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Posts Tagged ‘Áustria’

247px-SC_Rheindorf_Altach.svgNuma fase tão embrionária das pré-eliminatórias da Liga Europa, não se pode dizer que o Vitória de Guimarães tenha tido propriamente sorte por apanhar o Altach, sendo certo que, de entre as outras possibilidades presentes no seu agrupamento, haveriam melhores alternativas como eram exemplos os vencedores dos duelos entre Slovan Bratislava (ESL) e UCD (IRL); FH (ISL) e Inter Baku (AZE); ou Jelgava (LET) e Rabotnicki (MAC). Ainda assim, e independentemente da sorte poder ter sorrido de outra forma aos vimaranenses, é inegável que o favoritismo para esta ronda será luso.

O Vitória jogará no Cashpoint Arena

O Vitória jogará no Cashpoint Arena

Quem é o Altach?

O SC Rheindorf Altach foi fundado a 26 de Dezembro de 1929, então como secção de futebol do Turnerbund Altach, tendo tido uma existência algo atribulada nas duas primeiras décadas. Em 1949, contudo, quando a secção de modalidades deixou de existir, a facção do futebol acabou por continuar o seu percurso de forma mais sustentada e de forma independente.

Ainda assim, foram necessários muitos anos para que o Altach chegasse à primeira divisão do futebol austríaco, feito apenas alcançado em 2006/07, isto depois de ter sido campeão do segundo escalão em 2005/06. Essa permanência no primeiro escalão, contudo, haveria de durar três temporadas, sendo que a descida acabou por surgir em 2008/09, com o Altach a permanecer mais cinco temporadas na segunda divisão, isto até ter sido novamente campeão em 2013/14.

Ora, na temporada passada, que marcou o regresso à Bundesliga austríaca, esperava-se uma batalha do Altach pela permanência, mas a verdade é que o emblema de Voralberg acabou por surpreender, terminando a prova numa fantástica terceira posição que lhe garantiu o apuramento para a 3.ª pré-eliminatória da Liga Europa.

Damir Canadi é o treinador do Altach

Damir Canadi é o treinador do Altach

Como joga?

Ainda sem jogos oficiais disputados em 2015/16, temos que nos centrar naquele que era o esquema táctico do técnico Damir Canadi na temporada transacta, sendo que esse passava preferencialmente por um 4x4x2 clássico, num futebol que privilegiava imenso as lateralizações, isto usando como flanqueadores preferenciais o líbio Tajouri (transferiu-se para o Áustria de Viena), o croata Kovacec (agora no Ulsan Hyundai), o camaronês Mahop e o austríaco Seeger. Já no eixo do meio-campo, o alemão Felix Roth sempre foi o elemento mais imaginativo e ofensivo, ficando as tarefas mais defensivas preferencialmente nas mãos do capitão Netzer.

Na frente de ataque, a referência foi sempre o veterano Hannes Aigner (34 anos), futebolista que marcou 13 golos na temporada transacta e cuja experiência e capacidade finalizadora foram sempre aspectos temidos pelos adversários que o defrontaram na Áustria. Ao seu lado, foram alternando vários jogadores, sendo que na parte final da época foi Darko Bodul (actualmente sem clube) o jogador que mais vezes o acompanhou.

Por fim, no sector recuado, a baliza alternou entre Kobras e Lukse, sendo que o quarteto defensivo mais vezes utilizado foi composto pelos centrais: OrtizZwischenbrugger e pelos laterais: Schreiner (esquerda) e Lienhart (direita).

Aigner oferece experiência e golos

Aigner oferece experiência e golos

Quem é que o Vitória de Guimarães deve ter debaixo de olho? Hannes Aigner

A principal referência ofensiva do Altach certamente que continuará a ser este austríaco nascido a 16 de Março de 1981 em Schwaz, ponta de lança que tem a experiência acumulada de passagens pelo Wacker Tirol (89 jogos, 16 golos), Áustria Viena (72 jogos, 14 golos), SC Wiener Neustadt (88 jogos, 39 golos) e LASK Linz (34 jogos, 15 golos).

