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Archive for the ‘Rescaldo Europeu 2010/11’ Category

Em Anfield a festa foi bracarense

Pela primeira vez na sua longa história de competições europeias, Portugal conseguiu a assinalável marca de colocar três equipas nos quartos finais da mesma prova europeia, neste caso, a Liga Europa. Em 1993/94, o nosso país havia colocado três equipas nos quartos de final das provas europeias, mas, nesse caso, em competições diferentes. Assim sendo, há que destacar o enorme feito de Benfica, FC Porto e Sporting de Braga, que, além do sucesso desportivo e do prestígio que granjearam por ultrapassarem mais um degrau, também garantiram, praticamente, o sexto lugar no ranking UEFA, que nos garantirá três equipas na “Champions” de 2012/13.

Paris SG 1-1 Benfica (Os encarnados apuraram-se com 3-2 no agregado)

O Benfica sabia de antemão que o 2-1 que trazia de Lisboa era curto e que teria de sofrer na cidade luz. Ainda assim, o Benfica entrou personalizado e até foi a primeira equipa a marcar, por intermédio de Nico Gaitán (27′) a concluir bonita jogada de contra-ataque.

No entanto, os gauleses não baixaram os braços e, até final da primeira metade, foram capazes de igualar o jogo, graças a um grande golo de Bodmer (35′) e, inclusivamente, tiveram algumas oportunidades para empatarem a eliminatória, valendo, aí, a falta de pontaria dos atacantes parisienses e a boa exibição do guarda-redes Roberto.

Após o intervalo, os encarnados apareceram novamente em melhor plano e até tiveram boas oportunidades para fazerem um segundo tento que sentenciasse a eliminatória, contudo, foram infelizes na finalização, acabando por ser obrigados a sofrer até ao final do encontro.

De facto, o Paris Saint-Germain teve algumas ocasiões para empatar a eliminatória, todavia, uma defesa milagrosa de Roberto a remate de Hoarou (79′) e uma escorregadela de Maurice (90+5′), quando tinha tudo para marcar, acabou por impedir que o marcador sofresse alterações e permitiu que a equipa portuguesa alcançasse o apuramento para os quartos de final.

FC Porto 2-1 CSKA Moscovo (os azuis-e-brancos apuraram-se com 3-1 no agregado)

Os dragões traziam uma magra vantagem da capital russa (1-0), mas não se encostaram à sombra dela, tendo chegado ao um a zero logo no primeiro minuto, na sequência de um livre de Hulk em que Akinfeev ficou muito mal na fotografia.

Na resposta, Wagner Love ainda tirou à barra, mas seria o FC Porto a aproveitar mais um disparate do guarda-redes do CSKA, para, aos 24 minutos, ampliar para 2-0, graças a um golo de Freddy Guarín.

A perderem por 2-0 neste encontro e 3-0 no cômputo da eliminatória, a equipa moscovita ainda reagiu de pronto, tendo reduzido aos 29 minutos com um golo de Tosic. Contudo, quando se esperava que esse golo tornasse a eliminatória mais emocionante, isso não se veio a verificar.

De facto, até final do jogo, o FC Porto teve sempre o controlo do mesmo, contando, inclusivamente, com um golo anulado a Rolando, num lance em que o internacional português ajeitou a bola com a mão antes de atirar para a baliza. Em suma, uma vitória inteiramente justa da equipa portuguesa que provou, nos dois jogos, que era superior ao CSKA Moscovo.

Liverpool 0-0 Sp. Braga (os arsenalistas apuraram-se com 1-0 no agregado)

O 1-0 que os bracarenses traziam da Pedreira era curto, mas dava direito de sonhar com a passagem à fase seguinte, até porque os arsenalistas já tinham ido vencer a Sevilha (4-3), depois de terem vencido os andaluzes, em casa, pelo mesmo um a zero.

