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A Liga ZON Sagres foi considerada a 4ª melhor do Mundo

Numa altura em que a proibição da publicidade da Bwin pode levantar sérios problemas nas finanças dos clubes portugueses e, inclusivamente, pode por em causa a existência de provas como a Taça da Liga, importa lembrar que o futebol cá do burgo é das poucas indústrias de sucesso e exportáveis que nós temos.

Segundo o ranking da Federação Internacional da História e Estatística do Futebol (IFFHS) apenas três campeonatos superaram a liga portuguesa no ano passado: Espanha, Inglaterra e Brasil, sendo que a nossa liga encontra-se à frente de provas como a Bundesliga, Série A ou Ligue 1.

Obviamente, que estatísticas valem o que valem e que apenas o mais optimista analista poderá ver a Liga Zon Sagres como uma competição superior à principal prova da Alemanha ou de Itália, todavia, é de louvar o que é feito cá no burgo, principalmente tendo em conta a diferença de meios existentes entre os maiores clubes portugueses e, inclusivamente, clubes médios de Itália, Espanha e Inglaterra.

Desde há quase duas décadas para cá, muitas vezes fizeram o “funeral” à competitividade do futebol português, tendo os “profetas da desgraça” começado por dizer que não resistiríamos à Lei Bosman e depois ao incremento de dinheiro existente em campeonatos outrora menos abastados como o russo, ucraniano ou turco.

Apesar de tudo, a liga portuguesa foi resistindo, continuando a fazer excelentes resultados lá fora, sendo que desde o ano 2000, já conquistamos uma Liga dos Campeões, duas taças UEFA/Liga Europa e assistimos à presença de três diferentes equipas portuguesas em finais e cinco em meias-finais de provas reguladas pela UEFA.

Conseguimos isso tudo com meios muito inferiores aos principais campeonatos europeus, sendo curiosa a reacção do treinador do Valência quando Jorge Jesus lhe confidenciou qual era o orçamento do Benfica, incomparavelmente inferior ao clube “ché”, mas atingindo resultados muito superiores ao do clube da Comunidade Valenciana. Também acredito, sinceramente, que os treinadores de Celtic, Sevilha, Liverpool e até Dínamo Kiev corariam de vergonha quando soubessem quais eram os meios financeiros da equipa portuguesa que os eliminou na Liga dos Campeões/Liga Europa da temporada transacta.

Este sucesso desportivo, faz com que o nosso principal campeonato atraia bons valores internacionais, contando-se inúmeros talentos de bom renome a jogarem na nossa liga, situação que, todavia, devia ser melhor aproveitada, como fonte de exportação da nossa Liga para outros países. De facto, a quantidade de sul-americanos de grande qualidade que existe em Portugal, exigia que a Liga fosse mais incisiva na promoção do nosso campeonato na América do Sul, apoiando-se no sucesso dos nossos clubes portugueses na UEFA, mas, também, na atractividade que será para um sul-americano ver jogadores consagrados como Aimar, Garay, Elias, Hulk, Luisão ou Matías, assim como as estrelas de amanhã como James, Carrillo ou Danilo.

Por outro lado, a nossa liga continua com laços afectivos bem profundos com as nossas antigas colónias em África, que continuam a seguir apaixonadamente o nosso futebol como se o deles se tratasse. Ali é outro ponto em que devemos apostar, nomeadamente na ascendente Angola, mas sem esquecer todos os outros países lusófonos que seguem o Benfica, FC Porto, Sporting e outros clubes nacionais com uma paixão indescritível.

Devíamos apresentar a nossa liga como um campeonato do presente, mas também uma competição que poderá mostrar o que podem ser os futuros craques. Devíamos relembrar que foi daqui que saíram grandes talentos internacionais como Cristiano Ronaldo, Nani, Di María ou Pepe.