Afinal, desde que chegou ao Altach, em 2012/13, tem sido peça fundamental na nova ascensão deste clube austríaco, sendo que já soma um total de 57 tentos em 98 jogos oficiais.

Longe de ser um prodígio técnico ou propriamente rápido, Hannes Aigner destaca-se pela sua ampla mobilidade em zonas ofensivas, apresentando depois um excelente faro de golo, sendo efectivo na finalização com a cabeça (onde é especialmente letal) ou com o pé direito. Em suma, um perigo à solta que terá de ser devidamente vigiado pelos vimaranenses.

ELAs possibilidades do Vitória de Guimarães

Antes de mais, temos de ter em conta que esta eliminatória diante do Vitória de Guimarães apresentar-se-á como a estreia europeia do Altach, algo que coloca o emblema austríaco numa posição de clara inferioridade perante um emblema luso com grande traquejo europeu.

Depois, e mesmo que esta equipa austríaca tenha de facto excelentes jogadores nos seus quadros como Aigner, Roth, Mahop ou Ortiz, a verdade é que o Altach não deixa de ser inferior colectivamente e individualmente ao conjunto português, que perdeu alguns elementos importantes como André André, mas está a saber-se reforçar.

Assim sendo, penso que, com maior ou menor dificuldade, o conjunto vimaranense irá conseguir ultrapassar este obstáculo e seguir para o playoff da Liga Europa. Mas, obviamente, terá de haver o máximo respeito por este conjunto austriaco.

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Krankl era um verdadeiro goleador

Krankl era um verdadeiro goleador

O mais fantástico futebolista austríaco das décadas de 70 e 80 foi Hans Krankl, ponta de lança que semeou o pânico pelas defesas europeias essencialmente com a camisola do “seu” Rapid de Viena, mas também do Barcelona e da selecção austríaca. Muito forte fisicamente, era um verdadeiro “panzer”, que desgastava os defesas e tinha como principal imagem de marca um fulminante pontapé que lhe garantiu quase 500 golos ao longo da sua carreira.

Um símbolo do Rapid de Viena

Nascido a 14 de Fevereiro de 1953 em Viena, Áustria, Johann “Hans” Krankl iniciou a sua carreira em 1970 no Rapid de Viena, tendo representado o gigante da capital austríaca até 1978, isto com uma curta passagem pelo Wiener AC (1971/72) por empréstimo.

Nesse percurso pelo Rapid de Viena, são impressionantes os números do goleador austríaco, com este a somar 21 golos em 1972/73; 42 em 1973/74; 18 em 1974/75; 27 em 1975/76; 35 em 1976/77; e 42 em 1977/78.

Nessa última temporada, 41 desses mesmos tentos foram apontados apenas e só no campeonato austríaco, algo que permitiu ao ponta de lança ganhar a Bota de Ouro e dar o salto para o colosso Barcelona.

Uma grande época na Catalunha

A sua passagem pelo Barcelona ficou marcada essencialmente pela primeira temporada, a de 1978/79, quando Hans Krankl somou 36 golos em 40 jogos, sendo que 29 dos mesmos foram na Liga Espanhola, algo que permitiu-lhe consagrar-se como o melhor marcador da prova.

Infelizmente para Krankl, um grave acidente de carro acabou por prejudicar-lhe a restante carreira no futebol espanhol, sendo que o internacional austríaco apenas somaria mais 20 jogos e nove golos nas duas temporadas seguintes, isto com um empréstimo ao First Vienna, pelo meio.

A meio de 1980/81, o ponta de lança percebeu que o melhor seria um regresso às origens e voltou ao Rapid de Viena, onde haveria de actuar até 1985/86, sendo que o golo voltou a ser uma constante para Krankl, que apontou 16 golos no retorno, seguido de 23 golos em 1981/82; 36 em 1982/83; 26 em 1983/84; 30 em 1984/85; e 20 em 1985/86.

Muitos títulos na carreira

Depois do Rapid Viena, Hans Krankl ainda representaria o Wiener Sportclub (1986 a 88), Kremser (1988/89) e Salzburgo (1989/90), mas é inegável que os seus tempos de maior glória haviam ficado pelo Rapid Viena e pela sua primeira época de sonho no Barcelona.

