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Posts Tagged ‘Bundesliga’

Seferovic tem talento

Seferovic tem talento

É certo e sabido que o FC Porto ainda precisa de assegurar um substituto para Jackson Martínez neste mercado de Verão, surgindo agora, através do jornal “A Bola”, um potencial alvo suíço para essa posição, mais concretamente Haris Seferovic, actual jogador dos alemães do Eintracht Frankfurt.

Trata-se de um ponta de lança nascido a 22 de Fevereiro de 1992 em Sursee, Suíça, ainda que seja de origem bósnia, tendo passado pelas camadas jovens do Sursee, Lucerna e Grasshoppers, isto antes de se estrear profissionalmente por este último emblema, em 2009.

No gigante de Zurique, haveria de somar apenas três jogos, isto antes de saltar para Fiorentina, clube onde, contudo, nunca se conseguiu impor verdadeiramente, somando apenas 12 jogos e um golo, isto entre 2010 e 2013.

Empréstimos mantiveram-no activo

Ainda assim, nesta fase em que esteve vinculado ao emblema de Florença, o internacional suíço foi conseguindo somar minutos em empréstimos a outros clubes, sendo exemplos o Neuchatel Xamax (14 jogos e dois golos em 2011/12); o Lecce (cinco jogos em 2011/12) e o Novara (18 jogos, 10 golos em 2012/13).

Em 2013/14, contudo, mudou-se em definitivo para a Real Sociedad, emblema basco onde até jogou com regularidade, mas onde não conseguiu apresentar uma veia goleadora acentuada, uma vez que apontou apenas quatro golos em 39 jogos oficiais.

Sem surpresa, mudou novamente de ares na última temporada, transferindo-se para o Eintracht Frankfurt, clube germânico onde foi peça fundamental, somando 11 golos e oito assistências em 34 jogos oficiais e, aparentemente, conquistando o interesse de vários grandes clubes do Velho Continente, sendo um deles precisamente o FC Porto.

Alto mas móvel

Haris Seferovic é um ponta de lança que impressiona automaticamente pela sua dimensão física, uma vez que mede cerca de 1,90 metros e é possante, sendo forte nos confrontos individuais e no desgaste que provoca nas defesas contrárias.

Curiosamente, o internacional suíço consegue aliar essas características a uma acentuada mobilidade, não sendo um “nove” de ficar parado no eixo ofensivo, conseguindo, ao invés, cair em ambos os flancos sempre que necessário, isto numa movimentação que muitas vezes abre espaços ao meio para a entrada dos companheiros.

Por fim, há ainda que realçar a boa qualidade técnica de Seferovic, isto tanto no capítulo do drible, passe e finalização, ainda que me pareça que o helvético terá de ganhar um pouco mais de killer instinct para atingir um outro patamar de excelência. Aos 23 anos, ainda assim, terá tempo para essa evolução.

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Zambrano tem qualidade para atingir o topo

Zambrano tem qualidade para atingir o topo

Quem tem acompanhado as exibições do Peru nesta Copa América tem ficado certamente encantado com a qualidade da sua dupla de centrais composta por Carlos Zambrano e Carlos Ascues, e se o segundo, que até passou pelo Benfica, já tem muita qualidade, a verdade é que é o seu colega, do Eintracht Frankfurt, o mais fascinante.

Trata-se de um futebolista nascido a 10 de Julho de 1989 em Callao, Peru, e que começou a sua carreira no modesto Cantolao, ainda que cedo tenha emigrado para Alemanha, e para representar o poderoso Schalke 04. Nesse emblema de Gelsenkirchen iria concluir o seu percurso nas camadas jovens e iria estrear-se na Bundesliga em 2009/10, tendo somado 16 jogos.

Um esteio no Eintracht Frankfurt

Em 2010/11, contudo, mudou-se para o St. Pauli, clube que representaria por duas temporadas, tendo somado 21 partidas na primeira, com o clube de Hamburgo ainda na Bundesliga, e apenas 10 na segunda, já na 2. Bundesliga, essencialmente devido a uma grave lesão no tendão de Aquiles

Ainda assim, consciente da qualidade do internacional peruano, o Eintracht Frankfurt não hesitou em avançar para a sua contratação no Verão de 2012, sendo que Carlos Zambrano já soma 91 jogos oficiais pelas “águias”, num registo que poderia ser ainda superior se o defesa-central não tivesse sido vítima de uma rotura de ligamentos do joelho na última temporada.

