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Posts Tagged ‘Boca Juniors’

Calleri é uma promessa argentina

Calleri é uma promessa argentina

Um dos atacantes que está a ser colocado na rota do Benfica é o jovem argentino Jonathan Calleri, ponta de lança que vai evoluindo no histórico Boca Juniors do seu país natal.

Trata-se de um futebolista nascido a 23 de Setembro de 1993 em Buenos Aires, Argentina, e que é um produto das escolas do All Boys, clube que representou profissionalmente entre 2012 e 2014, somando 30 jogos e seis golos.

Desde 2014, todavia, o jovem goleador vem actuando ao serviço do Boca Juniors, sendo que a sua veia concretizadora está bem patente nos números que apresenta, uma vez que soma 14 golos em 40 jogos, isto sem esquecer ainda o interessante número de assistências: oito.

Móvel e goleador

Jonathan Calleri é um ponta de lança que se destaca pela velocidade, mobilidade e, acima de tudo, pelo seu faro de golo, sendo especialmente forte na gestão da linha de fora de jogo e parecendo adivinhar sempre onde o esférico irá surgir.

Depois, em termos de finalização, o jovem de 21 anos mostra-se especialmente eficaz e o facto de medir “apenas” 1,79 metros não o impede de ser igualmente perigoso no jogo aéreo, não sendo raros os tentos de cabeça. Quanto à sua capacidade técnica, esta é aceitável, ainda que não possamos falar propriamente de um génio com a bola nos pés.

Pelas suas características, Calleri pode actuar sozinho ou acompanhado no eixo do ataque, mas para potenciar melhor as suas qualidades, é aconselhável que seja colocado num sistema com dois pontas de lança, surgindo o ainda jogador do Boca Juniors como o elemento mais móvel do duo.

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Torsiglieri não vingou em Alvalade

Torsiglieri não vingou em Alvalade

Diz-se que no defeso de Verão de 2010, enquanto equacionava a contratação de um defesa-central, o Sporting encontrava-se dividido entre dois futebolistas, sendo um deles a jovem promessa argentina: Marco Torsiglieri, que acabaria por ser contratado por 3,4 milhões de euros, e a outra um internacional marroquino que militava na segunda divisão francesa e que podia chegar a custo zero. Colocando-nos nesse momento específico, até conseguimos compreender a decisão da SAD leonina, mas, agora, em 2015, percebemos como o menor estatuto de actuar numa segunda divisão pode ser muito enganador, uma vez que o africano supra-citado chamava-se Mehdi Benatia e é agora jogador do poderoso Bayern de Munique…

Produto do Velez Sarsfield

Marco Natanel Torsiglieri nasceu a 12 de Janeiro de 1988 em Castelar, Argentina, sendo um produto das escolas do Velez Sarsfield, emblema onde, ao nível da equipa sénior, somou 34 jogos (um golo) entre 2006 e 2009, isto contabilizando ainda um empréstimo pelo meio, ao Talleres de Córdoba (2007/08).

Aos 22 anos, assumindo-se então como um dos mais promissores defesas-centrais argentinos, acaba por transferir-se para a Europa e para o Sporting, clube onde somou 23 jogos oficiais, mas nunca conseguiu confirmar as altas expectativas que lhe eram atribuídas e que terão levado os leões a escolherem-no em detrimento de Mehdi Benatia.

De Portugal para a Ucrânia

Se não conseguiu impor-se no Sporting, o mesmo cenário acabou por suceder na Ucrânia, paragem seguinte do argentino, que haveria de somar 56 jogos pelo Metalist entre 2011/12 e 2014/15.

Pelo meio, esteve ainda emprestado por uma temporada ao Almería (2013/14), embora aí se tenha assumido claramente como uma mais-valia, tendo somado 28 jogos (um golo) e sido peça importantíssima na manutenção na primeira divisão espanhola.

Neste momento, continuando sem grande espaço no Metalist, encontra-se cedido ao Boca Juniors, do seu país natal, somando 16 jogos desde o começo do ano.

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Meli é um guerreiro

Meli é um verdadeiro guerreiro

O jornal “A Bola” avança hoje com o alegado interesse do Benfica no concurso de César Marcelo Meli, médio-centro argentino que vai brilhando no Boca Juniors, isto ao ponto de estar a merecer a redobrada atenção de alguns “tubarões” do Velho Continente como, por exemplo, o AC Milan.

Trata-se de um futebolista nascido a 20 de Junho de 1992 em Salto, Argentina, e que começou a sua carreira no modesto Club Sport Salto, isto antes de saltar para o Colón em 2012. Em “Los Sabaleros”, haveria de actuar até 2014, somando 33 jogos (um golo) e merecendo o salto para o Boca Juniors, clube que representa até hoje.

