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Piccini

Piccini é reforço do Sporting para 2017/18

Depois do defesa-central André Pinto (ex-Sp. Braga), surgiu a oficialização do segundo reforço do Sporting para 2017/18, tratando-se este do internacional sub-21 italiano, Cristiano Piccini, lateral-direito que vinha evoluindo no país vizinho, mais concretamente no Betis.

Nascido a 26 de Setembro de 1992 em Florença, Itália, Cristiano Piccini iniciou o seu percurso futebolístico ao serviço do modesto Sporting Arno, ainda que tenha chegado à bem mais emblemática Fiorentina com apenas dez anos de idade.

No clube toscano, o lateral-direito haveria de concluir o seu processo formativo, chegando inclusivamente a estrear-se na Serie A em 2010/11, com apenas 18 anos, quando foi suplente utilizado numa vitória diante do Cagliari (1-0).

Vários empréstimos em Itália

Muito jovem, foi sem surpresa que Cristiano Piccini não encontrou espaço na Fiorentina, tendo naturalmente iniciado um périplo de cedências por outros clubes italianos, claramente mais modestos.

Ainda assim, há que destacar que o lateral-direito foi sempre subindo um degrau evolutivo à passagem de cada temporada, surgindo em 2011/12 na Lega Pro (terceiro escalão), ao serviço do Carrarrese (32 jogos, um golo), isto antes de saltar para o Spezia (Serie B) na época seguinte, onde fez 30 jogos.

Em 2013/14, deu-se enfim o regresso ao principal escalão do futebol italiano, desta feita num empréstimo ao modesto Livorno, clube onde Cristiano Piccini haveria de somar 21 jogos, numa campanha que redundaria num último lugar na Série A e na natural descida de divisão.

Três anos na Andaluzia

Continuando a não contar para a Fiorentina, o jovem futebolista toscano haveria de aproveitar o Verão de 2014 para mudar não só de clube como de país, rumando a Espanha e ao Bétis, novamente por empréstimo do conjunto “viola”.

Na Andaluzia, a sua primeira temporada seria marcada por variadas lesões, situação que levou o lateral-direito a fazer apenas 15 jogos oficiais numa época que haveria de redundar na conquista da Segunda Liga espanhola por parte do Betis e no consequente regresso ao principal escalão.

Aí, Cristiano Piccini haveria de somar 39 jogos entre 2015 e 2017, sendo ainda necessário acrescentes mais quatro jogos para a Taça do Rei. Estes números, contudo, podiam ser muito melhores, não fosse o italiano ter sofrido mais um conjunto de lesões, sendo a mais grave a sofrida a 16 de Janeiro de 2016, quando fez uma rotura de ligamentos no joelho direito, maleita que o afastou dos relvados por seis meses.

Superior a Schelotto

É certo que Cristiano Piccini termina esta sua passagem por Sevilha sob um coro de críticas dos adeptos do Betis e, inclusivamente, como suplente do jovem Rafa Navarro, mas a verdade é que o italiano chegou a ter a cotação bastante em alta no país vizinho.

Aliás, basta pensar que, apesar de ter feito apenas 15 jogos oficiais em 2014/15, isso não impediu que o Betis tenha avançado para a sua aquisição definitiva por 1,5 milhões de euros, numa prova clara de que o lateral-direito mostrou imediatas qualidades nos (poucos) jogos que fez na sempre difícil Segunda Liga espanhola.

As lesões, afinal, têm sido o maior travão à ascensão de um futebolista que é muito forte no processo ofensivo, fruto da sua rapidez e boa qualidade técnica, talentos que permitem que seja forte no um contra um, competente a cruzar e dê bastante profundidade pelo seu flanco.

Defensivamente, e ainda que seja claramente superior ao seu futuro colega Schelotto, é certo que o jovem de 24 anos ainda terá que evoluir um pouco, uma vez que comete por vezes graves erros posicionais, algo que lhe causou alguns dissabores no Betis e que inclusivamente foram fulcrais para a sua queda de graça entre a afición verdiblanca.

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Miguel Lopes foi uma surpresa

Uma das grandes surpresas da convocatória de Paulo Bento para este campeonato da Europa é, claramente, Miguel Lopes, lateral-direito do Sporting de Braga que poucos esperavam que estivesse nos 23 elementos que vão representar Portugal no Euro 2012. Produto das escolas de clubes como o Oriental, Olivais e Moscavide ou Alverca, Miguel Lopes iniciou a sua carreira profissional no Benfica, todavia, teve de dar alguns passos atrás na carreira até conseguir, este ano, o momento mais alto da sua carreira desportiva, sendo titular no Sp. Braga e conseguindo a viagem para a Polónia e Ucrânia.

