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Posts Tagged ‘Argélia’

Abid parece ter sido feito de um molde de Slimani

Abid parece ter sido feito de um molde de Slimani

E se Islam Slimani tivesse um clone no seu país natal? Quem segue o campeonato argelino já terá certamente feito essa pergunta a si próprio, uma vez que o ponta de lança Mohamed Lamine Abid, do USM El Harrach, lembra claramente o futebolista do Sporting e, curiosamente, até poderá seguir os seus passos, uma vez que o jornal “A Bola” coloca-o hoje na rota da Liga Portuguesa, pela possível porta do Sporting de Braga.

Trata-se de um ponta de lança nascido a 4 de Julho de 1991 em Arbaatache, Argélia, e estreou-se no futebol sénior precisamente no seu actual clube, o USM El Harrache, emblema pelo qual soma um total de 70 jogos e 16 golos desde 2011/12.

Um Slimani em estado bruto

As parecenças entre Islam Slimani e Mohamed Lamine Abid são gigantescas, apresentando ambos a mesma capacidade de luta, similar maneira de se movimentarem e igual apetência para serem letais no jogo aéreo.

Mas se o jogador do Sporting já evoluiu bastante no capítulo da finalização com os pés, o seu “clone” terá ainda de passar por esse percurso evolutivo, sendo que um eventual salto para o mais exigente futebol português poderia ser fulcral para esse desiderato.

Certo, de qualquer maneira, é que estando avaliado em apenas 500 mil euros e apresentando o potencial que apresenta aos 23 anos, Mohamed Lamine Abid será certamente um excelente investimento de futuro para os arsenalistas.

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Falta golo a Belfodil

Falta golo a Belfodil

Com a temporada 2014/15 a caminhar vertiginosamente para o seu final, é com naturalidade que começam a surgir inúmeros rumores de possíveis alvos dos principais clubes portugueses para a próxima época, sendo Ishak Belfodil um dos mais recentes futebolistas que foram apontados ao Sporting.

Trata-se de um ponta de lança nascido a 12 de Janeiro de 1992 em Mostaganem, Argélia, mas que desde muito novo partiu para França, onde foi evoluindo em inúmeros emblemas ao longo do seu percurso juvenil, com destaque para os emblemáticos: PSG e Olympique de Lyon.

Cedo partiu para Itália

Foi precisamente no Lyon que Ishak Belfodil se estreou no futebol profissional, tendo, entre 2009/10 e 2011/12, somado 23 jogos pela equipa principal do emblema gaulês, isto antes de se transferir para Itália a meio dessa mesma temporada de 2011/12, rumo ao Bolonha, por empréstimo.

Na temporada seguinte, o internacional argelino manteve-se em Itália, mas aí já a título definitivo e noutro clube, o Parma, onde foi uma das referências, somando 34 jogos e oito golos e merecendo inclusivamente o salto para o Inter de Milão.

O contexto não o ajudou nas últimas temporadas

Certo é que, depois de brilhar no clube parmesão, onde alternou entre a função de avançado-esquerdo e ponta de lança, Ishak Belfodil acabou por não conseguir manter o seu trajecto ascendente nas últimas duas temporadas, também um pouco por culpa do contexto que encontrou.

No Inter de Milão, na primeira metade de 2013/14, somou 11 jogos e um golo, acabando emprestado ao Livorno, onde terminou a época com mais 17 jogos disputados, mas nenhum golo apontado, isto num clube que acabaria de descer de divisão e não era, de facto, o mais apropriado para o seu estilo de jogo.

Por fim, na actual campanha de 2014/15, Ishak Belfodil acabou por regressar ao Parma, clube onde, aliás, havia sido mais feliz na sua carreira profissional, mas a verdade é que o internacional argelino encontrou uma equipa à beira do colapso e que já desceu inclusivamente à Serie B. Ao todo, o ponta de lança de 23 anos marcou dois golos em 25 jogos, isto antes de rescindir recentemente o contrato com o clube italiano.

Apenas parecido com Slimani em termos físicos

Por ser argelino e medir 1,92 metros, a primeira tendência é comparar Ishak Belfodil com Islam Slimani, mas a verdade é que as semelhanças entre os dois magrebinos são menores do que se poderia esperar, com o ex-jogador do Parma a apresentar muito mais soluções de jogo do que “Super-Slim”.

Afinal, apesar das suas características físicas de avançado possante e de choque, a verdade é que Ishak Belfodil é um “nove” muito móvel e evoluído tecnicamente, estando capacitado para cair constantemente nas alas e para combinar constantemente com os colegas.

