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Costuma-se dizer que o bater das asas de uma borboleta num extremo do globo terrestre pode provocar uma tormenta no extremo completamente oposto e essa teoria pode se aplicar a inúmeras coisas na vida. O Marítimo, por exemplo, estava condenado a não ser cabeça de série no playoff da Liga Europa e a lista de possíveis adversários era extensa e pouco apetecível, contudo, a oito minutos do final do Anorthosis-Dila Gori, com os georgianos a vencer 3-0, dá-se uma invasão de campo por parte dos adeptos cipriotas e o jogo foi interrompido. Essa interrupção evitou que, a tempo do sorteio, se confirmasse o inevitável, ou seja, o Dila Gori como clube apurado para o playoff e, assim, a dupla Anorthosis/Dila Gori apareceu no sorteio como cabeça de série, ficando ambos com o maior coeficiente, o dos cipriotas. Na verdade, esse factor tornou a dupla (Na verdade, todos sabiam que seria o Dila Gori o adversário…) o principal rebuçado para os não cabeças de série, mas podia essa sorte sair a um clube português? Podia… E saiu ao que mais precisava, o Marítimo.

O Marítimo jogará no Estádio Tengiz Burjanadze

Quem é o Dila Gori?

Fundado em 1949, o Dila Gori é um clube com pouca história, mesmo no modesto contexto do futebol georgiano, tendo como único título importante a conquista da Taça da Geórgia em 2011/12, troféu, que, valha a verdade, é o que permitiu que este conjunto participasse agora nas competições europeus.

Desde a fundação do campeonato georgiano, o Dila Gori participou maioritariamente na primeira divisão, mas as suas classificações foram sempre modestas, sendo que o clube disputou mesmo a segunda divisão em 2001/02, 2008/09 e 2010/11 e a terceira em 2009/10.

Curiosamente, a melhor classificação de sempre do clube georgiano surgiu mesmo na temporada transacta (5º lugar) e apareceu num ano de regresso do Dila Gori à primeira divisão, depois de uma subida vertiginosa da terceira divisão ao principal escalão em apenas duas épocas.

Temur Shalamberidze é o treinador do Dila Gori

Como joga?

Os comandados de Temur Shalamberidze actuam normalmente em 4x2x3x1 e, não sendo uma equipa com grande qualidade técnica, são fortes nas transições ofensivas rápidas, sabendo jogar a toda a largura do terreno e em velocidade.

Depois, como é tradicional nestas equipas da ex-URSS, trata-se de um conjunto com grande alma e raça, nunca dando um lance por perdido e nunca virando a cara à luta.

Como principais elementos, destaca-se o seguríssimo guarda-redes croata Skender, o experiente e líder da defesa Salukvadze e o goleador Vatsadze.

Nesse seguimento, o Dila Gori deverá jogar com o seguinte onze, escalado em 4x2x3x1: Skender; Shashiashvili, Salukvadze, Oniani e Kvirkvelia; Bechvaia e Grigalashvili; Guruli, Kakhelishvili e Gvalia; Vatsadze.

Vatsadze é o goleador dos georgianos

Quem é que o Marítimo deve ter debaixo de olho? Vatsadze

Um dos melhores elementos do Dila Gori é o seu ponta de lança Mate Vatsadze, um atacante de 23 anos que brilhou nos quatro primeiros jogos do Dila Gori nesta Liga Europa, marcando cinco golos.

Produto das escolas do Dínamo Tblissi pelo qual marcou 21 golos em 53 jogos pela equipa secundária e 42 tentos em 96 partidas pelo principal conjunto, Vatsadze passou depois, em 2011/12, por um clube russo, o FC Volga, mas não teve grande sucesso, regressando em 2012 à Geórgia para representar o Dila Gori.

No Dila Gori, o ponta de lança já leva 17 golos em 20 jogos, assumindo-se como grande estrela da sua equipa, pela velocidade, inteligência na desmarcação e excelente capacidade finalizadora. Muito móvel e esperto nas movimentações, trata-se, claramente, de um jogador que o Marítimo deve vigiar de perto.

Como chegou ao playoff?

2ª pré-eliminatória: AGF (Dinamarca) 1-2/1-3 Dila Gori

3ª pré-eliminatória: Dila Gori 0-1/3-0 Anorthosis (Chipre)

As possibilidades do Club Sport Marítimo

Num confronto entre o quinto classificado do campeonato português e a equipa que se classificou na mesma posição no campeonato georgiano, é óbvio que o Marítimo tem de se assumir como favorito, pois tem melhor equipa, melhores individualidades e, acima de tudo, maior experiência internacional.

