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Penafiel e Gil Vicente não têm qualidade suficiente para uma Primeira Liga

Penafiel e Gil Vicente não têm qualidade suficiente para uma Primeira Liga

A necessidade de reintegrar o Boavista no principal escalão do futebol português levou a Liga a optar pelo alargamento do campeonato nacional, voltando a Primeira Liga a apresentar as 18 equipas que haviam sido a sua imagem de marca entre 1991/92 e 2005/06.

Saindo automaticamente do terceiro para o primeiro escalão do futebol luso, pensou-se que o emblema axadrezado poucos pontos conseguisse fazer neste seu regresso à elite, mas a verdade é que o conjunto orientado por Petit segue para já num tranquilo 12.º lugar, a cinco pontos da linha de água, em algo que se traduz em mérito do jovem técnico, mas, também, num problema estrutural da Liga Portuguesa e que passa pela pouca competitividade que existe ao nível de muitas das equipas do principal escalão.

Ontem, por exemplo, quem assistiu ao Penafiel-Benfica, percebeu que um conjunto encarnado desfalcadíssimo e com uma exibição extremamente desinspirada, conseguiu ainda assim vencer por 3-0 e isto sem passar por praticamente nenhum calafrio. Era o mesmo conjunto duriense, que, por exemplo, havia perdido em casa por 4-0 e 6-1, com Sporting e Sporting de Braga, respectivamente.

12 equipas seriam suficientes para o nosso campeonato

O Penafiel, ainda assim, está muito longe de ser exemplo único num campeonato nacional onde também equipas como o Gil Vicente, Vitória de Setúbal e o próprio Boavista (independentemente do excelente pecúlio pontual) estão muito longe do nível desejado para um primeiro escalão, isto numa análise que ainda se deve alargar a outros emblemas que, apesar de estarem uns ligeiros furos acima dos clubes citados, como Arouca e Académica, também não parecem reunir o desejável para uma prova de elite.

Esta análise, à primeira vista, convida-nos a definir facilmente a quantidade de equipas que deveriam disputar a Primeira Divisão, sendo que me parece que 12 emblemas seriam suficientes para uma prova mais competitiva e imprevisível, que potenciaria as receitas televisivas e a exportação do nosso futebol, em virtude do maior incremento de jogos de qualidade.

12 clássicos por época

O mais adequado modelo a implementar, na minha opinião, passaria por uma Liga dividida a duas fases, com uma primeira fase de 22 jornadas, ou seja, de todos contra todos, enquanto a segunda fase seria então dividida em dois grupos, com os primeiros seis a jogarem para o título e competições europeias, enquanto os últimos seis tentariam evitar os dois últimos lugares, que dariam direito à despromoção.

Para essa segunda fase, cada equipa levaria metade dos pontos averbados nas 22 primeiras jornadas, sendo que, ao jogarem todos contra todos em cada grupo, isso proporcionaria mais 10 jornadas a cada um dos emblemas, o que garantiria um total de 32 jornadas (apenas menos duas que actualmente) e muito mais jogos de qualidade, sendo relevante perceber que, em condições normais, teríamos sempre 12 clássicos por época a envolver FC Porto, Benfica e Sporting.

Segunda Liga dividida por zonas

O mesmo modelo (22 jornadas + 10 jornadas), aliás, seria implementado na Segunda Liga, ainda que, aqui, com uma nuance muito importante e que passaria pela divisão do segundo escalão em Zona Norte e Zona Sul, ambas com 12 equipas, isto numa medida que além de diminuir a distância das deslocações e, por conseguinte, dos gastos a serem feitos pelos clubes, também fomentaria maiores rivalidades locais.

Quanto às subidas e descidas, tudo muito simples, subindo ao primeiro escalão o líder de cada uma das zonas e descendo ao Campeonato Nacional de Seniores os dois últimos de cada agrupamento, num total de duas subidas e quatro descidas. É tão fácil melhorar o futebol português…

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Licá tem brilhado no Estoril

Uma das razões para que o Estoril lidere isoladíssimo o campeonato da segunda liga em Portugal é um avançado português que tem marcado golos à catadupa, assumindo-se claramente como homem para outros voos: Licá.

Nascido a 8 de Setembro de 1988 em Castro D’Aire, Luís Carlos Pereira Carneiro “Licá” iniciou a sua carreira no Social Lamas, tendo passado pela Académica, Tourizense e Trofense, antes de se transferir, no último defeso de Verão, para o Estoril.

