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Keizer

Keizer desenvolveu muitos talentos no Ajax

Antes de mais tenho de agradecer ao trabalho desempenhado por Tiago Fernandes nas últimas semanas.

Afinal, tratava-se de uma equipa completamente à deriva, que aliava o inexistente processo ofensivo a uma incapacidade defensiva que permitia que qualquer adversário conseguisse disputar (e por vezes mesmo dominar) o jogo com o Sporting, somando ocasiões de golo atrás de ocasiões de golo. E quando isso chega a acontecer com o Loures e o Estoril, está tudo dito…

Com o jovem técnico, reconheço que a mudança esteve longe de ser assombrosa (jamais haveria tempo para isso), mas é inegável que o processo defensivo melhorou exponencialmente, conseguindo o Sporting ser uma equipa muito mais segura defensivamente nos últimos três jogos. Ofensivamente, por outro lado, as coisas melhoraram pouco, mas a verdade é que se ultrapassou esta fase com duas vitórias no campeonato e um empate com o Arsenal. Melhor seria (quase) impossível.

Ironicamente, chegamos à 10ª jornada a apenas dois pontos do líder. Os mesmos dois pontos a que estávamos há duas jornadas atrás, ainda com José Peseiro, e que fizeram com que todos caíssem em cima de Francisco Varandas por este ter despedido o coleccionador de insucessos.

Nesse período, gerou-se, aliás, uma ridícula campanha a roçar o “Je suis Peseiro”, ignorando-se o mau futebol crónico, os quatro golos encaixados no recinto do então último, a derrota caseira com uma equipa secundária ou a aflição com o modesto Loures. O que importava era defender o indefensável em prejuízo do Sporting.

É nesses momentos, que me pergunto se certas personalidades da nossa praça se prestam a certas figurinhas por má fé, ou apenas por uma incapacidade crónica de constatar para além do óbvio. Chega a ser constrangedor verificar a impossibilidade que têm de distinguir o processo do resultado, ignorando que um bom resultado nem sempre é resultado de um processo pensado, mas apenas de uma casualidade, um golpe de sorte que jamais durará para sempre.

Felizmente, e como sucedeu com a grande maioria dos sportinguistas, Frederico Varandas constatou o óbvio e percebeu que era preciso afastar José Peseiro e trazer um outro treinador que pudesse trazer uma filosofia de jogo ao Sporting.

Acredito piamente que o holandês não foi a primeira escolha do presidente do Sporting, mas, pelo perfil, não tenho quaisquer dúvidas que o mesmo encaixa perfeitamente no modelo que Frederico Varandas idealizou e que teria como primeira opção: Leonardo Jardim.

As premissas, afinal, são óbvias: um treinador pedagógico, que tenha uma aprofundada base teórico-prática num clube de renome (no caso de Marcel Keizer estamos apenas e só a falar do Ajax), e que tenha igualmente no seu ADN a capacidade de potenciar jovens talentos e de praticar bom futebol.

Quem tiver boa memória irá igualmente recordar que o Sporting já teve um treinador estrangeiro que preenchia os mesmos requisitos: Mirko Jozic. Uma vez mais, os “pseudo-entendidos do futebol” irão colar-lhe ao insucesso de um quarto lugar, esquecendo que o croata foi, no fundo, o verdadeiro potenciador do penúltimo título nacional conquistado pelos leões, ou não fosse ele a construir o trabalho de base que seria depois aproveitado na época seguinte por Augusto Inácio.

Ironicamente (ou talvez não), a Marcel Keizer já foi aplicada uma espécie de certidão de óbito. Isto antes do primeiro jogo ou mesmo primeiro treino.

Os argumentos são variados e começam no facto do holandês ter sido despedido no seu único trabalho num clube sénior de relevo (sem sequer investigarem o porquê desse mesmo despedimento) e de ter passado demasiado tempo a trabalhar em camadas jovens/divisões secundárias. Acima de tudo, de falta de experiência.

