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Hradecky nasceu na Eslováquia mas é internacional finlandês

Hradecky é internacional finlandês

Depois de termos falado do nigeriano Slyvester Igboun, continuamos no campeonato dinamarquês, mas, desta feita, para falarmos de um guarda-redes, mais concretamente Lukas Hradecky, jovem de 26 anos que vai evoluindo no Brondby.

Trata-se de um “keeper” nascido a 24 de Novembro de 1989 em Bratislava, Eslováquia, mas que cedo se mudou para a Finlândia, onde esteve nas camadas jovens do TPS, isto antes de se transferir para a Dinamarca e para o Esbjerg.

Nesse clube dinamarquês, entre 2009/10 e 2012/13, somou 85 jogos, tendo conquistado mesmo o título da segunda divisão dinamarquesa em 2011/12 e a Taça da Dinamarca na temporada seguinte, sendo que as suas boas exibições acabaram por valer-lhe o salto para o histórico Brondby.

Figura num clube que se tenta reerguer

De sublinhar que Lukas Hradecky chegou ao Brondby numa altura em que o histórico clube dinamarquês vinha de dois nonos lugares consecutivos, mas rapidamente conseguiu ajudar o emblema dos arredores de Copenhaga para outro patamar.

Afinal, em 2013/14, o Brondby já terminou a Superliga dinamarquesa num mais respeitoso quarto lugar, sendo que, na actual campanha, encontra-se no último lugar do pódio, bastante perto de confirmar a qualificação para a Liga Europa.

De sublinhar que, ao longo destas duas temporadas, Lukas Hradcky tem sido claramente indiscutível na baliza do Brondby, somando um total de 67 jogos e com exibições a merecerem os elogios da crítica especializada.

Preparadíssimo para dar o salto

Com 1,90 metros, Lukas Hradecky é forte no jogo aéreo, sendo igualmente daqueles “keepers” com um posicionamento de excelência, parecendo sempre ocupar a totalidade da baliza.

Com bom jogo de pés e excelentes reflexos, Lukas Hradecky faz ainda muitas vezes aquilo que chamamos de “defesas impossíveis”, embora nunca coloque em causa a eficácia de uma defesa para fazer uma “parada” mais espectacular.

Tendo optado por representar a selecção da Finlândia, pela qual já soma 21 internacionalizações, o jovem de 26 anos é, na realidade, um “keeper” que se mostra mais que preparado para dar o salto para uma liga e para um clube com outros pergaminhos.

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O primeiro obstáculo europeu do Vitória de Guimarães na caminhada para chegar à fase de grupos da Liga Europa é uma equipa dinamarquesa da qual o público português terá uma leve memória, pois defrontou o Sporting na Taça UEFA (2001/02), tendo na altura sido vergada a duas derrotas com os leões (0-3 e 2-3) e consequente eliminação da prova. Clube com apenas doze anos e ainda sem nenhum título importante, o FC Midtjylland tem sofrido injecções financeiras para quebrar a hegemonia dos dois principais clubes dinamarqueses (FC Copenhaga e Brondby), mas é bem notório que ainda terá um longo caminho a percorrer.

O FC Midtjylland actua no MCH Arena

Quem é o FC Midtjylland?

O FC Midtjylland foi fundado a 2 de Fevereiro de 1999 como resultado da fusão do Ikast FS e do Herning Fremad e chegou à primeira divisão dinamarquesa em 2000/01, tendo garantido logo um quarto lugar na estreia na competição.

Até este momento, os “lobos” já foram vice-campeões dinamarqueses por duas vezes (2006/07 e 2007/08) e estiveram presentes em quatro finais da Taça da Dinamarca, mas nunca conseguiram conquistar qualquer título.

Na temporada passada, o FC Midtjylland terminou o principal campeonato da Dinamarca na quarta posição, atrás de FC Copenhaga, Odense e Brondby.

Em termos europeus, a equipa dinamarquesa está na sua sexta participação nas provas da UEFA, sendo que a sua melhor campanha foi em 2002/03, quando atingiu a segunda eliminatória da Taça UEFA, caindo, nessa altura, aos pés do Anderlecht (1-3 e 0-3).

O plantel do FC Midtjylland

Como joga?

Como quase todas as equipas escandinavas, o FC Midtjylland actua preferencialmente em 4x4x2, sendo uma equipa bastante forte fisicamente e habitualmente perigosa nas bolas paradas.

Ainda assim, já é uma equipa com um nível técnico bastante razoável, dispondo de vários jogadores africanos para o ataque como Nworun, Igboun ou Izunna Uzochukwu, que garantem ao FC Midtjylland um bom nível de imaginação e improvisação.

