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Posts Tagged ‘Athletic Bilbau’

Nem sempre o Espanhol foi o segundo maior clube catalão. Em tempos distantes, era o CE Europa que mordia os calcanhares ao Barcelona no espectro futebolístico da Catalunha, tendo, inclusivamente, disputado uma final da Taça do Rei, diante do Athletic de Bilbau em 1922/23. Perdeu esse duelo decisivo, é certo, e neste momento encontra-se bem distante dos campeonatos profissionais, disputando a terceira divisão espanhola, contudo, nunca ninguém vai conseguir arrancar o Europa dos livros de história futebolística do país vizinho, esperando-se, sempre, por mais utópico que seja o pensamento, o renascimento do grande clube dos anos 20.

Anos 20 foram os anos de ouro do Europa

O Club Esportiu Europa foi criado a 5 de Junho de 1907 como uma fusão do Madrid de Barcelona e o Provençal. Em 1919, conquistou a divisão B do campeonato catalão, tendo depois esmagado o Sabadell (7-0 e 9-0) no playoff de promoção ao principal campeonato da Catalunha.

Nos anos 20, o Europa haveria de viver os seus tempos de ouro, finalizando o campeonato da Catalunha na segunda posição em 1921 e 1922 e vencendo esse mesmo campeonato em 1923 após vencer o Barcelona (1-0) no playoff do título.

Essa vitória no campeonato da Catalunha garantiu ao Europa a presença na Taça do Rei da temporada seguinte, tendo o conjunto de Barcelona superado Sevilha e Sporting Gijón, antes de perder a final para o poderoso Athletic Bilbau (0-1).

Problemas financeiros motivaram queda

Após os brilhantes anos 20, o Europa entrou em declínio e nem a fusão com o Grácia, conhecido como Espanya de Barcelona evitou a queda do histórico clube catalão. De facto, o Europa, passou a ser conhecido como Catalunya FC, mas acabou por cair à terceira divisão em 1931/32 após não ter disputado os últimos jogos do campeonato por problemas financeiros.

Mais tarde, o clube voltou à designação de CE Europa, tendo ainda se chamado Club Deportivo, nos tempos em que o ditador Franco impedia que os nomes dos clubes tivessem designações pouco castelhanas, no entanto, jamais voltou a conhecer o sucesso de tempos idos.

Nos anos 60, o clube ainda conquistou duas vezes a terceira divisão e chegou mesmo a disputar a segunda competição mais importante de Espanha, todavia, tratou-se de uma participação fugaz, tendo o CE Europa regressado rapidamente à terceira divisão.

Duas taças da Catalunha conquistadas perante o Barça

Nos anos 90, o CE Europa conseguiu novamente chegar à segunda divisão, no entanto, nessa temporada de 1994/95, não passou da décima-nona posição, tendo descido novamente ao terceiro escalão.

Ainda assim, nessa mesma década, há que destacar a conquista de duas taças da Catalunha diante do Barcelona. Obviamente, que os blaugrana nunca utilizaram o seu melhor onze, todavia, o CE Europa ainda venceu um Barcelona (3-1) com Amor e Stoitchkov em 1997 e um Barcelona (1-1 e 3-1 nos penaltis) com Amor, Sergi, de la Peña, Fernando Couto, Pizzi e Reiziger em 1998.

Títulos pouco importantes no espectro futebolístico mundial, mas que seguramente significaram muito para uns adeptos do Europa, sedentos dos anos dourados do passado.

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O último obstáculo verde-e-branco no sonho de chegar à final da Liga Europa é uma forte e dinâmica equipa basca que já teve o condão de ultrapassar equipas como o Manchester United ou o Schalke 04: Athletic Bilbau. Bandeira da comunidade basca (apenas podem actuar jogadores bascos, de origem basca ou formados desde cedo no escalões de formação do Athletic), “Los Leones” são um dos clubes com mais títulos em Espanha, sendo o quarto clube com mais ligas espanholas (oito) e o segundo com mais taças do rei (vinte e quatro). A nível europeu, todavia, o melhor que conseguiram foi uma final da Taça UEFA em 1976/77, feito que, espera-se, não voltem a repetir na actual temporada.