Ainda assim, esperava-se uma grande pressão do Liverpool desde o primeiro minuto, uma pressão que deveria vir tanto de dentro de campo como de fora dele, todavia, para bem da equipa portuguesa, nada disso se verificou.

O Liverpool foi sempre uma equipa amorfa, sem criatividade e sem ideias, permitindo que o Sporting de Braga fosse sustendo os frágeis intentos dos ingleses sem grandes problemas.

De facto, durante todo o jogo, o principal momento de pânico para a defesa arsenalista, surgiu num lance em que o árbitro deixou que Skrtel, em claro fora de jogo, tivesse uma oportunidade para se isolar perante Artur Moraes. Aí, o guarda-redes brasileiro foi enorme e negou o golo ao defesa-central eslovaco.

Assim sendo, o Sporting de Braga garantiu o zero a zero final e alcançou um feito histórico, eliminando um Liverpool que, mesmo longe dos melhores tempos, será sempre o Liverpool

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Rudnevs evitou quinta-feira sem derrotas

Numa quinta-feira de grandes emoções, o futebol português tem razões para sorrir, pois todas as quatro equipas envolvidas nos dezasseis avos de final da Liga Europa garantiram resultados que lhes permitem sonhar com a passagem aos oitavos de final da prova. Os dragões, pela vitória em Sevilha (2-1), são os que se encontram mais perto desse objectivo, contudo, o Benfica, que venceu o Estugarda (2-1) na Luz, o Sporting que empatou em Glasgow diante do Rangers (1-1) e, até, o Sporting de Braga que perdeu num enorme manto de neve, diante do Lech Poznan (0-1), têm grandes hipóteses de seguirem em frente.

Benfica 2-1 Estugarda

A primeira parte dos encarnados foi má demais para ser verdade. Uma equipa desligada, sem alma e, até, a parecer que olhava o seu adversário do alto de uma pseudo-superioridade que não se verificava no relvado. Assim sendo, foi sem surpresa que os germânicos alcançaram a vantagem no marcador graças a um golo de Harnik (21′).

Veio o intervalo, provavelmente uma dose de gritos de Jorge Jesus, e o Benfica surgiu transfigurado na segunda metade. De facto, os encarnados passaram a pressionar e a empurrar o seu adversário às cordas, reduzindo-o a uma mediocridade que esteve longe de aparentar no primeiro tempo.

Dois golos foram marcados, um por Cardozo (70′) e outro por Jara (81′), mas muitos outros ficaram por concretizar, devido à falta de pontaria dos avançados encarnados e, também, graças à boa exibição do guarda-redes Ulreich.

Ainda assim, este 2-1, aliado ao facto do Estugarda estar longe de ter uma equipa que possa meter grande medo, abre excelentes perspectivas do Benfica superar esta ronda e passar aos oitavos de final da Liga Europa.

Lech Poznan 1-0 Sp. Braga

O frio e a neve assustavam, mas a verdade é que o Sp. Braga, durante toda a primeira parte, foi uma equipa adulta, segura e pressionante, controlando totalmente o jogo, mesmo que não tenha criado grande perigo para a baliza da equipa polaca.

No entanto, após o descanso, a equipa minhota perdeu a frieza do primeiro tempo, parecendo ficar amedrontada com o passar dos minutos. Foi recuando, recuando e apostando quase todas as suas fichas na segurança da sua defesa e, acima de tudo, do guarda-redes Artur Moraes.

Infelizmente para o conjunto português e apesar da excelente exibição do guarda-redes brasileiro, este foi incapaz de suster o remate de Rudnevs (72′) que garantiu uma preciosa mas magra vitória do Lech Poznan por uma bola a zero. Em suma, tudo em aberto para a segunda mão, em Braga.

