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Cikalleshi tem qualidade mas dificilmente teria impacto na Luz

Cikalleshi tem qualidade mas dificilmente teria impacto na Luz

Segundo o que vai adiantando a imprensa croata, o Benfica estará interessado no concurso de Sokol Cikalleshi, um polivalente atacante albanês que vai evoluindo na Croácia, com a camisola do RNK Split.

Trata-se de um futebolista nascido a 27 de Julho de 1990 em Kavajë, Albânia, e que iniciou a sua carreira no Besa Kavajë, clube que representou entre 2007 e 2013, somando 49 jogos e 12 golos.

Pelo meio, ainda assim, o internacional albanês foi acumulando empréstimos a outros clubes albaneses como o Skënderbeu, KF Tirana e os sul-coreanos do Icheon United.

Estabilidade chegou aos 23 anos

A verdade, contudo, é que Sokol Cikalleshi apenas conseguiu alguma estabilidade na temporada de 2013/14, quando se mudou para o FK Kukësi, clube que ajudou a levar ao vice-campeonato albanês, marcando 22 golos em 41 jogos oficiais.

Esse bom desempenho, aliás, valeu-lhe inclusivamente o salto no Verão seguinte para a Croácia, e para representar o RNK Split, clube onde o ponta de lança voltou a fazer uma excelente temporada.

Afinal, nesse emblema da Dalmácia, Sokol Cikalleshi somou 13 golos em 39 jogos, sendo uma das principais figuras de um conjunto que terminou o campeonato croata na sétima posição.

Excelente finalizador

Sokol Cikalleshi faz várias posições no ataque, ainda que seja a segundo avançado ou mesmo a ponta de lança que preferencialmente seja utilizado, destacando-se essencialmente pelo seu forte pontapé e pela eficácia que apresenta na finalização.

Perigoso em lances de bola parada, o internacional albanês ainda se destaca pela sua velocidade e capacidade técnica, sendo portanto complicado de marcar pelas defesas contrárias.

Ainda assim, e mesmo que mereça claramente outro patamar que não o RNK Split, tenho as minhas sérias dúvidas que tenha qualidade suficiente para se impor num clube com a dimensão do Benfica, principalmente em posições (segundo avançado ou ponta de lança) onde os encarnados estão muito bem apetrechados.

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Odise Roshi com a camisola do Colónia

No FC Colónia actua uma jovem promessa albanesa que poderá se tornar num dos bons avançados-centro do futebol europeu: Odise Roshi.

Nascido a 22 de Maio de 1991 em Fier, Albânia, Odise Roshi iniciou a sua carreira no Apolonia Fier, onde entre 2006 e 2009, marcou dois golos em dezassete partidas, tendo se transferido para o emblemático Flamurtari em 2009/10.

No clube de Vlorë, começou a dar nas vistas com vários golos, demonstrando ser um atacante muito oportunista e com um fortíssimo pontapé.

Assim sendo, neste defeso, e após nove golos ao serviço do Flamurtari, o internacional albanês trocou o clube de Vlorë pelo FC Colónia, onde, aos 20 anos, se espera que continue a sua evolução futebolística.

Avançado possante e oportunista

Odise Roshi é um ponta de lança de 1,87 metros, que se caracteriza por ser muito forte fisicamente e ter uma excelente presença na área adversária.

Capaz de jogar sozinho na frente ou ao lado de outro avançado-centro, o internacional albanês caracteriza-se pela frieza na hora de atirar à baliza e pela capacidade de encontrar sempre os melhores locais para concretizar.

Sem ser muito rápido, mas com boa qualidade técnica, Roshi também pode jogar no meio-campo, todavia, é claramente como avançado-centro que explana melhor as suas capacidades e será aí que poderá vingar no Mundo do futebol.

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Elis Bakaj é um talento albanês

 

Crescer nos sombrios e distantes relvados albaneses não garante grande reconhecimento a um jogador por mais talento que este tenha nos pés. Ainda assim, a cada jogada e a cada bola que vai para os pés do médio do Dínamo Tirana: Elis Bakaj, percebo que a Liga albanesa é pequena demais para os horizontes do internacional albanês.