O San Mamés é um inferno

Quem é o Athletic Bilbau?

Fundado em 1898, o Athletic Bilbau é um clube com 114 anos de história e de títulos, tendo desde cedo se assumido como um dos grandes clubes de Espanha.

Desde que foi criado, o clube baseia a sua política na utilização exclusiva de jogadores bascos, sejam eles do País Basco, Navarra ou País Basco Francês, ainda que nos últimos tempos essa política tenha sido aligeirada e jogadores de origem basca mas de outros locais, assim como atletas não bascos mas formados desde muito cedo nas camadas jovens do Athletic também possam ser chamados à equipa principal.

Apesar dessa política restrita, o Athletic assumiu-se sempre como uma equipa que ombreava de igual para igual com os maiores de Espanha, tendo conquistado oito campeonatos domésticos e vinte e quatro taças do rei. Ainda assim, desde 1983/84, “Los Leones” nunca mais conseguiram conquistar um título, situação que também foi agravada com o advento da Lei Bosman e a proliferação de estrangeiros no seio da Liga Espanhola.

Tendo uma história rica em termos domésticos, o Athletic Bilbau, todavia, nunca conseguiu grandes feitos a nível europeu, sendo que a sua melhor campanha surgiu em 1976/77, quando alcançou a final da Taça UEFA, mas perdeu no duelo decisivo com a Juventus (2-1 e 0-1).

Bielsa é dos melhores treinadores do Mundo

Como joga?

Treinado pelo mago argentino Marcelo Bielsa, o Athletic Bilbau é uma equipa de grande qualidade individual e colectiva que, pelo seu estilo de jogo, é muitas vezes considerada uma espécie de pequeno barça.

Actuando num 4x3x3 pleno de mobilidade e criatividade, “Los Leones” são extremamente fortes do meio-campo para a frente, onde jogadores como o médio-ofensivo De Marcos, os extremos Susaeta e Muniain e o ponta de lança Llorente formam um quarteto de enorme qualidade atacante.

Mais atrás, a equipa basca tem menos qualidade individual, todavia, jogadores como o lateral-direito ofensivo Iraola e o trinco Javi Martinez (não pode jogar em Alvalade) também garantem talento ao conjunto de Bielsa.

Equipa sem medo de ter a bola e de assumir o jogo, é fortíssima nas transições, sendo assim um conjunto híbrido que tanto se sente à vontade numa estratégia de ataque continuado, como sabe ser letal em lances de contra-ataque.

Nesse seguimento estratégico e com essa ideologia de futebol de qualidade, o Athletic deverá aparecer em Alvalade com o seguinte onze: Gorka Iraizoz; Iraola, Ekiza, Amorebieta e Aurtenetxe; Iturraspe, Ander Herrera e De Marcos; Susaeta, Llorente e Muniain.

Fernando Llorente é um matador

Quem é que o Sporting deve ter debaixo de olho? Llorente

Aquele que talvez seja o jogador mais decisivo da equipa de Bilbau é um ponta de lança alto e possante que funciona como referência ofensiva do conjunto basco: Fernando Llorente.

Aos 27 anos, o avançado basco já soma 20 internacionalizações (7 golos) pela selecção espanhola e leva (quase) todo o seu percurso desportivo ao serviço do Athletic Bilbau, clube onde concretizou por 81 vezes em 232 jogos da liga espanhola.

Jogador com 1,95 metros, trata-se, naturalmente, de um jogador com forte presença na área, sendo muito difícil de marcar e que em cada duas ocasiões que lhe chegam aos pés ou à cabeça, factura pelo menos uma.

Ainda assim, caso o seu marcador directo esteja atento na marcação e não deixe que o esférico chegue em condições ao poderoso avançado basco, este não reúne características que lhe permitam contornar essa situação, acabando por desaparecer um pouco do jogo. Para bem do Sporting, esperemos que assim aconteça.

Como chegou às semi-finais?

