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Posts Tagged ‘Bósnia’

Paulo Bento levou Portugal ao Euro 2012

Após uma campanha sinuosa que começou pelo escândalo do empate caseiro com Chipre (4-4) e uma derrota pela margem mínima na Noruega (0-1), Portugal conseguiu finalmente o apuramento para o Euro 2012, após golear a Bósnia (6-2) no Estádio da Luz, no decisivo duelo do playoff. Tratou-se de uma vitória inequívoca, perante uma selecção que está em franca evolução, mas que, valha a verdade, ainda não está no nível da equipa portuguesa, que apesar de não ter um conjunto ao mesmo nível do passado recente, conta com alguns jogadores de classe mundial como Pepe, Fábio Coentrão e Nani, e um verdadeiro fora de série como é Cristiano Ronaldo. Ainda assim, após a ligeira euforia do quinto apuramento consecutivo para o campeonato da Europa, importa analisar os possíveis adversários portugueses no certame.

Subida ao Pote 3 poderá não ter trazido vantagens

Com a vitória diante da Bósnia, Portugal subiu do Pote 4 ao pote 3, o que, curiosamente, pode não ter trazido quaisquer vantagens à equipa das quinas. No Pote 3, Portugal fica automaticamente impedido de defrontar as  selecções da Suécia, Grécia e Croácia, mas passa a poder defrontar as equipas do Pote 4, onde existem três selecções equivalentes às anteriores: Dinamarca, República da Irlanda e República Checa e uma quarta, que, valha a verdade, os lusos quererão por todos os meios evitar: França.

Honestamente, deste último pote, Portugal deverá preferir os irlandeses ou os checos, pois são claramente as equipas mais frágeis, enquanto a Dinamarca, apesar da recente vitória em Copenhaga, também não poderá assustar a equipa das quinas. Por outro lado, a França, apesar da má forma recente, é uma equipa que tradicionalmente não vacila diante de Portugal e a sua colocação no mesmo grupo que o lusitano, criaria, quase de certeza, um grupo da morte no Euro 2012.

Parecem cabeças de série mas é apenas o Pote 2

O segundo pote poderia ser, claramente, um pote de cabeças de série. De facto, neste Pote 2 estão as selecções da Alemanha, Itália e Inglaterra, que perfazem oito títulos mundiais e uma Rússia, que, não sendo uma equipa frágil, será claramente a que todas as outras doze selecções vão desejar defrontar deste pote.

Tradicionalmente, Portugal dá-se melhor com a Inglaterra do que com Itália e Alemanha e, sendo assim, a equipa portuguesa deverá desejar os ingleses logo a seguir aos russos (de longe o fruto apetecido). Entre italianos e alemães, apesar do nome fortíssimo de ambos, temos que realçar que actualmente os germânicos estão bem mais fortes que os transalpinos e, a ter de escolher, seria mais “benéfico” a Portugal que lhe saísse a “squadra azzurra” que a “mannschaft”…

Pote 1: o pote dos desequilíbrios 

Apesar de tudo, o pote mais desequilibrado deste campeonato da Europa é claramente  o Pote 1, que tem as duas equipas mais fortes presentes na competição: Espanha e Holanda e, também, duas das mais frágeis: Ucrânia e Polónia.

Ainda assim, tirando a óbvia divisão “dois-dois”, há que realçar que entre espanhóis e holandeses, a preferência tem de ir para a selecção laranja, com quem nos damos tradicionalmente bem, enquanto entre ucranianos e polacos, a preferência acaba por ser indiferente, pois são ambos países organizadores e têm uma selecção de qualidade equivalente.

Haverá algum grupo de sonho ou de pesadelo?

Numa fase final de um campeonato da Europa nunca se pode falar em grupos de sonho, todavia, existem agrupamentos bem mais fáceis que outros e o melhor grupo para Portugal seria claramente algo parecido com isto:

Ucrânia/Polónia
Rússia
Portugal
República da Irlanda/República Checa/Dinamarca

Por outro lado, o oposto também existe, e existem combinações que poderão criar imensas dificuldades a que Portugal supere esta primeira fase do Euro 2012. Num caso de extrema falta de sorte, Portugal poderá encontrar algo semelhante a isto:

Espanha/Holanda
Alemanha/Itália/Inglaterra
Portugal
França

Taça Latina dentro do campeonato da Europa?

Curiosa a possibilidade da existência de uma mini Taça Latina na fase de grupos do campeonato da Europa, com Espanha, Itália, Portugal e França no mesmo agrupamento. Uma ideia interessante, mas que dificultaria e bastante a primeira missão portuguesa para este certame: apuramento para os quartos de final.

