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Penafiel e Gil Vicente não têm qualidade suficiente para uma Primeira Liga

Penafiel e Gil Vicente não têm qualidade suficiente para uma Primeira Liga

A necessidade de reintegrar o Boavista no principal escalão do futebol português levou a Liga a optar pelo alargamento do campeonato nacional, voltando a Primeira Liga a apresentar as 18 equipas que haviam sido a sua imagem de marca entre 1991/92 e 2005/06.

Saindo automaticamente do terceiro para o primeiro escalão do futebol luso, pensou-se que o emblema axadrezado poucos pontos conseguisse fazer neste seu regresso à elite, mas a verdade é que o conjunto orientado por Petit segue para já num tranquilo 12.º lugar, a cinco pontos da linha de água, em algo que se traduz em mérito do jovem técnico, mas, também, num problema estrutural da Liga Portuguesa e que passa pela pouca competitividade que existe ao nível de muitas das equipas do principal escalão.

Ontem, por exemplo, quem assistiu ao Penafiel-Benfica, percebeu que um conjunto encarnado desfalcadíssimo e com uma exibição extremamente desinspirada, conseguiu ainda assim vencer por 3-0 e isto sem passar por praticamente nenhum calafrio. Era o mesmo conjunto duriense, que, por exemplo, havia perdido em casa por 4-0 e 6-1, com Sporting e Sporting de Braga, respectivamente.

12 equipas seriam suficientes para o nosso campeonato

O Penafiel, ainda assim, está muito longe de ser exemplo único num campeonato nacional onde também equipas como o Gil Vicente, Vitória de Setúbal e o próprio Boavista (independentemente do excelente pecúlio pontual) estão muito longe do nível desejado para um primeiro escalão, isto numa análise que ainda se deve alargar a outros emblemas que, apesar de estarem uns ligeiros furos acima dos clubes citados, como Arouca e Académica, também não parecem reunir o desejável para uma prova de elite.

Esta análise, à primeira vista, convida-nos a definir facilmente a quantidade de equipas que deveriam disputar a Primeira Divisão, sendo que me parece que 12 emblemas seriam suficientes para uma prova mais competitiva e imprevisível, que potenciaria as receitas televisivas e a exportação do nosso futebol, em virtude do maior incremento de jogos de qualidade.

12 clássicos por época

O mais adequado modelo a implementar, na minha opinião, passaria por uma Liga dividida a duas fases, com uma primeira fase de 22 jornadas, ou seja, de todos contra todos, enquanto a segunda fase seria então dividida em dois grupos, com os primeiros seis a jogarem para o título e competições europeias, enquanto os últimos seis tentariam evitar os dois últimos lugares, que dariam direito à despromoção.

Para essa segunda fase, cada equipa levaria metade dos pontos averbados nas 22 primeiras jornadas, sendo que, ao jogarem todos contra todos em cada grupo, isso proporcionaria mais 10 jornadas a cada um dos emblemas, o que garantiria um total de 32 jornadas (apenas menos duas que actualmente) e muito mais jogos de qualidade, sendo relevante perceber que, em condições normais, teríamos sempre 12 clássicos por época a envolver FC Porto, Benfica e Sporting.

Segunda Liga dividida por zonas

O mesmo modelo (22 jornadas + 10 jornadas), aliás, seria implementado na Segunda Liga, ainda que, aqui, com uma nuance muito importante e que passaria pela divisão do segundo escalão em Zona Norte e Zona Sul, ambas com 12 equipas, isto numa medida que além de diminuir a distância das deslocações e, por conseguinte, dos gastos a serem feitos pelos clubes, também fomentaria maiores rivalidades locais.

Quanto às subidas e descidas, tudo muito simples, subindo ao primeiro escalão o líder de cada uma das zonas e descendo ao Campeonato Nacional de Seniores os dois últimos de cada agrupamento, num total de duas subidas e quatro descidas. É tão fácil melhorar o futebol português…

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Frechaut com a camisola das quinas

Presente no histórico e inédito título boavisteiro e peça importante na ascensão do Sporting de Braga no espectro futebolístico português, Frechaut chegou mesmo a representar a selecção nacional por dezassete vezes, tendo estado presente no Mundial 2002 e nos Jogos Olímpicos 2004, duas provas de má memória para a equipa das quinas. Defesa-direito ou médio-defensivo, Frechaut era um jogador rápido e raçudo mas também mostrava excelente posicionamento e uma técnica apreciável, cotando-se como uma mais valia significativa para qualquer clube que representou.

