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Posts Tagged ‘Anderson Polga’

Ricardo Sá Pinto tirou o Sporting do poço

Devo, à priori, admitir que torci um pouco o nariz à contratação de Ricardo Sá Pinto para a posição de treinador principal do Sporting Clube de Portugal. Tratava-se de um treinador com pouca experiência e iria pegar num clube verde-e-branco que, valha a verdade, tem se assumido como um verdadeiro triturador de responsáveis técnicos.

Por outro lado, Ricardo Sá Pinto tinha uma vantagem, o Sporting estava muito perto de embater com estrondo no fundo de um poço competitivo. Eliminado da Taça da Liga e em quinto lugar no campeonato nacional, restava ao Sporting a consolação do apuramento para a final da Taça de Portugal e para os 16/final da Liga Europa, feitos, ainda assim, pouco relevantes, tendo em conta a (excelente) qualidade do plantel e as paupérrimas exibições que os leões realizavam desde há imenso tempo.

Consciente das dificuldades, o jovem treinador português teve a capacidade de compreender que o Sporting não poderia passar do 8 ao 80 de forma imediata e, assim, foi capaz de definir um caminho progressivo no seu percurso como treinador verde-e-branco. Primeiro, seria necessário devolver a confiança aos próprios jogadores e, depois, tentar-se ia melhorar de forma progressiva a qualidade futebolística.

Isso é notório nos próprios resultados. Tirando a estreia em Varsóvia, e onde o Sporting até foi feliz no empate (2-2) obtido, os leões nunca marcaram mais do que um tento até ao sétimo jogo de Sá Pinto (5-0 ao V. Guimarães), destacando-se, principalmente, por só terem sofrido três golos e por terem vencido quatro dos seis duelos, com realce óbvio para aquele que foi o jogo que provocou o ponto de viragem neste Sporting 2011/12: o 1-0 ao Manchester City.

De facto, num jogo em que até a maioria dos leões ficaria contente com uma derrota digna, o Sporting foi capaz de surpreender o então líder do campeonato inglês, criando as bases para outro “milagre” posterior: o 2-3 de Manchester que garantiu o apuramento leonino para os quartos de final da Liga Europa. Nesse duplo duelo com o Manchester City, também se percebeu outra coisa, o Sporting tinha encontrado o modelo perfeito para os confrontos com adversários iguais ou superiores: defender com bloco baixo, pressionar a zona de construção do oponente e desenvolver rapidamente o contra-ataque. Foi assim com os milionários ingleses, mas também foi assim que os pupilos de Ricardo Sá Pinto eliminaram o Metalist e superaram o Benfica.

Com o modelo defensivo praticamente definido e bem afinado (vejam o quanto melhorou Anderson Polga com a chegada de Ricardo Sá Pinto), caberá agora a Ricardo Sá Pinto fazer evoluir algo que ainda é uma grande lacuna deste Sporting: a dificuldade em ser incisivo e efectivo perante adversários que esperam pacientemente que os leões assumam as rédeas do jogo. Ou seja, o jovem treinador já tem a poção para quando o Sporting surge em campo como “lobo disfarçado de cordeiro”, mas tem ainda que encontrar o antídoto certo para quando são os adversários a encararem o conjunto verde-e-branco dessa forma.

Com poucos jogos até final da temporada e sendo muitos deles de grau de exigência muito elevado (FC Porto, Sporting de Braga, Athletic Bilbau (duas vezes) e, espera-se, final da Liga Europa), serão poucas as oportunidades de afinar essa nova concepção estratégica ainda em 2011/12, restando então a Sá Pinto manter a sua (eficaz) postura de “lobo na pele de cordeiro” na tentativa de obter títulos (lembre-se que o Sporting ainda está em duas frentes) e esperar a pré-época pacientemente, para, depois, afinar um Sporting de duas caras para enfrentar 2012/13.

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Parece que está a caminho do Sporting um defesa-central brasileiro imponente e com boa margem de progressão, que poderá suprimir os problemas dos leões no seu reduto recuado: Xandão.

Nascido a 23 de Fevereiro de 1988 em Araçatuba, Brasil, Alexandre Luiz Reame iniciou a sua carreira no Guarani em 2005, tendo permanecido nessa equipa paulista até 2008, com empréstimo ao Atlético Paranaense (2006/07) pelo meio.