Ainda assim, apesar do favoritismo dos madeirenses ser claro, é necessário que o Marítimo encare este desafio com seriedade, pois, AGF e Anorthosis também eram claramente favoritos a eliminarem este Dila Gori. 

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O primeiro obstáculo europeu do Vitória de Guimarães na caminhada para chegar à fase de grupos da Liga Europa é uma equipa dinamarquesa da qual o público português terá uma leve memória, pois defrontou o Sporting na Taça UEFA (2001/02), tendo na altura sido vergada a duas derrotas com os leões (0-3 e 2-3) e consequente eliminação da prova. Clube com apenas doze anos e ainda sem nenhum título importante, o FC Midtjylland tem sofrido injecções financeiras para quebrar a hegemonia dos dois principais clubes dinamarqueses (FC Copenhaga e Brondby), mas é bem notório que ainda terá um longo caminho a percorrer.

O FC Midtjylland actua no MCH Arena

Quem é o FC Midtjylland?

O FC Midtjylland foi fundado a 2 de Fevereiro de 1999 como resultado da fusão do Ikast FS e do Herning Fremad e chegou à primeira divisão dinamarquesa em 2000/01, tendo garantido logo um quarto lugar na estreia na competição.

Até este momento, os “lobos” já foram vice-campeões dinamarqueses por duas vezes (2006/07 e 2007/08) e estiveram presentes em quatro finais da Taça da Dinamarca, mas nunca conseguiram conquistar qualquer título.

Na temporada passada, o FC Midtjylland terminou o principal campeonato da Dinamarca na quarta posição, atrás de FC Copenhaga, Odense e Brondby.

Em termos europeus, a equipa dinamarquesa está na sua sexta participação nas provas da UEFA, sendo que a sua melhor campanha foi em 2002/03, quando atingiu a segunda eliminatória da Taça UEFA, caindo, nessa altura, aos pés do Anderlecht (1-3 e 0-3).

O plantel do FC Midtjylland

Como joga?

Como quase todas as equipas escandinavas, o FC Midtjylland actua preferencialmente em 4x4x2, sendo uma equipa bastante forte fisicamente e habitualmente perigosa nas bolas paradas.

Ainda assim, já é uma equipa com um nível técnico bastante razoável, dispondo de vários jogadores africanos para o ataque como Nworun, Igboun ou Izunna Uzochukwu, que garantem ao FC Midtjylland um bom nível de imaginação e improvisação.

No último jogo que efectuou (venceu os galeses do TNS por 5-2), o FC Midtjylland apresentou o seguinte onze: Kasper Jensen; Ipsa, Sivebaek (Izunna, 69′), Lauridsen e Juelsgard; Borring, Jakob Poulsen (Kasper Hansen, 46′), Albaek e Danny Olsen; Nworun e Igboun (Hvilsom, 46′).

Jakob Poulsen tem 17 internacionalizações

Quem é que o Vitória deve ter debaixo de olho? – Jakob Poulsen

O jogador de maior renome do plantel do FC Midtjylland é claramente o médio-centro que representou a Dinamarca no Mundial 2010: Jakob Poulsen.

Nascido a 7 de Julho de 1983, em Varde, Dinamarca, Jakob Bendix Uhd Poulsen iniciou a sua carreira no Esbjerg, onde permaneceu entre 2002 e 2006, efectuando 107 jogos e marcando 19 golos.

Essas boas exibições valeram-lhe uma transferência para o futebol holandês e para o Heerenveen, onde o internacional dinamarquês permaneceu durante dois anos e meio, mas onde nunca se assumiu como titular absoluto, preferindo regressar à Dinamarca no Verão de 2008.

Desde que regressou ao país natal, esteve duas temporadas no Aarhus, antes de se transferir para o Midtjylland logo após a sua participação no Mundial 2010 ao serviço da Dinamarca.

Jogador de grande polivalência (pode jogar como defesa-central, médio-centro, médio-direito ou até “dez”), é no miolo do meio-campo que Jakob Poulsen se sente melhor. Com bom pulmão, inteligência posicional, excelente capacidade recuperadora, boa qualidade de passe e frieza na finalização, trata-se de um médio todo o terreno a que o Vitória de Guimarães deverá dar a máxima atenção.