Campeão no Bessa é um produto das escolas sadinas

Nuno Miguel Frechaut Barreto nasceu a 24 de Setembro de 1977 em Lisboa, tendo iniciado a sua carreira futebolística no V. Setúbal, clube pelo qual se estreou profissionalmente em 1996/97. No Vitória, Frechaut havia de permanecer até 1999/00, tendo efectuado 76 jogos e dois golos pelo clube sadino.

Em 2000/01, transferiu-se para o Boavista, clube onde se sagrou campeão nacional logo na primeira temporada. Nos axadrezados, havia de se manter até 2004/05, tendo passado no Porto os melhores momentos da sua carreira desportiva, pois, além de campeão nacional, foi também no Bessa que iria garantir o direito a chegar à selecção nacional.

Peça importante na ascensão bracarense 

Em 2005, trocou o Boavista pelo Dínamo Moscovo, mas não foi muito feliz na experiência russa, tendo regressado a Portugal a meio de 2005/06 para representar o Sp. Braga.

Nos arsenalistas, impôs se rapidamente, tendo-se assumido como peça regular do onze bracarense durante a segunda metade dessa época e nas três temporadas seguintes. Ao todo, fez 76 jogos (4 golos) pelo Sp. Braga.

Já no decorrer da temporada 2009/10, Frechaut trocou a equipa minhota pelos franceses do Metz, clube da Ligue II que representou nas últimas duas temporadas, mas sem se conseguir assumir como titular absoluto.

No último dia de mercado do defeso de Verão, Frechaut, então com 33 anos, transferiu-se sem custos para a Naval, clube que tem representado com dignidade, mas onde demonstra estar bastante longe dos seus tempos áureos.

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O Alargamento foi uma das bandeiras eleitorais de Mário Figueiredo

Sempre achei estranho este frenesim pelo alargamento do principal campeonato português. Mesmo sabendo que seria do interesse dos clubes mais pequenos a existência de uma liga com dezoito equipas ao invés de apenas dezasseis, tive sempre dificuldades em compreender todo este delírio em, inclusivamente, se alargar a prova já em 2012/13.

Durante muito tempo, atribui essa “pressa” súbita, pelo facto de serem integradas seis equipas B na Liga de Honra, obrigando a competição a ter um alargamento súbito a 22 equipas, situação que seria minimizada para 20, caso se alargasse o principal campeonato para 18 equipas.

No entanto, hoje tivemos acesso a uma informação que pode justificar esse mesmo alargamento súbito. O tribunal administrativo de Lisboa anulou a decisão de despromover o clube axadrezado e, ao que tudo indica, o Boavista irá exigir a imediata reintegração na Liga Zon Sagres, prevendo-se, também, que não se coíba de pedir uma choruda indemnização.

Caso isso vá mesmo para a frente, mesmo alargando o campeonato a dezoito equipas, terá de se criar condições justas para esse incremento de duas equipas no principal escalão e as hipóteses são várias:

  • Não descer ninguém e subirem os dois primeiros da Liga de Honra (Só é possível caso o Boavista não seja reintegrado)
  • Descer o último da Liga Zon Sagres, subirem os dois primeiros da Liga de Honra e reintegrar o Boavista
  • Descerem os dois últimos da Liga Zon Sagres e subirem os quatro primeiros da Liga de Honra (Só é possível caso o Boavista não seja reintegrado)
  • Descerem os dois últimos da Liga Zon Sagres, subirem os três primeiros da Liga de Honra e reintegrar o Boavista
  • Reintegrar o Boavista, subirem os dois primeiros da Liga Orangina e criar uma liguilha entre os dois últimos da Liga Zon Sagres e o terceiro da Liga Orangina para decidir qual é o outro clube a ficar no primeiro escalão.
  • Subirem os dois primeiros da Liga Orangina e criarem uma liguilha entre os dois últimos da Liga Zon Sagres e o terceiro e quarto da Liga Orangina para decidirem quais são os outros dois clubes a ficarem no primeiro escalão (Só é possível caso o Boavista não seja reintegrado)


Na minha opinião, qualquer opção que implique que os dois últimos da Liga Zon Sagres fiquem no primeiro escalão sem sequer disputarem uma liguilha de manutenção, é uma aberração. Além de se perder a sempre emocionante luta pela manutenção, também se pode desvirtuar outras lutas, pois os clubes da parte baixa da tabela poderão aproveitar para rodar o plantel e fazer experiências, tornando-se mais ou menos fortes em duelos com equipas que lutam pelo título, “Champions” ou Liga Europa.

