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Posts Tagged ‘Alan’

O adversário do Sporting de Braga nos dezasseis avos de final da Liga Europa é um clube turco da parte europeia da cidade de Istambul, terceiro mais importante da Turquia e que tem feito um investimento fortíssimo nos últimos anos com a contratação de estrelas como Simão, Quaresma, Manuel Fernandes e o já entretanto retirado Guti. A onze pontos do líder Fenerbahçe no campeonato turco, o Besiktas tentará salvar a época com uma boa campanha nesta Liga Europa, sendo que a equipa da cidade mais importante da Turquia assume-se como favorita para este confronto diante dos arsenalistas.

O Besiktas actua no Estádio Inönü

Quem é o Besiktas?

O Beşiktaş Jimnastik Kulübü  foi fundado em 1903 ainda durante o Império Otomano, tendo conquistado treze campeonatos de Istambul antes da criação do campeonato nacional da Turquia.

Em 1956, criou-se uma Taça Nacional, que era a única competição que juntava todas as equipas da Turquia, sendo que o Besiktas foi o clube que a venceu durante as duas edições que ela durou, sendo o representante turco na Taça dos Campeões nessa altura.

Em 1958/59, criou-se finalmente o campeonato nacional, com o Besiktas a manter-se como um dos grandes clubes turcos desde essa data, conquistando mais onze campeonatos, nove taças da Turquia e oito supertaças, estando apenas atrás de Galatasaray e Fenerbahçe em títulos conquistados.

Carvalhal é o treinador do conjunto turco

Como joga?

O Besiktas actua normalmente num 4x2x3x1 de perfil bastante português, pois é treinado por Carlos Carvalhal e conta no seu habitual onze com jogadores como Manuel Fernandes, Simão, Quaresma e Hugo Almeida. Evoluída tecnicamente, a força da equipa turca está claramente no meio-campo ofensivo, onde conta com jogadores acima da média como os já referidos Simão, Quaresma e Manuel Fernandes.

O ponto mais fraco do conjunto de Istambul e que deverá ser aproveitado é a sua defesa, claramente a um nível inferior ao conjunto que os turcos têm do meio-campo para a frente, revelando-se um sector lento e que no campeonato turco sofre uma média de um golo por jogo.

O onze que os turcos deverão apresentar na Pedreira não deverá andar longe do seguinte: Gonen; Toraman, Sivok, Gulum e Korkmaz; Kavlak e Ernst; Quaresma, Manuel Fernandes e Simão; Hugo Almeida.

Os adeptos do Besiktas amam Quaresma

Quem é que o Braga deve ter debaixo de olho? Quaresma

A alma e poço de criatividade deste conjunto turco é o nosso bem conhecido Quaresma, jogador de 28 anos que se assume como a estrela da companhia, na forma como empurra a equipa para frente e, também, transforma os adeptos no décimo-segundo jogador, pois os fanáticos adeptos do Besiktas adoram-no.

Sem grande sucesso internacional após ter abandonado o FC Porto em 2008, o extremo lusitano reencontrou a alegria do seu futebol na equipa de Istanbul, sendo habitual titular desde que chegou ao Besiktas na temporada passada.

Ao Sporting de Braga, caberá ter o máximo de atenção ao que Quaresma possa fazer no flanco direito do ataque turco, sendo que o lateral-esquerdo escolhido por Leonardo Jardim (Miguel Lopes?) terá de ter atenções redobradas na anulação do perigoso internacional português, até porque anulando Quaresma, anula-se 50% do jogo ofensivo do Besiktas.

Como chegou aos 16/final?

Playoff: Besiktas vs Alania Vladikavkaz (RUS) 3-0 e 0-2

Fase de Grupos: 

  • Besiktas vs Dínamo Kiev (UCR) 1-0 e 0-1
  • Besiktas vs Stoke City (ING) 3-1 e 1-2
  • Besiktas vs Maccabi Telavive (ISR) 5-1 e 3-2
Classificação:
  1. Besiktas 12 pontos
  2. Stoke City (ING) 11 pontos
  3. Dínamo Kiev (UCR) 7 pontos
  4. Maccabi Telavive (ISR) 2 pontos

Confrontos com equipas portuguesas em provas da UEFA

Taça UEFA (2005/06): V. Guimarães vs Besiktas 1-3

Liga dos Campeões (2007/08): Besiktas vs FC Porto 0-1 e 0-2

Liga Europa (2010/11): Besiktas vs FC Porto 1-3 e 1-1

As possibilidades do Sporting Clube de Braga

O Besiktas é favorito para esta eliminatória, pois tem um plantel com jogadores de grande renome internacional e conta com um orçamento que não tem qualquer comparação com o arsenalista. Ainda assim, a equipa bracarense é muito matreira e cínica na forma como actua, podendo, dessa forma, aproveitar a menor qualidade do sector defensivo turco para surpreender com a velocidade de elementos rápidos como Lima, Mossoró ou Alan.

