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Guidetti com Alvalade na mira?

Guidetti com Alvalade na mira?

Um dos futebolistas que tem sido incessantemente apontado ao Sporting nos tempos mais recentes é o jovem ponta de lança John Guidetti, internacional sueco que vai evoluindo nos escoceses do Celtic por empréstimo dos ingleses do Manchester City.

Nascido a 15 de Abril de 1992 em Estocolmo, Suécia, John Alberto Guidetti rapidamente demonstrou qualidades que levaram o Manchester City a avançar para a sua contratação logo em 2008, altura em que o jovem ponta de lança escandinavo contava com apenas 16 anos de idade.

Nunca vingou nos “citizens”

Vinculado aos “citizens” até aos dias que correm, a verdade, contudo, é que o internacional sueco nunca vingou no emblema inglês, tendo somado empréstimos a clubes como o IF Brommapojkarna (2010), Burnley (2010), Feyenoord (2011/12), Stoke City (2014) e Celtic (2014/15). De entre essas cedências, destaque claro para a passagem pelo Feyenoord, onde marcou 20 golos em 23 jogos, e agora pelo Celtic de Glasgow, onde soma actualmente 15 tentos em 35 partidas pelo já consagrado campeão escocês de 2014/15.

Vírus e lesão no joelho travaram progressão

Uma das razões que também explica o seu insucesso no Manchester City e o tardar em confirmar todo o potencial que apresenta desde tenra idade foi um vírus que contraiu ainda na passagem por Roterdão e que o afastou dos relvados por bastante tempo.

Essa mazela, que o deixou inclusivamente sem sensibilidade na perna direita por alguns meses, encurtou-lhe o empréstimo ao Feyenoord, sendo que, depois da morosa recuperação, o internacional sueco haveria de sofrer uma lesão no joelho que voltou a afastá-lo dos relvados. Aliás, entre Abril de 2012 e Janeiro de 2014, John Guidetti apenas somou uma mão cheia de jogos pelos reservas do Manchester City.

Um “nove” completo

John Guidetti é um possante ponta de lança de 185 cm e 79 kg que se destaca pela velocidade, evoluída capacidade técnica e qualidade na finalização, sendo ainda de realçar a inteligência das suas movimentações, nomeadamente na forma como sabe jogar na linha do fora de jogo.

Pelo seu físico, o internacional sueco é igualmente um atacante que sabe desgastar os defesas-centrais contrários, sendo forte no choque e nos duelos um contra um, algo que, aliado à sua mobilidade, o torna num autêntico quebra-cabeças para os últimos redutos adversários.

Gosta de companhia

Quanto à sua utilização em termos tácticos, é certo que John Guidetti tanto pode render num sistema 4x3x3, assim como num sistema 4x4x2, ainda que entenda que o sueco irá sempre atingir um melhor rendimento com um colega a seu lado, mais concretamente alguém que lhe permita fazer combinações.

Ainda assim, caso a sua equipa opte por um sistema 4x3x3, existem sempre naturais formas de compensar essa mais directa forma de auxílio, nomeadamente com a utilização de um “dez” puro (coisa que o Sporting não faz de momento), que dê esse apoio a Guidetti, assim como privilegiar os movimentos interiores do(s) extremo(s).

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A Liga ZON Sagres foi considerada a 4ª melhor do Mundo

Numa altura em que a proibição da publicidade da Bwin pode levantar sérios problemas nas finanças dos clubes portugueses e, inclusivamente, pode por em causa a existência de provas como a Taça da Liga, importa lembrar que o futebol cá do burgo é das poucas indústrias de sucesso e exportáveis que nós temos.

Segundo o ranking da Federação Internacional da História e Estatística do Futebol (IFFHS) apenas três campeonatos superaram a liga portuguesa no ano passado: Espanha, Inglaterra e Brasil, sendo que a nossa liga encontra-se à frente de provas como a Bundesliga, Série A ou Ligue 1.

Obviamente, que estatísticas valem o que valem e que apenas o mais optimista analista poderá ver a Liga Zon Sagres como uma competição superior à principal prova da Alemanha ou de Itália, todavia, é de louvar o que é feito cá no burgo, principalmente tendo em conta a diferença de meios existentes entre os maiores clubes portugueses e, inclusivamente, clubes médios de Itália, Espanha e Inglaterra.

Desde há quase duas décadas para cá, muitas vezes fizeram o “funeral” à competitividade do futebol português, tendo os “profetas da desgraça” começado por dizer que não resistiríamos à Lei Bosman e depois ao incremento de dinheiro existente em campeonatos outrora menos abastados como o russo, ucraniano ou turco.