No último jogo que efectuou (venceu os galeses do TNS por 5-2), o FC Midtjylland apresentou o seguinte onze: Kasper Jensen; Ipsa, Sivebaek (Izunna, 69′), Lauridsen e Juelsgard; Borring, Jakob Poulsen (Kasper Hansen, 46′), Albaek e Danny Olsen; Nworun e Igboun (Hvilsom, 46′).

Jakob Poulsen tem 17 internacionalizações

Quem é que o Vitória deve ter debaixo de olho? – Jakob Poulsen

O jogador de maior renome do plantel do FC Midtjylland é claramente o médio-centro que representou a Dinamarca no Mundial 2010: Jakob Poulsen.

Nascido a 7 de Julho de 1983, em Varde, Dinamarca, Jakob Bendix Uhd Poulsen iniciou a sua carreira no Esbjerg, onde permaneceu entre 2002 e 2006, efectuando 107 jogos e marcando 19 golos.

Essas boas exibições valeram-lhe uma transferência para o futebol holandês e para o Heerenveen, onde o internacional dinamarquês permaneceu durante dois anos e meio, mas onde nunca se assumiu como titular absoluto, preferindo regressar à Dinamarca no Verão de 2008.

Desde que regressou ao país natal, esteve duas temporadas no Aarhus, antes de se transferir para o Midtjylland logo após a sua participação no Mundial 2010 ao serviço da Dinamarca.

Jogador de grande polivalência (pode jogar como defesa-central, médio-centro, médio-direito ou até “dez”), é no miolo do meio-campo que Jakob Poulsen se sente melhor. Com bom pulmão, inteligência posicional, excelente capacidade recuperadora, boa qualidade de passe e frieza na finalização, trata-se de um médio todo o terreno a que o Vitória de Guimarães deverá dar a máxima atenção.

As possibilidades do Vitória de Guimarães

Em condições normais, o quinto classificado do campeonato português é sempre favorito perante o quarto do campeonato dinamarquês, contudo, há que ter atenção a algumas condicionantes que equilibram este confronto entre o Vitória de Guimarães e o FC Midtjylland.

Primeiro, o campeonato dinamarquês já iniciou e, para além disso, o FC Midtjylland já efectuou dois jogos europeus diante dos galeses do TNS, o que lhe garante uma superior capacidade física e óbvio ritmo competitivo.

Por outro lado, os primeiros ensaios do Vitória de Guimarães não foram animadores (derrotas com Rio Ave e Desportivo das Aves), o que também pode não ser positivo em termos anímicos para os minhotos.

Ainda assim, estou convicto que os vimaranenses têm todas as condições de superarem este obstáculo e seguirem, por direito próprio, para o playoff de acesso à fase de grupos.

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Wass será concorrente de Maxi Pereira nas águias

Seguindo as pisadas de Manniche, Daniel Wass será mais um jogador dinamarquês a vestir a camisola do Sport Lisboa e Benfica, reforçando uma posição que, o ano passado, não garantiu (quase) nenhuma concorrência a Maxi Pereira: Lateral-direito.

Nascido a 31 de Maio de 1989 em Gladsaxe, Dinamarca, Daniel Wass é um produto das escolas do modesto Avarta, tendo chegado ao Brondby em 2007.

No clube dos arredores de Copenhaga, o lateral-direito rapidamente se assumiu como uma peça importante da equipa sénior, tendo chegado à titularidade do Brondby na temporada 2008/09, quando efectuou 28 jogos em 33 possíveis no campeonato dinamarquês.

Empréstimo ao Fredrikstad foi um erro

Apesar da ascensão de Wass, o treinador Kent Nielsen entendeu que o dinamarquês deveria ser emprestado para continuar a evoluir e cedeu o lateral-direito aos noruegueses do Fredrikstad. Contudo, no histórico clube da Noruega, Wass não se conseguiu impor, regressando apenas três meses depois ao Brondby.

De novo no histórico clube dinamarquês, Wass rapidamente assegurou um lugar no onze, tendo, na actual temporada, efectuado 39 jogos (7 golos) em todas as competições, ainda que após a primavera, tenha sido mais utilizado a ala-direito que propriamente a lateral.

Lateral-direito de vocação ofensiva

Apesar de ter apenas 22 anos, Daniel Wass chega ao Benfica com a experiência de ter feito quase 100 jogos oficiais pelo Brondby, esperando-se que não sinta um grande choque na transição para os encarnados.

Preferencialmente um lateral-direito de perfil atacante, Wass também pode jogar como ala-direito, principalmente em encontros em que se pretenda usar uma estratégia mais conservadora e de rigor táctico.