Sempre com bom índice de utilização, o central brasileiro passou depois pelo Desportivo Brasil, Fluminense e Grémio Barueri, até se transferir em 2010 para o São Paulo, onde na última época e meia efectuou 77 jogos em todas as competições oficiais.

Defesa-central alto mas rápido

Com 1,93 metros, Xandão é um defesa-central muito forte no jogo aéreo, sendo imperial nas alturas a defender e perigoso no processo ofensivo.

Apesar de ser muito alto, o defesa brasileiro até é um jogador rápido, sendo muito dificilmente ultrapassado em velocidade, pois também se posiciona com critério e sabe cobrir os espaços.

Aos 23 anos, o seu principal problema é alguma agressividade excessiva e, muitas vezes, jogar feio em demasia, não se coibindo de “chutões” para a bancada ou de faltas duras sempre que a ocasião o obriga.

Ainda assim, no contexto futebolístico europeu, parece-me um reforço muito interessante e útil para uma equipa sportinguista que, nos últimos tempos, apenas tem contado com Anderson Polga e Onyewu (Domingos descartou Carriço como central…) para essa posição importantíssima do terreno.

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A supertaça 2007/08 foi o último título dos leões

Terminou mais uma temporada infeliz do Sporting Clube de Portugal, sendo que este mediano terceiro lugar não pode esconder uma época deplorável que viu o Sporting perder todas as competições que disputou, sendo que as eliminações da Taça de Portugal e da Liga Europa, diante de duas equipas (V. Setúbal e Glasgow Rangers) claramente inferiores aos leões são reveladoras do mau momento que se vive para os lados de Alvalade.

O Sporting acabou o campeonato a, imagine-se, 36 pontos do FC Porto, sendo que os dragões terminaram a competição com mais do dobro das vitórias (27) obtidas pelos verde-e-brancos (13). Mesmo o Benfica, que terminou o campeonato em desaceleração e perdendo pontos surpreendentes, conseguiu terminar a prova com mais quinze pontos que os leões.

Assim sendo, parece lógico que o Sporting precisa de preparar muito bem 2011/12 e, nesse seguimento, é necessário uma análise cuidada ao actual plantel, dividindo os elementos desse mesmo grupo de trabalho em indispensáveis, transferíveis, emprestáveis e dispensáveis.

Na minha opinião, e começando pelos dispensáveis, optava pelos seguintes elementos:

  • Hildebrand
  • Tiago
  • Abel
  • Grimi
  • Anderson Polga
  • Nuno André Coelho
  • Maniche
  • Tales
  • Cristiano
  • Carlos Saleiro

 Obviamente que as razões da dispensa destes elementos depende de factores diferentes. Anderson Polga, Tiago e Abel foram excelentes profissionais, mas estão no fim da linha do seu percurso nos verde-e-brancos, já não acrescentam grande coisa ao plantel em termos de qualidade, sendo que Abel (João Gonçalves) ou Tiago (Vítor Golas) têm soluções internas bem menos onerosas e sem défice em termos de qualidade individual. Quanto a Anderson Polga, até podia falar de Nuno Reis, contudo, o defesa-central emprestado ao Cercle Brugge ainda precisa de rodar pelo menos mais um ano para se poder começar a pensar num regresso a Alvalade.

Quanto a Hilderbrand e Maniche, tratam-se de dois jogadores demasiado caros para o rendimento que apresentaram ao serviço do Sporting, não se justificando a sua continuidade, sendo que tanto o internacional alemão como o internacional português devem ser substituídos por elementos de qualidade, mas necessariamente mais baratos a nível de ordenados. Vicent Enyeama (guarda-redes do Hapoel Telavive) e Rafael Robayo (Médio-centro do Millionarios) são bons exemplos.

Por fim, Nuno André Coelho, Grimi, Tales, Cristiano e Carlos Saleiro não parecem ter qualidade suficiente para se manterem no plantel leonino e devem ser dispensados, sendo que a situação mais simples a de Tales e Cristiano, pois terminam contracto com os verde-e-brancos. Já no caso de Nuno André Coelho, Grimi e Carlos Saleiro, deve ser encontrada uma solução que satisfaça clube e atletas, que poderá passar por um empréstimo ou, até, por um acordo de rescisão, pois dificilmente estes atletas terão mercado, à excepção, talvez, do lateral-esquerdo argentino.