Contudo, continuamos demasiado embrulhados em pequenas guerrinhas e “fait-divers” como as mensagens presentes no corredor dos balneários de Alvalade, para nos debruçarmos numa realidade que nos escapa a cada dia e que passa pelo facto do nosso campeonato e do nosso futebol ainda ser das poucas coisas que devíamos potenciar no exterior como um produto de enorme qualidade e de orgulho português. Infelizmente, como em quase tudo na vida, temo que só nos vamos aperceber verdadeiramente deste facto demasiado tarde…

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Hulk marcou o golo da vitória portista

O FC Porto venceu, em casa, o Vitória de Setúbal por uma bola a zero e, assim, manteve a vantagem de oito pontos perante o Sport Lisboa e Benfica (venceu a Olhanense por 2-0) no topo da Liga Zon Sagres. Num jogo pouco conseguido dos dragões, valeu um golo de Hulk na sequência de uma grande penalidade muito duvidosa. Nesta ronda, destaque para o regresso aos triunfos do Sporting (venceu em Portimão por três bolas a uma) e para o afundar do Sp. Braga que, ao perder em Leiria (1-3), alcançou a sexta derrota da época em jogos do campeonato.

FC Porto 1-0 V. Setúbal

Os dragões, talvez cansados da partida de Viena, entraram pouco acutilantes na partida e, perante um Vitória que se fechava muito no seu último reduto, não criavam grande volume de jogo para a baliza de Diego, ainda assim, jogadores como Rodríguez, Guarín ou Moutinho estiveram perto do golo.

Ao minuto 40, Belluschi, de livre directo, atirou à trave e esse lance foi uma espécie de prefácio para o golo do FC Porto, que surgiu, logo a seguir, após um penalti assinalado após pretensa falta de Collin sobre Falcao na área de rigor. Na conversão do castigo, Hulk não perdoou e colocou os portistas a vencer por uma bola a zero. O FC Porto chegava ao intervalo a vencer.

Na segunda metade, os visitantes surgiram mais atrevidos e o FC Porto baixou ainda mais o ritmo, pretendendo que o desafio escoasse até final sem peripécias de maior. Na verdade, a sua missão quase era cumprida na perfeição até que, ao minuto 89, os sadinos conquistam uma grande penalidade.

Jaílson, na conversão, faz a igualdade, mas o árbitro entendeu que a grande penalidade deveria ser repetida. Nessa segunda tentativa, o mesmo Jaílson encheu o pé, mas a bola acabou por subir em demasia e só parar nas bancadas do Dragão.

Pouco depois, terminava a partida com vitória difícil de uma equipa portista que esteve muitos furos abaixo do que já nos habituou.

Benfica 2-0 Olhanense

Os encarnados entraram mal no jogo e, nos primeiros minutos, foi mesmo a equipa algarvia a assumir-se como mais perigosa, perante um Benfica que não funcionava e em que as principais estrelas como Aimar ou Fábio Coentrão estavam muito abaixo do habitual.

Na verdade, na primeira parte, o Benfica pouco fez e acabou por ser feliz num lance em que um cabeceamento inofensivo de Cardozo (42′) foi mal interceptado por Moretto e acabou, caprichosamente, no fundo da baliza visitante.

Após o descanso, as águias subiram de produção e, mesmo sem fazerem uma grande exibição, acabaram por ver Saviola (80′) ampliar a vantagem e conquistaram uma vitória justa, mas sem qualquer brilho, diante do Olhanense (2-0).

Com este resultado, o Benfica mantém-se a oito pontos do FC Porto e aumentou para cinco, a diferença em relação ao terceiro classificado que, neste momento, é o Sporting.

Portimonense 1-3 Sporting

Os algarvios entraram melhor no encontro, mas o domínio que conseguiram durou pouco tempo, sendo que, à passagem do quarto de hora, os leões já controlavam os destinos da partida.

Ainda assim, aos 23 minutos, quando Hélder Postiga abriu o activo após uma sucessão de ressaltos, talvez fosse um castigo demasiado pesado para o Portimonense. Contudo, ironia das ironias, a equipa algarvia acabou por chegar ao empate, num golo de Pires (38′), quando, valha a verdade, também não o merecia.

Após o 1-1, pensou-se que o jogo escoasse até ao intervalo sem grandes motivos de interesse com os treinadores a aproveitarem o intervalo para corrigirem os erros que haviam detectado. Todavia, o Sporting não esteve pelos ajustes e, até ao final do primeiro tempo, conseguiu marcar por duas vezes, graças a golos de Maniche (43′) e André Santos (45′). Agora, a vencer por 3-1, o Sporting tinha o jogo praticamente decidido.

Assim sendo, na segunda metade, a equipa verde e branca limitou-se a gerir o desafio sem grandes problemas, controlando, facilmente, o pouco perigo que o Portimonense criava e que surgia, quase sempre, dos pés de Candeias.