Nos “Xeneizes”, Cesar Marcelo Meli rapidamente conquistou o seu espaço, assumindo-se como um dos jogadores de referência do meio-campo do “Boca”, clube pelo qual soma 31 jogos e quatro golos.

Um “oito” promissor

César Marcelo Meli já actuou em todas as posições do meio-campo, nomeadamente: médio-defensivo, médio-centro, médio-ofensivo, ala-esquerdo e ala-direito, mas é inegável que o jovem de 22 anos se sente mais à vontade como “seis” ou “oito”, posições onde desenvolve melhor o seu futebol.

Com um fantástico pulmão, raçudo e batalhador, Meli é um jogador que encaixa perfeitamente na função de trinco, até porque é um exímio recuperador de bolas e um futebolista com um excelente posicionamento no terreno de jogo. Ainda assim, num contexto de uma hipotética transferência para o Benfica, é provável que não encaixasse na ideia de jogo de Jorge Jesus, que prefere “seis” com outra envergadura física (o argentino mede apenas 1,70 metros).

Nesse seguimento, consigo imaginar muito melhor a utilização do promissor argentino na função “oito”, até porque às qualidades supra-citadas, há ainda que acrescentar a boa qualidade técnica de Meli, assim como a sua eficácia nas transições e a sua exímia progressão com bola. Aliás, bem lapidado por Jorge Jesus, podemos estar, enfim, perante um jogador capaz de fazer esquecer Enzo Pérez.

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Insúa com a camisola do Sporting

Uma das lacunas mais apontadas ao Sporting neste início de temporada residia no lado esquerdo da defesa, mas pode-se dizer que o Sporting soube suprimi-la com a contratação de um lateral-esquerdo de grande qualidade individual: Insúa.

Nascido a 7 de Janeiro de 1989, Emiliano Adrián Insúa Zapata iniciou a sua carreira nas camadas jovens do Boca Juniors, mas, com apenas 18 anos, transferiu-se para o histórico Liverpool.

No clube inglês, esteve entre 2007 e 2011, ainda que apenas tenha sido titular durante a época de 2009/10, quando foi um dos mais utilizados dos “reds” e se pensou que tinha garantido o lugar de lateral-esquerdo do Liverpool para as temporadas seguintes.

Sem sucesso no futebol turco

Surpreendentemente, e depois de ter estado perto da Fiorentina, o internacional argentino acabou emprestado ao Galatasaray, onde passou a época transacta, mas sem se impor verdadeiramente, pois apenas fez 16 jogos pelo clube turco.

Assim sendo, no actual defeso, o lateral-esquerdo argentino acabou por regressar ao Liverpool, mas, sem espaço no clube inglês, acabou por se transferir de forma definitiva para o Sporting, onde se espera que se imponha como o dono do lado canhoto da defesa verde-e-branca.

lateral-esquerdo de elevado pendor ofensivo

Emiliano Insúa é um lateral-esquerdo de perfil ofensivo, que gosta de subir no terreno e criar desequilíbrios no processo ofensivo da sua equipa. Veloz, raçudo, bom tecnicamente e com uma excelente capacidade para cruzar para a área, é o puro lateral ofensivo que, por essa característica bastante atacante do seu futebol, obriga a que um dos médios-centro compense várias vezes a suas arrancadas.

Por esse motivo, e tendo em conta que no Sporting deverá ter João Pereira (também ele um lateral muito ofensivo) no outro flanco, será necessário que os leões tenham muita atenção na forma como os elementos do meio-campo vão compensar a possibilidade dos leões actuarem com dois laterais de perfil atacante.

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Rojas com a camisola do Paraguai

Nascido na Argentina, era, ainda assim, um internacional paraguaio que dispunha de algum cartel quando assinou pelo Benfica no defeso da época 1999/00. Capaz de jogar em qualquer dos flancos da defesa, era como lateral-esquerdo que o argentino de nascimento se sentia melhor, tendo, inclusivamente, disputado duas grandes competições internacionais pela selecção paraguaia: Copa América de 1997 e Mundial 1998. Assim sendo, quando chegou ao Benfica, os adeptos pensaram que poderiam ter ali um lateral de qualidade, todavia, o jogador que haveria de ficar conhecido por “vaselina” devido a um golo que marcou ao Boca Juniors pelo River Plate ficou bastante longe de conquistar o exigente terceiro anel…

Criado nas escolas do Cerro Corá, destacou-se no Estudiantes

Ricardo Ismael Rojas Mendonza nasceu a 26 de Janeiro de 1971 em Posadas, na Argentina, tendo se estreado nas lides futebolísticas ao serviço de um clube paraguaio, o Cerro Corá.

