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Posts Tagged ‘Blackburn Rovers’


Berbatov foi o herói da jornada

Desde que se formou a nova Premier League, que apenas três jogadores tinham marcado cinco golos na mesma partida e, no passado fim-de-semana, foi a vez de Dimitar Berbatov se juntar a esta restrita elite. O Manchester United recebeu, venceu e humilhou o Blackburn por expressivos 7-1, com 5 golos do avançado búlgaro. A juntar a isto, o facto de que esta vitória valeu o primeiro lugar isolado. Esta situação, pode também ser um incentivo extra para o futuro próximo, pois avizinham-se jogos complicados para os homens de Alex Ferguson, nomeadamente os confrontos com Arsenal e Chelsea. Quanto ao jogo, não há muito a dizer, como se pode adivinhar pelos números foi um domínio absoluto do Manchester.

Em Villa Park, os locais parecem um pouco longe da forma que apresentaram na época passada, encontrando-se num modesto e um tanto desconfortável décimo quinto lugar. Defrontaram o Arsenal e acabaram por dar aos visitantes 45 minutos de avanço que estes aproveitaram para marcar 2 golos. Já na segunda parte, apareceram com outra disposição e quase faziam ao Arsenal o mesmo que o Tottenham. O resultado final de 2-4 não espelha as dificuldades que os Gunners passaram, valeram-lhes os primeiros 45 minutos e alguma eficácia nos segundos. Depois de uma semana amarga, com a derrota frente aos Spurs seguida de outra frente ao Braga, voltaram aos resultados positivos e estão colados ao Chelsea em segundo lugar.

No Manchester City mais do mesmo, com mais um empate e uma exibição pouco convincente. Em casa do Stoke, tiveram muitas dificuldades na etapa inicial e podem mesmo dar-se por satisfeitos pelo nulo ao intervalo. A segunda parte foi mais equilibrada com oportunidades para os dois lados. O City acabaria mesmo por marcar, aos 81 minutos, por Micah Richards e parecia ter sentenciado o jogo. No entanto, os homens da casa não baixaram os braços e, nos nove minutos que lhes restaram, marcaram o golo do empate. Teria sido muito injusto se o City tivesse levado os 3 pontos. Mancini que se cuide, pois esta equipa está muito longe do potencial que tem.

White Hart Lane, 90 minutos, Tottenham e Liverpool empatados a 1 golo após Martin Skrtel, defesa do Liverpool ter marcado os dois golos e Jermain Defoe ter falhado um penalti. Tudo parecia indicar um empate num jogo emotivo e de futebol espetáculo. Errado, Lennon já em tempo de descontos, trás injustiça ao jogo e marca o segundo para o Tottenham. A haver um vencedor seria o Liverpool que esteve muito perdulário. Mais uma boa exibição de Raúl Meireles que visou várias vezes a baliza adversária, parecendo estar a crescer a importância do português no Liverpool. Esta vitória deixa os Spurs ainda na luta pelo título.

Finalmente, o Chelsea, de visita a Newcastle onde a equipa local recém promovida tem dado bem conta de si. A provar o anterior, ficou a exibição e o resultado frente aos actuais campeões: 1-1. Na verdade, foi mais um empate decepcionante e comprometedor para Ancelotti que vê o primeiro lugar a fugir-lhe para os rivais de Manchester. Muito pouco fez esta equipa perante um Newcastle bem arrumado e combativo, valendo Kalou para evitar males maiores. Para quem parecia fugir isolado no inicio de época, tudo parece ter mudado em pouco tempo, não só o Chelsea perdeu a liderança mas parece ter perdido também a motivação. A ver vamos como seguirá a corrida para o título.

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Nani fez golo polémico ao Tottenham

Em Old Traford disputava-se o jogo grande da jornada. O Tottenham que começou a época de uma forma mais lenta, começa agora a mostrar porque terminou em quarto na temporada passada. Os da casa dominaram como lhes competia, entraram fortes e determinados a resolver cedo. Sir Alex Ferguson quer deixar a crise para trás e parece estar a obter resultados, finalmente. Nani em excelente forma foi a figura do jogo, muito produtivo esteve presente no primeiro golo e marcou o polémico segundo.

O domínio do Manchester United não atemorizou os Spurs e estes espreitaram sempre o golo. Se o tento inicial de Vidic aos 30 minutos estimulou os visitantes, o golpe final de Nani aos 84 matou o jogo. Não só porque já não havia muito tempo para jogar, mas mais porque os homens de Redknapp se sentiram profundamente injustiçados e perderam toda a concentração. Uma excelente partida de futebol a confirmar as previsões.