Nascido a 25 de Junho de 1987 em Tirana, capital da Albânia, Elis Bakaj começou, desde cedo, a mostrar que iria ser uma das grandes promessas do futebol daquele país, dando bastante nas vistas nas camadas jovens do Partizani Tirana.

O seu talento era tão grande que Bakaj se estreou nos seniores do Partizani em plena época 2003/04, ou seja, quando tinha apenas 16 anos, permanecendo naquele clube de Tirana até 2008 e somando, no total, 135 jogos e 22 golos.

Após o sucesso no Partizani, Bakaj decidiu mudar de ares e, mantendo-se na capital albanesa, trocou o Partizani pelo histórico Dínamo Tirana, onde se mantém até hoje. No Dínamo, porém, tornou-se um médio ofensivo mais influente, temperando, jogo após jogo, o futebol do gigante albanês com a sua velocidade, mobilidade, criatividade, boa visão de jogo e excelente capacidade finalizadora. Autêntico “dono da bola”, Elis Bakaj é o homem de todas as bolas paradas, sendo muito perigoso tanto nos remates directos à baliza como nos cruzamentos para a área.

Neste momento, aos 23 anos e internacional albanês por nove ocasiões, o médio ofensivo está num momento chave em que pode estagnar a sua evolução futebolística por jogar num campeonato de pouca expressão ou, ao invés, pode saltar para um campeonato de maior destaque e, aí, crescer ainda mais e tornar-se num dos bons jogadores do futebol europeu. Vejam-no, analisem-no e confirmem a minha tese.

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A saída de Queiroz surgiu com meses de atraso

Antes de mais, devo admitir que esperei pela inevitabilidade do despedimento de Carlos Queiroz para, finalmente, dar a minha opinião sobre uma novela que, infelizmente, se arrastou demasiado com os terríveis custos de dois desaires incompreensíveis em termos desportivos, como foi o empate caseiro com Chipre (4-4) e a derrota na Noruega (0-1).

O agora ex-seleccionador nacional é, na minha opinião, um profissional competente e com grande talento na criação e implementação de projectos de fundo em termos organizacionais como foi bem patente no projecto de futebol jovem que, nos anos 80, foi criado e com o sucesso que se reconhece. No entanto, durante muito tempo, caiu-se, perigosamente, no erro de  esse talento organizacional de Queiroz ser confundido, várias vezes, com uma suposta capacidade técnica acima do comum, situação que, na verdade, o ex-adjunto de Alex Ferguson não tem.

Queirós, tirando os dois títulos mundiais de sub-20, foi, ao longo da sua carreira, um treinador que pouco conquistou, tendo, inclusivamente, ficado ligado a uma das mais humilhantes derrotas dos leões diante do seu eterno rival Benfica (3-6) e a perda de dois campeonatos por parte do Sporting, em duas temporadas (1993/94 e 1994/95) em que os verde e brancos tiveram dos melhores plantéis da sua história com nomes como Balakov, Figo, Valckx, Paulo Sousa, entre outros. Antes disso, Queirós já havia falhado o apuramento para o Mundial 94, ao serviço da selecção nacional, tendo, nessa altura, sido superado pela Itália e pela…Suíça.

Depois do insucesso total em Portugal em termos de futebol sénior, Queirós encetou um percurso pelo Mundo do futebol, onde passou por campeonatos e selecções menores e onde teve o único momento de algum sucesso na África do Sul, quando apurou os “bafana bafana” para o Mundial 2002. Essa proeza levou-o ao Manchester United, onde permaneceu bastante tempo como adjunto de Alex Ferguson, apenas quebrando essa ligação na temporada 2003/04, quando abraçou a liderança do Real Madrid, numa temporada em que fez os “merengues” terminarem a Liga Espanhola na quarta posição.

