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Archive for the ‘Explorando clubes’ Category

O Fafe em 1988/89

Um onze do Fafe na histórica época de 1988/89

Histórico emblema com quase 57 anos de existência, o Fafe teve como momento mais alto na sua história a presença na Primeira Divisão em 1988/89, numa participação fugaz, é certo, mas ainda com algumas boas memórias, como o emblemático empate averbado nas Antas (0-0). Campeão nacional da Terceira Divisão em 1995/96, o Fafe será ainda lembrado para sempre como o clube em que Rui Costa deu os primeiros passos numa brilhante e gloriosa carreira.

Subida na secretaria

A Associação Desportiva de Fafe foi fundada a 14 de Junho de 1958, tendo demorado precisamente 30 anos para atingir o principal escalão, obtido após o clube nortenho ter ficado em terceiro lugar na Segunda Divisão Zona Norte de 1987/88, mas beneficiado da desclassificação do campeão Famalicão.

Afinal, apenas primeiro e segundo classificado subiriam à Primeira Divisão, mas um protesto do Fafe referente à utilização irregular de um jogador do Famalicão num duelo com o Macedo de Cavaleiros, aliado a uma posterior declaração do presidente do Macedo de Cavaleiros a revelar um suposto suborno dos famalicenses nesse mesmo duelo acabou por redundar na desclassificação administrativa do Famalicão e na estreia do Fafe no escalão mais importante do futebol português.

Passagem fugaz pela Primeira Divisão

Essa passagem pela Primeira Divisão, ainda assim, acabou por ser passageira, uma vez que o Fafe terminou essa época de 1988/89 na décima sexta posição, tendo sido precisamente o primeiro dos cinco clubes que acabaram despromovidos.

Nessa campanha, ainda assim, existiram alguns momentos de destaque, nomeadamente um surpreendente empate averbado nas Antas, diante do FC Porto (0-0).

Rui Costa começou aqui

Formado no Benfica, Rui Costa foi emprestado ao Fafe na sua primeira época no futebol sénior, em 1990/91, precisamente duas épocas depois da única presença deste clube nortenho na Primeira Divisão.

Aí, o médio-ofensivo acabou por tornar-se numa das grandes figuras de uma equipa que roçou a subida à recentemente criada Segunda Divisão de Honra, tendo feito 36 jogos (seis golos) numa campanha que redundou no segundo lugar do Fafe na Zona Norte da Segunda Divisão, isto a apenas a dois pontos do promovido Rio Ave.

Aliás, desde 1989/90, o Fafe jamais voltou a disputar o segundo escalão do futebol luso, encontrando-se neste momento a disputar o terceiro escalão (Campeonato Nacional de Seniores), onde foi terceiro classificado na fase de subida da Zona Norte, e sendo de salientar ainda a conquista do antigo campeonato nacional da Terceira Divisão (quarto escalão) em 1995/96.

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Um onze do Águeda em 83/84

Um onze do Águeda em 83/84

Apenas na já longínqua temporada de 1982/83 é que o Recreio de Águeda viveu o momento mais alto da sua história, quando teve a oportunidade de disputar a Primeira Divisão do futebol português, numa participação memorável, mas curta, uma vez que o clube nortenho foi penúltimo e desceu novamente ao segundo escalão. Em 1985/86, ainda assim, o Águeda conseguiu mesmo, em campo, o direito de regressar ao principal escalão, mas o famigerado “Caso Gerúsio” acabou por tramar um histórico emblema que jamais voltaria a sequer aproximar-se da elite.

81 anos de história

O Recreio Desportivo de Águeda foi fundado a 10 de Abril de 1924, tendo chegado à primeira divisão 59 anos depois, isto após vencer a II Divisão Zona Centro em 1982/83, isto após uma disputa palmo a palmo com a Académica (então com a designação de Académico de Coimbra).

A presença nesse campeonato da primeira divisão de 1983/84, ainda assim, foi extremamente curta, uma vez que o Águeda foi penúltimo classificado, acabando por voltar a descer ao segundo escalão.

“Caso Gerúsio” tramou regresso

Em 1985/86, contudo, o Águeda conseguiu assegurar o regresso ao primeiro escalão em campo, isto depois de ter vencido a Zona Centro da II Divisão, com mais um ponto que o segundo classificado Elvas.