Apesar de tudo o que foi dito, só poderemos avançar com uma melhor análise aquela que vai ser a participação portuguesa após os resultados do sorteio da fase de grupos e, para isso, teremos de aguardar pelo dia 2 de Dezembro, onde tudo será decidido. Esperemos que, nesse dia, os deuses da fortuna estejam connosco e nos afastem dos maiores tubarões do futebol europeu.

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Zahirovic (1º plano) é um excelente médio

No Spartak Nalchik da Primeira Divisão Russa actua um médio-defensivo internacional bósnio de grande qualidade e margem de progressão: Adnan Zahirovic.

Nascido a 23 de Março de 1990 em Banja Luka, Bósnia, Adnan Zahirovic iniciou a sua carreira desportiva no Celik Zenica, clube pelo qual se estreou no futebol profissional em Agosto de 2008 num duelo diante do FC Sarajevo e onde o médio-centro foi titular.

Entre essa data e o inicio de 2011, o internacional bósnio efectuou 49 jogos pelo clube de Zenica, nunca tendo grandes resultados colectivos, pois o Celik nunca se classificou acima do décimo lugar enquanto Zahirovic lá actuou.

Em Janeiro deste ano, Zahirovic trocou a Bósnia pela Rússia e o Celik Zenica pelo Spartak Nalchik, tendo rapidamente conquistado o seu espaço no clube russo. De facto, até este momento, o internacional bósnio já efectuou 22 jogos (3 golos) pelo Spartak Nalchik, ainda que as coisas não estejam a correr muito bem ao seu clube, pois este encontra-se num actual décimo-quinto lugar, o que lhe valerá a despromoção caso continue assim.

Médio-centro de recuperação

Adnan Zahirovic é um médio-defensivo na sua génese, mas não se limita apenas ao processo defensivo, pois é muito inteligente e incisivo nas transições defesa/ataque.

Bom recuperador de bolas e positivamente agressivo na forma como aborda os lances, é dono de um excelente pulmão e tem uma boa capacidade técnica, o que lhe permite empurrar muitas vezes a equipa para a frente.

Com boa visão de jogo e extraordinário sentido posicional, trata-se de um elemento que tanto pode jogar a “seis” como a “oito” com a mesma qualidade e seria uma excelente adição para qualquer clube médio português interessado num médio que lhe enchesse o meio-campo.

Convocado para o próximo jogo com Portugal, trata-se de um jogador que podem procurar, nesse mesmo duplo-desafio, decisivo para o apuramento para o Euro 2012.

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Ibricic a festejar mais um golo do Hajduk

Na Liga Croata, mais concretamente no Hajduk Split, actua um avançado bósnio de grande qualidade individual e com potencial para outros palcos: Senijad Ibricic.

Nascido a 26 de Setembro de 1985 na Bósnia, iniciou a sua carreira profissional em 2003/04 ao serviço do modesto NK Podgrmec, onde teve impacto imediato, pois em apenas 23 jogos marcou 16 golos ao serviço desse clube bósnio da segunda divisão.

Após essa excelente temporada acabou por transferir-se para a Croácia e para o NK Zagreb, onde permaneceu por quatro épocas. Nas três primeiras, não esteve especialmente concretizador, marcando apenas dez golos, todavia, na última temporada em que esteve no clube de Zagreb acabou por revelar-se um avançado de pontaria afinada e marcou doze golos.

Essa última temporada de bom nível acabou por levar o Hajduk Split a avançar para a sua aquisição e, até agora, o gigante croata não se arrependeu da contratação de Ibricic. Desde 2008, o internacional bósnio já fez 33 golos em 64 jogos, mostrando todas as qualidades que fazem do bósnio um jogador especial: velocidade, inteligência táctica, capacidade de passe, frieza na finalização, técnica individual e visão de jogo apurada. Um cocktail que faz de Senijad Ibricic um avançado completo e ideal para actuar nas costas de um ponta de lança mais fixo ou, inclusive, como “dez” se o treinador preferir um esquema com apenas um ponta de lança.

Neste momento, com 25 anos, é um jogador maduro e com qualidade mais que suficiente para actuar num grande português. Um avançado a seguir com atenção numa partida da selecção bósnia ou num jogo do Hajduk Split.

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Safet Susic com a camisola do PSG

O bósnio Safet Susic será sempre lembrado como um dos mais magistrais tecnicistas de um futebol que, por si só, cresceu como um dos grandes redutos do futebol arte: a ex-Jugoslávia. Médio-ofensivo de grande talento, Susic tornou-se uma lenda da selecção jugoslava e do Paris Saint-Germain, onde fez mais de 300 jogos e foi votado como o melhor jogador de sempre do gigante parisiense. Um grande jogador de outros tempos que nos faz viajar até um futebol arte, muitas vezes distante do mais musculado e físico futebol moderno.

