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Adam Maher

Adam Maher apontará a Alvalade?

Numa fase em que vão crescendo os rumores de possíveis saídas de peso no meio-campo do Sporting, é com alguma naturalidade que os verde-e-brancos vão sondando o mercado na busca de alternativas, sendo que Adam Maher, do PSV, parece ser um dos alvos referenciados.

Box-to-box de perfil ofensivo, o internacional holandês vem de duas temporadas de menor fulgor, situação que pode fazer deste o melhor timing para que os leões assegurem um grande talento por um preço bastante em conta.

Afinal, até há não muito tempo, Adam Maher era um jogador colocado na órbita de grandes colossos do futebol mundial, num bom cartão de visita das qualidades de um jogador que, aos 23 anos, está muito a tempo de reerguer a sua carreira para os patamares de excelência que eram expectáveis.

Produto das escolas do AZ

Adam Maher nasceu a 20 de Julho de 1993 em Ait Izzou, Marrocos, ainda que cedo tenha rumado à Holanda, país que, aliás, representa desde as camadas jovens, já somando um total de cinco jogos pela selecção A da “laranja”.

Ao nível clubístico, o médio-ofensivo começou a sua carreira nos modestos SV Diemen e AVV Zeeburgia, ainda que tenha chegado muito cedo ao AZ Alkmaar, emblema onde terminou o seu percurso juvenil e se estreou ao nível sénior com 17 anos, isto num duelo da Liga Europa diante do BATE (3-0) e onde até marcou um golo.

Com uma ascensão meteórica, rapidamente se tornou numa referência do AZ Alkmaar, tendo somado, entre as temporadas de 2011/12 e 2012/13, um total de 91 jogos, 22 golos e 17 assistências.

Foi perdendo gás no PSV

Perante o gigantesco impacto que ia conhecendo no meio-campo do AZ, foi com naturalidade que começou a ser apontado a inúmeros gigantes do futebol europeu, ainda que se tenha transferido para bem perto, uma vez que haveria de rumar ao PSV, em 2013, por cerca de oito milhões de euros.

No emblema de Eindhoven, haveria de ser muito importante nas duas primeiras temporadas, nas quais somou um total de 83 jogos e 13 golos. Em 2015/16, contudo, perdeu bastante espaço no seio do PSV, terminando essa campanha com “apenas” 20 jogos (três golos), tendo inclusivamente feito seis jogos pela equipa de sub-21.

Ora, essa quebra de importância terá feito com que Adam Maher não tenha dito que não a uma mudança de ares, tendo sido nos turcos do Osmanlispor que foi evoluindo esta época. Aí, por empréstimo do PSV, soma 37 jogos (dois golos, três assistência) em números que reflectem alguma recuperação, mas ainda estão muito distantes da glória do passado recente.

Mais ofensivo que Adrien

Adam Maher é preferencialmente um médio-ofensivo (o vulgo “dez”), destacando-se pela elegância, inteligência posicional, evoluída qualidade técnica, boa capacidade de passe (curta e longa distância) e finalização, e uma extraordinária visão de jogo.

Fisicamente não é muito forte (1,74 metros, 75 quilos), mas compensa esse factor com uma excelente ocupação de espaços. Raçudo, é um bom recuperador de bolas e muito importante na primeira zona de pressão, isto mesmo quando joga a “dez”.

Essas características, aliás, também o colocam perfeitamente habilitado a fazer a posição de box-to-box, sendo certamente aí que Jorge Jesus o utilizará caso o internacional holandês rume mesmo a Alvalade.

Nessa posição, e em comparação com actual titular Adrien Silva, é inegável que Adam Maher iria oferecer muito mais em termos ofensivos, uma vez que as rotinas de médio-ofensivo o aproximam muito mais dos avançados do que o que acontece com o internacional português. Ao nível defensivo, todavia, o jovem de 23 anos certamente ganharia muito mais a jogar na companhia de um “seis” de perfil mais conservador (Danilo seria feito à medida, por exemplo) do que ao lado de William Carvalho.