Até chegar aos canarinhos, o avançado português tinha como melhor registo de golos, seis tentos pelo Tourizense em 2007/08, todavia, esta época, tem destruído todos os recordes, somando catorze golos em todas as competições oficiais disputadas pela equipa que lidera a Liga Orangina.

Avançado rápido e letal

Licá é um ponta de lança de 1,80 metros e 71 quilos que faz da mobilidade, velocidade e frieza na hora de atirar à baliza os seus maiores predicados.

Capaz de deambular por todas as zonas ofensivas, o avançado-centro é evoluído tecnicamente, desenvencilhando-se facilmente dos adversários com dribles bastante efectivos. Depois, na hora do remate, é frio e certeiro e raramente desperdiça a oportunidade.

Pelas suas características, também pode actuar descaído para a direita como falso extremo-direito, fazendo, dessa forma, constantes diagonais para o centro para aplicar o seu certeiro pontapé.

Em suma, trata-se de um enorme talento que, por certo, jogará no principal escalão português na próxima temporada desportiva, restando saber se o fará ao serviço do Estoril ou de outro clube com outras aspirações.

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Heldon com a camisola verde-rubra

O cabo-verdiano Héldon tem sido uma das surpresas desta temporada, mostrando velocidade e qualidade técnica na ala-direita do ataque maritimista e afirmando-se como um dos bons talentos da nossa liga.

Nascido a 14 de Novembro de 1988 na Ilha do Sal, Cabo Verde, Heldon Augusto Almeida Ramos começou a sua carreira no Batuque caboverdiano, antes de se transferir para Portugal, em 2006/07, para representar os júniores da Académica.

Em 2007/08, o avançado caboverdiano esteve no Caniçal, passando depois na época seguinte para o Fátima, onde brilhou durante duas épocas, marcando 13 golos em 53 jogos pelo conjunto da II divisão nacional.

No Marítimo desde 2010

O internacional por Cabo Verde transferiu-se depois para o Marítimo, onde desde o Verão de 2010 tem aprimorado e feito crescer o seu futebol. Em 2010/11, ainda alternou entre o Marítimo B (9 jogos, 4 golos) e o clube principal (19 jogos, 1 golo), também porque se tratava de uma época de adaptação para o extremo.

Contudo, na presente temporada, Héldon assumiu-se como jogador da primeira equipa madeirense a tempo inteiro, somando 26 jogos (1 golo) pelo Marítimo e rubricando excelentes exibições, como foi exemplo na última jornada diante do Sporting.

Extremo-direito que também pode actuar nas costas do ponta de lança

Héldon é preferencialmente um extremo-direito, que sabe usar a velocidade, a boa técnica e o repentismo para surpreender os adversários que enfrenta.

Com um centro de gravidade baixo, o internacional caboverdiano é exímio em mudanças de velocidade, sabendo também posicionar-se muito bem no terreno.

Apesar de ser no lado direito do ataque que melhor se sente, o atacante de 23 anos também pode actuar numa posição mais central, ainda que, aí, atrás do ponta de lança, não renda tanto como a ala/extremo-direito.

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Abdoulaye pertence ao FC Porto

Uma das agradáveis surpresas do actual campeonato nacional tem sido um jovem defesa-central senegalês que se encontra na Académica por empréstimo do FC Porto: Abdoulaye.

Nascido a 1 de Janeiro de 1991 em Dakar, Senegal, Abdoulaye Ba chegou ao FC Porto em 2008, tendo actuado nas equipas jovens dos dragões até 2010. No Verão desse ano, foi emprestado ao Sporting da Covilhã, onde arrancou para uma excelente temporada na Liga de Honra, sendo importante pela segurança que deu aos serranos a defender, mas também pelos golos que marcou, pois terminou a temporada com nove tentos em vinte e nove jogos.

Esta temporada, deu novo salto no seu crescimento como futebolista profissional, tendo sido desta feita emprestado à Académica. Na equipa coimbrã, tem sido um esteio do conjunto orientado por Pedro Emanuel, somando doze partidas e tendo feito um golo.

Seguro pelo chão e quase intransponível pelo ar

Abdoulaye é um defesa-central de 1,97 metros e 79 quilos, que, por essas características, se mostra fortíssimo no jogo aéreo, sendo praticamente insuperável nesse capítulo específico.

