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Posts Tagged ‘Carlos Martins’

A equipa do Euro 2000 deixou saudades

Amanhã, Portugal joga uma cartada decisiva na possibilidade de estar presente no Euro 2012. De facto, basta (quando ouço este basta fico sempre a tremer…) empatarmos na Dinamarca para conquistarmos o quinto apuramento consecutivo para uma fase final de um campeonato da Europa. Um feito de registo, mas que mesmo que seja alcançado, não nos pode afastar de problemáticas que muito nos devem preocupar.

Sei que poderei ser polémico no que vou dizer a seguir, mas, no actual momento, a selecção das Quinas não passa de uma boa equipa. Ideia que por vezes é mascarada pelo facto de contarmos com um dos dois grandes futebolistas do actual contexto futebolístico: Cristiano Ronaldo.

Na realidade, tirando esse fora de série e alguns jogadores acima da média como Fábio Coentrão, Pepe e Nani, Portugal é uma mistura entre bons jogadores e atletas que roçam mesmo a mediania, estando bastante longe das grandes equipas das duas décadas anteriores. Compare-se, por exemplo, os médios Paulo Sousa, Rui Costa e Figo com Raúl Meireles, João Moutinho e Carlos Martins? Aliás, mesmo eternos suplentes de outras gerações como Pedro Barbosa, entrariam de caras no actual meio-campo das quinas.

Neste momento, apenas na lateral-esquerda me parece que Portugal evoluiu verdadeiramente, tendo mantido a qualidade nos flanqueadores ofensivos e, talvez, no centro da defesa, isto, claro, se ainda houvesse Ricardo Carvalho…

O mais incompreensível, na minha opinião, é mesmo a queda acentuada num sector onde sempre fomos fora de série, que é o meio-campo. Há poucos dias, estava a olhar para a selecção da Bélgica (equipa que não vai a uma fase final de uma grande competição desde 2002) e a pensar: Será a tripla Witsel-Fellaini-Defour inferior a Meireles-Moutinho-Martins? E se sair do meio-campo… Lukaku não será melhor que Postiga ou Hugo Almeida? e Kompany e van Buyten não estarão ao nível de Pepe e Bruno Alves?

O futuro não é risonho e o crescente número de jogadores estrangeiros nos três grandes (já nem o Sporting escapa) não irá melhorar o panorama nos próximos tempos. Podemos ter ficado muito orgulhosos com o vice-campeonato mundial de sub-20, mas aquela equipa era uma equipa operária e de pouco talento individual, e, para além disso, não se vislumbra muito espaço para que estes jogadores evoluam convenientemente no campeonato indígena.

Se tudo correr bem, estaremos no Euro 2012 e, pelo grupo de qualificação e por ainda haver Nani e Cristiano Ronaldo na plenitude das suas capacidades, provavelmente estaremos no Mundial 2014 e no Euro 2016 (o alargamento para 24 equipas praticamente o garante), mas, depois de 2016, temos de começar a preparar-nos para algo a que já não estávamos habituados: a ausência dos grandes palcos futebolísticos.

Pode ser que tudo mude e que apareçam vedetas como cogumelos nos próximos tempos, mas, pelo andar da carruagem, é pouco provável que assim seja, restando-nos pensar muito bem neste “futuro” e começar-nos a preparar para tempos em que uma simples qualificação para uma grande competição internacional era festejada como se de uma conquista de um campeonato do Mundo se tratasse…

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Liedson bisou diante do Gent

 

A carreira das equipas portuguesas nas provas da UEFA tem tido duas velocidades distintas. Na Liga dos Campeões, águias e arsenalistas têm tido dificuldade perante os seus adversários, encontrando-se, neste momento, com uma vitória e duas derrotas e, nesse seguimento, com grandes dificuldades para atingir a segunda fase da prova. Por outro lado, na Liga Europa, leões e dragões continuam a não dar tréguas aos adversários, somando por vitórias todos os jogos realizados e estando a um pequeno passo da próxima fase, passo esse que, inclusive, pode ser atingido na próxima jornada. Ainda assim, tratou-se de uma ronda globalmente positiva para Portugal, pois, tirando o desaire dos encarnados em Lyon (0-2), o Braga venceu o Partizan (2-0), em casa, o Sporting goleou o Gent (5-1) em Alvalade e, por fim, o FC Porto foi a Istambul vencer o Besiktas por três bolas a uma.

