Feeds:
Artigos
Comentários

Posts Tagged ‘Cícero’

Adeptos do Rio Ave esperam uma época feliz

Prevê-se uma época difícil para o Rio Ave, sendo que a manutenção no escalão principal do futebol português não será uma tarefa fácil de alcançar pelos vilacondenses. Ainda assim, penso que, globalmente, o Rio Ave tem um plantel que lhe permite jogar num 4-2-3-1 sólido na defesa, que saberá como deter os ataques contrários e, posteriormente, ser letal no contra-ataque, principalmente se utilizar uma linha de atacantes rápidos e móveis como, de seguida, irei propor. Assim sendo, irei explanar aquele que, na minha opinião, é o onze que oferece maiores garantias para ser a base do Rio Ave para a época 2010/11.



Na baliza vilacondense apostava em Mário Felgueiras, um guarda-redes seguro e que, já esta temporada, provou a sua qualidade a actuar pelo Sp. Braga nos duelos europeus diante do Celtic. Trata-se de um guarda-redes que oferece todas as garantias e, certamente, valerá alguns pontos no final da temporada.

Depois, no quarteto recuado, utilizaria dois laterais muito competentes a defender e cuja função passaria por darem total liberdade ofensiva a Fábio Felício e Bruno Gama. Experientes e muito inteligentes tacticamente, Milhazes e Zé Gomes fariam, por certo, essa tarefa na perfeição. Por outro lado, no centro da defesa, Gaspar, jogador experiente e que nunca vira a cara à luta, seria o central de marcação, enquanto Ricardo Chaves, com rotinas de médio-defensivo, seria um jogador ideal para as dobras e, sempre que possível, para sair a jogar com a bola controlada.

No centro do meio campo, utilizaria um duplo-pivot que teria dupla função, pois o pulmão de ambos os atletas assim o permite. Neste esquema, Vítor Gomes e Bruno China iriam funcionar como trinco e box to box, mas, num conceito moderno, iriam trocar de posição, ao longo do jogo. Essa situação, além de baralhar marcações, permitia que ambos os atletas gerissem bem o esforço, podendo encher o meio campo vilacondense durante mais tempo e de forma mais eficaz.

A criatividade do conjunto verde e branco estaria, no entanto, assente nos dois desequilibradores das alas. Fábio Felício (à esquerda) e Bruno Gama (à direita), beneficiariam da tracção defensiva dos laterais e da inteligência táctica dos médios centro, para terem liberdade total no processo ofensivo, sendo, assim um constante perigo para as defesas contrárias e, ao mesmo tempo, impedindo que os laterais adversários pudessem subir e criar desequilíbrios para a defensiva vilacondense.

Por fim, no ataque, jogaria com dois elementos, sendo que Saulo, funcionaria como um falso número 10, pois, na verdade, ele seria um avançado-centro que partiria de trás, para, em velocidade, ter mais espaço para criar dificuldades nas defensivas contrárias e servir o ponta de lança ou, inclusivamente, arranjar espaço para ele próprio finalizar. Na frente dele, como ponta de lança fixo, jogaria com Cícero, um jogador muito forte físicamente e alto, mas igualmente móvel e com capacidade técnica para não ser simplesmente um “target man”. No banco, teríamos ainda João Tomás, um jogador que poderia substituir ou Cícero, numa prespectiva de simples refresco do sector ofensivo ou, num prisma mais dedicado ao futebol directo, tirando Saulo e colocando o ex-benfiquista ao lado de Cícero, numa dupla que, em jogo aéreo, seria, por certo, letal.

Na minha opinião, com este onze base, o Rio Ave iria ser uma equipa muito matreira e, por certo, iria garantir a manutenção na Liga Zon Sagres.

Read Full Post »