Nascido a 13 de Abril de 1955, Safet Susic iniciou a sua carreira profissional em 1973, com 18 anos, ao serviço do FK Sarajevo. No clube bósnio, permaneceu por nove anos eparticipou em 221 partidas (85 golos), sagrando-se o melhor marcador e melhor jogador da Liga Jugoslava em 1979/80.

Depois de nove temporadas de grande sucesso individual, mas nulo sucesso desportivo, Susic transferiu-se, em 1982, para um então, bastante recente PSG (Apenas foi fundado em 1970), onde rapidamente se transformou num dos jogadores mais influentes.

No clube gaulês esteve outras nove temporadas, alcançou números impressionantes (343 jogos, 85 golos) e, finalmente, abraçou os títulos colectivos, conquistando um campeonato francês (86) e uma Taça de França (83).

Considerado um ilusionista puro, daqueles que cada drible que fazia era um puro toque de magia, Susic era, também, um grande estratega que, com superior visão de jogo, construía as jogadas e marcava os tempos de ataque da sua equipa. Depois, como se não bastasse, era um excelente finalizador, marcando sempre muitos golos ao longo da carreira.

Internacional pela Jugoslávia por 54 ocasiões (21 golos), Susic terminou a sua carreira em 1991/92, ao serviço do Red Star Paris, contudo, aos 36 anos, a magia já era menor e os tempos gloriosos coisa do passado.

Ainda assim, será sempre um dos grandes jogadores de sempre. Um daqueles atletas que, quando-se retirou, teve a certeza que partilhou com todos nós um pouco da magia e um pouco do espectáculo que a todos fascina.


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A saída de Queiroz surgiu com meses de atraso

Antes de mais, devo admitir que esperei pela inevitabilidade do despedimento de Carlos Queiroz para, finalmente, dar a minha opinião sobre uma novela que, infelizmente, se arrastou demasiado com os terríveis custos de dois desaires incompreensíveis em termos desportivos, como foi o empate caseiro com Chipre (4-4) e a derrota na Noruega (0-1).

O agora ex-seleccionador nacional é, na minha opinião, um profissional competente e com grande talento na criação e implementação de projectos de fundo em termos organizacionais como foi bem patente no projecto de futebol jovem que, nos anos 80, foi criado e com o sucesso que se reconhece. No entanto, durante muito tempo, caiu-se, perigosamente, no erro de  esse talento organizacional de Queiroz ser confundido, várias vezes, com uma suposta capacidade técnica acima do comum, situação que, na verdade, o ex-adjunto de Alex Ferguson não tem.

Queirós, tirando os dois títulos mundiais de sub-20, foi, ao longo da sua carreira, um treinador que pouco conquistou, tendo, inclusivamente, ficado ligado a uma das mais humilhantes derrotas dos leões diante do seu eterno rival Benfica (3-6) e a perda de dois campeonatos por parte do Sporting, em duas temporadas (1993/94 e 1994/95) em que os verde e brancos tiveram dos melhores plantéis da sua história com nomes como Balakov, Figo, Valckx, Paulo Sousa, entre outros. Antes disso, Queirós já havia falhado o apuramento para o Mundial 94, ao serviço da selecção nacional, tendo, nessa altura, sido superado pela Itália e pela…Suíça.

Depois do insucesso total em Portugal em termos de futebol sénior, Queirós encetou um percurso pelo Mundo do futebol, onde passou por campeonatos e selecções menores e onde teve o único momento de algum sucesso na África do Sul, quando apurou os “bafana bafana” para o Mundial 2002. Essa proeza levou-o ao Manchester United, onde permaneceu bastante tempo como adjunto de Alex Ferguson, apenas quebrando essa ligação na temporada 2003/04, quando abraçou a liderança do Real Madrid, numa temporada em que fez os “merengues” terminarem a Liga Espanhola na quarta posição.

Curiosamente, apesar de nunca ter sido um treinador de grande sucesso, Queiroz conseguiu sempre criar uma imagem de grande prestígio no mundo do futebol como treinador e, assim, encarou-se com naturalidade a sua chamada para seleccionador nacional para a caminhada para o Mundial 2010.