Apesar de tudo, a liga portuguesa foi resistindo, continuando a fazer excelentes resultados lá fora, sendo que desde o ano 2000, já conquistamos uma Liga dos Campeões, duas taças UEFA/Liga Europa e assistimos à presença de três diferentes equipas portuguesas em finais e cinco em meias-finais de provas reguladas pela UEFA.

Conseguimos isso tudo com meios muito inferiores aos principais campeonatos europeus, sendo curiosa a reacção do treinador do Valência quando Jorge Jesus lhe confidenciou qual era o orçamento do Benfica, incomparavelmente inferior ao clube “ché”, mas atingindo resultados muito superiores ao do clube da Comunidade Valenciana. Também acredito, sinceramente, que os treinadores de Celtic, Sevilha, Liverpool e até Dínamo Kiev corariam de vergonha quando soubessem quais eram os meios financeiros da equipa portuguesa que os eliminou na Liga dos Campeões/Liga Europa da temporada transacta.

Este sucesso desportivo, faz com que o nosso principal campeonato atraia bons valores internacionais, contando-se inúmeros talentos de bom renome a jogarem na nossa liga, situação que, todavia, devia ser melhor aproveitada, como fonte de exportação da nossa Liga para outros países. De facto, a quantidade de sul-americanos de grande qualidade que existe em Portugal, exigia que a Liga fosse mais incisiva na promoção do nosso campeonato na América do Sul, apoiando-se no sucesso dos nossos clubes portugueses na UEFA, mas, também, na atractividade que será para um sul-americano ver jogadores consagrados como Aimar, Garay, Elias, Hulk, Luisão ou Matías, assim como as estrelas de amanhã como James, Carrillo ou Danilo.

Por outro lado, a nossa liga continua com laços afectivos bem profundos com as nossas antigas colónias em África, que continuam a seguir apaixonadamente o nosso futebol como se o deles se tratasse. Ali é outro ponto em que devemos apostar, nomeadamente na ascendente Angola, mas sem esquecer todos os outros países lusófonos que seguem o Benfica, FC Porto, Sporting e outros clubes nacionais com uma paixão indescritível.

Devíamos apresentar a nossa liga como um campeonato do presente, mas também uma competição que poderá mostrar o que podem ser os futuros craques. Devíamos relembrar que foi daqui que saíram grandes talentos internacionais como Cristiano Ronaldo, Nani, Di María ou Pepe.

Contudo, continuamos demasiado embrulhados em pequenas guerrinhas e “fait-divers” como as mensagens presentes no corredor dos balneários de Alvalade, para nos debruçarmos numa realidade que nos escapa a cada dia e que passa pelo facto do nosso campeonato e do nosso futebol ainda ser das poucas coisas que devíamos potenciar no exterior como um produto de enorme qualidade e de orgulho português. Infelizmente, como em quase tudo na vida, temo que só nos vamos aperceber verdadeiramente deste facto demasiado tarde…

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James Forrest é um talento do Celtic

No Celtic de Glasgow actua um extremo muito promissor e com grandes condições de ser um dos melhores jogadores escoceses da nova geração: James Forrest.

Nascido a 7 de Julho de 1991, em Prestwick, Escócia, James Forrest iniciou a sua carreira aos 12 anos no Celtic, clube que representa até hoje.

No gigante de Glasgow, estreou-se profissionalmente na época 2009/10 (2 jogos, 1 golo), mas foi na temporada que agora terminou que o internacional escocês se começou a destacar, efectuando 24 jogos e marcando 3 golos pelo Celtic.

Extremo que prima pela velocidade e técnica individual

James Forrest é um extremo que pode jogar em qualquer dos flancos sem qualquer problema, destacando-se pela velocidade e pela excelente capacidade técnica, que lhe permite ser fortíssimo em lances de um contra um.

Com um excelente pé direito, não é, todavia, completamente “cego” do pé esquerdo, sendo capaz de marcar excelentes tentos com o pé canhoto.

Pelas suas características, trata-se de um ala/extremo que tanto pode jogar colado à linha, como partir do flanco para o centro, dependendo da largura que o treinador quiser dar ao jogo da equipa.

Acima de tudo, James Forrest merece ser descoberto por todos os que gostam de futebol, porque, aos 19 anos, é provavelmente o maior talento escocês da sua geração.

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A qualidade técnica de Winchester é inegável

Desta vez fomos bastante longe para descobrir uma grande promessa e só parámos nas Caraíbas, onde, num clube de Trinidad e Tobago, actua um avançado bastante promissor e a quem já comparam a Dwight Yorke: Shahdon Winchester.

