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Posts Tagged ‘Aston Villa’

O Nacional é o primeiro clube português a entrar nas competições oficiais de 2011/12, defrontando o modesto FH islandês na segunda pré-eliminatória da Liga Europa. Campeão da Islândia por cinco ocasiões e vencedor da taça nacional por duas, o clube de Hafnarfjordur já esteve presente dez vezes nas competições europeias, sendo que os momentos mais altos foram sempre vividos diante equipas britânicas: a eliminação dos escoceses do Dunfermline (2-2 e 2-1) na segunda pré-eliminatória da Taça UEFA 2004/05 e o empate obtido em Villa Park (1-1), diante do Aston Villa, na segunda pré-eliminatória da Taça UEFA 2008/09.

Quem é o FH?

O FH foi fundado em 1929, mas apenas se assumiu como um clube de topo no contexto do futebol islandês na década de 2000, que foi quando começou a conquistar títulos.

De facto, entre 2002 e 2010, o clube de Hafnardjordur conquistou cinco campeonatos, duas taças da Islândia, cinco taças da liga e cinco supertaças, assumindo-se como o clube islandês mais titulado deste período temporal.

Em termos europeus, o FH esteve presente em cinco edições da Liga dos Campeões e cinco edições da Taça UEFA, sendo que a melhor participação na “Champions” foi a presença na segunda pré-eliminatória em quatro ocasiões e, no caso da Taça UEFA, a participação na primeira eliminatória em 2004/05, alcançada após eliminarem os galeses do Haverfordwest (1-0 e 3-1) e os escoceses do Dunfermline (2-2 e 2-1). Infelizmente para o clube islandês, naquela que seria a última etapa antes da fase de grupos, o FH não resistiu aos alemães do Alemannia Aachen (1-5 e 0-0).

Como joga?

Costuma se dizer que o futebol islandês não passa de uma versão arcaica do futebol britânico e, valha a verdade, apesar da ideia ser algo simplista, existe algum ponto de verdade.

Normalmente, as equipas actuam em 4x4x2, num futebol que usa e abusa da força física e do jogo aéreo, numa clara exploração das poucas qualidades dos jogadores islandeses, bastante limitados em termos técnicos.

No caso do FH, o 4x4x2 também costuma ser a táctica utilizada, sendo que na última partida oficial (foram derrotados (1-3) na deslocação ao campo do IBV), o clube de Hafnardjordur actuou com: Gunnleifsson; Fredsgaard-Nielsen, Bjarnason, Vidarsson e Asgeirsson (Savarsson, 80m); Rúnarsson (Gudnason, 58m), Gunnlaugsson, Björnsson e Snorrason; Vilhálmsson e Hallfredsson (Sverrisson, 70m). O único tento do FH foi apontado por Vilhálmsson.

Gunnlaugsson é um internacional islandês

Quem é que o Nacional deve ter debaixo de olho? – Gunnlaugsson

O principal jogador deste clube islandês e cérebro do meio-campo, é o veterano internacional islandês de 38 anos: Bjarki Bergmann Gunnlaugsson.

Na sua longa carreira, Gunnlaugsson passou por clubes como o Feyenoord, Nuremberga, Molde ou Preston North End, sendo claramente um dos jogadores islandeses que passou por mais campeonatos e reuniu maior experiência internacional.

Com 38 anos, o médio-centro está longe de ser um jogador rápido, mas compensa essa lacuna com uma evoluída visão de jogo, bom posicionamento no campo e uma técnica que não sendo refinada, faz a diferença perante a maioria dos colegas de equipa.

27 vezes internacional pela Islândia, trata-se claramente do principal jogador que os madeirenses devem preocupar-se em anular no FH.

As hipóteses do Nacional

O Nacional é super-favorito para esta eliminatória europeia, pois defronta o actual quarto classificado de uma liga que está a anos luz da portuguesa em termos de qualidade.