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van Breukelen é uma lenda holandesa

Hans van Breukelen foi um guarda-redes holandês de grande qualidade e que criará sempre um travo amargo na boca dos portugueses, nomeadamente dos benfiquistas, pois foi ele que defendeu o penalti de Veloso, que havia de entregar a Taça dos Campeões, em 1988, ao PSV Eindhoven. Contudo, falar do internacional holandês e apenas nos lembrarmos desse momento fatídico para os encarnados é extremamente redutor e injusto. 73 vezes internacional pela Holanda, selecção pela qual venceu o campeonato da Europa em 1988, vencedor do campeonato holandês por seis vezes e da Taça da Holanda por três ocasiões, van Breukelen marcou uma era do futebol holandês, sendo, claramente, um dos melhores guarda-redes holandeses de todos os tempos.

Destacou-se no FC Utrecht

Johannes Franciscus “Hans” van Breukelen nasceu a 4 de Outubro de 1956 em Utrecht e iniciou a sua carreira profissional vinte anos depois no clube mais representativo da sua cidade natal, o FC Utrecht.

Entre 1976 e 1982, o lendário guarda-redes holandês efectuou 142 jogos pelo FC Utrecht, tendo sido titular absoluto entre 1978/79 e 1981/82. Ainda assim, durante esse período, van Breukelen não conquistou qualquer título, tendo como momento mais alto a final da Taça da Holanda em 1981/82, competição que o FC Utrecht acabou por perder para o AZ.

Substituiu Peter Shilton na terra de Robin Hood

Já com a época de 1982/83 em andamento, o internacional holandês acabou por trocar a liga holandesa pela inglesa, transferindo-se para o Nottingham Forest, onde teria a difícil missão de fazer esquecer Peter Shilton.

No clube da cidade popularizada por Robin Hood, van Breukelen haveria de fazer duas temporadas de bom nível em termos individuais, mas voltaria a não conquistar qualquer título colectivo, ainda que em 1983/84 a época tenha sido de muito boa qualidade, pois o Nottingham Forest foi terceiro no campeonato e alcançou as meias-finais da Taça UEFA.

Eternizou-se no PSV

Em 1984, van Breukelen regressou ao campeonato holandês e, desta feita, para actuar por um dos clubes mais representativos dos Países Baixos, o PSV.

No gigante de Eindhoven, o internacional holandês haveria de permanecer por dez temporadas, ou seja, até ao final da sua carreira desportiva, tendo sido sempre titular e tendo conseguido, finalmente, alcançar os tão ambicionados títulos colectivos.

De facto, no PSV, van Breukelen fez 308 jogos e conquistou seis campeonatos holandeses, três taças da Holanda e, acima de tudo, a Taça dos Campeões em 1987/88, quando o clube de Eindhoven superou o Benfica na final (0-0, 6-5 g.p.) após o guarda-redes holandês ter defendido o penalti decisivo do lateral Veloso.

Para além disso, o internacional holandês conquistou o título de melhor guarda-redes da Holanda por quatro ocasiões (1987, 88, 91 e 92).

Esteve numa fase dourada da Laranja Mecânica

van Breukelen actuou na selecção holandesa entre 1980 e 1992, tendo alcançado 73 internacionalizações e participado nos campeonatos da Europa de 1980, 88 e 92 e no Mundial de 1990.

O momento mais alto da sua carreira na Laranja Mecânica, foi, claramente, a conquista do Campeonato da Europa em 1988, em casa, quando a Holanda entrou mal (derrota com a União Soviética por 1-0), mas depois superou Inglaterra (3-1), Rep. Irlanda (1-0), Alemanha Ocidental (2-1) e União Soviética (2-0) para conquistar o ambicionado título continental.

Guarda-redes frio e muito seguro

van Breukelen era um guarda-redes que parecia ocupar toda a baliza, tal era a qualidade do seu posicionamento e a inteligência de movimentos entre os postes.

Líder dentro de campo, não se cansava de dar indicações aos companheiros de equipa, parecendo comandar todo o sector defensivo com um rigor inacreditável.

Apesar de toda a segurança e sobriedade, van Breukelen era muito elástico e conseguia, de quando em vez, efectuar defesas espectaculares, no entanto, foi na segurança e na eficácia de processos que o internacional holandês mais se destacou e, assim, garantiu um lugar na história do futebol.

