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Archive for the ‘Liga Zon’ Category

Mariano nunca gerou consensos no Dragão

Mariano nunca gerou consensos no Dragão

Não se pode dizer que se tratou de um flop, mas é inegável que foi um futebolista que não cumpriu, no FC Porto, as altas expectativas com que chegou ao Dragão, principalmente se pensarmos que o extremo apresentava no currículo passagens pela selecção argentina e pelo futebol italiano. Foram, ao todo, quatro temporadas de utilização regular, com algumas boas exibições, mas também muitas outras menos boas, que fizeram de Mariano González um dos jogadores que mais críticas motivava nas sempre exigentes bancadas azuis-e-brancas.

Explodiu no Racing Club

Mariano Nicolás González nasceu a 5 de Maio de 1981 em Buenos Aires, Argentina, e é um produto das escolas do Racing Club de Avellaneda, clube pelo qual se estreou no futebol sénior em 2001/02, tendo somado 72 jogos e 14 golos até 2004

Em 2004/05, mudou-se para Itália e para o Palermo, clube siciliano onde, em duas temporadas, somou 69 jogos e nove golos, números que lhe valeram o salto para o Inter de Milão, clube emblemático da Serie A onde somou 24 jogos e um golo na temporada de 2006/07.

Quatro anos irregulares no FC Porto

Mesmo tendo tido uma utilização interessante nos “nerazzurri”, a verdade é que o internacional argentino não era um elemento de primeira linha do Inter de Milão, factor que deve ter pesado para aceitar a transferência para o FC Porto em 2007.

Nos azuis-e-brancos, haveria de permanecer por quatro temporadas, tendo somado 118 jogos e 11 golos nesse período, mas nunca gerando unanimidade entre os adeptos azuis-e-brancos, que não perdoavam a acentuada irregularidade exibicional de um jogador que, afinal, nunca cumpriu as elevadas expectativas.

Vai evoluindo na segunda divisão argentina

Nesse seguimento, no Verão de 2011, Mariano González regressou à sua Argentina natal, onde representou o Estudiantes de La Plata até 2014, isto com um empréstimo ao Arsenal de Sarandí pelo meio.

Neste último Verão, contudo, o internacional argentino deu mesmo mais um passo atrás na sua carreira, transferido-se para o modesto Santamarina, da segunda divisão argentina, onde soma actualmente 30 jogos e quatro golos.

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Marco e Bruno estarão de costas voltadas

Marco e Bruno estarão de costas voltadas

Fim da linha para Marco Silva. É este o cenário adiantado em uníssono pela imprensa desportiva portuguesa, que defende que a vaticinada mas não concretizada saída do jovem treinador luso no último Inverno, irá afinal concretizar-se agora no final desta época de 2014/15.

Sem contar com Jesualdo Ferreira, que Bruno de Carvalho herdou da gestão de Godinho Lopes, manter-se-á a tradição de um treinador por temporada com este novo presidente, algo que, obviamente, não é o melhor cenário para um clube que pretenderá alcançar a estabilidade desportiva.

Marco Silva, na minha opinião, está a fazer uma boa temporada, encontrando-se pontualmente a par da igualmente positiva campanha de Leonardo Jardim no campeonato e juntando-lhe uma boa participação nas competições europeias, onde foi traído pelos seus centrais na Eslovénia e por um péssima arbitragem na Alemanha, isto sem esquecer a possibilidade de ganhar uma Taça de Portugal no próximo dia 31 de Maio, naquilo que, lembre-se, será o primeiro título do futebol verde-e-branco em sete anos.

Então, afinal, o que traiu Marco Silva?

Penso que o problema começou logo na pré-temporada dos rivais e isto porque a sucessão de vendas importantes do Benfica, aliada a um tímido arranque de contratações do FC Porto (Sami, Ricardo, Opare…), terá criado em Bruno de Carvalho a ideia de que o Sporting poderia, claramente, ser um forte candidato ao título, ideia que atingiu os píncaros com o “coelho na cartola” que foi o empréstimo surpresa de Nani.