Ol. Lyon 2-0 Benfica

Pergunto-me onde anda o Benfica da época passada. Na quarta-feira, em Lyon, as águias nunca se encontraram, parecendo uma equipa encolhida e amedrontada, mesmo estando perante um adversário que, no máximo, ser-lhe à da mesma valia.

Na primeira parte, os encarnados entraram a falhar demasiados passes, sendo que, na sequência de um deles, perdido por Carlos Martins, surgiu o primeiro golo dos franceses, apontado por Briand (22′). Mesmo a perder, a génese do jogo não se alterou, pois o Benfica manteve-se amorfo e sem capacidade de penetração no último terço, sendo que, para piorar a sua situação, Gaitán acabou expulso em cima do intervalo e deixou as águias reduzidas a dez elementos.

Após o descanso, o Benfica, a perder por 1-0 e com dez elementos, tinha uma missão muito complicada, mas essa tornou-se quase impossível quando Lisandro (53′) fez o 2-0 para os gauleses.

A partir desse momento, o pouco Benfica que existia desapareceu por completo e o Lyon controlou e dominou até final, valendo Roberto para que o desaire dos encarnados não fosse mais pesado.

Esta derrota obriga o Benfica a vencer, na próxima jornada, o Lyon em casa, para poder continuar a sonhar com os oitavos de final da “Champions”.

Sp. Braga 2-0 Partizan

Se, no jogo com o Shakhtar, o Braga tinha sido uma equipa pouco eficaz e, inclusivamente, demasiado romântica, desta feita foi pragmática o suficiente para levar de vencida uma organizada mas pouco incisiva equipa sérvia.

Numa primeira parte equilibrada, os arsenalistas tiveram a felicidade de marcar no primeiro remate que fizeram à baliza. Um portentoso livre directo de Lima (34′) que Stojkovic não foi capaz de parar. Com este golo, os bracarenses foram para o intervalo com uma magra mas saborosa vantagem.

Depois do intervalo, a equipa arsenalista foi controlando a partida e até podia ter ampliado a vantagem aos 77 minutos, quando Matheus, isolado perante Stojkovic, não foi capaz de bater o guarda-redes sérvio.

Essa falha intranquilizou o Braga que, nos dez minutos finais, sentiu alguns sobressaltos, que só terminaram quando ao minuto 89, após excelente jogada de contra-ataque, Matheus fez o 2-0 final.

Com este resultado, o Braga abre, pelo menos, as portas do terceiro lugar e, com isso, a possibilidade de chegar aos dezasseis avos da Liga Europa.

Besiktas 1-3 FC Porto

O FC Porto demonstrou uma enorme capacidade de sofrimento e maturidade na deslocação ao sempre difícil Inonu em Istambul.

Depois de ter suportado um início forte do Besiktas, os dragões assentaram o seu jogo, começaram a criar oportunidades e, assim, foi com naturalidade que fizeram o 1-0, aos 26 minutos, na sequência de um cabeceamento de Falcao.

Até ao intervalo, tudo corria pelo melhor aos portistas que dominavam e ainda viram o árbitro anular um golo de forma errada a Falcao, todavia, em cima do descanso, Maicon travou Nihat quando este se isolava e viu o cartão encarnado, deixando o FC Porto com menos uma unidade.

Previa-se uma segunda parte terrível para os azuis e brancos, contudo, o FC Porto não só suportou a pressão turca, com foi capaz de marcar mais dois golos, sempre em lances de contra-ataque e sempre concluídos pelo génio de Hulk (59′ e 77′).

A vencer por 3-0, o FC Porto foi gerindo a partida com mais ou menos sobressaltos, sendo que ainda sofreu um golo (Bobô 90+2′), num momento em que até já jogava com nove unidades por expulsão de Fernando.

Com este triunfo (3-1), os dragões somam nove pontos em três jogos e encontram-se a uma vitória dos dezasseis avos de final da Liga Europa.

Sporting 5-1 Gent

A cara dos leões nas competições europeias tem sido uma cara feliz, eficaz e ganhadora e, ontem, em Alvalade, não foi excepção.

Na primeira parte, assistiu-se a um domínio absoluto dos leões que, além de terem sido donos e senhores do jogo, também foram extremamente eficazes, fazendo quatro golos em cinco oportunidades, com Diogo Salomão (7′), Liedson (13′ e 27′) e Maniche (37′) a concretizarem os tentos.