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Os adeptos leoninos voltam a acreditar

Depois de duas épocas desastrosas em termos desportivos, o Sporting procura reassumir-se como um grande de pleno direito no contexto actual do futebol português. Após a vitória nas recentes eleições de Godinho Lopes, o duo de directores gerais: Luís Duque e Carlos Freitas lançaram as mãos à obra, dispensando jogadores como Nuno André Coelho, Maniche, Pedro Mendes ou Vukcevic e adquirindo jogadores de renome como Diego Capel, Bojinov, Schaars, Rodríguez ou Rinaudo, numa enorme revolução, mas que se exigia, devido ao triste passado recente do clube verde-e-branco. Agora, num ano em que muitos julgavam de transição, o Sporting até parece em condições de lutar pelo título, mas a pergunta exige-se: Qual será o melhor onze do Sporting?

Rodríguez tem tudo para ser o líder defensivo

Uma defesa segura e com mais centímetros

Na baliza e nas laterais do sector recuado não haveriam alterações a 2010/11 nem poderiam haver. Rui Patrício (guarda-redes) e João Pereira (lateral-direito) foram dos melhores elementos verde-e-brancos da temporada passada e Evaldo, mesmo sem ter feito uma temporada brilhante, não tem um verdadeiro concorrente do lado-esquerdo da defesa, pois o francês Turan ainda está demasiado “verde” para tamanha responsabilidade.

No entanto, no centro da defesa, a entrada de Onyewu e de Rodríguez é exigível, pois a dupla irá acrescentar muita qualidade aos verde-e-brancos, pelo poder físico e competência no jogo aéreo do norte-americano e, também, pela velocidade, capacidade de desarme e superior leitura de jogo do internacional peruano. Na verdade, estes dois jogadores poderão ser a chave para uma época bem mais descansada que a transacta em termos defensivos.

Schaars é uma clara mais-valia

Um duplo-pivot que já conquistou os adeptos

Apesar de existirem outras soluções de qualidade para as posições “seis” e “oito” como André Santos e Luís Aguiar, a titularidade deverá ser entregue ao internacional argentino Rinaudo e ao internacional holandês Schaars.

O ex-Gimnasia é um puro médio-defensivo que tem um pulmão inesgotável e que disputa cada lance como se fosse o último momento da sua vida, usando e abusando de uma agressividade (não confundir com maldade intencional) que tanto escasseou na temporada anterior. Esse futebol de Rinaudo será importantíssimo para as rápidas recuperações do esférico e para a segurança nas transições defesa-ataque e ataque-defesa.

Depois, na transição ofensiva, o jogador chave será o esquerdino Schaars. Um internacional holandês com uma capacidade táctica e técnica acima da média, que prima por uma extraordinária visão de jogo e uma qualidade fantástica na marcação de bolas paradas. O antigo jogador do AZ fará a ligação entre o “seis” (Rinaudo) e o “dez” (Matías), não havendo no plantel nenhum jogador que o possa fazer com a mesma competência e qualidade.

Matias deve jogar mais próximo da zona de tiro

Um trio de médios-ofensivos de luxo

À frente do duplo-pivot: Rinaudo/Schaars, surge uma linha de três jogadores, sendo dois deles alas/extremos (Diego Capel e Izmailov) e o outro (Matías) um puro “dez”.

Nas alas, optaria por dois jogadores de características diferentes. Do lado esquerdo, e porque Evaldo está cada vez mais um defesa-esquerdo e cada vez menos um lateral-esquerdo, colocava Diego Capel, que é um extremo mais puro e que pela sua velocidade e qualidade técnica se preocuparia mais em dar profundidade ofensiva à equipa com poucas preocupações defensivas, pois Evaldo e mesmo Schaars (excelente nas dobras no flanco esquerdo) seriam suficientes para esse desiderato.

Por outro lado, no flanco direito, colocava Izmailov, um jogador que para além de todas as suas inúmeras qualidades técnicas, é muito inteligente em termos tácticos, sendo capaz de dar profundidade ao lado direito do ataque, mas, ao mesmo tempo, equilíbrio táctico ao centro, abrindo também espaços para as subidas do lateral-direito João Pereira.

Por fim, numa posição intermédia entre o “dez” e o “nove”, numa posição tantas vezes desempenhada por João Pinto no Benfica ou no Sporting colocaria Matías Fernandez. O chileno é um “dez” com bastante sentido de baliza e deve jogar mais próximo do ponta de lança do que nas temporadas anteriores. Ali, mais perto da zona de tiro, penso que a qualidade técnica e de remate do internacional chileno poderá ser bem melhor aproveitada.

van Wolfswinkel marcou 20 golos a época passada

Uma referência de área

A ponta de lança, não se limitando a esperar que a bola lhe chegue aos pés, mas sempre preocupado em ser um farol para todo o futebol ofensivo dos verde-e-brancos actuaria van Wolfswinkel. Apesar de muito jovem, o internacional holandês é um jogador com uma qualidade técnica apreciável e que sabe movimentar-se muito bem na zona de tiro, sendo frio e letal na hora de atirar à baliza, seja com a cabeça ou com os pés.