Se o Sporting de Braga conseguir vencer na primeira mão, nem que seja só por 1-0, poderá depois dar a machadada nas aspirações do Besiktas na segunda mão, jogando em contra-ataque em Istambul.

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Anselmo (à esq) festeja um dos seus dois golos

Na primeira jornada da terceira fase da Taça da Liga, o principal destaque vai para a surpreendente derrota caseira do FC Porto diante do Nacional (1-2), num resultado que, pelo regulamento da competição (só o primeiro de cada grupo se apura para as meias-finais), complica bastante as contas dos azuis-e-brancos na prova. De resto, tudo normal, com Benfica, Sporting e Sp. Braga a servirem-se do factor casa para superarem Marítimo, Naval e Vitória de Guimarães, respectivamente.

Grupo A: Primeira derrota portista com o carimbo de um velho conhecido

O FC Porto recebeu o Nacional e, sem fazer um jogo brilhante, ia levando a água ao seu moinho, colocando-se em vantagem com um golo de Hulk e controlando totalmente o desafio. Contudo, nos últimos minutos, Anselmo, que havia começado a partida no banco, entrou para decidir o encontro, marcando dois golos de oportunidade (o primeiro com colaboração decisiva de Kieszek) e garantindo um surpreendente triunfo para os madeirenses. Curiosamente, em 2006/07, noutra derrota caseira dos portistas, dessa vez com o Estrela da Amadora, foi também Anselmo a saltar do banco e a fazer a diferença com um golo decisivo.

Resultados do Grupo A

FC Porto 1-2 Nacional / Gil Vicente 2-1 Beira-Mar

Classificação

  1. Nacional 3
  2. Gil Vicente 3
  3. FC Porto 0
  4. Beira-Mar 0

Grupo B: Benfica superou tranquilamente o teste madeirense

A jogar em casa, os encarnados venceram com relativa facilidade o Marítimo, após uma primeira parte em que dominaram totalmente o jogo e materializaram esse ascendente com golos de Salvio e Saviola. Depois, na segunda metade, bastou ao Benfica controlar tranquilamente o desafio, sendo que os madeirenses apenas ameaçaram nos descontos quando o argelino Cherrad atirou ao poste da baliza. Em suma, vitória justíssima do Benfica, diante do adversário teoricamente mais difícil do grupo.

Resultados do Grupo B

Benfica 2-0 Marítimo / Desportivo das Aves 3-2 Olhanense

Classificação

  1. Benfica 3
  2. Desportivo das Aves 3
  3. Olhanense 0
  4. Marítimo 0

Grupo C: Braga supera clássico minhoto e aproxima-se das meias-finais

Num jogo marcado pelas picardias e pelas expulsões de dois jogadores do Vitória de Guimarães, o Sp. Braga não se abalou pelo golo madrugador de Toscano (3′) e deu a volta com tentos de Alan (21′), Lima (42′) e Meyong, este já nos descontos e com os vimaranenses reduzidos a nove unidades. Tratou-se de uma vitória justa da equipa que praticou melhor futebol no terreno de jogo do Estádio AXA em Braga e que aproxima os arsenalistas das meias-finais da Taça da Liga.

Resultados do Grupo C

Sp. Braga 3-1 V. Guimarães / Arouca 2-3 Paços de Ferreira

Classificação

  1. Sporting de Braga 3
  2. Paços de Ferreira 3
  3. Arouca 0
  4. Vitória de Guimarães 0

Grupo D: Entrada de Vukcevic foi decisiva na vitória leonina

O Sporting teve uma entrada muito pobre no jogo diante do lanterna-vermelha da Liga Zon Sagres: Naval. Depois de uma hora de futebol pouco incisivo e, muitas vezes, inconsequente, os leões acabaram por beneficiar bastante da entrada de Vukcevic e, também, de Jaime Valdés para passarem a ser uma equipa muito mais perigosa. De facto, pouco depois de entrar, o chileno atirou à trave da baliza da Naval e, logo a seguir, na sequência de um livre directo de Simon Vukcevic (69′), surgiu o primeiro golo dos verde-e-brancos. Até final, perante uma equipa visitante que não reagia, só deu Sporting e ainda deu tempo para Liedson (72′), com um golo de levantar o Alvalade XXI, fazer o 2-0 final.