Os campeões em título deslocaram-se a Blackburn e foram invulgarmente dominados. Os Rovers assumiram as despesas do jogo e lutaram para a conquista dos 3 pontos. Materializaram esse mesmo domínio com um golo aos 21 minutos. Mas os campeões mostram-se nestes momentos e mesmo sem jogar bem o Chelsea acabou por dar a volta ao resultado. Seguem isolados em primeiro lugar e são os favoritos para a conquista do campeonato.

O Arsenal, que segue na perseguição ao primeiro lugar, a jogar em casa sentiu muitas dificuldades em vencer o lanterna vermelha West Ham. Apesar do dominio natural dos Gunners, os golos não surgiam e os Hammers, a espaços, também tentavam a sua sorte. Robert Green, guarda-redes visitante, foi quase intransponível e foram precisos 88 minutos para que sofresse o único golo da partida. No final, dever cumprido, mas de forma sofrida, pelo Arsenal.

Outro jogo entre equipas em lugares opostos na tabela trouxe a surpresa da jornada. Em casa do Wolverhampton Wanderers, o Manchester City entrou a confirmar o que se esperava, uma vitória fácil. Todas a jogadas de ataque da equipa de Mancini levavam muito perigo e parecia estar a adivinhar-se uma vitória fácil. O golo de Adebayor, de grande penalidade, era o materializar do que parecia inevitável.

Após a vantagem inicial, o City pareceu descontrair-se, talvez porque o adversário ocupava um dos últimos lugares na tabela e talvez porque o seu domínio era de tal forma evidente que a vitória seria certa. Puro engano, os Wolves equilibraram e, sete minutos depois, empataram a partida. O tónico do empate resultou, os Wolves continuaram a dominar e, já na segunda parte, por intermédio de Edwards que já não marcava há 14 meses, deram a volta ao resultado. Mancini atordoado alterou a equipa e só a 15 minutos do fim voltou a dominar, tarde demais. O italiano continua a produzir resultados muito irregulares e está com o lugar mais uma vez em risco, sendo que muitos apostam na sua saída antes do final da época.

Por outro lado, o Liverpool voltou a ganhar. No Reebok Stadium, frente ao Bolton, a equipa de Raúl Meireles conquistou mais uma vitória e já se encontra mais confortável no meio da tabela. A partida pautou pelo equilíbrio, sorrindo já na recta final aos Reds. O Bolton, que tem este ano o seu melhor arranque dos últimos cinco, causou muitos problemas. Com oportunidades de parte a parte, o jogo foi emotivo e bem disputado.

Último destaque para a vitória com goleada do Newcastle, em casa, frente ao Sunderland. Outrora um dos poderosos clubes de Inglaterra, os Geordies querem voltar a ser um dos grandes. Recém promovidos após uma época no escalão inferior, têm alternado na qualidade das suas exibições. No entanto no passado fim-de-semana, com um expressivo 5-1, reviveram a glória de outros tempos e já se encontram confortavelmente em sétimo.

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Fernando Torres foi decisivo no triunfo dos reds

Um dos destaques do passado fim-de-semana em Inglaterra vai para a vitória do Liverpool. Ainda que, para já, insuficiente para tirar a equipa dos lugares de despromoção, pode ser no entanto um primeiro tónico para a tão desejada recuparação. Coincidência ou não, este triunfo é acompanhado do regresso de Fernando Torres aos golos. O espanhol não marcava há sete jogos e contra o Blackburn conseguiu finalmente fazer o gosto ao pé.

Um dos destaques do passado fim-de-semana em Inglaterra vai para a vitória do Liverpool. Ainda que, para já, insuficiente para tirar a equipa dos lugares de despromoção, pode ser no entanto um primeiro tónico para a tão desejada recuparação. Coincidência ou não, este triunfo é acompanhado do regresso de Fernando Torres aos golos. O espanhol não marcava há sete jogos e contra o Blackburn conseguiu finalmente fazer o gosto ao pé.

Com uma primeira parte invulgarmente dominadora, somente a inspiração de Paul Robinson na baliza dos Rovers manteve o marcador a zero. Três minutos após o reatamento veio o momento que tanto se esperava em Anfield Road, Kyrgiakos na marcação de um canto cabeceia para o fundo da baliza adversária provocando a explosão de alegria em todo o estádio. Desta vez os homens do Liverpool dominaram, mas ainda tinham que sofre um pouco mais. Steven Gerrard com um golo na própria baliza empatou o encontro e só depois, após inumeras tentativas, Torres encontrou o caminho para o golo. Já se respira um pouco melhor em Liverpool.