Percurso Desportivo

Hugo Miguel Almeida Costa Lopes nasceu a 19 de Dezembro de 1986 em Lisboa, Portugal, tendo iniciado a sua carreira no Oriental e passado pelo Olivais e Moscavide e Alverca, antes de se transferir para o Benfica. Nos encarnados, representou a equipa B em 2005/06, tendo realizado 24 jogos e marcado 4 golos. Ainda assim, não convenceu os responsáveis encarnados, tendo se transferido depois para o Operário na época seguinte.

Nos açorianos, em plena II Divisão B, Miguel Lopes jogou com regularidade (23 jogos, 7 golos), garantindo, sem surpresa, uma transferência para o Rio Ave, clube que representou entre 2007 e 2009 e onde  foi peça importante no regresso dos vilacondenses ao primeiro escalão.

Esse bom desempenho no Rio Ave permitiu novo salto ao jovem lateral, sendo que Miguel Lopes se mudou para o FC Porto no início de 2009/10. Todavia, nessa época, o lateral português não se impôs totalmente, acabando emprestado ao Betis em 2010/11.

Depois de uma época de bom nível na equipa andaluza (22 jogos), Miguel Lopes preparava-se para ser novamente emprestado a outro clube espanhol (Saragoça) em 2011/12, contudo, vários problemas inerentes a essa cedência acabaram por fazer com que o internacional português ficasse parado durante os primeiros seis meses da última temporada.

Como tal, Miguel Lopes apenas voltou à acção na segunda metade de 2011/12, desta feita, num empréstimo ao Sp. Braga, clube onde terminou a época em excelente nível, tendo garantido a titularidade e, também, um lugar no Euro 2012.

Como joga?

Miguel Lopes é preferencialmente um lateral-direito que defende com critério e sabe subir com coerência pelo seu flanco, criando desequilíbrios no ataque.

Raçudo e inteligente em termos posicionais, não é um portento de técnica, contudo, tem assinalável qualidade de passe e cruza com qualidade quando ganha a linha.

Apesar de tudo, e havendo João Pereira e, até, Ricardo Costa como opção para a lateral-direita, será difícil que Miguel Lopes tenha grandes ocasiões para jogar no Euro 2012.

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Rui Patrício será titular no Euro 2012

Muita coisa mudou desde a primeira participação de Rui Patrício num campeonato da Europa. Nessa altura, o actual titular indiscutível da selecção nacional surgiu no Euro 2008 como terceira opção para a baliza, atrás de Ricardo e Nuno, sendo ainda um jogador amplamente criticado pelas dificuldades que tinha nos cruzamentos e pelos “frangos” que, muitas vezes, dava ao serviço do Sporting Clube de Portugal. Agora, tudo é diferente, pois aquele que vai ser o guarda-redes mais novo de sempre a defender a baliza portuguesa numa grande competição internacional é um jogador que cresceu imenso, refinando as suas qualidades e corrigindo (quase) todos os seus defeitos, sendo honesto dizer-se, que muito do possível sucesso de Portugal no Euro 2012 terá de passar pelas luvas do ainda guarda-redes verde-e-branco.

Percurso desportivo

Rui Pedro dos Santos Patrício nasceu a 15 de Fevereiro de 1988 em Marrazes, Leiria, tendo iniciado a sua carreira nas camadas jovens do Leiria e Marrazes. Em 2001, transferiu-se para o Sporting, clube onde se encontra até ao momento actual.

No futebol sénior, a sua estreia deu-se em 2006/07, quando a 19 de Novembro de 2006, numa deslocação dos leões à Madeira para defrontar o Marítimo, substituiu a meio do jogo Ricardo e ainda foi a tempo de ser decisivo, defendendo uma grande penalidade.

A partir da temporada seguinte, beneficiou da saída de Ricardo para o Betis e dos problemas disciplinares de Stojkovic, para tornar-se o titular da baliza leonina, estatuto que mantém de forma indiscutível.

Ao serviço dos leões, Rui Patrício já efectuou 185 jogos, tendo, graças às suas boas exibições, atingido a titularidade da selecção nacional e granjeado o interesse de inúmeros clubes de nomeada no seu concurso.

