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Posts Tagged ‘Canadá’

Nelo levanta a Taça

No já longínquo ano de 1995, Portugal haveria de conquistar o seu único título internacional no futebol sénior, um torneio de pouca importância no contexto futebolístico mundial e que teve a curiosidade de ser disputado num sintético e numa arena totalmente fechada: Toronto’s Skydome. Disputado em Janeiro e numa altura em que os campeonatos europeus estavam em fases competitivas cruciais, muitas estrelas lusas acabaram por não ser convocados para o certame, permitindo que jogadores como Vado, Caetano ou Tulipa garantissem surpreendentes internacionalizações pela equipa das quinas.

Portugal 1-1 Canadá

O torneio contava com apenas três equipas (Canadá, Dinamarca e Portugal) que iriam jogar a competição num sistema de todos contra todos. No primeiro jogo disputado em Toronto, Portugal defrontou a equipa da casa, o Canadá, que contava com o então maritimista Alex Bunbury como a sua grande estrela.

Nessa partida, Portugal até saiu na frente com um golo madrugador de Folha, todavia, a oito minutos do final, Alex acabou por empatar a contenda e negar à equipa lusitana a possibilidade de vencer o jogo inaugural do torneio.

Portugal festeja após a vitória diante da Dinamarca

Portugal 1-0 Dinamarca

Antes de Portugal ter empatado com a equipa canadiana, já se havia disputado o Dinamarca-Canadá, com a vitória a sorrir aos escandinavos por 1-0.

Assim sendo, a equipa das quinas era obrigada a vencer a Dinamarca para conquistar o torneio, algo que não se afigurava assim tão difícil, pois os dinamarqueses, tal como os lusos, também estavam privados das suas grandes estrelas, surgindo apenas com jogadores que actuavam na liga local.

Ainda assim, tratou-se de um jogo muito difícil para os portugueses, que raramente conseguiram criar perigo para a baliza dinamarquesa, prevendo-se que o jogo iria terminar como começou, ou seja, com um nulo.

Todavia, no último minuto do desafio, Paulo Alves acabou por quebrar a barreira escandinava e fazer o único golo da partida, garantindo a vitória a Portugal e o único título conquistado pelo nosso futebol sénior.

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Peres Bandeira era o seleccionador

Agora que estamos à beira de nova participação no Mundial de sub-20, desta feita, a disputar na Colômbia, achei interessante recordar aquela que foi a primeira presença portuguesa no certame. Há trinta e dois anos, no Japão, Portugal participou na segunda edição do Mundial de sub-20, levando uma equipa de jogadores cheios de sonhos a terras nipónicas e efectuando uma participação digna, mas sem grande brilho, pois a equipa lusitana não haveria de passar dos quartos de final. Ainda assim, a equipa das quinas conseguiu revelar jogadores que haveriam de ser bastante importantes no futebol nacional como Zé Beto, Quim, Bastos Lopes ou Diamantino e tornou-se percursora de uma nova mentalidade futebolística que, dez anos mais tarde, iria garantir o título mundial em Riade…

Surpreendente derrota com o Canadá não evitou apuramento

Portugal estreou-se da pior forma no Mundial de sub-20, perdendo de forma inesperada com o Canadá (1-3) no primeiro jogo do Grupo C. Após um golo de Branko Segota (7′), Grilo (46′) ainda empatou para a equipa nacional, todavia, Segota (66′) novamente e Nagy (79′) garantiram o triunfo da equipa canadiana. Com este resultado, Portugal via-se obrigado a não perder com o Paraguai para continuar a sonhar com o apuramento para os quartos de final.

Curiosamente, num jogo que se previa bem mais complicado que o disputado com a equipa da América do Norte, os lusos haveriam de surpreender vencendo os sul-americanos por 1-0 (golo de Ferreira aos 23 minutos). Graças a este magro triunfo e caso o Canadá-Paraguai não terminasse empatado, bastaria a Portugal um empate diante da Coreia do Sul para assegurar a passagem aos oitavos de final.

Antes de começar o jogo com os sul-coreanos, soube-se que o Paraguai havia vencido o Canadá por 3-0 e, assim, bastaria mesmo um empate à equipa das quinas para seguir em frente na prova. Diante de uma Coreia que precisava de vencer, o jogo foi duro e intenso, contudo, Portugal defendeu-se bastante bem e segurou um precioso nulo que colocava a equipa nacional nos quartos de final do Mundial de sub-20.