Apesar do FH já se encontrar em competição há um mês (A liga islandesa devido a condicionantes meteorológicas disputa-se no Verão), trata-se de uma pequena vantagem perante a enorme diferença de talento entre os dois conjuntos, sendo previsível que a equipa madeirense supere os islandeses sem qualquer problema e inclusivamente natural que vença ambas as partidas da ronda.

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Augenthaler levanta mais um título

Defesa-central alto, forte e imponente, foi um grande símbolo do único clube que conheceu ao longo da sua carreira sénior: Bayern de Munique e, também, da selecção da Alemanha Ocidental. Durante dezasseis anos, Klaus Augenthaler brilhou com essas duas camisolas mostrando ser um jogador que jamais virava a cara à luta e que dificultava ao máximo a vida aos avançados contrários que, muitas vezes, desesperavam na incapacidade de o ultrapassar. Versátil, terminou a carreira como líbero, mantendo todas as qualidades que, valha a verdade, não se resumiam ao plano defensivo, pois Augenthaler marcou mais de cinquenta golos ao longo da sua longa carreira.

Uma lenda do Bayern de Munique

Klaus Augenthaler nasceu a 26 de Setembro de 1957 em Fürstenzell, na Baviera, tendo feito quase todo o seu percurso juvenil ao serviço do modesto FC Vilshofen. Depois, em 1975, transferiu-se para o Bayern, onde começou nas camadas jovens, mas rapidamente chegou à equipa sénior.

Entre 1975 e o final da sua carreira em 1991, Klaus Augenthaler jogou sempre no Bayern. Efectuou 404 jogos (52 golos) pelo gigante bávaro e conquistou nove campeonatos alemães e três taças da Alemanha. Durante esse longo percurso, Augenthaler jogou uma final da Taça dos Campeões (perdeu, em 1982, 0-1 com o Aston Villa) e, ausente por castigo, viu os seus colegas perderem a final da Taça dos Campeões de 1987, por 2-1, com o FC Porto.

Campeão do Mundo pela Alemanha Ocidental

O defesa germânico fez, ao longo da carreira, 27 jogos pela selecção da Alemanha Ocidental, tendo participado no Mundial 1986 e no Mundial 1990.

No campeonato do Mundo do México, Augenthaler começou por ser titular nos dois primeiros jogos da Alemanha, ainda que depois tenha sido preterido nos restantes cinco, vendo, do banco, a equipa germânica perder a final do Mundial 1986 diante da Argentina de Diego Maradona (2-3).

Por outro lado, quatro anos mais tarde, no Mundial de Itália, Klaus Augenthaler foi titular durante os sete jogos da equipa alemã e, dessa forma, contribuiu de forma decisiva para um percurso imaculado dos germânicos que se sagraram campeões do Mundo após vencerem a Argentina, na final, por 1-0, graças a um golo de Andreas Brehme.

Um defesa duro e que marcava golos com regularidade

Não sendo muito alto (1,82 metros), Klaus Augenthaler era muito forte no jogo aéreo, sendo, também, quase intransponível com a bola junto à relva. Sempre disponível para lutar pela posse de bola, era implacável com os adversários que tinham imensa dificuldade em batê-lo.

Defesa-central de origem, foi, com o avançar da carreira, recuando para libero, sendo o percursor de grandes jogadores germânicos da posição como Mathias Sammer e Lothar Matthäus.

Dono de um forte pontapé, marcou 52 golos ao longo da sua carreira, nomeadamente através de remates de meia distância, fosse em jogo corrido ou em lances de bola parada.

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Berbatov foi o herói da jornada

Desde que se formou a nova Premier League, que apenas três jogadores tinham marcado cinco golos na mesma partida e, no passado fim-de-semana, foi a vez de Dimitar Berbatov se juntar a esta restrita elite. O Manchester United recebeu, venceu e humilhou o Blackburn por expressivos 7-1, com 5 golos do avançado búlgaro. A juntar a isto, o facto de que esta vitória valeu o primeiro lugar isolado. Esta situação, pode também ser um incentivo extra para o futuro próximo, pois avizinham-se jogos complicados para os homens de Alex Ferguson, nomeadamente os confrontos com Arsenal e Chelsea. Quanto ao jogo, não há muito a dizer, como se pode adivinhar pelos números foi um domínio absoluto do Manchester.

