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Carlos Bueno não vingou em Alvalade

Foi uma passagem fugaz, de apenas uma época desportiva, e acabou por estar longe de cumprir com as elevadas expectativas que rodearam o avançado uruguaio à chegada a Portugal. Avançado de renome e que tinha se assumido como grande goleador no Peñarol, Carlos Bueno apostava forte neste empréstimo ao Sporting após o fracasso na primeira incursão no futebol europeu ao serviço do Paris Saint-Germain. No entanto, a temporada ao serviço do clube de Alvalade foi marcada por muitos golos desperdiçados e apenas uma noite de glória, diante do Nacional, quando marcou quatro golos e ficou conhecido, momentaneamente, por “Kinder Bueno!”

Produto das escolas do Peñarol

Carlos Heber Bueno Suárez nasceu a 10 de Maio de 1980 em Artigas, Uruguai, e iniciou a sua carreira desportiva no Peñarol, clube que representou até 2005.

No gigante de Montevideu, Carlos Bueno actuou na equipa principal durante seis anos, tendo apontado 73 golos em 135 jogos e assumindo-se como uma das grandes figuras do Peñarol. Essas boas exibições, valeram a transferência para o futebol europeu e para o PSG, clube que o anunciou como reforço para a época 2005/06.

Fracasso na Europa em PSG e Sporting

A experiência do internacional uruguaio em Paris foi um fracasso absoluto, pois Carlos Bueno apenas fez 12 jogos e não conseguiu marcar qualquer golo pelo clube gaulês. Assim sendo, entendeu-se por bem emprestar o avançado uruguaio e, assim, Carlos Bueno foi emprestado ao Sporting, que precisava de um goleador e não tinha dinheiro para se aventurar de forma mais efectiva no mercado de transferências.

Em Alvalade, todavia, o (in)sucesso foi o mesmo, com o jogador a destacar-se mais pelos golos que falhou que pelos que marcou, ainda que ao contrário da passagem pelos franceses, Bueno ainda tenha feito golos no Sporting.

No entanto, o “poker” ao Nacional, os dois golos ao Pinhalnovense para a Taça de Portugal e um golo diante do Spartak Moscovo, em jogo da “Champions”, foi manifestamente pouco para as expectativas que se criaram à volta do internacional uruguaio que, assim, abandonou a equipa portuguesa sem grande glória no final da temporada 2006/07.

Só o Peñarol fez renascer Carlos Bueno

Depois de uma má experiência no Boca Juniors, o internacional uruguaio regressou ao Peñarol, onde voltou a reencontrar o caminho do golo e do sucesso.

Entre Janeiro de 2008 e o Verão de 2009, Carlos Bueno marcou 17 golos em 35 jogos pelo gigante uruguaio, transferindo-se em 2009/10 para a Real Sociedad, então no segundo escalão do futebol espanhol.

No clube basco, Bueno foi importantíssimo na campanha que levou a Real Sociedad de volta ao primeiro escalão, marcando 12 golos em 33 jogos e tornando-se um dos preferidos dos adeptos donostiarras.

Depois do País Basco, o atacante actualmente com 31 anos ainda esteve seis meses no Universidad do Chile e, desde Dezembro de 2010, representa os mexicanos do Querétaro, onde já soma 12 golos em 22 jogos, mantendo a elevada veia atacante que o tem caracterizado nos últimos tempos.

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Luis Páez no Sporting

Nos últimos anos, o Sporting tentou, por inúmeras ocasiões, adquirir um avançado que pudesse se impor na equipa e suprimir a excessiva dependência dos leões em relação a Liedson. Nesse longo percurso, o Sporting exprimentou a aquisição, em definitivo ou por empréstimo, de atletas como Pinilla, Koke, Alecsandro, Carlos Bueno, Felipe Caicedo ou, mais recentemente, o próprio Florent Sinama-Pongolle. No entanto, para além desses mais mediatizados, o Sporting também contratou outros, bem mais obscuros e que, provavelmente, poucos se vão lembrar como o sul-americano Luis Paéz.

O avançado paraguaio Luis Paez, nascido a 19 de Dezembro de 1989, chegou ao Sporting no final da época 2006/07, ainda a tempo de, nessa temporada, fazer alguns jogos pelos Juniores verde e brancos. Nessa altura, esperava-se muito do internacional sub-17, pois este havia estado na lista de contratações de clubes como o Liverpool e o River Plate, considerando o Sporting que se tratava de uma pequena pérola com tudo para vingar no futebol profissional.

Já com alguns meses de adaptação à realidade do futebol português, Páez iniciou a época seguinte (2007/08) nos Juniores, mas acabou por ser várias vezes chamado à equipa principal dos leões, participando, inclusivamente, em dois jogos do campeonato nacional e num da Liga dos Campeões (vitória diante do Dinamo Kiev (3-0), em casa).

Os bons desempenhos, nomeadamente ao serviço da equipa de Juniores, levaram os leões a emprestarem-no ao Fátima para a época 2008/09. Durante essa temporada, o paraguaio fez 24 jogos e 6 golos, ajudando o Fátima a subir à Liga de Honra.

Apesar da regularidade no então clube da II divisão, os responsáveis leoninos entenderam que Luis Páez não havia evoluído o que era esperado e, assim, dispensaram-no no verão de 2009.

Regressado ao Paraguai e ao Tacuary, Páez voltou a não ser capaz de se impor e acabou emprestado à equipa secundária italiana do Gallipoli, onde também não se destacou.

Neste momento, aos 20 anos, regressou ao Tacuary, onde procura ressuscitar o, outrora, promissor jogador que chamou à atenção dos responsáveis leoninos. Veremos se consegue e se, um dia, ainda voltaremos a ouvir falar de Luis Páez.

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