E não posso ser desonesto, tenho de reconhecer que é uma opção de risco, mas ao menos indica um projecto. E o Sporting precisa acima de tudo disso: de um projecto.

Por outro lado, o adepto comum também tem de perceber que o sucesso consolidado nem sempre está de mãos dadas com o sucesso momentâneo e que por vezes esse sucesso momentâneo acaba por mascarar erros estruturais que se vão pagar mais adiante.

Lembram-se do Benfica 2004/05, que foi campeão? A esse sucesso momentâneo sucederam-se quatro temporadas em que o Benfica nem sequer conseguiu chegar a um segundo lugar, chegando mesmo a acabar um desses campeonatos atrás de uma equipa que vinha da segunda divisão.

Por outro lado, entre 2010 e 2013, o mesmo Benfica não ganhou absolutamente nada de relevo, mas soube se manter fiel a uma estrutura de pensamento que acabaria por redundar num tetracampeonato. É o processo.

E é precisamente isso que espero que o Sporting ganhe com a chegada de Keizer. Um processo bem definido e que deverá ser essencialmente assente na renovação de toda a estrutura da formação para que esta volte à excelência de tempos não muito distantes (em que era a mais importante base de recrutamento do clube); um grande incremento da rede de scouting para a detecção de jovens promessas internacionais a preços ainda acessíveis; e a implementação de um modelo de jogo atractivo para o espectador e que seja transversal a todas as equipas do universo Sporting.

Se será o treinador holandês a pessoa certa para levar a cabo este trabalho? Não sei. Mas de uma coisa tenho a certeza: daquilo que conheço do seu trabalho de campo e consciente do sítio de onde vem, as bases estão todas lá.

De qualquer maneira, Keizer, tal como qualquer treinador que viesse no seu lugar e que pretendesse implementar uma ideia de jogo, terá de ter a paciência que nenhum adepto precisou de ter com Leonardo Jardim, Marco Silva ou Jorge Jesus.

É que o holandês herda uma equipa cujas dinâmicas de cinco temporadas foram abruptamente destruídas em poucos meses. Com a agravante de uma classificação enganadora e que não é minimamente consentânea com aquilo que o Sporting produziu em campo.

Uma espécie de ano zero até ao Verão, e o benefício da dúvida de todos os sportinguistas, é tudo o que lhe desejo.

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Milik é um arquétipo de um "nove" puro

Milik é o arquétipo do ponta de lança perfeito

Um dos mais promissores goleadores sub-21 do futebol europeu é o internacional polaco Arkadiusz Milik, ponta de lança de apenas 20 anos que vai evoluindo actualmente no Ajax, por empréstimo do Bayer Leverkusen.

Nascido a 28 de Fevereiro de 1994 em Tichy, Polónia, Arkadiusz Milik é um produto das camadas jovens do modesto Rozwój Katowice, clube pelo qual se estreou no futebol sénior em 2010/11. Ainda assim, foi no bem mais emblemático Górnik Zabrze que o atacante haveria de mostrar-se verdadeiramente, somando 12 golos em 40 jogos entre 2011/12 e a primeira metade de 2012/13.

Aliás, perante o excelente desempenho no clube da primeira divisão polaca, Arkadiusz Milik teve mesmo direito a transferir-se para os alemães do Bayer Leverkusen em Dezembro de 2012 e numa transferência avaliada em 2,6 milhões de euros. Contudo, tanto no Bayer (8 jogos) como no empréstimo ao Augsburgo (20 jogos, dois golos) em 2013/14, o internacional polaco foi incapaz de mostrar o futebol que trazia do seu país natal.

Ora, perante esse cenário, o Bayer Leverkusen acabou por emprestar novamente Milik em 2014/15, mas, desta feita, ao Ajax, da Liga Holandesa, sendo que o ponta de lança de 20 anos, mesmo não sendo um titular indiscutível do clube de Amesterdão, soma neste momento números que são esclarecedores da sua enorme qualidade: 13 golos em 12 jogos.