Nascido a 8 de Janeiro de 1992 em Port of Spain, Trinidad e Tobago, Shahdon Winchester actua desde 2009 no W Connection da Liga Profissional de Trinidad e Tobago, onde se assume como a principal figura e, talvez, o jogador daquele país das Caraíbas que terá mais probabilidades de emigrar num futuro próximo.

O avançado caribenho até já fez um teste no Celtic, tendo, inclusivamente, marcado dois golos num particular com o Motherwell. Ainda assim, o interesse dos “católicos” no internacional tobaguenho ainda não resultou em nenhum contrato oficial.

Avançado muito tecnicista

Winchester é um atacante com boa técnica, bastante rápido e móvel, aparentando que poderá render mais como avançado de suporte do que, propriamente, como ponta de lança.

Apesar de actuar numa liga com muito pouca expressão no contexto do futebol mundial, existem pormenores que saltam imediatamente à vista e, de facto, a forma como trata a bola e se movimenta no terreno de jogo, não enganam, mostrando que se trata de um avançado muito promissor.

Com apenas 19 anos, já foi comparado por Russell Latapy (actual treinador da selecção tobaguenha) a Dwight Yorke e merece toda atenção dos amantes do futebol.

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Sandro Mazzola no Inter

O seu pai, Valentino Mazzola, foi um dos melhores jogadores italianos de sempre, acabando por falecer precocemente, no desastre de avião de Superga, quando vinha de Portugal, onde havia participado na homenagem a um jogador do Benfica: Francisco Ferreira. Mas, se o pai foi grande, o filho não foi inferior, tornando-se num dos grandes símbolos do Inter de Milão e da “squadra azzurra”. Interior-direito de grande qualidade técnica e capacidade finalizadora, foi, durante toda a sua carreira, jogador de uma equipa só, sinal de uns tempos que, infelizmente, já lá vão.

Alessandro (Sandro) Mazzola nasceu a 8 de Novembro de 1942 em Turim e, durante a sua carreira desportiva de dezassete anos (1960-77), só conheceu um clube, o Inter de Milão.

Nesse longo percurso, Sandro Mazzola fez 417 jogos e marcou 116 golos, demonstrando ser um interior-direito muito criativo, com grande controlo de bola, superior visão de jogo e uma fantástica capacidade finalizadora.

Participando numa equipa que, na altura, foi baptizada de “La Grande Inter”, conquistou quatro campeonatos da Série A (1963, 65, 66 e 71), duas taças dos campeões (1964 e 65) e duas taças intercontinentais (1964 e 65).

E, em termos de taças dos campeões, além dos títulos de 1964 (venceu na final o Real Madrid por 3-1) e de 1965 (venceu o Benfica por 1-0), podia ter conquistado a terceira taça em 1967, mas, no Estádio Nacional em Lisboa, acabou derrotado pelo Celtic Glasgow (1-2).

Além de ter brilhado e conquistado muitos títulos nos “nerazzurri”, Sandro Mazzola também construiu uma carreira de sucesso ao serviço da selecção italiana, tendo realizado 70 jogos (22 golos) pela “squadra azzurra” e conquistado o título de campeão da Europa em 1968. Participando em três campeonatos do Mundo (1966, 70 e 74), Mazzola alcançou mesmo a final em 1970, todavia, acabou derrotado pelo super-Brasil de Pelé e companhia (1-4).

Uma carreira longa e recheada de títulos em que Sandro Mazzola conseguiu, por direito próprio, deixar de ser apenas o filho de Valentino para ser, ele próprio, um símbolo do futebol italiano.

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Binya com um estilo pouco ortodoxo

Independentemente de todas as possíveis causas, existem coisas no desporto-rei que, por mais que nos esforcemos e por mais que procuremos o porquê, jamais vamos compreender as razões que estão por trás deste ou daquele acontecimento. Olhamos para o céu e sejamos benfiquistas, portistas, sportinguistas ou de qualquer outro clube nunca perceberemos porque se vai ao estrangeiro buscar alguns atletas, muitos deles caros, outros nem tanto, mas que, na verdade, não são melhores do que muitos portugueses perdidos nos escalões inferiores do nosso futebol. Um bom exemplo é o trinco camaronês Gilles Binya.

Nascido a 29 de Agosto de 1984, Gilles Augustin Binya iniciou a sua carreira no Nassara Yaoundé, dos Camarões. No seu país natal, actuou ainda no Constellacio, Cotonsport e Tonnerre Yaoundé, antes de emigrar para a Argélia em 2004, para ir jogar no MC Oran.