Playoff: Athletic Bilbau vs Trabzonspor (TUR) 0-0, não se realizando a segunda mão, pois o Trabzonspor foi repescado para a “Champions”

Fase de grupos:

  • Athletic Bilbau vs PSG (FRA) 2-0 e 2-4
  • Athletic Bilbau vs Red Bull Salzburgo (AUT) 2-2 e 1-0
  • Athletic Bilbau vs Slovan Bratislava (ESL) 2-1 e 2-1

Classificação:

  1. Athletic Bilbau 13 pontos
  2. Red Bull Salzburgo (AUT) 10 pts
  3. PSG (FRA) 10 pts
  4. Slovan Bratislava (ESL) 1 pt

16/Final: Athletic Bilbau (ESP) vs Lokomotiv Moscovo (RUS) 1-0 e 1-2

8/Final: Athletic Bilbau vs Manchester United (ING) 2-1 e 3-2

4/Final: Athletic Bilbau vs Schalke 04 (ALE) 2-2 e 4-2

As possibilidades do Sporting Clube de Portugal

O último obstáculo para o Sporting chegar à final da Liga Europa é um osso duro de roer, mas o grande Sporting que eliminou o Manchester City e Metalist terá condições mais que suficientes para superar uma equipa que, apesar da excelente campanha europeia, se encontra apenas na sétima posição da Liga Espanhola e a quarenta!! pontos do líder Real Madrid.

Será, no entanto, necessário manietar a linha de construção ofensiva do Athletic composta por jogadores como Muniain e De Marcos, mas, também, anular o forte ponta de lança internacional espanhol Llorente. Depois, se os leões aliarem esse factor à exploração da mais frágil linha defensiva, nomeadamente o lateral-esquerdo Aurtenetxe, tudo poderá estar alinhado para vermos os verde-e-brancos na final de Bucareste.

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Ricardo Sá Pinto tirou o Sporting do poço

Devo, à priori, admitir que torci um pouco o nariz à contratação de Ricardo Sá Pinto para a posição de treinador principal do Sporting Clube de Portugal. Tratava-se de um treinador com pouca experiência e iria pegar num clube verde-e-branco que, valha a verdade, tem se assumido como um verdadeiro triturador de responsáveis técnicos.

Por outro lado, Ricardo Sá Pinto tinha uma vantagem, o Sporting estava muito perto de embater com estrondo no fundo de um poço competitivo. Eliminado da Taça da Liga e em quinto lugar no campeonato nacional, restava ao Sporting a consolação do apuramento para a final da Taça de Portugal e para os 16/final da Liga Europa, feitos, ainda assim, pouco relevantes, tendo em conta a (excelente) qualidade do plantel e as paupérrimas exibições que os leões realizavam desde há imenso tempo.

Consciente das dificuldades, o jovem treinador português teve a capacidade de compreender que o Sporting não poderia passar do 8 ao 80 de forma imediata e, assim, foi capaz de definir um caminho progressivo no seu percurso como treinador verde-e-branco. Primeiro, seria necessário devolver a confiança aos próprios jogadores e, depois, tentar-se ia melhorar de forma progressiva a qualidade futebolística.

Isso é notório nos próprios resultados. Tirando a estreia em Varsóvia, e onde o Sporting até foi feliz no empate (2-2) obtido, os leões nunca marcaram mais do que um tento até ao sétimo jogo de Sá Pinto (5-0 ao V. Guimarães), destacando-se, principalmente, por só terem sofrido três golos e por terem vencido quatro dos seis duelos, com realce óbvio para aquele que foi o jogo que provocou o ponto de viragem neste Sporting 2011/12: o 1-0 ao Manchester City.

De facto, num jogo em que até a maioria dos leões ficaria contente com uma derrota digna, o Sporting foi capaz de surpreender o então líder do campeonato inglês, criando as bases para outro “milagre” posterior: o 2-3 de Manchester que garantiu o apuramento leonino para os quartos de final da Liga Europa. Nesse duplo duelo com o Manchester City, também se percebeu outra coisa, o Sporting tinha encontrado o modelo perfeito para os confrontos com adversários iguais ou superiores: defender com bloco baixo, pressionar a zona de construção do oponente e desenvolver rapidamente o contra-ataque. Foi assim com os milionários ingleses, mas também foi assim que os pupilos de Ricardo Sá Pinto eliminaram o Metalist e superaram o Benfica.