Resultados do Grupo D

Sporting 2-0 Naval / Estoril 0-1 Penafiel

Classificação

  1. Sporting 3
  2. Penafiel 3
  3. Estoril 0
  4. Naval 0

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Walter marcou o primeiro golo portista

Este campeonato corre o risco de ser pouco mais que um passeio para uma equipa azul e branca que se recusa a vacilar e a perder pontos. Desta vez, mesmo sem acelerarem, os dragões venceram (2-0) um bem organizado Portimonense, que apesar do bom posicionamento táctico, nunca pareceu colocar realmente em perigo o triunfo portista. Com alguma esperança, mas remota, no título, continua o Benfica, que regressou às vitórias com uma goleada diante da Naval (4-0), mantendo-se a dez pontos do líder FC Porto e à espera de um colapso súbito dos azuis e brancos para reentrar na luta pelo bicampeonato.

FC Porto 2-0 Portimonense

Depois de terem vencido o Benfica por cinco bolas a zero, os dragões baixaram bastante a qualidade exibicional neste desafio diante do Portimonense. Num jogo calmo e pausado, os azuis e brancos entraram naturalmente mais fortes e, durante a primeira parte, criaram algumas oportunidades para marcar, sendo que facturaram por apenas uma vez, por Walter, ao minuto 30.

Na segunda metade, o Portimonense, muito adormecido nos primeiros quarenta e cinco minutos, chegou a assustar os azuis e brancos. Contudo, o FC Porto, com o seu estilo muito pausado e, por vezes, até pachorrento, foi controlando o jogo, vendo, inclusivamente, Otamendi voltar a ter um golo negado “in extremis” por Ricardo Pessoa, tal como havia acontecido uma vez na primeira metade.

Ainda assim, 1-0 é sempre um resultado perigoso e, como tal, os portistas apenas descansaram completamente sobre o minuto 90, quando Hulk, na marcação de um castigo máximo, não perdoou e garantiu a vitória portista por 2-0. Um triunfo que permitiu aos portistas manterem a enorme vantagem de dez pontos sobre o segundo classificado.

Benfica 4-0 Naval

O resultado gordo pode dar a ideia de um jogo fácil para os encarnados, todavia, a primeira parte foi tudo menos isso para o Benfica. Quando Kardec marcou o primeiro golo, aos 10 minutos, já a Naval tinha ameaçado algumas vezes a baliza de Roberto, sendo que, até ao intervalo, Hugo Machado (22′) e Carlitos (40′) acertaram nos ferros da baliza do Benfica. Assim sendo, o resultado ao intervalo era injusto e penalizador para a equipa da Figueira da Foz.

Ainda assim, um golo de Gaitán, logo aos dois minutos do segundo tempo, descansou os benfiquistas que, a partir daí, tranquilos com a vantagem de dois golos, embalaram para uma exibição segura e confiante, acabando por construir uma goleada de quatro bolas a zero, graças ao segundo golo de Gaitán (62′) e a um golo de Nuno Gomes (89′), que, emocionado, dedicou ao seu pai.

Com esta vitória, o Benfica mantém-se no segundo lugar, a dez pontos do líder FC Porto.

V. Guimarães 2-1 Sp. Braga

Pelo segundo jogo consecutivo, o Vitória beneficiou de uma expulsão na sua caminhada para o triunfo. Num desafio em que até começou a perder graças a um golo de Alan (19′), o Vitória, entre o minuto 44 e 45, acabou por ver a história do jogo levar uma grande cambalhota com o golo do empate apontado por Maranhão e a expulsão de Alan.

Em superioridade numérica, os vimaranenses dominaram a segunda parte, todavia, os arsenalistas foram segurando a igualdade até ao minuto 83, quando Miguel Garcia, num lance infeliz, fez autogolo a tentar cortar um cruzamento de Alex.