Como tal, foi com relativa facilidade que a equipa leonina manteve o 3-1 até final, garantindo, assim, a subida ao terceiro lugar na Liga Zon Sagres.

Nos outros jogos da ronda 13, destaque para o surpreendente empate do Vitória de Guimarães, em casa, diante do Paços de Ferreira (1-1) que lhe custou o terceiro lugar e para a sexta derrota dos arsenalistas no campeonato, desta feita, em Leiria, por três bolas a uma.

O outro resultado da ronda 13 foi o Rio Ave 1-1 Beira-Mar, sendo que o Nacional-Naval e o Académica-Marítimo ainda não se realizaram.

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Moutinho tem sido um dos esteios do FC Porto

A jornada cinco correu extremamente bem aos portistas que acabaram por beneficiar de uma combinação de resultados que coloca o melhor classificado dos mais directos rivais a incríveis sete pontos de distância. Cumprindo com a sempre difícil missão de vencerem na Choupana (2-0), os dragões beneficiaram do empate dos bracarenses na deslocação a Paços de Ferreira (2-2) e do triunfo dos encarnados sobre o Sporting por duas bolas a zero. Assim sendo, a equipa que, neste momento, está mais próxima dos azuis e brancos é o V. Guimarães, que venceu o U. Leiria (1-0) e encontra-se a quatro pontos do FC Porto.

Belluschi esteve muito bem com o Nacional

Nacional 0-2 FC Porto

A equipa portista deslocou-se a um campo tradicionalmente difícil, mas acabou por triunfar num jogo em que aliou a sua superior capacidade técnica e táctica a uma excelente capacidade de aproveitamento do erro do adversário.

Num jogo que se iniciou bastante equilibrado, os azuis e brancos, aos 22 minutos, colocaram-se em vantagem, graças a um duplo erro de João Aurélio que, em primeira instância, colocou a mão à bola nas imediações da área e, depois, foi infeliz na sequência do livre de Belluschi, acabando por fazer autogolo.

A partir da vantagem, o FC Porto começou a gerir o encontro, mas sempre com o controlo do mesmo, jogando com os timings da partida e sabendo sempre o que fazer no terreno. Assim sendo, parecia que os azuis e brancos apenas esperavam outro erro dos madeirenses para darem a machadada fatal no Nacional e, valha a verdade, foi exactamente isso que aconteceu, ainda que apenas à segunda tentativa.

Isto porque em cima do intervalo, Falcao falhou um penalti a castigar falta de Tomasevic sobre Varela, num lance que podemos caracterizar como uma espécie de “match point” desperdiçado pelos azuis e brancos.

Contudo, este FC Porto continua a insistir em não se abater pelos momentos infelizes e, assim, manteve os equilíbrios e soube esperar por outro erro do adversário que acabou por surgir no minuto 56, quando após erro de Stojanovic, Varela correspondeu, de cabeça, a cruzamento de Hulk.

Após o 2-0, o jogo ficou invariavelmente decidido e, até ao apito final, foi mesmo o FC Porto que esteve mais perto de ampliar a vantagem no marcador, ainda que o resultado acabasse por não sofrer mais alterações, terminando numa justíssima vitória dos azuis e brancos por duas bolas a zero.

Braga não segurou vantagem diante do Paços

P. Ferreira 2-2 Sp. Braga

Este Sporting de Braga não está a passar por uma boa fase e esta deslocação a Paços de Ferreira foi a prova clara e inequívoca dessa situação.

Num jogo em que os bracarenses entraram praticamente a ganhar, graças a um golo de Moisés (10′) na sequência de um canto milimétrico de Luís Aguiar, nunca se vislumbrou a segurança e a tranquilidade que costuma pautar as exibições dos arsenalistas desde a temporada passada.

Na verdade, durante grande parte da primeira parte, o Sp. Braga passou por vários calafrios, ainda que a ineficácia local tenha permitido aos arsenalistas irem para o intervalo em vantagem no marcador.

Após o descanso, a eficácia voltou a premiar o Braga que chegaria ao 0-2 na sequência de um lance em que o uruguaio Luís Aguiar demonstrou toda a sua classe, marcando um golo de excelente nível num remate de primeira e sem deixar cair a bola no relvado.

Apesar da tremideira evidenciada até ali, pensou-se que a vantagem de dois golos acalmasse o Braga, mas foi puro engano, pois a equipa recuou em demasia e começou a garantir demasiados espaços ao Paços de Ferreira, convidando a equipa local a acercar-se com perigo da baliza de Felipe.