Rápido, evoluído tecnicamente e inteligente nas transições defesa/ataque e ataque/defesa, o internacional dinamarquês é muito difícil de bater em lances de um contra um, sabendo posicionar-se no relvado e sendo extremamente fiável na forma como aborda os lances. Para além disso, trata-se de um jogador que é forte nos lances de bola parada e muito inteligente nas incursões ofensivas, cruzando e finalizando com muita qualidade.

Se tudo correr bem com a adaptação ao Benfica, este lateral-direito de 22 anos pode ser uma das grandes surpresas da próxima edição da Superliga.

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P. Mendes não tem substituto à altura

O novo treinador do Sporting chegou aos leões sob bons auspícios devido ao bom trabalho que desempenhou no Paços de Ferreira e do V. Guimarães, ainda que, ao serviço dos vimarenenses, tenha falhado o acesso à Liga Europa na última jornada, após perder, em casa, diante do Marítimo.

No entanto, os adeptos do Sporting ansiavam por um treinador mais conceituado, tendo ainda dificuldade em compreender a contratação de um treinador promissor para substituir outro treinador (Carlos Carvalhal) que, na verdade, preenchia exactamente os mesmos recursos de Paulo Sérgio, mas tinha uma experiência ligeiramente superior.

Ainda assim, foi dada a Paulo Sérgio alguma margem de manobra e o benefício da dúvida, percebendo-se que o novo treinador dos leões iria apostar num esquema: 4-4-2 clássico, algo que, valha a verdade, já não era utilizado pelo Sporting ou, inclusivamente, por um treinador de um grande português há uma boa quantidade de anos.

Durante a pré-época, o Sporting ainda se destacou, nomeadamente diante de equipas inglesas que, por estarem com os índices físicos bastante baixos (O Manchester City, então, jogava a passo) e por, tradicionalmente, darem bastantes espaços aos adversários, permitiram boas exibições aos verde e brancos.

Contudo, com o início da temporada e, principalmente, com a lesão do pêndulo do meio-campo (Pedro Mendes), percebeu-se que o Sporting iria ter muitas dificuldades na imposição do seu esquema de jogo e isso ficou notório pela dificuldade com que o Sporting superou o FC Nordsjaelland e o Brondby nas eliminatórias da Liga Europa e pela forma como perdeu em Paços de Ferreira.

Neste momento, após a derrota e, acima de tudo, a forma como os leões perderam no Estádio da Luz, confirmei uma série de ideias que devem preocupar os Sportinguistas:

  1. O Sporting não tem um substituto para Pedro Mendes, o único jogador que é capaz de funcionar como verdadeiro trinco, recuperando bolas e, ao mesmo tempo, ser fundamental na transição defesa-ataque.
  2. A dupla Maniche-André Santos é curta num 4-4-2 clássico, aparentando ser macia no processo defensivo e, ao mesmo tempo, faltando-lhe capacidade de se estender no relvado de forma a evitar uma grande distância entre os sectores. Em 4-2-3-1, essa situação é ligeiramente disfarçada, mas, ainda assim, sente-se sempre alguma falta de fibra no centro do meio campo do Sporting.
  3. O Sporting não tem um verdadeiro goleador neste momento, pois Liedson está num momento de forma deplorável e, aos 32 anos, já não é elemento para actuar sempre os 90 minutos, tendo de ser poupado em algumas partidas, onde poderia funcionar como arma secreta e entrar numa fase do jogo em que o adversário já está desgastado e mais propício a falhas.
  4. Os mecanismos de jogo do Sporting, ou ausência deles, são assustadores, sendo mesmo aflitivo ver o Sporting ter uma grande quantidade de posse de bola e, depois, ser incapaz de fazer uma jogada com conta peso e medida, limitando-se a trocar o esférico da esquerda para a direita, num vai e vem que alguns adeptos leoninos apelidam de “táctica do barco”, pois a bola vai variando de um flanco para o outro até os adeptos ficarem enjoados.
  5. Depois, a equipa leonina é de tracção defensiva, raramente arriscando, o que lhe poderá garantir bons resultados quando se coloca em posição de vencedora, pois defende razoavelmente bem em bloco baixo, mas raramente lhe garantirá triunfos quando sofre o primeiro golo da partida. Na verdade, o Sporting já esteve a perder por três vezes esta temporada e, em todos os jogos (Brondby (em casa), P. Ferreira (fora) e Benfica (fora)), acabou derrotado, sendo incapaz, inclusivamente, de marcar um único golo nesses encontros.
  6. Por fim, o critério da escolha do onze é sempre bastante dúbio, pois, por vezes, alguns jogadores fazem boas exibições e, no jogo seguinte, ou vão para o banco ou nem sequer são convocados. Um bom exemplo disso, foi a interessante exibição diante do Lille de Zapater, Postiga, Vukcevic e Salomão e o que é que aconteceu? Todos foram premiados com a ausência do onze no encontro diante do Benfica.