Afinal, o ponta de lança, pelo Rapid Viena, conquistou dois campeonatos austríacos e quatro taças da Áustria, sendo ainda de lembrar a final da Taça das Taças perdida em 1984/85 para o Everton (1-3). Já no Barcelona, o atacante conquistou a Taça das Taças em 1979, numa vitória sobre o Fortuna Dusseldorf (4-3) em que Krankl até marcou um dos golos, isto sem esquecer a Taça do Rei em 1981.

Pelo meio, 34 golos em 69 internacionalizações pela Áustria e vários títulos individuais, como a já mencionada Bota de Ouro, mas também os quatro títulos de melhor marcador da Bundesliga austríaca, um título de melhor marcador da Liga Espanhola e cinco distinções de melhor jogador austríaco do ano. Uma verdadeira lenda.

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A criação da UEFA em 1954 foi o grande impulsionador para que se fizesse uma grande competição europeia de selecções, sendo que o sonho tornou-se realidade a 5 de Abril de 1958, altura em que República da Irlanda e Checoslováquia deram o pontapé de saída na fase preliminar da prova. Apesar de tudo, esta prova ainda começou de forma algo “coxa”, pois apenas dezassete selecções participaram no certame, contando-se as ausências de países como a Alemanha Ocidental, Bélgica, Itália e Inglaterra. Na fase final, disputada em França, destacou-se a União Soviética, equipa que contou com o genial Yashin e o cerebral Netto como grandes artífices do título europeu.

Matateu ajudou a eliminar a RDA

Portugal mostrou-se superior aos alemães de leste

O campeonato da Europa arrancou com uma fase preliminar onde apenas entraram checoslovacos e irlandeses, sendo que a Checoslováquia respondeu ao desaire da primeira mão (0-2), com um triunfo categórico (4-0) no duelo decisivo.

Finda essa ronda, chegou-se aos oitavos de final, onde a Roménia venceu a Turquia (3-0 e 0-2), a Espanha superou a Polónia (4-2 e 3-0), a URSS eliminou a Hungria (3-1 e 1-0), a França esmagou a Grécia (7-1 e 1-1), a Jugoslávia superiorizou-se à Bulgária (2-0 e 1-1), a Áustria triunfou diante da Noruega (1-0 e 5-2) e a Checoslováquia passeou diante da Dinamarca (3-2 e 5-1).

Portugal, que tinha como principais estrelas Coluna e Matateu, teve como adversário a República Democrática da Alemanha, tendo vencido as duas partidas diante dos germânicos e, dessa forma, conseguido o apuramento para os quartos de final. Em Berlim Oriental, a equipa das quinas venceu por 2-0, com golos de Matateu e Coluna, enquanto, no Porto, o triunfo foi por 3-2, com dois tentos de Coluna e outro de Cavém a superiorizarem-se aos golos de Vogt e Kohle.

Qualidade de Coluna não foi suficiente para superar a Jugoslávia

Lusos incapazes de contrariar poder jugoslavo

Os quartos de final haviam de ficar marcados pela recusa da Espanha de defrontar a União Soviética. A imposição do General Franco devia-se ao facto deste não concordar com o regime comunista praticado em Moscovo. Como tal, os soviéticos apuraram-se para a fase final sem jogar.

Portugal, por sua vez, teve como adversário a Jugoslávia e até teve um início auspicioso, marcado por um triunfo (2-1) no Estádio Nacional com golos de Santana e Matateu. Contudo, na segunda mão, Kostic comandou uma equipa jugoslava a uma vitória categórica por 5-1, num jogo em que o tento de Cavém teve pouca importância para o desenlace final.

Nos outros duelos desta ronda, a Checoslováquia superou a Roménia (2-0 e 3-0) e a França não deu hipóteses à Áustria (5-2 e 4-2).