Em Villa Park, os locais parecem um pouco longe da forma que apresentaram na época passada, encontrando-se num modesto e um tanto desconfortável décimo quinto lugar. Defrontaram o Arsenal e acabaram por dar aos visitantes 45 minutos de avanço que estes aproveitaram para marcar 2 golos. Já na segunda parte, apareceram com outra disposição e quase faziam ao Arsenal o mesmo que o Tottenham. O resultado final de 2-4 não espelha as dificuldades que os Gunners passaram, valeram-lhes os primeiros 45 minutos e alguma eficácia nos segundos. Depois de uma semana amarga, com a derrota frente aos Spurs seguida de outra frente ao Braga, voltaram aos resultados positivos e estão colados ao Chelsea em segundo lugar.

No Manchester City mais do mesmo, com mais um empate e uma exibição pouco convincente. Em casa do Stoke, tiveram muitas dificuldades na etapa inicial e podem mesmo dar-se por satisfeitos pelo nulo ao intervalo. A segunda parte foi mais equilibrada com oportunidades para os dois lados. O City acabaria mesmo por marcar, aos 81 minutos, por Micah Richards e parecia ter sentenciado o jogo. No entanto, os homens da casa não baixaram os braços e, nos nove minutos que lhes restaram, marcaram o golo do empate. Teria sido muito injusto se o City tivesse levado os 3 pontos. Mancini que se cuide, pois esta equipa está muito longe do potencial que tem.

White Hart Lane, 90 minutos, Tottenham e Liverpool empatados a 1 golo após Martin Skrtel, defesa do Liverpool ter marcado os dois golos e Jermain Defoe ter falhado um penalti. Tudo parecia indicar um empate num jogo emotivo e de futebol espetáculo. Errado, Lennon já em tempo de descontos, trás injustiça ao jogo e marca o segundo para o Tottenham. A haver um vencedor seria o Liverpool que esteve muito perdulário. Mais uma boa exibição de Raúl Meireles que visou várias vezes a baliza adversária, parecendo estar a crescer a importância do português no Liverpool. Esta vitória deixa os Spurs ainda na luta pelo título.

Finalmente, o Chelsea, de visita a Newcastle onde a equipa local recém promovida tem dado bem conta de si. A provar o anterior, ficou a exibição e o resultado frente aos actuais campeões: 1-1. Na verdade, foi mais um empate decepcionante e comprometedor para Ancelotti que vê o primeiro lugar a fugir-lhe para os rivais de Manchester. Muito pouco fez esta equipa perante um Newcastle bem arrumado e combativo, valendo Kalou para evitar males maiores. Para quem parecia fugir isolado no inicio de época, tudo parece ter mudado em pouco tempo, não só o Chelsea perdeu a liderança mas parece ter perdido também a motivação. A ver vamos como seguirá a corrida para o título.

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Sunderland fez a festa em Londres

A grande surpresa da última jornada em Inglaterra foi a derrota caseira do Chelsea frente ao Sunderland, maior ainda por ter sido por 0-3. O facto do Chelsea já não perder em casa desde Março e o Sunderland, em confrontos com os londrinos de Stamford Bridge, não pontuar há nove anos, tudo derrotas, deixava os visitantes com as probabilidades de vitória  nas apostas em 1/14.

Mas há mais a dizer, os homens de Ancelotti apenas esboçaram uma tentativa de domínio no inicio da partida e depois foram incapazes de contrariar os forasteiros. O Sunderland controlou o jogo e materializou esse controlo com três golos sem resposta. O todo poderoso Chelsea volta assim a ter uma exibição aquém do esperado e relança a corrida para o título. Perde terreno e sente já a pressão dos perseguidores.