Depois, bem servido por jogadores como Schaars, Capel, Matías ou Izmailov, tem todas as condições para explodir já nesta temporada e assumir-se como o principal goleador do Sporting 2011/12.

Porquê o 4x2x3x1?

Fala-se muito do Sporting poder actuar em 4x1x3x2, mas sem colocar essa táctica de parte para certo tipo de jogos, nomeadamente os de grau de dificuldade mais baixo, penso que os leões têm tudo a ganhar se usarem este 4x2x3x1. É uma táctica equilibrada, que permite segurança defensiva e profundidade ofensiva e, acima de tudo, mantém a equipa sempre equilibrada, facilitando as transições defesa/ataque e ataque/defesa.

Por outro lado, o 4x1x3x2, muitas vezes, ou não garante segurança à frente da defesa, abrindo demasiados buracos entre a defesa e o meio-campo ou faz com que os dois médios-centro fiquem demasiado distantes dos dois avançados, obrigando a que um dos atacantes recue muito no terreno para ir buscar jogo e funcione quase como um dez. Quando isso acontece, a táctica acaba por se transformar num 4x2x3x1, mas muitas vezes com um “dez” a “oito” e um ponta de lança a “dez”… Lembram-se de quantas vezes isto aconteceu ao Sporting na temporada transacta?

Assim sendo, e tendo em conta o valioso banco que o Sporting teria, com jogadores do calibre de Luís Aguiar, Bojinov, Hélder Postiga ou André Santos, penso que este onze em 4x2x3x1 seria o mais indicado, ficando o 4x1x3x2 como esquema alternativo para quando a ocasião o exigisse.

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Schaars era o capitão do AZ

Por uma mera bagatela de 825 mil euros, chegou ao Sporting Clube de Portugal um dos mais requisitados médios de transição da Eredivisie, o internacional holandês: Stijn Schaars.

Nascido a 11 de Janeiro de 1984 em Gendt, Holanda, Stefanus Johannes “Stijn” Schaars iniciou a sua carreira nas camadas jovens do De Batavan, antes de se mudar posteriormente para Arnhem para representar o Vitesse.

No clube eliminado pelo Sporting nos oitavos de final da Taça UEFA (90/91), Schaars estreou-se profissionalmente a 9 de Março de 2003 num duelo no campo do FC Utrecht, em que o Vitesse saiu derrotado por quatro bolas a uma.

Desde essa partida, o internacional holandês, haveria de efectuar 50 jogos (5 golos) ao serviço do Vitesse, abandonando o clube de Arnhem no final da temporada 2004/05, para representar o AZ Alkmaar.

Tornou-se o capitão do AZ

No clube de Alkmaar, Schaars rapidamente assumiu a titularidade, tendo apenas falhado metade da temporada 2006/07 e a totalidade da época 2007/08 devido a uma grave lesão que lhe proporcionou um enorme tempo de paragem.

Contudo, apesar de ter ficado parado cerca de ano e meio, o internacional holandês teve força de vontade e capacidade para superar o infortúnio e, em 2008/09, quando regressou à competição, nem parecia que havia ficado tanto tempo parado.

Até 2010/11 e mesmo tendo ficado época e meia sem jogar, Schaars efectuou 129 jogos (7 golos) pelo AZ, tendo se sagrado campeão holandês na temporada 2008/09 e conseguido chegar a capitão de equipa do importante clube dos Países Baixos.

Médio de transição de grande qualidade

Se Domingos optar, como se espera, por utilizar o 4x2x3x1 como táctica predilecta para o Sporting, Schaars será o jogador ideal para actuar ao lado de um “seis” como jogador com capacidade de efectuar rápidas transições, ou seja, o atleta a quem agora se gosta de chamar de “box to box”.

Raçudo e lutador, Schaars destaca-se pela enorme capacidade táctica e inteligência nas movimentações, apresentando também um pé esquerdo de boa qualidade que é importante na sua qualidade de passe e nos lances de bola parada.

