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Capel estará prestes a despedir-se de Alvalade

Capel estará prestes a despedir-se de Alvalade

Multiplicam-se os rumores de que o internacional espanhol Diego Capel estará muito próximo de trocar o Sporting pelo Génova, supostamente numa transferência que não irá trazer aos verde-e-brancos qualquer mais-valia financeira, isto para além da óbvia poupança nos salários que teriam de ser pagos neste último ano de contrato.

Esta conclusão, mesmo tratando-se de um jogador que terminaria contrato em menos de um ano, e havendo a noção de que este pouco jogou na temporada transacta, não deixa, contudo, de surpreender um pouco, quanto mais não seja pelo facto deste ainda ser relativamente novo (27 anos) e de ter um interessante currículo, ao ponto de ter chegado inclusivamente a ser internacional espanhol.

Claro que os recentes investimentos em salários avultados de jogadores como Bryan Ruiz, Teo Gutiérrez ou Alberto Aquilani terão precipitado a necessidade do Sporting libertar Diego Capel, ou não fosse o extremo um dos mais bem pagos do plantel e excedentário, mas não posso deixar de pensar que todo a “partida de poker” que foi a gestão da situação do internacional espanhol acabou por prejudicar e muito o emblema leonino, que nunca viu grandes proveitos desportivos do extremo nas últimas duas temporadas e ainda acabou por ter prejuízos financeiros onde até poderia ter somado alguns milhões de euros.

Lembre-se que, no Verão de 2013, o primeiro defeso da “Era Bruno de Carvalho”, a comunicação social deu conta da chegada de algumas propostas a Alvalade pelo concurso do internacional espanhol, ainda que tenha reafirmado constantemente a vontade da SAD do Sporting em apenas libertar o atleta por valores a rondar os 6/7 milhões de euros, isto quando as ofertas rondariam os 3/4 milhões de euros, algo que ainda assim permitiria ao Sporting somar, a esse encaixe, mais quatro milhões de euros dos salários referentes a estas duas últimas temporadas em que Diego Capel se foi mantendo em Alvalade.

Nessa altura, ainda assim, e mesmo que já se mostrasse exibicionalmente a um nível bem longe do que o seu vencimento justificava, a verdade é que Diego Capel ainda foi bastante utilizado por Leonardo Jardim, terminando essa época de 2013/14 com 31 jogos (20 como titular) realizados.

Essa situação terá mantido pelo menos o valor de mercado de Diego Capel, sendo que o Verão seguinte, principalmente perante a chegada de Nani, desenhava-se como o momento ideal para a saída do internacional espanhol, abrindo-se assim espaço a uma importante poupança salarial e um sempre interessante encaixe financeiro que poderia certamente chegar aos quatro milhões de euros.

A verdade é que a direcção liderada por Bruno de Carvalho voltou a esticar a corda em demasia, isto num perfil que também já se notou este defeso nos processos de contratação de Ruiz e Gutiérrez (correndo bem) e de Mitroglou (correndo mal), acabando Diego Capel por ficar mais um ano em Alvalade, sendo que este último completamente sem espaço, ultrapassado naturalmente por Nani e André Carrillo e, até, Carlos Mané.

Ora, no futebol, os timings são tudo e, agora, apenas um ano depois, no rescaldo de uma temporada em que Diego Capel somou apenas cinco jogos como titular nos leões e terá custado mais dois milhões de euros aos cofres da SAD, a direcção leonina vê-se “obrigada” a transaccionar o seu passe a custo zero, limitando-se a ter a mais-valia de uma poupança de alguns meses de salários e de uma hipotética mais-valia de uma transferência futura.

Espera-se, assim, que isto sirva de exemplo para Bruno de Carvalho e respectiva direcção, que terá de perceber que a intransigência negocial nem sempre é a melhor solução para a gestão financeira e desportiva de um clube de futebol, sendo que o processo André Carrillo deverá assumir-se, agora, como um teste primordial para a capacidade do jovem presidente leonino em aprender com os próprios erros.