Duas posições, dois sistemas

O internacional argelino, aliás, pode inclusivamente fazer duas posições especificas no terreno, estando habilitado a actuar na posição “nove”, seja sozinho, em 4x3x3 ou 4x2x3x1, ou acompanhado, num qualquer sistema com dois pontas de lança. Para além disso, pela sua evoluída técnica individual, Belfodil ainda se adapta perfeitamente à função de extremo, embora sempre com a baliza em mente, procurando constantemente as diagonais para zonas centrais.

Certo, contudo, é que Belfodil está naturalmente longe de ser perfeito, sendo que os seus números não deixam margem para dúvidas. O internacional argelino falha essencialmente pela ausência do “killer-instinct” que tem o seu companheiro Islam Slimani. Será aí, aliás, que o jovem atacante de 23 anos terá de evoluir para dar finalmente o salto para o patamar que as suas outras (boas) características parecem prometer.

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Peres Bandeira era o seleccionador

Agora que estamos à beira de nova participação no Mundial de sub-20, desta feita, a disputar na Colômbia, achei interessante recordar aquela que foi a primeira presença portuguesa no certame. Há trinta e dois anos, no Japão, Portugal participou na segunda edição do Mundial de sub-20, levando uma equipa de jogadores cheios de sonhos a terras nipónicas e efectuando uma participação digna, mas sem grande brilho, pois a equipa lusitana não haveria de passar dos quartos de final. Ainda assim, a equipa das quinas conseguiu revelar jogadores que haveriam de ser bastante importantes no futebol nacional como Zé Beto, Quim, Bastos Lopes ou Diamantino e tornou-se percursora de uma nova mentalidade futebolística que, dez anos mais tarde, iria garantir o título mundial em Riade…

Surpreendente derrota com o Canadá não evitou apuramento

Portugal estreou-se da pior forma no Mundial de sub-20, perdendo de forma inesperada com o Canadá (1-3) no primeiro jogo do Grupo C. Após um golo de Branko Segota (7′), Grilo (46′) ainda empatou para a equipa nacional, todavia, Segota (66′) novamente e Nagy (79′) garantiram o triunfo da equipa canadiana. Com este resultado, Portugal via-se obrigado a não perder com o Paraguai para continuar a sonhar com o apuramento para os quartos de final.

Curiosamente, num jogo que se previa bem mais complicado que o disputado com a equipa da América do Norte, os lusos haveriam de surpreender vencendo os sul-americanos por 1-0 (golo de Ferreira aos 23 minutos). Graças a este magro triunfo e caso o Canadá-Paraguai não terminasse empatado, bastaria a Portugal um empate diante da Coreia do Sul para assegurar a passagem aos oitavos de final.

Antes de começar o jogo com os sul-coreanos, soube-se que o Paraguai havia vencido o Canadá por 3-0 e, assim, bastaria mesmo um empate à equipa das quinas para seguir em frente na prova. Diante de uma Coreia que precisava de vencer, o jogo foi duro e intenso, contudo, Portugal defendeu-se bastante bem e segurou um precioso nulo que colocava a equipa nacional nos quartos de final do Mundial de sub-20.

Uruguai foi carrasco no prolongamento

Nos quartos de final, Portugal defrontou o Uruguai, equipa que era super-favorita, pois havia vencido União Soviética (1-0), Hungria (2-0) e Rep. Guiné (5-0), vencendo facilmente o Grupo D.

Contudo, Portugal, treinado por Peres Bandeira, foi fazendo de tudo para evitar o golo uruguaio, utilizando todas as manhas habituais do futebol luso para impedir o tento dos favoritos sul-americanos.

A estratégia resultou na perfeição até ao minuto 94, quando Ruben Paz, já no prolongamento, fez o golo que garantiu à equipa uruguaia a vitória (1-0) e o apuramento para as semi-finais. Portugal terminava assim, nos quartos de final, a primeira presença num Mundial de sub-20.

Maradona com a taça do Mundial sub-20

Argentina campeã com o goleador Ramon Diaz e… Diego Maradona

O grande vencedor deste Mundial de Sub-20 foi a Argentina que conquistou o certame, vencendo todos os jogos da prova, marcando 20 golos e sofrendo apenas dois.

Na fase de grupos, os sul-americanos despacharam Indonésia (5-0), Jugoslávia (1-0) e Polónia (4-1), superando depois a Argélia (5-0) nos quartos de final, Uruguai (2-0) nas semi-finais e União Soviética (3-1) na final.

