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Archive for the ‘Olho Clínico (Segunda Liga)’ Category

Riquicho tem evoluído bastante

Riquicho tem evoluído bastante

Um dos jogadores que mais tem progredido nos últimos tempos é o jovem lateral-direito do Sporting, Mauro Alves Riquicho, futebolista que tem sido titularíssimo na selecção nacional de sub-20 no Mundial que agora se vai disputando na Nova Zelândia.

Trata-se de um atleta nascido a 7 de Abril de 1995 em Cascais e que começou a sua carreira no Fontainhas, ainda que, logo em 2007/08, tenha rumado ao Sporting, clube que representa desde o escalão de infantil.

Ao nível sénior, estreou-se logo em 2012/13, com apenas 17 anos, na equipa do Sporting B, sendo que desde essa data já soma 56 jogos (um golo) na Segunda Liga.

Uma força da natureza

Mauro Riquicho é um lateral-direito que se destaca por ser uma verdadeira força da natureza, apresentando um pulmão inesgotável e mostrando-se fortíssimo nos duelos individuais e na capacidade de fazer todo o flanco.

Veloz e com uma razoável técnica individual, consegue ser competente no processo ofensivo, aspecto em que tem evoluído bastante, ainda que se destaque igualmente no capítulo defensivo, pela sua excelente capacidade de recuperação e de desarme.

Aos 20 anos, terá ainda aspectos para evoluir, nomeadamente ao nível do posicionamento e, também, na excessiva agressividade com que por vezes aborda alguns lances, mas, atendendo à (rápida) evolução recente, não duvido que essas lacunas serão igualmente corrigidas a breve trecho.

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Tozé Marreco merece clube com outra dimensão

Tozé Marreco merece clube com outra dimensão

Um dos melhores marcadores da Segunda Liga, ex aequo com o brasileiro Erivelto (Sp. Covilhã), foi o ponta de lança português: António José Marreco Gouveia, conhecido simplesmente por “Tozé Marreco“, futebolista cujos 23 golos foram fundamentais para o título e consequente subida ao principal escalão do Tondela.

Trata-se de um atleta nascido a 25 de Julho de 1987 em Miranda do Corvo e que passou pelas camadas jovens de emblemas como o Lousanense, União de Coimbra, Mirandense e Académica, tendo se estreado profissionalmente pelo Pampilhosa, em 2006/07.

Sucesso na segunda divisão holandesa

Mas se pouco actuou no modesto Pampilhosa, da então II Divisão B, esse cenário haveria de mudar completamente na temporada seguinte, quando Tozé Marreco rumou à segunda divisão holandesa e somou 17 golos em 38 jogos pelo Zwolle.

Num verdadeiro périplo pelo estrangeiro, o ponta de lança luso ainda haveria de representar o Alavés (Espanha), Lokomotiv Mezdra (Bulgária) e Servette (Suíça), sendo que no conjunto da segunda divisão helvética, em 2009/10, também haveria de mostrar capacidade goleadora, somando nove golos em 26 jogos.

Carreira quase sempre nos escalões inferiores

Em 2010/11, contudo, Tozé Marreco regressou a Portugal, iniciando um percurso por vários clubes da Segunda Liga, como o Desportivo das Aves, União da Madeira, Naval e Tondela.

Pelo meio, teve duas “oportunidades” na Primeira Liga, mais concretamente no Beira-Mar (2012/13) e Olhanense (2013/14), mas as aspas no termo “oportunidades” não foram colocadas por acaso, uma vez que o atacante poucos minutos somou em ambas essas aventuras.

Melhor época de sempre no Tondela

Ora, se as oportunidades escassearam sempre na Primeira Liga, o mesmo não se passava no escalão imediatamente inferior, onde acabou por viver em 2014/15 a sua melhor época de sempre.

Afinal, com a camisola do Tondela, onde já havia somado 11 golos em 2013/14, o ponta de lança de 27 anos haveria de viver uma verdadeira época de sonho na actual campanha, somando 25 golos em 51 jogos oficiais e sendo peça fundamental no título e consequente subida ao principal escalão luso.

Um goleador generoso

Tozé Marreco é um ponta de lança com um impressionante sentido de golo, sendo muito forte em termos de inteligência posicional e muito eficaz na hora de atirar à baliza, seja com o seu pé direito ou com a cabeça.

Bom tecnicamente, com apreciável capacidade de choque e muito efectivo a jogar de costas para a baliza, o ponta de lança tem capacidade para jogar sozinho ou acompanhado na frente de ataque, sendo que, apesar de ter sempre o golo na mente, também sabe combinar com os colegas e perceber quando uma assistência se apresenta como uma melhor solução, ao invés de uma finalização.

Neste momento, à beira dos 28 anos, dificilmente merecerá uma aposta de um clube grande português, até pela tal questão de mentalidade lusa que o próprio Tozé Marreco tão bem explanou com a célebre frase: “Se me chamasse Marrecovic sei bem onde estava”, mas não tenho quaisquer dúvidas que tem todas as condições para vingar como titular num clube de dimensão muito superior ao Tondela.

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Dalbert tem grande potencial

Dalbert tem grande potencial

Um dos jogadores mais interessantes a evoluir na Segunda Liga portuguesa é o lateral-esquerdo Dalbert, jovem de 21 anos que vai provando, no Académico de Viseu, que tem futebol mais do que suficiente para um rápido salto para outro patamar competitivo, não sendo de estranhar que já tenha sido inclusivamente colocado na rota do Benfica.

Trata-se de um futebolista nascido a 8 de Setembro de 1993 no Rio de Janeiro, Brasil, e que passou pelo Barra Mansa, Fluminense e Flamengo, isto antes de dar o salto para o futebol europeu, na temporada transacta, para representar o Académico de Viseu.

Nesse emblema da Beira Alta, que representa até hoje, já soma um total de 44 jogos e três golos, tendo sido esta temporada de 2014/15, aliás, a de verdadeira explosão de Dalbert, com o brasileiro a afirmar-se como indiscutível no lado canhoto da defesa viseense.

Lateral de perfil ofensivo

Dalbert Henrique Chagas Estevão é um lateral-esquerdo de perfil extremamente ofensivo, sendo daqueles jogadores que dão uma profundidade tal ao seu flanco, que, por vezes, parecemos estar na presença de um extremo e não tanto de um defesa.

Rápido, raçudo, evoluído tecnicamente e com bom pulmão, torna-se um verdadeiro quebra-cabeças para as defesas contrárias, uma vez que tem facilidade para procurar a linha e, depois, é bastante competente no capítulo do passe e do cruzamento.

A gestão deste perfil extremamente ofensivo, contudo, obrigará a algum trabalho, uma vez que o brasileiro ainda comete alguns crassos erros de posicionamento, especialmente através do espaço que muitas vezes deixa nas suas costas, mas é inegável que estamos perante um diamante que apenas precisará de lapidação.

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