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Posts Tagged ‘Cabo Verde’

Heldon com a camisola verde-rubra

O cabo-verdiano Héldon tem sido uma das surpresas desta temporada, mostrando velocidade e qualidade técnica na ala-direita do ataque maritimista e afirmando-se como um dos bons talentos da nossa liga.

Nascido a 14 de Novembro de 1988 na Ilha do Sal, Cabo Verde, Heldon Augusto Almeida Ramos começou a sua carreira no Batuque caboverdiano, antes de se transferir para Portugal, em 2006/07, para representar os júniores da Académica.

Em 2007/08, o avançado caboverdiano esteve no Caniçal, passando depois na época seguinte para o Fátima, onde brilhou durante duas épocas, marcando 13 golos em 53 jogos pelo conjunto da II divisão nacional.

No Marítimo desde 2010

O internacional por Cabo Verde transferiu-se depois para o Marítimo, onde desde o Verão de 2010 tem aprimorado e feito crescer o seu futebol. Em 2010/11, ainda alternou entre o Marítimo B (9 jogos, 4 golos) e o clube principal (19 jogos, 1 golo), também porque se tratava de uma época de adaptação para o extremo.

Contudo, na presente temporada, Héldon assumiu-se como jogador da primeira equipa madeirense a tempo inteiro, somando 26 jogos (1 golo) pelo Marítimo e rubricando excelentes exibições, como foi exemplo na última jornada diante do Sporting.

Extremo-direito que também pode actuar nas costas do ponta de lança

Héldon é preferencialmente um extremo-direito, que sabe usar a velocidade, a boa técnica e o repentismo para surpreender os adversários que enfrenta.

Com um centro de gravidade baixo, o internacional caboverdiano é exímio em mudanças de velocidade, sabendo também posicionar-se muito bem no terreno.

Apesar de ser no lado direito do ataque que melhor se sente, o atacante de 23 anos também pode actuar numa posição mais central, ainda que, aí, atrás do ponta de lança, não renda tanto como a ala/extremo-direito.

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Djaniny é uma promessa caboverdiana

No União de Leiria, tem despontado um atacante caboverdiano que vem na época passada actuava, imagine-se, nos campeonatos distritais dos Açores, refiro-me a Djaniny.

Nascido a 21 de Março de 1991, Jorge Djaniny Tavares Semedo despontou nas últimas duas temporadas ao serviço do Velense da distrital açoriana, onde nesse período marcou 50 golos e chamou a atenção de clubes de muito maior dimensão.

Nesta pré-época, ainda esteve à experiência no Santa Clara, mas acabou por merecer a atenção do União de Leiria que avançou para a sua contratação e, diga-se, não se tem arrependido. O atacante tem sido peça importante na equipa leiriense e soma dois golos em doze jogos, assumindo-se, fundamentalmente como um jogador de equipa.

Ponta de lança alto e forte mas com enorme mobilidade

Djaniny é um avançado centro de 1,90 metros e 78 quilos, mas que apesar de ser muito alto, não é nada lento, primando também pela boa mobilidade na frente.

Com uma técnica apreciável e generoso na forma como joga sempre em função da equipa, o atacante caboverdiano tem, ainda assim, que melhorar no capítulo da finalização, pois, por vezes, ainda falha golos que não podia falhar.

Podendo jogar tanto sozinho na frente num esquema com apenas um ponta de lança. como ao lado de um avançado-centro mais móvel num esquema de dois atacantes, Djaniny é, aos 20 anos, um jogador para ser seguido com muita atenção.

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Celestino na selecção portuguesa de sub-21

Não me canso de dizer que o Belenenses, apesar da época menos conseguida, tem um plantel repleto de jogadores talentosos, sendo que outro desses exemplos é o médio-centro Celestino.

Nascido a 2 de Janeiro de 1987 no Mindelo, Cabo Verde, Pedro Celestino Silva Soares iniciou a sua carreira futebolística nas camadas jovens do Amora, onde esteve entre 1994/95 (escolas) até 2002/03 (juvenis). Depois, no início da época 2003/04, transferiu-se para o Sporting, onde terminou o seu percurso como futebolista juvenil em 2005/06.