As estrelas dos argentinos foram o avançado Ramon Diaz, que marcou oito golos e foi o melhor marcador da prova e, também, Diego Maradona, que com apenas dezoito anos, mostrou todo o seu talento e assumiu-se como a principal estrela do Mundial de sub-20.

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Boudebouz é um número dez moderno

Nos relvados da Ligue 1, actua um dos mais interessantes e promissores médios ofensivos do futebol magrebino, o argelino: Ryad Boudebouz.

Nascido a 19 de Fevereiro de 1990 em Colmar, França, o actual número 10 do Sochaux iniciou a sua carreira nas camadas jovens do Colmar, onde esteve entre 2000 e 2004, saltando, aos 14 anos, para o clube de Montbéliard.

Depois de ter cumprido quatro anos nas camadas jovens do Sochaux, estreou-se na primeira equipa de “Les Lionceaux” a 4 de Outubro de 2008, num jogo do campeonato francês diante do Nice e, desde esse momento, assumiu-se rapidamente como um dos jogadores mais importantes do Sochaux, tendo efectuado 62 jogos e marcado oito golos em jogos da Ligue 1.

Boudebouz é um número 10 dotado de um pé esquerdo de grande talento e é um jogador com excelente visão de jogo e inteligência posicional, sendo capaz de interpretar, no relvado, todas as indicações que o treinador lhe exige. Rápido e possante, trata-se de um jogador muito perigoso quando embala em velocidade, sendo, assim, um jogador muito completo e parecendo talhado para o actual futebol moderno.

Internacional argelino (os seus pais são argelinos) por cinco ocasiões, trata-se de um jogador muito interessante e talentoso, para procurarem ou num jogo da Argélia ou, quiçá, num duelo do Sochaux na Ligue 1.

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Em 1982, a Argélia escandalizava o Mundo após vencer a República Federal da Alemanha por duas bolas a uma. Jogadores como Madjer ou Assad tornavam-se conhecidos do grande público e percebeu-se que, pela primeira vez, uma equipa magrebina podia passar à segunda fase do Mundial. Contudo, após perderem com a Áustria, acabaram eliminados após uma estranha vitória germânica diante dos austríacos por uma bola a zero. Nesse jogo, ambas as equipas não forçaram, pois sabiam que aquele resultado apurava as duas para a 2ª fase. Assim, a Argélia despediu-se do campeonato do mundo, mas o perfume daquele futebol perdurou até hoje, à espera que, um dia, volte a renascer. Veremos se esse dia chegará, este ano, na África do Sul…

A Qualificação

A Argélia teve uma caminhada muito difícil para a África do Sul. Na 2º Fase, integrada no Grupo 6, a Argélia sofreu bastante para se impor a Gâmbia e Senegal, superando esses dois rivais por apenas um ponto.

Depois, na 3ª Fase, num grupo com Egipto, Zâmbia e Ruanda, os argelinos chegaram ao último jogo (no campo do Egipto) a precisarem de perder por menos de dois golos para se apurarem para o campeonato do mundo. No entanto, nesse desafio, acabaram por sofrer o 2-0 no minuto 95, ficando as duas selecções norte-africanas empatadas em diferença de golos e confronto directo.

Assim sendo, argelinos e egípcios tiveram de fazer um desempate, no Sudão, para decidir quem iria ao Mundial. Aí, os argelinos foram mais felizes, vencendo por 1-0 (golo de Yahia) e apurando-se para o Mundial sul-africano.

2ª Fase: Grupo 6 – Classificação

  1. Argélia 10 pts
  2. Gâmbia 9 pts
  3. Senegal 9 pts
  4. Libéria 3 pts

3ª Fase: Grupo C – Classificação

  1. Argélia 13 pts
  2. Egipto 13 pts
  3. Zâmbia 5 pts
  4. Ruanda 2 pts

Playoff

Argélia 1-0 Egipto

O que vale a selecção argelina?

A equipa esteve bem na última Taça de África, onde alcançou as meias finais e tem alguns elementos de qualidade como o médio-ala Matmour e o trinco Yebda. Ainda assim, integrada num grupo com Inglaterra, Estados Unidos e Eslovénia, a Argélia parece ser a selecção mais frágil do agrupamento.

