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Aquilani é internacional italiano por 38 ocasiões

Aquilani é internacional italiano por 38 ocasiões

Frustrada a contratação de Kevin-Prince Boateng, a verdade é que o Sporting não perdeu tempo a recrutar outro jogador para o centro do meio-campo, surgindo a solução verde-e-branca em Itália, mais concretamente no ilustre Alberto Aquilani, futebolista que já vestiu a camisola de clubes como a AS Roma, o Liverpool, a Juventus, o AC Milan e a Fiorentina. isto sem esquecer obviamente a Squadra Azzurra.

Trata-se de um médio-centro nascido a 7 de Julho de 1984 em Roma, Itália, e que é um produto das escolas da AS Roma, clube onde fez a sua estreia no futebol sénior em 2002/03, iniciando um percurso que duraria até 2008/09, isto com um empréstimo ao modesto Triestina (2003/04) pelo meio.

Nesse período, o criativo italiano somou um total de 149 jogos e 15 golos pelo histórico da “Cidade Eterna”, merecendo inclusivamente uma milionária transferência para os ingleses do Liverpool, que pagaram cerca de 20 milhões de euros pelo seu concurso.

Sem sucesso na Premier League

A verdade, contudo, é que Alberto Aquilani nunca se impôs verdadeiramente no mais físico futebol inglês, somando apenas 28 jogos (dois golos) pelo Liverpool entre o Verão de 2009 e o de 2010, acabando naturalmente por iniciar um périplo de empréstimos a clubes do seu país natal, onde recuperou rapidamente o seu melhor futebol.

Afinal, tanto na Juventus (34 jogos e dois golos em 2010/11) como no AC Milan (31 jogos e um golo em 2011/12), o internacional italiano conseguiu voltar aos seus melhores dias, isto apesar de ter continuado vinculado ao Liverpool, uma vez que os ingleses foram sempre exigindo muito dinheiro para libertarem o seu passe.

Algo surpreendentemente, haveria de ser a Fiorentina a convencer o Liverpool a libertar Alberto Aquilani, tendo o internacional italiano representado o emblema de Florença nas últimas três temporadas, sendo de destacar essencialmente as primeiras duas, claramente as melhores desde que abandonou a AS Roma, uma vez que o centrocampista somou aí um total de 71 jogos e 14 golos. Já em 2014/15, o italiano perdeu algum fulgor, ainda que tenha terminado a campanha com 34 jogos (um golo).

Experiência, técnica e classe

Quanto ao que pode oferecer Alberto Aquilani a este Sporting, há que rapidamente sublinhar que, estando na plenitude das suas capacidades físicas, o internacional italiano de 31 anos será sempre uma clara mais-valia, oferecendo experiência, uma superior qualidade técnica e de passe, e uma visão de jogo apenas ao alcance dos predestinados.

Tendo representado a Squadra Azzurra em provas como o Euro 2008 e o Mundial 2014, outra prova da sua qualidade, Alberto Aquilani é preferencialmente um “oito” com boa chegada à área adversária, isto mesmo que nunca tenha sido jogador de correrias desenfreadas, apoiando-se quase sempre na sua inteligência na ocupação de espaços, na sua visão de jogo e na sua criatividade.

Sendo polivalente, o ex-jogador da Fiorentina também poderá actuar como “dez”, ainda que essa posição não pareça ser opção táctica para Jorge Jesus, e inclusivamente como “seis”, ainda que, neste caso, naturalmente num espectro mais “pirlesco”, algo que, a suceder, obrigará o treinador do Sporting a jogar muitas vezes com Adrien Silva quase a seu lado, uma vez que em jogos de alta exigência seria perigoso usar dois jogadores pouco intensos no trabalho defensivo como, por exemplo, Aquilani e João Mário.

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Pablo Osvaldo é internacional italiano

Pablo Osvaldo é internacional italiano

O substituto de Jackson Martínez no FC Porto será, ao que tudo indica, o internacional italiano Pablo Osvaldo, ponta de lança que actualmente se encontra livre, isto após ter representado o Boca Juniors por empréstimo do clube que era até agora o detentor do seu passe, o Southampton.

Apesar de ser internacional pela Itália, Pablo Daniel Osvaldo trata-se de um futebolista nascido a 12 de Janeiro de 1986 em Lanús, Argentina, e que começou a sua carreira sénior no Huracán, clube pelo qual somou 11 golos em 33 jogos em 2005.

Cedo, todavia, rumou ao futebol italiano, começando por disputar a Série B (segundo escalão) com a camisola da Atalanta (três jogos em 2005/06), isto antes de começar a ganhar destaque no Lecce, da mesma divisão, onde somou oito golos em 31 jogos em 2006/07.