Por isto e muito mais, percebe-se que Paulo Sérgio tem de dar uma volta ao futebol do Sporting e, a partir dos jogadores que tem, tentar dotar o futebol leonino de maior intensidade competitiva e maior fluidez no processo ofensivo. Nesse seguimento, era importante que fizesse algumas alterações no onze base, que, pelo que conheço do plantel leonino deveriam ser as seguintes:

  1. Jogar, normalmente em 4-2-3-1 e usar o 4-4-2 losango como esquema alternativo.
  2. Optando pelo 4-2-3-1, usar o duplo-pivot: Zapater-Pedro Mendes, Maniche-Pedro Mendes ou, inclusivamente, André Santos-Pedro Mendes, mas o ex-Rangers tinha de jogar sempre que estivesse em condições para isso. Na ausência dele, a preferência teria de ser sempre para Zapater, que, não sendo a escolha ideal, é muito mais dotado para recuperador de bolas do que qualquer dos outros elementos.
  3. No esquema 4-2-3-1, pelo menos um dos extremos tem de flectir para o centro de forma a impedir que o ponta de lança fique sozinho na frente. Na minha opinião, o jogador ideal para o fazer é Vukcevic, que, aproveitando o pendor ofensivo que João Pereira imprime ao flanco direito, poderia ser letal nas diagonais para o centro.
  4. Continuando neste esquema, Matias Fernandez deveria ser o elemento a jogar nas costas do atacante, sendo que Postiga, pela sua inteligência táctica e boa ocupação de espaços, também seria uma boa opção.
  5. Em 4-4-2 losango, as alas deviam ser entregues a Maniche à direita (a sua experiência no posicionamento poderia permitir liberdade às subidas de João Pereira) e, na esquerda, a opção deveria tender em Valdés ou Salomão, os jogadores mais parecidos com extremos no plantel do Sporting.
  6. Neste mesmo esquema, os dois avançados deveriam variar nestas três duplas: Liedson-Vukcevic (a ideal, pois ambos são muito móveis e jogam bem no espaço.), Liedson-Postiga ou, inclusivamente, Vukcevic-Postiga.
  7. Por fim, principalmente em jogos em casa, a equipa tem de arriscar quando está a perder, sendo que, em 4-2-3-1, a opção terá de ser sempre a saída do parceiro de Pedro Mendes ou, na ausência do ex-Rangers, de Zapater para entrar outro atacante. Normalmente, estas alterações fazem-se quando o adversário abdicou do ataque e, assim, trata-se de um risco calculado e que não coloca em causa o equilíbrio táctico da equipa.

Na minha sincera opinião, este é o caminho para que o Sporting possa, até ao mercado de Janeiro, manter-se na luta pelas competições em que está envolvido sem que fique, invariavelmente, afastado das mesmas devido a maus jogos e, acima de tudo, pobres exibições. Veremos se Paulo Sérgio tem a capacidade de perceber o que está mal e de emendar os erros, enquanto ainda tem tempo.

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Moutinho tem sido um dos esteios do FC Porto

A jornada cinco correu extremamente bem aos portistas que acabaram por beneficiar de uma combinação de resultados que coloca o melhor classificado dos mais directos rivais a incríveis sete pontos de distância. Cumprindo com a sempre difícil missão de vencerem na Choupana (2-0), os dragões beneficiaram do empate dos bracarenses na deslocação a Paços de Ferreira (2-2) e do triunfo dos encarnados sobre o Sporting por duas bolas a zero. Assim sendo, a equipa que, neste momento, está mais próxima dos azuis e brancos é o V. Guimarães, que venceu o U. Leiria (1-0) e encontra-se a quatro pontos do FC Porto.

Belluschi esteve muito bem com o Nacional

Nacional 0-2 FC Porto

A equipa portista deslocou-se a um campo tradicionalmente difícil, mas acabou por triunfar num jogo em que aliou a sua superior capacidade técnica e táctica a uma excelente capacidade de aproveitamento do erro do adversário.

Num jogo que se iniciou bastante equilibrado, os azuis e brancos, aos 22 minutos, colocaram-se em vantagem, graças a um duplo erro de João Aurélio que, em primeira instância, colocou a mão à bola nas imediações da área e, depois, foi infeliz na sequência do livre de Belluschi, acabando por fazer autogolo.

A partir da vantagem, o FC Porto começou a gerir o encontro, mas sempre com o controlo do mesmo, jogando com os timings da partida e sabendo sempre o que fazer no terreno. Assim sendo, parecia que os azuis e brancos apenas esperavam outro erro dos madeirenses para darem a machadada fatal no Nacional e, valha a verdade, foi exactamente isso que aconteceu, ainda que apenas à segunda tentativa.