Neste momento, na experiência dos 27 anos e com 15 internacionalizações pela selecção laranja, Stijn Schaars será, claramente, um reforço de peso para o Sporting (2011/12).

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A Dinamarca, até hoje, participou em apenas três campeonatos do mundo, mas, ainda assim, nunca foi eliminada na fase de grupos, passando sempre às eliminatórias. A equipa escandinava atingiu os oitavos de final em 1986 e 2002 e os quartos de final em 1998, provando que sempre que chega a uma fase final faz boa figura. Apurados para o Mundial da África do Sul, os dinamarqueses apresentam uma selecção sem estrelas, mas com o habitual rigor escandinavo. Um conjunto que, na qualificação, cometeu a proeza de ficar à frente de Portugal e Suécia e que não perdeu nenhum jogo contra essas selecções. Agora, veremos se diante de Holanda, Japão e Camarões, a tradição mantém-se e os vikings voltam a chegar à segunda fase.

A Qualificação

Integrada no Grupo 1 da zona europeia de qualificação com Portugal, Suécia, Hungria, Albânia e Malta, a Dinamarca fez uma excelente fase de apuramento, terminando no primeiro lugar com dois pontos de avanço sobre Portugal (2º).

A equipa dinamarquesa apenas perdeu um jogo, quando já se encontrava apurada (Hungria, em casa, 0-1) e teve resultados de grande nível como a vitória em Portugal (3-2) e o duplo triunfo diante da Suécia (1-0 e 1-0).

Em suma, tratou-se de uma fase de qualificação quase irrepreensível e que garantiu, justamente, o apuramento dos vikings para o Mundial 2010.

Grupo 1 – Classificação

  1. Dinamarca 21 pts
  2. Portugal 19 pts
  3. Suécia 18 pts
  4. Hungria 16 pts
  5. Albânia 7 pts
  6. Malta 1 pt

O que vale a selecção dinamarquesa?

A Dinamarca funciona como equipa, pois o colectivo superioriza-se sempre à influência individual de qualquer jogador. O futebol viking tem poucos rasgos, mas, por outro lado, é muito mecanizado, frio e objectivo, conseguindo, quase sempre, levar água ao seu moinho.

Na defesa, os dinamarqueses têm um guarda-redes com muita experiência e que garante grande segurança ao sector recuado: Sorensen. Depois, a dupla de centrais é de enorme qualidade, pois os vikings contam com Daniel Agger e Simon Kjaer. Duas torres, quase intransponíveis pelo ar e que são competentes no um contra um, tendo, também, um excelente posicionamento táctico. Por fim, os laterais são Simon Poulsen (defesa esquerdo), que é um atleta mais ofensivo e Lars Jacobsen (defesa direito), lateral mais defensivo e que garante solidez ao quarteto defensivo.

Num meio campo em linha, tradicional do 4-4-2 clássico, os escandinavos usam o duplo pivot: Christian Poulsen-Jakob Poulsen. Neste sistema, Christian é o médio mais defensivo, um destruidor de jogo com poucas ou nenhumas preocupações ofensivas e Jakob é o médio box to box, que, apesar de não poder descurar a defesa, também tem de subir no terreno e apoiar os dois atacantes da selecção dinamarquesa. Por outro lado, nas alas, actuam Martin Jorgensen (à esquerda) e Rommedahl (à direita). Jorgensen é um jogador que procura a linha, mas também as diagonais para dentro, ajudando a minimizar a ausência de um nº10 puro, enquanto Rommedahl, na direita, é quase um extremo, forte no um contra um e que procura sempre a linha para cruzar. No banco, os dinamarqueses se preferirem trocar Jorgensen por outro extremo puro têm ainda Gronkjaer.

Por fim, no ataque, deve actuar a dupla Tomasson-Bendtner. Mais do que jogarem um ao lado do outro, o que deve acontecer é Tomasson aparecer mais nas costas, como avançado de suporte e Bendtner surgir como ponta de lança puro. Além de Tomasson (um excelente avançado) ser quase perfeito a jogar dessa forma, isso também garante maior apoio a Bendtner, que, assim, tem condições facilitadas para fazer o que melhor sabe: golos. Ainda assim, se Morten Olsen preferir actuar com dois pontas de lança puros, pode sempre abdicar de Tomasson e lançar o forte e gigante atacante do Duisburgo: Soren Larsen.

