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Archive for the ‘Uncategorized’ Category

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Bruno de Carvalho e Jorge Jesus estão unidos

Em primeiro lugar parabéns ao Benfica por ter ganho o campeonato nacional pela terceira vez consecutiva.

Em segundo lugar, o Sporting. E é do Sporting que vou falar, porque é preciso fazer-se um balanço do que foi feito esta temporada e, também, de um percurso de pouco mais de três anos com uma nova direcção e um novo paradigma.

Apoiando-me primeiro no aspecto puramente desportivo, há que sublinhar que esta foi uma grande época do Sporting.

O Sporting jogou 6 vezes com os seus principais rivais e ganhou 5 jogos. Na Europa, mesmo a meio gás, ganhou na Rússia (onde nunca tinha ganho), eliminou o Besiktas (que é campeão turco) e só não chegou à Liga dos Campeões pelas razões que sabemos.

Falhou, acima de tudo, nos jogos com equipas menores, onde faltou um pouco mais de qualidade (e eficácia) em zonas de decisão. Afinal, terá faltado um desbloqueador como Carrillo e um Teo dos últimos jogos em full-time. E, sendo assim, nem teriam sido preciso reforços.

Perceba-se que foram 86 pontos no campeonato, mais nove do que o campeão Inácio, mais 11 do que o campeão Bölöni e mais 21 pontos do que quando Trapattoni foi campeão no Benfica na atípica época de 2004/05.

E pegando nessa mesma época, há que lembrar todos os sportinguistas que tantos anos lamentaram o despedimento do medíocre José Peseiro, um treinador que terminou a sua única época completa no Sporting com 61 pontos. Menos 25 (!!!) do que Jorge Jesus.

JJ, aliás, soube dar seguimento e fazer um claro upgrade aos seus antecessores (Jardim e Marco Silva), que já haviam recolocado o Sporting como uma equipa que “contava” no topo do campeonato português, mas que ainda apresentavam, um e outro, certas lacunas que os impediam de chegar ainda mais além, ao final das decisões.

Quem bem me conhece sabe que eu divido um treinador em duas vertentes: a de treinador de campo e a do treinador de gabinete, e eu não tenho quaisquer dúvidas que Jorge Jesus é um dos melhores treinadores do Mundo nesse primeiro desiderato, isto apesar de infelizmente estar longe do mesmo nível no seguinte.

O salto que foi dado esta temporada com Jorge Jesus foi gigantesco. Com Jardim havia solidez, com Marco Silva havia qualidade de jogo, mas com Jorge Jesus existiu, finalmente, a ter a conjugação das duas coisas.

Depois, é pensar em todos os jogadores que Jorge Jesus moldou e catapultou para um patamar incomparavelmente superior. E se João Mário será o exemplo mais mediatizado, a verdade é que não é o mais gritante. Slimani e Adrien Silva, por exemplo, passaram do 8 para o 80 e o próprio Schelotto teve um crescimento gigantesco em apenas poucos meses.

Ora, só a valorização gigantesca de um destes activos paga facilmente o contrato de Jorge Jesus. E é por isso que JJ não é caro para o Sporting, que inteligentemente renovou o seu contrato por mais uma época, como também não o foi em seis anos no rival.

Infelizmente, e tal como ressalvei anteriormente, Jorge Jesus perde-se um pouco quando o tema não é do domínio do jogo propriamente dito. E aqui ele falhou redondamente, deixando que o seu enorme ego acabasse por funcionar como motivação para que o principal rival do Sporting tenha conseguido sair do buraco onde o próprio Sporting o tinha colocado nos primeiros meses da temporada.

Neste aspecto, todavia, terá existido também culpa da direcção do Sporting, que não soube (ou não conseguiu) controlar o seu treinador, acabando por embalar numa onda que, é certo, mobilizou os sportinguistas, mas também uniu decisivamente um quase colapsado balneário encarnado.

Mas isso será a única coisa que se pode apontar à direcção do Sporting: faltou a prudência e a serenidade para gerir de outra forma as euforias e depressões de uma longa época.