Nessa fase, obviamente, ainda o líder leonino não estaria à espera de perder a dupla: Rojo/Dier, acreditando possivelmente que manteria pelo menos o luso-inglês, algo que minimizaria a saída do internacional argentino, até porque Paulo Oliveira, jogador com experiência de Primeira Liga, havia sido contratado.

Mas se Bruno de Carvalho ficou surpreendido, isso não o levou a ir ao mercado compensar a sangria defensiva, ou pelo menos não devidamente, em algo que terá certamente deixado Marco Silva melindrado, ainda para mais quando o treinador português pretendia aplicar no leão uma defesa subida, algo que fazia sentido com Rojo e Dier, mas não tanto com Sarr e Maurício.

Central e “dez”, exigências de Marco Silva?

Começa a temporada e o Sporting perde alguns pontos surpreendentes na Liga, muito por culpa da tal frágil defensiva leonina, algo que, valha a verdade, ganhou ainda maior peso pela supra-citada tentativa de Marco Silva em jogar com ela subida, num contexto de pressionar alto o adversário.

Nesta fase, Bruno de Carvalho foi manifestando publicamente a sua insatisfação para com os resultados da equipa, nomeadamente com a famigerada publicação nas redes sociais no pós-desaire com o Vitória de Guimarães (0-3) e terá atingido os píncaros na sequência do empate caseiro com o Moreirense (1-1).

Ora, Marco Silva terá esgrimido os seus argumentos, lembrando a inexistência das devidas compensações das saídas de Dier e Rojo (ainda viria a perder Maurício em Janeiro, mas aí ganhou o upgrade Ewerton) e talvez acrescentando-lhe a ausência de um “dez” puro no plantel.

Tobias e Gauld, ou o contra-atque do Presidente?

O contra-ataque de Bruno de Carvalho, nesse momento, também foi público, mais concretamente quando o presidente assumiu que os reforços para Janeiro seriam os jogadores da equipa B. Na minha opinião, isto não terá sido mais que um ataque a Marco Silva pela sua até então nula aposta nos jovens que iam evoluindo sob o comando de João de Deus, nomeadamente em Tobias Figueiredo, um defesa-central, mas também no “dez” escocês Gauld, uma forte aposta financeira e desportiva do presidente e que até joga numa posição deficitária do plantel verde-e-branco.

Nesta fase, ter-se-á criado uma espécie de paz podre entre o presidente e o treinador do Sporting, em algo que, segundo a imprensa desportiva, dura até ao momento. Afinal, Bruno de Carvalho, provavelmente por razões financeiras e por ver que a massa adepta leonina até estava maioritariamente com o treinador, recuou na decisão de demitir imediatamente Marco Silva. Já o jovem técnico, por seu lado, aceitou permanecer mais alguns meses em Alvalade, ainda que cada vez mais focado em sair por cima e cada vez menos num projecto de longa duração.

Aliás, é notória a mudança na forma de jogar do Sporting a partir de Janeiro, sendo que os leões passaram a ser mais realistas na sua abordagem aos jogos, abdicando do tal projecto de defesa subida e de pressão alta, mas também de uma maior procura de jogo interior e quase replicando, ao invés, o que havia sido deixado por Leonardo Jardim, de um futebol mais defensivamente conservador e de um ataque mais pragmático, com clara insistência nas lateralizações e nos cruzamentos para a área.

Jamor será o capítulo final

Com essa mentalidade, perdeu-se a possibilidade de fazer progredir a equipa, mas, no imediato, Marco Silva conseguiu ir cumprindo aqueles que eram vistos como os objectivos mínimos para que pudesse sair de Alvalade por cima. Ou seja, um terceiro lugar forte (o Sp. Braga já está a 15 pontos), isto apenas atrás de duas equipas com maiores orçamentos e melhores plantéis, e uma presença na final da Taça de Portugal, que, a ser ganha, fará do jovem técnico o primeiro a conquistar um título pelos leões desde 2008.