Com este triunfo, a equipa vimaranense mantém-se colada ao Benfica no segundo lugar, enquanto o Sp. Braga, que averbou a terceira derrota consecutiva, desceu à décima posição.

Académica 1-2 Sporting

Em Coimbra, o Sporting embalou para uma primeira parte de grande maturidade e capacidade competitiva, jogando bem e construindo uma vantagem de dois golos graças aos tentos de Valdés (10′), de penálti, e de Vukcevic (33′). Assim sendo, os leões chegaram ao intervalo com metade do trabalho concluído e, perante a forma tranquila como geriam o jogo, este parecia decidido.

No entanto, logo após o reatamento, Miguel Fidalgo, na sequência de um canto, fez o 1-2 e, de repente, pairou sobre os leões o fantasma do jogo com o V. Guimarães. Ainda assim, os leões, de fato-macaco vestido, souberam unir-se e, mesmo sofrendo ligeiramente aqui e ali, conseguiram segurar o triunfo até ao apito final.

Com esta vitória, os verde e brancos subiram ao quarto lugar, a três pontos de Benfica e V. Guimarães e a treze do FC Porto.

Nos outros encontros da jornada, destaque para o empate a zero no derbi madeirense, num jogo que fez o Nacional cair para a quinta posição e garantiu um importante ponto ao Marítimo na luta pela manutenção. Os outros resultados da jornada onze foram: Rio Ave 3 P. Ferreira 1, U. Leiria 1 V. Setúbal 0 e Olhanense 1 Beira-Mar 1.

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Belluschi fez um grande golo

O FC Porto só sabe ganhar esta temporada em jogos oficiais, tendo, desta feita, vencido, em casa, o Beira-Mar por três bolas a zero, num duelo em que o seu triunfo foi mais difícil do que o resultado aparenta. Nesta jornada, a equipa portista beneficiou ainda do empate do Sp. Braga em Setúbal (0-0) e, acima de tudo, do desaire dos encarnados na Choupana, uma derrota que significou o pior arranque das águias no campeonato desde 1952/53 e que coloca o Benfica a seis pontos dos azuis e brancos à segunda jornada. Nesta ronda, há ainda que destacar a primeira vitória dos leões nesta Liga Zon Sagres, um triunfo que surgiu quase nos descontos através de um penalti convertido por Matias Fernandez.


Falcao mantém veia goleadora

FC Porto 3-0 Beira-Mar

Os dragões que entraram para este jogo com apenas dois extremos disponíveis, viram o azar voltar a bater à porta logo nos primeiros minutos de jogo, quando Ukra se lesionou e obrigou Villas Boas a adaptar Belluschi à direita. Essa alteração tirou fluidez ao jogo ofensivo dos portistas que, durante muito tempo, pareceram perdidos e sem ideias perante uma bem organizada formação aveirense.

Assim sendo, o jogo decorria sem grandes motivos de interesse até que, aos 25 minutos, quando ninguém o previa, Álvaro Pereira ganhou a linha e cruzou para Falcao que, no coração da área, cabeceou cruzado para o 1-0.

Pensou-se que o FC Porto embalaria para uma vitória tranquila, mas o Beira-Mar reagiu bem e teve um par de boas oportunidades para empatar a partida, só que Wilson Eduardo não esteve inspirado e desperdiçou as soberanas ocasiões.

Como, normalmente, quem não mata morre, o FC Porto, em cima do intervalo, puniu o desperdício aveirense e, na conversão perfeita de um livre directo, Belluschi fez o 2-0 e deixou o jogo praticamente resolvido.

Após o descanso, a vencer por duas bolas a zero, o FC Porto soube controlar a partida e assistiu, com o passar dos minutos, a alguma quebra anímica dos aveirenses que foram, naturalmente, baixando os braços.

Assim sendo, foi sem surpresa que as melhores oportunidades da segunda metade pertenceram aos portistas que, conseguiram ainda ampliar a vantagem aos 81 minutos, em mais um golo de Radamel Falcao.

Pouco depois terminava a partida com uma vitória (3-0) exagerada mas amplamente justa de uma equipa portista que revela crescimento de jogo para jogo.