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JJ foi uma sombra que perturbou Rui Vitória

JJ foi uma sombra que perturbou Rui Vitória

Terminou a Supertaça com o triunfo da equipa que, ao longo da pré-temporada, pareceu claramente mais preparada para o início desta época desportiva, numa conclusão que, aliás, parecia prevista pela grande maioria da comunicação social, que de forma mais ou menos declarada colocou o Sporting como o grande favorito ao triunfo no primeiro jogo oficial da nova campanha.

Aliás, essa pressão imposta sobre os verde-e-brancos poderia até ter sido um grande trunfo para Rui Vitória, isto por forma a minimizar o facto de, nesta fase, o ex-treinador do Vitória de Guimarães ter de conviver com um plantel desequilibrado e, também, com as consequências de um demasiado longo périplo pela América do Norte. A realidade, contudo, foi que o novo timoneiro encarnado acabou por complicar ainda mais as possibilidades do Benfica vencer este troféu menor, mas que ganhou grande importância graças à alavanca Jorge Jesus.

Conhecedor de como funciona o clube onde foi treinador principal por seis temporadas, Jorge Jesus, como forma de aliviar a pressão sobre o Sporting e os seus jogadores, mas também de condicionar a própria actuação de Rui Vitória, veio a público dizer que o Benfica continuava a jogar à sua imagem.

A verdade é que essa estratégia de Jorge Jesus, e sabemos bem que tudo isto foi muito bem pensado pelo novo técnico do Sporting, acabou por correr às mil maravilhas: Em primeiro lugar, porque cedo se percebeu que os jogadores verde-e-brancos pareciam verdadeiramente libertos de uma pressão excessiva, algo que, a suceder até seria natural tendo em conta que os leões apenas haviam vencido o Benfica por uma ocasião nas últimas seis temporadas; depois, porque o próprio Benfica surgiu no relvado condicionado por essas próprias declarações de Jorge Jesus, tudo bem patente nas próprias escolhas de Rui Vitória.

Afinal, num esforço quase titânico para se desprender da colagem às ideias do novo treinador do Sporting, Rui Vitória acabou por proceder a inúmeras alterações no onze do Benfica, isto tanto ao nível dos jogadores que escolheu, assim como do próprio esquema táctico, chegando inclusivamente a optar por deixar Jonas sozinho na frente, sistema que não favorece minimamente o internacional brasileiro, talvez apenas para fugir à ideia de que poderia estar a replicar o 4x4x2 do antecessor.

Ora, essas decisões, aliadas a algumas lesões importantes (se bem que muito se tem esquecido que o Sporting também não tem Ewerton e William Carvalho pelo mesmo motivo) e à má preparação da pré-temporada, acabaram por precipitar o tal desaire que a maioria da comunicação social já vaticinava, sendo que o Benfica foi quase sempre uma equipa parca de ideias no Algarve, somando equívocos e até correndo o risco de “queimar” um jovem muito talentoso como Nélson Semedo, que, e ainda bem, acabou por resistir ao naufrágio.

Aliás, o momento de maior desnorte/naufrágio psicológico de Rui Vitória terá surgido na última vintena de minutos, quando decidiu ir ao banco buscar o recém-chegado Kostas Mitroglou, isto, talvez, numa tentativa de jogar com o psicológico do Sporting, que, como se sabe, também perseguia o internacional grego, mas que acabou por apenas tornar o ponta de lança vítima de mais um equívoco do novo treinador do Benfica e, também, mexer naturalmente com a confiança do outro “nove”, o uruguaio Jonathan Rodríguez, que faz toda a pré-época e, quando as coisas são a doer, é ultrapassado por um colega com um par de treinos.