Assim sendo, foi sem surpresa que, aos 69 minutos, Baiano fez o 1-2, na sequência de um excelente remate. Esse golo animou ainda mais os castores, que iam somando oportunidades para empatar, apenas esbarrando na ineficácia e na boa exibição do guarda-redes Filipe.

Ainda assim, no último acto do desafio, Cohene, na sequência de um canto de Maykon, fez o 2-2, garantindo a divisão de pontos e alguma justiça no marcador.

Cardozo foi o herói do derby

Benfica 2-0 Sporting

Num duelo em que estava obrigado a ganhar devido à precária situação em que se em encontrava na tabela classificativa, o Benfica acabou por não vacilar, vencendo os leões por 2-0, num jogo que foi bem mais simples do que se poderia esperar.

Os encarnados entraram bem e foram somando lances de bola parada nas imediações da grande-área leonina. Sabendo-se do poder do Benfica nas bolas paradas e, ao mesmo tempo, da fragilidade leonina nesse aspecto do jogo, foi sem surpresa que, aos 13 minutos, Cardozo, na sequência de um canto de Aimar, fez o 1-0.

A perder, o Sporting tentou reagir, chamando a si as despesas do jogo. Todavia, apesar de ter mais posse de bola, a equipa verde e branca foi sempre muito passiva e careceu de intensidade ofensiva, sendo incapaz de colocar a baliza de Roberto em perigo até ao intervalo.

Após o descanso, o filme do jogo estava destinado a ser uma cópia fiel do final da primeira metade, até porque o Benfica parecia confortável na expectativa, tal era a incapacidade leonina de esboçar uma movimentação ofensiva que fosse capaz de levar algum perigo à baliza de Roberto.

No entanto, aos 49 minutos, Saviola combinou com o Cardozo e o paraguaio, num remate de primeira e de belo efeito, fez um golo de belo efeito, colocando o Benfica a vencer por 2-0 e ainda mais confortável no jogo.

A partir daqui, o Sporting finalmente foi capaz de se libertar um pouco das amarras que quase sempre o prenderam no relvado da Luz. Ainda assim, e até final da partida, apenas por uma vez esteve perto de reduzir as distâncias, quando Liedson, após bom trabalho individual, atirou a centímetros da baliza encarnada.

Em suma, vitória justíssima do Benfica que parece em crescendo de forma, perante um Sporting que insiste em alternar boas exibições como a de Brondby e a de Lille com jogos muito fracos como este no Estádio da Luz.

Nos outros duelos da jornada, destaque para os triunfos de V. Guimarães (1-0 ao Leiria) e Olhanense (2-0 ao Portimonense) que continuam invictos no campeonato. Os outros resultados da jornada foram o Beira-Mar 1 Marítimo 1, o Rio Ave 2 Académica 2 e o Naval 0 V. Setúbal 0.

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Roberto tem estado na mira dos benfiquistas

É com algum desânimo que começo a escrever a minha primeira crónica sobre o Sport Lisboa e Benfica na época 2010/2011. Após uma época em que a única desilusão foi a derrota com o Liverpool em Anfield Road por 4-1 e em que o Sport Lisboa e Benfica perdeu apenas dois jogos no campeonato, a época oficial 2010/2011 começou com uma derrota na Supertaça Cândido de Oliveira e duas derrotas no Campeonato Nacional, isto em apenas duas jornadas.

A equipa não será a mesma? Jorge Jesus não é o mestre da táctica? Será tudo culpa do menino 8,5 milhões?

Enumero aqui alguns problemas:

1. Começo pelo Guarda-Redes. Sofrer 6 golos em 3 jogos? Não percebo como Roberto custa 8,5 milhões e o Eduardo apenas 4 milhões e nós vamos comprar o mais caro. Não percebo como Roberto pode ser tão mau. Aliás, não acredito que Roberto seja assim tão mau. Mas também não acredito no Júlio César e no Moreira. Solução? Não sei.

2. Que defesa é aquela? Não se sabem posicionar numa bola parada? Andam desconcentrados? Acordem para a vida.

3. Que meio campo é aquele? Onde está o Javi? Aimar não aguenta mais de 30 minutos. Gaitan não é ala. Amorim que seria o substituto ideal de Ramires está em má forma. Carlos Martins que foi o melhor na pré-época não joga. Não percebo.