Afinal, se perdeu Carrillo (e quem percebe minimamente de futebol rapidamente concluiu que seria quase impossível contornar os obstáculos que foram sendo colocados nesse processo de renovação), a verdade é que o Sporting conseguiu renovar com (TODAS) as outras mais-valias do plantel, sendo que (TODOS) os principais activos do clube estão devidamente blindados com elevadíssimas cláusulas e contratos de longa duração.

Aliás, essa perda do activo Carrillo (de que o Sporting apenas detinha 50% do passe), aliada à perda do caso Doyen serão facilmente contornadas pela venda de Slimani, futebolista que terá triplicado o seu valor de mercado neste último ano.

É que enquanto muitos se revezam nas críticas ao único R&C trimestral desta direcção que deu prejuízo, esquecem-se do somatório do valor de mercado do plantel do Sporting em 2013 em contraponto com 2016. Aí percebemos como 10 milhões de euros negativos são irrisórios, pois os ganhos com esse investimento, tanto ao nível do valor dos direitos económicos dos jogadores, como do crescimento do entusiasmo e, consequentemente, do investimento dos adeptos do Sporting torna-se incomparavelmente superior.

Esse entusiasmo, aliás, vê-se facilmente no facto do Sporting ter terminado a temporada com assistências médias acima dos 40 mil espectadores, algo ao qual o clube jamais se tinha sequer aproximado desde a construção do Alvalade XXI.

Depois, existe ainda uma construção de um pavilhão a todo o vapor (e quão importante e decisivo será isso para o reforço do eclitismo do Sporting), e um contrato com a NOS, que, tendo em conta o background recente do clube, é absolutamente fantástico.

Por tudo isto acredito que o futuro do Sporting será risonho. Até porque quando se vêem estas grandes massas de adeptos do Sporting, que se movimentam de norte a sul do país, sabemos que estes não vão desaparecer à mínima dificuldade. E se não desapareceram nos anos negros recentes, também não será nesta fase de crescimento que o irão fazer, certamente.

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Superliga Fodbold FC Midtjylland - AAB

Spalvis é o goleador do Aab

Parece que vem do futebol lituano o tão ansiado concorrente a Islam Slimani no ataque do Sporting, falando-se cada vez de forma mais incessante na possibilidade dos verde-e-brancos avançarem para a contratação de um gigante lituano, mais concretamente o jovem Lukas Spalvis, futebolista de 21 anos que vai evoluindo no Aalborg do campeonato dinamarquês.

Trata-se de um futebolista nascido a 27 de Julho de 1994 em Vilnius, Lituânia, e que começou a sua carreira nas camadas jovens de dois emblemas alemães, nomeadamente o SV Weil 1910 e o SC Freiburg, clubes que antecederam a sua transição para o Aalborg.

Aliás, foi precisamente no emblema dinamarquês que Lukas Spalvis se estreou no futebol sénior, mais concretamente em 2013/14, temporada onde mostrou logo ao que vinha, somando um total de 11 golos em 24 jogos oficiais, isto apesar de, nessa altura, contar com apenas 19 anos.

Ascensão travada por grave lesão

A temporada de 2014/15 estaria assim destinada a ser a da explosão do internacional lituano, contudo, Lukas Spalvis acabou por ser traído por uma gravíssima lesão, mais concretamente uma rotura dos ligamentos do joelho, algo que fez com que apenas somasse oito jogos oficiais nessa campanha.

A verdade, contudo, é que essa lesão apenas terá atrasado a ascensão do ponta de lança, uma vez que o jovem de 21 anos regressou em força já na actual campanha de 2015/16, onde se tem assumido como o principal homem-golo do Aalborg.

Afinal, como a principal referência ofensiva dos dinamarqueses, Lukas Spalvis já acumula 15 golos em 18 jogos oficiais da actual temporada, números que, aliados à qualidade inata do ponta de lança e à sua margem de progressão, terão convencido o Sporting a fazer tudo pela sua contratação.

Alto, mas nada tosco

Quando olhamos para a dimensão de Lukas Spalvis, com os seus 189 cm e 80 quilos, pensamos imediatamente na possibilidade de se tratar de um ponta de lança com grande presença na área, forte de cabeça, mas invariavelmente tosco com os pés, contudo, isso não poderia estar mais longe da realidade.