Na verdade, esses primeiros quarenta e cinco minutos só não foram perfeitos porque aos dezasseis minutos Hildebrand não agarrou uma bola fácil e deixou Wils (16′) marcar um golo para o Gent.

Ainda assim, o intervalo chegou com uma vantagem justa e gorda de quatro bolas a uma para os leões que, assim, tinham a perfeita consciência de que o jogo estava resolvido.

Na realidade, essa consciência estava mais do que correcta, porque, na segunda parte, foi mesmo o Sporting a marcar outro golo (Postiga 60′) e a estar sempre mais perto de marcar mais, perante uma equipa belga muito frágil para disputar esta fase da prova.

Quando o árbitro apitou para o final, os leões festejaram o cinco a um e, também, festejaram o facto de estarem a três pontos da fase seguinte, que é como quem diz, basta vencer em Gent, na próxima jornada, para que o Sporting alcance os dezasseis avos de final da Liga Europa.

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Belluschi fez um grande golo

O FC Porto só sabe ganhar esta temporada em jogos oficiais, tendo, desta feita, vencido, em casa, o Beira-Mar por três bolas a zero, num duelo em que o seu triunfo foi mais difícil do que o resultado aparenta. Nesta jornada, a equipa portista beneficiou ainda do empate do Sp. Braga em Setúbal (0-0) e, acima de tudo, do desaire dos encarnados na Choupana, uma derrota que significou o pior arranque das águias no campeonato desde 1952/53 e que coloca o Benfica a seis pontos dos azuis e brancos à segunda jornada. Nesta ronda, há ainda que destacar a primeira vitória dos leões nesta Liga Zon Sagres, um triunfo que surgiu quase nos descontos através de um penalti convertido por Matias Fernandez.


Falcao mantém veia goleadora

FC Porto 3-0 Beira-Mar

Os dragões que entraram para este jogo com apenas dois extremos disponíveis, viram o azar voltar a bater à porta logo nos primeiros minutos de jogo, quando Ukra se lesionou e obrigou Villas Boas a adaptar Belluschi à direita. Essa alteração tirou fluidez ao jogo ofensivo dos portistas que, durante muito tempo, pareceram perdidos e sem ideias perante uma bem organizada formação aveirense.

Assim sendo, o jogo decorria sem grandes motivos de interesse até que, aos 25 minutos, quando ninguém o previa, Álvaro Pereira ganhou a linha e cruzou para Falcao que, no coração da área, cabeceou cruzado para o 1-0.

Pensou-se que o FC Porto embalaria para uma vitória tranquila, mas o Beira-Mar reagiu bem e teve um par de boas oportunidades para empatar a partida, só que Wilson Eduardo não esteve inspirado e desperdiçou as soberanas ocasiões.

Como, normalmente, quem não mata morre, o FC Porto, em cima do intervalo, puniu o desperdício aveirense e, na conversão perfeita de um livre directo, Belluschi fez o 2-0 e deixou o jogo praticamente resolvido.

Após o descanso, a vencer por duas bolas a zero, o FC Porto soube controlar a partida e assistiu, com o passar dos minutos, a alguma quebra anímica dos aveirenses que foram, naturalmente, baixando os braços.

Assim sendo, foi sem surpresa que as melhores oportunidades da segunda metade pertenceram aos portistas que, conseguiram ainda ampliar a vantagem aos 81 minutos, em mais um golo de Radamel Falcao.

Pouco depois terminava a partida com uma vitória (3-0) exagerada mas amplamente justa de uma equipa portista que revela crescimento de jogo para jogo.

Sadinos e bracarenses não passaram do nulo

V. Setúbal 0-0 Braga

Pesou bastante na mente dos bracarenses o facto de terem um jogo europeu em Sevilha na semana seguinte, pois os arsenalistas estiveram, em Setúbal, muito abaixo do que nos tinham vindo a habituar.

Apesar de terem entrado bem no jogo, o Braga foi perdendo gás e os sadinos começaram a controlar o jogo, ainda que aparentassem um medo excessivo dos bracarenses, pois apesar de dominarem as operações, o risco era sempre demasiado calculado.

Assim sendo, o jogo foi avançando para o descanso  sem grandes motivos de interesse até que, em cima do minuto 45, Lima, com tudo para colocar o Braga em vantagem, atirou para a bancada.

