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Posts Tagged ‘A nossa selecção’

Tacticamente rigoroso e competente

A chamada de Ricardo Costa foi uma surpresa na convocatória para o mundial da África do Sul e, à partida, o seu espaço na equipa seria reduzido. Apesar de alguma dificuldade em ser imprescindível nos clubes por onde passa, conta com uma carreira recheada de títulos e experiência em equipas vencedoras.

Começou por jogar nas camadas jovens do Boavista, mas transferiu-se para o FC Porto ainda nos escalões de formação. A sua incursão no futebol sénior começou por uma passagem pela equipa B do FC Porto, onde defendeu a camisola azul e branca, na Segunda Divisão B, nas temporadas 1999/00 e 2000/01. Integrou o plantel principal na temporada 2001/02, actuando simultaneamente na equipa B. Mas, foi em 2002/03, pela mão de José Mourinho, que começou a conhecer o sabor da vitória, fazendo parte da magnífica equipa que conquistou dois campeonatos nacionais, uma Taça UEFA, uma Liga dos Campeões e uma Taça de Portugal. Continuou no clube portista e voltou a conquistar títulos (uma Taça Intercontinental, um campeonato nacional e uma Taça de Portugal), mas apesar de fazer parte do plantel até 2007, nunca se impôs como uma peça fundamental na equipa, acabando por rumar ao estrangeiro para jogar no Wolfsburg (2007/08). Na Alemanha, jogou duas temporadas e meia voltou a conhecer a vitória com a conquista do campeonato na época 2008/09, transferindo-se para o Lille a meio da temporada transacta e ajudando o clube francês a alcançar o 4º lugar na liga francesa. Na próxima época irá jogar no Valência de Espanha.

Fez o percurso das camadas jovens somando 23 internaticonalizações sub-21 e marcando presença na equipa olímpica que disputou os Jogos Olímpicos de Atenas (2004). Na selecção principal, estreou-se em 2005 e fez parte das escolhas de Scolari para o Mundial 2006, na Alemanha. Quatro anos depois, volta a marcar presença numa campeonato do mundo e já deu o seu contributo à equipa, no empate frente ao Brasil.

Ricardo Costa não é um central alto (1,83m), nem é especialmente rápido ou tecnicamente dotado. O seu estilo é o de um central duro e de marcação. A sua polivalência, fruto de uma boa capacidade táctica, é uma das suas maiores mais valias no apoio à equipa, podendo, sempre que necessário, desempenhar qualquer posição na defesa – seja como central ou como um lateral mais defensivo que fecha o corredor, como o vimos actuar algumas vezes. Frente ao Brasil jogou fora da sua posição habitual e apesar de sentir dificuldades em alguns lances, contribuiu para a consistência defensiva que a equipa demostrou.

Quando olhamos para os vinte e três escolhidos por Queirós, Ricardo Costa poderá aparentar ser apenas uma opção de recurso, mas a sua experiência e polivalência poderão ser importantes para a consistência da equipa.

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