É que esta Supertaça, quer queiram quer não, não se define apenas no troféu que foi para as vitrinas de Alvalade e não da Luz, mas por todos os efeitos psicológicos que giraram à volta do evento e que acabaram por fortalecer ainda mais a imagem de Jorge Jesus (em detrimento de Rui Vitória) e deixar a confiança dos jogadores do Sporting nos píncaros, enquanto os atletas do arqui-rival navegam num mar de dúvidas e nem sequer sabem se podem confiar num almirante, que parece, também ele, sem qualquer rumo definido.

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William mostra-se cansado

William mostra-se cansado

No rescaldo do Inglaterra-Portugal (0-1), a contar para a primeira jornada do Campeonato da Europa de sub-21, choveram elogios nas redes sociais à exibição de William Carvalho, sendo que a maior parte das mesmas foram oriundas precisamente das Ilhas Britânicas.

Frases como: “Porque é que ainda ninguém pagou todo o dinheiro pelo William Carvalho”; “William Carvalho esteve acima de qualquer outro médio no relvado”; “William é uma besta”; “William é um monstro” ou “Espero que alguém do Manchester United tenha visto o jogo com um cheque na mão e preparado para pagar o que for preciso para comprar William Carvalho” foram elucidativas da forma entusiástica como foi recebida a exibição do jogador do Sporting, mas o curioso é que este esteve longe daquele que é o seu melhor nível.

Aliás, em Portugal, onde muito melhor se conhecerá as qualidades de William Carvalho, até se assistiu ao fenómeno inverso, com os principais jornais desportivos a classificarem a exibição do “seis” com notas bastante fracas, na minha opinião também de forma exagerada, uma vez que o desempenho do internacional português não mereceu a histeria inglesa, mas também dispensava o desdém luso.

É notório que William Carvalho, depois de uma época em que fez 42 jogos pelo Sporting e mais uns quantos pelas selecções portuguesas se encontra fatigado e isso, num jogador que já não é propriamente rápido ou intenso, acaba por notar-se ainda mais, prejudicando o aparecimento daquilo que são as principais valências do médio-defensivo.

Afinal, sendo inegável que “Sir William” poderia e deveria ganhar intensidade de jogo, é igualmente um facto que o jovem de 23 anos apresenta valências fantásticas para a sua posição, nomeadamente ao nível do superior posicionamento, excelente visão de jogo, boa técnica individual e inteligência na antecipação e no desarme.

Continuando a progressão e mantendo uma consistência exibicional ao nível de 2013/14 (ele caiu um pouco na transição de Leonardo Jardim para Marco Silva), penso que não há quaisquer dúvidas que William Carvalho será um jogador que justificará a tal proposta milionária desejada por Bruno de Carvalho e que será certamente superior a 35 milhões de euros.

Agora, há que dizê-lo com frontalidade: Este William, o do Europeu de sub-21, está longe de ser o melhor William. E se alguns clubes ingleses estão mesmo dispostos a aproximarem-se dos 45 milhões de euros da cláusula de rescisão pelo seu desempenho nessa prova, nem quero imaginar o que estariam dispostos a oferecer caso vissem o internacional português no auge das suas capacidades.

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Djuricic é um

Djuricic é um “dez” de grande qualidade

Entre os vários futebolistas que passaram pelo Benfica na “Era Jesus”, existiram dois que foram essencialmente prejudicados pela posição no terreno onde desenvolvem o seu futebol e não tanto pela sua qualidade intrínseca, mais concretamente os médios-ofensivos: Filip Djuricic e Bernardo Silva.

Actuando o internacional sérvio e o internacional português numa posição que não encontrava eco nas ideias tácticas de Jorge Jesus, foi sem surpresa que não conseguiram encontrar o seu espaço no onze, sendo que o primeiro ainda foi testado pelo técnico português como ala-esquerdo em 2013/14, mas sem sucesso.