Como tal, e num período em que se vai votar os trâmites em que este alargamento será efectuado (caso seja mesmo efectuado), será necessário haver a consciência que a decisão de não fazer descer nenhum clube, apesar de naturalmente agradar aos Presidentes de clubes que se encontram na parte baixa da tabela, pode ser uma decisão desastrosa, passível de desvirtuar o que falta decidir na Liga Zon Sagres.

Ironicamente, a (possível) reintegração do Boavista pode ser muito benéfica no capítulo da verdade desportiva deste campeonato 2011/12, pois a entrada do clube portuense no primeiro escalão, aliada à obrigação dos dois primeiros da Liga Orangina subirem, implica que, no mínimo, um clube da Liga Zon Sagres seja despromovido. A menos, claro, que se alargue o campeonato a 20 equipas… Numa daquelas decisões à portuguesa…

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Hussain não teve sucesso em Portugal

Foi claramente um dos jogadores mais exóticos a passarem pelo futebol português. De origem qatari, Hussain chegava ao Sporting de Braga no Verão de 2006 rotulado de estrela emergente do futebol árabe e já com alguma experiência europeia ao serviço dos belgas do Antuérpia, cipriotas do AEL e, imagine-se, ingleses do Manchester City. Contudo, tanto nos arsenalistas como na época seguinte no Boavista, Hussain foi uma sombra da qualidade que lhe atribuíam, acabando por abandonar o futebol português sem honra nem glória e tão desconhecido como no dia em que se lembraram de o contratar para os bracarenses.

Ecos do seu talento valeram-lhe transferência para o Manchester City

Hussein Yasser El-Mohammadi Abdulrahman nasceu a 9 de Outubro de 1982 em Doha, Qatar, tendo iniciado a carreira no Al-Taawun do seu país natal, tendo depois transferido-se para outro clube qatari, o Al-Rayyan, antes de se mudar para a Bélgica em 2002/03.

Na Flandres, mais concretamente no Antuérpia, o médio-ofensivo árabe haveria de permanecer por duas temporadas, marcando apenas um golo em trinta jogos e abandonando o clube belga sem honra nem glória a caminho do futebol cipriota e do AEL.

No clube de Limassol, mais uma temporada sem grande brilho, pois fez apenas dezasseis jogos e um golo, antes de regressar ao Qatar para representar o Al-Sadd.

No clube qatari, voltou a recuperar a alegria de jogar futebol e as boas exibições, conseguindo, inclusivamente uma curta passagem pelo Manchester City, onde esteve poucos meses e onde apenas disputou um jogo da Taça da Liga diante do Doncaster Rovers.

Sem sucesso em Portugal

Após o regresso ao Qatar para o Al-Sadd e, posteriormente, o Al-Rayyan, o internacional pelo Qatar haveria de mudar-se surpreendentemente para Portugal e para o Sporting de Braga, clube que representou em 2006/07.

Nos arsenalistas, apesar de uma entrada surpreendente e coroada com um golo no 4-0 Hammarby em jogo da Taça UEFA, o médio-ofensivo haveria de fazer uma época pobre, terminando a campanha com apenas dez jogos e esse mesmo golo apontado ao conjunto sueco.

Em 2007/08, mudou-se do Minho para o Porto, transferindo-se para o Boavista. No clube axadrezado, o sucesso foi parecido com o obtido em Braga, ou seja, quase nulo, pois somou apenas 534 minutos de utilização e não marcou qualquer golo.

Esteve no Egipto antes do regresso à Bélgica

Depois dá má experiência portuguesa, o internacional pelo Qatar transferiu-se para o Egipto, tendo representado sem sucesso o Al-Ahly e com algum sucesso o Zamalek, clube onde foi muito elogiado pelo treinador Hossam Hassan e marcou oito golos em trinta e três jogos.