As possibilidades do Vitória de Guimarães

Em condições normais, o quinto classificado do campeonato português é sempre favorito perante o quarto do campeonato dinamarquês, contudo, há que ter atenção a algumas condicionantes que equilibram este confronto entre o Vitória de Guimarães e o FC Midtjylland.

Primeiro, o campeonato dinamarquês já iniciou e, para além disso, o FC Midtjylland já efectuou dois jogos europeus diante dos galeses do TNS, o que lhe garante uma superior capacidade física e óbvio ritmo competitivo.

Por outro lado, os primeiros ensaios do Vitória de Guimarães não foram animadores (derrotas com Rio Ave e Desportivo das Aves), o que também pode não ser positivo em termos anímicos para os minhotos.

Ainda assim, estou convicto que os vimaranenses têm todas as condições de superarem este obstáculo e seguirem, por direito próprio, para o playoff de acesso à fase de grupos.

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Zohore é um talento dinamarquês

No FC Copenhaga actua um dinamarquês de origem marfinense que tem tudo para ser um dos grandes pontas de lança da nova geração: Kenneth Zohore.

Nascido a 31 de Janeiro de 1994, em Copenhaga, Kenneth Dahrup Zohore é filho de um marfinense que, curiosamente, é primo da super-estrela Didier Drogba, tendo iniciado a sua carreira nas camadas jovens do modesto Skjold, com apenas sete anos de idade.

Depois de uma passagem pelo KB, Kenneth Zohore chegou ao FC Copenhaga em 2010, tendo se estrado na equipa principal do gigante da capital dinamarquesa a 7 de Março de 2010, numa vitória diante do AGF (5-0), quando tinha apenas 16 anos e 37 dias, tornando-se no jogador mais novo de sempre a estrear-se no principal escalão da Dinamarca.

Desde que se estreou pelo FC Copenhaga, Kenneth Zohore já fez 16 jogos (1 golo), notando-se que vai conquistando o seu espaço, devagarinho, na equipa, não saltando etapas da sua formação.

Goleador da selecção sub-17 da Dinamarca

Kenneth Zohore é um ponta de lança muito possante e com um físico impressionante (1, 88 metros, 85 kg), jogando muito bem de costas para a baliza e sendo muito difícil de marcar. Pelas suas características, podemos imaginar que se trata de um “target man” puro, daqueles que ficam parados à espera da bola, mas o internacional sub-19 dinamarquês é muito mais que isso.

Apesar do seu físico, Zohore é um jogador muito móvel e rápido, sendo extremamente perigoso quando embala em velocidade. Bom de cabeça e a rematar com os dois pés (preferencialmente o esquerdo), o dinamarquês é também um jogador com boa visão de jogo, sabendo verificar quando um colega está em melhor posição para facturar.

Podendo jogar tanto sozinho na frente, como na companhia de outro ponta de lança, Kenneth Zohore é, assim, um jogador com um talento impressionante e que, por certo, não demorará a dar o salto para um campeonato de maior renome. Neste momento, com apenas 17 anos e impressionantes números ao serviço da selecção dinamarquesa de sub-17 (18 jogos, 11 golos), trata-se de um avançado que devem seguir num dos próximos jogos do FC Copenhaga.

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A Dinamarca, até hoje, participou em apenas três campeonatos do mundo, mas, ainda assim, nunca foi eliminada na fase de grupos, passando sempre às eliminatórias. A equipa escandinava atingiu os oitavos de final em 1986 e 2002 e os quartos de final em 1998, provando que sempre que chega a uma fase final faz boa figura. Apurados para o Mundial da África do Sul, os dinamarqueses apresentam uma selecção sem estrelas, mas com o habitual rigor escandinavo. Um conjunto que, na qualificação, cometeu a proeza de ficar à frente de Portugal e Suécia e que não perdeu nenhum jogo contra essas selecções. Agora, veremos se diante de Holanda, Japão e Camarões, a tradição mantém-se e os vikings voltam a chegar à segunda fase.

A Qualificação

Integrada no Grupo 1 da zona europeia de qualificação com Portugal, Suécia, Hungria, Albânia e Malta, a Dinamarca fez uma excelente fase de apuramento, terminando no primeiro lugar com dois pontos de avanço sobre Portugal (2º).

A equipa dinamarquesa apenas perdeu um jogo, quando já se encontrava apurada (Hungria, em casa, 0-1) e teve resultados de grande nível como a vitória em Portugal (3-2) e o duplo triunfo diante da Suécia (1-0 e 1-0).