Sevilha 1-2 FC Porto

Deve estar escrito em algum manual celestial, mas o certo é que o FC Porto costuma ter estrelinha em Sevilha. Ontem, no Sanchez Pizjuan, os azuis e brancos fizeram uma primeira parte sóbria, sem grandes rasgos, mas a suficiente para controlar uma equipa andaluza extremamente dependente do jogo pelas alas para criar perigo. Assim sendo, quando o árbitro apitou para o intervalo, o zero a zero justificava-se plenamente pelo que as equipas fizeram dentro do terreno de jogo.

Após o descanso, todavia, o Sevilha apareceu mais pressionante do que nos primeiros quarenta e cinco minutos, ainda que, curiosamente, acabou por ser o FC Porto a abrir o activo, naquele que foi o seu primeiro lance de perigo do segundo tempo. Livre de James Rodríguez e Rolando, com um toque subtil, a desviar de Palop e a fazer o 0-1.

A perder, os andaluzes arregaçaram as mangas e foram para cima do conjunto português, que passou um mau bocado. Kanouté, aos 65 minutos, empatou a partida e, aos 77 minutos, falhou inacreditavelmente a reviravolta. Luís Fabiano, de cabeça, também esteve perto do 2-1.

Contudo, no meio do vendaval ofensivo dos sevilhanos, quando já poucos acreditavam nessa possibilidade, Cristian Rodríguez aproveitou um erro crasso de Fazio, avançou, chocou com Palop e, na recarga, Freddy Guarín atirou para o 2-1, garantindo aos azuis-e-brancos um excelente resultado para a segunda mão a disputar no Estádio do Dragão.

Glasgow Rangers 1-1 Sporting

O Sporting é, neste momento, uma equipa que por vezes quebra à menor dificuldade, mas ontem, no inferno do Ibrox, foi uma equipa generosa que, mesmo sem fazer uma grande exibição, alcançou um resultado que lhe abre excelentes perspectivas para o jogo da segunda mão.

Durante a primeira parte, assistiu-se a um pacto de não agressão entre portugueses e escoceses, com os lances de perigo a serem muito escassos, salvo as excepções de um remate cruzado de Hélder Postiga (39′), um remate ao lado de Whittaker (40′) e um lance em que Yannick (43′), isolado perante McGregor, desperdiçou.

Contudo, na segunda metade, os protestantes perceberam que o zero a zero não seria um bom resultado para levarem para o Alvalade XXI e aumentaram ligeiramente o ritmo de jogo para tentarem chegar ao golo. Ainda assim, a sua fraca qualidade técnica limitava-os de sobremaneira, percebendo-se que só seriam realmente perigosos em lances de bola parada e/ou cruzamentos para a área.

Sem surpresa, foi assim que chegaram ao 1-0. Aos 68 minutos, na sequência de um pontapé de canto de Weiss, Whittaker, de cabeça, não perdoou e colocou o Glasgow Rangers em vantagem.

Apesar da desvantagem, Paulo Sérgio sabia que esta equipa escocesa está longe de ser um colosso do futebol europeu e, assim, apesar de algo tardiamente, decidiu fazer alguma coisa, lançando Matías Fernandez e Saleiro. Curiosamente, foi na sequência de uma abertura de Saleiro para o cruzamento de João Pereira que surgiu o golo do chileno Matías, que, solto de marcação, atirou de cabeça para o empate (1-1).

Estávamos no minuto 89, mas este Sporting é uma equipa extremamente intranquila e, até ao apito final, ainda sofreu um bocado, ainda que, aí, Rui Patrício tenha estado em grande nível, segurando este 1-1, que dá todas as condições do Sporting, em Alvalade, confirmar o apuramento.

