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Posts Tagged ‘Campeonato da Europa’

Coen Moulijn é uma lenda do Feyenoord

Uma das maiores lendas dos holandeses do Feyenoord, foi um extremo-esquerdo de enorme talento individual e que esteve presente em alguns dos mais bonitos momentos do gigante de Roterdão no contexto futebolístico internacional: Coen Moulijn. Avançado rápido, tecnicista e com enorme sentido de baliza, gostava de colar ao flanco esquerdo onde, invariavelmente, surpreendia constantemente os defesas contrários, graças ao seu enorme arsenal de fintas e inteligência no jogo. Falecido já durante este ano, pode ter abandonado fisicamente este planeta, mas nunca deixará de ter um lugar muito especial no coração dos adeptos do Feyenoord e da selecção laranja.

Uma vida ao serviço do Feyenoord

Coenraadt “Coen” Moulijn nasceu a 15 de Janeiro de 1937, em Roterdão, Holanda, e começou a jogar futebol num pequeno clube de Roterdão, o Xerxes. Nessa equipa modesta, estreou-se profissionalmente na época 1954/55, marcando quatro golos em 38 partidas oficiais.

As boas exibições ao serviço do Xerxes, valeram a Coen Moulijn a transferência para o Feyenoord, um dos maiores clubes de futebol da Holanda. Na equipa de Roterdão, haveria de permanecer entre 1955 e 1972, ou seja, até final da sua carreira, marcando 84 golos em 487 jogos e conquistando cinco campeonatos holandeses, duas taças da Holanda, uma Taça dos Campeões e uma Taça Intercontinental.

Nunca jogou uma grande competição pela Holanda

Coen Moulijn foi internacional holandês por 38 vezes (4 golos) entre 1956 e 1969, mas teve o azar de ser contemporâneo de uma das fases mais negativas do futebol das túlipas.

De facto, nesse período, a Holanda foi incapaz de se qualificar para o campeonato do Mundo ou da Europa, privando a lenda do Feyenoord de participar num grande certame internacional de selecções.

A personificação do futebol-arte

O extremo-esquerdo holandês era um avançado que gostava de colar à linha como o usual extremo da altura, mas já tinha a inteligência e a sagacidade de perceber que o seu enorme talento permitia-lhe aparecer noutras zonas para benefício da sua equipa.

De facto, Coen Moulijn foi dos primeiros extremos a saber fazer diagonais para o centro com qualidade e de forma efectiva, marcando inúmeros golos ao longo da carreira.

Com muita qualidade técnica e uma enorme classe e elegância, o internacional holandês era a personificação do futebol-arte, acabando por ser o primeiro rastilho daquela que seria a super-Holanda dos anos 70…

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Svenssen foi um grande futebolista norueguês

Morreu ontem um atleta que, há cerca de cinquenta anos e oriundo de um país com poucas tradições futebolísticas, consagrou-se como o segundo jogador de todo o Mundo a conseguir 100 internacionalizações: Thorbjørn Svenssen. Defesa-central norueguês de grande talento individual, revelou sempre uma enorme fidelidade ao Sandefjord, único clube que representou durante a sua longa carreira de vinte e duas épocas.

22 anos de muitos jogos mas zero títulos

Thorbjørn Svenssen nasceu a 22 de Abril de 1924 e, durante todo o seu percurso como jogador de futebol, só conheceu um clube, o Sandefjord. Nesse clube norueguês, esteve entre 1945 e 1966, fazendo mais de 600 jogos em 22 épocas como sénior.

Apesar de ter jogado mais de vinte anos no Sandefjord, Svenssen nunca conquistou nenhum título ao serviço do clube escandinavo, sendo que, ainda assim, esteve perto de o fazer por três ocasiões: em 1955/56, quando foi segundo classificado no campeonato norueguês; em 1957, quando perdeu a final da Taça da Noruega com o Fredrikstad (0-4); e em 1959, quando voltou a perder a final da Taça da Noruega, dessa feita com o Viking (1-3).

O primeiro grande símbolo da selecção norueguesa

O defesa-central estreou-se pela selecção da Noruega a 11 de Junho de 1947, num duelo com a Polónia. Bastante talentoso e grande líder dentro de campo, assumiu a braçadeira de capitão quando cumpriu a décima segunda internacionalização num jogo diante do Egipto na noite de Natal de 1948.

Conhecido como “Klippen” (Rocha) por ser muito forte e rigoroso na marcação, Svenssen, durante catorze anos (1947-61), foi presença constante na selecção norueguesa, ao ponto de fazer 104 internacionalizações. Na altura, foi apenas o segundo jogador a fazê-lo, seguindo as pisadas do inglês Billy Wright.

Apesar da longa carreira internacional, o defesa-central norueguês acabou por ser prejudicado pela fraca qualidade do colectivo escandinavo e, assim, nunca actuou em nenhum campeonato da Europa ou do Mundo.

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Sandro Mazzola no Inter

O seu pai, Valentino Mazzola, foi um dos melhores jogadores italianos de sempre, acabando por falecer precocemente, no desastre de avião de Superga, quando vinha de Portugal, onde havia participado na homenagem a um jogador do Benfica: Francisco Ferreira. Mas, se o pai foi grande, o filho não foi inferior, tornando-se num dos grandes símbolos do Inter de Milão e da “squadra azzurra”. Interior-direito de grande qualidade técnica e capacidade finalizadora, foi, durante toda a sua carreira, jogador de uma equipa só, sinal de uns tempos que, infelizmente, já lá vão.

Alessandro (Sandro) Mazzola nasceu a 8 de Novembro de 1942 em Turim e, durante a sua carreira desportiva de dezassete anos (1960-77), só conheceu um clube, o Inter de Milão.

Nesse longo percurso, Sandro Mazzola fez 417 jogos e marcou 116 golos, demonstrando ser um interior-direito muito criativo, com grande controlo de bola, superior visão de jogo e uma fantástica capacidade finalizadora.

Participando numa equipa que, na altura, foi baptizada de “La Grande Inter”, conquistou quatro campeonatos da Série A (1963, 65, 66 e 71), duas taças dos campeões (1964 e 65) e duas taças intercontinentais (1964 e 65).

E, em termos de taças dos campeões, além dos títulos de 1964 (venceu na final o Real Madrid por 3-1) e de 1965 (venceu o Benfica por 1-0), podia ter conquistado a terceira taça em 1967, mas, no Estádio Nacional em Lisboa, acabou derrotado pelo Celtic Glasgow (1-2).

Além de ter brilhado e conquistado muitos títulos nos “nerazzurri”, Sandro Mazzola também construiu uma carreira de sucesso ao serviço da selecção italiana, tendo realizado 70 jogos (22 golos) pela “squadra azzurra” e conquistado o título de campeão da Europa em 1968. Participando em três campeonatos do Mundo (1966, 70 e 74), Mazzola alcançou mesmo a final em 1970, todavia, acabou derrotado pelo super-Brasil de Pelé e companhia (1-4).

Uma carreira longa e recheada de títulos em que Sandro Mazzola conseguiu, por direito próprio, deixar de ser apenas o filho de Valentino para ser, ele próprio, um símbolo do futebol italiano.

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