Um verdadeiro “nove”

Para compreendermos a forma de jogar de Arkadiusz Milik basta centrarmo-nos naquilo que é um “nove” puro, porque é precisamente isso que o polaco representa, uma viagem automática para aquilo que entendemos como o arquétipo de um verdadeiro homem de área.

Com 186 cm e 78 kg, trata-se de um atacante que mostra uma grande capacidade física, e que vai desgastando constantemente os defesas, que são obrigados a estar em constantes trabalhos com um jogador que, além de ser possante, é móvel e movimenta-se com mestria na linha do fora de jogo.

Em termos de finalização, é letal, seja de cabeça ou com o seu magnífico pé esquerdo, mostrando ainda ser veloz, explosivo e com uma capacidade técnica assinalável.

Aliás, pelo combinado das suas características e se a lapidação deste diamante continuar a ser feita convenientemente, é certo que Arkadiusz Milik não só vai afirmar-se em definitivo no Bayer Leverkusen, como, certamente, acabará por dar um salto para um clube com ainda maior peso no espectro futebolístico europeu, isto ao mesmo tempo que se assumirá como o sucessor natural de Lewandowski como a principal referência atacante da selecção polaca.

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Mateo Kovačić tem sido comparado a Messi e Rooney

Um dos maiores talentos do futebol eslavo nasceu na Áustria, mas optou por jogar pelo país de que são culturalmente originários os seus pais, a Croácia. Falo do médio-ofensivo do Dínamo Zagreb: Mateo Kovačić.

Apesar de ter nascido a 6 de Maio de 1994 em Linz, Áustria, Mateo Kovačić é filho de pais bósnio-croatas, tendo optado pela selecção croata, que já representou nos escalões de sub-14, sub-15 e sub-17.

A sua carreira futebolística, começou nos escalões de formação dos austríacos do LASK Linz, todavia, em 2007, quando era pretendido por vários clubes do panorama futebolístico europeu como o Estugarda, Ajax, Juventus ou o Arsenal, optou por transferir-se para os croatas do Dínamo Zagreb, clube que representa até hoje.

Nesse clube croata, avançou pelos escalões de formação e nem uma grave lesão sofrida em 2009 (partiu uma perna) parou a sua evolução, sendo que o pródigo médio-ofensivo se estreou no principal escalão croata a 20 de Novembro de 2010, num duelo diante do Hrvatski Dragovoljac, que o Dínamo venceu por 6-0. Nesse jogo, Kovačić marcou um golo, tornando-se no jogador mais jovem a marcar um golo na Liga Croata de sempre.

Médio-ofensivo que pode evoluir para segundo avançado

Mateo Kovačić é um jogador muito talentoso, que costuma ser colocado na posição “dez”, onde pode explanar todo o seu futebol pleno de visão de jogo e criatividade. Veloz e incisivo, é um desequilibrador nato, sendo que não seria de estranhar que numa fase posterior da carreira, também surgisse numa posição mais avançada, num perfil de apoio mais directo ao ponta de lança.

Neste momento, com apenas 16 anos, é uma das mais brilhantes promessas do futebol europeu, sendo comparado a jogadores da qualidade de Wayne Rooney ou Lionel Messi. Ainda assim, só o tempo dirá se o internacional jovem croata consegue chegar ao patamar de excelência do inglês e do argentino.

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Nordfeldt é uma promessa do futebol sueco

No campeonato sueco, mais concretamente no IF Brommapojkarna, actua um guarda-redes que é uma grande promessa do futebol daquele país escandinavo: Kristoffer Nordfeldt.

Nascido a 23 de Junho de 1989, Kristoffer Nordfeldt é um produto das escolas do IF Brommapojkarna (também conhecido por BP), tendo sido integrado na principal equipa desse clube sueco em 2006, ainda que só tenha participado num encontro oficial do Brommapojkarna em 2008.