Curiosamente, apesar de nunca ter sido um treinador de grande sucesso, Queiroz conseguiu sempre criar uma imagem de grande prestígio no mundo do futebol como treinador e, assim, encarou-se com naturalidade a sua chamada para seleccionador nacional para a caminhada para o Mundial 2010.

Na minha opinião, nunca se deve dar uma segunda hipótese a um treinador que já falhou ao serviço de uma selecção, até porque a pressão dos adeptos sobre ele será sempre superior a um estreante. Ainda assim, quis esperar para ver se Queiroz, para além de por a equipa a jogar (bom) futebol conseguia criar elan, tanto com a equipa, como com os portugueses, situação que Scolari, mesmo não sendo um grande treinador, sempre soube fazer na perfeição.

Na verdade, o percurso de Queiroz na fase de qualificação roçou o medíocre, com Portugal a empatar com a Albânia em casa e a ser incapaz de vencer um simples jogo dos quatro que fez com Suécia e Dinamarca. Ainda assim, uma feliz combinação de resultados fez com que garantíssemos o segundo lugar no grupo e, posteriormente, num playoff diante da pouco cotada da Bósnia, conseguimos o apuramento para o Mundial da África do Sul.

Curiosamente, até acho que os resultados de Portugal no Mundial 2010 foram dignos, pois empatámos com duas boas selecções, goleámos a Coreia do Norte e apenas perdemos, nos oitavos de final, diante da equipa que se sagraria campeã do Mundo: Espanha.

Ainda assim, as exibições, tirando a segunda parte diante da Coreia, foram sempre muito pobres, percebendo-se que Queiroz não havia conseguido incutir na selecção o bom futebol que os adeptos esperam e que, ao longo dos tempos, sempre foi a imagem da equipa lusa.

Mas, se o percurso desportivo no Mundial até podia garantir a Queiroz a permanência na equipa das quinas, os acontecimentos ocorridos na Covilhã com o comité anti-dopagem, obrigavam a que, mal Portugal terminasse a presença no campeonato do Mundo, fosse feita uma reunião de emergência na Federação. Se antes do Mundial, essa situação não se podia por em causa, pois iria colocar em xeque a nossa participação no Mundial 2010, era necessário que se tomassem medidas logo após o certame, pois o apuramento para o Euro iniciava-se logo em Setembro e havia que criar condições para que a equipa portuguesa tivesse sucesso.

Infelizmente, foi tudo mal feito, arrastando-se o caso Queirós por meses a fio e custando-nos, em dois jogos, que Portugal fosse orientado por telemóvel e à distância, por um seleccionador que, na verdade, todos sabíamos que deixaria de o ser.

Agora, após termos feito dois resultados deploráveis e de estarmos, à segunda jornada, a fazer contas para chegarmos ao Euro 2012, é que se tomou a decisão de despedir Queiroz, numa decisão que, além de tardia, apenas prova que a Federação Portuguesa de Futebol é uma organização totalmente desorganizada e que, tal como a selecção, necessita de uma mudança de 180º para que possa, novamente, merecer o respeito dos portugueses.

Vamos esperar pelas eleições e, sinceramente, por sangue novo que possa dar outra alma à Federação. Até lá, esperemos que a escolha do novo treinador seja criteriosa e, acima de tudo, de risco baixo, pois, neste momento, o apuramento para o europeu já se encontra, infelizmente, na corda bamba.

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Portugal participou em quatro campeonatos do mundo e podemos dividir essas participações em dois tipos de presença: o oito e oitenta. Em 1966 e 2006, a equipa das quinas teve excelentes campanhas e apenas foi eliminado nas meias finais, terminando essas competições em terceiro e quarto lugar respectivamente. Por outro lado, em 1986 e 2002, Portugal viveu participações conturbadas com más fases de preparação e problemas graves como o Caso Saltillo (México 86) e o famigerado estágio de Macau (Japão/Coreia 2002), sendo eliminado logo na primeira fase. Agora, em 2010, a selecção lusitana irá desempatar e com atletas da qualidade de Pepe, Ronaldo, Ricardo Carvalho ou Deco, esperemos que o desempate seja para o lado das participações positivas.