Just Fontaine foi baixa de peso para a França

França desiludiu na fase final

A fase final do Euro 1960 foi disputada em França e contou com a presença da equipa gaulesa, URSS, Checoslováquia e o carrasco português: Jugoslávia.

O sorteio das meias-finais da prova colocou franceses em confronto com os jugoslavos e os soviéticos em confronto com os checoslovacos, sendo que os gauleses, orfãos das estrelas do Mundial 58 Kopa e Fontaine, até estiveram a vencer por 4-2, mas acabaram vergados a uma derrota por 5-4 com os jugoslavos, enquanto os soviéticos superaram tranquilamente os checoslovacos por três bolas a zero.

Desiludida por ter sido afastada de uma final que se iria disputar na sua capital, a França foi bastante desmoralizada para o encontro dos terceiros e quartos lugares, sendo que o desaire (0-2) nessa partida diante da Checoslováquia acabou por não surpreender.

Yashin era a estrela da URSS

Final * URSS 2-1 Jugoslávia

Na final, defrontavam-se duas selecções da Europa de Leste, mas que tinham abordagens distintas ao jogo. A Jugoslávia era uma equipa criativa e espectacular, com uma forma de jogar quase “brasileira”, enquanto os soviéticos eram um conjunto frio e eficaz que parecia obra de um qualquer laboratório de Moscovo.

A partida começou por se inclinar na direcção do conjunto mais espectacular, pois, ao minuto 41, Galic conseguia superar, finalmente, o mítico Yashin, guarda-redes que, entre as fases preliminares e final, apenas havia sofrido um golo até aquele momento.

Contudo, o terreno empapado beneficiava o maior poderio físico dos soviéticos que, ao quarto minuto do segundo tempo, chegaram ao empate por Metreveli.

Com o resultado empatado (1-1) a partida foi se desenrolando com alguma superioridade jugoslava, mas golos, esses, não apareceram até ao final dos noventa minutos, tendo o desafio que seguir para prolongamento. Aí, a superioridade física da URSS tornou-se evidente e, ao minuto 114, Ponedelnik correspondeu da melhor forma a um cruzamento de Meskhi, para garantir a vitória soviética (2-1) e a conquista do primeiro campeonato da Europa.

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O percurso polaco em fases finais de campeonatos da Europa conta-se em poucas palavras ou, mais concretamente, em poucos desafios realizados, pois a Polónia apenas participou no Euro 2008, competição onde não passou da fase de grupos, tendo somado um empate com a Áustria (1-1) e derrotas com Alemanha (0-2) e Croácia (0-1). Agora, em 2012, o conjunto treinado por Franciszek Smuda regressa ao mais importante certame do futebol europeu com a responsabilidade de ser equipa anfitriã e a esperança de pelo menos superar a primeira fase, até porque, valha a verdade, o Grupo A é claramente o mais acessível deste Euro 2012.

Qualificação

Como país organizador em conjunto com a Ucrânia, a Polónia não foi obrigada a passar por nenhuma fase de qualificação, limitando-se, nessa fase, a disputar inúmeros jogos particulares.

Nesse período, a equipa polaca disputou 22 particulares, defrontando equipas modestas como a Moldávia, Lituânia ou Geórgia, mas também grandes colossos do futebol mundial como Argentina, França, Alemanha, Itália ou Portugal.

Nesses cinco super-testes, todos realizados em casa, a Polónia teve, todavia, um saldo negativo, pois apenas venceu os sul-americanos (2-1), tendo empatado com Portugal (0-0) e Alemanha (2-2) e perdido com França (0-1) e Itália (0-2).

Franciszek Smuda é o treinador da Polónia

O que vale a selecção polaca?

A Polónia é uma equipa que tem noção dos seus pontos fortes e fracos, percebendo que, no contexto actual do futebol europeu, é um conjunto modesto que terá de optar por uma abordagem algo conservadora para atingir os seus objectivos. Assim sendo, é esperado que o conjunto da Europa de Leste opte por um equilibrado 4x2x3x1 que procurará, acima de tudo, explorar o instinto matador do seu ponta de lança Lewandowski, para ultrapassar a fase de grupos.