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Dembelé deu trabalho aos defesas leoninos

Em dois jogos sem grande importância que não fosse a honra desportiva e os 120 mil euros em disputa, dragões e leões tiveram sortes diferentes nos seus duelos diante  adversários búlgaros. No Dragão, o FC Porto, mesmo com vários jogadores poupados, venceu o CSKA Sófia por 3-1 e terminou o Grupo L com impressionantes 16 pontos, ou seja, apenas concedeu um empate em seis jogos. Por outro lado, os verde-e-brancos, na neve de Sófia, não evitaram o desaire e perderam com o Levski (0-1). Este resultado, apesar de, aparentemente ser pouco importante, fez com que a Rússia se aproximasse de Portugal no Ranking UEFA, na luta pelo sexto lugar e consequente acesso de três equipas à “Champions” 2012/13.

FC Porto 3-1 CSKA Sófia

Mesmo poupando alguns jogadores, o FC Porto provou a força do seu plantel, vencendo, sem problemas, o CSKA Sófia (3-1) num jogo em que até podia ter goleado.

Na primeira parte, o golo de Otamendi (21′), na sequência de um canto, foi um magro pecúlio para o imenso domínio do FC Porto que não deu grandes hipóteses a um adversário muito modesto para estas andanças europeias.

Após o descanso, a equipa búlgara, ainda chegou ao empate, quando na sequência de um lançamento longo do seu guarda-redes, Delev (49′) empatou a partida.

No entanto, esse golo não abalou minimamente a equipa portuguesa que continuou a dominar totalmente o jogo, marcando dois tentos por Rúben Micael (54′) e James Rodríguez (90′) e vendo, inclusivamente, Falcao falhar um penalti.

Em suma, vitória tranquila de um FC Porto que provou, uma vez mais, que é muito mais do que apenas onze jogadores.

Levski 1-0 Sporting

Na neve de Sófia, o Sporting voltou a desiludir, acabando por não ser capaz de conseguir um resultado positivo diante do último classificado do Grupo C e que, na primeira volta, havia perdido cinco a zero em Alvalade.

Num jogo com poucos motivos de interesse, o Levski acabou por marcar o único golo do jogo em cima do intervalo e por intermédio de Mladenov, num lance em que Dembelé fez gato sapato de Nuno André Coelho.

Na segunda parte, os leões tentaram reagir à desvantagem, mas foram incapazes de ultrapassar a muito bem organizada linha defensiva do Levski que, assim, garantiu a pequena consolação de ter terminado invencível em casa neste Grupo C.

Com este desaire (0-1), os leões terminaram este agrupamento da Liga Europa com 12 pontos, mais quatro que o segundo, o Lille.

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Lacazette salvou o Benfica

Um golo de Alexandre Lacazette, perto do final do Lyon-Hapoel Telavive e que garantiu o empate (2-2) à equipa gaulesa, foi decisivo para que o Benfica se mantivesse nas competições europeias, pois os encarnados, em casa, num jogo muito pobre, perderam por duas bolas a uma com o Schalke 04. No outro jogo que aos clubes portugueses disse respeito, o Sp. Braga lutou muito em Donetsk, mas foi incapaz de alcançar um bom resultado, acabando vergado a uma derrota por duas bolas a zero. De qualquer maneira, mesmo que vencesse, só se apuraria para os oitavos de final caso o fizesse por quatro golos, pois o Arsenal, em casa, cumpriu a missão e despachou o Partizan por três bolas a uma.

Benfica 1-2 Schalke 04

Na Luz, os encarnados fizeram, claramente, um dos piores jogos da época. Sem alma, sem ideias e sem concentração, o Benfica foi quase sempre inferior ao Schalke na primeira metade, sendo que a desvantagem mínima (0-1), graças a um golo de Jurado (20′) até era um resultado lisonjeiro perante a pobreza da exibição das águias.

Na segunda metade, o Benfica subiu ligeiramente de produção, contudo, continuou a ser muito pouco para importunar seriamente o clube alemão. Ainda assim, Aimar ainda teve uma excelente oportunidade para empatar, mas, isolado perante Neuer, atirou ao lado da baliza.