Sadinos e bracarenses não passaram do nulo

V. Setúbal 0-0 Braga

Pesou bastante na mente dos bracarenses o facto de terem um jogo europeu em Sevilha na semana seguinte, pois os arsenalistas estiveram, em Setúbal, muito abaixo do que nos tinham vindo a habituar.

Apesar de terem entrado bem no jogo, o Braga foi perdendo gás e os sadinos começaram a controlar o jogo, ainda que aparentassem um medo excessivo dos bracarenses, pois apesar de dominarem as operações, o risco era sempre demasiado calculado.

Assim sendo, o jogo foi avançando para o descanso  sem grandes motivos de interesse até que, em cima do minuto 45, Lima, com tudo para colocar o Braga em vantagem, atirou para a bancada.

Pensou-se que esse lance ocorrido em cima do intervalo pudesse espevitar os bracarenses na segunda parte e Domingos ajudou a essa ideia ao colocar em campo Alan e Paulo César.

De facto, a segunda parte foi totalmente dominada pelos bracarenses que, contudo, nunca tiveram o engenho de ultrapassar um inspirado Diego, que defendeu com mestria a baliza sadina.

Assim sendo, o zero a zero final acaba por punir a falta de ambição sadina e, acima de tudo, um Braga que pareceu sempre com a mente no Sanchez Pizjuan.

Matias fez os leões respirarem de alívio

Sporting 1-0 Marítimo

Os leões, após os desaires em Paços de Ferreira e, acima de tudo, em casa diante do Brondby, sentia-se sobre uma enorme pressão para vencer o Marítimo em Alvalade.

Essa pressão sentiu-se bastante na primeira parte, com os leões a terem dificuldade de penetração no último reduto madeirense e, ao mesmo tempo, a terem de lidar com os rápidos contra-ataques do Marítimo.

Assim sendo, foi sem surpresa que o duelo chegou igualado (0-0) ao intervalo, não se prevendo facilidades para o Sporting na segunda metade.

Realmente, após o descanso e apesar de o Sporting ter subido ligeiramente de produção, as dificuldades dos leões mantinham-se, pois apesar de, agora, o Sporting dominar as operações, mantinha-se a falta de discernimento no último terço, muito por culpa de um nervosismo que se agravava com a passagem dos minutos.

Aos 65 minutos, num rápido contra-ataque, o Marítimo podia ter tornado o jogo num pesadelo ainda maior para os leões, mas o chapéu de Cherrad a Rui Patrício saiu a centímetros da baliza leonina.

Passado esse susto, o jogo manteve a mesma toada e todos os adeptos leoninos presentes no Estádio Alvalade XXI já se resignavam ao empate e a mais uma frustração. No entanto, em cima do final do jogo, num lance confuso na área madeirense, Liedson foi carregado em falta e o árbitro não hesitou em assinalar o castigo máximo.

Na conversão, Matias não perdoou e, assim, os leões venceram por 1-0, podendo respirar e sacudir a pressão, pelo menos até quinta-feira.

Cardozo esbarrou sempre em Bracalli

Nacional 2-1 Benfica

O Benfica até entrou bem no desafio e, durante a primeira parte, os encarnados foram claramente a melhor equipa sobre as quatro linhas.

Os encarnados dispuseram de boas ocasiões, mas não estiveram de pontaria afinada com Gaitan, Cardozo e Saviola a desperdiçarem excelentes oportunidades para marcar.

Assim sendo, o nulo ao intervalo punia a falta de eficácia encarnada, que devia ter capitalizado em golos o ascendente sobre o terreno de jogo.

Após o descanso, o jogo iria sofrer uma viragem, pois na primeira vez que o Nacional chegou com perigo à baliza benfiquista, Luís Alberto fez o 1-0 para os madeirenses.

Este golo premiava a eficácia nacionalista e foi um rude golpe para um Benfica que caiu muito em termos anímicos. A vida tornava-se muito complicada para os encarnados e pior ficou aos 65 minutos, quando Roberto, deixou um cabeceamento inofensivo bater na trave e, assim, permitiu a Orlando Sá, na recarga, fazer o 2-0, num lance que roçou o ridículo.

A vencer por duas bolas a zero, o Nacional soube aproveitar a desorientação encarnada para controlar o jogo até final. Na verdade, nessa fase, apenas Carlos Martins remava contra a maré e o médio encarnado seria mesmo premiado com o golo, já nos descontos. Um golo de belo efeito, mas que apenas minimizou o desaire das águias.