Na minha opinião, nunca se deve dar uma segunda hipótese a um treinador que já falhou ao serviço de uma selecção, até porque a pressão dos adeptos sobre ele será sempre superior a um estreante. Ainda assim, quis esperar para ver se Queiroz, para além de por a equipa a jogar (bom) futebol conseguia criar elan, tanto com a equipa, como com os portugueses, situação que Scolari, mesmo não sendo um grande treinador, sempre soube fazer na perfeição.

Na verdade, o percurso de Queiroz na fase de qualificação roçou o medíocre, com Portugal a empatar com a Albânia em casa e a ser incapaz de vencer um simples jogo dos quatro que fez com Suécia e Dinamarca. Ainda assim, uma feliz combinação de resultados fez com que garantíssemos o segundo lugar no grupo e, posteriormente, num playoff diante da pouco cotada da Bósnia, conseguimos o apuramento para o Mundial da África do Sul.

Curiosamente, até acho que os resultados de Portugal no Mundial 2010 foram dignos, pois empatámos com duas boas selecções, goleámos a Coreia do Norte e apenas perdemos, nos oitavos de final, diante da equipa que se sagraria campeã do Mundo: Espanha.

Ainda assim, as exibições, tirando a segunda parte diante da Coreia, foram sempre muito pobres, percebendo-se que Queiroz não havia conseguido incutir na selecção o bom futebol que os adeptos esperam e que, ao longo dos tempos, sempre foi a imagem da equipa lusa.

Mas, se o percurso desportivo no Mundial até podia garantir a Queiroz a permanência na equipa das quinas, os acontecimentos ocorridos na Covilhã com o comité anti-dopagem, obrigavam a que, mal Portugal terminasse a presença no campeonato do Mundo, fosse feita uma reunião de emergência na Federação. Se antes do Mundial, essa situação não se podia por em causa, pois iria colocar em xeque a nossa participação no Mundial 2010, era necessário que se tomassem medidas logo após o certame, pois o apuramento para o Euro iniciava-se logo em Setembro e havia que criar condições para que a equipa portuguesa tivesse sucesso.

Infelizmente, foi tudo mal feito, arrastando-se o caso Queirós por meses a fio e custando-nos, em dois jogos, que Portugal fosse orientado por telemóvel e à distância, por um seleccionador que, na verdade, todos sabíamos que deixaria de o ser.

Agora, após termos feito dois resultados deploráveis e de estarmos, à segunda jornada, a fazer contas para chegarmos ao Euro 2012, é que se tomou a decisão de despedir Queiroz, numa decisão que, além de tardia, apenas prova que a Federação Portuguesa de Futebol é uma organização totalmente desorganizada e que, tal como a selecção, necessita de uma mudança de 180º para que possa, novamente, merecer o respeito dos portugueses.

Vamos esperar pelas eleições e, sinceramente, por sangue novo que possa dar outra alma à Federação. Até lá, esperemos que a escolha do novo treinador seja criteriosa e, acima de tudo, de risco baixo, pois, neste momento, o apuramento para o europeu já se encontra, infelizmente, na corda bamba.

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Stilic ao serviço do Lech Póznan

Nos relvados de Póznan, em plena Polónia, actua um dos jogadores mais promissores do espectro futebolístico da Bósnia-Herzegovina: Semir Štilić.

Criado nas escolas do FK Zeljeznicar, Štilić estreou-se, em 2005/06, com apenas 18 anos pela equipa principal desse clube bósnio, por onde permaneceu por três temporadas, sendo que, com o passar do tempo, foi-se tornando cada vez mais importante no clube de Sarajevo.

Número 10 de grande talento, dono de enorme capacidade técnica e alargada visão de jogo, que tanto é excelente a assistir os colegas como a aparecer em zona de finalização, Štilić chamou a atenção dos responsáveis do Lech Póznan que o adquiriram para a temporada 2008/09 para ser o maestro do jogo ofensivo da equipa polaca.

Desde que chegou ao Lech Póznan, o internacional bósnio (3 jogos) tornou-se num dos mais importantes jogadores da equipa polaca, demonstrando todo o seu talento e dando a ideia que ainda pode crescer mais e tornar-se num jogador de um calibre superior.

Neste momento, com 23 anos, Semir Štilić tem a maturidade suficiente para dar o salto para outro campeonato que lhe facilitaria o crescimento como jogador de futebol e seria, por certo, uma excelente aquisição para um clube médio da Liga Portuguesa.

Vejam o vídeo abaixo, referente a alguns momentos do bósnio na época 2008/09 e confirmem todo o seu talento e potencial.