Isto porque em cima do intervalo, Falcao falhou um penalti a castigar falta de Tomasevic sobre Varela, num lance que podemos caracterizar como uma espécie de “match point” desperdiçado pelos azuis e brancos.

Contudo, este FC Porto continua a insistir em não se abater pelos momentos infelizes e, assim, manteve os equilíbrios e soube esperar por outro erro do adversário que acabou por surgir no minuto 56, quando após erro de Stojanovic, Varela correspondeu, de cabeça, a cruzamento de Hulk.

Após o 2-0, o jogo ficou invariavelmente decidido e, até ao apito final, foi mesmo o FC Porto que esteve mais perto de ampliar a vantagem no marcador, ainda que o resultado acabasse por não sofrer mais alterações, terminando numa justíssima vitória dos azuis e brancos por duas bolas a zero.

Braga não segurou vantagem diante do Paços

P. Ferreira 2-2 Sp. Braga

Este Sporting de Braga não está a passar por uma boa fase e esta deslocação a Paços de Ferreira foi a prova clara e inequívoca dessa situação.

Num jogo em que os bracarenses entraram praticamente a ganhar, graças a um golo de Moisés (10′) na sequência de um canto milimétrico de Luís Aguiar, nunca se vislumbrou a segurança e a tranquilidade que costuma pautar as exibições dos arsenalistas desde a temporada passada.

Na verdade, durante grande parte da primeira parte, o Sp. Braga passou por vários calafrios, ainda que a ineficácia local tenha permitido aos arsenalistas irem para o intervalo em vantagem no marcador.

Após o descanso, a eficácia voltou a premiar o Braga que chegaria ao 0-2 na sequência de um lance em que o uruguaio Luís Aguiar demonstrou toda a sua classe, marcando um golo de excelente nível num remate de primeira e sem deixar cair a bola no relvado.

Apesar da tremideira evidenciada até ali, pensou-se que a vantagem de dois golos acalmasse o Braga, mas foi puro engano, pois a equipa recuou em demasia e começou a garantir demasiados espaços ao Paços de Ferreira, convidando a equipa local a acercar-se com perigo da baliza de Felipe.

Assim sendo, foi sem surpresa que, aos 69 minutos, Baiano fez o 1-2, na sequência de um excelente remate. Esse golo animou ainda mais os castores, que iam somando oportunidades para empatar, apenas esbarrando na ineficácia e na boa exibição do guarda-redes Filipe.

Ainda assim, no último acto do desafio, Cohene, na sequência de um canto de Maykon, fez o 2-2, garantindo a divisão de pontos e alguma justiça no marcador.

Cardozo foi o herói do derby

Benfica 2-0 Sporting

Num duelo em que estava obrigado a ganhar devido à precária situação em que se em encontrava na tabela classificativa, o Benfica acabou por não vacilar, vencendo os leões por 2-0, num jogo que foi bem mais simples do que se poderia esperar.

Os encarnados entraram bem e foram somando lances de bola parada nas imediações da grande-área leonina. Sabendo-se do poder do Benfica nas bolas paradas e, ao mesmo tempo, da fragilidade leonina nesse aspecto do jogo, foi sem surpresa que, aos 13 minutos, Cardozo, na sequência de um canto de Aimar, fez o 1-0.

A perder, o Sporting tentou reagir, chamando a si as despesas do jogo. Todavia, apesar de ter mais posse de bola, a equipa verde e branca foi sempre muito passiva e careceu de intensidade ofensiva, sendo incapaz de colocar a baliza de Roberto em perigo até ao intervalo.

Após o descanso, o filme do jogo estava destinado a ser uma cópia fiel do final da primeira metade, até porque o Benfica parecia confortável na expectativa, tal era a incapacidade leonina de esboçar uma movimentação ofensiva que fosse capaz de levar algum perigo à baliza de Roberto.

No entanto, aos 49 minutos, Saviola combinou com o Cardozo e o paraguaio, num remate de primeira e de belo efeito, fez um golo de belo efeito, colocando o Benfica a vencer por 2-0 e ainda mais confortável no jogo.

A partir daqui, o Sporting finalmente foi capaz de se libertar um pouco das amarras que quase sempre o prenderam no relvado da Luz. Ainda assim, e até final da partida, apenas por uma vez esteve perto de reduzir as distâncias, quando Liedson, após bom trabalho individual, atirou a centímetros da baliza encarnada.

Em suma, vitória justíssima do Benfica que parece em crescendo de forma, perante um Sporting que insiste em alternar boas exibições como a de Brondby e a de Lille com jogos muito fracos como este no Estádio da Luz.