Com o modelo defensivo praticamente definido e bem afinado (vejam o quanto melhorou Anderson Polga com a chegada de Ricardo Sá Pinto), caberá agora a Ricardo Sá Pinto fazer evoluir algo que ainda é uma grande lacuna deste Sporting: a dificuldade em ser incisivo e efectivo perante adversários que esperam pacientemente que os leões assumam as rédeas do jogo. Ou seja, o jovem treinador já tem a poção para quando o Sporting surge em campo como “lobo disfarçado de cordeiro”, mas tem ainda que encontrar o antídoto certo para quando são os adversários a encararem o conjunto verde-e-branco dessa forma.

Com poucos jogos até final da temporada e sendo muitos deles de grau de exigência muito elevado (FC Porto, Sporting de Braga, Athletic Bilbau (duas vezes) e, espera-se, final da Liga Europa), serão poucas as oportunidades de afinar essa nova concepção estratégica ainda em 2011/12, restando então a Sá Pinto manter a sua (eficaz) postura de “lobo na pele de cordeiro” na tentativa de obter títulos (lembre-se que o Sporting ainda está em duas frentes) e esperar a pré-época pacientemente, para, depois, afinar um Sporting de duas caras para enfrentar 2012/13.

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Em 1918/19, o Arenas Club de Getxo haveria de escrever a página mais bonita da sua história ao conquistar a Taça do Rei após superar o Barcelona, na final, por cinco bolas a duas. Tratou-se do momento mais alto de um clube dos arredores de Bilbau que também teve o mérito de estar no epicentro da criação da Liga Espanhola ao lado de outros clubes bascos como o Athletic Bilbau, Real Sociedad e Real Union. Neste momento, para desespero dos seus adeptos, o Arenas encontra-se distante dos grandes palcos, pois disputa a III divisão espanhola, todavia, a história e os momentos altos do clube nas décadas de 10 e 20, vão permanecer, para sempre, a ecoar nos anais da história do futebol castelhano.

O Arenas actua no Nuevo Gobella

Vitórias diante do Barcelona surpreenderam a Espanha

O Arenas foi fundado em 1909 como Arenas Football Club, tendo passado a Arenas Club três anos depois. O seu primeiro momento alto surgiu em 1914, quando o Arenas Getxo efectuou três amigáveis com o Barcelona e venceu-os todos, surpreendendo a Espanha.

Disputando a Taça Norte, juntamente com clubes como a Real Sociedad, Athletic Bilbau, Racing Santander, Sporting Gijón e Celta de Vigo, o Arenas haveria de ser campeão em 1917, garantindo, dessa forma, o direito de disputar a Taça do Rei. Na primeira participação na prova rainha do futebol espanhol, o Arenas portou-se muito bem, perdendo apenas na final com o Madrid FC (actual Real Madrid) por duas bolas a uma.

Sesúmaga foi um craque do Arenas

Venceu a Taça do Rei em 1919

Em 1919, o Arenas venceu outro campeonato regional, o campeonato da Biscaia, tendo novamente conquistado o direito de participar na Taça do Rei. Desta feita, o clube basco foi ainda mais longe na prova, tendo superado o Barcelona (5-2) e levado para Getxo o título mais importante da sua história.

No ano seguinte, duas lendas do clube: Francisco Pagazaurtundúa e Félix Sesúmaga estiveram presentes na selecção olímpica espanhola em Antuérpia, naquela que foi a estreia da equipa castelhana nos grandes palcos.

Também vencedor do campeonato de Biscaia em 1922 e 1927, o Arenas haveria de estar presente na Taça do Rei por mais duas ocasiões, todavia, tanto em 1925 (0-2 com o Barcelona) como em 1927 (0-1 com o Real Unión), perdeu o encontro decisivo.

O plantel do Arenas em 09/10

Queda começou nos anos trinta

Nos anos 30, uma terceiro lugar no campeonato espanhol de 1930 e a vitória na Taça Basca em 1936 foram os últimos feitos dignos de registo do Arenas no seio do futebol espanhol.

Em 1935, o Arenas havia caído para a segunda divisão espanhola para nunca mais regressar, iniciando mesmo uma queda abrupta que o tem levado, nos dias de hoje, a ser um clube de terceira divisão que, por vezes, disputa mesmo os campeonatos regionais castelhanos.