A Qualificação

Esperava-se que Portugal, pela qualidade dos seus jogadores, tivesse vivido uma fase de apuramento bem mais simples do que viveu.

Integrada no Grupo 1 com Dinamarca, Suécia, Hungria, Albânia e Malta, a equipa portuguesa foi incapaz de vencer a Dinamarca (2-3 e 1-1) e a Suécia (0-0 e 0-0), tendo tido mesmo um resultado patético que passou pelo empate caseiro diante da Albânia (0-0), num jogo em que os albaneses jogaram 60 minutos com apenas dez unidades.

Ainda assim, as vitórias diante da Hungria (3-0 e 1-0), Malta (4-0 e 4-0) e na Albânia (2-1), aliadas a uma mediana campanha dos suecos, permitiu aos lusos assegurarem o segundo lugar no agrupamento e o consequente apuramento para o playoff.

Defrontando a Bósnia nesse duelo decisivo, Portugal acabou por garantir o acesso ao Mundial 2010 graças a dois triunfos pela margem mínima (1-0), mas com exibições bem díspares. No primeiro jogo, em casa, Portugal foi feliz na vitória, pois os bósnios viram os postes devolverem-lhes três remates. Por outro lado, no segundo encontro, em Zenica, a equipa das quinas fez um excelente jogo e o 1-0 até acabou por ser um resultado lisonjeiro para os bósnios, tal o número de oportunidades falhadas pela selecção portuguesa.

Em suma, foi com uma campanha irregular e sinuosa que os portugueses se apuraram para o campeonato do mundo.

Grupo 1 – Classificação

  1. Dinamarca 21 pts
  2. Portugal 19 pts
  3. Suécia 18 pts
  4. Hungria 16 pts
  5. Albânia 7 pts
  6. Malta 1 pt

Playoff

Portugal 1-0 Bósnia / Bósnia 0-1 Portugal

O que vale a selecção portuguesa?

Em termos individuais e mesmo com as ausências por lesão de Bosingwa e Nani, Portugal tem uma equipa de grande qualidade, recheada de elementos habituados à alta roda do futebol europeu. No entanto, a principal preocupação para a equipa técnica portuguesa passa por criar um colectivo forte e tirar melhor partido de alguns elementos que, quando jogam na selecção, não costumam render ao nível do que fazem nos seus clubes como Ronaldo ou Liedson.

A equipa das quinas deve apresentar Eduardo na baliza, um guarda-redes globalmente seguro, mas algo instável nos cruzamentos e um quarteto defensivo composto por uma excelente dupla de centrais: Bruno Alves e Ricardo Carvalho. Neste esquema, o jogador do FC Porto será o central de marcação e o atleta do Chelsea, muito inteligente tacticamente, ficará mais livre no centro da defesa. Depois, nas laterais, Queirós deve actuar com Fábio Coentrão (à esquerda), um jogador muito competente a defender, mas cujo ponto forte é a sua capacidade de subir no flanco e criar desequilíbrios no ataque, sendo que, no flanco oposto, deverá actuar Paulo Ferreira, um jogador mais defensivo e com inteligência táctica, ideal para o equilíbrio defensivo de Portugal. Ainda assim, com a chegada de Rúben Amorim ao lote dos 23, não será de excluir a possibilidade de o jogador do Benfica substituir o atleta do Chelsea no flanco direito da selecção nacional.

Depois, no meio campo, Portugal deve jogar com três elementos: um trinco, um box to box e um número 10. No vértice mais defensivo do meio campo, Pepe será a escolha natural do seleccionador português, todavia, se não tiver em condições, avançará Pedro Mendes, que, não tendo a altura do atleta do Real Madrid para a ajuda aos centrais, tem mais mobilidade e, defendendo bem, cria mais soluções ofensivas para a equipa nacional. À frente do trinco, surge outra dúvida: Raúl Meireles ou Tiago? No entanto, neste caso, a maior inteligência táctica e, acima de tudo, a bravura do médio do FC Porto deverá garantir-lhe a titularidade. A médio ofensivo jogará, naturalmente, Deco, que, mesmo com 32 anos, mantém uma criatividade e imaginação sem rival na selecção nacional.