Esses números serão suficientes para o salto de Marco Silva para um outro qualquer clube, mas estarão longe de fazer o presidente tentar a reconciliação com o técnico a quem ofereceu um contrato de quatro anos, isto porque, para Bruno de Carvalho, e tal como ficou claro na sua última entrevista à “Sporting TV”, o objectivo mínimo para os verde-e-brancos passaria sempre pelo segundo lugar na Liga, algo que replicaria o obtido por Leonardo Jardim e, acima de tudo, catapultaria o leão para o encaixe milionário da fase de grupos da “Champions”.

Depois, acredito, que Bruno de Carvalho terá finalmente percebido que precisa de um treinador com outro perfil. E quando falo de perfil não me refiro a desportivo, mas sim ao nível psicológico. Aliás, o rumor avançado hoje pelo “Record” de que Paulo Fonseca estará na linha da frente para suceder a Marco Silva poderá não ser de todo descabido. Afinal, o actual treinador do Paços de Ferreira tem o mesmo perfil desportivo, mas aparenta ser muito mais “dócil” e passivo na relação que tem com os seus superiores hierárquicos. E isso, na relação com um líder como o presidente do Sporting, tem um grande peso…

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Bruno de Carvalho surpreendeu pela prudência nas palavras

BdC surpreendeu pela prudência nas palavras

Depois de discursos de pole positions e de (na minha opinião) precipitadas candidaturas ao título, surgiu ontem um surpreendentemente prudente Bruno de Carvalho, isto numa pertinente entrevista à “Sporting TV” que deu algumas luzes daquilo que poderá ser o futuro recente do clube de Alvalade.

Antes de mais, destaque para a frontalidade com que o presidente do Sporting assumiu o seu desconhecimento quanto ao valor exacto do orçamento leonino para 2015/16, tendo vincado dois factores essenciais: o desconhecimento se o Sporting supera ou não o playoff de acesso à Liga dos Campeões; e a actual incerteza no patrocínio das camisolas da equipa principal.

Afinal, nestes dois campos específicos, as diferenças são abissais. Começando pelo plano desportivo, o playoff+fase de grupos da Liga dos Campeões representa um encaixe de 14 milhões de euros, enquanto o playoff+fase de grupos da Liga Europa, representa um encaixe de “apenas” 4,3 milhões de euros. Depois, ao nível do patrocínio das camisolas, sabe-se que o Sporting encaixará actualmente cerca de cinco milhões de euros/ano com o patrocínio da PT.

Ou seja, entre o pior e o melhor cenário, existirá uma monstruosa diferença de quase 15 milhões de euros…

Menos defensivo e mais igual ao seu estilo esteve o líder leonino quando confrontado com a necessidade de vender jogadores, sendo que, aí, Bruno de Carvalho foi muito claro: “O Sporting não quer vender qualquer jogador. Não quer!”.

Certo, contudo, é que este ponto estará intimamente ligado ao supra-citado, uma vez que quanto mais negro for o cenário referente ao playoff da “Champions”/patrocínio das camisolas, naturalmente mais obrigatório serão os encaixes extra com a venda de alguns jogadores, até porque é inegável que os verde-e-brancos terão sempre que ir ao mercado para compensar algumas fraquezas existentes no seu plantel, quanto mais não seja a certa saída de Nani e o muito provável abandono do MVP leonino em 2014/15: André Carrillo. E que jeito daria também ao Sporting ter um “dez” puro e um ponta de lança matador…

Fica de qualquer maneira a ideia que o Sporting irá olhar ainda mais para dentro no próximo defeso de Verão, sendo provável que muitos dos reforços sejam jogadores que vão evoluindo na equipa B (Wallyson) ou estão actualmente emprestados a outras equipas (Iuri MedeirosLabyad).

Aliás, o presidente do Sporting reforçou inclusivamente que dos mais de 27 jogadores apontados ao Sporting pela comunicação social “não acertaram em nenhum”, parecendo querer afastar os adeptos de nomes mais emblemáticos como o de John Guidetti ou Bryan Ruiz.