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Julen Guerrero foi um símbolo do Athletic

Quando apareceu na alta roda do futebol espanhol, percebeu-se que podíamos estar na presença de um grande fenómeno futebolístico, sendo que a imprensa do país vizinho chegou mesmo a embandeirar em arco e a considerá-lo o “jogador espanhol do século XXI”. Médio-ofensivo com elevada qualidade técnica e de remate de meia distância, Julen Guerrero era o principal símbolo dos bascos do Athletic Bilbau, que viam nele a estrela junto da qual poderiam construir uma equipa que lhes devolvesse os êxitos do passado. Infelizmente para eles e para Espanha, Julen Guerrero entrou em declínio demasiado cedo, nunca atingindo o patamar que chegou a prometer.

Uma vida no Athletic Bilbau

Julen Guerrero López nasceu em Portugalete a 7 de Janeiro de 1974, tendo entrado para as camadas jovens do Athletic Bilbau em 1982, quando tinha apenas oito anos. Depois de fazer todo o seu percurso como jogador juvenil, estreou-se em 1991/92 ao serviço do Bilbau Athletic, a equipa secundária dos leões de Bilbau, equipa pela qual fez 6 golos em 12 jogos.

Na época seguinte, com apenas 18 anos, o médio-ofensivo pegou logo de estaca na principal equipa do Athletic, somando dez golos em 37 jogos e assumindo-se como uma enorme promessa do futebol espanhol. De facto, desde essa temporada e até 2001/02, Julen Guerrero foi sempre titular do Athletic Bilbau e, provavelmente, a sua principal figura, pela enorme qualidade que colocava no jogo ofensivo da equipa basca.

Contudo, a partir de 2002/03, quando tinha apenas 28 anos, o internacional espanhol entrou em declínio, passando a ser menos vezes opção para o Athletic Bilbau e perdendo quase toda a preponderância que tinha ao serviço dos bascos. Assim sendo, e apesar de só ter terminado a carreira no final da época 2005/06, é honesto dizer-se que a sua verdadeira carreira terminou quatro anos antes.

Ainda assim, apesar de ter jogado pouco a partir dos 28 anos, o médio basco somou 116 golos em 430 jogos pelo Athletic Bilbau, que, de facto, são números fantásticos.

Participou em três grandes competições pela selecção espanhola

Julen Guerrero não conquistou qualquer título no Athletic Bilbau e não foi mais feliz nesse aspecto ao serviço de Espanha, ainda que tenha conseguido participar em três grandes competições internacionais pelos “nuestros hermanos” (Mundial 94, Euro 96 e Mundial 98).

Ao todo, o médio-ofensivo somou 41 jogos e 13 golos pela “Roja”, sendo que os momentos mais altos da sua carreira como internacional espanhol foi um hat-trick que fez a Malta (3-0) e outro a Chipre (8-0).

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Muniain é a principal coqueluche do futebol basco

Nos quadros do Athletic Bilbau actua um polivalente atacante de apenas 18 anos e que tem tudo para ser um dos grandes jogadores de futuro do futebol espanhol: Iker Muniain.

Nascido a 19 de Dezembro de 1992 em Pamplona, Iker Muniain Goñi começou a sua carreira futebolística no Chantrea, mas, aos doze anos, mudou-se para o Athletic Bilbau, onde permanece até hoje.

Em 2008/09, estreou-se nos séniores ao serviço do Bilbau Athletic (espécie de equipa B dos bascos), clube que voltou a representar na época seguinte, ainda que, nessa temporada, tenha rapidamente passado para a equipa principal do Athletic, tendo terminado 2009/10 com 35 jogos (6 golos) pelos leões de Bilbau.

Na temporada actual, completamente integrado na principal equipa do Athletic, Muniain já soma 20 jogos (2 golos), sendo, claramente, a principal promessa de uma equipa que, como se sabe, apenas utiliza jogadores bascos.