Entretanto, Bernardo Silva já encontrou um novo rumo para a sua carreira, tendo saído em definitivo para o Mónaco, onde, sob o comando de Leonardo Jardim, terminou a última temporada com 45 jogos oficiais e dez golos apontados. Quanto a Filip Djuricic, esse andou na última época entre empréstimos ao Mainz e Southampton, jamais se adaptando na plenitude a campeonatos que não parecem talhados para um futebol rendilhado que exige alguma liberdade táctica.

Certo, de qualquer maneira, é que a qualidade que o internacional sérvio apresentava na Eredivisie continua bem viva, como ainda ontem se pôde verificar no duelo entre a sua selecção de sub-21 e a congénere da Alemanha (1-1), em que Djuricic marcou um golo de antologia pela formação balcânica.

É necessário, contudo, colocá-lo na tal posição que o seu futebol exige, sendo que acredito que Djuricic poderia adaptar-se na plenitude ao nosso campeonato, que, como se sabe, sempre permitiu grande brilho a jogadores com as características do sérvio, ou seja, um “dez” puro para jogar nas costas de um ponta de lança.

Essa janela de oportunidade, aliás, até poderia agora abrir-se com a saída de Jorge Jesus para o Sporting, ainda para mais porque não acredito que Rui Vitória abdique de actuar com três jogadores no miolo do meio-campo, mesmo que isso possa apresentar um problema para Jonas, que rende mais com companhia no eixo do ataque, ao invés de num sistema 4x2x3x1 ou 4x3x3.

O “problema” é que, acreditando na imprensa turca, Filip Djuricic já se preparará para novo empréstimo, desta feita aos turcos do Trabzonspor, não merecendo sequer a oportunidade de fazer a pré-época e tentar convencer Rui Vitória a integrá-lo no plantel encarnado.

Ora, se a ideia do ex-treinador do Vitória de Guimarães passar pela manutenção de um esquema com dois pontas de lança e apenas dois elementos no miolo, ainda compreendo esta decisão da SAD do Benfica, mas, se a aposta passar pelo tal esquema 4x2x3x1/4x3x3, esta cedência promete ser uma má decisão de mercado. É que, na posição “dez”, os encarnados não têm ninguém nos seus quadros com a qualidade de Filip Djuricic.

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Taarabt é um reforço de risco para o Benfica

Taarabt é um reforço de risco para o Benfica

A mudança do paradigma do Benfica está em marcha e a primeira consequência foi a troca de Jorge Jesus por Rui Vitória, ou seja, o abandono de um treinador que pouco privilegiava a aposta em elementos do Caixa Futebol Campus por outro que chega a Luz com a missão de potenciar, ao máximo, os valores que por lá proliferam.

Contudo, e se entendo que é perfeitamente possível conciliar a manutenção dos craques a um maior desinvestimento no futebol, passando isso por abdicar, isso sim, de segundas linhas pagas a peso de ouro e substituí-las por elementos oriundos da equipa B/formação, a verdade é que o Benfica parece também estar a mudar o paradigma das suas próprias contratações.

Afinal, os primeiros reforços para a próxima temporada, os internacionais marroquinos: Adel Taarabt e Mehdi Carcela-González, apresentam um perfil em que o Benfica não se centrou nas últimas temporadas, lembrando, isso sim, tempos recentes do Sporting de Godinho Lopes e Carlos Freitas.

Aliás, quando olho para estes dois atacantes, vejo jogadores que, em tempos, prometeram tornar-se em verdadeiros craques de dimensão mundial, mas que acabaram por nunca provar essas elevadas expectativas, num espectro que lembra, por exemplo, contratações como as de Jeffrén e Bojinov, nos verde-e-brancos.

Obviamente que a “sorte” do Sporting, que como se sabe foi nula, não terá forçosamente de transitar para o Benfica, que até poderá provar que estas acções de mercado se transformem em duas verdadeiras “bombas” capazes de fazer esquecer Nico Gaitán, cuja venda estará iminente, e Eduardo Salvio, que recupera de complicada lesão.