Aos 81 minutos, Höwedes fez o 0-2 e deu o golpe fatal na águia que, sabendo que o Lyon perdia, em casa (1-2), começava a estar dependente de um golo dos franceses para continuar em prova.

Assim sendo, e apesar da redução de Luisão (87′), o golo mais festejado na Luz foi mesmo o de Lacazette, pouco depois, que garantiu o empate ao Lyon e, mais do que isso, o apuramento dos encarnados para a Liga Europa. Um apuramento triste, depois de uma campanha para esquecer do Benfica na “Champions”

Shakhtar Donetsk 2-0 Sp. Braga

Terminou a campanha bracarense na Liga dos Campeões e é justo dizer-se que terminou de forma honrosa, porque os arsenalistas, na sua estreia na prova, terminaram o Grupo com nove pontos, o que é de louvar.

Na Ucrânia, a equipa bracarense nunca se lançou de forma maluca para o ataque, preferindo jogar um jogo conservador, na esperança que os ucranianos cometessem um erro e rezando para que o Arsenal, no Emirates, não vencesse o Partizan.

O sonho tornou-se mais claro ao minuto 52, quando Cléo empatou a partida no Emirates (1-1), nesse momento bastava um golo, fosse do Braga ou do Partizan para que os bracarenses seguissem em frente na prova.

No entanto, entre o minuto 73 e 77, o Arsenal marcou por duas vezes e colocou-se a vencer por (3-1) e os arsenalistas, talvez conscientes desse facto, perderam um pouco da concentração nos minutos finais e acabaram vergados a dois golos dos ucranianos, apontados por Rat (79′) e Luiz Adriano (83′).

Apesar da derrota, o Sp. Braga tem razões para festejar, pois além do muito dinheiro que ganhou na competição, assegurou a posição de cabeça de série no próximo sorteio da Liga Europa.

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Polga foi decisivo na vitória 100 dos leões na Europa

Se os leões, em casa, diante do Lille, mostraram as garras, vencendo por 1-0 e conquistando o primeiro lugar no Grupo C da Liga Europa, os dragões, numa Viena coberta de neve, não se ficaram atrás, aquecendo os corações dos portistas com mais uma vitória (3-1) e consequente primeiro lugar no grupo L. Graças a este posicionamento, Sporting e FC Porto serão cabeças de série no sorteio dos 16/final, situação que, em teoria, será benéfico para as equipas portuguesas. Para além deste factor, estes excelentes resultados de leões e dragões, aliado às prestações de Benfica e Sp. Braga na Liga dos Campeões, já garantiram 9,400 pontos a Portugal, o que nos coloca em terceiro lugar no ranking UEFA referente a esta temporada e mantém-nos no sexto lugar do ranking UEFA referente às últimas cinco épocas. Se mantivermos este posicionamento até ao final desta temporada, conseguiremos colocar três equipas na Liga dos Campeões 2012/13.

Sporting 1-0 Lille

Em Alvalade, o Sporting não fez uma exibição de encher o olho, mas venceu, justamente, um Lille que também não mostrou muito em Lisboa.

Durante a primeira parte, os leões foram quase sempre a melhor equipa, ainda que tenham jogado de forma algo lenta e sem qualquer criatividade. Nesses primeiros quarenta e cinco minutos, o Sporting acabou por fazer um golo, por Anderson Polga (28′), ver um cabeceamento do mesmo Polga embater no poste e ser-lhe negado um claro penálti sobre Hélder Postiga. O Lille, que se pode queixar da ilegalidade do golo de Polga (Postiga tocou com a mão na bola antes desta chegar aos pés do central brasileiro), pouco fez durante o primeiro período, com excepção para alguns cabeceamentos perigosos de Túlio de Melo.

Na segunda parte, o Sporting, sabendo que o empate lhe garantia o apuramento, recuou linhas e convidou a equipa francesa a assumir o controlo do jogo. Durante esses segundos quarenta e cinco minutos, com maior ou menor dificuldade, os leões conseguiram suster os ímpetos do Lille e, assim, conquistar a vitória 100 em jogos das competições europeias.