Por fim, no ataque, Queirós, após a lesão de Nani, deverá apresentar Simão e Ronaldo nas alas e Liedson a ponta de lança. Neste esquema, pede-se, apesar das posições definidas em campo, bastante mobilidade do trio, situação facilitada pelas características dos três atacantes. Assim sendo, Ronaldo, partindo da direita, irá muitas vezes colar a Liedson no centro do ataque; Simão irá fazer muitas diagonais da esquerda para o centro como tanto gosta e, também, irá trocar várias vezes de flanco com Ronaldo; Já Liedson irá, como sempre, deambular por todo o reduto ofensivo de forma a criar espaços tanto para ele como, inclusivamente para os outros dois avançados.

Em suma, se Portugal revelar consciência colectiva e souber aliá-la ao seu natural talento individual, terá todas as condições para fazer um bom campeonato do mundo.

O Onze Base

Partindo do princípio que Pepe estará em condições de ser titular, Portugal deverá apresentar o seguinte onze: Eduardo (Sp. Braga) na baliza; Fábio Coentrão (Benfica), Bruno Alves (FC Porto), Ricardo Carvalho (Chelsea) e Paulo Ferreira (Chelsea) na defesa; Pepe (Real Madrid), Raúl Meireles (FC Porto) e Deco (Chelsea) no meio campo; Ronaldo (Real Madrid), Simão (Atl. Madrid) e Liedson (Sporting) no ataque.

Classificação – Previsão “A Outra Visão”

Habituado ao oito e ao oitenta, Portugal nunca é um país fácil para se prever uma classificação num campeonato do mundo. Ainda assim, num grupo com Brasil, Costa do Marfim e Coreia do Norte, é credível que Portugal dispute o primeiro lugar com os brasileiros, sendo que a equipa canarinha, pela sua enorme experiência em campeonatos do mundo, deverá ter, à partida, ligeira superioridade sobre a equipa das quinas.

Calendário – Grupo G (Mundial 2010)

  • 15 de Junho: Portugal vs Costa do Marfim
  • 21 de Junho: Portugal vs Coreia do Norte
  • 25 de Junho: Portugal vs Brasil

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A Dinamarca, até hoje, participou em apenas três campeonatos do mundo, mas, ainda assim, nunca foi eliminada na fase de grupos, passando sempre às eliminatórias. A equipa escandinava atingiu os oitavos de final em 1986 e 2002 e os quartos de final em 1998, provando que sempre que chega a uma fase final faz boa figura. Apurados para o Mundial da África do Sul, os dinamarqueses apresentam uma selecção sem estrelas, mas com o habitual rigor escandinavo. Um conjunto que, na qualificação, cometeu a proeza de ficar à frente de Portugal e Suécia e que não perdeu nenhum jogo contra essas selecções. Agora, veremos se diante de Holanda, Japão e Camarões, a tradição mantém-se e os vikings voltam a chegar à segunda fase.

A Qualificação

Integrada no Grupo 1 da zona europeia de qualificação com Portugal, Suécia, Hungria, Albânia e Malta, a Dinamarca fez uma excelente fase de apuramento, terminando no primeiro lugar com dois pontos de avanço sobre Portugal (2º).

A equipa dinamarquesa apenas perdeu um jogo, quando já se encontrava apurada (Hungria, em casa, 0-1) e teve resultados de grande nível como a vitória em Portugal (3-2) e o duplo triunfo diante da Suécia (1-0 e 1-0).

Em suma, tratou-se de uma fase de qualificação quase irrepreensível e que garantiu, justamente, o apuramento dos vikings para o Mundial 2010.

Grupo 1 – Classificação

  1. Dinamarca 21 pts
  2. Portugal 19 pts
  3. Suécia 18 pts
  4. Hungria 16 pts
  5. Albânia 7 pts
  6. Malta 1 pt

O que vale a selecção dinamarquesa?