Nesse seguimento, a Polónia deve entregar a baliza ao jovem mas muito talentoso Szczesny, guarda-redes do Arsenal, optando depois por um quarteto defensivo forte, com dois gigantes no centro (Glik e Jodlowiec) e dois laterais que também servirão principalmente para dar segurança defensiva ao sector: Wasilewski (à direita) e Boenisch (à esquerda). Para terem uma ideia do poderio físico do sector recuado polaco, temos que registar que o jogador mais baixo é Wasilewski e mede… 1,86 metros.

No meio-campo, a equipa treinada por Franciszek Smuda deve optar por um duplo-pivot, composto por Murawski e Blaszczykowski. Tratam-se de dois jogadores de boa qualidade, nomeadamente o segundo, conhecido no Borussia Dortmund por “Kuba” e que é um autêntico motor do meio-campo, sendo importantíssimo nas transições. Na frente deste duo, actuarão os extremos Grosicki e Rybus e o “dez” Obraniak, destacando-se a inteligência e criatividade do médio-ofensivo do Bordéus e, também, a imprevisibilidade de Rybus, jogador que actua bem colado ao flanco canhoto e que tivemos a possibilidade de comprovar o seu talento nos dois duelos que o Légia de Varsóvia fez diante do Sporting para a Liga Europa.

Por fim, no ataque, actuará solto Lewandowski, que é, nada mais, nada menos, que o maior talento da actual geração do futebol polaco. Goleador do Dortmund, pelo qual marcou 30 g0los em 2011/12, chega ao Euro 2012 com a satisfação de ter feito a dobradinha na Alemanha, podendo, quiçá, ser a chave de um hipotético apuramento da Polónia para os quartos de final.

O Onze Base

Assim sendo, o onze base da Polónia, escalado em 4x2x3x1 será composto por Szczesny (Arsenal) na baliza; um sector defensivo com Boenisch (Werder Bremen) à esquerda, Wasilewski (Anderlecht), à direita, e a dupla de centrais: Glik (Torino) e Jodlowiec (Polónia Varsóvia); depois, no meio-campo, “Kuba” (Borussia Dortmund) e Murawski (Lech Poznan) formarão o duplo-pivot, enquanto Grosicki (Sivasspor), Obraniak (Bordéus) e Rybus (Terek Grozny) jogarão na frente desse duo; por fim, no ataque, Lewandowski (Borussia Dortmund) será o perigo à solta.

Lewandowski é o principal talento polaco

A Estrela – Robert Lewandowski

Com 23 anos, Robert Lewandowski é o grande talento do futebol polaco, tendo despontado no Lech Poznan (41 golos entre 2008 e 2010) e que, desde 2010/11, se encontra no Borussia Dortmund, clube onde apontou 30 golos esta temporada e nove na transacta.

Internacional polaco por 40 ocasiões (13 golos), trata-se de um jogador em rápida ascensão no contexto futebolístico europeu, assumindo-se como um ponta de lança extremamente perigoso pelo seu evoluído sentido de baliza.Possante e com um excelente jogo de cabeça, o atacante polaco também demonstra boa qualidade técnica, resolvendo bem os lances de um contra um, antes da finalização.

Em suma, trata-se de um jogador que todos os adversários da Polónia neste campeonato da Europa devem vigiar com a máxima atenção.

Classificação – Previsão “A Outra Visão”

A conquista do título europeu é, obviamente, uma utopia (quase) irrealizável, pois a diferença de qualidade entre a Polónia e os principais candidatos à conquista do Euro 2012 é gigantesca. Ainda assim, perante o mais acessível agrupamento do Euro 2012 (Grécia, Rep. Checa e Rússia), a Polónia pode sonhar com o apuramento para os quartos de final, pois, quanto mais não seja, terá o factor casa a seu favor.

Assim sendo, veremos se os adversários vacilam e a Polónia consegue uma inédita qualificação para os quartos de final de um campeonato da Europa.

Calendário – Grupo A (Euro 2012)

  • Polónia x Grécia (8 de Junho – 17h00)
  • Polónia x Rússia (12 de Junho – 19h45)
  • Polónia x República Checa (16 de Junho – 19h45)

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o duelo Ronaldo vs Messi começa a ser nefasto para o futebol português.