No Verão de 2011, iniciou uma guerra legal para abandonar o Zamalek e transferir-se para o futebol belga e para o Lierse. Aproveitando falhas nos pagamentos dos ordenados, o jogador conseguiu mesmo libertar-se do clube egípcio, tendo se estreado pelo Lierse a 22 de Outubro de 2011, surgindo como suplente utilizado num jogo diante do St. Truiden.

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Kazmierczak com a camisola do FC Porto

Chegou a Portugal para representar o Boavista no Verão de 2006, assumindo-se durante 2006/07 como uma das grandes figuras de um conjunto axadrezado que não haveria de passar da décima posição no campeonato nacional. Apesar do insucesso colectivo, as boas exibições ao serviço do Boavista, valeram-lhe, no defeso seguinte, a transferência para o FC Porto, contudo, ao serviço do clube azul-e-branco, o internacional polaco nunca se viria a impor, acabando por se arrastar em empréstimos até desaparecer da vista do amante do futebol português sem qualquer rasto…

Produto das escolas do LKS Lodz

Przemysław Tadeusz Kaźmierczak nasceu a 5 de Maio de 1982 em Łęczyca, Polónia, tendo iniciado o seu percurso futebolístico nas escolas do LKS Lodz.

Em 2000, estreou-se profissionalmente ao serviço do modesto Piotrcovia, tendo também representado o GKS Bogdanka Łęczna, antes de se transferir em 2003 para o Pogon. No clube de Szczecin, o médio-centro haveria de fazer três temporadas de grande qualidade, somando 72 jogos e 10 golos e conseguindo inclusivamente chegar à selecção da Polónia.

O Boavista abriu-lhe as portas do futebol português

Em 2006/07, o médio-centro polaco teve a primeira experiência noutro campeonato que não o polaco, transferindo-se para Portugal e para o Boavista. No clube axadrezado, numa época que nem correu assim tão bem ao Boavista (terminou na 10ª posição), Kazmierczak efectuou 32 jogos e marcou 6 golos, chamando a atenção de vários clubes de maior nomeada e acabando por se transferir para o FC Porto.

Nos dragões, o internacional polaco estaria entre 2007 e 2010, ainda que só tenha estado no plantel portista na temporada de 2007/08. Nessa época, Kazmierczak nunca mostrou qualidade suficiente para ser titular dos azuis-e-brancos, acabando por apenas fazer 19 jogos em todas as competições, sendo apenas nove como titular.

Emprestado até ao regresso à Polónia

Ainda ligado contratualmente aos portistas, o internacional polaco haveria de ser emprestado ao Derby County e ao Vitória de Setúbal nas temporadas seguintes. Nesses dois clubes, o médio-centro assumiu-se como figura importante e conseguiu mesmo garantir a titularidade em ambos os conjuntos, o que não surpreende, pois o nível de exigência era muito inferior em comparação ao FC Porto.

No Verão de 2010, Kazmierczak viu o seu contrato com o FC Porto terminar, transferindo-se definitivamente para o futebol polaco e para o Slask Wroclaw. Nesse clube, o internacional por nove vezes pela Polónia actua até este momento, procurando voltar aos tempos de glória que, num passado já algo distante, o levaram a ser pretendido por grandes clubes do futebol europeu.

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Um dos adversários do FC Porto na fase de grupos da Liga dos Campeões é um clube ucraniano que tem construído um nome forte no futebol europeu nos últimos anos, tendo, inclusivamente, conquistado a Taça UEFA em 2008/09, o Shakhtar Donetsk. Contudo, apesar da fama internacional ser recente, trata-se de um clube que conquistou o seu espaço mesmo no tempo da União Soviética, vencendo quatro Taças da URSS e sagrando-se vice-campeão soviético por duas ocasiões. Equipa que já defrontou o Boavista, Benfica, Sporting e Sporting de Braga nas competições europeias, irá, agora, defrontar o FC Porto pela segunda ocasião numa prova da UEFA, depois de ter sido eliminado pelos dragões na Taça das Taças de 1983/84 (2-3 e 1-1).

O Shakhtar actua no bonito Donbass Arena

Quem é o Shakhtar Donetsk?