Rapid Viena 1-3 FC Porto

Em Viena, a enfrentar um forte nevão e um campo a roçar o impraticável, o FC Porto voltou a mostrar o seu poderio e venceu o Rapid por 3-1, num jogo em que, injustamente, teve de esperar pelos últimos minutos para garantir o triunfo.

Entrando forte e parecendo imune às más condições atmosféricas, o FC Porto foi esbanjando oportunidades até que, aos 39 minutos, contra a corrente do jogo, Trimmel fez o 1-0 para os austríacos.

O FC Porto, porém, reagiu de pronto e, depois de Varela ter desperdiçado um golo feito, o inevitável Falcao (42′) não falhou uma oportunidade sozinho perante o guarda-redes local e repôs a igualdade no desafio.

Na segunda metade, parecendo satisfeitos com a igualdade, os azuis-e-brancos recuaram ligeiramente e o jogo tornou-se menos interessante do que nos primeiros quarenta e cinco minutos. Ainda assim, após a entrada de Belluschi, o FC Porto voltou a assumir as rédeas do jogo e, após um aviso de Guarín (79′), Falcao (86′) colocou o FC Porto em vantagem no marcador.

Até final, ainda houve tempo para o 3-1, novamente da autoria do avançado colombiano que, assim, completou o hat-trick. Com esta vitória, o FC Porto garantiu, tal como o Sporting, a liderança no seu agrupamento.

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Matheus foi decisivo na vitória bracarense

Em Telavive, o Benfica fez um dos piores jogos da temporada e acabou vergado a uma pesada derrota (0-3) diante de um Hapoel que estava, perfeitamente, ao seu alcance. Falhando bastantes oportunidades e assistindo a uma eficácia a toda a prova da equipa israelita, o Benfica ficou, assim, afastado da Liga dos Campeões, podendo, inclusivamente, ficar fora da Liga Europa, caso não vença o Schalke 04 na última jornada e o Hapoel Telavive triunfe em Lyon. Combinação pouco provável, mas possível. Por outro lado, o Braga conseguiu um grande resultado, vencendo o Arsenal, em casa, por 2-0. Ainda assim, apesar de ainda não estar fora da 2ª fase da Liga dos Campeões, terá, para se apurar, de vencer o Shakhtar por mais de três golos de diferença ou, em caso de o Arsenal não vencer, em casa, o Partizan, simplesmente vencer fora os ucranianos.

Sp. Braga 2-0 Arsenal

Durante grande parte do desafio e ao contrário do que o resultado possa fazer crer, a equipa bracarense não fez um grande jogo. Precipitada e nervosa, a equipa arsenalista não conseguia criar situações de perigo para a baliza londrina, beneficiando, inclusivamente, de boas intervenções de Felipe para manter o nulo.

De forma conservadora e beneficiando, também, da falta de alma do Arsenal, a equipa bracarense foi deixando o tempo passar e o nulo eternizar-se, esperando, provavelmente, um erro dos londrinos para procurarem a sua sorte.

Na verdade, foi exactamente isso que aconteceu, com a equipa bracarense a ver Elton a fazer um passe magistral para Matheus, que galgou muitos metros e acabou por bater Fabianski com um remate de belo efeito. Estávamos no minuto 83 e o sonho bracarense ficava bem mais perto.

A partir daqui, o Arsenal ainda procurou o empate, mais com o coração do que com a cabeça, mas o que conseguiu foi sofrer novo golo, novamente por Matheus, já nos descontos, que carimbou o resultado final em 2-0 para os bracarenses.

Ainda assim, apesar do triunfo histórico, só um milagre colocará os minhotos na segunda fase da “Champions”. Ainda assim, enquanto for possível, os bracarenses têm o direito a sonhar.

