér haveria de ser vítima de um desentendimento entre Pinto da Costa e o seu agente, acabando, nessa época, por apenas jogar três jogos e pela equipa B azul-e-branca.

Benfica foi a última paragem da carreira

No rescaldo desse desentendimento, o internacional húngaro mudou-se para Lisboa para representar o Benfica, tendo somado quatro golos em dezoito jogos em 2002/03. Nessa temporada, Fehér enfrentou a forte concorrência de Sokota, Nuno Gomes e Mantorras e isso impediu-o de atingir números mais expressivos.

Mas Fehér era um jogador ainda muito jovem e, em 2003/04, as suas oportunidades de jogar aumentavam, pois Mantorras estava com uma lesão que o tirou dos relvados durante toda a época, e os encarnados actuavam quase sempre com dois pontas de lança, ao invés de 2002/03, quando a equipa jogava muitas vezes com apenas um.

Infelizmente chegou aquela fatídica noite em Guimarães, que acabaria por terminar com a carreira de um grande jogador, mas, acima de tudo, apagar a luz de um sorriso que sempre contagiou toda a gente.

Read Full Post »

João Manuel marcou o primeiro golo leiriense na Taça UEFA

Derrotado pelo FC Porto (0-1) de José Mourinho na final da Taça de Portugal de 2002/03, o União de Leiria conseguiu um histórico apuramento para a Taça UEFA da época seguinte. Também motivados pelo quinto lugar obtido na Liga Portuguesa de 2002/03, a equipa lusitana foi com boas aspirações a fazer uma boa campanha europeia, todavia, acabou por esbarrar precocemente num adversário norueguês que todos os analistas indicavam que estava completamente ao alcance dos pupilos de Vítor Pontes.

Expulsão de Maciel não justificou desaire de Coleraine

Na época, Portugal estava numa posição bem mais baixa no ranking UEFA e, mesmo só levando duas equipas à Taça UEFA, uma delas tinha de disputar a pré-eliminatória da prova. Nessa ronda, o Leiria teve como adversário um frágil Coleraine, equipa norte-irlandesa que, supunha-se, não criaria quaisquer problemas aos portugueses.

Todavia, na Irlanda do Norte, um fraco jogo da equipa portuguesa acabou por redundar numa derrota (1-2) inesperada, sendo que nem a expulsão de Maciel (55 min.) justifica tudo, pois, nessa altura, já o Coleraine vencia por 2-1. Nesse desafio, valeu o golo do já falecido João Manuel para que o U. Leiria mantivesse boas aspirações de apuramento para a primeira eliminatória.

De facto, na segunda mão, o U. Leiria acabou por vencer por 5-0, num jogo em que a expulsão precoce de um defesa norte-irlandês também ajudou e muito a equipa portuguesa. Apesar de tudo, os golos portugueses só surgiram na segunda metade, cabendo a Ludemar (2), Edson (2) e Caíco.

Aventura leiriense esbarrou no pragmatismo escandinavo

Ao contrário da ronda com o Coleraine, o U. Leiria ia começar a primeira eliminatória a jogar em casa diante do Molde BK, um conjunto norueguês que, sendo mais forte que os norte-irlandeses, não assustava a equipa portuguesa.

Na primeira mão, num jogo amplamente dominado pelo Leiria, faltou eficácia para que os portugueses saíssem da partida com um resultado mais gordo que o 1-0 averbado. Nesse jogo, a diferença ficou vincada num extraordinário golo de Caíco (55 min.), através de um potente remate de longe.

Infelizmente, na segunda mão, a equipa portuguesa acabou por não resistir ao poderio físico do Molde, chegando ao minuto 51 a perder por 2-0, devido aos golos de Hoseth e Hestad.

Seis minutos depois, um golo de Maciel reduzia a desvantagem e colocava mesmo o Leiria em posição de se apurar para a ronda seguinte, todavia, a doze minutos do término da partida, Hoseth bisou e terminou, dessa forma, a aventura leiriense na Taça UEFA 2003/04.