Nos outros duelos da jornada, destaque para os triunfos de V. Guimarães (1-0 ao Leiria) e Olhanense (2-0 ao Portimonense) que continuam invictos no campeonato. Os outros resultados da jornada foram o Beira-Mar 1 Marítimo 1, o Rio Ave 2 Académica 2 e o Naval 0 V. Setúbal 0.

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Otamendi pode estrear-se diante do Braga

Os dragões que, até este momento, só conhecem a vitória em todos os jogos oficiais que realizaram, defrontam, em casa, o Sp. Braga num teste de elevado grau de dificuldade, mas que, em caso de triunfo portista, deixará o FC Porto com cinco pontos de avanço sobre os arsenalistas. Por outro lado, o Sporting tentará a terceira vitória consecutiva para o campeonato, na recepção ao Olhanense, enquanto as águias quererão, em Guimarães, provar que as duas derrotas nas duas primeiras jornadas da Liga ZON Sagres não passaram de meros acidentes de percurso.

FC Porto-Sp. Braga

O jogo da jornada é, claramente, o duelo que vai opor portistas e bracarenses no Estádio do Dragão. O FC Porto, líder incontestado e isolado da Liga Zon Sagres, recebe o Sp. Braga num jogo em que uma vitória azul e branca colocará os arsenalistas a cinco pontos dos dragões. Ainda assim, não se prevêem facilidades para o FC Porto, pois os bracarenses têm feito um excelente início de temporada, onde para além de ainda não terem perdido para o campeonato (2 vitórias e 1 empate), apuraram-se brilhantemente para a “Champions” após eliminarem Celtic e Sevilha.

Sporting-Olhanense

Os leões, depois de um arranque tremido de temporada com derrotas com o Paços de Ferreira e, pior que isso, com o Brondby em casa, conseguiu dar a volta por cima e, nos últimos três jogos, venceu todas as partidas, mostrando estar em crescimento exibicional e de resultados. Ainda assim, e apesar de serem ser claramente favoritos para este duelo com a equipa algarvia, os leões terão de ser uma equipa muito competente e organizada, pois o Olhanense, tem feito um excelente arranque de campeonato, tendo apenas menos um ponto que os leões na tabela classificativa.

V. Guimarães-Benfica

Depois de um início desastroso de campeonato, o Benfica estreou-se a vencer na última jornada, após vencer o V. Setúbal por 3-0, num jogo em que até serviu para os adeptos se reconciliarem com Roberto. No entanto, estar a seis pontos do líder à terceira jornada é algo que os encarnados nunca sonharam e, nesse seguimento, uma deslocação a Guimarães nunca pode ser visto como um jogo fácil e ideal para as águias se manterem na senda dos triunfos. Ainda assim, os encarnados tudo farão para saírem do berço da nação com os três pontos, num jogo que promete muito, até porque os vimarenenses ainda não perderam nesta temporada.

Nos outros desafios da jornada quatro, destaque para a deslocação do Nacional (4º) a Leiria, num duelo em que os madeirenses irão tentar rectificar a derrota da jornada passada, em casa, diante do V. Guimarães. A ronda conclui-se com o Portimonense-Rio Ave, Marítimo-P. Ferreira, Académica-Naval e V. Setúbal-Beira Mar.

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Yannick marcou o golo do apuramento leonino

O Sporting e o Sp. Braga foram os principais motivos de alegria nesta ronda europeia, isto sem qualquer desprimor pelo FC Porto, mas simplesmente porque o apuramento dos dragões nunca esteve em causa. Na Dinamarca, apesar da confiança de Paulo Sérgio, poucos acreditavam que os leões pudessem dar a volta a uma desvantagem de dois golos. Todavia, um Sporting pouco espectacular, mas muito digno e com uma pitada de sorte do seu lado, foi capaz de vencer por três bolas a zero e conseguir o tal milagre que poucos pensavam ser possível. Por outro lado, em Sevilha, não era o resultado que estava em causa, pois os arsenalistas até tinham ganho por 1-0 em casa, mas era a muito maior experiência dos andaluzes que tornava a missão bracarense bem difícil. No entanto, o Sp. Braga arrancou uma espectacular exibição, venceu por 4-3 e, ao apurar-se para a fase de grupos da Liga dos Campeões, escreveu uma das páginas mais bonitas da sua história.

Braga fez história no Sanchez Pizjuan

Sevilha 3-4 Braga

A equipa andaluza, em desvantagem na eliminatória, entrou forte no jogo com vontade de chegar rapidamente ao golo. No entanto, a equipa do Sevilha foi sempre esbarrando numa muito bem organizada equipa do Braga que beneficiava da excelente exibição da sua dupla de centrais (Moisés-Rodriguez). Durante a primeira meia hora, o Sevilha, apesar do domínio das operações, não conseguiu criar muitas situações de golo e, assim, os bracarenses cumpriam a sua principal missão.