Em suma, triunfo de um Nacional muito eficaz, perante um Benfica que não está bem e que, numa fase tão madrugadora da época, já se encontra a seis pontos do líder.

Nos outros jogos da jornada, a Naval foi vencer a Portimão (1-0) e o Académica-Olhanense (1-1), V. Guimarães-Rio Ave (0-0) e U. Leiria-P. Ferreira (0-0) terminaram empatados.

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A festa do golo bracarense

Na Pedreira, o Sporting de Braga venceu o Sevilha (1-0) e deu um importante passo rumo à fase de grupos da Liga dos Campeões. Neste momento, os arsenalistas, se marcarem um golo na Andaluzia, até podem perder pela margem mínima que seguem em frente. Por outro lado, na Liga Europa, apenas os dragões deram aos portugueses razões para sorrir, após irem à Flandres, vencer o Racing Genk por 3-0, um resultado que deixa os portistas praticamente apurados  para a fase de grupos, pois Sporting (0-2, em casa diante do Brondby) e Marítimo (0-3, na Bielorrússia, diante do BATE) colocaram a sua vida nas competições europeias à beira do precepício.

Matheus voltou a ser decisivo

Braga 1-0 Sevilha

A primeira parte do jogo foi totalmente dominada pelo Sevilha que, em alguns momentos, chegou a massacrar a equipa portuguesa. Ainda assim, apesar de terem jogado quase sempre nas imediações da baliza de Felipe, a equipa espanhola apenas esteve realmente perto do golo por uma vez, quando Luís Fabiano, aos quatro minutos, num cabeceamento colocado, levou a bola a embater no poste.

No entanto, um lance de Matheus, em cima do intervalo, que, cara a cara com Palop, quase bateu o guarda-redes sevilhano, deu o mote para uma segunda metade, que apresentou duas equipas transfiguradas: a do Braga para melhor e a do Sevilha para muito pior.

O cariz do jogo, assim, sofreu uma viragem de 180º, com a equipa bracarense a passar a dominar o jogo e a beneficiar de uma alteração muito inteligente de Domingos, que retirou o amarelado e demasiado preso Miguel Garcia e colocou um bem mais desenvolto Sílvio.

Mais tarde, com a saída de Luís Aguiar e a entrada de Lima, Alan passou a organizar o jogo ofensivo dos arsenalistas e a equipa ganhou ainda mais profundidade ofensiva.

Passado poucos minutos, na sequência de um excelente cruzamento de Sílvio, Matheus, na recarga a um cabeceamento de Paulo César, fez o 1-0 e colocou o Sporting de Braga na frente.

Daqui até final, os bracarenses, sempre com muita cabeça, dominaram o jogo e até podiam ter feito mais golos, no entanto, Salino e Lima falharam boas oportunidades para ampliar a vantagem. Ainda assim, pela segunda parte e pelo triunfo, os arsenalistas abrem boas prespectivas para a segunda mão.

Falcao continua a ser decisivo

Racing Genk 0-3 FC Porto

A experiência europeia dos dragões e o nome FC Porto têm muita força na Europa do futebol e só isso explica a forma tímida e encolhida como o Genk encarou a primeira parte do encontro com os portistas.

Com um saldo de 19-1 em golos neste início de temporada, ninguém, por certo, esperava ver o Genk a actuar dessa forma, mas os dragões agradeceram, aproveitando para fazerem uma primeira parte muito tranquila em que trocavam a bola como queriam e criando algumas oportunidades de golo, sendo que, ainda assim, apenas conseguiram concretizar por uma vez, na sequência de um penalti transformado por Falcao, a meio da primeira parte.

Após o descanso, a equipa belga, a perder, passou a arriscar um pouco mais, começando a criar alguns problemas para o último reduto portista. Nessa fase, valeu Helton, com um punhado de excelentes defesas e, também, a expulsão de Matoukou, aos 66 minutos, que, colocando o Genk com menos uma unidade, matou, definitivamente, as hipóteses da equipa da Flandres.

A partir desse momento, o FC Porto sentiu que podia matar a eliminatória ali mesmo em Genk e após Villas Boas trocar o seu 4-3-3 por um 4-2-3-1, viu a equipa portista marcar mais dois golos (e que golos) por intermédio de Souza e Belluschi. Dois tentos que garantiram uma vitória por 3-0 e o apuramento mais que assegurado para a fase de grupos da Liga Europa.