Entre 1991 e 1992, efectuou 15 jogos pelo clube paraguaio e as suas boas exibições levaram a que o jovem fosse contratado pelo Libertad, outro clube paraguaio, onde, nas três épocas seguintes, Rojas se impôs na primeira equipa e conseguiu, assim, uma transferência para um clube emblemático do futebol argentino, o Estudiantes de La Plata.

Entre 1995 e 1999, Ricardo Rojas viveu alguns dos seus momentos mais altos como futebolista, assumindo-se como titular indiscutível do Estudiantes (123 jogos efectuados nesse período) e participando em duas grandes competições internacionais pela selecção do Paraguai, a Copa América (1997) e o Mundial 98.

Época e meia no Benfica

Essa boa fase na carreira acabou por garantir ao internacional paraguaio uma transferência para o Benfica, tendo Ricardo Rojas chegado aos encarnados no defeso da temporada 1999/00, ou seja, aos 28 anos.

Durante essa época e a primeira metade da seguinte, o lateral foi utilizado com relativa regularidade nas águias e, mesmo sem mostrar ser um fora de série, assumiu-se sempre como um jogador razoável, ainda que sem a qualidade suficiente para envergar a camisola encarnada.

Assim sendo, numa fase em que o Benfica estava longe do momento actual (foi terceiro em 1999/00 e sexto (!!) em 2000/01), Rojas acabou por conseguir efectuar 32 jogos pelos encarnados antes de voltar ao futebol argentino, desta feita para o River Plate.

Cinco anos no River Plate

Regressado ao futebol argentino após época e meia no Benfica, Rojas foi utilizado com regularidade nas três primeiras épocas ao serviço do River Plate (63 jogos), tendo ficado inclusivamente conhecido por “vaselina” após marcar o seu único golo oficial pelos argentinos numa vitória 3-0 diante do arqui-inimigo Boca Juniors.

No entanto, nas duas últimas temporadas ao serviço do River (2004/05 e 2005/06), o internacional paraguaio quase não jogou, acabando por, aos 35 anos, se transferir para o Belgrano, onde fez a sua última época profissional, sem grande brilho, em 2006/07.

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Domingos da Guia revolucionou a posição de defesa-central

Chamavam-lhe o “divino mestre” e, na verdade, foi um jogador revolucionário, pois numa altura em que os defesas-centrais eram sinónimo de agressividade e pontapé para a frente, Domingos da Guia era um defesa-central de fino recorte técnico, que sabia ter a bola no pé e subir no terreno com ela bem redondinha. Com grande capacidade de drible e excelente visão de jogo, o defesa-central brasileiro conseguia ser o primeiro elemento ofensivo das suas equipas, driblando adversários e mostrando uma habilidade inexistente, até aí, num jogador dessa posição. Nos dias de hoje, há mesmo quem diga que foi o melhor “zagueiro” brasileiro do Século XX.

Nascido a 19 de Novembro de 1912, Domingos da Guia iniciou a sua carreira em 1929, ao serviço dos cariocas do Bangu, onde permaneceu por três anos. Depois, haveria de representar clubes de três países diferentes e onde, curiosamente, ganhou títulos em todos: Nacional (campeão uruguaio em 1933), Vasco da Gama (campeão carioca em 1934) e Boca Juniors (campeão argentino em 1935).

Em 1936, haveria de transferir-se para o clube onde teve mais impacto na sua carreira, o Flamengo. Nessa equipa carioca, esteve por sete temporadas, fazendo mais de 200 jogos e conquistando o campeonato carioca em 1939, 1942 e 1943.

Antes do final da sua carreira, ainda esteve nos paulistas do Corinthians (1943-1947) e, em 1948, regressou ao Bangu, onde terminou a sua carreira de futebolista um ano mais tarde.

Internacional brasileiro por 30 ocasiões, foi considerado o melhor defesa do Mundial de 38, onde mostrou ao mundo toda a sua técnica, velocidade e habilidade, provando que um defesa-central não tem de ser só um jogador para dar pancada, mas, também, o primeiro elemento do processo ofensivo de uma equipa.

O legado dessa mudança de paradigma no futebol pertence a este magnífico defesa chamado Domingos da Guia, mas eternizado como o “divino mestre”.

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O Chile já participou em sete campeonatos do mundo, todavia, tirando um terceiro lugar conquistado em casa (1962), o melhor que conseguiu foi alcançar os oitavos de final no França 98, numa competição em que, curiosamente, não venceu nenhum jogo (três empates e uma derrota). Ainda assim, a equipa chilena está bastante motivada para o Mundial da África do Sul, pois tem uma das melhores gerações de jogadores de sempre e, para além disso, fez uma excelente fase de qualificação, terminando na segunda posição, apenas um ponto atrás do vencedor do agrupamento: Brasil. Agora, em terras sul-africanas, tudo o que seja abaixo dos oitavos de final terá de ser encarado como uma grande desilusão para os sul-americanos.