Passando aos emprestáveis, optava por estes dois elementos:

  • Cedric Soares
  • Diogo Salomão
Tanto o lateral/ala-direito como o extremo-esquerdo são elementos que parecem ter condições para serem mais valias no Sporting Clube de Portugal, todavia, acredito que Cedric Soares e Diogo Salomão irão ter muito poucas oportunidades para jogar na próxima temporada e, na minha opinião, ambos os atletas precisam de minutos de jogo para que possam continuar a sua evolução futebolística. Assim sendo, aconselho um empréstimo dos dois a um clube médio/médio-baixo do principal escalão do futebol português.
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Dos emprestáveis, sigo para os transferíveis, ou seja, jogadores com valor para se manterem no plantel do Sporting, mas que, na presença de uma boa proposta, deve ser ponderada a sua saída:
  • Daniel Carriço
  • Yannick Djaló
  • Zapater
  • Simon Vukcevic
Estes três elementos estão nesta lista por situações diferentes. Daniel Carriço é um defesa de qualidade e com mercado, mas, na minha opinião, a sua baixa estatura e fraca impulsão que lhe garantem dificuldades no jogo aéreo, irão impedi-lo sempre de ser o tal patrão da defesa leonina. Assim sendo, uma proposta que supere os 10/12 milhões de euros deve ser imediatamente considerada.
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Yannick Djaló, por sua vez, é um jogador com talento, mas parece-me pouco constante e nunca explodiu da maneira que se esperava, sendo que uma boa  proposta, na ordem dos 8/9 milhões de euros, deve ser suficiente para se negociar a sua saída.
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Depois, apesar de não achar que é o péssimo jogador que muitos vêem em Zapater, entendo que facilmente se encontraria uma jogador de nível superior, sem ser necessário gastar muito dinheiro. Assim sendo, e sabendo que o espanhol tem mercado, aconselhava a venda do aragonês, desde que o valor da transferência não fosse inferior a dois milhões de euros.
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Por fim, Simon Vukcevic é um caso diferente e representa um jogador muito talentoso e com condições para ser dos melhores da Europa, mas que é demasiado problemático e inconstante, sendo que poderá, inclusivamente, ser um destabilizador de balneário. Assim sendo, e apesar de toda a sua qualidade incontestável, penso que o Sporting o deveria vender pelo seu preço de custo e, assim, prescindir de um atleta que pode continuar a revelar-se um problema bicudo.
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Para finalizar, os elementos imprescindíveis, ou seja, os elementos que devem continuar no plantel do Sporting e assumirem-se como a base 2011/12, porque mesmo numa grande revolução de plantel, há que garantir um nível mínimo de continuidade.
  • Rui Patrício
  • Evaldo
  • Torsiglieri
  • João Pereira
  • André Santos
  • Pedro Mendes
  • Izmailov
  • Jaime Valdés
  • Matías Fernandez
  • Hélder Postiga
Assim sendo, chegamos a uma lista de dez jogadores (14, caso não se consiga vender os tais quatro elementos que entendo como transferíveis) +1, que, neste caso, não é um chinês, mas o peruano Carrillo, já contratado pelo Sporting.
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Partindo do princípio que Daniel Carriço, Yannick Djaló, Vukcevic e Zapater ficam no plantel e que Vítor Golas e João Gonçalves regressam de empréstimo, o Sporting fica com 17 jogadores, faltando nove para a tal lista de 23+3 promessas de que falou Godinho Lopes.
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Nesse caso, seriam necessários nove jogadores e, como tal, pensando que os leões avançarão para um 4-3-3/4-2-3-1, acho que o Sporting devia tentar as seguintes contratações:
  • Um guarda-redes de valor para ser o concorrente de Rui Patrício. O referido Enyeama seria uma excelente opção.
  • Um lateral-esquerdo (Wendt é uma possibilidade, Sílvio, pela polivalência, seria o ideal)
  • Dois defesas-centrais de altíssima qualidade (Rodríguez do Sp. Braga e outro, que fosse experiente, uma clara mais-valia e necessariamente mais alto)
  • Um médio-centro de grande pulmão e qualidade que pudesse jogar tanto a “seis” como a “oito”. Rafael Robayo, já referido, seria uma boa aquisição.
  • Um extremo puro, ou seja, um verdadeiro flanqueador, que desse a largura de jogo ao Sporting que a equipa tanto precisa e que fosse uma clara mais valia para o plantel.
  • Dois avançados, sendo um mais posicional e referência atacante (ao que tudo indica, o ex-Besiktas Bobô) e outro mais polivalente e que pudesse jogar sozinho na frente, mas também como avançado de suporte num alternativo 4x4x2 e, se possível, descaído numa das alas na táctica 4x3x3.
  • Por fim, um jogador jovem, tal como Carrillo e que se juntasse a João Gonçalves e ao peruano (não incluo Vítor Golas por se tratar de um guarda-redes e, como tal, uma situação diferente) como uma das três promessas que o novo presidente do Sporting quer ter no plantel.
Na minha opinião, este será o caminho que o Sporting tem de fazer para que possa ser mais competitivo em 2011/12. Dificilmente dará para ser campeão já na próxima temporada, mas pode ser fulcral para que os leões comecem a construir uma equipa que, num futuro próximo, ombreie com dragões e águias pelo lugar mais alto do pódio do futebol nacional.