Uruguai foi carrasco no prolongamento

Nos quartos de final, Portugal defrontou o Uruguai, equipa que era super-favorita, pois havia vencido União Soviética (1-0), Hungria (2-0) e Rep. Guiné (5-0), vencendo facilmente o Grupo D.

Contudo, Portugal, treinado por Peres Bandeira, foi fazendo de tudo para evitar o golo uruguaio, utilizando todas as manhas habituais do futebol luso para impedir o tento dos favoritos sul-americanos.

A estratégia resultou na perfeição até ao minuto 94, quando Ruben Paz, já no prolongamento, fez o golo que garantiu à equipa uruguaia a vitória (1-0) e o apuramento para as semi-finais. Portugal terminava assim, nos quartos de final, a primeira presença num Mundial de sub-20.

Maradona com a taça do Mundial sub-20

Argentina campeã com o goleador Ramon Diaz e… Diego Maradona

O grande vencedor deste Mundial de Sub-20 foi a Argentina que conquistou o certame, vencendo todos os jogos da prova, marcando 20 golos e sofrendo apenas dois.

Na fase de grupos, os sul-americanos despacharam Indonésia (5-0), Jugoslávia (1-0) e Polónia (4-1), superando depois a Argélia (5-0) nos quartos de final, Uruguai (2-0) nas semi-finais e União Soviética (3-1) na final.

As estrelas dos argentinos foram o avançado Ramon Diaz, que marcou oito golos e foi o melhor marcador da prova e, também, Diego Maradona, que com apenas dezoito anos, mostrou todo o seu talento e assumiu-se como a principal estrela do Mundial de sub-20.

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Steven Vitória na selecção

Na Liga Orangina, mais concretamente no Estoril-Praia, actua um central imperial no jogo aéreo e que é uma garantia de segurança para a defesa canarinha: Steven Vitória.

Nascido a 11 de Janeiro de 1987 no Canadá, Steven de Sousa Vitória é de origem portuguesa, tendo inclusivamente representado a equipa das quinas nos escalões de sub-19 e sub-20.

A sua carreira desportiva começou no Canadá, ao serviço do Woodbridge Strikers, tendo, em 2005, passado pelos juniores do FC Porto, clube que nunca representou no futebol sénior.

Vários empréstimos sem nunca conseguir um lugar no plantel principal dos dragões

Entre 2006 e 2010, ligado contratualmente aos azuis-e-brancos, o defesa-central esteve emprestado a clubes como o Tourizense (2006/07 – 12 jogos, 1 golo); Olhanense (2007/08 e 2008/09 – 45 jogos, 1 golo); e Sp. Covilhã (2009/10 – 30 jogos, 1 golo) e, apesar de ter conseguido destacar-se, nomeadamente nos algarvios e nos serranos, nunca teve uma oportunidade no FC Porto, tendo terminado o seu vínculo aos portistas em 2010.

Livre para assinar por outro clube, transferiu-se para o Estoril, clube que representa desde a actual temporada e onde se tem assumido como peça importante da defesa canarinha, somando 24 jogos e 1 golo pela equipa estorilista.

Defesa-central muito alto e forte no jogo aéreo

Com 1, 95 metros, Steven Vitória não prima pela velocidade, sendo necessário que actue ao lado de um defesa-central mais rápido que possa dobrá-lo.

Ainda assim, é um jogador que não é facilmente ultrapassável, pois tem boa capacidade posicional e, além disso, dá um excelente contributo em termos de jogo aéreo, onde é quase insuperável.

Para equipas com baixa estatura e que sofrem com lances pelo ar, trata-se de um jogador muito importante, tanto para jogar de início, como para entrar, perto do final de um jogo, quando o adversário insiste no chuveirinho para a área.