Sem grande impacto nos primeiros passos na Série A

Na temporada seguinte, Pablo Osvaldo teve a oportunidade de actuar finalmente no principal escalão do “calcio”, a Série A, ainda que tenha tido dificuldades em impor-se, somando, em época e meia ao serviço da Fiorentina, seis golos em 38 jogos.

Em Janeiro de 2009, mudou novamente de ares, desta feita para o Bolonha, mas em um ano nesse outro clube italiano voltou a não assegurar o impacto desejado, ficando-se pelos três golos em 26 jogos e acabando por rumar ao Espanyol de Barcelona em Janeiro de 2010.

Na Catalunha, valha a verdade, e já com 24 anos, podemos admitir que assistimos finalmente à explosão na carreira de Pablo Osvaldo, com este a somar, em temporada e meia, 21 golos em 46 jogos, e garantindo inclusivamente o regresso à Série A e logo pela emblemática porta da Roma.

Viveu os melhores anos na capital italiana

Ora, foi precisamente em Roma que o ponta de lança viveu os seus dois anos mais gloriosos, chegando à selecção italiana e somando um total de 28 golos em 57 jogos entre 2011 e 2013, algo que motivou um investimento de 15 milhões de euros do Southampton na sua contratação.

A verdade, contudo, é que a mudança para a Premier League acabou por não ser uma boa decisão na carreira do internacional italiano, com este a somar apenas três golos em 13 jogos pelos “saints” e a iniciar um périplo de empréstimos.

Afinal, na última temporada e meia, Pablo Osvaldo foi cedido a Juventus (18 jogos, três golos em 2013/14); Inter de Milão (18 jogos, sete golos em 2014/15) e Boca Juniors (15 jogos, sete golos em 2015), numa caminhada que, ao que tudo indica, terminará agora com o ingresso no FC Porto.

Mais móvel do que Jackson

Futebolista problemático, visto como um autêntico “enfant terrible” do futebol mundial, a verdade é que Pablo Osvaldo, se colocar esse feitio de parte, tem tudo para ser um reforço de luxo para o FC Porto, isto ainda que não se possa ver o internacional italiano como um verdadeiro sucessor de Jackson Martínez.

Afinal, sendo um “nove” tal como o internacional colombiano, Pablo Osvaldo é um ponta de lança de maior mobilidade, caindo com maior facilidade nas alas e conseguindo adaptar-se com maior facilidade a um sistema 4x4x2 do que “Cha Cha Cha”.

Tecnicamente apurado e inteligente na forma como se movimenta em zonas ofensivas e combina com os colegas, o futebolista de 29 anos é ainda um futebolista possante e forte nos duelos individuais, sendo ainda fundamental valorizar a sua capacidade finalizadora, seja ela com os pés ou com a cabeça. Em suma, uma excelente opção para um 4x3x3 móvel ou mesmo para dar oportunidade a Lopetegui de apostar igualmente num 4x4x2 com o italo-argentino e Aboubakar no eixo.


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Depois de uma década de 60 em que o Górnik Zabrze conquistou seis campeonatos polacos e três Taças da Polónia, a consagração internacional surgiu com a fantástica campanha do clube de Zabrze na Taça das Taças (69/70), onde eliminou Olympiakos, Glasgow Rangers, Levski Sófia e AS Roma no caminho para a final diante do Manchester City. Nessa final, a equipa britânica foi mais forte e venceu por duas bolas a uma, todavia, o Górnik Zabrze, pelo magnífico percurso que fez nessa prova europeia, garantiu um lugar muito especial na história do futebol.

Esperou apenas nove anos pelo primeiro grande título

O Górnik Zabrze foi fundado em 1948, apenas três anos após a fronteira polaca ter avançado para oeste no culminar da Segunda Guerra Mundial. Apenas sete anos depois, a equipa havia de conseguir a promoção à primeira divisão, vencendo, no jogo de estreia, o Ruch Chorzów por 3-1.

Em 1957, o clube polaco haveria de conquistar o primeiro campeonato polaco, apoiado na classe da sua grande estrela: Ernst Pohl, repetindo a proeza em 1959 e 1961.

Anos de ouro garantiram pentacampeonato e presença em final europeia

Entre 1963 e 1967, o clube polaco conquistou o pentacampeonato, somando, nessa década de sessenta, seis campeonatos polacos e três Taças da Polónia.

No final da década, em 1969/70, o clube haveria de ter a melhor presença numa prova europeia da sua história, superando Olympiakos (2-2 e 5-0), Glasgow Rangers (3-1 e 3-1), Levski Sófia (2-3 e 2-1) e AS Roma (1-1 e 2-2) para chegar à final da Taça das Taças diante dos ingleses do Manchester City.

Nessa final, o City entrou mais forte e rapidamente vencia por 2-0, sendo que o golo de Oślizło, a meio da etapa complementar, apenas atenuou o desaire e não impediu que a taça viajasse até Inglaterra.