Qualidades e Lacunas

No início da carreira, Rui Patrício tinha uma enorme lacuna que passava pela gritante dificuldade que tinha nas saídas aos cruzamentos. Apesar da sua altura (1,88 metros), o guarda-redes do Sporting era pouco efectivo a resolver essa situação específica do jogo, provocando constantes calafrios aos adeptos verde-e-brancos, sempre que a bola era bombeada para a área.

Ainda assim, com o passar do tempo e, principalmente, na actual época de 2011/12, o crescimento de Rui Patrício nesse capítulo específico do jogo foi fenomenal, sendo que, neste momento, o número um da selecção nacional já domina de forma extremamente positiva esse aspecto.

Para além disso, Rui Patrício é um guarda-redes que reúne inúmeras qualidades para a posição, destacando-se a velocidade de reacção (tanto aos remates como nas saídas aos pés dos avançados), elasticidade, coragem e inteligência entre os postes.

Como tal, o guarda-redes de 24 anos é, neste momento, uma das principais figuras da selecção portuguesa, sendo que o Euro 2012 deverá ser, efectivamente, a última montra para a transferência para um grande clube europeu.

 

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Tote desesperado com mais um falhanço

Recordo-me como se fosse hoje. Num jornal desportivo surgia a notícia de Totti no Benfica e lembro-me como fiquei estupefacto. Na altura, apesar de ainda só ter 23 anos, o atacante transalpino já era internacional por Itália e um dos mais importantes jogadores da equipa da AS Roma. Por certo, todos os adeptos encarnados que viram essa notícia exultaram, mas essa sensação de júbilo durou pouco, porque, no dia seguinte, os jornais já referiam outro atleta, que não era o italiano, mas sim o espanhol Tote, um, na altura, promissor atacante do Real Madrid, que seria emprestado por uma temporada aos encarnados. Talvez também seja bom pensaram, mas cedo perceberam que seria bem pior do que sonhavam…

Jorge López Marco “Tote” nasceu a 23 de Novembro de 1978 em Madrid e passou as camadas jovens entre o Atlético de Madrid (1992/93) e o Real Madrid, onde cedo se tornou numa das promessas da equipa merengue.

Depois de ter passado pelas equipas C e B do Real Madrid, os responsáveis da equipa madrilena entenderam que seria boa ideia emprestá-lo a um clube primo-divisionário para que o avançado espanhol pudesse continuar a sua evolução. Surpreendentemente, foi o Benfica a chegar-se à frente e a assegurar o empréstimo de Tote.

Estávamos em plena época de 1999/00 e o Benfica vinha de uma temporada fraca, onde não tinha passado da terceira posição e acreditava, agora, que Tote podia ser uma excelente opção de ataque para fazer dupla com Nuno Gomes.

Contudo, com o desenrolar da temporada, percebeu-se que Tote não era jogador para fazer a diferença (pelo menos para melhor) e rapidamente foi caindo nas opções do treinador. Muito trapalhão e com um faro de golo que fazia Hélder Postiga ser um clone do Gerd Müller, o avançado espanhol foi um desastre durante toda a época, ficando na retina um Benfica-Dínamo Bucareste (0-1), na Luz, em que Tote, sozinho, falhou dois ou três golos feitos, impedindo a vitória dos encarnados.

Assim sendo, foi sem surpresa que, no final da temporada 1999/00, devolveram Tote a proveniência e, assim, o pobre atacante espanhol esteve uma época a passear por entre as bancadas do Bernabéu, até que, em 2001/02, voltou a ser emprestado, desta vez ao Valladolid, onde fez uma época interessante (36 jogos, 7 golos)

Devido à boa temporada no Valladolid, voltou a integrar a equipa principal do Real Madrid, mas, mais uma vez, o sucesso do atacante espanhol foi o mesmo (nulo). No entanto, desta feita, o Real Madrid já não alinhou em empréstimos e vendeu-o ao Betis que, surpreendentemente, o acolheu de braços abertos.

Em Sevilha esteve entre 2003 e 2005, fazendo 17 jogos e apenas dois golos, levando os responsáveis béticos a perceberem que, realmente, não tinha sido boa ideia a sua contratação e a emprestá-lo, em Janeiro de 2005, ao Málaga, onde Tote, mais uma vez, demonstrou todo o seu faro de golo (zero tentos em nove jogos).

De insucesso em insucesso, o atacante castelhano não desistia e, em 2005/06 transferiu-se para o Valladolid, que voltou a aguentá-lo como titular a época inteira, mas sem receber grande produtividade de Tote (3 golos em 30 jogos).