Mas o risco está lá, bem presente, não podendo existir o foco apenas e só no custo da operação, mas também nos vencimentos, no perfil dos jogadores em questão e, acima de tudo, no binómio: custo/proveito financeiro e desportivo.

Afinal, o Benfica pode ter abandonado as contratações milionárias em que pagava oito ou nove milhões de euros por um futebolista, mas ninguém garante às águias que esse menor investimento financeiro não acabe por se tornar ainda mais arriscado do que a manutenção do paradigma anterior, ainda que mais criterioso e em menor quantidade.

Mais do que nenhum outro, terá a palavra Rui Vitória, uma vez que dependerá do novo técnico a capacidade de extrair finalmente dos dois marroquinos a qualidade que muitos lhes reconhecem mas raramente aparece na sua plenitude.

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Jesus é mais-valia do leão

Jesus é mais-valia do leão

Agora que está culminada a mais explosiva contratação do defeso e que passou pelo recrutamento do técnico Jorge Jesus ao Benfica, o Sporting deverá proceder agora aos necessários ajustamentos ao seu plantel e que lhe permitam um forte ataque ao título nacional em 2015/16.

Devo começar por dizer, desde já, que entendo que os verde-e-brancos já têm um plantel com bons valores e que não vejo como necessário que se proceda a contratações à catadupa, devendo-se privilegiar o recrutamento de umas quatro ou cinco mais-valias.

Tal como diria Jorge Gonçalves nos loucos anos 80, o leão precisará essencialmente de “unhas”, ou seja, de jogadores que peguem imediatamente de estaca no onze que vai ser orientado por Jorge Jesus e que também facilitem o crescimento dos inúmeros jovens valores que proliferam em Alvalade.

Que posições são mais deficitárias?

Esta política de contratações cirúrgicas, aliás, tem vindo a ser veiculada pela imprensa como aquela que vai ser seguida por Bruno de Carvalho e Jorge Jesus no defeso, sendo que eu entendo que o Sporting deverá atacar essencialmente cinco jogadores: lateral-direito; defesa-central; médio-ofensivo (ou 9,5); extremo e ponta de lança.

A necessidade de um lateral-direito surge pela aparentemente iminente transferência de Cédric Soares e, também, pelo facto desta ter sido uma posição em que nem o luso-alemão ou Miguel Lopes convenceram na plenitude, sendo aconselhável a contratação de um jogador que permitisse um salto qualitativo claro aos verde-e-brancos.

Um conselho? Pavel Kaderabek

Quanto ao defesa-central, e lembrando a forma como a dupla: Ewerton/Paulo Oliveira estabilizou o sector na parte final da temporada, talvez nem seja esta uma das contratações mais imperiosas, mas entendo que Jorge Jesus não abdicará de assegurar um líder para a defesa, algo muito à imagem do que tinha no Benfica com Luisão.

Um conselho? Bruno Alves

Depois, e dependendo de Jorge Jesus vir a optar pelo esquema 4x3x3 ou 4x4x2, o Sporting irá precisar de um “dez” puro ou de um avançado de suporte, sendo que, para a segunda alternativa, até já existe um jogador plenamente adequado no plantel, como é Fredy Montero, mas seria sempre necessária outra opção.

Um conselho? Eran Zahavi (faz as duas posições)

Perante a saída de Nani, será ainda necessária a contratação de um extremo, isto independentemente do regresso de Zakaria Labyad, internacional marroquino, que, lembre-se, poderá desempenhar as funções de falso ala-esquerdo e “dez”. Esse extremo a contratar, na minha opinião, deverá potenciar essencialmente os movimentos interiores, até porque, no plantel, jogadores como André Carrillo e Carlos Mané já oferecem a verticalidade e profundidade necessária.