Final do Barcelona-Real Madrid. Portugueses saltam para as redes sociais e ruas para festejar (ou reclamar) do resultado do jogo mais importante do futebol espanhol. “Tudo tem a ver com Portugal”, pensei. Afinal, de um lado estavam os fãs de Cristiano Ronaldo, José Mourinho e da legião portuguesa dos merengues, enquanto do outro estão os que não gostam do perfil algo arrogante do treinador português e do melhor jogador português da actualidade. Apesar de achar que a mente lusitana deveria estar mais preocupada com o final do campeonato português e com os jogos dos nossos clubes, dei o desconto… Até ontem.

Ontem era dia de Barcelona-Chelsea, jogo importantíssimo, imperdível. De um lado, um barça que jogava muito da sua época após ficar praticamente arredado da possibilidade de conquistar a liga espanhola, enquanto do outro, o Chelsea, tinha a hipótese de chegar à segunda final da “Champions” da sua história, numa temporada em que, valha a verdade, as coisas não tem lhe saído como era desejável.

Apurou-se o Chelsea com muito sofrimento à mistura, mas o que mais confusão me fez foi o final da partida. Mesmo com Raúl Meireles e Bosingwa na equipa londrina, a felicidade de alguns pelo Chelsea ter superado os catalães não era por estarem a torcer pelos portugueses da equipa londrina, mas, ao invés, por poderem se congratular com um desaire dos “culés.” “Adeptos do Real Madrid”, pensei imediatamente. Do outro lado da barricada, as virgens ofendidas, que empunhavam a espada do “tiki-taka” e de como a vitória “blue” podia significar algo de muito perigoso para o futebol moderno… “Adeptos do Barcelona”, pensei, preocupado…

E estou verdadeiramente preocupado. Preocupado por aquilo que pode ser um futuro muito sombrio para um crescente futebol português que, lembre-se, está no quinto lugar do ranking UEFA de clubes, não falha uma competição internacional de selecções desde 1998 e tem dos melhores jogadores e treinadores do Mundo.

Transtornado porque os portugueses começam a preocupar-se mais com o Real Madrid e o Barcelona do que com o Benfica, FC Porto e Sporting. Porque alguns já preferem ver os duelos internacionais que a nossa liga e, pior, porque já ficam mais felizes ou tristes quando os catalães ou merengues vencem ou perdem do que se fosse com o clube deles…

Este paradigma poderá fazer com que as crianças de hoje cresçam a preocupar-se mais com a “La Liga” ou outro campeonato internacional, que cheguem a adolescência a ver o Barcelona e o Real Madrid e que quando lhes perguntem o seu clube, não saia um natural clube nacional, mas, ao invés, um “Hala Madrid” ou um “Visca el Barça.”

Este fenómeno, natural em países nórdicos, pois estes, com um historicamente fraco campeonato nacional, sempre olharam com atenção redobrada para o campeonato inglês, começa a enraizar-se perigosamente em Portugal, bastando para isso que se olhe para os “facebooks” deste país que insiste na auto-flagelação, mesmo em aspectos em que somos bons, como é claramente o futebol. Se esta ideia prevalecer, o futuro, são estádios cada vez mais vazios, clubes com cada vez menos dinheiro e uma espiral de auto-destruição que pode voltar a devolver o futebol português aos primórdios da sua história, que é como quem diz os 9-1 da Áustria e os 9-0 da Espanha.