Nos dois anos seguintes, o Górnik Zabrze haveria de conquistar a dobradinha, todavia, essas duas épocas de sucesso acabariam por ser o canto do cisne dos anos dourados do clube polaco.

Sucesso só voltou no final dos anos 80

Entre 1973 e 1984, o clube de Zabrze não haveria de conquistar qualquer título, parecendo estar a cair no esquecimento. Todavia, na segunda metade da década de 80, a equipa polaca voltou a encontrar o caminho do sucesso, conquistando o tetracampeonato (85, 86, 87 e 88) e defrontando grandes equipas europeias como o Anderlecht, Bayern, Real Madrid e Juventus, ainda que tenha sido eliminado por todos esses colossos.

Após esses momentos de glória, a equipa polaca voltou a entrar numa fase de seca de títulos, tendo, inclusivamente, descido à segunda divisão no final da temporada 2008/09. Ainda assim, a triste travessia no segundo escalão apenas durou uma época e, esta temporada, o Górnik Zabrze já se encontra na Ekstraklasa, surgindo, actualmente, na sétima posição.

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Tote desesperado com mais um falhanço

Recordo-me como se fosse hoje. Num jornal desportivo surgia a notícia de Totti no Benfica e lembro-me como fiquei estupefacto. Na altura, apesar de ainda só ter 23 anos, o atacante transalpino já era internacional por Itália e um dos mais importantes jogadores da equipa da AS Roma. Por certo, todos os adeptos encarnados que viram essa notícia exultaram, mas essa sensação de júbilo durou pouco, porque, no dia seguinte, os jornais já referiam outro atleta, que não era o italiano, mas sim o espanhol Tote, um, na altura, promissor atacante do Real Madrid, que seria emprestado por uma temporada aos encarnados. Talvez também seja bom pensaram, mas cedo perceberam que seria bem pior do que sonhavam…

Jorge López Marco “Tote” nasceu a 23 de Novembro de 1978 em Madrid e passou as camadas jovens entre o Atlético de Madrid (1992/93) e o Real Madrid, onde cedo se tornou numa das promessas da equipa merengue.

Depois de ter passado pelas equipas C e B do Real Madrid, os responsáveis da equipa madrilena entenderam que seria boa ideia emprestá-lo a um clube primo-divisionário para que o avançado espanhol pudesse continuar a sua evolução. Surpreendentemente, foi o Benfica a chegar-se à frente e a assegurar o empréstimo de Tote.

Estávamos em plena época de 1999/00 e o Benfica vinha de uma temporada fraca, onde não tinha passado da terceira posição e acreditava, agora, que Tote podia ser uma excelente opção de ataque para fazer dupla com Nuno Gomes.

Contudo, com o desenrolar da temporada, percebeu-se que Tote não era jogador para fazer a diferença (pelo menos para melhor) e rapidamente foi caindo nas opções do treinador. Muito trapalhão e com um faro de golo que fazia Hélder Postiga ser um clone do Gerd Müller, o avançado espanhol foi um desastre durante toda a época, ficando na retina um Benfica-Dínamo Bucareste (0-1), na Luz, em que Tote, sozinho, falhou dois ou três golos feitos, impedindo a vitória dos encarnados.

Assim sendo, foi sem surpresa que, no final da temporada 1999/00, devolveram Tote a proveniência e, assim, o pobre atacante espanhol esteve uma época a passear por entre as bancadas do Bernabéu, até que, em 2001/02, voltou a ser emprestado, desta vez ao Valladolid, onde fez uma época interessante (36 jogos, 7 golos)

Devido à boa temporada no Valladolid, voltou a integrar a equipa principal do Real Madrid, mas, mais uma vez, o sucesso do atacante espanhol foi o mesmo (nulo). No entanto, desta feita, o Real Madrid já não alinhou em empréstimos e vendeu-o ao Betis que, surpreendentemente, o acolheu de braços abertos.

Em Sevilha esteve entre 2003 e 2005, fazendo 17 jogos e apenas dois golos, levando os responsáveis béticos a perceberem que, realmente, não tinha sido boa ideia a sua contratação e a emprestá-lo, em Janeiro de 2005, ao Málaga, onde Tote, mais uma vez, demonstrou todo o seu faro de golo (zero tentos em nove jogos).

De insucesso em insucesso, o atacante castelhano não desistia e, em 2005/06 transferiu-se para o Valladolid, que voltou a aguentá-lo como titular a época inteira, mas sem receber grande produtividade de Tote (3 golos em 30 jogos).

Cansado de andar de um lado para o outro, Tote decidiu que, desta vez, iria encontrar um clube que o acolhesse para a vida e, assim, surgiu o Hércules, onde permanece até hoje. No clube de Alicante, tem sido sempre titular e já contabiliza 140 jogos. Os golos, esses, é que continuam a ser poucos, pois apenas concretizou 27 golos desde que chegou ao Hércules.

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