O clube ucraniano foi fundado a 24 de Maio de 1936 e o seu primeiro grande momento no futebol soviético foi em 1951, quando o Shakhtar conquistou o terceiro lugar no campeonato nacional da URSS. Após esse feito, a equipa só voltaria a ter algum impacto nos anos 60, quando conquistou a Taça da URSS por duas ocasiões (1961 e 1962) e perdeu a final em 1963. Nessa altura, as boas campanhas na taça fizeram com que o clube de Donetsk ficasse conhecido como “equipa de taça.”

No entanto, após esse sucesso do início dos anos 60, a equipa ucraniana apenas voltou a ter impacto no seio do futebol soviético no final dos anos 70, quando foi terceira classificada do campeonato da URSS em 1978 e segunda classificada em 1979. Esse sucesso manter-se ia nos anos 80, com o Shakhtar a conquistar duas taças da URSS (1980 e 1983) e a perder outras duas finais da prova (1985 e 1986).

Após a queda da União Soviética, o Shakhtar Donetsk, juntamente com o Dínamo de Kiev, assumiu-se como um dominador do futebol ucraniano, somando seis campeonatos da Ucrânia, sete taças ucranianas e três supertaças, para além de ter conquistado a Taça UEFA em 2009 (2-1 ao Werder Bremen na final).

Na época passada (2010/11), o Shakhtar Donetsk conquistou a dobradinha do futebol ucraniano, juntando o campeonato à taça da Ucrânia.

o romeno Mircea Lucescu é o treinador do Shakhtar

Como joga?

É difícil falar do Shakhtar Donetsk como uma equipa ucraniana, pois o clube mineiro conta com uma grande influência brasileira no seu conjunto, nomeadamente do meio-campo para a frente onde conta com cinco jogadores canarinhos (Fernandinho, Dentinho, Jádson, Luiz Adriano e Eduardo, este, apesar de tudo, internacional croata) de grande talento.

De facto, o conjunto de Donetsk apresenta um futebol de grande qualidade técnica e de transições rápidas defesa/ataque, contando ainda com uma defesa de boa qualidade e onde imperam jogadores frios e eficientes como os internacionais ucranianos: Chygrinskiy (defesa-central) e o guarda-redes Pyatov, assim como os laterais Srna (internacional croata) e Rat (internacional romeno).

Esta noite, o onze provável da equipa ucraniana, esquematizado em 4x4x2, não deve andar muito longe do seguinte: Pyatov; Srna, Chygrinskiy, Kryvtsov e Rat; Mkhitaryan, Fernandinho, Jádson e Dentinho; Eduardo e Luiz Adriano.

Jádson é internacional brasileiro

Quem é que o FC Porto deve ter debaixo de olho? Jádson

O mais vistoso futebolista do meio-campo do Shakhtar Donetsk é o internacional brasileiro Jádson, um elemento de grande técnica e imaginação que os dragões devem saber controlar.

Nascido a 5 de Outubro de 1983 em Londrina, Brasil, Jádson Rashid Rodrigues da Silva Radzif iniciou a sua carreira no Atlético Paranaense em 2003, tendo permanecido no clube canarinho entre 2003 e 2005 e efectuado 65 jogos (21 golos) nesse período de tempo.

Em 2005, o então promissor centro-campista brasileiro mudou-se para a Ucrânia, onde, desde essa data, representa o Shakhtar Donetsk. Na equipa ucraniana, já efectuou 163 jogos (39 golos) e conquistou inúmeros títulos, sendo cinco campeonatos da Ucrânia, duas taças ucranianas e uma Taça UEFA os principais triunfos.

Médio-ofensivo de grande talento individual, é um jogador com um baixo centro de gravidade, o que lhe permite driblar os adversários com facilidade e mestria. Rápido e com boa visão de jogo, trata-se de um dos principais cérebros do futebol ofensivo dos mineiros, sendo imperioso para o FC Porto tê-lo constantemente debaixo de olho.

Golo de Derlei eliminou os ucranianos em 2008/09

Confrontos com equipas portuguesas em provas da UEFA

Taça das Taças 1983/84: FC Porto vs Shakhtar Donetsk 3-2 e 1-1 (apurado FC Porto)

Taça das Taças 1997/98: Boavista vs Shakhtar Donetsk 2-3 e 1-1 (apurado S. Donetsk)

Liga dos Campeões 2007/08: Benfica vs Shakhtar Donetsk 0-1 e 2-1 (Benfica seguiu para a Taça UEFA, S. Donetsk eliminado)

Liga dos Campeões 2008/09: Shakhtar Donetsk vs Sporting 0-1 e 0-1 (Sporting apurado, S. Donetsk seguiu para a Taça UEFA)

Liga dos Campeões 2010/11: Sporting de Braga vs Shakhtar Donetsk 0-3 e 0-2 (Sp. Braga seguiu para a Taça UEFA, Shakhtar apurado)

As possibilidades do FC Porto

Na minha opinião, o Shakhtar Donetsk é o principal adversário do FC Porto neste Grupo G, sendo claramente a equipa mais dura que os azuis-e-brancos vão defrontar nesta fase da prova.