A Dinamarca funciona como equipa, pois o colectivo superioriza-se sempre à influência individual de qualquer jogador. O futebol viking tem poucos rasgos, mas, por outro lado, é muito mecanizado, frio e objectivo, conseguindo, quase sempre, levar água ao seu moinho.

Na defesa, os dinamarqueses têm um guarda-redes com muita experiência e que garante grande segurança ao sector recuado: Sorensen. Depois, a dupla de centrais é de enorme qualidade, pois os vikings contam com Daniel Agger e Simon Kjaer. Duas torres, quase intransponíveis pelo ar e que são competentes no um contra um, tendo, também, um excelente posicionamento táctico. Por fim, os laterais são Simon Poulsen (defesa esquerdo), que é um atleta mais ofensivo e Lars Jacobsen (defesa direito), lateral mais defensivo e que garante solidez ao quarteto defensivo.

Num meio campo em linha, tradicional do 4-4-2 clássico, os escandinavos usam o duplo pivot: Christian Poulsen-Jakob Poulsen. Neste sistema, Christian é o médio mais defensivo, um destruidor de jogo com poucas ou nenhumas preocupações ofensivas e Jakob é o médio box to box, que, apesar de não poder descurar a defesa, também tem de subir no terreno e apoiar os dois atacantes da selecção dinamarquesa. Por outro lado, nas alas, actuam Martin Jorgensen (à esquerda) e Rommedahl (à direita). Jorgensen é um jogador que procura a linha, mas também as diagonais para dentro, ajudando a minimizar a ausência de um nº10 puro, enquanto Rommedahl, na direita, é quase um extremo, forte no um contra um e que procura sempre a linha para cruzar. No banco, os dinamarqueses se preferirem trocar Jorgensen por outro extremo puro têm ainda Gronkjaer.

Por fim, no ataque, deve actuar a dupla Tomasson-Bendtner. Mais do que jogarem um ao lado do outro, o que deve acontecer é Tomasson aparecer mais nas costas, como avançado de suporte e Bendtner surgir como ponta de lança puro. Além de Tomasson (um excelente avançado) ser quase perfeito a jogar dessa forma, isso também garante maior apoio a Bendtner, que, assim, tem condições facilitadas para fazer o que melhor sabe: golos. Ainda assim, se Morten Olsen preferir actuar com dois pontas de lança puros, pode sempre abdicar de Tomasson e lançar o forte e gigante atacante do Duisburgo: Soren Larsen.

Integrada no Grupo E com Holanda, Camarões e Japão, a Dinamarca terá no primeiro lugar uma missão quase impossível, mas a enorme qualidade táctica, mesclada com o talento de um ou outro jogador deve ser suficiente para alcançarem o segundo lugar.

O Onze Base

Como referido anteriormente, a equipa escandinava deve actuar num 4-4-2 com Sorensen (Stoke City) na baliza; Simon Poulsen (AZ), Kjaer (Palermo), Daniel Agger (Liverpool) e Jacobsen (Blackburn) na defesa; Jorgensen (AGF), Christian Poulsen (Juventus), Jakob Poulsen (Aahrus) e Rommedahl (Ajax) no meio campo; e a dupla: Tomasson (Feyenoord) e Bendtner (Arsenal) no ataque.

Classificação – Previsão “A Outra Visão”

Apesar se ser muito sólida tacticamente, a Dinamarca não deverá ter condições de disputar o primeiro lugar com a Holanda, pois a diferença de valores individuais é muito pronunciada para ser posta em causa pelo colectivismo escandinavo. Ainda assim, os dinamarqueses devem-se superiorizar a camaroneses e japoneses. Os vikings são muito melhores em termos tácticos e físicos que estes adversários e, mesmo em termos técnicos, apenas perdem para a selecção africana.

Calendário – Grupo E (Mundial 2010)

  • 14 de Junho: Dinamarca vs Holanda
  • 19 de Junho: Dinamarca vs Camarões
  • 24 de Junho: Dinamarca vs Japão

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