Junto à relva, não sendo propriamente rápido, é um jogador que ocupa muito bem os espaços, sabendo usar muitas vezes o físico para resolver os problemas que lhe vão surgindo. Ao lado de um defesa-central mais rápido, também se mostra muito inteligente e eficaz nas dobras, assumindo-se também como um jogador muito maduro e um autêntico líder do sector recuado.

Ofensivamente, a sua altura torna-o letal em lances de bola parada, sendo jogador para marcar golos com regularidade na sequência de livres e pontapés de canto.

Neste momento, com quase 21 anos, tem provado que tem potencial para outros voos, podendo, quiçá, ser incorporado no plantel portista em 2012/13.

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Pereirinha não justifica estar no plantel do Sporting

Chegamos ao Natal e, tal como antes se tornou uma triste tradição para o clube verde-e-branco, o Sporting encontra-se uma vez mais numa posição difícil na luta pelo título nacional. Já a quatro pontos de distância do duo da frente, Domingos Paciência proibiu os seus jogadores de perderem pontos na deslocação a Coimbra, mas o certo é que os leões voltaram a tropeçar, muito por culpa dos falhanços de van Wolfswinkel (e também de um escandaloso de Onyewu…), mas também por terem dado novamente 45 minutos de avanço ao seu adversário. Uma parte inteira com Pereirinha no relvado em deterimento de um dos jovens jogadores mais talentosos do futebol actual, o peruano Carrillo.

Custa-me a entender essa insistência quase obsessiva pela utilização de um elemento que não vingou em clubes como o V. Guimarães e o modesto Kavala, mas que depois de não ter lugar em planteis leoninos bem mais fracos que o actual, foi incorporado por Domingos Paciência para esta temporada e até tem jogado com surpreendente regularidade.

Dirão, por certo, que jogadores como Izmailov, Jeffrén ou até Matías (outro erro de casting de Domingos, como extremo-direito) estão lesionados e isso diminui as opções do treinador leonino para essa posição, mas, quando há Carrillo, fará sentido a utilização de Pereirinha?

Muitos argumentarão que Pereirinha dá uma consistência defensiva muito mais acertada que o internacional peruano, mas custa-me compreender que num jogo com a Académica, seja Domingos Paciência a estar preocupado com Diogo Valente e não Pedro Emanuel a preocupar-se com Carrillo. Além disso, mesmo pensando que Domingos não queria arriscar e pretendia dar uma tracção mais defensiva a ala-direita, não seria mais lógico apostar no jovem Arias, do que insistir na utilização de alguém que nada acrescenta ao jogo verde-e-branco?

O empate que afasta ainda mais os leões do duo da frente, aliado à forma como a alteração de Pereirinha por Carrillo transfigurou para muito melhor o jogo dos leões deve servir de exemplo para que Domingos Paciência perceba que com todo o respeito pelo atleta Bruno Pereirinha, este não tem qualidade suficiente para integrar o plantel do Sporting, principalmente perante elementos que, actuando na sua posição, têm um rendimento incomparavelmente superior.

Para bem da equipa verde-e-branca e dos seus adeptos, é expectável que a última pobre exibição do jogador formado em Alvalade abra as portas da titularidade da extrema-direita leonina para outras opções, sendo que as iminentes recuperações de Izmailov e Jeffrén deverão dar uma ajuda decisiva a Domingos Paciência nesse capítulo.

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Tozé Marreco no Aves

Costuma-se dizer que não existem bons pontas de lança portugueses, mas isso, muitas vezes, é um desconhecimento fruto da falta de aproveitamento que é dado aos bons valores lusitanos nessa específica posição no terreno de jogo. Uma boa prova disso é o avançado-centro do União da Madeira, Tozé Marreco.

António José Marreco Gouveia nasceu a 25 de Julho de 1987 em Miranda do Corvo e esteve nas camadas jovens do Lousanense, U. Coimbra e Mirandense, antes de se fixar nas escolas da Académica de Coimbra.

Em 2006/07, na primeira época de sénior, transferiu-se para o Pampilhosa, onde não teve grande sucesso, emigrando na temporada seguinte para os holandeses do Zwolle. Nessa equipa da segunda divisão holandesa, Tozé Marreco brilhou a grande escala, ajudando o clube a atingir o playoff de promoção graças a obtenção de uns impressionantes 17 golos (38 jogos).