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Alex com a camisola do Canadá

Quando chegou à Madeira em 1993, tratava-se de um jogador desconhecido que vinha de uma temporada sem nenhum sucesso ao serviço dos ingleses do West Ham. Para além disso, apenas se sabia que tinha representado o Canadá no Mundial sub-20 de 1985, na então União Soviética e que tinha jogado em clubes pouco expressivos como o Hamilton Steelers, Toronto Blizzard e Montreal Supra. Assim sendo, ter-se tornado no melhor marcador de sempre do Marítimo na Liga Portuguesa (59 golos) e ter-se assumido como um dos melhores jogadores de sempre a envergar a camisola verde-rubra foi, para os maritimistas, uma enorme, mas muito agradável surpresa.

Nascido a 18 de Junho de 1967 na Guiana, cresceu no Canadá, onde começou a jogar futebol profissional ao serviço dos Hamilton Steelers, passando depois pelos Toronto Blizzard e Montreal Supra. Nesses clubes de pequenas ligas da América do Norte, Alex Bunbury assumiu-se como um grande goleador e, assim, apesar de se tratarem de ligas com pouca expressão, o West Ham arriscou e contratou-o para a época 1992/93.

No clube inglês, apenas fez seis jogos em todas as competições e, esse insucesso, parecia que o iria devolver aos campeonatos norte-americanos, quando, de súbito, surgiu o interesse do Marítimo.

Chegado aos madeirenses para a temporada 1993/94, Alex assumiu-se como um grande símbolo do Marítimo, permanecendo por seis épocas e marcando 59 golos em 165 jogos da principal liga portuguesa. Avançado rápido, forte, bom tecnicamente e inteligente em termos tácticos, fez duplas inesquecíveis com jogadores como Paulo Alves ou Edmilson, ficando, para sempre, na memória dos madeirenses.

Durante o seu percurso nos verde-rubros, foi considerado o melhor estrangeiro do campeonato português na temporada 1994/95, época em que ajudou os madeirenses a atingir a final da Taça de Portugal, perdida para o Sporting (0-2, bis de Iordanov).

Depois de ter brilhado no Marítimo, transferiu-se para os Kansas City Wizards da Major League Soccer, mas, aos 32 anos,  já estava numa fase bem decrescente da carreira, fazendo apenas quatro golos em 24 jogos e retirando-se, apenas um ano depois, em 2000.

Internacional canadiano por 64 vezes, estando presente no Mundial sub-20 em 1985 na URSS e, curiosamente, no primeiro Mundial de futsal, disputado, em 1989, na Holanda, Alex Bunbury entrou no “hall of fame” do futebol canadiano em 2006.

Neste momento, vive com a sua mulher e filhos em Minnesota nos Estados Unidos, onde é um treinador das camadas jovens.

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O Robocop não vingou no Landskrona

Fernando Aguiar não tinha técnica, imaginação, criatividade ou visão de jogo, mas, ao invés, fazia do pulmão, força e generosidade as suas grandes qualidades dentro de campo. Esses predicados podem parecer curtos para uma equipa como o Benfica, todavia, a verdade é que o “Robocop” foi muito importante durante as duas temporadas em que os encarnados fizeram a retoma, após as terríveis temporadas de 2000/01 (6º) e 2001/02 (4º). No seu percurso no Benfica, ficou célebre um jogo em Trondheim, diante do Rosenborg, em que Fernando Aguiar (com a ajuda de Petit) “aniquilou” totalmente o meio-campo norueguês e ajudou o Benfica, mesmo reduzido a dez unidades, a segurar o 1-2 que lhes garantiu o apuramento para os oitavos de final da Taça UEFA (2003/04).

Descendente de portugueses, Fernando Aguiar nasceu no Canadá e, assim, foi com naturalidade que iniciou a sua carreira num clube canadiano: Toronto Blizzard, pelo qual permaneceu por dois anos (1991 e 1992) e numa fase em que era utilizado como…médio ofensivo!

Com a extinção da American Professional Soccer League, Fernando Aguiar esteve algum tempo sem jogar futebol numa liga professional até que, em 1994/95, tentou a sua sorte em Portugal, assinando pelo Marítimo. Nos madeirenses não foi feliz e apenas fez sete jogos durante toda a temporada, sendo dispensado no final da mesma.

Apesar do fracasso nos maritimistas, Fernando Aguiar recusou-se a desistir e, assim, limitou-se a descer uma divisão e foi tentar a sua sorte no Nacional, onde permaneceu duas temporadas (a segunda delas na IIB), fazendo 39 jogos e 3 golos.