No clube argelino, despontou por ser um médio-centro raçudo, batalhador e de grande agressividade (positiva e negativa) sobre o terreno de jogo. Bastante útil para o MC Oran durante cerca de três temporadas, não deixou, ainda assim, de surpreender o mundo do futebol (pelo menos o português e o argelino), a contratação de Binya pelo Benfica para a temporada 2007/08.

Na época 2007/08, ainda fez bastantes jogos (24, para ser mais exacto), beneficiando das lesões do habitual titular na posição de trinco (Petit), mas acabou por ficar mais conhecido pela sua excessiva agressividade, do que pela qualidade do seu futebol. Num jogo da Liga dos Campeões, diante do Celtic, ficou célebre uma entrada sobre Scott Brown que só não lesionou gravemente o escocês por pura sorte e que valeu um vermelho directo ao camaronês.

Se, na primeira temporada com as águias, Binya ainda foi opção por diversas vezes, a utilização do camaronês na época seguinte foi residual, com o médio a apenas fazer onze jogos durante toda a temporada.

Assim sendo, foi sem surpresa que, no defeso de 2009/10, Gilles Binya acabou emprestado ao Neuchatel Xamax da Suíça, um clube e um campeonato mais consentâneo com a “qualidade” do médio-centro. Em terras helvéticas, Binya tem conseguido ser opção e as exibições que fez durante a temporada 2009/10, fizeram mesmo com que o Xamax o adquirisse em definitivo esta temporada.

Essa aquisição, gerou alívio nos responsáveis encarnados, mas terror em todos os jogadores que, jornada após jornada, o encontram, pela frente, em jogos da Superliga Suíça.

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Postiga é arma dos leões para o jogo com as águias

Águias e leões defrontam-se, na Luz, num jogo de grande importância, pois ambas estão absolutamente proibidas de perder pontos, sob pena de se afastarem ainda mais do líder FC Porto. A nove pontos dos dragões e a jogar em casa, o Benfica terá ainda mais obrigação de vencer que os verde e brancos, todavia, os cinco pontos que afastam o Sporting da liderança, também não deixam os leões descansados. Ainda nesta jornada, destaque para a deslocação do FC Porto à Choupana, numa partida em que os azuis e brancos irão procurar manter a invencibilidade na Liga Zon Sagres.

Nacional-FC Porto

A equipa portista tem atropelado todos os adversários que lhe aparecem à frente com maior ou menor dificuldade, sendo que a última vítima foi o Rapid Viena, derrotado, no Dragão, por três bolas a zero. Desta feita, na Choupana, o FC Porto pretenderá manter a senda vitoriosa diante de uma equipa que iniciou o campeonato de forma demolidadora (2 vitórias, uma delas diante do Benfica), mas que logo baixou o nível, perdendo nas duas últimas jornadas.

P. Ferreira-Braga

O Sp. Braga entrou muito bem nesta temporada, com vitórias seguras no campeonato e eliminatórias europeias impressionantes diante de equipas como o Celtic e Sevilha.  No entanto, nos últimos dois jogos, os bracarenses perderam gás e se, no Dragão, ainda fizeram um jogo de qualidade, perdendo apenas pela margem mínima, no duelo em Londres foram claramente esmagados pelo Arsenal, sofrendo uma goleada pesadíssima (0-6). Agora, no campo do invicto Paços de Ferreira, caberá aos bracarenses provarem que os últimos dois desaires foram apenas acidentes de percurso.

Benfica-Sporting

Quem diria que o Benfica, na viragem para a quinta jornada, apenas teria três pontos conquistados e já se encontrasse a nove pontos do líder FC Porto? Por certo, poucas pessoas, mas, neste momento, o Benfica não pode lamentar os pontos perdidos e a sua única hipótese é procurar a recuperação, jornada a jornada e com vitórias. No entanto, nesta ronda, os encarnados defrontam um Sporting motivadíssimo pela vitória em Lille (2-1) e, também, com necessidade de triunfar na Luz, pois também já se encontra a perigosos cinco pontos do FC Porto.

Nos outros jogos da ronda, destaque para o V. Guimarães-U. Leiria, um jogo que o segundo classificado isolado da Liga ZON Sagres defronta, em casa, uma sempre complicada equipa leiriense. A jornada cinco concluí-se com o Olhanense-Portimonense, Rio Ave-Académica, Naval-V. Setúbal e Beira Mar-Marítimo.


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