O Liverpool que vinha a encetar uma recuperação muito boa, acabou por ser travado mais uma vez. Em casa do Stoke City, Raúl Meireles e companhia pareciam não estar preparados para a partida. Os da casa jogaram mais e melhor e nunca pareceram estar em risco de perder, ou sequer empatar. Apesar de já estarem em melhor posição e de obviamente ser muito difícil, nesta liga, ganhar sempre, esperava-se um pouco mais do Liverpool. Dois golos sem resposta, um no inicio e outro no fim da segunda parte, e as duas equipas seguem agora com os mesmos pontos no meio da tabela.

No Villa Park a 20 minutos do fim o jogo estava empatado a zero. Uma partida dividida, entre Aston Villa e Manchester United, onde os visitantes entraram a dominar e durante meia hora ameaçaram marcar por diversas vezes. Os da casa, com 9 jogadores indisponíveis, equilibraram e passaram também eles a criar perigo. E assim foi até aos 70 minutos, oportunidades de parte a parte, embora nesta fase um maior domínio do Aston Villa. Consequência? Em 3 minutos marcaram 2 golos. Primeiro de grande penalidade aos 72 minutos e outro aos 75 minutos. Um quarto de hora para jogar e a tarefa dos homens de Alex Ferguson parecia gigantesca, mas a inspiração dos red devils, levou-os a encostar o adversário na defesa e a reduzirem aos 80′ e empatarem aos 84′. Grande partida de futebol e muita emoção, no entanto, o Manchester acaba o fim-de-semana ultrapassado pelo Arsenal e está agora em terceiro a 3 pontos do primeiro.

Em Liverpool mas em casa do Everton, os blues, sem perder há sete jogos, recebiam o Arsenal que lutava para se aproximar do Chelsea e passar o Manchester United. O jogo foi, tal como esperado, muito renhido. Grandes oportunidades de parte a parte e sem nenhuma das equipas a evidenciar um dominio sobre a outra. Sagna com um potente remate de ângulo apertado abriu o marcador, ainda na primeira parte, e Fabregas pouco depois do reatamento aumentou a vantagem. O Everton viu-se obrigado a reagir e a atacar. David Moyes passou a jogar com 3 atacantes resultando numa série de oportunidades. No entanto, o melhor que conseguiu foi, ao cair do pano, reduzir para 1-2.

No Manchester City a pressão aumentou. Mancini viu a sua equipa empatar em casa contra o Birmingham e paira novamente no ar a incerteza da sua continuidade. Contra uma equipa da metade inferior da tabela, os da casa foram incapazes de quebrar a barreira defensiva. Com um futebol pouco atraente, os visitantes também não ajudaram, pois vieram para defender, sem soluções o empate acaba por se ajustar. Os citizens estão agora em quarto, mas com exibições muito decepcionantes. Espera-se muito mais desta equipa de estrelas.

O campeonato está neste momento muito emotivo, a tabela classificativa está muito compacta e com constantes alterações. O ponto comum este ano tem sido a de nenhuma equipa se estar a destacar. No início, o Chelsea parecia querer deixar todos para trás mas as 3 derrotas que sofreu voltam a coloca-los a escassos pontos dos perseguidores. O Arsenal parece estar a acertar mais mas, ainda assim, sem convencer muito. Os dois de Manchester estão a apostar na tentativa de pontapé na crise, mas sem grandes resultados. Tudo em aberto com muito campeonato pela frente.

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Raúl Meireles tem tido um mau início de época

 

8 jogos, 1 vitória, 3 empates, 4 derrotas e 6 pontos, último classificado em conjunto com mais duas equipas, ninguém imaginaria que estamos a falar do Liverpool, mas é verdade. Uma equipa que aspira ser campeã está neste momento na luta pela manutenção e não se está a dar bem. Todos os problemas financeiros em que está envolvido também não ajudam. Muito mau para a equipa inglesa mais bem sucedida de sempre.

No passado fim-de-semana, no clássico da cidade dos Beatles, Everton e Liverpool defrontaram-se em Goodison Park. Os da casa dominaram, marcaram dois golos sem resposta e ganharam bem. Não há muito mais a dizer, a equipa de Raúl Meireles anda perdida e há muito a fazer para recuperar. Talvez agora com a venda do clube as coisas mudem. Os novos donos assistiram ao vivo a mais uma derrota e devem estar a pensar na gigante tarefa que agora enfrentam.