Após esse percurso interessante no Nacional, o canadiano trocou, em 1997, os madeirenses pelo Maia, sendo que no clube nortenho destacou-se bastante, pois, em duas temporadas, fez 54 jogos e, acima de tudo, 9 golos, mostrando que, com a passagem dos anos, estava a refinar as suas capacidades finalizadoras.

Em 1999, Fernando Aguiar, com 27 anos, fez uma transferência bastante inteligente na sua carreira, pois assinou pelo Beira-Mar, que, apesar de estar na Liga de Honra, subiu logo na primeira temporada e, assim, na sua segunda época nos aveirenses, o canadiano já jogou na primeira divisão e com grande sucesso, pois foi sempre titular. Ao todo, no Beira-Mar, Fernando Aguiar fez, em duas temporadas e meia, 75 jogos e 10 golos, o que demonstra bem a sua importância.

Ainda assim, apesar do grande sucesso no Beira-Mar, poucos acreditavam que um grande pudesse apostar num atleta de 30 anos e que, em termos técnicos, deixava bastante a desejar. Todavia, em Janeiro de 2002, foi com enorme surpresa que o canadiano assinou pelo Benfica, onde permaneceu por duas épocas e meia, ainda que, na temporada 2002/03 tenha estado emprestado à União de Leiria. Nas águias, Fernando Aguiar foi sempre um jogador útil, que nunca virava a cara à luta e que moía, totalmente, os adversários.

Após o percurso nos encarnados, onde conquistou uma Taça de Portugal, Fernando Aguiar ainda esteve sem sucesso na Suécia (Landskrona) e, posteriormente, despediu-se da primeira divisão na época 2004/05, quando jogou no Penafiel.

A partir de 2005 e, até 2009, o internacional canadiano jogou no Gondomar, permanecendo, assim, nas divisões secundárias de Portugal pelo resto da sua carreira.

Retirado desde 2009, Fernando Aguiar pode orgulhar-se de uma carreira em que conseguiu ser internacional pelo Canadá (estreou-se, curiosamente, diante Portugal (1-1) na Taça Skydome) e chegar ao Benfica, onde, por certo, ainda hoje se deve lembrar daquele célebre jogo diante do Rosenborg, onde, no meio de “vikings” altos e louros, o mais alto e forte foi…Fernando Aguiar.

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Apenas participaram uma vez num campeonato do mundo (Espanha 82), mas, apesar da eliminação logo na primeira fase, não estiveram particularmente mal, pois empataram com Espanha (1-1) e Irlanda do Norte (1-1), apenas perdendo com a Jugoslávia e pela margem mínima (0-1). Agora, 28 anos depois, os hondurenhos regressam à competição mais importante do futebol mundial e, curiosamente, até voltam a encontrar a Espanha. Ainda assim, a tarefa dos centro-americanos não se revela nada fácil e, mesmo os dois empates obtidos em 1982, serão, por certo, bem difíceis de repetir.

A Qualificação

Tirando a natural eliminação do Porto Rico (4-0 e 2-2) na 2ª eliminatória, as Honduras foram sempre surpreendendo ao longo da zona centro-americana de qualificação.

Na 3º Fase, integrada no Grupo 2 com México, Jamaica e Canadá, a equipa de David Suazo cometeu a proeza de terminar o agrupamento na primeira posição, obtendo excelentes resultados como a vitória caseira diante do México (1-0) e um sempre difícil triunfo no campo do Canadá (2-1).

Depois, no grupo final com EUA, México, Costa-Rica, El Salvador e T. Tobago, os hondurenhos garantiram o terceiro lugar e o consequente apuramento directo para a África do Sul. As Honduras lutaram até ao final com a Costa-Rica, chegando ao último jogo, em El Salvador, com a necessidade de vencerem para obterem o apuramento. Foi um jogo intenso, mas os hondurenhos foram mais felizes e, graças a um golo solitário de Pavón, venceram 1-0 e garantiram a presença no Mundial 2010.

2ª Fase – Eliminatória

Honduras 4-0 Porto Rico / Porto Rico 2-2 Honduras

3ª Fase – Grupo 2

  1. Honduras 12 pts
  2. México 10 pts
  3. Jamaica 10 pts
  4. Canadá 2 pts

4ª Fase – Grupo Final

  1. Estados Unidos 20 pts
  2. México 19 pts
  3. Honduras 16 pts
  4. Costa-Rica 16 pts
  5. El Salvador 8 pts
  6. T. Tobago 6 pts

O que vale a selecção hondurenha? 