O problema, contudo, é que num jogo diante do Académico de Viseu, em que o Águeda venceu por 3-0, terá existido a utilização irregular do atacante brasileiro Gerúsio, sendo que a Federação Portuguesa de Futebol acabou por punir o clube do distrito de Aveiro com uma derrota pelo mesmo resultado e potenciado a subida do Elvas ao primeiro escalão.

Após esse momento, valha a verdade, o Águeda jamais voltou a aproximar-se do principal escalão do futebol luso, tendo mesmo se despedido do segundo em 1990/91. Em 2014/15, o Águeda disputou a primeira divisão distrital de Aveiro.

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AlcobaçaFoi nos primeiros anos da década de 80 que o Ginásio de Alcobaça haveria de conhecer os seus momentos mais áureos, com uma presença nas meias-finais da Taça de Portugal e a conquista da II Divisão Zona Centro, algo que lhe valeu a estadia, ainda que durante apenas uma temporada, na Primeira Divisão. Agora, perdido na Divisão de Honra da Associação de Futebol de Leiria, esses parecem tempos demasiado distantes para o Alcobaça, mas, obviamente, jamais passíveis de serem esquecidos por quem os viveu tão intensamente

36 anos à espera da elite

O Ginásio Clube de Alcobaça foi fundado a 1 de Junho de 1946, mas teve de esperar 36 anos até chegar à Primeira Divisão, feito que atingiu em 1982/83, isto no rescaldo de ter vencido a Segunda Divisão Zona Centro em 1981/82, após uma renhida luta com a Académica de Coimbra (na altura com a designação de Académico).

Nessa mesma época de 1981/82, contudo, a subida ao principal escalão esteve longe de ter sido o único feito do Ginásio de Alcobaça, uma vez que o emblema de Leiria também atingiu as meias-finais da Taça de Portugal, tendo caído apenas em Alvalade, diante de um Sporting (1-2) que, nessa temporada, fez a dobradinha.

Um onze do Alcobaça em 1982/83

Um onze do Alcobaça em 1982/83

Passagem fugaz na Primeira Divisão

Com o ex-Benfica Cavungi como uma das principais figuras, a participação do Alcobaça na Primeira Divisão acabou por ser fugaz, uma vez que o emblema leiriense acabou por descer imediatamente, fruto de ter terminado a competição na 16.ª e última posição com apenas 15 pontos, fruto de quatro vitórias (que só valiam dois pontos à época), sete empates e 19 derrotas.

Em 1983/84, ainda se aproximaram de nova subida à primeira divisão, uma vez que terminaram a Segunda Divisão Zona Centro na terceira posição, mas, após isso, o Alcobaça viria a entrar numa clara espiral descendente, acabando mesmo relegado à terceira divisão em 1985/86, quando foi penúltimo.

A partir daí, valha a verdade, o Alcobaça jamais conseguiria estar numa divisão acima do terceiro nível da pirâmide futebolística lusa, encontrando-se mesmo actualmente no quarto, uma vez que milita na primeira divisão distrital da Associação de Futebol de Leiria.

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A equipa do Vado que ganhou a Taça de Itália

A equipa do Vado que ganhou a Taça de Itália

Quando pensamos em Vado, lembramo-nos imediatamente daquele pequeno médio-centro de clubes como o Portimonense, Marítimo ou Sporting de Braga, futebolista que chegou mesmo a ser internacional A e a participar na conquista do único titulo que Portugal tem em selecções seniores: o Torneio de Skydome. Ainda assim, o Vado de quem iremos falar hoje é outro bem distinto, um clube que ganhou a primeira edição da Taça de Itália, mas que, rapidamente, caiu no esquecimento generalizado do amante do futebol.

Taça de Itália foi momento alto do Vado

O Vado Football Club 1913, da cidade liguriana de Vado Ligure, foi criado em 1913, e começou por actuar na Liga Promoção Liguria, competição onde permaneceu até 1921/22, altura em que as divisões do campeonato italiano foram reformadas e o Vado acabou integrado na segunda divisão italiana.

Nessa mesma época de 1921/22, o Vado haveria igualmente de conseguir a conquista mais importante da sua história, vencendo a primeira edição da Taça de Itália, competição em que superou a Udinese (1-0), na final, graças a tento solitário de Felice Levratto.