Senti acima de tudo que Bruno de Carvalho está preparado e quis igualmente preparar os adeptos do Sporting para tempos difíceis e que obrigarão os leões a estarem mais unidos do que nunca e conscientes de que ainda não existirão condições para uma candidatura ao título com as mesmas armas dos rivais.

Aliás, o presidente do Sporting terá percebido, espero, que todo o discurso optimista do Verão passado acabou por ser prejudicial a uma equipa jovem e ainda em construção que, numa fase embrionária da época, acabou por sucumbir a essa pressão, perdendo pontos sucessivos que não poderia desperdiçar.

Certo, de qualquer maneira, é que estas duas primeiras temporadas completas com Bruno de Carvalho foram ambas muito positivas, nomeadamente quando confrontadas com o passado recente, sendo que esta campanha actual ainda poderá ser culminada com a primeira conquista do futebol desde 2008, uma Taça de Portugal que faria maravilhas pelo ego dos adeptos leoninos.

Quanto ao futuro, será garantidamente este o caminho tomado ontem por Bruno de Carvalho. Um Sporting realista e consciente das condicionantes financeiras que ainda se vão prolongar, mas sempre ambicioso, embora sem incutir pressões exageradas sobre o plantel e, acima de tudo, sem criar infudadas expectativas sobre os adeptos como foi feito em 2014/15.

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Gaitán e Salvio são dois extremos que pensam e executam o futebol de maneira completamente diferente

Gaitán e Salvio são extremos que pensam e executam o futebol de maneira bem diferente

Na minha concepção de ver o desporto rei, existem dois tipos de extremos no futebol moderno: um extremo de linha e de profundidade, que costumamos chamar de “extremo puro”; e o extremo de diagonais e de constante procura do espaço interior, que classificamos como “falso extremo”.

Ora, em equipas que jogam declaradamente com dois alas/extremos, é normal que se procure actuar com um “extremo puro” e um “falso extremo”, situação que permite aumentar as soluções ofensivas, uma vez que as equipas poderão ir alternando pela lateralização ou interiorização da jogada, sendo que essa multiplicação de opções se torna ainda mais vincada se os alas tiverem a capacidade de trocar facilmente de flanco.

Aliás, quando olhamos para os “três grandes”, percebemos que todos optam regularmente por um extremo mais vertical num flanco e por outro com características opostas no outro:

Benfica -> Gaitán (falso-extremo) e Salvio (extremo puro)
FC Porto -> Brahimi (falso-extremo) e Tello/Quaresma (extremo puro)
Sporting -> Nani (falso-extremo) e Carrillo (extremo puro)

Claro que, dentro de cada estilo de extremo, existem sempre diferenças claras entre certos jogadores:

Por exemplo, Nico Gaitán pensa muito mais como um “dez” do que Nani, sendo que o internacional argentino é o exemplo mais emblemático da Liga de um falso ala-extremo que sabe compensar, em conjunto com as inteligentes recuos de Jonas, o facto do Benfica não usar um “dez” de raiz como era por exemplo Pablo Aimar.

Por outro lado, o MVP do Sporting em 2014/15, André Carrillo, apesar de ser preferencialmente um extremo de profundidade, é um jogador que consegue procurar zonas centrais com maior facilidade do que jogadores mais unidimensionais, como são Eduardo Salvio ou Tello, algo que até devia ser mais usado por Marco Silva, por forma de contrariar a excessiva lateralização de jogo ofensivo leonino.

Inegável, todavia, é que todos os debates para definir quem é o melhor extremo, que muitas vezes são iniciados por adeptos e comunicação social, pecam muitas vezes por isto mesmo, pela incapacidade de compreenderem que é tão complicado comparar Nani a Salvio como será comparar Jackson Martínez a Jonas, outros dois jogadores que actuam na mesma posição mas têm funções dentro do terreno que estão longe de ser semelhantes.