Avançado polivalente

Rápido e dotado de boa técnica, Muniain é um jogador que se adapta perfeitamente a qualquer posição do ataque, sendo que, ainda assim, seja mais indicado para jogar como segundo avançado ou falso extremo, ou seja, daqueles que surgem encostados à linha, apenas para ganharem espaço para fazerem venenosas diagonais para o centro. Muito móvel e elástico, troca facilmente as voltas aos adversários, sendo um grande desequilibrador no ataque dos leões da capital basca.

Neste momento, com apenas 18 anos e já com duas épocas de primeira equipa do Athletic Bilbau, trata-se de uma das grandes promessas do futebol espanhol, merecendo, claramente, a atenção de todos os amantes do futebol.

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Rúben Micael marcou sete golos nessa Liga Europa

Quando se soube que o Nacional teria de ultrapassar o Zenit de São Petersburgo para estar presente na fase de grupos da Liga Europa, poucos acreditavam nas possibilidades dos madeirenses. Vencedores da Taça UEFA em 2008, a equipa russa era considerada uma das favoritas à conquista da Liga Europa, até porque contava com excelentes jogadores como os portugueses Danny e Fernando Meira. No entanto, após uma vitória tangencial na Choupana (4-3) a equipa do Nacional haveria de escrever uma página muito bonita da sua história em São Petersburgo, graças a um golo de Rúben Micael que, a um minuto do final, garantiu o empate (1-1) e consequente apuramento para a fase de grupos da segunda competição mais importante do futebol europeu.

O milagre de São Petersburgo

Quando foi sorteado o nome do Zenit como adversário do Nacional, rapidamente os profetas da desgraça traçaram o destino dos madeirenses, afirmando que seria impossível à equipa portuguesa superar o rico clube russo.

Porém, o início do milagre começou a ser desenhado quando o Nacional superou o Zenit, em casa (4-3), com golos de Luís Alberto, João Aurélio, Rodrigo Silva e Rúben Micael. Na verdade, esse resultado até podia ter sido melhor, pois a equipa de São Petersburgo fez o 4-3 no último suspiro da partida.

Ainda assim, a equipa madeirense viajou para a Rússia com uma tarefa muito complicada, pois para passar teria, no mínimo, de empatar ou perder por um golo desde que marcasse pelo menos quatro. Essa missão complicou-se ainda mais quando ao minuto 34, o turco Fatih Tekke colocou os russos em vantagem no jogo e na eliminatória.

A partir desse momento, poucos acreditavam que o Nacional conseguisse o apuramento e, com o passar dos minutos, a esperança foi-se tornando cada vez mais ténue. O tempo passava e o jogo parecia totalmente controlado pelo Zenit até que, ao minuto 89, Salino cruzou para a área e Rúben Micael, de cabeça, antecipou-se ao guarda-redes russo e fez o 1-1. Pouco depois, terminou a partida e o milagre madeirense havia-se consumado com o Nacional a apurar-se para a fase de grupos da Liga Europa.

Alguma ingenuidade impediu que o Nacional superasse a fase de grupos

Sorteado num grupo com o Werder Bremen, Athletic Bilbau e Áustria Viena, o Nacional teve um comportamento meritório, mas que poderia ter sido bem melhor caso a equipa não tivesse sofrido tantos golos nas partes finais das partidas.

Na primeira partida, em casa com os alemães do Werder Bremen, o Nacional estava empatado 2-2, quando, a cinco minutos do fim, Pizarro bisou e deu o triunfo (3-2) à equipa germânica.

No segundo jogo, em Viena, diante do Áustria, os madeirenses não seguraram a vantagem que conseguiram graças a um golo de Rúben Micael (42′), sofrendo o empate a catorze minutos do fim por Schumacher.

Depois, nos decisivos jogos com o Athletic Bilbau, a sorte provou que se esgotou no histórico jogo de São Petersburgo, pois o Nacional, após ter estado a vencer por 1-0, tanto em Bilbau como na Choupana, acabou vergado a uma derrota no País Basco (1-2) e a um empate caseiro (1-1).

Com apenas dois pontos conquistados em quatro partidas, os últimos dois jogos apenas testaram a dignidade dos madeirenses que, após perderem (1-4) em Bremen, despediram-se com distinção, graças a uma goleada ao Áustria Viena (5-1).

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