Cansado de andar de um lado para o outro, Tote decidiu que, desta vez, iria encontrar um clube que o acolhesse para a vida e, assim, surgiu o Hércules, onde permanece até hoje. No clube de Alicante, tem sido sempre titular e já contabiliza 140 jogos. Os golos, esses, é que continuam a ser poucos, pois apenas concretizou 27 golos desde que chegou ao Hércules.

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Um criativo do D. Zagreb

“El Pokemón” é um médio ofensivo chileno de 25 anos que seria uma excelente adição para qualquer clube português interessado em adquirir um nº10 imaginativo, criativo e com excelente capacidade finalizadora. Um jogador perdido na Liga Croata no Dínamo Zagreb e que, por certo, não seria muito caro para os cofres de qualquer um dos três grandes do futebol nacional.

Depois de ter percorrido todas as camadas jovens do Huachipato, Pedro Morales estreou-se, em 2004, ao serviço da equipa sénior de esse clube chileno, permanecendo lá até 2007, fazendo 88 jogos e 15 golos. Nesse período, o médio ofensivo chileno participou no Mundial de Sub-20 de 2005, onde chamou à atenção de vários clubes internacionais pela sua técnica, criatividade e visão de jogo.

Ainda assim, foi apenas no verão de 2007 que Morales deu o salto para um clube com maiores pergaminhos: Universidad de Chile, onde esteve exactamente um ano e onde reforçou os seus instintos goleadores, pois fez os mesmos 15 golos que havia feito no Huachipato, mas em apenas 37 jogos.

Esses números impressionaram vários clubes europeus como o Bétis ou a Udinese, mas “El Pokemón” acabou por optar, no verão de 2008, pelo histórico clube croata: Dínamo Zagreb. Nesse importante emblema, fez, em duas temporadas, 20 golos em 42 jogos e cotou-se sempre como um dos mais importantes jogadores do clube.

Agora, aos 25 anos, o internacional chileno (9 jogos, 1 golo) está no momento certo para dar o salto para um clube de maior nomeada. Jogador criativo, com técnica acima da média, inteligente tacticamente e que faz muitos golos tanto por ser um exímio marcador de livres como por ser muito oportuno na área contrária, será, por certo, uma grande aquisição para qualquer dos grandes clubes portugueses.

Deixo vos um vídeo dos seus tempos do Universidad de Chile para terem uma ideia do enorme talento de Pedro Morales.

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As duas primeiras participações dos Camarões em campeonatos do mundo foram inesquecíveis. No Mundial 1982, apesar de terem sido eliminados na primeira fase, não perderam qualquer desafio, empatando com as selecções italiana (1-1), peruana (0-0) e polaca (0-0). Depois, no Mundial 1990, os camaroneses fizeram uma campanha excepcional que passou por vencerem Argentina, Roménia e Colômbia, apenas caindo, nos quartos de final, diante da Inglaterra. No entanto, os últimos campeonatos mundiais não têm sido particularmente agradáveis para os africanos, que ficaram pela fase de grupos em três ocasiões (94, 98 e 2002) e, em 2006, nem sequer se apuraram para o Mundial da Alemanha. Agora, de volta ao campeonato do mundo e integrados num agrupamento com Holanda, Dinamarca e Japão, cabe a Paul Le Guen tentar levar o barco camaronês a bom porto, que é como quem diz, tentar o apuramento para a segunda fase.

A Qualificação

O apuramento dos leões indomáveis para o Mundial 2010 foi feito de forma simples e sem grandes sobressaltos.

Na 2ª Fase, os camaroneses tiveram um grupo bastante acessível com Cabo Verde, Tanzânia e Maurícias e, verdade seja dita, não deram quaisquer hipóteses aos seus adversários. Ao longo de seis jogos, venceram cinco e apenas empataram um, na Tanzânia (0-0), terminando o agrupamento com sete pontos de avanço sobre o segundo classificado: Cabo Verde.

Depois, na 3ª Fase, num grupo complicado com selecções como o Togo (esteve no Alemanha 2006), Marrocos ou Gabão, os camaroneses, demonstraram ser a melhor equipa do agrupamento, apenas deixando de vencer dois dos seis encontros realizados. Ainda assim, mesmo empatando, em casa, com Marrocos (0-0) e perdendo no Togo (0-1), os leões indomáveis conseguiram vencer esta fase de apuramento com quatro pontos de avanço sobre o Gabão (2º).