Integrada no Grupo E com Holanda, Camarões e Japão, a Dinamarca terá no primeiro lugar uma missão quase impossível, mas a enorme qualidade táctica, mesclada com o talento de um ou outro jogador deve ser suficiente para alcançarem o segundo lugar.

O Onze Base

Como referido anteriormente, a equipa escandinava deve actuar num 4-4-2 com Sorensen (Stoke City) na baliza; Simon Poulsen (AZ), Kjaer (Palermo), Daniel Agger (Liverpool) e Jacobsen (Blackburn) na defesa; Jorgensen (AGF), Christian Poulsen (Juventus), Jakob Poulsen (Aahrus) e Rommedahl (Ajax) no meio campo; e a dupla: Tomasson (Feyenoord) e Bendtner (Arsenal) no ataque.

Classificação – Previsão “A Outra Visão”

Apesar se ser muito sólida tacticamente, a Dinamarca não deverá ter condições de disputar o primeiro lugar com a Holanda, pois a diferença de valores individuais é muito pronunciada para ser posta em causa pelo colectivismo escandinavo. Ainda assim, os dinamarqueses devem-se superiorizar a camaroneses e japoneses. Os vikings são muito melhores em termos tácticos e físicos que estes adversários e, mesmo em termos técnicos, apenas perdem para a selecção africana.

Calendário – Grupo E (Mundial 2010)

  • 14 de Junho: Dinamarca vs Holanda
  • 19 de Junho: Dinamarca vs Camarões
  • 24 de Junho: Dinamarca vs Japão

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Esta é apenas a terceira participação da Austrália num campeonato do mundo, todavia, a evolução dos “cangurus” é impressionante. O percurso no Mundial 2006 foi brilhante e passou pela eliminação do Japão e da Croácia. Nessa competição, a equipa australiana apenas caiu nos oitavos de final aos pés da Itália (0-1) e o golo que lhes custou a eliminação só surgiu nos descontos, através de um penalti muito duvidoso. Agora, quatro anos mais tarde e beneficiando da mudança da Confederação da Oceania para a Confederação Asiática (situação que em muito melhorou a sua competitividade), os cangurus prentendem, pelo menos, fazer uma campanha igual à do campeonato do mundo anterior. Veremos se Gana, Sérvia e Alemanha estão pelos ajustes.

A Qualificação

Na 3ª Fase de apuramento, sabendo que se apuravam duas equipas, os australianos relaxaram um pouco e acabaram por terminar o agrupamento com duas derrotas. Mesmo assim, num grupo forte com Qatar, Iraque e China, terminaram no primeiro posto com os mesmos pontos do segundo classificado: Qatar.

No entanto, a participação na 4ª e última fase de apuramento foi impressionante. Diante de Japão, Bahrain, Qatar e Uzbequistão, os cangurus venceram seis jogos, empataram dois e não perderam nenhum, terminando na primeira posição com mais cinco pontos que a selecção nipónica.

Nesta campanha, destaque para a vitória caseira diante do Japão (2-1) e das duas vitórias diante da complicada selecção do Bahrain (1-0 e 2-0), que, lembre-se, eliminou a Arábia Saudita de José Peseiro.

Em suma, tratou-se de uma excelente caminhada que só poderia terminar com o apuramento australiano para o campeonato do mundo de futebol.

3ª Fase: Grupo 1 – Classificação

  1. Austrália 10 pts
  2. Qatar 10 pts
  3. Iraque 7 pts
  4. China 6 pts

4ª Fase: Grupo A – Classificação

  1. Austrália 20 pts
  2. Japão 15 pts 
  3. Bahrain 10 pts
  4. Qatar 6 pts
  5. Uzbequistão 4 pts

O que vale a selecção australiana?

Apesar da selecção australiana vir do outro lado do mundo, trata-se de uma equipa de perfil europeu, pois quase todos os seus jogadores actuam em clubes do velho continente. A equipa de Phil Verbeek, apesar de calculista e de privilegiar o colectivo, tem  também excelentes valores individuais como Kewell e Cahill e deverá disputar o segundo lugar do Grupo D com Gana e Sérvia.

Actuando em 4-4-2 clássico, a Austrália apresenta um esquema defensivo composto por um guarda-redes muito seguro (Schwarzer), dois laterais muito ofensivos (Chipperfield e Emerton) e, depois, no centro da defesa, um duo experiente: Moore e Lucas Neill, sendo que Rhys Williams, central do Middlesbrough, também é uma excelente opção.

