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Jiménez é uma aposta forte do Benfica para 2015/16

Jiménez é uma aposta forte do Benfica para 2015/16

O mais recente reforço do Benfica para a nova temporada é o internacional mexicano Raúl Jiménez, futebolista que começou a destacar-se no América do seu país natal, mas que chega à Luz oriundo dos espanhóis do Atlético de Madrid, clube que representou na temporada transacta.

Trata-se de um ponta de lança nascido a 5 de Maio de 1991 em Tepeji, México, e que é precisamente um produto das camadas jovens do América, emblema que representou entre 1998 e 2014, sendo que, nos últimos três desses anos, actuou ao nível da equipa sénior.

Aí, o possante atacante (190 cm, 80 kg) assumiu-se como uma excelente referência ofensiva, ou não tivesse somado 38 golos em 103 jogos oficiais, e conquistado inclusivamente uma transferência para o Atlético de Madrid a troco de 11 milhões de euros.

O salto para a capital espanhola, todavia, não correu particularmente bem ao internacional mexicano, que raramente conseguiu encontrar o seu espaço junto do onze do Atlético de Madrid, terminando a época de 2014/15 com apenas seis jogos como titular (mais 21 como suplente utilizado) e somente um golo apontado.

Tem potencial mas sentiu o salto para a Europa

Raúl Jiménez é o típico futebolista que temos de analisar através de duas vertentes, mais concretamente o seu valor actual e o seu valor potencial, sendo que o segundo é muito superior ao primeiro, em virtude do internacional mexicano ainda não parecer minimamente adaptado ao futebol do Velho Continente.

Afinal, o ponta de lança de 23 anos tem, realmente, tudo para ser um ponta de lança de grande qualidade no espectro do futebol mundial, uma vez que é fortíssimo fisicamente, algo que lhe permite ser muito forte nos duelos individuais e no jogo aéreo (é letal na finalização de cabeça), mas consegue aliar isso a uma técnica individual muito apreciável no passe, drible e finalização com o pé esquerdo, assim como a uma assinalável mobilidade.

O problema, contudo, é que Raúl Jiménez sentiu em demasia o salto do mais anárquico futebol mexicano para o mais intenso e evoluído futebol europeu, sendo que o ponta de lança, nos “colchoneros”, via-se muitas vezes facilmente engolido pelas organizações defensivas adversárias e com dificuldades extremas para se libertar dessas amarras.

Essa inadaptação, aliás, até prejudicou-o bastante no capítulo da decisão, sendo que era recorrente ver o ponta de lança a definir mal as jogadas, desperdiçando boas ocasiões para oferecer soluções interessantes para a sua equipa.

Certo, de qualquer maneira, é que o campeonato português é bem menos exigente que o espanhol, podendo então este passo atrás na carreira afigurar-se como a melhor decisão para um ponta de lança que, assim que se adaptar aos princípios do futebol europeu, tem tudo para ser um goleador de elite.

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O Chile já participou em sete campeonatos do mundo, todavia, tirando um terceiro lugar conquistado em casa (1962), o melhor que conseguiu foi alcançar os oitavos de final no França 98, numa competição em que, curiosamente, não venceu nenhum jogo (três empates e uma derrota). Ainda assim, a equipa chilena está bastante motivada para o Mundial da África do Sul, pois tem uma das melhores gerações de jogadores de sempre e, para além disso, fez uma excelente fase de qualificação, terminando na segunda posição, apenas um ponto atrás do vencedor do agrupamento: Brasil. Agora, em terras sul-africanas, tudo o que seja abaixo dos oitavos de final terá de ser encarado como uma grande desilusão para os sul-americanos.

A Qualificação

Os chilenos fizeram uma fase de apuramento de grande qualidade na zona sul-americana de qualificação, acabando na segunda posição a apenas um ponto do Brasil (1º) e terminando o agrupamento com uma vantagem de nove pontos em relação à primeira equipa que não se qualificou directamente para a África do Sul (Uruguai).

Durante o seu percurso, o Chile teve resultados brilhantes como a dupla vitória diante da Colômbia (4-2 e 4-0) ou triunfos em campos difíceis como o do Paraguai (2-0), Bolívia (2-0) ou Venezuela (3-2).

Assim sendo, foi mesmo com algum brilhantismo que a selecção chilena garantiu o passaporte para o Mundial 2010.