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Polga foi decisivo na vitória 100 dos leões na Europa

Se os leões, em casa, diante do Lille, mostraram as garras, vencendo por 1-0 e conquistando o primeiro lugar no Grupo C da Liga Europa, os dragões, numa Viena coberta de neve, não se ficaram atrás, aquecendo os corações dos portistas com mais uma vitória (3-1) e consequente primeiro lugar no grupo L. Graças a este posicionamento, Sporting e FC Porto serão cabeças de série no sorteio dos 16/final, situação que, em teoria, será benéfico para as equipas portuguesas. Para além deste factor, estes excelentes resultados de leões e dragões, aliado às prestações de Benfica e Sp. Braga na Liga dos Campeões, já garantiram 9,400 pontos a Portugal, o que nos coloca em terceiro lugar no ranking UEFA referente a esta temporada e mantém-nos no sexto lugar do ranking UEFA referente às últimas cinco épocas. Se mantivermos este posicionamento até ao final desta temporada, conseguiremos colocar três equipas na Liga dos Campeões 2012/13.

Sporting 1-0 Lille

Em Alvalade, o Sporting não fez uma exibição de encher o olho, mas venceu, justamente, um Lille que também não mostrou muito em Lisboa.

Durante a primeira parte, os leões foram quase sempre a melhor equipa, ainda que tenham jogado de forma algo lenta e sem qualquer criatividade. Nesses primeiros quarenta e cinco minutos, o Sporting acabou por fazer um golo, por Anderson Polga (28′), ver um cabeceamento do mesmo Polga embater no poste e ser-lhe negado um claro penálti sobre Hélder Postiga. O Lille, que se pode queixar da ilegalidade do golo de Polga (Postiga tocou com a mão na bola antes desta chegar aos pés do central brasileiro), pouco fez durante o primeiro período, com excepção para alguns cabeceamentos perigosos de Túlio de Melo.

Na segunda parte, o Sporting, sabendo que o empate lhe garantia o apuramento, recuou linhas e convidou a equipa francesa a assumir o controlo do jogo. Durante esses segundos quarenta e cinco minutos, com maior ou menor dificuldade, os leões conseguiram suster os ímpetos do Lille e, assim, conquistar a vitória 100 em jogos das competições europeias.

Rapid Viena 1-3 FC Porto

Em Viena, a enfrentar um forte nevão e um campo a roçar o impraticável, o FC Porto voltou a mostrar o seu poderio e venceu o Rapid por 3-1, num jogo em que, injustamente, teve de esperar pelos últimos minutos para garantir o triunfo.

Entrando forte e parecendo imune às más condições atmosféricas, o FC Porto foi esbanjando oportunidades até que, aos 39 minutos, contra a corrente do jogo, Trimmel fez o 1-0 para os austríacos.