Em termos de qualidade de plantel, ambas as equipas equivalem-se, ainda que os azuis-e-brancos tenham a vantagem de terem maior experiência internacional que o conjunto ucraniano, ainda que essa diferença se tenha vindo a esbater nos últimos tempos.

Assim sendo, favoritismo reduzido para os portistas que terão de ter imenso cuidado e serem extremamente profissionais para superarem este difícil obstáculo.

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Peter Jehle nos tempos do Boavista

Não se pode considerar usual a contratação de jogadores do Liechtenstein, pois trata-se de um país extremamente pequeno e com pouca ou nenhuma tradição futebolística, ainda assim, existem alguns exemplos de atletas provenientes desse local que têm uma qualidade acima da média, tal como o avançado Mario Frick e um guarda-redes que chegou a actuar duas épocas no Boavista: Peter Jehle. Habitual número um da selecção do Liechtenstein, não pegou imediatamente de estaca, todavia, na segunda temporada ao serviço dos axadrezados, foi uma peça importante de uma equipa que garantiu uma classificação tranquila dentro de campo, mas acabou por descer na secretaria.

Produto das escolas do FC Schaan, esteve seis anos no Grasshoppers

Peter Karl Jehle nasceu a 22 de Janeiro em Schaan, Liechtenstein, tendo se estreado nas camadas jovens do clube da sua cidade natal, o FC Schaan. Nesse clube do Liechtenstein, haveria de fazer as duas primeiras épocas de sénior (1998 a 2000), tendo se destacado ao ponto de chegar à selecção e se transferir para os suíços do Grasshoppers.

Nos “Gafanhotos”, haveria de permanecer por seis temporadas, todavia, nunca se assumiu como titular absoluto. Ainda assim, o guarda-redes do Liechtenstein efectuou 44 jogos pelo Grasshoppers, o que, combinado com a sua titularidade na selecção do seu país, fez com que Peter Jehle fosse sempre jogando com regularidade ao longo dessas seis épocas.

Destacou-se no segundo ano de Boavista

Peter Jehle haveria de se transferir para o Boavista no defeso da temporada 2006/07, tornando-se no primeiro jogador do Liechtenstein a vestir a camisola de um clube português. Muitos adeptos torceram o nariz devido à proveniência do novo guarda-redes axadrezado, todavia, apesar de ter jogado pouco na primeira época (4 jogos), o internacional pelo Liechtenstein acabou por demonstrar ser um jogador com qualidade e capacidade para ser titular do Boavista.

De facto, na segunda época ao serviço dos boavisteiros, Peter Jehle assegurou a titularidade à décima jornada e nunca mais a perdeu, tornando-se numa clara mais valia da equipa nortenha. Ao longo dessa temporada de 2007/08, o internacional pelo Liechtenstein fez 21 jogos pelo Boavista e ajudou a equipa da cidade do Porto a conquistar um tranquilo nono lugar, ainda que, após o caso “Apito Dourado”, os axadrezados tenham descido na secretaria.

Passagem pelo Tours antes do regresso ao Liechtenstein

Consumada a descida do Boavista, Jehle acabou por mudar de ares, transferindo-se para o Tours, da segunda divisão francesa. Após uma época em que jogou com regularidade no conjunto gaulês (23 jogos), o camisola um da selecção do Liechtenstein haveria de se transferir para o clube mais emblemático do Liechtenstein e que, neste momento, actua na segunda divisão suíça, o FC Vaduz.

Neste momento, com 29 anos e já com 85 internacionalizações pelo seu país, Peter Jehle continua a demonstrar qualidade entre aos postes, dando a ideia, pelo que fez no Boavista, que ainda pode dar um novo salto na carreira, caso lhe dêem oportunidades para tal.

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