Zona sul-americana – Classificação

  1. Brasil 34 pts
  2. Chile 33 pts
  3. Paraguai 33 pts
  4. Argentina 28 pts
  5. Uruguai 24 pts
  6. Equador 23 pts
  7. Colômbia 23 pts
  8. Venezuela 22 pts
  9. Bolívia 15 pts
  10. Peru 13 pts

O que vale a selecção chilena?

A equipa chilena é uma equipa de grande qualidade,vocacionada para o ataque e usando um esquema muito ofensivo em 4-3-3 será, por certo, garantia de futebol atractivo em terras sul-africanas.

A baliza deverá estar entregue a Bravo, guarda-redes de qualidade. Depois, o quarteto defensivo deverá ser composto pela dupla de centrais: Medel-Vidal e pelos laterais: Ponce (à esquerda) e Isla (à direita). Neste sector, temos de destacar a curiosidade de os dois centrais serem, normalmente, usados como médios defensivos nos seus clubes. Tratam-se de dois jogadores de excelente qualidade pelo chão, mas que, por vezes, têm alguma dificuldade no jogo aéreo, nomeadamente Medel que é muito baixo. Por outro lado, nas laterais, encontramos dois jogadores muito diferentes, pois Ponce é mais defensivo, ajudando muitas vezes o centro da defesa, enquanto Isla é muito ofensivo, sendo, muitas vezes, quase um extremo.

No meio campo, a equipa chilena deverá optar por um duplo-pivot composto por dois jogadores que tanto sabem defender e recuperar bolas como iniciar o processo ofensivo: Carmona e Millar. Depois, mais à frente, deverá jogar o bem conhecido Mátias Fernández. No esquema da selecção sul-americana, o papel do jogador do Sporting é extremamente importante, pois é por ele que passa quase toda a construção ofensiva do Chile.

Por fim, no ataque, os chilenos deverão optar por dois extremos: Beauséjour (à esquerda) e Alexis Sánchez (à direita). Estes dois atletas devem ter missões ligeiramente diferentes, pois enquanto Beauséjour será um extremo puro, que se preocupará mais em criar desequilíbrios no flanco esquerdo, Sánchez será um falso extremo que aproveitará o facto de Isla subir muito pelo flanco direito para fazer diagonais para o centro e aparecer, muitas vezes, colado ao ponta de lança. Esse avançado centro será, obviamente, a estrela do futebol chileno (Humberto Suazo), um atacante rápido e explosivo, que, na hora da verdade, raramente falha.

Em suma, podemos dizer que o Chile apresenta, neste mundial, uma equipa equilibrada e talentosa com reais condições de fazer uma excelente campanha.

O Onze Base

Como referido anteriormente, a selecção sul-americana deverá apresentar um 4-3-3 de pensamento ofensivo com Bravo (Real Sociedad) na baliza; Ponce (Universidad Católica), Medel (Boca Juniors), Vidal (Leverkusen) e Isla (Udinese) na defesa; Carmona (Reggina), Millar (Colo Colo) e Mátias Fernández (Sporting) no meio campo; Beauséjour (América), Alexis Sánchez (Udinese) e Humberto Suazo (Saragoça) no ataque.

Classificação – Previsão “A Outra Visão”

Integrada no Grupo H com Espanha, Suíça e Honduras e partindo do principio que o primeiro lugar (Espanha) e o último (Honduras), parecem, aparentemente entregues, espera-se que a selecção de Marcelo Bielsa lute com a Suíça pelo segundo posto. Nessa disputa, apesar da boa qualidade helvética, o Chile, com mais talento natural, deverá ter uma ligeira vantagem.

Calendário – Grupo H (Mundial 2010)

  • 16 de Junho: Chile vs Honduras
  • 21 de Junho: Chile vs Suíça
  • 25 de Junho: Chile vs Espanha

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A selecção azteca dá sempre a ideia de chegar ao fim da competição com a sensação de dever cumprido sem nunca superar ou defraudar as expectativas. Em 1970 e 1986, a jogar em casa, ainda atingiu os quartos de final, mas, desde 1994, ficou-se sempre pelos “serviços mínimos”, apurando-se na fase de grupos, mas sendo logo eliminado nos oitavos de final. Cronicamente apurados na frágil zona de apuramento da CONCACAF (os mexicanos nunca foram eliminados num apuramento para o Mundial), os aztecas deverão disputar com os uruguaios a classificação para os oitavos de final da competição. Ainda assim, quando falamos do aguerrido futebol mexicano, nunca poderemos por em causa a possibilidade do México ser capaz de surpreender o grande favorito do Grupo A, a França.