Read Full Post »

Saganowski era a estrela deste Vitória

A única vez em que os vimaranenses participaram na fase de grupos de uma grande competição europeia foi em 2005/06, quando alcançaram a fase de grupos da Taça UEFA. Num ano em que Sporting, Sp. Braga e Vitória de Setúbal foram eliminados no playoff de acesso a essa mesma fase de grupos, coube aos minhotos defenderem a honra portuguesa, ainda que o agrupamento, com Bolton, Besiktas, Zenit e Sevilha previsse dificuldades que, valha a verdade, se concretizaram, pois o conjunto de Guimarães acabaria por ser incapaz de superar os adversários e passar à fase seguinte da prova.

Wisla de Cracóvia foi um obstáculo bastante acessível

Para chegar à fase de grupos da Taça UEFA, o Vitória de Guimarães teve de ultrapassar o conjunto polaco do Wisla Cracóvia, equipa se previa difícil para os minhotos. Contudo, na primeira mão disputada no Minho, os vimaranenses mostraram um poderio muito superior ao Wisla e venceram por 3-0 (golos de Cléber, Mário Sérgio e Benachour), deixando a eliminatória quase sentenciada.

Na segunda mão, disputada em Cracóvia, o conjunto polaco cedo percebeu ser incapaz de dar a volta aos acontecimentos, baixando os braços e facilitando a vida ao conjunto português. De facto, o Vitória até foi capaz de vencer na Polónia, graças a um golo de Saganowski já perto do apito final.

Grupo mostrou-se demasiado forte para os vitorianos  

Superado o obstáculo polaco, o V. Guimarães ficou integrado num grupo com Zenit, Bolton, Sevilha e Besiktas, adivinhando-se muitas dificuldades para o conjunto português.

No primeiro jogo, disputado em São Petersburgo, o Vitória até fez uma boa exibição, no entanto, quando estava por cima do jogo, um penalti deitou tudo a perder, permitindo a vantagem russa. Mais tarde, o Zenit ainda aumentou para 2-0, sendo que o golo solitário de Neca apenas minimizou a derrota (1-2).

Com uma derrota no primeiro jogo, o Vitória era obrigado a superar o Bolton na segunda partida, sendo que o golo de Saganowski a seis minutos do fim parecia aproximar os vimaranenses desse objectivo. Todavia, um grande golo de Vaz Té três minutos depois garantiu o empate (1-1) aos ingleses e deixou a equipa portuguesa quase eliminada.

Com apenas um ponto em dois jogos, o Vitória precisava de um milagre, que passaria por vencer o Sevilha em Espanha. Todavia, na Andaluzia, o conjunto português perdeu por 3-1, tornando o último jogo com o Besiktas um mero cumprir de calendário. Nessa partida, um conjunto português bastante desmotivado havia de perder com os turcos por 3-1, terminando assim sem grande glória o Grupo H e surgindo um mau pronúncio para o que vinha aí de temporada doméstica: a surpreendente descida de divisão.

Read Full Post »

Zeferino era a estrela da selecção

De regresso a um Mundial de sub-17 após o terceiro lugar de 1989, Portugal surgia neste campeonato do Mundo com algumas figuras de proa como o goleador Vargas, o defesa-central Marco Caneira, o médio Pedro Hipólito e o atacante Zeferino, então jogador do Real Madrid. Ainda assim, apesar das elevadas expectativas que rodeavam a equipa das quinas, Portugal haveria de não fazer um grande mundial, tendo mesmo muita sorte na forma como superou a fase de grupos e  acabando por não passar pelo Gana nos quartos de final da prova equatoriana.

Dois primeiros jogos foram um desastre

Portugal foi integrado no Grupo B, juntamente com Argentina, República da Guiné e Costa-Rica, pensando-se que a equipa lusa passaria facilmente à segunda fase.