Merece outro patamar

Talvez tenha sido as graves lesões que tenham impedido Carlos Zambrano de já ter atingido um patamar superior ao Eintracht Frankfurt, uma vez que a qualidade intrínseca do internacional peruano merecia claramente que este estivesse num dos clubes de topo do futebol europeu.

Afinal, o jovem de 25 anos destaca-se pela sua capacidade de liderança e posicionamento inteligente, sendo ainda rápido, raçudo, forte no jogo aéreo e muito eficaz no capítulo do desarme e da antecipação.

Movimentando-se em campo com grande classe, é ainda de destacar a excelente técnica de Carlos Zambrano, jogador que é o ideal para iniciar o processo de construção, até porque é igualmente forte e criterioso no capítulo do passe curto e longo.

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Rudiger

Rüdiger é um central completo

Os rumores de mercado parecem indiciar mais um forte investimento do FC Porto para 2015/16, num hipotético cenário que, aliás, até já mereceu um artigo aqui neste espaço, sendo que o mais recente futebolista a ser apontado aos azuis-e-brancos é o internacional alemão Antonio Rüdiger.

Trata-se de um defesa-central nascido a 3 de Março de 1993 em Berlim, Alemanha, ainda que também tenha raízes na Serra Leoa, terra natal da sua mãe, e que, nas camadas jovens, passou por clubes como o VfB Sperber Neukölln, SV Tasmania Berlin, Neuköllner Sportfreunde 1907, Hertha Zehlendorf, Borussia Dortmund e, finalmente, o Estugarda, clube que representa até hoje.

Nesse emblema da Bundesliga, aliás, Antonio Rüdiger tem feito excelente carreira, algo bem patente nos 80 jogos e dois golos que soma desde 2011/12, assim como na chegada à principal selecção germânica, pela qual conta com cinco internacionalizações.

Um defesa-central completo

Antonio Rüdiger começa logo por destacar-se pela sua impressionante dimensão física, uma vez que o defesa-central mede 1,90 metros e pesa 85 quilos, algo que faz dele intratável nos lances pelo ar e no capítulo do choque e desarme.

Ainda assim, apesar de apresentar essa imponência física, Antonio Rüdiger está longe de ser um defesa-central sem recursos técnicos, sendo inclusivamente bastante dotado nesse aspecto específico, sabendo sair a jogar com grande critério e qualidade.

Por fim, há ainda que destacar a velocidade e inteligência posicional do internacional alemão, num cocktail de talentos que fazem com que o jovem de 22 anos seja inclusivamente comparado ao companheiro de selecção, Jerome Boateng.

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Quando pensamos no futebol bávaro e, mais concretamente, em clubes de Munique, o conjunto que vem imediatamente à cabeça é o colosso Bayern, clube onde passaram estrelas como Beckenbauer, Gerd Müller ou Klinsmann e que ganhou inúmeros títulos germânicos e internacionais. Todavia, o primeiro clube de Munique a disputar o principal campeonato alemão foi outro, um conjunto agora modesto, mas que fez parte da génese do futebol alemão, o 1860 Munique. Apesar de só ter conquistado um campeonato alemão em contraponto com os 22 conquistados pelo Bayern, o 1860 Munique pode sempre se orgulhar de o ter feito  antes do primeiro título do clube de Beckenbauer e esse crédito, diga-se, nunca ninguém nunca lhe pode tirar.

Fundado em 1860, chegou à Bundesliga em 1964 e conquistou-a em 1965/66

O 1860 Munique, como o nome indica, foi fundado em 1860 e criou o seu departamento de futebol em 1899. Até à década de 60 do século XX, o futebol germânico não tinha qualquer campeonato nacional, sendo as equipas integradas em ligas regionais e apenas disputando uma Taça nacional. Nessa fase, o 1860 Munique destacou-se por ter conquistado o campeonato bávaro em 1941 e 1943 e a Taça da Alemanha em 1942.

Em 1963/64, criou-se a Bundesliga e o 1860 Munique garantiu a entrada nessa nova competição ao vencer o campeonato regional do sul da Alemanha no ano anterior. Nessa mesma época em que se estreou no principal campeonato, o 1860 Munique voltou a conquistar a Taça da Alemanha, somando, dessa forma, a segunda da sua história.