O outro destaque vai para o jogo grande da jornada, Manchester City contra Arsenal. A expectativa era grande, os citizens estão a fazer um bom campeonato e seguiam isolados em segundo lugar, eram também favoritos nas previsões para o jogo. O Arsenal, que volta a ter algumas oscilações nas suas performances, perseguia os dois da frente mantendo a esperança do título.

O favoritismo do City esbateu-se logo no inicio da partida após a expulão do jovem Dedryck Boyata. No entanto os da casa não esmoreceram e Tevez deu muita trabalho à defesa dos Gunners. O Arsenal acabou por equilibrar a partida e mais tarde desiquilibrar-la para o seu lado. Nasri, Song e Bendtner foram os marcadores com Fabregas pelo meio a falhar uma grande penalidade. Um jogo muito emotivo digno do lugar que estas duas equipas ocupam, agora juntos em segundo com os mesmos pontos.

O outro candidato, que também atravessa uma crise de resultados, o Manchester United visitou o sempre dificil terreno do Stoke City. Com o espectro da novela de Wayne Rooney, apesar de já resolvida e com este ausente a comemorar o seu 25 aniversário, ainda a pairar sobre o clube de Old Trafford assim como ânsia de retomar o caminho das vitórias e as aspirações ao titulo, os homens de Sir Alex Ferguson apareceram um pouco nervosos.

Mas o jovem Hernandez encontra-se neste momento a marcar a diferença na ausência de Rooney. O Stoke dominou durante algum tempo mas sem conseguir incomodar Van der Sar e no contra golpe “El Chicharrito“ abriu o marcador. O Stoke reagiu bem mas sempre sem grande eficácia. As mudanças na equipa trouxeram mais vigor ofensivo e, a menos de 10 minutos do fim,
chegou o empate. Este filme já passou pela equipa de Nani demasiadas vezes nos últimos tempos, mas o endiabrado Hernandez consegiu, 4 minutos depois do empate, repor a vantagem e não mais o United a perdeu. Os de Manchester juntam-se assim ao Arsenal e Manchester City no segundo lugar.

Último destaque para o empate do Tottenham frente ao Everton. Os Spurs que pareciam apostados em se tornarem na quarta melhor equipa inglesa parecem estar a perder essa aposta para o Manchester City, seguem em quinto lugar longe do fulgor da época passada.

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Uma imagem rara: Mahon a festejar um golo

Chegou ao Sporting no início da época 2000/01 como um promissor médio esquerdo internacional irlandês. Curiosamente, veio a custo zero e o seu rendimento desportivo nos leões foi proporcional, pois resumiu-se a ser suplente utilizado num jogo no Santiago Bernabéu, diante do Real Madrid, que o Sporting perdeu por 4-0 e, também, num jogo do campeonato nacional.

Assim sendo, foi sem surpresa que, em Dezembro, o Sporting colocou o “fantasista” irlandês a andar dali para fora. Surpreendentemente o Blackburn Rovers recebeu-o de braços abertos por empréstimo e até o utilizou por 18 vezes até ao final da época. No entanto, boquiabertos devem ter ficado os responsáveis leoninos quando o clube inglês avançou para a contratação definitiva do Alan, no final da época, por 2,5 milhões de euros.

Após esse momento, as carreiras de Sporting e Alan Mahon desencontraram-se. O dinheiro da venda do irlandês deu jeito ao Sporting para a contratação de Mário Jardel, enquanto o pobre Mahon caía em desgraça em Blackburn e era emprestado a clubes como o Cardiff City ou o Ipswich Town.

Posteriormente, o ala esquerdo ainda tentou relançar a carreira no Wigan Athletic e no Burnley, mas depois de bons inícios acabou sempre por desiludir e acabar emprestado a clubes mais pequenos.

Neste momento, aos 31 anos, e cansado de estar sempre a ser emprestado, foi jogar para o Tranmere Rovers, da League One (uma espécie de II divisão de Inglaterra). Até este momento, o internacional irlandês (sim é verdade ele conseguiu jogar pela selecção) é titularíssimo e deve mostrar aos seus colegas as fotos dele ao lado de João Pinto e P. Schmeichel, insistindo que não se tratam de montagens.

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