Yannick é o rosto da desilusão leonina

Sporting 0-2 Brondby

Após a derrota com o Paços de Ferreira, esperava-se que o Sporting espevitasse neste compromisso europeu, no entanto, o que os adeptos leoninos viram foi apenas o prolongar do pesadelo.

Paulo Sérgio apostou num 4-4-2 clássico com Matias e Valdes nas alas e o duplo pivot (André Santos-Maniche), um sistema que teve velocidade e mobilidade durante cerca de cinco/dez minutos, mas, depois, veio a revelar-se num enorme equívoco, com destaque para a incapacidade de Matias e Valdes darem profundidade nas alas e para a ausência total de jogo de André Santos.

Dessa forma, o jogo avançava com um Sporting inoperante, desligado e sem qualquer fio de jogo, todavia, o pior ainda estava para vir, pois, aos 43 minutos, o Brondby colocou a vida do Sporting ainda mais difícil, após grande golo de Kristiansen, a premiar uma boa jogada de contra-ataque.

Após o intervalo, pensou-se que o Sporting viria de ideias mais vincadas e com outra mentalidade, todavia, o segundo golo do Brondby, apontado aos 53 minutos por Jallow, deixou os leões ainda mais desesperados.

Assim sendo, a reacção leonina foi sempre muito mais com o coração do com a cabeça e, quando a isso se associa a falta de sorte (remates ao poste de Liedson e Nuno André Coelho) e a má prestação do árbitro (penalti negado por falta clara sobre João Pereira) o destino é quase sempre a derrota e, neste caso, a quase certa eliminação precoce das competições europeias.

Baba lutou mas foi ineficaz

BATE 3-0 Marítimo

A deslocação madeirense à Bielorrússia conta-se em dois momentos completamente díspares: Uma excelente primeira parte e uma segunda parte que foi pouco menos que um pesadelo.

No primeiro tempo, o Marítimo jogou muito bem, criou algumas oportunidades de golo e, durante muito tempo, conseguiu empurrar o BATE para o seu meio campo. Nesse período, havia a clara noção de que os madeirenses podiam vencer na Bielorrússia e nem um remate ao poste de Rodionov em cima do intervalo punha em causa essa ideia.

Contudo, o segundo tempo foi um desastre. A equipa recuou no terreno e, após sofrer o primeiro tento (Olekhnovich, 57′), a equipa entrou em desnorte completo.

Aproveitou assim o BATE para fazer mais dois golos (Bressan e Pavlov) e deixou o Marítimo a precisar de um milagre na Madeira para seguir em frente na Liga Europa.

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Paulo César festeja golo no Celtic Park

Apesar de o Sporting de Braga ter vencido por 3-0 na primeira mão da terceira pré-eliminatória da Liga dos Campeões, ainda havia um ténue receio dos arsenalistas passarem dificuldades no sempre difícil ambiente do Celtic Park. No entanto, as dúvidas sobre o apuramento dos bracarenses apenas duraram até aos vinte minutos de jogo. Nesse momento, Paulo César fez o golo dos bracarenses e colocou a missão dos escoceses a um nível quase impossível: marcar cinco golos! Os escoceses apelaram ao brio e ainda venceram o jogo (2-1), no entanto, foi uma vitória magra e que os deixou fora da Liga dos Campeões. Já o Braga, apesar da derrota, segue para o playoff de acesso à fase de grupos da “Champions”, onde vai defrontar Sevilha, Tottenham, Zenit, Ajax ou Werder Bremen.

O Sp. Braga entrou ambicioso e confiante no Celtic Park, não se amedrontando perante o ambiente e tentando o golo que, na verdade, acabaria definitivamente com a eliminatória.

Normalmente, nesses casos, a sorte protege os audazes e essa ambição arsenalista foi premiada aos 20 minutos, quando Paulo César, na sequência de um cruzamento de Alan, fez, de cabeça, o 1-0 para os bracarenses.

Até ao final da primeira metade, o Celtic procurou o ataque e o primeiro dos cinco golos necessários para dar a volta à eliminatória. No entanto, nessa fase, a crença escocesa era baixa e o Braga foi conseguindo anular todos os intentos ofensivos dos verde e brancos sem grandes dificuldades.