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A Espanha já participou em doze campeonatos do mundo, todavia, o melhor que conseguiu foi um quarto lugar há exactamente 60 anos (Mundial 1950). Normalmente, os castelhanos esperam sempre muito da sua selecção, mas esta costuma, invariavelmente, falhar nos momentos chave, todavia, todos acreditam que será diferente desta vez. A Espanha tem, por certo, uma das melhores equipas da sua história (talvez a melhor), é campeã da Europa e fez uma fase de qualificação em que, em dez jogos, venceu dez. Assim sendo, todos entendem que, se a Espanha não ganhar desta vez, jamais o fará…

A Qualificação

Integrada no grupo 5, que até não era dos mais fáceis (Bósnia, Turquia, Bélgica, Arménia e Estónia), a Espanha fez uma fase de apuramento completamente imaculada, vencendo todos os jogos e deixando o segundo classificado (Bósnia) a onze pontos.

Resultados como a goleada na Bósnia (5-2) e na recepção à Bélgica (5-0) são a prova da força da “Roja”, que chega, assim, ao campeonato do mundo, como um dos principais candidatos à vitória final.

Grupo 5 – Classificação

  1. Espanha 30 pts 
  2. Bósnia-Herzgovina 19 pts
  3. Turquia 15 pts
  4. Bélgica 10 pts
  5. Estónia 8 pts
  6. Arménia 4 pts

O que vale a selecção espanhola?

A equipa de Vicente del Bosque é muito forte em termos colectivos e individuais, tendo talento em todos os sectores do terreno. Além disso, não contam apenas com um onze, pois os suplentes também são de uma qualidade quase ao nível dos titulares da “Roja”.

Um bom exemplo é a baliza, que será defendida pelo excepcional: Iker Casillas, mas que tem como suplentes, nomes como Pepe Reina e Victor Valdés.

Depois, o quarteto defensivo deverá ser composto por uma excelente dupla de centrais: Piqué-Puyol. Uma dupla que se completa, pois Puyol é muito bom pelo chão, autêntica carraça para os avançados contrários, mas, sendo baixo, conta com Piqué para mandar nas alturas e garantir a segurança no jogo aéreo dos castelhanos. Por outro lado, nas laterais, deverão aparecer Capdevilla (à esquerda) e Sérgio Ramos (à direita). São dois elementos muito competentes a defender, principalmente o jogador do Real Madrid, que sabe encostar aos centrais sempre que necessário (trata-se de um central de origem), mas também são muito bons a subirem no flanco, nomeadamente Capdevilla que, muitas vezes, aparece na frente quase como um extremo.

Apesar de todos os sectores serem de grande qualidade, o meio campo é, sem dúvida, o ponto mais forte da “Roja”, roçando mesmo a perfeição. A equipa deverá jogar em losango, com Busquets a aparecer no vértice defensivo, pois trata-se de um jogador de grande inteligência táctica e que equilibra todo o jogo dos espanhóis. Depois, nas alas, deverão aparecer David Silva (à esquerda) e Iniesta (à direita). Dois atletas com dupla função, pois terão de procurar ganhar a linha, mas, também terão de saber ser interiores sempre que necessário. Por fim, no vértice ofensivo, deverá aparecer Xavi, um jogador que dispensa apresentações por todo o talento, inteligência e criatividade que dá ao jogo. No banco, a Espanha ainda conta com nomes como Xabi Alonso, Fábregas ou Jesus Navas que dão ideia do poderio da “Roja”

Chegando ao ataque, não diminuímos de qualidade, pois a dupla de ataque é composta por dois elementos móveis, raçudos, que não descanso aos defesas e que, acima de tudo, não perdoam na hora de atirarem à baliza: Fernando Torres e David Villa. Um poder de fogo que todos esperam que dê muitos golos à Espanha durante o Mundial 2010.

O Onze Base

Actuando em 4-4-2 losango, a Espanha deverá apresentar Iker Casillas (Real Madrid) na baliza; Capdevilla (Villarreal), Piqué (Barcelona), Puyol (Barcelona) e Sérgio Ramos (Real Madrid) na defesa; Busquets (Barcelona), David Silva (Valência), Iniesta (Barcelona) e Xavi (Barcelona) no meio campo; Fernando Torres (Liverpool) e David Villa (Barcelona) no ataque.

Classificação – Previsão “A Outra Visão”

Pela enorme qualidade da selecção espanhola, um grupo composto por Chile, Suíça e Honduras não lhes deve causar grande mossa. A “Roja” deverá passar o agrupamento com relativa facilidade e o seu verdadeiro campeonato do mundo apenas deve começar nos oitavos de final da prova.

Calendário – Grupo H (Mundial 2010)

  • 16 de Junho: Espanha vs Suíça
  • 21 de Junho: Espanha vs Honduras 
  • 25 de Junho: Espanha vs Chile
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