4. Ataque? Aquilo é um ataque? Apenas 2 golos marcados em 3 jogos? Cardozo ainda se mexe menos do que era normal. Saviola anda perdido. O jogador mais perigoso no ataque do Benfica é o seu defesa-esquerdo: Fábio Coentrão.

5. Forma Física: Parecem um bando de reformados. Quem os treina?

6. Dinâmica: Equipa não tem dinâmica, não se percebe como uma equipa que era muito móvel e imprevisível agora parece que não tem ideias. Jesus, desaprendeste?

7. Disciplina: Nem comento. Na Supertaça devíamos ter acabado o jogo com 8. Andam descontrolados?

8. A cara de Jesus. Onde está a arrogância que tanto me agradava? Agora olhamos para a cara de Jesus e parece que tem medo e não sabe o que fazer para mudar as coisas.

Eu continuo a acreditar em Jorge Jesus, Rui Costa, LFV e nos jogadores, mas algo tem de ser feito. Isto não é normal. E não é com contratações “à pressa” que vamos resolver os nossos problemas.

Continuo a acreditar que o Sport Lisboa e Benfica será campeão e que fará uma boa Champions League. Se eu acreditava que era possível recuperar uma eliminatória depois de perder em Vigo por 7-0, porque não vou acreditar que isto é apenas uma fase que será ultrapassada?

Força Benfica!

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Ao contrário da temporada passada e apesar de o Benfica nem ter feito uma pré-época de má qualidade, os índices de confiança da equipa e dos adeptos não são os melhores para a nova temporada. Essa situação agravou-se com a perda da Supertaça para o FC Porto e com a saída do plantel de Di Maria e Ramires que eram, na época passada, uma espécie de asas de todo o jogo ofensivo da águia. Ainda assim, o Benfica adquiriu bons valores como Jara e Gaitán, que apenas precisam de tempo para despontarem e demonstrarem todo o seu potencial, sendo que, em primeira instância e olhando para o plantel actual, a passagem para o 4-3-3 talvez seja a melhor opção.

Pensando nesse esquema táctico, irei explanar aquele que, na minha opinião, seria o esquema mais adequado para as águias.


Na baliza optaria por Roberto, um guarda-redes que, apesar de bastante criticado, fez uma excelente época no Saragoça e apenas precisa de tempo para se adaptar a um clube com outras ambições como o Benfica. Com a ajuda do mítico “terceiro anel”, o espanhol deverá superar esse estigma de forma rápida.

Quanto à defesa, seria a base da época passada. As laterais com Fábio Coentrão, à esquerda, a funcionar como o lateral mais ofensivo e que dá mais profundidade ao futebol encarnado e Maxi Pereira, à direita, com mais obrigações defensivas, ainda que sem nunca descurar a hipótese de, sempre que possível, subir no terreno. Por outro lado, no centro, David Luiz e Luisão iriam reeditar uma dupla que tanta segurança deu a época passada.

No miolo, optaria por três elementos: Javi García-Rúben Amorim-Aimar. Neste esquema, o espanhol seria um médio defensivo puro, com grandes preocupações de recuperação de bolas e, também, de encostar aos centrais sempre que necessário; Rúben Amorim, por outro lado, seria um elemento que iria fechar as subidas de Maxi Pereira à direita e, ao mesmo tempo, funcionaria como ligação entre o trinco e o número 10; Por fim, Pablo Aimar seria o jogador com obrigação de dar imaginação e criatividade ao futebol encarnado, poupando-se a desgaste em tarefas defensivas e ficando, exclusivamente, com a obrigação de pautar todo o jogo ofensivo das águias.

Sabendo que Aimar não tem frescura para uma época inteira, Carlos Martins poderia, facilmente, ir alternando com o argentino ao longo da temporada.

O trio de ataque fechava o 4-3-3 e seria composto por Saviola, Jara e Cardozo. Nesta táctica, os argentinos iriam jogar nas costas do paraguaio, tentando cair nas alas (nomeadamente no flanco direito), trocando muitas vezes de posição, fazendo diagonais para o centro e tentando criar o máximo de desequilíbrios para as defensivas contrárias. Por outro lado, Óscar Cardozo seria a referência ofensiva do Benfica, jogando fixo na área e funcionando como referência tanto para tabelas e/ou serviços de Aimar, Saviola e Jara, como para cruzamentos dos laterais/avançados.

