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Archive for the ‘Taça de Portugal’ Category

Taca-de-PortugalAo contrário do que sucede no campeonato nacional, competição condenada a ser dominada pelos grandes clubes portugueses, a Taça de Portugal sempre foi uma prova mais democrática e, pela sua génese, mais apetecível por clubes mais modestos, que viam nela a possibilidade de ganhar um troféu de relevo.

A contribuir para isso, aliás, o facto da competição, em Portugal, resolver-se sempre num só jogo, algo que ganhou ainda mais impacto com a abolição da disputa de um jogo de desempate quando a primeira partida acabava empatada no final dos 120 minutos.

Meias-finais protegem os grandes mas geram mais ganhos financeiros

É certo que, recentemente, surgiram as meias-finais a duas mãos, algo que acaba por proteger qualquer clube mais poderoso que chegue a essa fase da competição, uma vez que terá sempre a possibilidade de rectificar, num segundo jogo, uma primeira partida menos conseguida.

Ainda assim, há que compreender que esta é já uma fase bastante avançada da prova, sendo menos provável que surja aqui uma eliminatória demasiado desequilibrada e havendo ainda o outro lado da moeda, nomeadamente os ganhos financeiros para os clubes envolvidos por fazerem um jogo extra.

Mudanças recentes são boas

Recentemente, por outro lado, surgiu outra medida que visa acima de tudo reforçar o lado democrático da Taça de Portugal, nomeadamente o facto de na segunda eliminatória (altura em que entram as equipas da Segunda Liga) e terceira eliminatória (altura em que entram as equipas da Primeira Liga), passar a ser obrigatório que as equipas dos escalões profissionais joguem fora e diante de uma equipa de um escalão inferior.

Ou seja, ao contrário do que sucedeu na edição 2014/15, deixa de ser possível um FC Porto-Sporting logo a abrir a competição, sendo garantido que todas as equipas da Primeira Liga irão, em 2015/16, visitar uma equipa de um escalão inferior na sua estreia.

Alterações devem ser alargadas

Este bom princípio, ainda assim, deve ser apenas o início de um caminho que se pretende mais longo. Na minha opinião, as equipas de escalões superiores, quando sorteadas com equipas de divisões inferiores, devem sempre jogar fora de casa, permitindo a chamada “festa da taça” aos emblemas mais modestos. Por exemplo, esta temporada, quando o Sporting defrontou o Famalicão nos quartos de final da prova, a partida deveria ser disputada, isso sim, no recinto do emblema nortenho.

Afinal, alargando o princípio agora aplicado à 2.ª e 3.ª eliminatória da Taça de Portugal, à 4.ª, oitavos de final e quartos de final da prova, aumentava-se substancialmente a possibilidade de existirem surpresas e, naturalmente, garantia-se que a competição chegava mesmo a todo o país, reforçando a própria génese da competição.

Certo, de qualquer maneira, é que o primeiro passo está dado, percebendo-se claramente que a Taça de Portugal percorre um caminho rumo a um maior incremento de interesse na competição, algo que, infelizmente, surge em contraponto com a cada vez mais decrepita e desinteressante Taça da Liga.

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