Contudo, os dois primeiros jogos não correram nada bem a Portugal, pois no primeiro, diante da Argentina, a equipa lusitana foi atropelada pelo conjunto sul-americano por 3-0, enquanto no segundo desafio, diante da supostamente frágil Guiné, Portugal até esteve a ganhar por 2-0, mas acabou por perder por 3-2 com a formação africana.

Milagre na última jornada garantiu passagem aos quartos

Assim sendo, à partida para o último jogo do grupo, Portugal precisava de um pequeno milagre para se apurar para os quartos de final: ganhar à Costa-Rica por pelo menos dois golos de diferença e esperar que a Guiné perdesse com a Argentina.

Ao minuto 87 do jogo com os costa-riquenhos, tudo parecia perdido, pois o 0-0 teimava em não sofrer alterações, contudo, um final de jogo electrizante com dois golos de Vargas e outro de Adolfo garantiu aos lusos uma vitória por 3-0, beneficiando ainda a equipa portuguesa do triunfo da Argentina diante da Guiné (2-0) para se apurar para os quartos de final.

Contudo, a alegria da equipa portuguesa acabou por não durar muito. Nos quartos de final, diante da forte selecção ganesa, Portugal acabou derrotado por 2-0, restando a consolação da equipa das quinas ter perdido com a equipa que se haveria de sagrar campeã mundial.

Read Full Post »

A festa bracarense da conquista da Taça de Portugal

A estreia europeia do Sporting de Braga deu-se no longínquo ano de 1966, o mesmo da primeira participação portuguesa no campeonato do Mundo e esse direito deu-se após os arsenalistas terem superado o Vitória de Setúbal (1-0) na final da Taça de Portugal de 1965/66, graças a um golo do argentino Perrichon. Era outro Braga, bem distante da qualidade do actual, mas, ainda assim, a equipa arsenalista arrancou para uma bela campanha na Taça das Taças de 1966/67, tendo mesmo conseguido alcançar a segunda eliminatória após eliminar de forma bastante surpreendente os favoritos gregos do AEK Atenas.

Dois triunfos marcaram superioridade bracarense sobre o AEK

O sorteio “uefeiro” colocou o Braga no caminho de um clube helénico na primeira eliminatória da Taça das Taças, no caso, o AEK Atenas. Na primeira mão, disputada na capital grega, esperava-se um jogo muito complicado para o conjunto arsenalista, todavia, a equipa bracarense surpreendeu tudo e todos ao alcançar um magro triunfo por 1-0, graças a um golo de Silva (24 min.).

Assim sendo, para a segunda mão, havia confiança que os bracarenses iriam conseguir chegar à fase seguinte e, de facto, assim foi. Na capital do Minho, o Sp. Braga superou o AEK por 3-2, graças a um golo de Estevão e bis de Perrichon, que contrariaram um golo madrugador de Papaioannou e um autogolo de Coimbra.

Arsenalistas não resistiram à força magiar

Na segunda eliminatória, calhou em sorte ao Sp. Braga um adversário húngaro, o Gyori ETO, clube que ninguém achava superior ao AEK e que, como tal, seria passível de ser superado pelos bracarenses. Contudo, na primeira mão disputada em Gyor, os arsenalistas não resistiram à superioridade húngara, acabando por sucumbir por 3-0.

Apesar do pesado desaire, o Sp. Braga não desistiu de procurar o apuramento na segunda mão, arrancando para uma grande exibição no seu Estádio. Ali, em Braga, os arsenalistas estiveram mesmo muito perto de igualar a eliminatória, todavia, acabaram por só ganhar por 2-0, graças a bis de Perrichon.

Assim sendo, pela falta de um miserável tento, terminava a saudosa primeira participação do Sporting Clube de Braga numa prova organizada pela UEFA.