Pensou-se que esse lance ocorrido em cima do intervalo pudesse espevitar os bracarenses na segunda parte e Domingos ajudou a essa ideia ao colocar em campo Alan e Paulo César.

De facto, a segunda parte foi totalmente dominada pelos bracarenses que, contudo, nunca tiveram o engenho de ultrapassar um inspirado Diego, que defendeu com mestria a baliza sadina.

Assim sendo, o zero a zero final acaba por punir a falta de ambição sadina e, acima de tudo, um Braga que pareceu sempre com a mente no Sanchez Pizjuan.

Matias fez os leões respirarem de alívio

Sporting 1-0 Marítimo

Os leões, após os desaires em Paços de Ferreira e, acima de tudo, em casa diante do Brondby, sentia-se sobre uma enorme pressão para vencer o Marítimo em Alvalade.

Essa pressão sentiu-se bastante na primeira parte, com os leões a terem dificuldade de penetração no último reduto madeirense e, ao mesmo tempo, a terem de lidar com os rápidos contra-ataques do Marítimo.

Assim sendo, foi sem surpresa que o duelo chegou igualado (0-0) ao intervalo, não se prevendo facilidades para o Sporting na segunda metade.

Realmente, após o descanso e apesar de o Sporting ter subido ligeiramente de produção, as dificuldades dos leões mantinham-se, pois apesar de, agora, o Sporting dominar as operações, mantinha-se a falta de discernimento no último terço, muito por culpa de um nervosismo que se agravava com a passagem dos minutos.

Aos 65 minutos, num rápido contra-ataque, o Marítimo podia ter tornado o jogo num pesadelo ainda maior para os leões, mas o chapéu de Cherrad a Rui Patrício saiu a centímetros da baliza leonina.

Passado esse susto, o jogo manteve a mesma toada e todos os adeptos leoninos presentes no Estádio Alvalade XXI já se resignavam ao empate e a mais uma frustração. No entanto, em cima do final do jogo, num lance confuso na área madeirense, Liedson foi carregado em falta e o árbitro não hesitou em assinalar o castigo máximo.

Na conversão, Matias não perdoou e, assim, os leões venceram por 1-0, podendo respirar e sacudir a pressão, pelo menos até quinta-feira.

Cardozo esbarrou sempre em Bracalli

Nacional 2-1 Benfica

O Benfica até entrou bem no desafio e, durante a primeira parte, os encarnados foram claramente a melhor equipa sobre as quatro linhas.

Os encarnados dispuseram de boas ocasiões, mas não estiveram de pontaria afinada com Gaitan, Cardozo e Saviola a desperdiçarem excelentes oportunidades para marcar.

Assim sendo, o nulo ao intervalo punia a falta de eficácia encarnada, que devia ter capitalizado em golos o ascendente sobre o terreno de jogo.

Após o descanso, o jogo iria sofrer uma viragem, pois na primeira vez que o Nacional chegou com perigo à baliza benfiquista, Luís Alberto fez o 1-0 para os madeirenses.

Este golo premiava a eficácia nacionalista e foi um rude golpe para um Benfica que caiu muito em termos anímicos. A vida tornava-se muito complicada para os encarnados e pior ficou aos 65 minutos, quando Roberto, deixou um cabeceamento inofensivo bater na trave e, assim, permitiu a Orlando Sá, na recarga, fazer o 2-0, num lance que roçou o ridículo.

A vencer por duas bolas a zero, o Nacional soube aproveitar a desorientação encarnada para controlar o jogo até final. Na verdade, nessa fase, apenas Carlos Martins remava contra a maré e o médio encarnado seria mesmo premiado com o golo, já nos descontos. Um golo de belo efeito, mas que apenas minimizou o desaire das águias.

Em suma, triunfo de um Nacional muito eficaz, perante um Benfica que não está bem e que, numa fase tão madrugadora da época, já se encontra a seis pontos do líder.

Nos outros jogos da jornada, a Naval foi vencer a Portimão (1-0) e o Académica-Olhanense (1-1), V. Guimarães-Rio Ave (0-0) e U. Leiria-P. Ferreira (0-0) terminaram empatados.

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Roberto tem estado na mira dos benfiquistas

É com algum desânimo que começo a escrever a minha primeira crónica sobre o Sport Lisboa e Benfica na época 2010/2011. Após uma época em que a única desilusão foi a derrota com o Liverpool em Anfield Road por 4-1 e em que o Sport Lisboa e Benfica perdeu apenas dois jogos no campeonato, a época oficial 2010/2011 começou com uma derrota na Supertaça Cândido de Oliveira e duas derrotas no Campeonato Nacional, isto em apenas duas jornadas.