Um conselho? Bryan Ruiz ou Lior Refaelov

Por fim, entendo que o Sporting, mesmo que mantenha Islam Slimani nos seus quadros, deverá assegurar outro “target man” no mercado, nomeadamente um futebolista que, ao contrário do internacional argelino, tenha outro tipo de soluções técnicas e um sentido de golo mais apurado. Aqui, aliás, acho que os leões deverão canalizar o grosso do seu investimento financeiro na contratação.

Um conselho? Konstantinos Mitroglou

Havendo um técnico como Jorge Jesus, com estas cinco “unhas”, e sem nenhuma saída de relevo, tenho a certeza que o Sporting seria um fortíssimo candidato ao título em 2015/16.

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Vieira reafirmou a aposta do Benfica na formação

Vieira reafirmou a aposta do Benfica na formação

Depois de muitas ameaças nunca confirmadas de que o Benfica iria, enfim, começar a apostar na formação, eis que Luís Filipe Vieira voltou a garantir isso mesmo, sendo que, desta feita, até avançou com números específicos, sublinhando que cinco jogadores da formação irão fazer parte do plantel em 2015/16.

Ora, na minha opinião, esta medida apenas peca por tardia, uma vez que o Benfica já há algum tempo que apresenta inúmeros jogadores na sua formação/equipa B com qualidade mais do que suficiente para ter uma presença mais ao menos a activa no plantel principal, ainda que preferisse encher as suas segundas linhas com jogadores estrangeiros e que implicavam um investimento muitas vezes avultado

Afinal, neste momento, e mesmo que seja tarde demais para recuperar alguns dos mais cintilantes como André Gomes ou Bernardo Silva, entretanto transferidos para o estrangeiro, é igualmente certo que futebolistas como Nuno Santos, Raphael Guzzo, Gonçalo Guedes, João Teixeira ou Nélson Semedo têm todas as condições para serem mais-valias no grupo de trabalho encarnado.

Poderá a águia perder qualidade?

Um dos maiores receios dos adeptos quando se fala numa aposta mais acentuada na formação passa pela potencial perda de qualidade do plantel, mas penso que isso poderá ser uma falsa-questão e depende muito da forma como essa aposta é efectuada.

Uma coisa, mais radical, é fazer o que o Sporting foi obrigado a fazer, em que a crise financeira levou os verde-e-brancos a terem de construir o seu plantel principal, de forma massiva, com jogadores da formação, sendo que os outros elementos que compõem o grupo de trabalho são na sua maioria jogadores pouco onerosos e de baixo investimento.

Outra completamente diferente é evitar contratar jogadores como Derley, Loris Benito, César ou Bebé e aproveitar esse espaço para integrar algumas promessas da equipa B, numa medida que permitirá uma acentuada poupança, isto ao mesmo tempo que não trará prejuízo desportivo e ainda reforçará a mística.

Única solução para manter os craques

Aliás, eu sempre recusei a ideia de que uma equipa para baixar os seus custos teria de transferir algumas suas principais figuras, sendo que, no caso do Benfica, estaríamos a falar de futebolistas como Luisão, Jonas e, essencialmente, os financeiramente mais valiosos: Gaitán e Salvio.

É claramente possível diminuir o orçamento e manter os principais jogadores, sendo que essa medida deverá passar obviamente pelo incremento de futebolistas da “cantera” no plantel, mas em prejuízo, isso sim, de jogadores que representam custos avultados e pouca importância desportiva têm. Afinal, o que se teria poupado não contratando jogadores como Djuricic ou Ola John?

Numa fase em que me parece obrigatório que o Benfica reduza o seu investimento com o plantel principal, esse será mesmo o único caminho possível para que essa contracção financeira não venha acompanhada de uma perda abrupta de qualidade, entendendo mesmo que, se a medida tivesse sido tomada há duas ou três temporadas atrás, as águias certamente não teriam a necessidade de continuar a fazer tantas mais-valias em transferências.

A questão é que, no passado recente, parece que Jorge Jesus nunca esteve para ali virado, o que também explica, e muito, a iminente chegada de Rui Vitória.

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