Read Full Post »

Veloso falha o penalti decisivo em Estugarda

Há 24 anos, em Estugarda, o Benfica disputou a sexta final da Taça dos Campeões da sua história, defrontando na final uma equipa que os analistas defendiam estar ao seu alcance, os holandeses do PSV Eindhoven. Apesar desse optimismo, nunca se verificou essa superioridade ao longo da final, pois o Benfica nunca conseguiu impor qualquer domínio ao longo dos noventa minutos ou do prolongamento, acabando, depois, por sucumbir nas grandes penalidades. No entanto, o que mais chamou à atenção nesse duelo decisivo foram vários acontecimentos bizarros que fizeram muitas pessoas recordarem a maldição de Béla Guttmann.

Partizani acessível, Aarhus surpreendentemente complicado

O Benfica começou a sua caminhada até à final da Taça dos Campeões com um adversário bastante acessível, o Partizani de Tirana. Curiosamente, os encarnados até só tiveram de disputar a primeira mão (venceram por 4-0), pois o comportamento negativo do Partizani no jogo da Luz, em que os albaneses acabaram com apenas sete jogadores, fez com que a UEFA cancelasse o segundo encontro e apurasse directamente o Benfica para a segunda eliminatória.

Na segunda ronda, o Benfica defrontou a equipa dinamarquesa do Aarhus, numa eliminatória que também era tida como fácil para a equipa portuguesa. Contudo, contra tudo o que se esperava, a equipa dinamarquesa revelou-se bastante complicada, tendo conseguido empatar a zero na primeira mão em Aarhus e, depois, no encontro decisivo na Luz, apenas caiu pela margem mínima, graças a um golo solitário de Nunes ainda na primeira parte.

Anderlecht e Steaua não contrariaram poderio da águia

Chegados a esta fase da prova, os encarnados sabiam que os adversários seriam de respeito e, na verdade, assim foi. Nos quartos de final, o Benfica defrontou o carrasco da final da Taça UEFA de 1982/83, o Anderlecht, superando a equipa belga por duas bolas a zero na primeira mão (golos de Magnusson e Chiquinho Carlos) e aguentando a pressão do Anderlecht em Bruxelas no encontro decisivo (perdeu por apenas 1-0).

Ultrapassado o conjunto belga, o adversário seguinte não era mais fácil, pois tratava-se do poderoso Steaua Bucareste, quase uma cópia da selecção romena da época. No entanto, apesar das dificuldades lógicas, o Benfica voltou a mostrar o seu poderio na Europa, aguentando o 0-0 em Bucareste e resolvendo a eliminatória na Luz, vencendo por 2-0, graças a bis de Rui Águas. Com este triunfo, o Benfica voltava a uma final da Taça dos Campeões vinte anos depois.

Terá sido a maldição de Guttmann o décimo segundo jogador do PSV?

A grande maioria dos analistas viam o PSV como uma equipa forte mas claramente ao alcance do Benfica, formação muito mais rodada na alta roda do futebol internacional, todavia, muitos acontecimentos bizarros ocorreram antes e depois da final e levaram as pessoas a recordarem a maldição de Guttmann…

1- A escassos três minutos do fim dum V. Guimarães – Benfica, Diamantino, pedra basilar dos encarnados, contraiu uma lesão grave e foi baixa de vulto para a final europeia.

2- Aos 55 minutos da final de Estugarda, Rui Águas lesionou-se e deixou o Benfica quase sem opções de ataque, tendo Toni sido obrigado a recorrer a jogadores como Vando ou Hajry para essas funções.

3- Aconteceu durante a final europeia algo de inédito e que intrigou espectadores e jornalistas: a facilidade com que as botas saiam projectadas dos pés dos jogadores benfiquistas. A justificação chegou mais tarde e supostamente estava nas meias que, confeccionadas em propileno, escorregavam dos pés quando se usam pela primeira vez…

Veloso falhou o penalti decisivo num duelo de Espingardas Mauser contra Raios Laser

No meio de tantos condicionalismos, o Benfica encarou o jogo à portuguesa, ou seja, com dignidade e o habitual conceito de: “quem não tem cão caça com gato.”