A equipa não será a mesma? Jorge Jesus não é o mestre da táctica? Será tudo culpa do menino 8,5 milhões?

Enumero aqui alguns problemas:

1. Começo pelo Guarda-Redes. Sofrer 6 golos em 3 jogos? Não percebo como Roberto custa 8,5 milhões e o Eduardo apenas 4 milhões e nós vamos comprar o mais caro. Não percebo como Roberto pode ser tão mau. Aliás, não acredito que Roberto seja assim tão mau. Mas também não acredito no Júlio César e no Moreira. Solução? Não sei.

2. Que defesa é aquela? Não se sabem posicionar numa bola parada? Andam desconcentrados? Acordem para a vida.

3. Que meio campo é aquele? Onde está o Javi? Aimar não aguenta mais de 30 minutos. Gaitan não é ala. Amorim que seria o substituto ideal de Ramires está em má forma. Carlos Martins que foi o melhor na pré-época não joga. Não percebo.

4. Ataque? Aquilo é um ataque? Apenas 2 golos marcados em 3 jogos? Cardozo ainda se mexe menos do que era normal. Saviola anda perdido. O jogador mais perigoso no ataque do Benfica é o seu defesa-esquerdo: Fábio Coentrão.

5. Forma Física: Parecem um bando de reformados. Quem os treina?

6. Dinâmica: Equipa não tem dinâmica, não se percebe como uma equipa que era muito móvel e imprevisível agora parece que não tem ideias. Jesus, desaprendeste?

7. Disciplina: Nem comento. Na Supertaça devíamos ter acabado o jogo com 8. Andam descontrolados?

8. A cara de Jesus. Onde está a arrogância que tanto me agradava? Agora olhamos para a cara de Jesus e parece que tem medo e não sabe o que fazer para mudar as coisas.

Eu continuo a acreditar em Jorge Jesus, Rui Costa, LFV e nos jogadores, mas algo tem de ser feito. Isto não é normal. E não é com contratações “à pressa” que vamos resolver os nossos problemas.

Continuo a acreditar que o Sport Lisboa e Benfica será campeão e que fará uma boa Champions League. Se eu acreditava que era possível recuperar uma eliminatória depois de perder em Vigo por 7-0, porque não vou acreditar que isto é apenas uma fase que será ultrapassada?

Força Benfica!

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Ao contrário da temporada passada e apesar de o Benfica nem ter feito uma pré-época de má qualidade, os índices de confiança da equipa e dos adeptos não são os melhores para a nova temporada. Essa situação agravou-se com a perda da Supertaça para o FC Porto e com a saída do plantel de Di Maria e Ramires que eram, na época passada, uma espécie de asas de todo o jogo ofensivo da águia. Ainda assim, o Benfica adquiriu bons valores como Jara e Gaitán, que apenas precisam de tempo para despontarem e demonstrarem todo o seu potencial, sendo que, em primeira instância e olhando para o plantel actual, a passagem para o 4-3-3 talvez seja a melhor opção.

Pensando nesse esquema táctico, irei explanar aquele que, na minha opinião, seria o esquema mais adequado para as águias.


Na baliza optaria por Roberto, um guarda-redes que, apesar de bastante criticado, fez uma excelente época no Saragoça e apenas precisa de tempo para se adaptar a um clube com outras ambições como o Benfica. Com a ajuda do mítico “terceiro anel”, o espanhol deverá superar esse estigma de forma rápida.

Quanto à defesa, seria a base da época passada. As laterais com Fábio Coentrão, à esquerda, a funcionar como o lateral mais ofensivo e que dá mais profundidade ao futebol encarnado e Maxi Pereira, à direita, com mais obrigações defensivas, ainda que sem nunca descurar a hipótese de, sempre que possível, subir no terreno. Por outro lado, no centro, David Luiz e Luisão iriam reeditar uma dupla que tanta segurança deu a época passada.

No miolo, optaria por três elementos: Javi García-Rúben Amorim-Aimar. Neste esquema, o espanhol seria um médio defensivo puro, com grandes preocupações de recuperação de bolas e, também, de encostar aos centrais sempre que necessário; Rúben Amorim, por outro lado, seria um elemento que iria fechar as subidas de Maxi Pereira à direita e, ao mesmo tempo, funcionaria como ligação entre o trinco e o número 10; Por fim, Pablo Aimar seria o jogador com obrigação de dar imaginação e criatividade ao futebol encarnado, poupando-se a desgaste em tarefas defensivas e ficando, exclusivamente, com a obrigação de pautar todo o jogo ofensivo das águias.