Outra equipa que não anda bem é o Manchester United. Mais um empate caseiro cortesia de Patrice Evra e Edwin Van Der Sar, parece demonstrar que a tranquilidade não mora em Old Trafford. Com o caso de Wayne Rooney a levar Sir Alex Fergusson a deixa-lo no banco, de tal forma que o seu descontentamento leva a rumores quanto a sua possível saída. Interessados não faltam, mas os adeptos não o querem ver partir. Levanta-se também de novo a polémica contra os donos do clube, os americanos Glazer.

Quanto ao jogo, Nani e Chicharrito materializaram a superioridade do Manchester na primeira parte. E para provar que no futebol nem sempre ganha quem merece, os dois golos oferecidos pelo defesa esquerdo e guarda-redes do Manchester, trouxeram uma total injustiça ao resultado. Apesar do West Brom ter esboçado uma reacção, não seria, em condições normais, suficiente para o que aconteceu. Manchester United começa a ver o titulo ficar fora do alcance.

Outra surpresa da última jornada foi no jogo em Villa Park, onde os locais defrontaram o Chelsea. A surpresa não foi só porque empataram, mas mais ainda porque não se marcou nenhum golo. Um jogo dividido e bem disputado, com oportunidades de parte a parte onde o resultado poderia ter caído para qualquer dos lados. Tal não se verificou, Aston Villa e Chelsea dividiram os pontos. Última nota de destaque, o regresso de Bosingwa à competição, só por 15 minutos a substituir Paulo Ferreira mas ele está de volta.

Meia surpresa em Blackpool. A equipa da, em tempos famosa, estação balnear inglesa continua a surpreender. São pequenos, “pobres“ e acabados de subir ao escalão principal. Nas apostas para a despromoção, estavam bem cotados mas estão a dar bem conta de si. Para já confortavelmente no meio da tabela e a jogar como ninguém esperava.

Jogaram com o Manchester City e só perderam por falta de sorte e com uma ajudinha do árbitro. Os homens de Mancini tiveram que suar muito para conquistar os 3 pontos. Os adeptos da casa ficaram com a sensação de injustiça mas satisfeitos pela forma como a sua equipa se bateu.

O Arsenal reavivou a luta pelo titulo ao vencer, com dificuldade (2-1), o Birmingham. A equipa de Alex McLeish está numa má posição, mas mostrou que não reflecte aquilo que são capazes de fazer. Bateram o pé aos Gunners, no Estádio dos Emirates, e quase traziam um ponto. O Tottenham também arrancou os 3 pontos a ferros em casa do Fulham. Viu-se a perder primeiro mas com custo deram a volta. O resultado foi o mesmo do Arsenal.

Com isto o topo da tabela tem os suspeitos habituais menos o Liverpool. O Manchester City está a confirmar as previsões e as expectativas ao encontrar-se isolado no segundo posto a 2 pontos do Chelsea e com mais 3 que Arsenal, Manchester United e Tottenham.

 

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Moisés e Braga por terra após mais um golo sofrido

O percurso dos clubes portugueses nas provas da UEFA continua bastante bom e a prova disso é que, neste momento, Portugal lidera o ranking UEFA desta temporada com 5.200 pontos. Essa situação faz com que no combinado dos cinco últimos anos estejamos num sexto lugar que, a ser mantido até ao final da época, colocará Portugal com três equipas na Liga dos Campeões 2012/13. Nesta última ronda europeia, tirando o desastre bracarense (goleados no terreno do Arsenal por seis a zero), tudo correu pelo melhor, com o Benfica a vencer o Hapoel Telavive (2-0) na Luz, o FC Porto a vencer o Rapid Viena (3-0) no Dragão e o Sporting, mesmo com uma equipa de segunda linha, a vencer no sempre complicado terreno do Lille (2-1).