Perante tantos problemas, os encarnados foram montando armadilhas e foram passando incólumes durante 120 minutos num duelo em que Toni reconhecia ser de “Espingardas Mauser contra Raios Laser.”

Assim sendo, depois de 120 minutos de muita luta e nenhum golo, tudo seria decidido na marca de grandes penalidades. Durante a primeira série de cinco, ninguém falhou, mas, no sexto penalti, Veloso não imitou Jansen e permitiu a defesa de Van Breukelen, fazendo com que a maldição de Guttmann (segundo o húngaro, o Benfica nunca voltaria a ganhar uma Taça dos Campeões) continuasse a assombrar o coração dos benfiquistas.

Read Full Post »

Marco Tábuas sofreu sete em Roma

Treinado por Carlos Cardoso, o Vitória de Setúbal havia feito um excepcional campeonato nacional de 1998/99, garantindo o quinto lugar na classificação, apoiado por jogadores da qualidade de Chiquinho Conde, Pedro Henriques, Toñito, Hélio ou Frechaut. Essa excelente campanha, garantiu à equipa sadina uma presença na Taça UEFA da temporada seguinte, um regresso às competições europeias após vinte e cinco anos de ausência e que enchia de orgulho toda a nação sadina. Infelizmente, o sorteio não foi simpático e o primeiro adversário foi logo a poderosa Roma,  equipa que esmagou os sadinos logo na primeira mão e decidiu imediatamente o destino da eliminatória…

Goleada da primeira mão ofuscou triunfo em Setúbal

Sabia-se da dificuldade da deslocação do Vitória ao Olímpico de Roma, mas ninguém esperava um desastre daquele nível. Na capital italiana, os sadinos nunca se encontraram e a AS Roma parecia actuar sozinha em campo, tais foram as facilidades oferecidas pela equipa portuguesa.

De facto, a Roma venceu por sete bolas a zero, cabendo os tentos ao bem conhecido Alenichev (3) e a Aldair, Montella, Delvecchio e Assunção. Este resultado tirava quaisquer hipóteses ao Vitória de Setúbal para a segunda mão, além de que lhe manchava bastante a imagem de clube poderoso na Europa dos anos 70.

Ainda assim, na segunda mão, quando apenas a dignidade estava em jogo, o conjunto português, consciente que não tinha como dar a volta a eliminatória, ainda deu um ar da sua graça, vencendo a poderosa equipa italiana por uma bola a zero, graças a um tento solitário do nigeriano Maki. Um triunfo saboroso, mas que esteve longe de ofuscar a pesada derrota averbada em terras italianas.

Read Full Post »

Benfica 96/97

Após ter conquistado a Taça de Portugal em 1995/96, numa final em que venceu o Sporting por 3-1 e que ficou tristemente célebre pelo episódio do Very-Light, o Benfica ganhou o direito de participar na Taça das Taças da temporada seguinte, entrando para a competição com legítimas aspirações a fazer uma boa campanha. Tratou-se, de facto, de uma participação digna, mas que acabou travada pela qualidade de jogadores como Rui Costa e Batistuta que foram fulcrais na eliminação dos encarnados, nos quartos de final da então segunda competição mais importante da UEFA.

1ª Eliminatória: Benfica 5-1/0-0 Ruch Chorzow (POL)

Na primeira ronda da Taça das Taças, o Benfica teve como adversário a modesta equipa polaca do Ruch Chorzow, formação que todos os analistas concordavam que estava ao alcance dos encarnados.

Realmente, a eliminatória ficou logo decidida na Luz, com as águias a vencerem por 5-1, graças aos golos de Donizete, Jamir, João Pinto e Valdo, que bisou, contra apenas um tento polaco apontado por Gesior. Este resultado, fez da deslocação à Polónia um mero passeio, com polacos e encarnados e não passarem do nulo num segundo duelo insosso e sem grandes motivos de interesse, à parte de uma grande penalidade desperdiçada por Valdo.