Não se devem esperar grandes feitos da equipa centro-americana. As Honduras são um conjunto solidário, têm alguns elementos de qualidade como Suazo, Palacios ou Pavón, mas, dificilmente estarão à altura de Espanha, Suíça ou Chile.

O sector recuado dos hondurenhos e composto por um guarda-redes competente, mas apenas mediano (Valladares) e um quarteto defensivo algo permeável e de onde apenas se destacam o rápido lateral esquerdo Izaguirre, e o polivalente defesa do Wigan, Figueroa.

Depois, no meio campo, a equipa deve jogar com um duplo pivot: Guevara-Wilson Palácios. Neste esquema, Amado Guevara, apesar da veterania, será o criativo, o jogador que tentará dar alguma criatividade ao miolo hondurenho. Por outro lado, o médio defensivo do Tottenham terá maiores preocupações no capítulo da recuperação de bolas e do equilíbrio táctico das Honduras. Nas alas, a equipa centro-americana deverá actuar com De Léon (à esquerda) e Turcios (à direita). Neste esquema, o ala esquerdo será mais ofensivo e aparecerá mais no apoio do ataque e Turcios será um elemento de maior contenção, ajudando, muitas vezes, nas tarefas defensivas.

Por fim, o ataque tem dois jogadores de grande qualidade, ainda que na fase descendente da carreira. Suazo (30 anos) e Pavón (36 anos) são dois elementos que se completam na perfeição, pois o antigo atleta do Benfica é muito móvel e recua muitas vezes para criar desequilíbrios a partir de trás e, por outro lado, Pavón é um finalizador puro como provam os 56 golos que já fez pelas Honduras.

O Onze Base

Jogando num 4-4-2 clássico, as Honduras deverão apresentar Valladares (Olímpia) na baliza; Izaguirre (Motágua) na lateral esquerda, Sabillón (Hangzhou) na lateral direita e a dupla de centrais: Figueroa (Wigan) e Osman Chávez (Platense); Wilson Palácios (Tottenham) e Amado Guevara (Motágua) serão o duplo-pivot, De Léon (Torino) e Turcios (Olímpia) serão os alas; e, por fim, Suazo (Génova) e Pavón (Real España) serão os avançados.

Classificação – Previsão “A Outra Visão”

As Honduras não são uma selecção qualquer, daquelas que entram em campo para não serem goleadas, mas, ainda assim, terá imensas dificuldades contra equipas como a Espanha, Chile e, até, Suíça. A passagem aos oitavos de final não parece ser uma hipótese muito credível, todavia, os hondurenhos poderão ser muito importantes na definição do segundo lugar se forem capazes de tirar pontos a chilenos ou helvéticos.

Calendário – Grupo H (Mundial 2010)

  • 16 de Junho: Honduras vs Chile
  • 21 de Junho: Honduras vs Espanha
  • 25 de Junho: Honduras vs Suíça

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A selecção azteca dá sempre a ideia de chegar ao fim da competição com a sensação de dever cumprido sem nunca superar ou defraudar as expectativas. Em 1970 e 1986, a jogar em casa, ainda atingiu os quartos de final, mas, desde 1994, ficou-se sempre pelos “serviços mínimos”, apurando-se na fase de grupos, mas sendo logo eliminado nos oitavos de final. Cronicamente apurados na frágil zona de apuramento da CONCACAF (os mexicanos nunca foram eliminados num apuramento para o Mundial), os aztecas deverão disputar com os uruguaios a classificação para os oitavos de final da competição. Ainda assim, quando falamos do aguerrido futebol mexicano, nunca poderemos por em causa a possibilidade do México ser capaz de surpreender o grande favorito do Grupo A, a França.

A Qualificação

Para uma selecção como o México, a zona de apuramento da CONCACAF é pouco mais que um passeio. Ainda assim, os mexicanos acabaram por fazer uma das fases de qualificação mais fraquinhas de que há memória.