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Cristiano não deixou saudades em Alvalade

Cristiano não deixou saudades em Alvalade

Qualquer um dos “três grandes” teve ao longo da sua história vários exemplos daquilo que se pode chamar de uma contratação incompreensível, nomeadamente um jogador que, logo à partida, prevê-se que pouco poderá acrescentar e acabará por abandonar sem honra nem glória. Um desses futebolistas, afinal, é o do médio-ofensivo brasileiro Cristiano, que chegou ao Sporting como um suposto reforço de Inverno em 2010/11, mas rapidamente acabaria por deixar Alvalade como mais um daqueles equívocos que o mais simples dos adeptos jamais conseguirá entender.

Algum destaque no Paços de Ferreira

Cristiano Moraes Oliveira nasceu a 28 de Setembro de 1983 em Manaus, Brasil, e passou pelo Nacional FC e São Raimundo do seu país natal, isto antes de se transferir para Portugal e para o Paços de Ferreira em Janeiro de 2006. Nos pacenses, haveria de se manter por quatro anos, somando um total de 119 jogos e 15 golos, isto antes de saltar para o PAOK de Salónica em Janeiro de 2010.

Essa mudança para a Grécia, todavia, acabou por não ser benéfica para o brasileiro, que, durante um ano, somou apenas 18 jogos (nove como titular) pelo PAOK, isto sem apontar qualquer golo, algo que não impediu o Sporting de avançar para a sua contratação em Janeiro de 2011.

Sem sucesso em Alvalade

Provavelmente uma aposta pessoal de Paulo Sérgio, então treinador leonino e que o havia orientado no Paços de Ferreira, Cristiano chegou ao Sporting com o intuito de oferecer alguma criatividade ao sector ofensivo, mas a verdade é que a sua passagem por Alvalade foi fugaz e desprovida de qualquer sucesso.

Ao todo, foram apenas cinco as partidas disputadas pelo médio-ofensivo com a camisola do Sporting em 2010/11, tendo apenas duas delas sido como titular, algo que acabou por redundar, naturalmente, no seu abandono do clube de Alvalade no Verão seguinte.

De regresso às origens

Após abandonar o Sporting, Cristiano rumou ao Beira-Mar, onde também não teve grande sucesso, passando posteriormente pelos brasileiros do Criciúma, isto antes de regressar a Portugal e ao Vitória de Setúbal, clube onde até actuou com regularidade em 2012/13 (29 jogos e dois golos).

Apesar disso, o futebolista actualmente com 31 anos, regressaria no final dessa época ao Brasil, representando actualmente o Nacional FC, precisamente o modesto emblema de Manaus onde iniciou a carreira.

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Sérgio Conceição precisa inverter rapidamente o ciclo negro do Sp. Braga

Sérgio Conceição precisa inverter rapidamente o ciclo negro do Sp. Braga

O Sporting de Braga está a passar por um mau momento na Liga Portuguesa, estando a adiar constantemente a obtenção matemática do quarto lugar, classificação que lhe permitirá atingir automaticamente a fase de grupos da Liga Europa 2015/16.

Para essa quebra abrupta dos arsenalistas, muito se culpabiliza a final da Taça de Portugal, falando-se que os jogadores do emblema bracarense já só pensarão no Jamor, não conseguindo manter o foco nos jogos do campeonato nacional, mas a verdade é que a matemática prova que a queda da equipa orientada por Sérgio Conceição já vem de trás.

Afinal, se recuarmos à 23.ª jornada, um mês e uma semana antes da primeira mão das meias-finais da Taça de Portugal, percebemos que o Sporting de Braga, nessa fase, somava 46 pontos, encontrando-se, por exemplo, a apenas um ponto do Sporting (3.º) (curiosamente outro clube do qual os jogadores têm sido igualmente acusados de estarem a tirar o pé do acelerador em jogos da Liga).

Certo é que, nove jornadas depois, as diferenças entre leões e bracarenses são avassaladoras, com o Sporting a somar 23 pontos (sete vitórias e dois empates) nesse período e o Sporting de Braga a ficar-se pelos nove (duas vitórias, três empates e quatro derrotas).