Depois, esta equipa arsenalista mostrou que, além de paciente e adulta, também é fria e calculista, sabendo quando dar o golpe nas aspirações do adversário. Assim sendo, aos 31 minutos, na sequência de um rápido contra-ataque conduzido e finalizado por Paulo César, Matheus, na recarga, fazia o um a zero e colocava o Sp. Braga muito perto do apuramento para a fase de grupos.

Até ao final da primeira parte, os espanhóis não voltaram o discernimento para colocarem a baliza de Felipe em causa e, assim, o jogo avançou até ao intervalo sem problemas para a equipa portuguesa.

Após o descanso, o Braga voltou a entrar bastante organizado, sabendo perfeitamente o que fazer dentro de campo. O tempo passava e jogava a seu favor, todavia, a situação da equipa portuguesa tornou-se ainda mais positiva quando aos 58 minutos, a cruzamento de Matheus, Lima, recém-entrado, fez o 0-2 para os arsenalistas.

Pensou-se que esse golo terminasse com o desafio, mas foi puro engano. Pouco depois, um remate inofensivo de Luís Fabiano foi mal abordado por Felipe e entrou na baliza do Sp. Braga, fazendo o 1-2. Esse golo animou o Sevilha que, pouco depois, esteve muito perto de empatar, mas o remate de Jesus Navas embateu na trave da baliza do guarda-redes bracarense.

Esta foi a melhor fase dos andaluzes que continuaram a dominar o jogo e a criar algumas situações para marcar. No entanto, a boa exibição da dupla de centrais do Braga e, acima de tudo, a redenção de Filipe que compensou o frango do golo de Luís Fabiano com algumas boas defesas, impediram os espanhóis de chegarem ao 2-2 rapidamente.

Na verdade, quando esse golo surgiu, já estávamos no minuto 84 (bom golo de Navas) e faltava pouco tempo para o Sevilha marcar os dois que ainda necessitava. Para piorar o panorama espanhol, Lima, no minuto seguinte, aproveitou um erro defensivo dos andaluzes e fez o 2-3 que terminou, definitivamente, com a eliminatória.

Até final da partida, Lima (bisou aos 90′) e Kanouté (reduziu para 3-4 já nos descontos), ainda deram outro colorido ao marcador, mas a dúvida em relação ao vencedor da eliminatória já tinha terminado muito antes.

Vitória justíssima do Braga (4-3) que mostrou muita confiança e qualidade para a sua difícil viagem pela fase de grupos da Liga dos Campeões. Agora, que venha o Partizan, o Arsenal e o Shakhtar Donetsk.

Golo de Evaldo surgiu no momento certo

Brondby 0-3 Sporting

O Sporting que se via obrigado a vencer por, pelo menos, dois a zero para forçar o prolongamento, entrou muito mal no jogo e permitiu que fosse a equipa dinamarquesa a ter o controlo do mesmo nos primeiros minutos.

Com o passar do tempo, o Sporting foi serenando e começando a ter o controlo do desafio, ainda assim, a sua falta de criatividade e mobilidade no ataque, impedia-lhe de criar grande perigo para a baliza do Brondby.

Ainda assim, tal como na primeira mão, o Sporting voltou a ser prejudicado pela arbitragem que, aos 28 minutos, anulou um golo limpo a Liedson. Na primeira jogada dos leões com cabeça, tronco e membros, o Sporting via-se, injustamente privado de um tento importante.

O tempo passava e já todos se resignavam ao 0-0 ao intervalo, quando no último suspiro da primeira parte, na sequência de um cruzamento de André Santos, Evaldo, no coração da área, saltou para o um a zero. Um golo que surgia no melhor momento para os leões.

Após o descanso, esperava-se um Sporting dominador e com vontade de empatar a eliminatória, todavia, foi o Brondby que cresceu e, a partir dos 60 minutos, começou mesmo a criar grande perigo para a baliza leonina. Nessa fase, valeu aos leões a fraca pontaria dos dinamarqueses e duas excelentes intervenções de Rui Patrício a remates de Jallow e Bischoff.

O jogo não estava nada fácil e os verde e brancos viam o tempo jogar contra si. No entanto, se o tempo jogava contra os leões, a sorte jogava a seu favor, pois, após o desperdício “viking”, Nuno André Coelho viu, aos 75 minutos, um remate totalmente inofensivo do meio da rua acabar por entrar na baliza dum infeliz Andersen.