A equipa magrebina costuma jogar num esquema de 3-4-3, com três centrais competentes (Bougherra-Halliche-Yahia), mas que podem ter dificuldades diante de selecções com avançados rápidos e fortes no um contra um. Apesar de terem sofrido poucos golos na fase de qualificação (8 em 12 jogos), irão, no Mundial, encontrar um nível de exigência muito maior e, como não são centrais muito rápidos, poderão criar um grave problema à selecção argelina.

Por outro lado, o meio campo é, provavelmente, o ponto mais forte da equipa magrebina. Costumam jogar com um duplo pivot (Yebda-Mansouri) que sabe defender e atacar com a mesma qualidade e, também, com dois alas muito rápidos: Belhadj (à esquerda) e Matmour (à direita). Os dois alas são muito criativos, criando bastantes situações de desequilíbrios e, principalmente no caso de Belhadj, também defendem muito bem, dando alguma segurança defensiva à Argélia.

Por fim, no ataque, as raposas do deserto apresentam dois jogadores plenos de mobilidade: Djebbour (avançado esquerdo) e Ziani (avançado direito)  e, também, um ponta de lança finalizador: Ghezzal. Apesar de tanto Djebbour como Ziani jogarem nas alas, veremos provavelmente o avançado esquerdo mais no apoio a Ghezzal e Ziani a funcionar, muitas vezes, como quinto elemento do meio campo, transformando o esquema argelino em 3-5-2.

Globalmente os argelinos têm uma equipa de alguma qualidade, todavia, o seu esquema bastante ofensivo, a fragilidade dos centrais no jogo pelo chão e alguma indisciplina táctica deverão condenar os magrebinos ao último lugar do Grupo C.

O Onze Base

A equipa argelina deve, tal como foi dito anteriormente, apresentar um esquema em 3-4-3 com Gaouaoui (ASO Chief) na baliza; Bougherra (Rangers), Halliche (Nacional) e Yahia (Bochum) na defesa; Yebda (Portsmouth) e Mansouri (Lorient) como duplo pivot, Belhadj (Portsmouth) como ala esquerdo, Matmour (Borussia M’Gladbach) como ala direito; e três avançados: Djebbour (AEK), Ghezzal (Siena) e Ziani (Wolfsburgo).

Classificação – Previsão “A Outra Visão”

Aparentemente, os argelinos deverão ser favoritos a ocuparem o último lugar do Grupo C. No entanto, se o seleccionador Rabah Saadane conseguir limar algumas arestas e tornar as raposas do deserto um pouco mais matreiras, poderão surpreender eslovenos e, quiçá, até os norte-americanos. Ainda assim, a possibilidade disso acontecer é muito reduzida

 Calendário – Grupo C (Mundial 2010)

  •  13 de Junho – Argélia vs Eslovénia 
  •  18 de Junho – Argélia vs Inglaterra 
  •  23 de Junho – Argélia vs EUA

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A primeira e única presença dos eslovenos num campeonato do mundo não deixou boas memórias ao pequeno país da ex-Jugoslávia. No Mundial 2002, integrado num grupo com Espanha, África do Sul e Paraguai, a Eslovénia perdeu todas as partidas e regressou a casa sem honra nem glória. Oito anos depois, os eslovenos regressam a um campeonato do mundo após terem surpreendido a poderosa Rússia no playoff de apuramento. As expectativas não são muito grandes, pois a Eslovénia não tem uma equipa muito forte, mas, ainda assim, têm uma grande motivação. Afinal, fazer melhor do que fez no Mundial 2002 não parece ser tarefa difícil…

A Qualificação

Integrados no Grupo 3 da zona europeia de qualificação com República Checa, Eslováquia, Irlanda do Norte, Polónia e São Marino, previam-se dificuldades para os eslovenos.

Contudo, beneficiando da enorme quebra das selecções da Polónia e da Rep. Checa, os eslovenos acabaram por conseguir discutir o primeiro lugar com a outra grande surpresa do grupo, a Eslováquia. Chegados à última jornada a dois pontos dos eslovacos, mas com vantagem no confronto directo, bastava-lhes vencer São Marino e esperar que a Polónia não perdesse, em casa, com a Eslováquia.

Contudo, os eslovacos venceram por uma bola a zero e empurraram a Eslovénia para o segundo lugar e um difícil playoff de apuramento com a fortíssima selecção russa.

Nesse duelo decisivo, os russos eram favoritos e, no primeiro jogo, a Rússia chegou ao 2-0 com um bis de Bilyaletdinov. A jogar em casa, a equipa russa continuou a carregar na busca do terceiro golo e da morte precoce da eliminatória. Todavia, aos 88 minutos, contra a corrente do jogo, Pecnik, médio do Nacional, fez o 2-1, que deu esperanças aos eslovenos para o jogo da segunda mão.