Benfica 2-0 Hapoel Telavive

Como se esperava, não foi fácil a estreia encarnada na Liga dos Campeões desta temporada. No Estádio da Luz, diante de uma aguerrida equipa israelita, o Benfica começou mesmo por beneficiar da não marcação de um penalti sobre Schechter, com o resultado a zero. Ainda assim, a equipa encarnada nunca se desuniu e soube ser paciente, acabando por embalar numa exibição segura e que resultou numa vitória justíssima por 2-0, graças aos golos de Luisão (21′) e Cardozo (67′).

Arsenal 6-0 Sp. Braga

O desastre dos bracarenses na sua estreia oficial na fase de grupos da “Champions” foi algo que, para quem está habituado a ver o Braga jogar, carece de explicação simples. Os arsenalistas entraram muito nervosos no jogo e pareceram nunca se adaptar às rápidas trocas de bola da equipa inglesa, uma das melhores da Europa nesse aspecto. Assim sendo, o avolumar do resultado acabou por ser uma consequência lógica desse factor, terminando o duelo com uma vitória do Arsenal por seis bolas a zero, graças aos golos de Fábregas (9′ e 53′), Arshavin (30′), Chamakh (33′) e Carlos Vela (69′ e 84′). Um resultado pesado, mas que acabou por ser justo, tal a superioridade da equipa londrina.

Lille 1-2 Sporting

Com a deslocação à Luz no horizonte, os leões preferiram usar uma equipa de segunda linha em França, talvez por entenderem que, neste acessível grupo da Liga Europa, uma derrota em Lille seria facilmente recuperável. Curiosamente, numa equipa com vários estreantes como Torsoglieri e Diogo Salomão e com alguns jogadores com poucos minutos como Zapater, o Sporting soube fazer uma exibição segura em que, na primeira parte, o contra-ataque foi letal, resultando nos golos de Vukcevic (11′) e Postiga (34′) e que, na segunda metade, foi de grande segurança defensiva, apenas resultando num golo sofrido (Frau, aos 57 minutos), num lance em que Tiago teve algumas culpas. Assim sendo, mesmo com uma espécie de equipa B, os leões entraram da melhor forma na Liga Europa e abriram excelentes prespectivas, tando de alcançarem o apuramento como de vencerem este agrupamento.

FC Porto 3-0 Rapid Viena

A equipa portista não teve qualquer dificuldade de vencer o frágil Rapid Viena na sua estreia na fase de grupos da Liga Europa. Diante de uma equipa que havia surpreendido o Aston Villa no playoff de acesso a esta competição, o FC Porto não deu quaisquer veleidades e acabou por alcançar uma vitória gorda, mas que até peca por escassa, tal a superioridade evidenciada pelos dragões durante todo o encontro. Rolando (26′), Falcão (65′) e Rúben Micael (77′) fizeram os golos de uma justíssima e seguríssima vitória azul e branca.

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O adversário do Marítimo nas competições europeias é bem conhecido dos adeptos portugueses em geral, pois, na época passada, defrontou o Benfica na fase de grupos da Liga Europa. Campeão da Bielorússia por seis ocasiões, o BATE é, neste momento, o clube mais representativo de um país que tem crescido no panorama clubístico europeu e será, por certo, um adversário bastante complicado para a equipa madeirense. Ainda assim, tendo em conta que os maritimistas podiam apanhar equipas como o PSV, o Estugarda ou o Aston Villa, temos de considerar que esta equipa bielorrussa acabou por ser um mal menor e abre algumas perspectivas de apuramento para o Marítimo.

Quem é o BATE Borisov

O BATE Borisov foi fundado em 1973 como Berezina Borisov, quando a Bielorússia ainda fazia parte da União Soviética e, até ao colapso desta, participou no campeonato da República Social Soviética da Bielorússia, um campeonato menor dentro da esfera futebolística da URSS. Durante o período em que disputou essa mesma competição, o BATE venceu-a por três ocasiões (1974, 76 e 79).

Após a independência da Bielorússia, o BATE mudou a sua designação para Fomalgaut Borisov, adoptando a sua actual designação em 1996. Os primeiros anos foram complicados para a equipa bielorrussa que viveu longe dos principais palcos, estreando-se no principal escalão apenas em 1998, ainda que tenha obtido logo um magnífico segundo lugar.