Em suma, tratou-se de uma fase de qualificação quase irrepreensível e que garantiu, justamente, o apuramento dos vikings para o Mundial 2010.

Grupo 1 – Classificação

  1. Dinamarca 21 pts
  2. Portugal 19 pts
  3. Suécia 18 pts
  4. Hungria 16 pts
  5. Albânia 7 pts
  6. Malta 1 pt

O que vale a selecção dinamarquesa?

A Dinamarca funciona como equipa, pois o colectivo superioriza-se sempre à influência individual de qualquer jogador. O futebol viking tem poucos rasgos, mas, por outro lado, é muito mecanizado, frio e objectivo, conseguindo, quase sempre, levar água ao seu moinho.

Na defesa, os dinamarqueses têm um guarda-redes com muita experiência e que garante grande segurança ao sector recuado: Sorensen. Depois, a dupla de centrais é de enorme qualidade, pois os vikings contam com Daniel Agger e Simon Kjaer. Duas torres, quase intransponíveis pelo ar e que são competentes no um contra um, tendo, também, um excelente posicionamento táctico. Por fim, os laterais são Simon Poulsen (defesa esquerdo), que é um atleta mais ofensivo e Lars Jacobsen (defesa direito), lateral mais defensivo e que garante solidez ao quarteto defensivo.

Num meio campo em linha, tradicional do 4-4-2 clássico, os escandinavos usam o duplo pivot: Christian Poulsen-Jakob Poulsen. Neste sistema, Christian é o médio mais defensivo, um destruidor de jogo com poucas ou nenhumas preocupações ofensivas e Jakob é o médio box to box, que, apesar de não poder descurar a defesa, também tem de subir no terreno e apoiar os dois atacantes da selecção dinamarquesa. Por outro lado, nas alas, actuam Martin Jorgensen (à esquerda) e Rommedahl (à direita). Jorgensen é um jogador que procura a linha, mas também as diagonais para dentro, ajudando a minimizar a ausência de um nº10 puro, enquanto Rommedahl, na direita, é quase um extremo, forte no um contra um e que procura sempre a linha para cruzar. No banco, os dinamarqueses se preferirem trocar Jorgensen por outro extremo puro têm ainda Gronkjaer.

Por fim, no ataque, deve actuar a dupla Tomasson-Bendtner. Mais do que jogarem um ao lado do outro, o que deve acontecer é Tomasson aparecer mais nas costas, como avançado de suporte e Bendtner surgir como ponta de lança puro. Além de Tomasson (um excelente avançado) ser quase perfeito a jogar dessa forma, isso também garante maior apoio a Bendtner, que, assim, tem condições facilitadas para fazer o que melhor sabe: golos. Ainda assim, se Morten Olsen preferir actuar com dois pontas de lança puros, pode sempre abdicar de Tomasson e lançar o forte e gigante atacante do Duisburgo: Soren Larsen.

Integrada no Grupo E com Holanda, Camarões e Japão, a Dinamarca terá no primeiro lugar uma missão quase impossível, mas a enorme qualidade táctica, mesclada com o talento de um ou outro jogador deve ser suficiente para alcançarem o segundo lugar.

O Onze Base

Como referido anteriormente, a equipa escandinava deve actuar num 4-4-2 com Sorensen (Stoke City) na baliza; Simon Poulsen (AZ), Kjaer (Palermo), Daniel Agger (Liverpool) e Jacobsen (Blackburn) na defesa; Jorgensen (AGF), Christian Poulsen (Juventus), Jakob Poulsen (Aahrus) e Rommedahl (Ajax) no meio campo; e a dupla: Tomasson (Feyenoord) e Bendtner (Arsenal) no ataque.

Classificação – Previsão “A Outra Visão”

Apesar se ser muito sólida tacticamente, a Dinamarca não deverá ter condições de disputar o primeiro lugar com a Holanda, pois a diferença de valores individuais é muito pronunciada para ser posta em causa pelo colectivismo escandinavo. Ainda assim, os dinamarqueses devem-se superiorizar a camaroneses e japoneses. Os vikings são muito melhores em termos tácticos e físicos que estes adversários e, mesmo em termos técnicos, apenas perdem para a selecção africana.

Calendário – Grupo E (Mundial 2010)

  • 14 de Junho: Dinamarca vs Holanda
  • 19 de Junho: Dinamarca vs Camarões
  • 24 de Junho: Dinamarca vs Japão

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