Nunca jogou a primeira divisão

Certo, contudo, é que o Vado nunca actuou no primeiro escalão do futebol italiano, tendo permanecido ainda algumas temporadas na segunda divisão, isto antes da reformulação do campeonato transalpino em 1928/29, quando foi criada a Série A e Série B.

A partir desse momento, o Vado jamais conseguiu disputar uma competição acima do terceiro escalão, alternando entre divisões menores até aos dias de hoje, sendo que, na temporada de 2014/15, o Vado esteve integrado no Grupo A da Série D, mais concretamente a quarta divisão do futebol transalpino.

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Preussen_Danzig_KMMuitos clubes se extinguem pelas mais variadas razões, mas custará ainda mais ver um clube morrer por culpa dos megalómanos desejos de Adolf Hitler, que, na sua cruzada por criar uma “Grande Alemanha”, acabou por vê-la perder um terço do seu território do pré-Segunda Guerra Mundial. Afinal, nos acordos de paz, ficou definido que a Alemanha iria perder todos os seus territórios a leste da linha do Oder-Neisse e, nesse seguimento, extinguiam-se para sempre clubes como o VFB Königsberg, de quem já falámos, e também o Preussen Danzig, que merece hoje a nossa homenagem.

Clube criado em 1909 mas o futebol só surgiu passados 14 anos

O Turn-und Fechtverein Preussen Danzig nasceu em 1909, mas como um clube de ginástica e esgrima, sendo que apenas em 1923 é que seria criado um pólo de futebol, com a designação de Sportclub Preussen 1909 Danzig.

Durante a sua história, o Preussen Danzig conheceu sempre sucesso algo limitado, ainda que participasse, a partir de 1933, na Gauliga da Prússia-Leste, um dos 16 principais campeonatos regionais do Terceiro Reich. Essas divisões, ainda assim, conheceram várias pequenas alterações, sendo que o Preussen Danzig também jogou na Gauliga Danzig (1935-38) e Gauliga Danzig-Prússia Ocidental (1940-45).

Sem impacto a nível nacional

Se a nível regional o Preussen Danzig chegou a ganhar o campeonato de Danzig-Prússia Leste em 1941, a verdade é que o clube das margens do Báltico nunca teve grande sucesso nacional, jamais passando das rondas preliminares do campeonato germânico (então disputado pelos vários campeões regionais) ou da primeira ronda da precursora da Taça da Alemanha.

De qualquer maneira, é inegável que também não foi dado muito tempo ao Preussen Danzig para se assumir como um clube com impacto no futebol alemão, uma vez que, em 1945, com o fim da Segunda Guerra Mundial, Danzig passou a ser uma cidade polaca com a designação de Gdansk, algo que, naturalmente, valeu a imediata extinção ao clube germânico.

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Kastoria_FCO grande momento da história do Kastoria permanece distante, naquele quente Verão de 1980, quando a final da Taça da Grécia colocou frente a frente duas equipas da Macedónia e, acima de tudo, duas lendas do futebol helénico, mais concretamente o guarda-redes Nikos Sarganis, o “Fantasma de Copenhaga” e Vassilis Hatzipanagis, talvez o melhor jogador da história do futebol grego. Nesse encontro, o Kastoria goleou o Iraklis por 5-2 e, por breves instantes, os “Gounarades” tocaram o seu céu futebolístico.

Demorou 11 anos a chegar à primeira divisão

O Kastoria FC foi formado em 1963, fruto da fusão entre três clubes locais, mais concretamente o Aris, Atromitos e Orestias, tendo começado o seu percurso no segundo escalão do futebol grego e demorando 11 anos a chegar à primeira divisão, que apenas foi alcançada em 1974.

Nesse primeiro escalão, o Kastoria haveria de permanecer até 1982/83, sendo que a sua melhor classificação na prova foi o oitavo lugar em 1981/82, apenas uma temporada antes de ser relegado novamente ao segundo escalão.

Uma Taça e uma presença na UEFA

O seu momento mais alto, ainda assim, surgiu em 1979/80, quando o Kastoria conquistou a Taça da Grécia, isto após vencer o Iraklis de Salónica por 5-2 numa final disputada no Estádio Nikos Goumas, em Atenas.