A partir desse momento, o BATE revelou-se no maior clube da Bielorússia, conquistando seis campeonatos e duas taças e sendo participante assíduo das competições europeias, com destaque para a presença nas fases de grupos da Liga dos Campeões (2008/09) e Liga Europa (2009/10).

Na época transacta, o BATE foi campeão nacional e, já nesta temporada, disputou a fase de acesso à Liga dos Campeões, eliminando o FH da Islândia (5-1 e 1-0), mas acabando afastado pelo FC Copenhaga dinamarquês (0-0 e 2-3).

Como joga

Normalmente o BATE actua em 4-4-2 losango e com uma estratégia de jogo tipicamente ex-soviética, ou seja, um abordagem fria ao jogo, tentando explorar o erro do adversário e, ao mesmo tempo, aproveitando as oportunidades que apareçam.

A defesa é o sector mais forte da equipa, pois esta tem dois bons laterais (Yurevich e Shitov), que dão enorme solidez ao sector recuado, ainda que apenas um consiga criar alguns desequilíbrios no ataque (Yurevich, o defesa-esquerdo) e uma excelente dupla de centrais (Bordachov-Sosnovsky), com destaque para Bordachov, que é um fantástico defesa, que também pode jogar como lateral-esquerdo e, inclusivamente, chegou a estar nas coagitações do Benfica.

Do meio campo para a frente, a equipa é menos forte, mas, ainda assim, há que destacar a qualidade do médio ofensivo brasileiro Bressan, um jogador muito criativo e por onde passa quase todo o jogo ofensivo do BATE e o ponta de lança Rodionov, um atacante que faz muitos golos e que chegou a jogar no Freiburgo.

Diante do Marítimo, a equipa bielorrussa deverá apresentar quase o mesmo onze que defrontou o FC Copenhaga, saindo apenas Radkov e entrando Shitov e, assim, é provável que actue da seguinte forma.

Rodionov disputa bola com David Luiz

Quem é que o Marítimo deve ter debaixo de olho – Rodionov

Aos 26 anos, Vitali Rodionov é um goleador bielorrusso que, provavelmente, merecia estar a jogar num clube de outra dimensão, pois tem valor para isso.

Produto das escolas do Lokomotiv Vitebsk, o internacional bielorrusso estreou-se pela principal equipa desse mesmo clube em 2001, quando tinha apenas 17 anos e fez, em duas temporadas, seis golos em 49 jogos.

Em 2003, trocou a equipa de Vitebsk pelo Torpedo Zhodino, também do campeonato bielorrusso. Nesse clube, a jogar na segunda divisão, Rodionov começou a assumir-se como um goleador, apontando 21 golos em 57 jogos e chamando a atenção do BATE que o contratou em 2005.

Desde que está no BATE Borisov, Rodionov assumiu-se como o goleador da equipa, apontando 45 golos em 96 jogos. Durante estes cinco anos, o internacional bielorrusso jogou sempre pelo adversário dos maritimistas, com excepção feita a um empréstimo de seis meses (Janeiro a Junho de 2009) ao Freiburgo da Alemanha, onde apontou quatro golos em doze partidas.

Avançado rápido e de boa técnica, Rodionov é um jogador que tem excelente faro de golo, sendo também letal no jogo aéreo. Mitchell Van der Gaag terá de ter a máxima atenção a este internacional bielorrusso, pois um mínimo de espaço dado a Vitali Rodionov pode ser fatal.

As hipóteses maritimistas

O passado recente do BATE e a sua maior experiência europeia levam-nos a dar ligeiro favoritismo à equipa bielorrussa neste compromisso europeu diante do Marítimo.

Ainda assim, adversários como o PSV, Aston Villa e Estugarda seriam adversários bem mais complicados para os madeirenses que, diante desta equipa bielorrussa, se estiverem concentrados e souberem ser pacientes, poderão conseguir eliminá-la e seguir para a tão desejada fase de grupos da Liga Europa.

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