Com a eliminatória empatada, o Brondby caiu muito de produção e, aqui, percebeu-se que a experiência europeia dos leões podia ser determinante. Aos 77 minutos, Matias teve uma excelente ocasião para o 0-3, mas, num lance de quatro para um, não soube lateralizar o esférico e, assim, perdeu uma excelente oportunidade para matar a eliminatória.

O jogo caminhava para o final e todos já pensavam no prolongamento, quando após jogada rápida de contra-ataque, Liedson serviu Yannick Djaló e este, na cara do guarda-redes dinamarquês, fez-lhe um chapéu que fez o 0-3 e colocou o Sporting na fase de grupos da Liga Europa.

Vitória justa da melhor equipa no cômputo global da eliminatória, mas conseguida num encontro que demonstrou que o Sporting ainda está longe do que é desejável.

Hulk fez grande exibição e um hat-trick

FC Porto 4-2 Genk

Dragões e belgas sabiam que a eliminatória estava decidida e, assim, deram-se ao luxo de fazerem algumas alterações, mais tácticas nos portistas, que jogaram em 4-4-2 e mais em termos de jogadores no caso do Genk.

Talvez demasiado relaxados pelo 3-0 da primeira mão, os portistas permitiram algumas veleidades ao conjunto belga que, após alguns avisos, fez, aos 22 minutos, o surpreendente 0-1, por Vossen.

No minuto seguinte, houve a oportunidade para o FC Porto se redimir, mas Hulk, na conversão de um penalti cometido sobre si próprio, permitiu a defesa de Koteles.

No entanto, os dragões não tiveram de esperar muito tempo pela igualdade, que surgiu aos 36 minutos, na sequência de um espectacular livre de Hulk, que dedicou o tento à sobrinha que faleceu recentemente. Assim, o encontro chegou ao intervalo com os azuis e brancos e o conjunto belga empatados a um golo.

Após o descanso, o FC Porto optou por trocar o 4-4-2 por um 4-2-3-1 que tornou a equipa azul e branca mais homogénea e móvel. Essa alteração não tardou em dar frutos, pois Fernando, aos 53 minutos, encheu o pé e, de muito longe, fez um bonito golo, colocando o FC Porto a vencer por duas bolas a uma.

Ainda assim, o Genk, apesar de ser claramente mais frágil que os dragões, nunca desistiu e, três minutos depois, Vossen, de cabeça, voltou a igualar a partida, desta feita a duas bolas.

Apesar de nova igualdade, percebia-se que os portistas estavam bem mais fortes nesta segunda metade e, assim, ninguém estranhou que o FC Porto voltasse, pouco depois, à vantagem, quando Hulk, no segundo penalti da noite, foi mais feliz que no primeiro e fez o 3-2.

A partir daqui, o FC Porto marcou mais um tento (Hulk, aos 63 minutos, novamente de livre, a fazer o hat-trick) e dominou o jogo até final, terminando a partida com uma vitória justíssima por 4-2, diante de um Genk que teve o mérito de ter sido um conjunto digno do início ao fim.

Madeirenses lutaram mas pouco jogaram

Marítimo 1-2 BATE

Poucos acreditavam que o Marítimo pudesse dar a volta à eliminatória, mas também poucos pensariam que os madeirenses pudessem fazer uma exibição tão pobre diante do conjunto bielorrusso.

Na primeira parte, a equipa portuguesa teve o controlo do jogo, mas foi muito pouco perigosa, permitindo que o BATE passasse os primeiros 45 minutos com poucos sobressaltos. Neste período, há, todavia, que destacar um lance muito polémico na área bielorrussa, quando Danilo Dias rematou à baliza e Shitov colocou a mão no esférico. Estavam decorridos apenas dois minutos da partida e esse lance poderia ter sido decisivo.

Após o descanso, o Marítimo continuou a dominar o jogo, mas o seu futebol era pouco incisivo. Do outro lado, o BATE era uma equipa fria e calculista e mais reforçou essa ideia quando Pavlov, na sequência de um remate de Bressan, aproveitou o ressalto para fazer o 0-1. Estavam decorridos 51 minutos de jogo e foi a primeira oportunidade digna desse nome dos bielorrussos.

A partir daqui a eliminatória ficou definitivamente decidida e restava ao Marítimo tentar evitar o desaire europeu. A equipa madeirense lutou pela igualdade, que haveria de chegar sobre o minuto 90, graças a um golo de Kanu.

Pensou-se que o jogo terminaria, assim, empatado, todavia, um desconcentrado Marítimo, ainda foi capaz de sofrer um golo nos descontos (Skavysh foi quem marcou) e perder tudo o que estava em jogo: eliminatória e os pontos europeus para o ranking da UEFA. Uma derrota (1-2) e uma exibição que dão a ideia que este Marítimo é bem mais fraco que o da temporada transacta.

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