Sabendo que Aimar não tem frescura para uma época inteira, Carlos Martins poderia, facilmente, ir alternando com o argentino ao longo da temporada.

O trio de ataque fechava o 4-3-3 e seria composto por Saviola, Jara e Cardozo. Nesta táctica, os argentinos iriam jogar nas costas do paraguaio, tentando cair nas alas (nomeadamente no flanco direito), trocando muitas vezes de posição, fazendo diagonais para o centro e tentando criar o máximo de desequilíbrios para as defensivas contrárias. Por outro lado, Óscar Cardozo seria a referência ofensiva do Benfica, jogando fixo na área e funcionando como referência tanto para tabelas e/ou serviços de Aimar, Saviola e Jara, como para cruzamentos dos laterais/avançados.

Na minha opinião, este onze disfarçaria as saídas de Di Maria e Ramires do plantel e, mesmo que o Benfica não jogasse ao nível da época anterior, seria possível fazer uma excelente temporada.

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Dragões festejam vitória na Supertaça

O FC Porto entrou da melhor maneira na época 2010/11, após vencer o Benfica (2-0) e conquistar, em Aveiro, a primeira competição oficial da temporada, a Supertaça Cândido de Oliveira. A equipa nortenha, tirando a parte final da primeira metade, foi sempre superior, imprimindo uma pressão alta e tendo em Varela, que esteve endiabrado, o seu elemento de destaque, colocando a defesa do Benfica em perigo constante. Os encarnados, por sua vez, estiveram irreconhecíveis e ontem, na verdade, a única coisa que lembrou o Benfica (2009/10) foi mesmo o esquema táctico de Jorge Jesus porque o resto foi completamente diferente e para bem pior…

 

 Azuis e brancos entram praticamente a ganhar

A equipa portista entrou muito forte no desafio e colocou-se em vantagem logo ao minuto quatro, quando na sequência de um pontapé de canto de João Moutinho, Rolando, no centro da pequena área encarnada, cabeceou sem oposição e fez o 1-0.

Apesar de terem chegado rapidamente à vantagem, os dragões mantiveram o ascendente e, até aos últimos dez minutos da primeira parte, os portistas tiveram as melhores oportunidades de golo, com destaque para um excelente remate de Sapunaru (23′). A excepção foi um livre de Carlos Martins (20′), negado superiormente por Helton com uma defesa junto à relva.

Nesta fase, o Benfica tinha dificuldade em lidar com a pressão alta dos portistas e, ao mesmo tempo, sofria com a velocidade de Varela que ia colocando constantemente a defesa das águias em sentido.

Ainda assim, na última dezena de minutos da primeira metade, o Benfica esboçou uma reacção, todavia, a melhor oportunidade desse período até pertenceu ao FC Porto, que viu Luisão negar, com as pernas, um golo certo de João Moutinho.

Domínio portista intensificou-se na segunda parte

Os últimos minutos dos encarnados na primeira parte davam, aos seus adeptos, esperança na reviravolta, todavia, o Benfica voltou a entrar mal na segunda metade.

O FC Porto entrou personalizado, foi controlando o desafio e começou a dispor de algumas oportunidades, com destaque para um cabeceamento de Falcao, que saiu ligeiramente ao lado.

Apesar de estar irreconhecível, o Benfica até teve uma grande oportunidade para igualar o desafio, no entanto, Saviola, na recarga a um remate de Carlos Martins, enviou a bola por cima da trave.

Este lance até podia ter servido de catalisador para o resto da partida, pois, na verdade, faltavam 24 minutos e ainda muita coisa podia acontecer. No entanto, no minuto seguinte à perdida de Saviola, o FC Porto haveria de dar uma machadada final no desafio, quando Varela, após jogada fenomenal pelo flanco esquerdo, serviu, na área, Falcao e este, antecipando-se aos centrais do Benfica, fez o 2-0.

A partir deste momento, o FC Porto controlou o jogo até final, mantendo a sua superioridade e sofrendo apenas um susto, quando Saviola, aos 85 minutos, se isolou, mas permitiu uma excelente defesa a Helton.