Titular desde 2008

Nessa temporada, o internacional sub-21 pela Suécia efectuou 29 jogos pelo clube escandinavo, tendo ajudado o IF Brommapojkarna a subir à primeira divisão sueca. De facto, nesse ano de 2008, Nordfeldt foi crucial na campanha no Superettan, sofrendo apenas 27 golos.

Em 2009, o IF Brommapojkarna estava de volta ao Allsvenskan e Nordfeldt era o dono da baliza do clube sueco, tendo efectuado 21 jogos e ajudado o BP a alcançar um tranquilo décimo-segundo lugar na tabela.

No entanto, no ano seguinte, a época não correu tão bem ao IF Brommapojkarna, com o clube sueco a terminar a temporada na última posição da tabela e a descer de divisão. Ainda assim, uma vez mais, Nordfeldt foi um dos mais utilizados da equipa, apenas falhando alguns jogos por lesão.

Grande promessa do futebol sueco

Kristoffer Nordfeldt é o actual dono da baliza da selecção sueca de sub-21, assumindo-se como um guarda-redes muito seguro e promissor.

Com 1,90 metros, trata-se de um guarda-redes que é imperial no jogo aéreo, ainda que também demonstre boa ocupação da baliza e elasticidade q.b.

Pretendido por clubes como o Ajax, Sampdória, Heerenveen ou Borússia de M’Gladbach, dificilmente se manterá muito mais tempo neste modesto clube sueco.

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Eusébio foi o maior jogador português de sempre

Dispensa apresentações aquele que foi e ainda é o maior jogador de futebol português de todos os tempos: Eusébio da Silva Ferreira. Contratado ao Sporting de Lourenço Marques, após uma série de peripécias que chegaram a obrigar o Benfica a escondê-lo durante uns bons tempos, conquistou inúmeros títulos pelas águias, acabando por nunca se transferir para um grande clube internacional devido a António de Oliveira Salazar que o declarou “património nacional”. Já se retirou há cerca de 35 anos, mas continua bem presente nas memórias dos portugueses, pela força, velocidade, técnica apurada e por aquele poderoso pontapé que parecia, quase sempre, indefensável.

Eusébio a jogar pelo Sp. Lourenço Marques

Despontou no Sporting de Lourenço Marques e gerou luta entre leões e águias

Nascido a 25 de Janeiro de 1942, em Lourenço Marques (agora Maputo), e começou a jogar futebol numa pequena equipa local, “Os Brasileiros”, uma equipa formada em honra dos herois dos jogadores, os intervenientes da grande selecção brasileira da altura.

A admiração por esses jogadores canarinhos era tal, que cada jogador adoptou a alcunha de um jogador dessa selecção brasileira, sendo que Eusébio adoptou a alcunha de Cid, na altura, o grande estratega de todo o processo ofensivo da equipa verde-e-amarela.

Mais tarde, após ter tentado, sem sucesso, inscrever-se no Desportivo, Eusébio acabou por transferir-se para o Sporting de Lourenço Marques, onde, valha a verdade, teve sucesso imediato. Para terem uma ideia, durante os três anos em que actuou na filial leonina, o “Pantera Negra” fez 77 golos em 42 jogos, mostrando uma habilidade e uma capacidade finalizadora do outro mundo.

Esse enorme talento gerou uma enorme guerra entre Sporting e Benfica pela sua aquisição, sendo que essa luta fez com que os encarnados chegassem, inclusivamente, a esconder o jogador numa unidade hoteleira do Algarve, onde acabariam, por, finalmente, assegurar o reforço.

Eusébio num duelo Benfica-Ajax

O “Pantera Negra” rapidamente ganhou destaque no Benfica

Na estreia pelas águias, a 23 de Maio de 1961, num jogo particular diante do Atlético, Eusébio marcou três golos na vitória do Benfica (4-1), mostrando, imediatamente, que não se tratava apenas de uma promessa.