Após a má experiência na Bulgária, renasceu em terras helvéticas

Curiosamente, após a experiência holandesa, Tozé Marreco acabou por se transferir para um clube modesto da primeira divisão búlgara, o Lokomotiv Medzra, onde não foi feliz, não marcando qualquer golo nos nove jogos que disputou pelos búlgaros. Assim sendo, o avançado saltibanco voltou a mudar de ares e, em 2009/10, representou o Servette da Suíça, onde, na segunda divisão, fez nove golos em 26 jogos.

Apesar dos números interessantes no clube de Genebra, Tozé Marreco preferiu regressar ao futebol português e, depois de uma época de 2010/11 em que fez seis golos em 27 jogos pelo Aves, transferiu-se agora para o União da Madeira, onde, neste momento, soma três golos em nove jogos e, por certo, ambiciona igualar os números atingidos na brilhante época que fez no Zwolle.

O puro avançado que está no sítio certo para facturar

Tozé Marreco não é jogador para grandes rodriguinhos, pois, apesar de não ser um futebolista tosco, prefere a objectividade ao embelezamento do seu jogo. Rápido e raçudo, destaca-se, principalmente, pela capacidade de aparecer nas melhores zonas do terreno para finalizar as jogadas dos companheiros, sendo bastante frio na hora do remate, seja com os pés ou com a cabeça.

Jogador de equipa, sabe combinar com os companheiros sempre que a ocasião o favoreça, não sendo um futebolista egoísta e obcecado com números individuais.

Com estas características, é um elemento que tanto encaixa num sistema de dois pontas de lança, ou de apenas um, não se notando qualquer quebra de performance em nenhum dos esquemas.

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Ilídio Vale também teve boas individualidades

Apesar de Portugal se ter imposto principalmente pela sua qualidade colectiva, existem jogadores que se destacaram individualmente dos demais, levando-nos a acreditar que possam ter um maior futuro no Mundo do futebol, dadas as enormes capacidades que revelaram no campeonato mundial disputado na Colômbia. Nesse seguimento, escolhi oito jogadores portugueses que, na minha opinião, demonstraram mais qualidade e talento para que consigam superar a difícil transição para o futebol profissional. Esses jogadores são Mika, Cedric, Mário Rui, Roderick, Nuno Reis, Danilo, Caetano e Nélson Oliveira.

Mika é um guarda-redes elástico

Mika – Guarda-redes – 20 anos – Benfica

Com enorme envergadura (1,88 metros), Michael Simões dos Santos “Mika” tem tudo para vingar no futebol profissional, pois reune todas as qualidades para um jogador da sua posição.

Ao longo do campeonato do Mundo, Mika assumiu-se como um guarda-redes frio, seguro pelo ar e pelo chão, destacando-se pelos bons reflexos e maturidade de realce para alguém tão jovem.

Ainda assim, numa fase tão embrionária do seu crescimento futebolístico, talvez se justificasse o empréstimo a um clube onde pudesse jogar, do que se manter como terceiro guarda-redes do Benfica.

Cedric espera crescer na Briosa

Cédric Soares – Lateral-direito – 19 anos – Sporting (cedido à Académica)

Lançado precocemente na equipa principal do Sporting durante a época passada, Cedric Soares foi uma das boas surpresas neste campeonato do Mundo de sub-20.

Bom no processo ofensivo e nas transições defesa/ataque e ataque/defesa, o actual jogador da briosa é muito bom tecnicamente e nunca se retrai perante a oposição, mostrando ser raçudo e guerreiro o quanto baste.

Neste momento, cedido à Académica, terá todas as possibilidades para continuar a crescer como futebolista e tornar-se uma alternativa para o Sporting e para selecção nacional.

Mário Rui é um lateral-esquerdo talentoso

Mário Rui – Lateral-esquerdo – 20 anos – Parma (cedido ao Gubbio)

Apesar de muito jovem, Mário Rui já passou por Sporting, Benfica e Valência, estando agora ligado contratualmente ao Parma, ainda que tenha sido cedido ao modesto Gubbio da Série B italiana.

Actuando numa posição onde Portugal é historicamente fraco (Fábio Coentrão é uma das felizes excepções…), Mário Rui surpreendeu pela velocidade e pela capacidade como sobre no terreno com a bola controlada, sendo muito efectivo tanto no capítulo do cruzamento, como, inclusivamente, na finalização.

O seu empréstimo a um modesto clube da Série B poderá ajudá-lo na adaptação ao difícil calcio e a permitir-lhe evoluir de forma decisiva em termos tácticos.