2ª Eliminatória: Benfica 1-0/3-2 Lokomotiv Moscovo (RUS)

A segunda ronda já colocava na frente do Benfica um adversário bem mais temível, pois tratava-se da equipa russa do Lokomotiv Moscovo. Na primeira mão, no Estádio da Luz, os encarnados não foram além de uma vitória pela margem mínima (1-0), graças a um tento madrugador de João Vieira Pinto, resultado que, dessa forma, complicava a deslocação à capital russa.

De facto, na gélida Moscovo, a equipa encarnada viu-se a perder muito cedo graças a um golo de Solomatin, tendo respondido no início da segunda parte com um golo de Panduru. O 1-1, parecia deixar os encarnados com a eliminatória quase resolvida, todavia, aos 58 minutos da 2ª parte, Haras voltava a marcar para a equipa russa e deixava o Benfica a um golo da eliminação.

Ainda assim, os encarnados estavam decididos a provarem que eram superiores ao conjunto russo e Donizete (63′) marcou o golo da tranquilidade e João Vieira Pinto, em cima dos noventa minutos, garantiu mesmo o triunfo ao Benfica por três bolas a duas.

Quartos de final: Benfica 0-2/1-0 Fiorentina (ITA)
 
O sorteio dos quartos de final da Taça das Taças não foi meigo para o Benfica que via-se na obrigação de ultrapassar a poderosa Fiorentina para passar à eliminatória seguinte.
 
Na primeira mão, disputada no Estádio da Luz, o Benfica sucumbiu à Fiorentina, graças a golos de Baiano e Batistuta, ambos no final de cada parte, deixando as possibilidades do Benfica a roçarem o nulo para a partida da segunda mão no Artemio Franchi.

Nesse jogo, contudo, o Benfica, mesmo jogando com jogadores habitualmente menos utilizados como Edgar ou Paulão, arrancou para um jogo de grande qualidade, chegando mesmo ao golo por Edgar (23′) e espreitando, muitas vezes, o 2-0 que lhe garantiria o prolongamento. Para mal da equipa portuguesa, esse tento nunca surgiu e o Benfica acabou por terminar a sua participação nesta Taça das Taças nos quartos de final.

Read Full Post »

A equipa que defrontou o R. Madrid em Alvalade

O Sporting partia para a Taça UEFA de 1994/95 com grande confiança, pois tinha provavelmente um dos melhores planteis de sempre com jogadores como Balakov, Figo, Oceano, Juskowiak, Naybet ou Sá Pinto e ainda dispunha da vontade de apagar da memória a aziaga e dramática eliminação da época transacta aos pés do modesto Casino Salzburgo. Contudo, o sorteio acabou por não ser brando, colocando os leões no caminho do todo poderoso Real Madrid, equipa que haveria de ser esmagada futebolísticamente no cômputo geral da eliminatória, mas havia de ter toda a felicidade do Mundo para superar os verde-e-brancos e seguir para a ronda seguinte…

Três bolas nos ferros e uma derrota pela margem mínima

Na primeira mão, disputada no Santiago Bernabéu, cedo se percebeu que o Real Madrid não era equipa para assustar os leões, que se apresentaram mais dinâmicos e mais ofensivos na capital espanhola.

O golo de Martin Vásquez, aos 11 minutos, num lance em que a bola desviou em Marco Aurélio, mas em que Lemajic está longe de estar isento de culpas, não amedrontou os verde-e-brancos que continuaram a desenvolver um futebol agradável e que surpreendia os adeptos merengues.

Sá Pinto, Oceano e Juskowiak enviaram bolas aos ferros, naquelas que foram as mais gritantes das ocasiões desperdiçadas pelos leões, que haviam de sair de Madrid com um desaire (0-1) injusto, mas que abria boas perspectivas para a segunda mão.