Para termos uma noção da importância que foi essa entrada rápida na Bundesliga, devemos dizer que o Bayern, por exemplo, só conseguiu entrar no principal campeonato alemão em 1965/66, ou seja, duas temporadas depois do seu vizinho de Munique. Esse ano de estreia do Bayern foi, também, o ano mais importante da história do 1860 Munique, pois foi a temporada em que o clube conquistou o seu único título da Bundesliga.

Disputou final europeia em 1964/65

Em 1964/65, no rescaldo de ter conquistado a Taça da Alemanha na temporada anterior, o 1860 Munique disputou a Taça das Taças, efectuando campanha de luxo que só pararia na final.

De facto, depois de eliminar o Union Luxemburgo, o FC Porto, o Légia Varsóvia e o Torino, o clube bávaro chegou à final, onde defrontou o poderoso clube inglês do West Ham.

No duelo decisivo, o clube londrino foi mais feliz e superou o 1860 Munique por 2-0. Todavia, esta é, até hoje, a melhor campanha europeia de sempre do 1860 Munique.

Declínio começou nos anos 70

Depois do excelente inicio da década de 60, o 1860 Munique começou a perder gás no contexto futebolístico alemão, acabando por descer de divisão no final da época 1969/70.

A partir daqui, o clube entrou numa era de sete anos no segundo escalão, passando depois por uma fase de clube “io-io.” Ou seja, andava entre o primeiro e segundo escalão sem se cimentar em nenhuma das provas.

Em 1982, o clube bávaro haveria de conhecer um dos momentos mais tristes da sua história, ao ver-se relegado ao terceiro escalão, situação que surgiu em virtude de uma grave crise financeira.

Regresso ao primeiro escalão surgiu em 1994

Em 1993/94, o clube de Munique terminou a 2ª Bundesliga em terceiro lugar e conseguiu regressar finalmente ao primeiro escalão do futebol alemão. Desta feita, o clube bávaro permaneceu dez temporadas na Bundesliga, destacando-se o quarto lugar averbado em 1999/2000 e que permitiu que o 1860 Munique disputasse as pré-eliminatórias da Liga dos Campeões na temporada seguinte.

Em 2003/04, porém, o clube bávaro haveria de descer novamente ao segundo escalão, mantendo-se o 1860 Munique na 2ª Bundesliga até aos dias de hoje.

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Cenk Tosun quando representava a Alemanha

No Gaziantepsor do campeonato turco, actua um ponta de lança promissor que nasceu na Alemanha mas que já foi chamado à selecção da Turquia: Cenk Tosun.

Nascido a 7 de Junho de 1991 em Wetzlar, Alemanha, Cenk Tosun iniciou a sua carreira no Eintracht Frankfurt, tendo mesmo feito um jogo pela equipa germânica na temporada 2009/10.

Em 2011, todavia, trocou o clube alemão pelo Gaziantepsor, clube que representa até hoje, tendo já marcado 16 golos em 46 partidas disputadas pelo conjunto turco.

Avançado-centro completo

Internacional sub-21 pela Alemanha, Cenk Tosun preferiu a selecção turca na transição para sénior, tendo já sido inclusivamente chamado à selecção da Turquia.

Rápido, móvel e difícil de marcar, Cenk Tosun é daqueles pontas de lança chatos que parecem deambular por todas as zonas de ataque, constantemente à procura das melhores zonas para finalizar.

Com excelente capacidade finalizadora tanto de curta como de meia distância, o ponta de lança turco é, dessa forma, um atacante bastante completo, que tanto pode ser útil num esquema com um ponta de lança, como com dois, até porque se trata de um elemento que combina muito efectivamente com os colegas de equipa.

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Elkjær com a camisola do Verona

Uma das principais lendas do futebol dinamarquês foi um avançado-centro que combinava agressividade com capacidade de drible, um ponta de lança que nunca desistia de um lance e que era extremamente difícil de marcar pelos defesas contrários. Peça importante de um Verona que haveria de se sagrar surpreendentemente campeão italiano, foi internacional dinamarquês por 69 ocasiões e marcou 38 golos com a camisola da Dinamarca, fazendo parte dos anos de ouro do futebol daquele país nórdico e estando presente em grandes competições como os campeonatos da Europa de 84 e 88 e o Mundial 86. 