O FC Porto, porém, reagiu de pronto e, depois de Varela ter desperdiçado um golo feito, o inevitável Falcao (42′) não falhou uma oportunidade sozinho perante o guarda-redes local e repôs a igualdade no desafio.

Na segunda metade, parecendo satisfeitos com a igualdade, os azuis-e-brancos recuaram ligeiramente e o jogo tornou-se menos interessante do que nos primeiros quarenta e cinco minutos. Ainda assim, após a entrada de Belluschi, o FC Porto voltou a assumir as rédeas do jogo e, após um aviso de Guarín (79′), Falcao (86′) colocou o FC Porto em vantagem no marcador.

Até final, ainda houve tempo para o 3-1, novamente da autoria do avançado colombiano que, assim, completou o hat-trick. Com esta vitória, o FC Porto garantiu, tal como o Sporting, a liderança no seu agrupamento.

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Moutinho já não tinha alegria a jogar pelo Sporting

A saída de João Moutinho para o FC Porto por 11 milhões de euros (mais Nuno André Coelho) pode ter surpreendido muita gente e, até, ter deixado em cólera alguns adeptos leoninos, mas, na verdade, é algo que tem de ser encarado como uma medida legítima da SAD leonina. Desde há uns anos para cá, Moutinho limitava-se a arrastar a si e ao futebol leonino para um deserto de ideias, criatividade e fluidez futebolística, o que prejudicava o jogador João Moutinho e o clube Sporting Clube de Portugal. O declínio do seu futebol foi tão notório que o capitão do Sporting acabou preterido das escolhas de Carlos Queirós para o Mundial 2010.

Muito se falou, ainda em tempos de Paulo Bento, de bufos de balneário e de jogadores que punham em causa a saúde do plantel. Estranhava-se que muitos acontecimentos de foro interno surgissem tão rápido na imprensa e com tantos detalhes que só podiam ter origem em elementos do próprio plantel. Na altura, os nomes de Anderson Polga ou Liedson foram dados como hipóteses, mas, de forma mais tímida, já se sussurrava a possibilidade das fugas de informação virem de João Moutinho.

Ao mesmo tempo, o capitão leonino era cada vez mais uma sombra do jogador que encantou nos tempos de José Peseiro e nas primeiras épocas de Paulo Bento. João Moutinho errava em campo, triste, abatido, quase dando a ideia que apenas ali estava por obrigação. Alguns adeptos começavam a questionar a sua titularidade, até porque, jogadores queridos do plantel como Vukcevic ou Matias Fernandez não eram opção, situação que se tornava incompreensível perante tão pobres exibições de Moutinho.

Assim sendo, tem de ser entendida como legítima a atitude da SAD do Sporting. O jogador podia ter sido vendido a outro clube que não o FC Porto? Bem, supostamente nenhum clube europeu fez uma proposta tão vantajosa e, assim, o Sporting Clube de Portugal limitou-se a vendê-lo ao melhor preço. Se aos 11 milhões de euros, juntarmos 30% de uma futura venda, 50% do passe de Nuno André Coelho e o perdoar da restante dívida de Hélder Postiga, não me parece que tenha sido um mau negócio.

Para além de tudo isto, a possibilidade de Moutinho ser o tal bufo ou, como disse José Eduardo Bettencourt, a tal “maçã podre” que minava o balneário leonino, a sua saída pode ser revelar bem mais valiosa do que o simples valor da transferência e tornar-se um ponto de partida para uma nova era no Sporting Clube de Portugal, uma era com um balneário unido, limpo e blindado ao exterior. Afinal, esse é sempre um ponto de partida para as grandes conquistas, ou estamos enganados?

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Um golo de Kardec, mesmo sobre o minuto 90, valeu ao Benfica uma merecedíssima passagem aos quartos de final da Liga Europa. A equipa encarnada venceu o Marselha por duas bolas a uma e o resultado até se pode considerar lisonjeiro para os franceses; Infelizmente, em Alvalade, os leões não foram além da igualdade a duas bolas e acabaram eliminados pelo facto de os “colchoneros” terem feito dois golos em Lisboa. Agüero, com dois golos, foi o “nemesis” da equipa verde e branca.