Na minha opinião, este onze disfarçaria as saídas de Di Maria e Ramires do plantel e, mesmo que o Benfica não jogasse ao nível da época anterior, seria possível fazer uma excelente temporada.

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Finalizada a época, a principal conclusão que podemos tirar é que o S.L. Benfica voltou a jogar “à Benfica” sendo que o mérito pertence em grande parte a Jorge Jesus. Mas, apesar do nome bíblico, não considero que aquilo que se passou este ano tenha sido fruto de um milagre. Foi, sim, fruto das capacidades e da inteligência de um grande treinador.

O primeiro mérito de Jesus está relacionado com a filosofia de jogo. O Benfica começou a jogar ao ataque, mostrando ser superior e não deixando o adversário respirar. Passou a pressionar no campo todo e a jogar 90 minutos com intensidade máxima. Os jogadores passaram a acreditar nas suas capacidades e que eram melhores de que o adversário. Ou seja, que a vitória chegaria mais cedo ou mais tarde. Resumindo, com Jesus o Benfica começou a jogar “à Benfica”.

Realce-se ainda a forma como Jesus “armou” a equipa e na forma como geriu o plantel.

Defesa

Jesus, tal como os antigos técnicos, apostou no guarda-redes mais experiente: Quim, que apesar de ser limitado deu segurança à defesa.

No quarteto defensivo, Luisão foi o líder e manteve a defesa calma e organizada. Jesus deu muito maior liberdade a David Luiz, que devido às suas capacidades físicas, conseguia subir e desequilibrar no ataque. Na defesa devido à sua rapidez conseguia dobrar e controlar os adversários mais rápidos.

Nas alas defensivas o Benfica sempre teve limitações, no entanto Jesus conseguiu que Maxi resolvesse, enquanto tinha força física, e que Amorim o substituísse, sempre que necessário (trocava raça e força física, por inteligência e qualidade de passe). Na esquerda descobriu Coentrão que, mais do que um defesa esquerdo, era um médio, o que tornou a ala esquerda do Benfica bastante ofensiva.

Meio – Campo

No meio campo temos de destacar o trabalho de Javi Garcia. Para mim foi o esteio de todo o futebol do Benfica. Só foi possível o adiantamento de Coentrão, Maxi e David Luiz devido às coberturas que eram feitas por Javi. Um jogador taticamente perfeito que lia o jogo de forma a que fosse possível o Benfica atacar com muitos sem perder o equilíbrio. 

E para além de defender, Javi também saia a jogar através de passe curto. Fazia o seu trabalho e depois deixava os restantes médios trabalharem um pouco. É caso para retribuir o gesto de amor ao Benfica pois os Benfiquistas também te amam.

Nos restantes médios incluímos Carlos Martins, Ruben Amorim, Pablo Aimar, Ramires, e claro Di Maria. Este merece um destaque pois sempre foi um jogar muito inconsequente e com Jesus não perdeu as suas características, a sua identidade, e começou a trabalhar para a equipa. Foi um dos jogadores mais importantes e desequilibradores da equipa. Junto com Coentrão constituiu uma ala esquerda temível.

Ataque

No ataque Jesus percebeu que o Benfica, devido ao futebol ofensivo praticado, precisava de uma referência mais física na área. Este posto foi muito bem ocupado por “Tacuara” Cardozo que se tornou melhor marcador do Campeonato e o melhor da Liga Europa (empatado com Pizarro). 

Mas este desempenho muito se deveu ao entendimento fantástico com Saviola. Saviola foi importantíssimo para fazer a ponte entre o meio campo e o ataque, ajudando a criar linhas de passe e espaço para os seus colegas entrarem na zona de finalização e marcarem.

Uma nota ainda para Weldon que quando foi chamado resolveu e ajudou o Benfica a alcançar pontos bastante importantes.

Adeptos

Jesus também soube gerir muito bem os Adeptos. Percebeu que estes poderiam empurrar a equipa e empenhou-se em acordar o vulcão adormecido. Esta gestão teve vantagens para a equipa de futebol ao nível da motivação, mas também para a saúde financeira do clube.

Conclusão: Goste-se ou não, o Sport Lisboa e Benfica é grande!

Nota: Peço desculpa aos jogadores, elementos da equipa técnica e dirigentes não referidos ao longo do texto, mas todos vocês também são campeões. Obrigado!