Após o intervalo, os “católicos” vieram com outra atitude, passando a pressionar mais a equipa portuguesa e a colocarem mais elementos no último reduto do Sp. Braga.

Assim sendo, foi sem surpresa que, aos 52 minutos, Hooper, na pequena área, desviou um cruzamento de Fortuné e empatou a partida.

Apesar do golo sofrido, os bracarenses não perderam a calma, até porque sabiam que o Celtic ainda tinha de marcar mais quatro tentos. Como tal, o Sp. Braga foi tentando jogar com o relógio e controlando a equipa de Glasgow, que, no seu intimo, sabia estar perante uma missão (quase) impossível.

Até ao final da partida, os escoceses ainda fizeram mais um golo, num cabeceamento de Juarez (79′), mas a magra e insuficiente vitória (2-1) foi tudo o que o Celtic conseguiu fazer perante a muito bem organizada equipa arsenalista.

Apesar da derrota, Domingos tem razões para estar satisfeito com a atitude patenteada pelos seus atletas e, obviamente, pela passagem da eliminatória. Agora, que venha o “tubarão”…

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A equipa bracarense entrou da melhor forma na Liga dos Campeões, vencendo o Celtic de Glasgow por três bolas a zero e dando boas indicações para a época que se avizinha. No entanto, é indesmentível que este Sporting de Braga está mais fraco que a equipa da época passada, pois perdeu atletas do calibre de Hugo Viana, Luís Aguiar, Eduardo ou Evaldo, sendo que apenas o guarda-redes (Quim) e o lateral-esquerdo (Elderson) parecem ter substitutos à altura. Ainda assim, os arsenalistas têm, no seu plantel, jogadores de qualidade e com condições para fazerem mais uma excelente época.

Assim sendo, irei explanar, de seguida, aquele que deve ser, na minha opinião, o onze base dos bracarenses para a época 2010/2011.

Na baliza, a titularidade de Quim está assegurada, contudo, devido à grave lesão que sofreu, o internacional português terá de ser substituído por algum tempo na baliza bracarense. Nesse período, optaria por Artur, um guarda-redes brasileiro com experiência de futebol italiano (jogou no Siena, Cesena e Roma), que pode garantir tranquilidade ao sector recuado dos arsenalistas.

Na defesa, a dupla de centrais (Moisés-Rodríguez) seria a minha escolha. Tratam-se de dois jogadores que são competentes tanto pelo ar como pelo chão e que formam, provavelmente, a dupla mais segura da Liga Portuguesa. Por outro lado, nas laterais, optava por Elderson (à esquerda) e por Sílvio (à direita). O nigeriano é um lateral seguro a defender e muito bom a atacar, dinamizando o seu flanco e garantindo mais soluções ofensivas. Por outro lado, o jovem português é um lateral mais conservador que, não sendo mau no capítulo ofensivo é na defesa que se destaca, podendo ajudar imensamente no equilíbrio defensivo do Sp. Braga.

Depois, no centro do meio campo, optaria por um duplo pivot (Salino-Vandinho) e com Mossoró como nº10. Neste esquema, o ex-Nacional seria um jogador com obrigações defensivas e ofensivas, jogando como box to box e garantindo a ligação entre o trinco (Vandinho), jogador mais defensivo e posicional e o médio ofensivo (Mossoró), um jogador criativo e com liberdade ofensiva, que apareceria preferencialmente ao centro, mas também cairia nas alas, fazendo uso da sua mobilidade e polivalência.

Por fim, no ataque, optaria por um trio de jogadores móveis, rápidos e com bastante criatividade (Matheus-Meyong-Alan). Os extremos brasileiros iriam trocar constantemente de posições entre eles e com o próprio Mossoró, aparecendo preferencialmente nas alas, mas procurando constantemente as diagonais para o centro para criarem desequilíbrios e chegarem o golo. Por outro lado, o avançado camaronês também iria fazer uso da sua mobilidade para cair muitas vezes nos flancos, mas teria de ter a obrigação de estar mais vezes no centro, para servir tanto de referência nos cruzamentos e nas assistências dos colegas como para fazer tabelinhas com os três criativos (Alan-Mossoró-Matheus) para que estes pudessem aparecer em boas posições para concretizar.

Tendo ainda jogadores como Andrés Madrid, Lima ou Paulo César no banco, este Sp. Braga pode voltar a surpreender neste campeonato 2010/11.

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