A Qualificação

Para uma selecção como o México, a zona de apuramento da CONCACAF é pouco mais que um passeio. Ainda assim, os mexicanos acabaram por fazer uma das fases de qualificação mais fraquinhas de que há memória.

Na 2ª fase, “esmagaram” o Belize (2-0 e 7-0), mas na 3ª fase, agrupados com Honduras, Jamaica e Canadá, acabaram em segundo lugar a dois pontos dos hondurenhos. Contudo, essa classificação explica-se pelo facto de, após terem vencido todos os jogos na primeira volta, limitaram-se a gerir os jogos da segunda volta, pois estavam seguros que o apuramento não fugiria. De facto, não fugiu.

Na 4º e última fase, os aztecas disputaram o grupo final com Estados Unidos, Honduras, Costa-Rica, El Salvador e T. Tobago. Sabendo que os três primeiros se apuravam para o Mundial e que o quarto ainda disputaria um playoff com uma equipa da América do Sul, os mexicanos sabiam que dificilmente falhariam a qualificação para o Mundial.

De facto, conseguiram-no com relativa tranquilidade, terminando em segundo lugar a um ponto dos EUA, mas passaram por algumas pequenas humilhações como a derrota em El Salvador (1-2) e o empate em Trinidad e Tobago (2-2).

2ª Fase – Eliminatória

Belize 0-2 México / México 7-0 Belize

3º Fase – Grupo 2

  1. Honduras 12 pts
  2. México 10 pts
  3. Jamaica 10 pts
  4. Canadá 2 pts

4º Fase – Grupo Final

  1. Estados Unidos 20 pts
  2. México 19 pts
  3. Honduras 16 pts
  4. Costa-Rica 16 pts
  5. El Salvador 8 pts
  6. T. Tobago 6 pts

O que vale a selecção mexicana?

A equipa azteca pode não ser um colosso do futebol mundial, mas tem um conjunto de qualidade e que mistura jogadores consagrados com jovens promessas.

A dupla de centrais é experiente e tem rotinas de futebol europeu, juntando Rafael Márquez (Barcelona) e Ricardo Osório (Estugarda). Na defesa, destaque ainda para o excelente lateral-esquerdo do PSV, Carlos Salcido.

No meio campo, apesar da equipa revelar experiência e segurança defensiva, falta alguma criatividade. Guardado (Deportivo), Torrado (Cruz Azul) e Israel Castro (UNAM) deverão ser os titulares, mas a equipa talvez ganhasse magia com a inclusão da jovem promessa do Barça: Jonathan dos Santos.

Por outro lado, no ataque, os aztecas contam com a enorme qualidade do extremo Giovani dos Santos e, também, do veteraníssimo Blanco, restando a dúvida se apostarão no experiente Franco (33 anos) ou, ao invés, arriscarão no jovem Hernandez ou na jovem promessa do Arsenal, Carlos Vela. De qualquer maneira, os mexicanos têm bastante qualidade nas opções atacantes e, aí, a equipa da América Central não terá problemas.

Integrada no Grupo A com França, Uruguai e África do Sul, podemos, à partida, colocá-los imediatamente como favoritos a alcançarem o segundo posto. No entanto, estará na gerência do plantel do seleccionador Javier Aguirre a fronteira entre disputar o primeiro lugar com os franceses ou, ao invés, ter dificuldades para se superiorizar ao Uruguai na luta pelo segundo posto.

O Onze Base

A equipa mexicana deve jogar com Ochoa (América) na baliza; Um quarteto defensivo composto por Salcido (PSV) à esquerda, Juárez (UNAM) à direita e Rafael Marquez (Barcelona) e Osório (Estugarda) no centro; Depois, no meio campo, deverá jogar Torrado (Cruz Azul) como trinco, ficando Israel Castro (UNAM) e Guardado (Deportivo) como uma dupla de box to box; Por fim, no ataque, o México deverá optar por três avançados: Giovanni (Galatasaray), na esquerda, o veterano Blanco (Vera Cruz), na direita, e, ao meio, um destes dois avançados: Franco (West Ham) ou Hernandez (Guadalajara).

Classificação – Previsão “A Outra Visão”

Num grupo em que a França é favorita, a equipa mexicana deverá disputar o segundo lugar com os uruguaios, todavia, se as coisas correrem bem e os seus jogadores se apresentarem inspirados, poderão, inclusivamente, colocar em causa o favoritismo dos franceses para o primeiro posto.

Calendário – Grupo A (Mundial 2010)

  • 11 de Junho – México vs África do Sul
  • 17 de Junho – México vs França
  • 22 de Junho – México vs Uruguai

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