Em suma, vitória justa dos dragões, que foram sempre a melhor equipa e deram excelentes indicações para a época que começou. O Benfica, por sua vez, pareceu longe da forma ideal e demasiado órfão de Ramires e Di Maria.

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Finalizada a época, a principal conclusão que podemos tirar é que o S.L. Benfica voltou a jogar “à Benfica” sendo que o mérito pertence em grande parte a Jorge Jesus. Mas, apesar do nome bíblico, não considero que aquilo que se passou este ano tenha sido fruto de um milagre. Foi, sim, fruto das capacidades e da inteligência de um grande treinador.

O primeiro mérito de Jesus está relacionado com a filosofia de jogo. O Benfica começou a jogar ao ataque, mostrando ser superior e não deixando o adversário respirar. Passou a pressionar no campo todo e a jogar 90 minutos com intensidade máxima. Os jogadores passaram a acreditar nas suas capacidades e que eram melhores de que o adversário. Ou seja, que a vitória chegaria mais cedo ou mais tarde. Resumindo, com Jesus o Benfica começou a jogar “à Benfica”.

Realce-se ainda a forma como Jesus “armou” a equipa e na forma como geriu o plantel.

Defesa

Jesus, tal como os antigos técnicos, apostou no guarda-redes mais experiente: Quim, que apesar de ser limitado deu segurança à defesa.

No quarteto defensivo, Luisão foi o líder e manteve a defesa calma e organizada. Jesus deu muito maior liberdade a David Luiz, que devido às suas capacidades físicas, conseguia subir e desequilibrar no ataque. Na defesa devido à sua rapidez conseguia dobrar e controlar os adversários mais rápidos.

Nas alas defensivas o Benfica sempre teve limitações, no entanto Jesus conseguiu que Maxi resolvesse, enquanto tinha força física, e que Amorim o substituísse, sempre que necessário (trocava raça e força física, por inteligência e qualidade de passe). Na esquerda descobriu Coentrão que, mais do que um defesa esquerdo, era um médio, o que tornou a ala esquerda do Benfica bastante ofensiva.

Meio – Campo

No meio campo temos de destacar o trabalho de Javi Garcia. Para mim foi o esteio de todo o futebol do Benfica. Só foi possível o adiantamento de Coentrão, Maxi e David Luiz devido às coberturas que eram feitas por Javi. Um jogador taticamente perfeito que lia o jogo de forma a que fosse possível o Benfica atacar com muitos sem perder o equilíbrio. 

E para além de defender, Javi também saia a jogar através de passe curto. Fazia o seu trabalho e depois deixava os restantes médios trabalharem um pouco. É caso para retribuir o gesto de amor ao Benfica pois os Benfiquistas também te amam.

Nos restantes médios incluímos Carlos Martins, Ruben Amorim, Pablo Aimar, Ramires, e claro Di Maria. Este merece um destaque pois sempre foi um jogar muito inconsequente e com Jesus não perdeu as suas características, a sua identidade, e começou a trabalhar para a equipa. Foi um dos jogadores mais importantes e desequilibradores da equipa. Junto com Coentrão constituiu uma ala esquerda temível.

Ataque

No ataque Jesus percebeu que o Benfica, devido ao futebol ofensivo praticado, precisava de uma referência mais física na área. Este posto foi muito bem ocupado por “Tacuara” Cardozo que se tornou melhor marcador do Campeonato e o melhor da Liga Europa (empatado com Pizarro). 

Mas este desempenho muito se deveu ao entendimento fantástico com Saviola. Saviola foi importantíssimo para fazer a ponte entre o meio campo e o ataque, ajudando a criar linhas de passe e espaço para os seus colegas entrarem na zona de finalização e marcarem.

Uma nota ainda para Weldon que quando foi chamado resolveu e ajudou o Benfica a alcançar pontos bastante importantes.

Adeptos

Jesus também soube gerir muito bem os Adeptos. Percebeu que estes poderiam empurrar a equipa e empenhou-se em acordar o vulcão adormecido. Esta gestão teve vantagens para a equipa de futebol ao nível da motivação, mas também para a saúde financeira do clube.

Conclusão: Goste-se ou não, o Sport Lisboa e Benfica é grande!

Nota: Peço desculpa aos jogadores, elementos da equipa técnica e dirigentes não referidos ao longo do texto, mas todos vocês também são campeões. Obrigado!

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