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Posts Tagged ‘Champions League’

Em Anfield a festa foi bracarense

Pela primeira vez na sua longa história de competições europeias, Portugal conseguiu a assinalável marca de colocar três equipas nos quartos finais da mesma prova europeia, neste caso, a Liga Europa. Em 1993/94, o nosso país havia colocado três equipas nos quartos de final das provas europeias, mas, nesse caso, em competições diferentes. Assim sendo, há que destacar o enorme feito de Benfica, FC Porto e Sporting de Braga, que, além do sucesso desportivo e do prestígio que granjearam por ultrapassarem mais um degrau, também garantiram, praticamente, o sexto lugar no ranking UEFA, que nos garantirá três equipas na “Champions” de 2012/13.

Paris SG 1-1 Benfica (Os encarnados apuraram-se com 3-2 no agregado)

O Benfica sabia de antemão que o 2-1 que trazia de Lisboa era curto e que teria de sofrer na cidade luz. Ainda assim, o Benfica entrou personalizado e até foi a primeira equipa a marcar, por intermédio de Nico Gaitán (27′) a concluir bonita jogada de contra-ataque.

No entanto, os gauleses não baixaram os braços e, até final da primeira metade, foram capazes de igualar o jogo, graças a um grande golo de Bodmer (35′) e, inclusivamente, tiveram algumas oportunidades para empatarem a eliminatória, valendo, aí, a falta de pontaria dos atacantes parisienses e a boa exibição do guarda-redes Roberto.

Após o intervalo, os encarnados apareceram novamente em melhor plano e até tiveram boas oportunidades para fazerem um segundo tento que sentenciasse a eliminatória, contudo, foram infelizes na finalização, acabando por ser obrigados a sofrer até ao final do encontro.

De facto, o Paris Saint-Germain teve algumas ocasiões para empatar a eliminatória, todavia, uma defesa milagrosa de Roberto a remate de Hoarou (79′) e uma escorregadela de Maurice (90+5′), quando tinha tudo para marcar, acabou por impedir que o marcador sofresse alterações e permitiu que a equipa portuguesa alcançasse o apuramento para os quartos de final.

FC Porto 2-1 CSKA Moscovo (os azuis-e-brancos apuraram-se com 3-1 no agregado)

Os dragões traziam uma magra vantagem da capital russa (1-0), mas não se encostaram à sombra dela, tendo chegado ao um a zero logo no primeiro minuto, na sequência de um livre de Hulk em que Akinfeev ficou muito mal na fotografia.

Na resposta, Wagner Love ainda tirou à barra, mas seria o FC Porto a aproveitar mais um disparate do guarda-redes do CSKA, para, aos 24 minutos, ampliar para 2-0, graças a um golo de Freddy Guarín.

A perderem por 2-0 neste encontro e 3-0 no cômputo da eliminatória, a equipa moscovita ainda reagiu de pronto, tendo reduzido aos 29 minutos com um golo de Tosic. Contudo, quando se esperava que esse golo tornasse a eliminatória mais emocionante, isso não se veio a verificar.

De facto, até final do jogo, o FC Porto teve sempre o controlo do mesmo, contando, inclusivamente, com um golo anulado a Rolando, num lance em que o internacional português ajeitou a bola com a mão antes de atirar para a baliza. Em suma, uma vitória inteiramente justa da equipa portuguesa que provou, nos dois jogos, que era superior ao CSKA Moscovo.

Liverpool 0-0 Sp. Braga (os arsenalistas apuraram-se com 1-0 no agregado)

O 1-0 que os bracarenses traziam da Pedreira era curto, mas dava direito de sonhar com a passagem à fase seguinte, até porque os arsenalistas já tinham ido vencer a Sevilha (4-3), depois de terem vencido os andaluzes, em casa, pelo mesmo um a zero.

Ainda assim, esperava-se uma grande pressão do Liverpool desde o primeiro minuto, uma pressão que deveria vir tanto de dentro de campo como de fora dele, todavia, para bem da equipa portuguesa, nada disso se verificou.

O Liverpool foi sempre uma equipa amorfa, sem criatividade e sem ideias, permitindo que o Sporting de Braga fosse sustendo os frágeis intentos dos ingleses sem grandes problemas.

De facto, durante todo o jogo, o principal momento de pânico para a defesa arsenalista, surgiu num lance em que o árbitro deixou que Skrtel, em claro fora de jogo, tivesse uma oportunidade para se isolar perante Artur Moraes. Aí, o guarda-redes brasileiro foi enorme e negou o golo ao defesa-central eslovaco.

Assim sendo, o Sporting de Braga garantiu o zero a zero final e alcançou um feito histórico, eliminando um Liverpool que, mesmo longe dos melhores tempos, será sempre o Liverpool

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Solskajer dá a "Champions" ao M. United

Mais um jogo. Mais uma vitória. Tem sido esta a história do Benfica nos últimos jogos. Podia seguir esta euforia e aproveitar para, no meu primeiro artigo neste blog, falar do facto de o Benfica ter um ataque demolidor, sofrer poucos golos e jogar bem até sem Javi Garcia, Ramires e Aimar. Mas decidi seguir outro caminho, e tentar acalmar os ânimos dos Benfiquistas. 

A verdade é que ainda falta muito para que os Benfiquistas possam gritar a alto e bom som que são campeões. A maioria dos Benfiquistas ao lerem esta frase devem estar a pensar “Este gajo é parvo”, “A jogar assim ninguém nos pára” ou ainda a dizerem a expressão mais “pimba e labrega” que os Benfiquistas utilizam nos últimos tempos, o famoso “Carrega Benfica”. Peço desculpa por este comentário sobre o “carrega”, mas ainda sou fã do tradicional, do “Viva ao Benfica” e do “Glorioso SLB”. Carregar só a bateria do telemóvel e o computador às costas para o trabalho. 

Mas qual a razão para este pessimismo (ou prudência)? Vou contar uma história de embalar que ajuda a justificar esta minha prudência. 

No dia 26 de Maio de 1999 estava, sentado no meu sofá, a ver o jogo do ano: a final da Champions. Nesse jogo estava a torcer pelo Bayern Munich (era uma equipa que tacticamente me seduzia). Durante todo o jogo vi o Manchester United a ser totalmente dominado, o jogo só tinha um sentido, o da baliza do Manchester United. Os lances de perigo eram todos na baliza do United, bolas no poste só na baliza do United, e assim quando chegou ao minuto 90 todos pensavam que o jogo estava decidido. Mas, a verdade é que em 2 minutos o Manchester United virou o jogo e ganhou a Champions. 

Considero assim, que não podemos já cantar vitória. O Benfica tem de trabalhar e ganhar os próximos jogos, e só no final poderemos dizer que somos os maiores e que somos campeões. Claro que eu acredito que “este ano é que é”, mas prefiro esperar pelo fim das provas, pois sempre aprendi que o futebol é imprevisível e que é isso que torna este jogo tão espectacular.

I love this Game!

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