Nos quinze anos seguintes, Eusébio fez 301 jogos a contar para o campeonato nacional pelo Benfica, marcando 317 golos, ou seja, garantindo uma média superior a um golo por jogo. Nas competições europeias, marcou 57 golos em 75 jogos, números deveras impressionantes e difíceis de alcançar por qualquer jogador.

Em termos de títulos colectivos, Eusébio conquistou onze campeonatos nacionais, cinco taças de Portugal e uma Taça dos Campeões, diante do Real Madrid, numa final que o Benfica venceu por 5-3 e o “Pantera Negra” fez dois golos.

Salazar considerou-o tesouro nacional

Salazar nunca deixou que Eusébio emigrasse

Ao longo deste percurso pelo Benfica, o internacional português foi conquistando diversos títulos individuais, sendo duas vezes Bota de Prata da France Football (1962 e 1966), Bota de Ouro europeu em 1968 (42 golos) e 1973 (40 golos), melhor marcador do Mundial 66 (9 golos), entre outros títulos.

Esses títulos, eram apenas o eco do seu talento, que era elogiado por toda a Europa, sendo que, a qualquer momento, se esperava que um grande clube europeu avançasse para a sua aquisição.

Na verdade, vários clubes tentaram adquirir o “Pantera Negra”, sendo emblemática uma proposta da Juventus, em 1964, que obrigou o governo de Salazar a mandá-lo para a tropa e a declará-lo tesouro nacional.

Essa decisão do governo português de o defender como património do país, acabou por impedir Eusébio de atingir um patamar ainda maior no seio do futebol internacional.

Eusébio foi fundamental na reviravolta com a Coreia

Mundial 1966 foi momento alto na selecção das quinas

Durante doze anos (1961-73), Eusébio vestiu a camisola das quinas por 64 ocasiões e marcou 41 golos. Durante esse percurso, e porque os tempos eram outros, Portugal apenas participou numa grande competição, o Mundial 1966 em Inglaterra, mas, aí, o “Pantera Negra” deixou a sua marca.

Durante a competição que Portugal concluiu no terceiro lugar, Eusébio foi a principal figura, apontando nove golos, com destaque para os quatro que marcou nodesafio dos quartos de final com a Coreia do Norte (5-3), num jogo em que o “Pantera Negra” foi fundamental na recuperação de uma desvantagem inicial de três tentos.

Nessa prova, apenas faltou a Eusébio e a Portugal vencerem a Inglaterra, mas nessa fatídica meia-final, alguma matreirice dos ingleses, dentro e fora do campo, acabou por criar todas as condições para que os portugueses acabassem derrotados (1-2).

Eusébio foi campeão americano pelo Toronto

Terminou a carreira entre a América do Norte e pequenas equipas lusas

Quando abandonou o Benfica, em 1975, a democracia já estava instalada em Portugal e Eusébio pode, tardiamente, emigrar para o estrangeiro.

Massacrado pelas inúmeras lesões nos joelhos, Eusébio já não era o mesmo do início da sua carreira, todavia, num futebol menos intenso como o norte-americano, ainda conseguiu deixar a sua marca, sagrando-se, inclusivamente, campeão da NASL (Liga profissional norte-americana) em 1976 pelo Toronto Metros-Croatia.

Além de ter jogado em outras equipas da América do Norte e, inclusivamente, no México (Monterrey), Eusébio também actuou em Portugal na fase final da sua carreira, jogando em clubes como o Beira-Mar e o Sporting de Tomar.

Eusébio retirou-se em 1978, após actuar alguns meses numa frágil e modesta equipa americana (New Jersey Americans), terminando, de forma tímida, um percurso de sucesso que leva muita gente a considerá-lo, até hoje, no rei do futebol português.