Na 2ª fase, “esmagaram” o Belize (2-0 e 7-0), mas na 3ª fase, agrupados com Honduras, Jamaica e Canadá, acabaram em segundo lugar a dois pontos dos hondurenhos. Contudo, essa classificação explica-se pelo facto de, após terem vencido todos os jogos na primeira volta, limitaram-se a gerir os jogos da segunda volta, pois estavam seguros que o apuramento não fugiria. De facto, não fugiu.

Na 4º e última fase, os aztecas disputaram o grupo final com Estados Unidos, Honduras, Costa-Rica, El Salvador e T. Tobago. Sabendo que os três primeiros se apuravam para o Mundial e que o quarto ainda disputaria um playoff com uma equipa da América do Sul, os mexicanos sabiam que dificilmente falhariam a qualificação para o Mundial.

De facto, conseguiram-no com relativa tranquilidade, terminando em segundo lugar a um ponto dos EUA, mas passaram por algumas pequenas humilhações como a derrota em El Salvador (1-2) e o empate em Trinidad e Tobago (2-2).

2ª Fase – Eliminatória

Belize 0-2 México / México 7-0 Belize

3º Fase – Grupo 2

  1. Honduras 12 pts
  2. México 10 pts
  3. Jamaica 10 pts
  4. Canadá 2 pts

4º Fase – Grupo Final

  1. Estados Unidos 20 pts
  2. México 19 pts
  3. Honduras 16 pts
  4. Costa-Rica 16 pts
  5. El Salvador 8 pts
  6. T. Tobago 6 pts

O que vale a selecção mexicana?

A equipa azteca pode não ser um colosso do futebol mundial, mas tem um conjunto de qualidade e que mistura jogadores consagrados com jovens promessas.

A dupla de centrais é experiente e tem rotinas de futebol europeu, juntando Rafael Márquez (Barcelona) e Ricardo Osório (Estugarda). Na defesa, destaque ainda para o excelente lateral-esquerdo do PSV, Carlos Salcido.

No meio campo, apesar da equipa revelar experiência e segurança defensiva, falta alguma criatividade. Guardado (Deportivo), Torrado (Cruz Azul) e Israel Castro (UNAM) deverão ser os titulares, mas a equipa talvez ganhasse magia com a inclusão da jovem promessa do Barça: Jonathan dos Santos.

Por outro lado, no ataque, os aztecas contam com a enorme qualidade do extremo Giovani dos Santos e, também, do veteraníssimo Blanco, restando a dúvida se apostarão no experiente Franco (33 anos) ou, ao invés, arriscarão no jovem Hernandez ou na jovem promessa do Arsenal, Carlos Vela. De qualquer maneira, os mexicanos têm bastante qualidade nas opções atacantes e, aí, a equipa da América Central não terá problemas.

Integrada no Grupo A com França, Uruguai e África do Sul, podemos, à partida, colocá-los imediatamente como favoritos a alcançarem o segundo posto. No entanto, estará na gerência do plantel do seleccionador Javier Aguirre a fronteira entre disputar o primeiro lugar com os franceses ou, ao invés, ter dificuldades para se superiorizar ao Uruguai na luta pelo segundo posto.

O Onze Base

A equipa mexicana deve jogar com Ochoa (América) na baliza; Um quarteto defensivo composto por Salcido (PSV) à esquerda, Juárez (UNAM) à direita e Rafael Marquez (Barcelona) e Osório (Estugarda) no centro; Depois, no meio campo, deverá jogar Torrado (Cruz Azul) como trinco, ficando Israel Castro (UNAM) e Guardado (Deportivo) como uma dupla de box to box; Por fim, no ataque, o México deverá optar por três avançados: Giovanni (Galatasaray), na esquerda, o veterano Blanco (Vera Cruz), na direita, e, ao meio, um destes dois avançados: Franco (West Ham) ou Hernandez (Guadalajara).

Classificação – Previsão “A Outra Visão”

Num grupo em que a França é favorita, a equipa mexicana deverá disputar o segundo lugar com os uruguaios, todavia, se as coisas correrem bem e os seus jogadores se apresentarem inspirados, poderão, inclusivamente, colocar em causa o favoritismo dos franceses para o primeiro posto.

Calendário – Grupo A (Mundial 2010)

  • 11 de Junho – México vs África do Sul
  • 17 de Junho – México vs França
  • 22 de Junho – México vs Uruguai

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