Marselha 1-2 Benfica

Os franceses pareceram surpreendidos pela intensidade com que os encarnados entraram no Vélodrome e, rapidamente, cederam as despesas do jogo ao Benfica, procurando fazer um golo em contra-ataque. Todavia, as águias estiveram muito seguras em termos defensivos e só o desacerto na finalização impediu que o Benfica chegasse ao intervalo a vencer.

Na segunda metade, o encontro manteve a mesma toada, contudo, Niang, aos 70 minutos e completamente contra a corrente do jogo, aproveitou um erro da defensiva encarnada e colocou os franceses em vantagem. Ainda assim, quando se pensava que o Benfica poderia acusar o golo, isso não aconteceu e Maxi Pereira num remate de longe (75′) e Alan Kardec (90′) fizeram os golos que carimbaram a justíssima passagem do Benfica à próxima fase da Liga Europa.

Sporting 2-2 Atl. Madrid

O Sporting entrou muito mal no jogo e, logo a abrir, Agüero aproveitou um bom cruzamento do flanco esquerdo para inaugurar o marcador. Os leões, depois, demoraram a reagir, mas Liedson haveria de empatar a partida ao minuto 19. Contudo, a equipa leonina acusava muito as ausências de Grimi e Carriço na defesa e Agüero haveria de voltar a colocar os “colchoneros” em vantagem após excelente jogada individual. Ainda assim, em cima do intervalo, Polga empatou na sequência de um livre e devolveu a esperança aos adeptos leoninos.

Na segunda parte, o Sporting tentou muito chegar à vantagem, mas faltaram soluções no ataque (Izmailov fez muita falta) e frescura física para se atingir outro resultado. Assim sendo, o encontro terminou mesmo empatado a dois, acabando o Sporting por ser eliminado na regra dos golos fora.

Na próxima ronda, o Benfica irá defrontar os ingleses do Liverpool. Um duelo emocionante entre dois ex-campeões da europa.

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O Sporting Clube de Portugal joga hoje a passagem aos quartos de final da Liga Europa. Um momento importante para o clube, que eu, como sportinguista, espero que seja de alegria e sucesso. O bom momento vivido pelo Sporting, muito por mérito do treinador Carlos Carvalhal (que joga neste jogo a sua continuidade em Alvalade para a próxima temporada), não deve servir para ignorarmos alguns episódios da história recente do clube. É nos bons momentos que devemos reflectir, pois nos maus momentos podemos cair na tentação emotiva de arranjar culpados à força. 

Uma questão que me tem intrigado, desde há algum tempo para esta parte, tem sido a facilidade com que as notícias do foro interno do clube são do domínio público (a rapidez e detalhe como o recente episódio ocorrido entre o atleta Liedson e o ex-director para o futebol Sá Pinto passou para a esfera pública é um bom exemplo). As situações de fuga de informação não são recentes e merecem que nos debrucemos sobre as causas das mesmas. A dedução é lógica e a questão surge: Quem é o bufo? 

Desconhecendo as razões que levam alguém a expor e fragilizar a vida da sua entidade patronal e a vida profissional dos seus colegas, é certo que alguém o faz. E faz há já algum tempo, pelo menos desde o tempo em que José Peseiro foi treinador do Sporting. Com certeza que será alguém com acesso directo ao balneário, pois a informação é “fresca” e “detalhada”. Quem com acesso ao balneário está no clube desde, pelo menos, a temporada 2004/05? Excluindo a hipótese de ser alguém da equipa técnica, já que esta mudou três vezes desde 2005, resta a hipótese de ser um jogador. Tiago, Polga, João Moutinho e Liedson são os “sobreviventes desse tempo, mas seria injusto acusar alguém sem que houvesse uma certeza ou indícios fortes para tal. 

O único indício que temos é que existe alguém a tornar público episódios que deveriam ser do foro privado do clube e os responsáveis do Sporting Clube de Portugal não podem ignorar esse facto. 

PS: Um bufo é um género de sapo da família Bufonidae. Este género é normalmente responsável pelos casos de intoxicação por bufotoxina. É caso para dizer que o meu Sporting anda a engolir muitos sapos.

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