Hapoel Telavive 3-0 Benfica

Podia começar por dizer que o resultado é extremamente exagerado e até injusto para o que fizeram Benfica e Hapoel, ainda assim, importa dizer uma série de coisas. Este Benfica é, neste momento, uma equipa descrente, muitas vezes amorfa e que se coloca, dessa forma, a jeito para sofrer dissabores.

Em Israel, o Benfica até não começou mal, empurrando a equipa israelita para o seu último terço, ganhando bastantes cantos e tendo algumas oportunidades para abrir o activo.

No entanto, aos 24 minutos, contra a corrente do jogo, Era Zahavi fez o 1-0 na sequência de um livre e os encarnados acusaram imenso o golo sofrido.

A partir daí, a equipa encarnada, apesar de ter dominado territorialmente a partida e de ter conquistado inúmeros cantos, foi incapaz de reagir convenientemente à desvantagem. Ainda assim, mesmo aos repelões, ainda teve algumas oportunidades para marcar, mas principalmente Alan Kardec esteve desastrado.

Assim sendo, o Hapoel foi mantendo a vantagem e, com grande eficácia, foi mesmo capaz de a ampliar com tentos de Douglas da Silva (75′) e novamente Era Zahavi (90′) para uma vitória muito folgada da equipa de Telavive.

Com este desaire, o Benfica passou de poder chegar à segunda fase da “Champions” para correr o risco de nem sequer chegar à Liga Europa.

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Liedson bisou diante do Gent

 

A carreira das equipas portuguesas nas provas da UEFA tem tido duas velocidades distintas. Na Liga dos Campeões, águias e arsenalistas têm tido dificuldade perante os seus adversários, encontrando-se, neste momento, com uma vitória e duas derrotas e, nesse seguimento, com grandes dificuldades para atingir a segunda fase da prova. Por outro lado, na Liga Europa, leões e dragões continuam a não dar tréguas aos adversários, somando por vitórias todos os jogos realizados e estando a um pequeno passo da próxima fase, passo esse que, inclusive, pode ser atingido na próxima jornada. Ainda assim, tratou-se de uma ronda globalmente positiva para Portugal, pois, tirando o desaire dos encarnados em Lyon (0-2), o Braga venceu o Partizan (2-0), em casa, o Sporting goleou o Gent (5-1) em Alvalade e, por fim, o FC Porto foi a Istambul vencer o Besiktas por três bolas a uma.

Ol. Lyon 2-0 Benfica

Pergunto-me onde anda o Benfica da época passada. Na quarta-feira, em Lyon, as águias nunca se encontraram, parecendo uma equipa encolhida e amedrontada, mesmo estando perante um adversário que, no máximo, ser-lhe à da mesma valia.

Na primeira parte, os encarnados entraram a falhar demasiados passes, sendo que, na sequência de um deles, perdido por Carlos Martins, surgiu o primeiro golo dos franceses, apontado por Briand (22′). Mesmo a perder, a génese do jogo não se alterou, pois o Benfica manteve-se amorfo e sem capacidade de penetração no último terço, sendo que, para piorar a sua situação, Gaitán acabou expulso em cima do intervalo e deixou as águias reduzidas a dez elementos.

Após o descanso, o Benfica, a perder por 1-0 e com dez elementos, tinha uma missão muito complicada, mas essa tornou-se quase impossível quando Lisandro (53′) fez o 2-0 para os gauleses.

A partir desse momento, o pouco Benfica que existia desapareceu por completo e o Lyon controlou e dominou até final, valendo Roberto para que o desaire dos encarnados não fosse mais pesado.

Esta derrota obriga o Benfica a vencer, na próxima jornada, o Lyon em casa, para poder continuar a sonhar com os oitavos de final da “Champions”.