No meio campo, Jason Culina é um médio defensivo que não se limita a destruir jogo, pois é muito bom no passe curto e combina muito bem com o box to box e grande estrela da equipa: Tim Cahill. Ao médio do Everton cabe a exigente tarefa de construção de jogo ofensivo dos “socceroos”, mas, também, de ajudar Culina nas tarefas defensivas. Depois, nas alas, encontramos Bresciano (à esquerda) e Wilkshire (à direita). Dois atletas que atacam bem, mas que também são seguros a defender, dando muita consistência táctica à equipa australiana.

Por fim, o ataque está entregue a Holman e Kewell. Nenhum deles é um ponta de lança puro, pois ambos são jogadores muito móveis que gostam de cair para as linhas e confundir as marcações. Apesar de nenhum ser um verdadeiro goleador, poderão criar muitos problemas às defesas contrárias, nomeadamente, Kewell, um jogador de grande qualidade técnica, fortíssimo no um contra um e que costuma ser letal na finalização. No caso de Phil Verbeek querer dar mais poder de fogo aos cangurus, basta retirar Holman, recuar um pouco Kewell e lançar, como ponta de lança fixo, o atacante do Nagoya: Kennedy.

Uma equipa muito homogénea e de boa qualidade que pode surpreender por terras sul-africanas.

O Onze Base

Temos muitas dúvidas se o seleccionador Verbeek vai optar por Holden ou Kennedy, mas, se optar pelo atacante mais móvel, o onze deverá ser Schwarzer (Fulham) na baliza; Chipperfield (Basileia), a defesa-esquerdo, Emerton (Blackburn), à defesa direito e Moore (Kavala) e Neill (Galatasaray) como centrais; Depois, no meio campo, Culina (Gold Coast) a trinco, Cahill (Everton), a médio centro, e Bresciano (Palermo) e Wilkshire (Dínamo Moscovo) como alas; Por fim, no ataque, dois atacantes plenos de mobilidade: Kewell (Galatasaray) e Holman (AZ).

Classificação – Previsão “A Outra Visão”

O grupo dos australianos não é nada fácil, todavia, se não parecem ter condições de disputar o primeiro lugar com os alemães, aparentam ter as mesmas hipóteses de sérvios e ganeses na luta pelo segundo lugar. Aliás, se os cangurus continuarem a demonstrar a grande consistência táctica que têm apresentado até aqui, poderão, inclusivamente, ter alguma vantagem na luta pelo último posto de apuramento para os oitavos de final.

 Calendário – Grupo D (Mundial 2010)

  • 13 de Junho: Austrália vs Alemanha
  • 19 de Junho: Austrália vs Gana
  • 23 de Junho: Austrália vs Sérvia

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A Argentina, bicampeã mundial (1978 e 1986), tem, nos últimos tempos, enfrentado desilusões atrás de desilusões nos campeonatos do mundo de futebol. A equipa azul celeste, depois de ter sido vice-campeã em 1990, participou em todos os campeonatos mundiais, mas nunca passou dos quartos de final, sendo que, em 2002, nem passou da primeira fase. Este ano, treinada pelo muito contestado Diego Maradona, a Argentina leva um dos melhores ataques de que há memória: Agüero, Messi, Tevez, Higuaín, Diego Milito… Porém, o meio-campo e, acima de tudo, a defesa, estão longe de entusiasmar e as dificuldades com que os sul-americanos passaram a qualificação provam isso mesmo. Restará, agora, a Diego Maradona, provar que as suas ideias são correctas e arrancar para um excelente campeonato do mundo ou, ao invés, desiludir, uma vez mais, 40 milhões de argentinos.

A Qualificação

A Argentina, integrada na zona sul-americana de qualificação, fez uma fase de classificação muito pobre para uma equipa com os seus pergaminhos. A equipa azul-celeste não conseguiu ganhar um único jogo diante de Paraguai (1-1 e 0-1), Brasil (0-0 e 1-3) e, até, Equador (1-1 e 0-2), perdendo, ainda, na Bolívia por seis bolas a uma.

Ainda assim, os argentinos chegaram à última jornada a necessitarem de apenas um empate, no Uruguai, para assegurarem o apuramento directo. Nesse jogo, a Argentina foi uma equipa de raça e enorme coração, acabando por vencer a partida com um golo do ex-portista Mário Bolatti.