Afinal, o internacional lituano, apesar de ser efectivamente uma verdadeira referência ofensiva e de ser também bastante forte no jogo aéreo, consegue apresentar excelentes recursos técnicos com os pés, sendo especialmente forte com o pé esquerdo, que é verdadeiramente dotado, e também bastante competente com o direito, que não servirá apenas para “subir ao autocarro”.

Não sendo rápido, trata-se de um jogador que actua de forma muito inteligente sobre a linha do fora de jogo, finalizando depois de forma letal, nomeadamente de cabeça e com a sua talentosa canhota. Para além disso, sabe procurar constantemente o espaço e combinar de forma muito inteligente com os colegas, estando longe de se limitar à função de “target man”.

Em suma, e sabendo-se que se trata de um futebolista de 21 anos, não tenho quaisquer dúvidas que Lukas Spalvis seria um excelente reforço para o Sporting, até porque, em primeira instância, daria aos leões uma verdadeira alternativa a Islam Slimani e, depois, abriria inclusivamente espaço para a sucessão do internacional argelino, até porque o lituano tem todas as condições para vir a ser muito superior a “Super-Slim”.

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Masato Kudo é um ponta de lança talentoso

Masato Kudo é um ponta de lança talentoso

No Kashiwa Reysol, da J-League japonesa, actua um dos mais promissores atacantes asiáticos da actualidade, o internacional olímpico japonês Masato Kudo.

Nascido a 6 de Maio de 1990 em Tóquio, Japão, o avançado actuou sempre no Kashiwa Reysol, clube nipónico, onde, entre 2009 e 2013, já fez 135 jogos e somou 51 golos.

Internacional japonês em vários escalões de formação, o avançado de 23 anos foi recentemente chamado pela primeira vez à selecção A nipónica, prova do reconhecimento das grandes qualidades do talentoso goleador.

Matador que também um jogador de equipa

Masato Kudo destaca-se pela sua grande mobilidade em zonas ofensivas e, também, pela frieza que revela na altura de atirar à baliza. Trata-se de um jogador que prima pelo faro de golo e pela eficácia, sendo absolutamente letal quando lhe dão demasiado espaço.

Rápido e evoluído tecnicamente, o avançado nipónico movimenta-se com grande qualidade na linha do fora de jogo, sabendo quando deve se desmarcar e conseguindo, com isso, aparecer inúmeras vezes isolado perante o guarda-redes adversário.

Apesar de ser preferencialmente um finalizador, Masato Kudo é, também, um jogador muito inteligente e generoso, combinando frequentemente com os colegas e sabendo quando deve privilegiar uma assistência, ao invés de uma finalização.

Em suma, trata-se de um dos grandes valores emergentes do futebol asiático e que encaixaria que nem uma luva no ataque do Sporting, clube tão necessitado de se reforçar no seu ataque.

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Elkjær com a camisola do Verona

Uma das principais lendas do futebol dinamarquês foi um avançado-centro que combinava agressividade com capacidade de drible, um ponta de lança que nunca desistia de um lance e que era extremamente difícil de marcar pelos defesas contrários. Peça importante de um Verona que haveria de se sagrar surpreendentemente campeão italiano, foi internacional dinamarquês por 69 ocasiões e marcou 38 golos com a camisola da Dinamarca, fazendo parte dos anos de ouro do futebol daquele país nórdico e estando presente em grandes competições como os campeonatos da Europa de 84 e 88 e o Mundial 86. 

Herói de Lokeren após má experiência no Colónia

Preben Elkjær Larsen nasceu a 11 de Setembro de 1957 em Copenhaga, tendo iniciado a sua carreira no Vanlose IF  em 1976. Após apenas 15 jogos (7 golos), o avançado mudou-se para a Alemanha, onde, ao serviço do Colónia, nunca se adaptou à rigidez competitiva germânica.

Assim sendo, no Verão de 1978, transferiu-se para o menos conservador futebol belga, onde haveria de vestir a camisola do Lokeren até 1984. Nesse clube flamengo, Elkjær haveria de marcar 98 golos em 190 jogos do campeonato belga, transformando-se num ídolo para os adeptos do Lokeren, que lhe deram as alcunhas de “Chefe de Lokeren” e “Louco de Lokeren.”