Nas temporadas seguintes, o jogador esteve emprestado pelo Sporting a clubes como o Olivais e Moscavide (20 jogos, 3 golos) e Estoril (16 jogos, 2 golos), ambos na Liga de Honra, sendo que, em 2007/08 e 2008/09, esteve emprestado ao então primo-divisionário Estrela da Amadora, onde efectuou 44 jogos (2 golos) no total das duas temporadas.

Nos azuis do Restelo desde 2009/10

No Verão de 2009, terminou o vínculo de Celestino ao Sporting Clube de Portugal e o médio-centro transferiu-se definitivamente para o Belenenses. Nessa temporada, o internacional sub-21 foi um dos mais utilizados dos azuis, tendo somado 33 jogos entre campeonato e Taça de Portugal, mas sendo incapaz de impedir a descida do Belenenses à Liga de Honra no final da época.

Na actual temporada, Celestino voltou a assumir-se como peça fulcral no meio-campo azul, mas ganhou maior preponderância ofensiva, pois se na época anterior não havia marcado qualquer golo, o internacional já soma seis golos (29 jogos) em 2010/11.

Médio-centro de bom pulmão e capacidade táctica

Celestino é um médio que tanto pode jogar a “seis” como a “oito”, sendo um elemento que prima pelo bom posicionamento no terreno de jogo e por ter um excelente pulmão. Bom recuperador de bolas e forte nas transições, é um jogador ideal para funcionar como box to box num 4x3x3 ou elemento mais ofensivo de um duplo-pivot num 4x2x3x1. No entanto, se o treinador optar por um 4x4x2 losango, o internacional sub-21 também pode actuar, sendo que aí será a trinco ou, talvez, a interior-direito, que se adaptará melhor.

Neste momento, com 24 anos, penso que se trata de um jogador com qualidade mais do que suficiente para regressar ao principal escalão do futebol nacional.

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As duas primeiras participações dos Camarões em campeonatos do mundo foram inesquecíveis. No Mundial 1982, apesar de terem sido eliminados na primeira fase, não perderam qualquer desafio, empatando com as selecções italiana (1-1), peruana (0-0) e polaca (0-0). Depois, no Mundial 1990, os camaroneses fizeram uma campanha excepcional que passou por vencerem Argentina, Roménia e Colômbia, apenas caindo, nos quartos de final, diante da Inglaterra. No entanto, os últimos campeonatos mundiais não têm sido particularmente agradáveis para os africanos, que ficaram pela fase de grupos em três ocasiões (94, 98 e 2002) e, em 2006, nem sequer se apuraram para o Mundial da Alemanha. Agora, de volta ao campeonato do mundo e integrados num agrupamento com Holanda, Dinamarca e Japão, cabe a Paul Le Guen tentar levar o barco camaronês a bom porto, que é como quem diz, tentar o apuramento para a segunda fase.

A Qualificação

O apuramento dos leões indomáveis para o Mundial 2010 foi feito de forma simples e sem grandes sobressaltos.

Na 2ª Fase, os camaroneses tiveram um grupo bastante acessível com Cabo Verde, Tanzânia e Maurícias e, verdade seja dita, não deram quaisquer hipóteses aos seus adversários. Ao longo de seis jogos, venceram cinco e apenas empataram um, na Tanzânia (0-0), terminando o agrupamento com sete pontos de avanço sobre o segundo classificado: Cabo Verde.

Depois, na 3ª Fase, num grupo complicado com selecções como o Togo (esteve no Alemanha 2006), Marrocos ou Gabão, os camaroneses, demonstraram ser a melhor equipa do agrupamento, apenas deixando de vencer dois dos seis encontros realizados. Ainda assim, mesmo empatando, em casa, com Marrocos (0-0) e perdendo no Togo (0-1), os leões indomáveis conseguiram vencer esta fase de apuramento com quatro pontos de avanço sobre o Gabão (2º).

2ª Fase: Grupo 1 – Classificação

  1. Camarões 16 pts 
  2. Cabo Verde 9 pts
  3. Tanzânia 8 pts
  4. Ilhas Maurícias 1 pt

3ª Fase: Grupo A – Classificação

  1. Camarões 13 pts
  2. Gabão 9 pts
  3. Togo 8 pts
  4. Marrocos 3 pts

O que vale a selecção camaronesa?