Os azul-celestes conseguiram, assim, com enorme sofrimento, o apuramento para o Mundial 2010.

Zona sul-americana – Classificação

  1. Brasil 34 pts
  2. Chile 33 pts
  3. Paraguai 33 pts
  4. Argentina 28 pts
  5. Uruguai 24 pts
  6. Equador 23 pts
  7. Colômbia 23 pts
  8. Venezuela 22 pts
  9. Bolívia 15 pts
  10. Peru 13 pts

O que vale a selecção argentina?

O ataque da selecção argentina é, certamente, o melhor ataque do campeonato do mundo. Com atletas ao dispor como: Messi, Agüero, Tevez, Higuaín ou Diego Milito, o problema para Maradona será o da escolha. Com elementos móveis e outros mais fixos, o seleccionador poderá optar pelas mais variadas duplas/triplas de ataque, consoante o adversário e/ou esquema pretendido.

No entanto, o meio campo, tirando os alas: Di Maria e Maxi Rodríguez, está longe de entusiasmar. Verón é um bom “regista” que pauta bem o jogo a meio campo, mas, aos 35 anos, já não tem o pulmão de outrora, parecendo, por vezes, desaparecer perigosamente do jogo. Depois, o trinco escolhido por Diego Maradona (Mascherano), apesar de ter qualidade, não parece ser a melhor opção para o lugar. A situação torna-se ainda mais incompreensível, quando o seu suplente é Bolatti e, por exemplo, Cambiasso nem sequer foi convocado.

Na defesa, Maradona, à excepção de Clemente Rodríguez (lateral direito de raíz), apenas levou defesas centrais. A ideia do antigo astro do Nápoles será criar uma linha defensiva compacta para que o meio campo e o ataque possam soltar melhor a sua magia. Mas, se, por exemplo, Heinze é competente como defesa-esquerdo, temos dúvidas que Otamendi (um excelente defesa-central) consiga funcionar como lateral direito.

Em príncipio, Maradona deverá optar por um 4-4-2 com Messi e Higuaín na frente. No entanto, não será descabida a hipótese de, mantendo o duplo pivot: Mascherano/Verón, a equipa optar por um ataque híbrido com Di Maria como extremo esquerdo puro, Messi a flectir da direita para o meio e Agüero a funcionar como segundo avançado a apoiar Higuaín ou Diego Milito.

Integrada no Grupo B, com Grécia, Coreia do Sul e Nigéria, a equipa azul-celeste, independentemente do esquema utilizado por Maradona, deverá passar o agrupamento sem problemas e em primeiro lugar.

O Onze Base

Tal como dissemos anteriormente, a dúvida no onze argentino passa por não sabermos se Maradona optará por um 4-4-2 puro ou se, ao invés, optará pela segunda hipótese no mesmo esquema, mas num sistema mais híbrido.

No esquema 4-4-2 clássico, os sul-americanos deverão jogar com Romero (AZ) na baliza; um quarteto defensivo com Heinze (Marselha), Otamendi (Velez Sarsfield), Samuel (Inter) e Demichelis (Bayern), sendo que Heinze (à esquerda) e Otamendi (à direita) serão os laterais; um meio campo com Mascherano (Liverpool) e Verón (Estudiantes) como duplo-pivot, Di Maria (Benfica) a ala esquerdo e Maxi Rodriguéz (Liverpool) no flanco oposto; por fim, no ataque, a dupla: Messi (Barcelona) e Higuaín (Real Madrid)

No o 4-4-2 híbrido, a única nuance seria a saída de Maxi Rodríguez para entrar Agüero (Atl. Madrid), passando Messi para a direita e ficando Agüero a apoiar o ponta de lança Higuaín.

 Classificação – Previsão “A Outra Visão”

Apesar das dificuldades que passou na fase de qualificação, pensamos que, no campeonato do mundo, a Argentina vai mostrar maior competência, pois terá mais tempo para trabalhar em conjunto e evoluir. Assim sendo, é provável que a equipa azul-celeste ganhe o Grupo B sem grandes problemas e, provavelmente, conquistando triunfos nos três jogos.

Calendário – Grupo B (Mundial 2010)

  • 12 de Junho: Argentina vs Nigéria
  • 17 de Junho: Argentina vs Coreia do Sul
  • 23 de Junho: Argentina vs Grécia 

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