2ª Fase: Grupo 1 – Classificação

  1. Camarões 16 pts 
  2. Cabo Verde 9 pts
  3. Tanzânia 8 pts
  4. Ilhas Maurícias 1 pt

3ª Fase: Grupo A – Classificação

  1. Camarões 13 pts
  2. Gabão 9 pts
  3. Togo 8 pts
  4. Marrocos 3 pts

O que vale a selecção camaronesa?

A equipa camaronesa não tem falta de talento individual. Aqui, a missão do treinador Paul Le Guen passa por agarrar em elementos como Alex Song, Assou-Ekoto, Emana ou Eto’o e transformar todos esses grandes talentos num conjunto forte.  Trata-se de uma missão difícil, mas, se o treinador francês conseguir concretizá-la, estes leões indomáveis podem tornar-se um caso sério.

A baliza dos camaroneses está muito bem entregue, pois o seu guarda-redes é o bem conhecido e extremamente seguro: Kameni. Depois, a lateral esquerda vai ser entregue ao extremamente veloz e ofensivo: Assou-Ekoto e a lateral direita ao experiente Geremi. Este último, é um jogador mais defensivo e que permite maior liberdade ao defesa-esquerdo, sem que a defesa saia comprometida. Por fim, no centro da defesa teremos uma mescla de experiência (Song) e jovialidade (N’ Koulou), sendo que Rigobert Song será o central de marcação e o jovem atleta do Mónaco usará a sua velocidade, tanto para dobrar o companheiro como para subir no terreno e iniciar jogadas de ataque. Trata-se de uma dupla que, bem trabalhada por Le Guen, poderá ser uma excelente surpresa no Mundial.

Passando para o meio campo, os camaroneses deverão utilizar um trio de elementos no centro: Alex Song, Mandjek e Makoun. O atleta do Arsenal é importantíssimo no esquema africano, pois além de ser um trinco recuperador de bolas, também recua bem no terreno usando, sempre que necessário, a sua altura (1,85 metros) e força para ajudar a dupla de centrais. Depois, tanto Mandjek como Makoun, mais talentosos, jogarão ambos como box to box, sendo que Makoun deverá aparecer mais vezes junto do ponta de lança e Mandjek deverá ficar numa posição intermédia entre Alex Song e o jogador do Lyon.

Por fim, o ataque, deverá ser entregue a Emana, Webó e Eto’o. Neste esquema, Emana deverá ser um extremo direito puro, pois como o lateral direito Geremi é muito defensivo, isso permite-lhe maior liberdade de movimentos podendo limitar-se, praticamente, a atacar. Depois, no outro flanco, Pierre Webó será uma espécie de falso extremo que, muitas vezes, irá aparecer lado a lado com o ponta de lança (Eto’o) na zona de finalização. Esta situação é potenciada pelo facto do lateral esquerdo (Assou-Ekoto) fazer todo o corredor. Por fim, Samuel Eto’o jogará preferencialmente no centro, mas, sabendo da enorme qualidade do jogador do Inter, será usual vê-lo a deambular por todo o ataque, procurando espaços para fazer aquilo em que é mais perigoso: embalar em velocidade para a baliza adversária.

Em suma, trata-se de uma equipa com um enorme talento, que deverá ter condições para um confronto de estilos com uma mais fria e mecânica Dinamarca.

O Onze Base

Jogando em 4-3-3, os camaroneses deverão actuar com Kameni (Espanhol) na baliza; Assou-Ekoto (Tottenham), Rigobert Song (Trabzonspor), N’Koulou (Mónaco) e Geremi (Ankaraguçu) na defesa; Alex Song (Arsenal), Mandjek (Kaiserslautern) e Makoun (Lyon) no meio campo; Emana (Betis), Webó (Maiorca) e Eto’o (Internazionale) no ataque.

Classificação – Previsão “A Outra Visão”

Os camaroneses têm, em termos de talento, todas as condições para terminarem em segundo lugar, logo a seguir à selecção holandesa. Todavia, a habitual indisciplina táctica dos leões indomáveis, aliada à, por vezes, difícil coabitação das diversas estrelas, poderá empurrar os africanos para o terceiro ou, até, quarto lugar do grupo.

Ainda assim, é provável que a enorme qualidade do seleccionador Paul Le Guen crie uma equipa forte que dispute o segundo lugar com a Dinamarca e que deixe o Japão na última posição do Grupo E.

Calendário – Grupo E (Mundial 2010)

  • 14 de Junho: Camarões vs Japão
  • 19 de Junho: Camarões vs Dinamarca
  • 24 de Junho: Camarões vs Holanda

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