A equipa camaronesa não tem falta de talento individual. Aqui, a missão do treinador Paul Le Guen passa por agarrar em elementos como Alex Song, Assou-Ekoto, Emana ou Eto’o e transformar todos esses grandes talentos num conjunto forte.  Trata-se de uma missão difícil, mas, se o treinador francês conseguir concretizá-la, estes leões indomáveis podem tornar-se um caso sério.

A baliza dos camaroneses está muito bem entregue, pois o seu guarda-redes é o bem conhecido e extremamente seguro: Kameni. Depois, a lateral esquerda vai ser entregue ao extremamente veloz e ofensivo: Assou-Ekoto e a lateral direita ao experiente Geremi. Este último, é um jogador mais defensivo e que permite maior liberdade ao defesa-esquerdo, sem que a defesa saia comprometida. Por fim, no centro da defesa teremos uma mescla de experiência (Song) e jovialidade (N’ Koulou), sendo que Rigobert Song será o central de marcação e o jovem atleta do Mónaco usará a sua velocidade, tanto para dobrar o companheiro como para subir no terreno e iniciar jogadas de ataque. Trata-se de uma dupla que, bem trabalhada por Le Guen, poderá ser uma excelente surpresa no Mundial.

Passando para o meio campo, os camaroneses deverão utilizar um trio de elementos no centro: Alex Song, Mandjek e Makoun. O atleta do Arsenal é importantíssimo no esquema africano, pois além de ser um trinco recuperador de bolas, também recua bem no terreno usando, sempre que necessário, a sua altura (1,85 metros) e força para ajudar a dupla de centrais. Depois, tanto Mandjek como Makoun, mais talentosos, jogarão ambos como box to box, sendo que Makoun deverá aparecer mais vezes junto do ponta de lança e Mandjek deverá ficar numa posição intermédia entre Alex Song e o jogador do Lyon.

Por fim, o ataque, deverá ser entregue a Emana, Webó e Eto’o. Neste esquema, Emana deverá ser um extremo direito puro, pois como o lateral direito Geremi é muito defensivo, isso permite-lhe maior liberdade de movimentos podendo limitar-se, praticamente, a atacar. Depois, no outro flanco, Pierre Webó será uma espécie de falso extremo que, muitas vezes, irá aparecer lado a lado com o ponta de lança (Eto’o) na zona de finalização. Esta situação é potenciada pelo facto do lateral esquerdo (Assou-Ekoto) fazer todo o corredor. Por fim, Samuel Eto’o jogará preferencialmente no centro, mas, sabendo da enorme qualidade do jogador do Inter, será usual vê-lo a deambular por todo o ataque, procurando espaços para fazer aquilo em que é mais perigoso: embalar em velocidade para a baliza adversária.

Em suma, trata-se de uma equipa com um enorme talento, que deverá ter condições para um confronto de estilos com uma mais fria e mecânica Dinamarca.

O Onze Base

Jogando em 4-3-3, os camaroneses deverão actuar com Kameni (Espanhol) na baliza; Assou-Ekoto (Tottenham), Rigobert Song (Trabzonspor), N’Koulou (Mónaco) e Geremi (Ankaraguçu) na defesa; Alex Song (Arsenal), Mandjek (Kaiserslautern) e Makoun (Lyon) no meio campo; Emana (Betis), Webó (Maiorca) e Eto’o (Internazionale) no ataque.

Classificação – Previsão “A Outra Visão”

Os camaroneses têm, em termos de talento, todas as condições para terminarem em segundo lugar, logo a seguir à selecção holandesa. Todavia, a habitual indisciplina táctica dos leões indomáveis, aliada à, por vezes, difícil coabitação das diversas estrelas, poderá empurrar os africanos para o terceiro ou, até, quarto lugar do grupo.

Ainda assim, é provável que a enorme qualidade do seleccionador Paul Le Guen crie uma equipa forte que dispute o segundo lugar com a Dinamarca e que deixe o Japão na última posição do Grupo E.

Calendário – Grupo E (Mundial 2010)

  • 14 de Junho: Camarões vs Japão
  • 19 de Junho: Camarões vs Dinamarca
  • 24 de Junho: Camarões vs Holanda

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