Na partida decisiva, em Maribor, a Eslovénia acabou por ser mais feliz e, graças a um golo de Dedic em cima do intervalo, venceu 1-0 a Rússia e apurou-se para o campeonato do mundo.

Grupo 3 – Classificação

  1. Eslováquia 22 pts
  2. Eslovénia 20 pts
  3. Rep. Checa 16 pts
  4. Irlanda do Norte 15 pts
  5. Polónia 11 pts
  6. São Marino 0 pts

Playoff

Rússia 2-1 Eslovénia / Eslovénia 1-0 Rússia

O que vale a selecção eslovena?

A equipa eslovena não tem grandes individualidades e vale essencialmente pelo colectivo. Trata-se de uma equipa mediana que dificilmente se apurará no Grupo C do Mundial 2010.

A defesa é provavelmente o sector mais forte da equipa da ex-Jugoslávia. A Eslovénia apenas sofreu seis golos na fase de qualificação e isso é a prova da sua boa qualidade defensiva. Neste sector, temos de destacar os laterais Jokic e Brecko que defendem muito bem, mas também são competentes a atacar e, também, uma dupla de centrais que revela segurança e entendimento quase perfeito: Suler/Cesar.

No meio-campo, os eslovenos têm, talvez, o sector mais frágil da equipa. Normalmente jogam com o trinco do Larissa: Radosavljevic e o médio box to box: Koren. Depois, na ala esquerda aparece o jogador do Auxerre: Birsa e, na direita, o médio do Wisla: Kirm. Aqui o único destaque vai para o jogador do Auxerre, um atleta criativo e que cria desequilíbrios com facilidade.

Por fim, na frente, os eslovenos costumam jogar com a dupla: Dedic e Novakovic. São dois avançados que se completam, sendo Novakovic um puro homem de área e Dedic um jogador que actua como avançado de suporte. Esta dupla não é brilhante, mas é bastante competente, não sendo aconselhável dar um milímetro de espaço a Novakovic, pois este, quando aparece uma boa oportunidade, raramente perdoa. No banco, os eslovenos contam ainda com um jogador imaginativo que pode substituir Dedic, quando o treinador optar por um 4-2-3-1, o médio ofensivo do Nacional: Pecnik.

Apesar da competência e do espírito de equipa, a equipa eslovena não aparenta ter condições para surpreender a Inglaterra e, até, os Estados Unidos, restando-lhe tentar vencer a Argélia.

O Onze Base

A equipa da Eslovénia costuma actuar num 4-4-2 clássico com Samir Handanovic (Udinese) na baliza; Um quarteto defensivo com Jokic (Chievo), à esquerda, Brecko (Colónia), à direita, ficando Suler (Gent) e Cesar (Grenoble) no centro; Depois, Radosavljevic (Larissa) é o trinco, Koren (WBA) é o box to box, surgindo Birsa (Auxerre) como ala esquerdo e Kirm (Wisla Cracóvia) como ala direito; Por fim, o ataque é composto pelo avançado de suporte: Dedic (Bochum) e o finalizador: Novakovic (Colónia).

Classificação – Previsão “A Outra Visão”

Teoricamente, os eslovenos devem terminar o Grupo C na terceira posição, pois são (muito) inferiores aos ingleses, ligeiramente inferiores aos norte-americanos e superiores aos argelinos. Todavia, se conseguirem demonstrar uma grande disciplina táctica e tiverem um pouco de sorte, poderão, inclusivamente surpreender os americanos e apurarem-se para os oitavos de final.

Calendário – Grupo B (Mundial 2010)

  • 13 de Junho: Eslovénia vs Argélia
  • 18 de Junho: Eslovénia vs EUA
  • 23 de Junho: Eslovénia vs Inglaterra

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Ninguém levava muito a sério esta equipa norte-americana, pois justificava-se o terceiro lugar de 1930 pelo amadorismo que, na época, imperava e a presença nos oitavos de final em casa (1994), pelo facto do país organizador ter sempre uma “mãozinha” da FIFA. Curiosamente, seriam os portugueses os primeiros a perceber que os americanos eram uma selecção de respeito, quando no primeiro jogo do Mundial 2002, perderam com os EUA (2-3). Esse jogo foi, na verdade, o ponto de viragem do futebol americano, que chegaria aos quartos de final desse campeonato do mundo. A partir daí, os “yankees” passaram a ser vistos como uma das boas selecções do panorama mundial e, até, conseguiram resultados muito interessantes como terem sido finalistas da Taça das Confederações 2009 (perderam a final com o Brasil 2-3) após eliminarem a actual campeã europeia: Espanha…

A Qualificação

Tal como o México, os EUA não costumam ter dificuldades em apurar-se na fácil zona de qualificação da CONCACAF. Ainda assim, há que registar os bons resultados conseguidos pelos americanos nas diversas fases de apuramento.