Perante este cenário, os arsenalistas passaram a ficar a 15 longínquos pontos do Sporting, mas, mais preocupante que isso, com apenas mais cinco pontos que o Vitória de Guimarães (5.º), que até pode ficar somente a dois se vencer hoje o Nacional na Choupana.

Afinal, é inegável que a quebra de resultados começou bem antes do Sporting de Braga saber que ia disputar a final da Taça de Portugal, uma vez que os arsenalistas perderam oito pontos nos quatro jogos anteriores à primeira mão do duplo confronto com o Rio Ave e mais cinco nos três jogos antes da segunda mão.

Nesse seguimento, e não ignorando que existirá naturalmente a possibilidade do Jamor estar a rondar a cabeça dos jogadores do Sporting de Braga, é certo que o mau momento não passará apenas e só por esse factor, sendo crucial que Sérgio Conceição consiga inverter este ciclo rapidamente, sob pena do clube minhoto acabar mesmo por ser ultrapassado pelo arqui-rival Vitória de Guimarães, em algo que iria ferir bastante o seu ego e deixaria o acesso à fase de grupos da Liga Europa e consequente encaixe de 1,3 milhões de euros dependente de um triunfo diante do Sporting na final da Taça de Portugal.

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Ruiz resolveria muitos problemas ao Sporting

Ruiz resolveria muitos problemas ao Sporting

Um dos principais problemas deste Sporting 2014/15 e que, aliás, gerou muitos debates entre especialistas ou simples adeptos passa pela excessiva tendência verde-e-branca em lateralizar o seu jogo, apostando essencialmente em cruzamentos sucessivos que visam aproveitar a referência ofensiva que é Islam Slimani.

Esta mecanização de jogo, que, aliás, já era bem identificada na segunda metade do campeonato transacto, então com os leões a serem comandados por Leonardo Jardim, acaba por ser uma resposta à ausência de um “dez” puro, problema que é crónico desde que Matías Fernández foi transferido, e também ganhou outras proporções esta temporada, assim que a estrela de Nani se apagou e em que os desequilíbrios ofensivos ficaram quase em exclusivo centrados em André Carrillo, extremo muito mais no sentido puro do termo.

Certo, por mais que este sistema até tenha proporcionado uma boa contabilização pontual, é que uma equipa grande, como o Sporting, precisa de apresentar muito mais soluções ofensivas e acima de tudo apostar igualmente no jogo interior, como outro importante desbloqueador de problemas no último terço.

Penso, aliás, sempre nisso quando vejo o perfil de alguns jogadores que são apontados ao Sporting pela comunicação social, questionando-me se são apenas rumores ou se alguns destes nomes são a constatação de um crónico problema pela SAD e pela equipa técnica.

O sueco John Guidetti, por exemplo, é um ponta de lança que privilegia o 4x4x2, esquema táctico que Marco Silva tem testado nos últimos dois jogos e que bem oleado poderia garantir um incremento natural de jogo interior, isto sem haver a necessidade do Sporting ter um “dez” puro.

Quanto ao argelino Belfodil, trata-se de um ponta de lança que pode actuar sozinho a “nove”, mas também se adapta perfeitamente a actuar ao lado de outro ponta de lança ou mesmo como extremo de diagonais. Ou seja, trata-se de outro jogador que, pela sua mobilidade e polivalência, poderá oferecer soluções ofensivas muito mais variadas do que um “nove” fixo como é Slimani.

Por fim, o costa-riquenho Bryan Ruiz é um futebolista que, apesar da sua envergadura física, tanto pode ser o tal falso-extremo de movimentos interiores, seja a esquerda ou à direita, como o “dez”/9,5 que o Sporting precisa para dar apoio directo a um ponta de lança que jogue sozinho a “nove”, sem que seja necessário o constante despejar de bolas para a área.

Afinal, mesmo que nesta altura da “silly season” seja sempre complicado perceber onde começa e termina a veracidade de muitas das notícias, não deixo de constatar que, a ser verdadeiro o interesse do Sporting neste perfil de jogadores, está a existir um correcto trabalho de identificação das fraquezas recentes e um notório interesse em dar um salto para outro patamar em 2015/16.

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