Sp. Braga 2-0 Partizan

Se, no jogo com o Shakhtar, o Braga tinha sido uma equipa pouco eficaz e, inclusivamente, demasiado romântica, desta feita foi pragmática o suficiente para levar de vencida uma organizada mas pouco incisiva equipa sérvia.

Numa primeira parte equilibrada, os arsenalistas tiveram a felicidade de marcar no primeiro remate que fizeram à baliza. Um portentoso livre directo de Lima (34′) que Stojkovic não foi capaz de parar. Com este golo, os bracarenses foram para o intervalo com uma magra mas saborosa vantagem.

Depois do intervalo, a equipa arsenalista foi controlando a partida e até podia ter ampliado a vantagem aos 77 minutos, quando Matheus, isolado perante Stojkovic, não foi capaz de bater o guarda-redes sérvio.

Essa falha intranquilizou o Braga que, nos dez minutos finais, sentiu alguns sobressaltos, que só terminaram quando ao minuto 89, após excelente jogada de contra-ataque, Matheus fez o 2-0 final.

Com este resultado, o Braga abre, pelo menos, as portas do terceiro lugar e, com isso, a possibilidade de chegar aos dezasseis avos da Liga Europa.

Besiktas 1-3 FC Porto

O FC Porto demonstrou uma enorme capacidade de sofrimento e maturidade na deslocação ao sempre difícil Inonu em Istambul.

Depois de ter suportado um início forte do Besiktas, os dragões assentaram o seu jogo, começaram a criar oportunidades e, assim, foi com naturalidade que fizeram o 1-0, aos 26 minutos, na sequência de um cabeceamento de Falcao.

Até ao intervalo, tudo corria pelo melhor aos portistas que dominavam e ainda viram o árbitro anular um golo de forma errada a Falcao, todavia, em cima do descanso, Maicon travou Nihat quando este se isolava e viu o cartão encarnado, deixando o FC Porto com menos uma unidade.

Previa-se uma segunda parte terrível para os azuis e brancos, contudo, o FC Porto não só suportou a pressão turca, com foi capaz de marcar mais dois golos, sempre em lances de contra-ataque e sempre concluídos pelo génio de Hulk (59′ e 77′).

A vencer por 3-0, o FC Porto foi gerindo a partida com mais ou menos sobressaltos, sendo que ainda sofreu um golo (Bobô 90+2′), num momento em que até já jogava com nove unidades por expulsão de Fernando.

Com este triunfo (3-1), os dragões somam nove pontos em três jogos e encontram-se a uma vitória dos dezasseis avos de final da Liga Europa.

Sporting 5-1 Gent

A cara dos leões nas competições europeias tem sido uma cara feliz, eficaz e ganhadora e, ontem, em Alvalade, não foi excepção.

Na primeira parte, assistiu-se a um domínio absoluto dos leões que, além de terem sido donos e senhores do jogo, também foram extremamente eficazes, fazendo quatro golos em cinco oportunidades, com Diogo Salomão (7′), Liedson (13′ e 27′) e Maniche (37′) a concretizarem os tentos.

Na verdade, esses primeiros quarenta e cinco minutos só não foram perfeitos porque aos dezasseis minutos Hildebrand não agarrou uma bola fácil e deixou Wils (16′) marcar um golo para o Gent.

Ainda assim, o intervalo chegou com uma vantagem justa e gorda de quatro bolas a uma para os leões que, assim, tinham a perfeita consciência de que o jogo estava resolvido.

Na realidade, essa consciência estava mais do que correcta, porque, na segunda parte, foi mesmo o Sporting a marcar outro golo (Postiga 60′) e a estar sempre mais perto de marcar mais, perante uma equipa belga muito frágil para disputar esta fase da prova.

Quando o árbitro apitou para o final, os leões festejaram o cinco a um e, também, festejaram o facto de estarem a três pontos da fase seguinte, que é como quem diz, basta vencer em Gent, na próxima jornada, para que o Sporting alcance os dezasseis avos de final da Liga Europa.

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