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Celestino na selecção portuguesa de sub-21

Não me canso de dizer que o Belenenses, apesar da época menos conseguida, tem um plantel repleto de jogadores talentosos, sendo que outro desses exemplos é o médio-centro Celestino.

Nascido a 2 de Janeiro de 1987 no Mindelo, Cabo Verde, Pedro Celestino Silva Soares iniciou a sua carreira futebolística nas camadas jovens do Amora, onde esteve entre 1994/95 (escolas) até 2002/03 (juvenis). Depois, no início da época 2003/04, transferiu-se para o Sporting, onde terminou o seu percurso como futebolista juvenil em 2005/06.

Nas temporadas seguintes, o jogador esteve emprestado pelo Sporting a clubes como o Olivais e Moscavide (20 jogos, 3 golos) e Estoril (16 jogos, 2 golos), ambos na Liga de Honra, sendo que, em 2007/08 e 2008/09, esteve emprestado ao então primo-divisionário Estrela da Amadora, onde efectuou 44 jogos (2 golos) no total das duas temporadas.

Nos azuis do Restelo desde 2009/10

No Verão de 2009, terminou o vínculo de Celestino ao Sporting Clube de Portugal e o médio-centro transferiu-se definitivamente para o Belenenses. Nessa temporada, o internacional sub-21 foi um dos mais utilizados dos azuis, tendo somado 33 jogos entre campeonato e Taça de Portugal, mas sendo incapaz de impedir a descida do Belenenses à Liga de Honra no final da época.

Na actual temporada, Celestino voltou a assumir-se como peça fulcral no meio-campo azul, mas ganhou maior preponderância ofensiva, pois se na época anterior não havia marcado qualquer golo, o internacional já soma seis golos (29 jogos) em 2010/11.

Médio-centro de bom pulmão e capacidade táctica

Celestino é um médio que tanto pode jogar a “seis” como a “oito”, sendo um elemento que prima pelo bom posicionamento no terreno de jogo e por ter um excelente pulmão. Bom recuperador de bolas e forte nas transições, é um jogador ideal para funcionar como box to box num 4x3x3 ou elemento mais ofensivo de um duplo-pivot num 4x2x3x1. No entanto, se o treinador optar por um 4x4x2 losango, o internacional sub-21 também pode actuar, sendo que aí será a trinco ou, talvez, a interior-direito, que se adaptará melhor.

Neste momento, com 24 anos, penso que se trata de um jogador com qualidade mais do que suficiente para regressar ao principal escalão do futebol nacional.

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Tiago Duque é um jovem internacional português

Na equipa de Juvenis do Sporting Clube de Portugal actua um defesa-central que prima pela elevada qualidade que apresenta: Tiago Duque.

Nascido a 25 de Junho de 1994, Tiago Miguel Pereira Duque é natural da Amora, onde se iniciou no futebol ao serviço do clube local: Amora FC, passando depois para o Ginásio de Corroios na temporada 2008/09.

Na temporada passada, voltou a mudar de ares, trocando o Corroios pelo Sporting, onde, entretanto, ganhou o seu espaço como peça importante no centro da defesa verde-e-branca que disputa, neste momento, o Nacional de Juvenis.

Defesa-central seguro e sóbrio

Tiago Duque costuma fazer dupla no centro da defesa com Tobias Figueiredo, demonstrando bons níveis de concentração e boa capacidade de desarme.

Seguro pelo ar e pelo chão, controla melhor a agressividade que o colega de sector, sendo mais fiável nesse aspecto. Rápido e bom na antecipação, pode jogar como central mais fixo ou mais solto, consoante o que o treinador achar mais conveniente para a equipa.

Aos 16 anos, trata-se de um jogador a descobrirem num encontro dos leões no Nacional de Juvenis, ou, quem sabe, numa partida da selecção nacional de sub-17.

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Nos anos 80, quando o futebol entre grandes e pequenos era ainda mais desequilibrado, usava-se de todos os estratagemas para parar as equipas teoricamente superiores. Numa altura em que ainda havia uns quantos pelados na primeira divisão (sim, equipas como o Amora jogavam em pelados…), chegava-se a mudar as marcações do campo para encurtá-lo e tornar mais difícil ao adversário jogar bom futebol.

Uma década depois, já não havia pelados e, provavelmente, não se alteravam as marcações do relvado, todavia, em campos como o São Luís, o Abel Alves de Figueiredo ou o Vidal Pinheiro encontravamos, normalmente, sempre o mesmo tipo de adversário. Equipas fechadas, agressivas e que tudo (e muitas vezes era mesmo tudo) faziam para evitar a derrota. Ganhar, isso, era secundário, o relevante era não perder e para isso fazer anti-jogo era fundamental, fazendo com que o termo “90 minutos de jogo” tivesse pouco sentido.

Infelizmente, nos tempos que correm, pouca coisa mudou. Quando olho para o Leixões, curiosamente treinado por um galego (Fernando Castro Santos), vejo o mesmo futebol agressivo, sofrido, mas desprovido de qualquer fundamento positivo de jogo. Trata-se de entrar na partida para não perder, um pensamento que condiciona o próprio atleta, porque este, por vezes, se retrai no risco com receio de ser repreendido pelo “Mister” e , assim, passar uns jogos na bancada.

O V. Setúbal e o Belenenses não são casos tão graves, mas também não se pode dizer que pratiquem bom futebol. Os sadinos não têm grande plantel e, como tal, Manuel Fernandes tem, muitas vezes, que caçar com gato, abdicando do todo para recolher uma parte, que é como quem diz salvar o pontinho. Já os azuis (que até têm um plantel razoável) estão totalmente destruídos anímicamente e são incapazes de reagir à minima adversidade. Esse factor torna cada momento do jogo um suplício para o atleta, pois este, à priori, imagina logo que vai falhar.

Assim sendo, das equipas que lutam por não descer, a única equipa que pratica verdadeiramente FUTEBOL é o Olhanense. Curiosamente treinado por um defesa-central e dos durinhos (Jorge Costa), joga num atractivo 4-3-3 sempre com os olhos na baliza adversária e na consequente vitória. Os algarvios são, por vezes, românticos demais, perdendo vantagens importantes, como se viu em Alvalade ou no Dragão, todavia, quem vê os seus jogos sai sempre satisfeito, pois é garantido que vai ver futebol.

Os mais conservadores vão dizer que não têm equipa para jogarem assim e que deviam ser mais comedidos e agressivos a segurarem vantagens, todavia, essa não é a essência do futebol do Olhanense. Além disso, a equipa de Jorge Costa é a mais bem classificada das quatro que lutam pela manutenção e isso prova que, no futebol, ainda há justiça divina. Afinal, seria um crime lesa futebol se o Olhanense descesse de divisão, não acham?

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