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Mandzukic podia ter sido o "pinheiro" do Sporting

Quando me lembrei de criar a rubrica “Olho Clínico”, pensei que pudesse ter dupla função no panorama desportivo português. Em primeiro lugar, pensei no normal adepto de futebol, que gosta de conhecer mais e melhor e que, certamente, teria todo o interesse em descobrir novos valores das paragens mais distantes do planeta futebol, mas, por outro lado, também acreditei que pudesse ser uma boa plataforma para que os clubes portugueses, muitas vezes presos a clichés de mercado, pudessem alargar horizontes e abandonar, de vez, o mesmo mercado saturado que já não lhes permite trazer “peixe graúdo”.

Desde dia 30 de Dezembro de 2009, apresentei, neste blog, 53 jogadores, sendo que nenhum deles actuava nas principais ligas europeias e, mesmo de campeonatos de média dimensão, como o francês, o grego, o belga ou o escocês, foram muitos poucos os jogadores que referenciei, limitando-me a mostrar talentos de primeiro plano como o Eden Hazard, o Sotiris Ninis, o Lukaku ou o Aiden McGeady.

Nesta rubrica, o meu interesse foi sempre viajar para países sul-americanos, do leste europeu e até países em grande expansão futebolística como o Japão ou, numa escala inferior, Chipre e Israel. Na verdade, fiz isso porque sei que aí os atletas ainda são acessíveis aos clubes portugueses, tendo, inclusivamente, o cuidado de mostrar jogadores para a bolsa dos três grandes, mas sem descurar outros que pudessem estar ao alcance de clubes médios do nosso futebol.

Infelizmente, verifiquei que dos 53 jogadores que apresentei, apenas um se transferiu para Portugal, curiosamente um dos mais badalados pela imprensa nos últimos tempos, ainda que tenha sido apresentado no “A Outra Visão” bem antes do início do Mundial 2010 (Otamendi). Assim sendo, fui fazer um pequeno estudo à rubrica e verificar quais os jogadores que permaneciam nos clubes desde que o “A Outra Visão” havia falado deles e, dos que se tinham transferido, quais o haviam feito para um clube superior ao clube onde jogavam.

Assim sendo, dos 53 jogadores referenciados, 19 trocaram de clube, sendo que destes, dezoito se transferiram para um clube e/ou campeonato superior. A única excepção foi o arménio: Edgar Manucharyan, que, perseguido por lesões, regressou à Arménia para jogar no Pyunik Erevan.

As dezanove transferências pós “Olho Clínico”

Jackson Martinez (COL): do Independiente Medellín (COL) para o Jaguares (MEX)

Eliran Atar (ISR): do Bnei Yehuda (ISR) para o Maccabi Telavive (ISR)

Emad Moteab (EGI): do Al-Ahly (EGI) para o Standard Liège (BEL)

Emilio Izaguirre (HON): do Motagua (HON) para o Celtic (ESC)

Aiden McGeady (IRL): do Celtic (ESC) para o Spartak Moscovo (RUS)

Mario Mandzukic (CRO): do Dinamo Zagreb (CRO) para o Wolfsburgo (ALE)

Robert Lewandowski (POL): do Lech Poznan (POL) para o Borussia Dortmund (ALE)

Nicolás Otamendi (ARG): do Velez Sarsfield (ARG) para o FC Porto (POR)

Georgios Tzavelas (GRE): do Panionios (GRE) para o E. Frankfurt (ALE)

Atsuto Uchida (JAP): do Kashima Antlers (JAP) para o Schalke 04 (ALE)

Seydou Doumbia (CMA): do Young Boys (SUI) para o CSKA Moscovo (RUS)*

Aleksandr Bukharov (RUS): do Rubin Kazan (RUS) para o Zenit (RUS)

Giovanni Moreno (COL): do Atlético Nacional (COL) para o Racing Club (ARG)

Domagoj Vida (CRO): do Osijek (CRO) para o Bayer Leverkusen (ALE)

Andreas Avraam (CHI): do Apollon Limassol (CHI) para o Omónia Nicósia (CHI)

Jong Tae-Se (COR): do Kashima Antlers (JAP) para o Bochum (ALE)

Artur Sobiech (POL): do Ruch Chorzow (POL) para o Polónia Varsóvia (POL)

Pablo Armero (COL): do Palmeiras (BRA) para a Udinese (ITA)

Edgar Manucharyan (ARM): do Ajax (HOL) para o Pyunik Erevan (ARM)

*Quando fizemos o “Olho Clínico” dedicado ao Seydou Doumbia, este já tinha acordado uma transferência futura para o CSKA Moscovo.