No meio disto tudo, o Sporting, amanhã, joga um dos jogos mais importantes da sua vida, podendo alcançar a terceira final europeia da sua história. Contudo, por mais triste que este pensamento seja, temo que os portugueses continuem demasiado preocupados em discutir a eliminação do Barcelona e o resultado do Real Madrid-Bayern de hoje…

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Bimbo Binder era sinónimo de golos

O maior goleador e mito do futebol austríaco é um histórico avançado do Rapid de Viena que ficou eternamente conhecido por “Bimbo” Binder. Internacional por 20 vezes, foi peça fundamental do mítico “Wunderteam”, grande equipa austríaca que acabou por ter existência mais curta do que o esperado devido ao “Anschluss” (anexação da Áustria pela Alemanha Nazi). Avançado-centro à moda antiga, tratava-se de um ponta de lança que passeava pelas zonas ofensivas com uma quase exagerada tranquilidade, mas cujo futebol se resumia a uma mera e simples formalidade: marcar golos, muitos golos…

Uma carreira inteira no Rapid Viena

Nascido a 1 de Dezembro de 1911, Franz “Bimbo” Binder iniciou a sua carreira futebolística em 1930, tendo actuado sempre no mesmo clube (Rapid Viena) até ao final da sua carreira em 1949.

Durante esse período, o ponta de lança austríaco marcou 1006 golos em 756 jogos, um registo impressionante que lhe dá uma média de 1,33 golos por jogo. Para além disso, Bimbo Binder é dos poucos jogadores a marcarem mais de 1000 golos no Mundo do futebol, estando ao lado de lendas como Gerd Müller ou Pelé.

Vencedor de quatro campeonatos austríacos e, curiosamente, de um campeonato alemão e uma Taça da Alemanha (o Rapid Viena disputava competições germânicas na altura em que a Áustria foi anexada pela Alemanha), Bimbo Binder foi ainda o melhor marcador do campeonato austríaco em 1933, 1937 e 1938 e do campeonato alemão em 1939, 1940 e 1941.

Internacional austríaco e… alemão

Bimbo Binder foi internacional austríaco por 19 vezes (16 golos) e alemão por nove ocasiões (10 golos), tendo, dessa forma, se assumido como goleador com as duas camisolas.

Apesar de tudo, o magnífico ponta de lança nunca disputou nenhuma grande competição internacional, fosse pela Áustria ou pela Alemanha, sendo essa uma das poucas lacunas que tem na sua carreira futebolística.

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Marc Janko é um goleador e um vencedor nato

A caminho do FC Porto está um ponta de lança matador de nacionalidade austríaca que, por certo, será um excelente reforço dos dragões para a segunda metade da época: Marc Janko.

Nascido a 25 de Junho de 1983 em Viena, Áustria, Marc Janko iniciou a sua carreira no Admira Wacker, clube que representou desde as camadas jovens até aos primeiros passos no futebol sénior.

Em 2005, todavia, o internacional austríaco haveria de se transferir para o Red Bull Salzburgo, clube onde iria explodir definitivamente no contexto futebolístico europeu. De facto, no clube da cidade onde nasceu Mozart, Janko haveria de permanecer até 2010, marcando 81 golos em 112 jogos, destacando-se a temporada de 2008/09, quando fez 40 golos em 36 partidas.

Não perdeu o faro goleador na Holanda

No defeso de 2010/11, já com três campeonatos austríacos no bolso, Marc Janko preferiu mudar de ares e abraçar uma outra experiência no futebol europeu, transferindo-se para a Holanda e para o FC Twente.

No clube de Enschede, o internacional austríaco haveria de continuar um avançado prolífico, tendo marcado 34 golos nos 65 jogos que disputou na última época e meia, sendo figura de proa da equipa do FC Twente que, na temporada passada, conquistou a Taça da Holanda.

Puro ponta de lança de último toque

Marc Janko é um avançado internacional austríaco (24 jogos, 9 golos) de 1,96 metros de altura e que tem como principal predicado ser um finalizador nato que está sempre no sítio certo para facturar.

Não sendo rápido e tendo uma técnica apenas mediana, o ponta de lança compensa essas lacunas por ser um jogador com uma noção perfeita de onde se deve movimentar para depois aparecer em zona privilegiada para a finalização, fazendo-o de forma fria e objectiva.

Goleador nato, trata-se de um avançado-centro letal, sendo eficaz tanto com os pés como com a cabeça e ideal para um esquema 4x3x3, onde a equipa não viva obcecada em jogar para o austríaco, mas procure-o muitas vezes como referência e destino do futebol ofensivo.

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