Roderick é uma aposta de futuro dos encarnados

Roderick – Defesa-central – 20 anos – Benfica (cedido ao Servette)

Outra das confirmações portuguesas neste campeonato do Mundo de sub-20 foi Roderick Miranda, um defesa-central que pouco jogou na última temporada ao serviço do Benfica, mas que acaba de ser cedido ao Servette para que possa actuar com maior regularidade.

Defesa-central alto (1,91 metros) e possante, é muito bom no jogo aéreo, mas também é extremamente competente pelo chão, assumindo-se como um jogador rigoroso e eficaz na abordagem aos lances, raramente perdendo a calma ou o posicionamento no terreno de jogo.

Agora, nesta temporada no campeonato suíço, veremos como o defesa-central evolui e se já conseguirá garantir um lugar no plantel encarnado para 2012/13.

Nuno Reis tem brilhado em Brugge

Nuno Reis – Defesa-central – 20 anos – Sporting (cedido ao Cercle Brugge)

A seguir a Nélson Oliveira, Nuno Reis foi claramente o jogador que mais me entusiasmou ao longo do campeonato do Mundo, demonstrando qualidades que o podem elevar a um patamar elevadíssimo no contexto futebolístico luso.

Jogador sóbrio, seguro e eficaz, trata-se de um defesa-central que parece estar sempre no sítio certo para o desarme ou para dobrar um colega, assumindo-se ainda como um líder natural e revelando enormes qualidades técnicas para subir com a bola controlada sempre que para isso tenha chances.

Titular indiscutível do Cercle Brugge em 2010/11, volta nesta temporada ao clube belga para continuar o seu crescimento futebolístico e preparar-se para o inevitável, que é como quem diz, a titularidade no Sporting Clube de Portugal.

Danilo espera vingar em Itália

Danilo Pereira – Médio-defensivo – 19 anos – Parma

Uma das razões para Portugal ter aguentado seis jogos sem sofrer qualquer golo foi um médio-defensivo de origem guineense e que surpreendeu bastante na Colômbia: Danilo Pereira.

Guerreiro incansável na luta do miolo, Danilo não é um jogador muito refinado em termos técnicos, mas assume-se de elevada importância pela enorme envergadura física, eficaz capacidade de desarme e pela forma como ajuda os centrais no processo defensivo e tapa todos os caminhos para a área.

Ligado contratualmente ao Parma, terá poucas hipóteses de jogar nos “gialloblu” e precisará  de ser emprestado a um clube onde possa jogar com regularidade e continuar a evoluir futebolísticamente, pois sabemos que esta fase é fulcral no crescimento de qualquer atleta.

Caetano é um poço de talento

Caetano – Extremo-esquerdo – 20 anos – Paços de Ferreira

Um dos poucos poços de criatividade da equipa nacional na Colômbia residiu na capacidade técnica de um jogador que tem futebol nos genes (o pai actuou inúmeros anos no Tirsense e chegou a ser internacional A) e se assumiu como um extremo desconcertante: Caetano.

Rápido, tecnicamente muito evoluído e com grande objectividade em todas suas movimentações, Caetano foi uma pincelada de classe numa equipa maioritariamente operária, dando mesmo a ideia que poderia e deveria ter sido ainda mais utilizado do que foi ao longo do Mundial.

Pérola do Paços de Ferreira, está no clube certo para continuar a sua ascensão no futebol português, sendo provável que dê um salto para um clube de outra envergadura daqui a uma ou duas épocas.

Nélson Oliveira poderá ser o futuro “nove” luso

Nélson Oliveira – Ponta de lança – 20 anos – Benfica

O ponta de lança da equipa das quinas sagrou-se com toda a justiça o segundo melhor jogador do campeonato do Mundo, prémio mais que merecido para um jogador que, por vezes, parecia lutar contra o Mundo e mesmo assim conseguia fazer o que pretendia, tal como é exemplo o golo que marcou ao Brasil.

Abandonado entre os centrais adversários durante todo o Mundial, Nélson Oliveira nunca cedeu às dificuldades, tornando-se, ao invés, num pesadelo para os adversários, que não sabiam como parar um avançado possante (1,86 metros) mas que também reúne inúmeras qualidades técnicas e de finalização.

Neste momento, após os empréstimos ao Rio Ave e Paços de Ferreira, terá a sua prova de fogo ao serviço da equipa sénior do Benfica, todavia, nesta fase, já ninguém duvida que o destino do avançado-centro será o sucesso ao serviço das águias e da equipa principal portuguesa.

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