Na 2ª Fase, diante da fraquinha selecção dos Barbados, apuraram-se com um agregado de 9-0 e, na terceira fase, defrontando Cuba, T. Tobago e Guatemala, apuraram-se com cinco vitórias e apenas uma derrota, sendo que esta, diante de T. Tobago (1-2), surgiu quando já tinham o apuramento garantido.

Por fim, na 4ª e última fase, defrontaram México, Honduras, Costa-Rica, El Salvador e T. Tobago e cometeram a proeza de vencerem o grupo, provando que já discutem o título de melhor equipa da CONCACAF com os mexicanos. Nesta fase, ganharam seis jogos, empataram dois e apenas perderam no México (1-2) e na Costa-Rica (1-3).

2ª Fase – Eliminatória

Estados Unidos 8-0 Barbados / Barbados 0-1 Estados Unidos

3ª Fase – Grupo 1

  1. Estados Unidos 15 pts
  2. T. Tobago 11 pts
  3. Guatemala 5 pts
  4. Cuba 3 pts

4ª Fase – Grupo Final

  1. Estados Unidos 20 pts
  2. México 19 pts
  3. Honduras 16 pts
  4. Costa-Rica 16 pts
  5. El Salvador 8 pts
  6. T. Tobago 6 pts

O que vale a selecção norte-americana?

Não sendo gigantes do futebol mundial e, provavelmente, sem condições de colocar em causa a superioridade inglesa no Grupo C, os Estados Unidos têm, seguramente, melhor equipa que eslovenos e argelinos.

O guarda-redes (Tim Howard) é competente e uma voz de comando para um quarteto defensivo seguro e regular, onde se destacam o lateral esquerdo do West Ham: Spector e o central do Milan: Onyewu.

No meio campo, que deve jogar em losango, destaque para a enorme qualidade dos alas: Beasley e Dempsey, que, apesar de jogarem como interiores, são extremos por natureza e, por isso, irão procurar sempre os desequilíbrios pelos flancos. Clark (o trinco) e Bradley (o médio ofensivo) são competentes, mas não têm a qualidade dos seus parceiros do miolo.

Por fim, na frente, actua uma magnífica dupla de avançados e que combina muito bem: Landon Donovan e Altidore. O companheiro de Beckham nos LA Galaxy (Donovan) é um avançado rápido, tecnicista e que é muito bom na movimentação táctica, enquanto o atacante do Hull City (Altidore) é forte, possante, finaliza bem e, acima de tudo, desgasta muito os defesas contrários.

Globalmente, podemos concluir que os americanos têm uma equipa de qualidade e que poderá, muito bem, surpreender como aliás já fez na Taça das Confederações.

O Onze Base

É quase certo que os norte-americanos irão utilizar o esquema de 4-4-2 em losango e com o seguinte onze: Howard (Everton) na baliza; Um quarteto defensivo com Spector (West Ham), na esquerda, Bornstein (Chivas USA), na direita, e Onyewu (Milan) e Bocanegra (Rennes) como dupla de centrais; Ricardo Clark (Frankfurt) como trinco, Beasley (Rangers) como ala esquerdo, Dempsey (Fulham) como ala direito e Bradley (Borussia M’Gladbach) como 10; Donovan (LA Galaxy) como avançado centro e, a ponta de lança, Altidore (Hull City).

Classificação – Previsão “A Outra Visão”

Num grupo em que o favoritismo vai, na totalidade, para os ingleses, é bastante previsível que os norte-americanos se superiorizem às outras selecções do grupo (Eslovénia e Argélia). Sendo superiores tanto no capitulo técnico como táctico e físico, a europeus e magrebinos, os “yankees” deverão alcançar o segundo lugar e consequente apuramento para os oitavos de final.

Calendário – Grupo C (Mundial 2010)

  • 12 de Junho: EUA vs Inglaterra
  • 18 de Junho: EUA vs Eslovénia
  • 23 de Junho: EUA vs Argélia

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