Herói de Lokeren após má experiência no Colónia

Preben Elkjær Larsen nasceu a 11 de Setembro de 1957 em Copenhaga, tendo iniciado a sua carreira no Vanlose IF  em 1976. Após apenas 15 jogos (7 golos), o avançado mudou-se para a Alemanha, onde, ao serviço do Colónia, nunca se adaptou à rigidez competitiva germânica.

Assim sendo, no Verão de 1978, transferiu-se para o menos conservador futebol belga, onde haveria de vestir a camisola do Lokeren até 1984. Nesse clube flamengo, Elkjær haveria de marcar 98 golos em 190 jogos do campeonato belga, transformando-se num ídolo para os adeptos do Lokeren, que lhe deram as alcunhas de “Chefe de Lokeren” e “Louco de Lokeren.”

Campeão italiano na época de estreia

No início de 1984/85, o internacional dinamarquês trocou o Lokeren pelo Verona e, logo na primeira temporada, o avançado haveria de ser um elemento importante de um clube italiano que, surpreendentemente, venceu a Série A. No Hellas Verona, Elkjær haveria de ficar até 1988, nunca mais ganhando nenhum título, mas jamais marcando menos de sete golos numa temporada.

Em 1988, regressou à Dinamarca para representar o Vejle, chegando ao seu país natal com o estatuto natural de grande estrela. Contudo, com a camisola do Vejle, Elkjær não foi feliz, acabando minado por lesões que o impediram de brilhar no regresso a terras dinamarquesas e o obrigaram a retirar-se em 1990.

Presente em três grandes competições internacionais de selecções

Internacional dinamarquês por 69 vezes (39 golos), Elkjær esteve presente em dois campeonatos da Europa (84 e 88) e no Mundial 86, tendo marcado dois golos na caminhada dinamarquesa até às meias-finais do Euro 84 e quatro tentos no bom percurso do “Danish Dinamite” até aos oitavos-de-final do Mundial 86.

Menos sorte, porém, teve o avançado dinamarquês no Euro 88, pois não marcou qualquer golo numa competição em que também foi prejudicado pela má actuação colectiva da Dinamarca (não passou da primeira fase, perdendo todos os jogos do seu agrupamento).

Após abandonar a carreira de jogador, ainda treinou o Silkeborg por um curto período, todavia, acabou por rapidamente abandonar a carreira de treinador, dedicando-se, ao invés, a comentar jogos de futebol na televisão.

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Ronny "à Sporting"

Lateral-esquerdo famoso pela potência do seu pontapé, Ronny foi uma das tentativas frustradas do Sporting Clube de Portugal de arranjar um lateral-esquerdo que pudesse se impor como um defesa canhoto por muitos e longos anos. Numa posição onde fracassaram inúmeros nomes como Paíto, Marian Had, Marco Caneira, Leandro Grimi ou André Marques, Ronny não foi excepção no insucesso e na capacidade de levar os adeptos leoninos à loucura, tal era a falta de qualidade do seu futebol.

No Sporting com apenas 20 anos

Ronny Heberson Furtado de Araújo chegou ao Sporting em 2006/07, oriundo do Corinthians de São Paulo. Nessa primeira temporada, perante a concorrência de Rodrigo Tello e Marco Caneira, o jovem brasileiro apenas efectuou 14 jogos, ficando ainda assim célebre por um golo que marcou à Naval, num lance em que a bola saiu dos seus pés a uns incríveis 210 km/h.

Na temporada seguinte, o defesa brasileiro aproveitou a saída de Rodrigo Tello para se assumir como a principal opção para a posição de lateral-esquerdo. Todavia, com a chegada de Grimi durante a paragem de Inverno, o brasileiro voltou a tornar-se opção secundária, acabando, ainda assim, a temporada com 35 jogos realizados em todas as competições.

Chegou ao Hertha depois de empréstimo ao Leiria

Em 2008/09, Ronny quase não jogou pelo Sporting e, assim, acabou emprestado ao União de Leiria, equipa que representou na temporada 2009/10. Nos leirienses, fez 23 jogos (4 golos), mas não regressou a Alvalade, preferindo mudar-se para a capital alemã para representar o Hertha.

No Hertha Berlim, jogou com alguma regularidade (23 jogos, 2 golos) na equipa que haveria de garantir o regresso à Bundesliga, todavia, na actual temporada, já no principal escalão, tem jogado menos, havendo muitas dúvidas se o brasileiro conseguirá manter-se no Hertha na próxima temporada.

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