Graças a esse feito, o Kastoria teve mesmo a possibilidade de disputar a Taça das Taças em 1980/81, mas a verdade é que o percurso do emblema grego foi curto, uma vez que foi eliminado logo na primeira eliminatória pelos então soviéticos do Dinamo Tbilissi (0-0 e 0-2).

Queda abrupta e um regresso fugar à elite

Desde que abandonou a primeira divisão em 1983, o Kastoria entrou em crise e tem alternado entre a 2.ª 3.º e 4.ª divisão grega, contando-se apenas um regresso fugaz à primeira divisão helénica, em 1996/97, quando o emblema macedónio terminou a prova em último lugar e desceu imediatamente de escalão.

Na actual temporada de 2014/15, o Kastoria encontra-se na terceira divisão, mas a descida ao quarto escalão já está garantida, em mais uma prova de como o tal momento de glória de 1980 é cada vez mais uma memória distante para os fiéis adeptos dos “Gounarades”.

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Nem sempre o Espanhol foi o segundo maior clube catalão. Em tempos distantes, era o CE Europa que mordia os calcanhares ao Barcelona no espectro futebolístico da Catalunha, tendo, inclusivamente, disputado uma final da Taça do Rei, diante do Athletic de Bilbau em 1922/23. Perdeu esse duelo decisivo, é certo, e neste momento encontra-se bem distante dos campeonatos profissionais, disputando a terceira divisão espanhola, contudo, nunca ninguém vai conseguir arrancar o Europa dos livros de história futebolística do país vizinho, esperando-se, sempre, por mais utópico que seja o pensamento, o renascimento do grande clube dos anos 20.

Anos 20 foram os anos de ouro do Europa

O Club Esportiu Europa foi criado a 5 de Junho de 1907 como uma fusão do Madrid de Barcelona e o Provençal. Em 1919, conquistou a divisão B do campeonato catalão, tendo depois esmagado o Sabadell (7-0 e 9-0) no playoff de promoção ao principal campeonato da Catalunha.

Nos anos 20, o Europa haveria de viver os seus tempos de ouro, finalizando o campeonato da Catalunha na segunda posição em 1921 e 1922 e vencendo esse mesmo campeonato em 1923 após vencer o Barcelona (1-0) no playoff do título.

Essa vitória no campeonato da Catalunha garantiu ao Europa a presença na Taça do Rei da temporada seguinte, tendo o conjunto de Barcelona superado Sevilha e Sporting Gijón, antes de perder a final para o poderoso Athletic Bilbau (0-1).

Problemas financeiros motivaram queda

Após os brilhantes anos 20, o Europa entrou em declínio e nem a fusão com o Grácia, conhecido como Espanya de Barcelona evitou a queda do histórico clube catalão. De facto, o Europa, passou a ser conhecido como Catalunya FC, mas acabou por cair à terceira divisão em 1931/32 após não ter disputado os últimos jogos do campeonato por problemas financeiros.

Mais tarde, o clube voltou à designação de CE Europa, tendo ainda se chamado Club Deportivo, nos tempos em que o ditador Franco impedia que os nomes dos clubes tivessem designações pouco castelhanas, no entanto, jamais voltou a conhecer o sucesso de tempos idos.

Nos anos 60, o clube ainda conquistou duas vezes a terceira divisão e chegou mesmo a disputar a segunda competição mais importante de Espanha, todavia, tratou-se de uma participação fugaz, tendo o CE Europa regressado rapidamente à terceira divisão.

Duas taças da Catalunha conquistadas perante o Barça

Nos anos 90, o CE Europa conseguiu novamente chegar à segunda divisão, no entanto, nessa temporada de 1994/95, não passou da décima-nona posição, tendo descido novamente ao terceiro escalão.

Ainda assim, nessa mesma década, há que destacar a conquista de duas taças da Catalunha diante do Barcelona. Obviamente, que os blaugrana nunca utilizaram o seu melhor onze, todavia, o CE Europa ainda venceu um Barcelona (3-1) com Amor e Stoitchkov em 1997 e um Barcelona (1-1 e 3-1 nos penaltis) com Amor, Sergi, de la Peña, Fernando Couto, Pizzi e Reiziger em 1998.

Títulos pouco importantes no espectro futebolístico mundial, mas que seguramente significaram muito para uns adeptos do Europa, sedentos dos anos dourados do passado.

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