Campeão italiano na época de estreia

No início de 1984/85, o internacional dinamarquês trocou o Lokeren pelo Verona e, logo na primeira temporada, o avançado haveria de ser um elemento importante de um clube italiano que, surpreendentemente, venceu a Série A. No Hellas Verona, Elkjær haveria de ficar até 1988, nunca mais ganhando nenhum título, mas jamais marcando menos de sete golos numa temporada.

Em 1988, regressou à Dinamarca para representar o Vejle, chegando ao seu país natal com o estatuto natural de grande estrela. Contudo, com a camisola do Vejle, Elkjær não foi feliz, acabando minado por lesões que o impediram de brilhar no regresso a terras dinamarquesas e o obrigaram a retirar-se em 1990.

Presente em três grandes competições internacionais de selecções

Internacional dinamarquês por 69 vezes (39 golos), Elkjær esteve presente em dois campeonatos da Europa (84 e 88) e no Mundial 86, tendo marcado dois golos na caminhada dinamarquesa até às meias-finais do Euro 84 e quatro tentos no bom percurso do “Danish Dinamite” até aos oitavos-de-final do Mundial 86.

Menos sorte, porém, teve o avançado dinamarquês no Euro 88, pois não marcou qualquer golo numa competição em que também foi prejudicado pela má actuação colectiva da Dinamarca (não passou da primeira fase, perdendo todos os jogos do seu agrupamento).

Após abandonar a carreira de jogador, ainda treinou o Silkeborg por um curto período, todavia, acabou por rapidamente abandonar a carreira de treinador, dedicando-se, ao invés, a comentar jogos de futebol na televisão.

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Este blog já não é novo, mas sempre pensei que poderia ser bastante melhorado. A principal ideia que tinha é que era necessário aumentar a quantidade/qualidade das rubricas e, ainda, tornar o blog mais interactivo.

Por outro lado, também acho importante que a cada dia seja atribuido um artigo específico para que os leitores também saibam, de antemão, o que vão encontrar. Assim sendo, procedi a uma espécie de calendário do blog, que irei descrever abaixo.

Segunda-Feira: Rescaldo Nacional (o rescaldo da Liga Sagres) e Onde Está (recuperação de um jogador que esteja afastado há muito tempo dos palcos nacionais).

Terça-Feira: Rescaldo Internacional (rescaldo das principais ligas internacionais) e Visão Tripeira (artigo de opinião de um portista).

Quarta-Feira: Visão Lampiã (artigo de opinião de um benfiquista) e Olho Clínico (apresentação de uma promessa internacional).

Quinta-Feira: Visão Lagarta (artigo de opinião de um sportinguista) e O Melhor Onze (apresentação daquele que, para o autor, seria o melhor onze de um determinado clube).

Sexta-Feira: Antevisão Nacional (antevisão da jornada da Liga Sagres) e Bola dos Outros (artigo de opinião centrado num clube que não seja um dos três grandes)

Sábado: Olho Clínico e Explorando clubes (apresentação de um clube histórico mas que não seja muito popular em Portugal)

Domingo: Descanso

Arrancamos na Segunda-Feira, 8 de Março de 2009

PS: É possível que na primeira/segunda semana, alguns clubes ainda não tenham artigo de opinião, porém, tudo faremos para que isso não aconteça.

Obrigado pela vossa preferência

A Outra Visão

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Novidades no "Outra Visão"

Devo, desde já, agradecer a todos os que lêem, seguem e comentam os artigos do “Outra Visão”. Para mim, é extremamente importante tornar este blog cada vez melhor e o mais interactivo possível.
Assim sendo, serão efectuadas algumas melhorias no blog que serão visíveis no próximo mês de Março. Até lá, conto com o vosso feedback, para saber o que gostariam de ver alterado neste blog e para saber todas as vossas sugestões.

Obrigado pela vossa preferência,

Ricardo Figueiredo

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Prefácio

Neste blog irei apresentar uma visão do futebol que fuja aos clichés existentes. Prometo que aqui irão ter sempre uma visão única e completamente ponderada do desporto-rei, esperando, sinceramente que vos faça sempre pensar mais além.
Analisarei equipas, jogadores, jogos e esquemas tácticos, sempre com rigor e com vontade de passar-vos aquele que é o meu conhecimento deste desporto que tanto amamos. Espero que gostem…

Bem-vindos

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