Estas transferências mostram que, mais do que mostrar bons valores aos adeptos do futebol e fazer com que estes possam alargar, cada vez mais, os seus horizontes futebolísticos, o “Olho Clínico” pode funcionar como plataforma de descoberta de valores para os nossos clubes e para que estes possam, igualmente, alargar horizontes e desprenderem-se dos clichés que, muitas vezes, apenas lhes dão prejuízo financeiro e desportivo.

Da minha parte, irei continuar a fazer o meu melhor para vos mostrar as melhores promessas que caminham pelo mundo do futebol, mesmo que tenha de vasculhar pelos cantos mais recônditos do planeta, esperando que, um dia, a maior parte desses talentos apareça, aqui, no nosso campeonato, ao invés de tantos estrangeiros sem qualidade que, época após época, inundam as nossas ligas profissionais.

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Paulo César festeja golo no Celtic Park

Apesar de o Sporting de Braga ter vencido por 3-0 na primeira mão da terceira pré-eliminatória da Liga dos Campeões, ainda havia um ténue receio dos arsenalistas passarem dificuldades no sempre difícil ambiente do Celtic Park. No entanto, as dúvidas sobre o apuramento dos bracarenses apenas duraram até aos vinte minutos de jogo. Nesse momento, Paulo César fez o golo dos bracarenses e colocou a missão dos escoceses a um nível quase impossível: marcar cinco golos! Os escoceses apelaram ao brio e ainda venceram o jogo (2-1), no entanto, foi uma vitória magra e que os deixou fora da Liga dos Campeões. Já o Braga, apesar da derrota, segue para o playoff de acesso à fase de grupos da “Champions”, onde vai defrontar Sevilha, Tottenham, Zenit, Ajax ou Werder Bremen.

O Sp. Braga entrou ambicioso e confiante no Celtic Park, não se amedrontando perante o ambiente e tentando o golo que, na verdade, acabaria definitivamente com a eliminatória.

Normalmente, nesses casos, a sorte protege os audazes e essa ambição arsenalista foi premiada aos 20 minutos, quando Paulo César, na sequência de um cruzamento de Alan, fez, de cabeça, o 1-0 para os bracarenses.

Até ao final da primeira metade, o Celtic procurou o ataque e o primeiro dos cinco golos necessários para dar a volta à eliminatória. No entanto, nessa fase, a crença escocesa era baixa e o Braga foi conseguindo anular todos os intentos ofensivos dos verde e brancos sem grandes dificuldades.

Após o intervalo, os “católicos” vieram com outra atitude, passando a pressionar mais a equipa portuguesa e a colocarem mais elementos no último reduto do Sp. Braga.

Assim sendo, foi sem surpresa que, aos 52 minutos, Hooper, na pequena área, desviou um cruzamento de Fortuné e empatou a partida.

Apesar do golo sofrido, os bracarenses não perderam a calma, até porque sabiam que o Celtic ainda tinha de marcar mais quatro tentos. Como tal, o Sp. Braga foi tentando jogar com o relógio e controlando a equipa de Glasgow, que, no seu intimo, sabia estar perante uma missão (quase) impossível.

Até ao final da partida, os escoceses ainda fizeram mais um golo, num cabeceamento de Juarez (79′), mas a magra e insuficiente vitória (2-1) foi tudo o que o Celtic conseguiu fazer perante a muito bem organizada equipa arsenalista.

Apesar da derrota, Domingos tem razões para estar satisfeito com a atitude patenteada pelos seus atletas e, obviamente, pela passagem da eliminatória. Agora, que venha o “tubarão”…

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