A Qualificação

Os chilenos fizeram uma fase de apuramento de grande qualidade na zona sul-americana de qualificação, acabando na segunda posição a apenas um ponto do Brasil (1º) e terminando o agrupamento com uma vantagem de nove pontos em relação à primeira equipa que não se qualificou directamente para a África do Sul (Uruguai).

Durante o seu percurso, o Chile teve resultados brilhantes como a dupla vitória diante da Colômbia (4-2 e 4-0) ou triunfos em campos difíceis como o do Paraguai (2-0), Bolívia (2-0) ou Venezuela (3-2).

Assim sendo, foi mesmo com algum brilhantismo que a selecção chilena garantiu o passaporte para o Mundial 2010.

Zona sul-americana – Classificação

  1. Brasil 34 pts
  2. Chile 33 pts
  3. Paraguai 33 pts
  4. Argentina 28 pts
  5. Uruguai 24 pts
  6. Equador 23 pts
  7. Colômbia 23 pts
  8. Venezuela 22 pts
  9. Bolívia 15 pts
  10. Peru 13 pts

O que vale a selecção chilena?

A equipa chilena é uma equipa de grande qualidade,vocacionada para o ataque e usando um esquema muito ofensivo em 4-3-3 será, por certo, garantia de futebol atractivo em terras sul-africanas.

A baliza deverá estar entregue a Bravo, guarda-redes de qualidade. Depois, o quarteto defensivo deverá ser composto pela dupla de centrais: Medel-Vidal e pelos laterais: Ponce (à esquerda) e Isla (à direita). Neste sector, temos de destacar a curiosidade de os dois centrais serem, normalmente, usados como médios defensivos nos seus clubes. Tratam-se de dois jogadores de excelente qualidade pelo chão, mas que, por vezes, têm alguma dificuldade no jogo aéreo, nomeadamente Medel que é muito baixo. Por outro lado, nas laterais, encontramos dois jogadores muito diferentes, pois Ponce é mais defensivo, ajudando muitas vezes o centro da defesa, enquanto Isla é muito ofensivo, sendo, muitas vezes, quase um extremo.

No meio campo, a equipa chilena deverá optar por um duplo-pivot composto por dois jogadores que tanto sabem defender e recuperar bolas como iniciar o processo ofensivo: Carmona e Millar. Depois, mais à frente, deverá jogar o bem conhecido Mátias Fernández. No esquema da selecção sul-americana, o papel do jogador do Sporting é extremamente importante, pois é por ele que passa quase toda a construção ofensiva do Chile.

Por fim, no ataque, os chilenos deverão optar por dois extremos: Beauséjour (à esquerda) e Alexis Sánchez (à direita). Estes dois atletas devem ter missões ligeiramente diferentes, pois enquanto Beauséjour será um extremo puro, que se preocupará mais em criar desequilíbrios no flanco esquerdo, Sánchez será um falso extremo que aproveitará o facto de Isla subir muito pelo flanco direito para fazer diagonais para o centro e aparecer, muitas vezes, colado ao ponta de lança. Esse avançado centro será, obviamente, a estrela do futebol chileno (Humberto Suazo), um atacante rápido e explosivo, que, na hora da verdade, raramente falha.

Em suma, podemos dizer que o Chile apresenta, neste mundial, uma equipa equilibrada e talentosa com reais condições de fazer uma excelente campanha.

O Onze Base

Como referido anteriormente, a selecção sul-americana deverá apresentar um 4-3-3 de pensamento ofensivo com Bravo (Real Sociedad) na baliza; Ponce (Universidad Católica), Medel (Boca Juniors), Vidal (Leverkusen) e Isla (Udinese) na defesa; Carmona (Reggina), Millar (Colo Colo) e Mátias Fernández (Sporting) no meio campo; Beauséjour (América), Alexis Sánchez (Udinese) e Humberto Suazo (Saragoça) no ataque.

Classificação – Previsão “A Outra Visão”

Integrada no Grupo H com Espanha, Suíça e Honduras e partindo do principio que o primeiro lugar (Espanha) e o último (Honduras), parecem, aparentemente entregues, espera-se que a selecção de Marcelo Bielsa lute com a Suíça pelo segundo posto. Nessa disputa, apesar da boa qualidade helvética, o Chile, com mais talento natural, deverá ter uma ligeira vantagem.

Calendário – Grupo H (Mundial 2010)

  • 16 de Junho: Chile vs Honduras
  • 21 de Junho: Chile vs Suíça
  • 25 de Junho: Chile vs Espanha

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