Erro de Lemajic acabou por ser decisivo

O Sporting entrou para a segunda mão decidido a dar a volta ao texto, jogando ao ataque e empurrando o Real Madrid na direcção da sua baliza. Logo aos três minutos, Sá Pinto aproveitou uma série de ressaltos e haveria de colocar os leões em vantagem, dando a ideia que se podia ter uma noite de alegria em Alvalade.

Todavia, Lemajic, que já não tinha ficado isento de culpas do golo de Martin Vásquez, voltou a fazer das suas e, aos 15 minutos, saiu-se muito mal a uma bola, permitindo que Michael Laudrup, com um cabeceamento perfeito, repusesse a igualdade.

Agora a precisar de dois golos, o Sporting não se mostrou atemorizado e voltou a carregar em cima dos merengues, chegando ao 2-1 por intermédio do capitão Oceano, quando ainda faltava cerca de uma hora para o final do desafio.

Na segunda metade, os leões foram menos dominadores, mas não foram menos perigosos, cabendo aí ao árbitro da partida o sinal menos, pois negou duas grandes penalidades ao Sporting, uma por falta sobre Juskowiak e outra numa mão clara de Milla na área de rigor.

Para além disso, destaque ainda para um lance caricato, perto do fim, em que o internacional polaco Juskowiak atira ao poste e Cadete, perto da linha de baliza, parece mais preocupado em ver se a bola vai mesmo entrar do que em tentar ser lesto na tentativa de desviar para o golo…

Assim sendo, um misto de azar, má finalização, erros de Lemajic e um péssimo árbitro na segunda mão acabou por atirar injustamente e precocemente o Sporting para fora da Taça UEFA 1994/95, vergados a um Real Madrid que nem se aproximou da qualidade patenteada na ronda pelos verde-e-brancos.

Read Full Post »

Nelo levanta a Taça

No já longínquo ano de 1995, Portugal haveria de conquistar o seu único título internacional no futebol sénior, um torneio de pouca importância no contexto futebolístico mundial e que teve a curiosidade de ser disputado num sintético e numa arena totalmente fechada: Toronto’s Skydome. Disputado em Janeiro e numa altura em que os campeonatos europeus estavam em fases competitivas cruciais, muitas estrelas lusas acabaram por não ser convocados para o certame, permitindo que jogadores como Vado, Caetano ou Tulipa garantissem surpreendentes internacionalizações pela equipa das quinas.

Portugal 1-1 Canadá

O torneio contava com apenas três equipas (Canadá, Dinamarca e Portugal) que iriam jogar a competição num sistema de todos contra todos. No primeiro jogo disputado em Toronto, Portugal defrontou a equipa da casa, o Canadá, que contava com o então maritimista Alex Bunbury como a sua grande estrela.

Nessa partida, Portugal até saiu na frente com um golo madrugador de Folha, todavia, a oito minutos do final, Alex acabou por empatar a contenda e negar à equipa lusitana a possibilidade de vencer o jogo inaugural do torneio.

Portugal festeja após a vitória diante da Dinamarca

Portugal 1-0 Dinamarca

Antes de Portugal ter empatado com a equipa canadiana, já se havia disputado o Dinamarca-Canadá, com a vitória a sorrir aos escandinavos por 1-0.

Assim sendo, a equipa das quinas era obrigada a vencer a Dinamarca para conquistar o torneio, algo que não se afigurava assim tão difícil, pois os dinamarqueses, tal como os lusos, também estavam privados das suas grandes estrelas, surgindo apenas com jogadores que actuavam na liga local.

Ainda assim, tratou-se de um jogo muito difícil para os portugueses, que raramente conseguiram criar perigo para a baliza dinamarquesa, prevendo-se que o jogo iria terminar como começou, ou seja, com um nulo.

Todavia, no último minuto do desafio, Paulo Alves acabou por quebrar a barreira escandinava e fazer o único golo da partida, garantindo a vitória a Portugal e o único título conquistado pelo nosso futebol sénior.

Read Full Post »

Older Posts »