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Depois da vitória do Benfica diante do Olhanense por cinco bolas a zero, os encarnados esperavam um deslize dos bracarenses para se sagrarem campeões a duas jornadas do fim. Todavia, o Sp. Braga continua a fazer um campeonato excepcional e, na Figueira da Foz, apoiado por cerca de 7000 adeptos arsenalistas, goleou a Naval por quatro bolas a zero, mantendo, assim, o sonho do título por, pelo menos, mais uma jornada.

  

Benfica 5-0 Olhanense

Teve pouca história o duelo entre águias e algarvios. Aos 18 minutos, com o Benfica a ganhar 2-0 (golos de Cardozo e Di Maria) e Delson expulso na Olhanense, percebia-se que a dúvida sobre o vencedor havia terminado. Assim sendo, restava saber qual seria dimensão da vitória encarnada, até porque este Benfica de Jorge Jesus não costuma tirar o pé do acelerador.

Marcariam mais três tentos as águias (dois golos de Cardozo e um de Pablo Aimar), encerrando o resultado num 5-0 final. Uma vitória justa e incontestável, diante de um adversário, que, em inferioridade numérica desde muito cedo, pouco pode fazer para contrariar a superioridade encarnada.

Com esta vitória, as águias estão a apenas um ponto do título e podem ser campeãs em pleno Estádio do Dragão.

Naval 0-4 Sp. Braga

A épica história dos arsenalistas conheceu mais uma bonita página, este domingo, na Figueira da Foz. Diante da Naval, com cerca de 7000 adeptos bracarenses nas bancadas, o Sp. Braga fez uma magnifica exibição, dominando o jogo do princípio ao fim e colorindo o marcador com golos de Luís Aguiar (2), Matheus e Paulão. Com esta vitória por 4-0, os bracarenses mantêm o sonho do título, ainda que ténue (precisam de vencer os dois últimos jogos e o Benfica perder os seus…), mas estão a apenas dois pontos de assegurarem uma inédita presença na Liga dos Campeões.

V. Setúbal 2-5 FC Porto

A equipa portista atravessa o melhor momento da temporada e, desta feita, coube ao aflito Vitória de Setúbal pagar a factura. Os dragões entraram muito fortes e, ao intervalo, já venciam por 2-0 com golos de Falcao e Maicon.

Na segunda metade, os sadinos, a lutarem pela manutenção, ainda reduziram por Henrique, mas rapidamente Guarín e Belluschi colocaram o resultado num incontestável 1-4 para os dragões.

Até final, ainda assistiríamos a mais dois golos, um para cada lado. Primeiro bisou Henrique e depois bisou Falcao, terminando o jogo com uma vitória expressiva, mas justa dos portistas por cinco bolas a duas. Com este resultado o FC Porto continua a sonhar com o segundo lugar e os sadinos continuam sem assegurar a manutenção.

U. Leiria 1-1 Sporting

Os leões desperdiçaram ontem, no Magalhães Pessoa, golos que dariam para ganhar pelo menos dois jogos e acabaram por sair penalizados com um empate que pode adiar a conquista do quarto lugar por mais uma jornada.

O Sporting entrou muito forte e, na primeira parte, dominou totalmente o jogo, marcando um golo por Liedson e falhando um mão cheia de oportunidades. Depois, na segunda metade, os verde e brancos voltaram a sofrer um golo de bola parada, por Cássio, e viram Djuricic, com um punhado de excelentes intervenções, evitar o segundo golo leonino.

Assim sendo, os leões acabaram por empatar a uma bola. Este resultado, caso o V. Guimarães vença hoje o Belenenses, obriga o Sporting a fazer mais um ponto nas duas últimas jornadas para garantir o quarto posto.

Restante jornada

Nos outros jogos, destaque para a vitória da Académica em Matosinhos (3-1), que garantiu a manutenção da briosa e praticamente condenou o Leixões à descida; Depois, na Choupana, o Nacional não foi além de um empate com o P. Ferreira (1-1). Este resultado compromete os sonhos europeus de madeirenses e pacenses; Por outro lado, em Vila do Conde, o Marítimo também se deve ter despedido da Europa, após empatar sem golos diante do Rio Ave; A jornada termina hoje com o V. Guimarães-Belenenses, um desafio que, se os azuis não vencerem, vai significar a sua descida à Liga Vitalis.

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