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Posts Tagged ‘Colômbia’

Wilmar brilhou na Búlgaria

Wilmar brilhou na Búlgaria

Um dos jogadores que tem sido incessantemente apontado ao Sporting nos últimos dias é o ponta de lança colombiano Wilmar Jordán Jil, futebolista que actualmente milita no futebol chinês, mais concretamente no Tianjin Teda, emblema orientado pelo conceituado treinador holandês Arie Haan.

Trata-se de um atacante nascido a 17 de Outubro de 1990 em Medellín, Colômbia, mas que acabou por iniciar a sua carreira profissional na vizinha Venezuela, com a camisola do Monagas, emblema pelo qual somou 19 golos em 35 jogos da primeira divisão local em 2009/10.

Herói na Bulgária, sombra na Ásia

Esse impacto imediato acabou por valer a Wilmar Jordán um salto para o emergente campeonato sul-coreano, mas a verdade é que o colombiano acabou por não revelar o mesmo apetite goleador na K-League, somando, entre 2011 e 2012, 32 jogos e cinco golos pelo Gyeongnam e, no ano seguinte, apenas dois jogos pelo Seongnam.

Perante este estado de coisas, foi sem grande surpresa que o ponta de lança mudou radicalmente de ambiente no Verão de 2013, transferindo-se para o Litex, onde, até Fevereiro de 2015, foi claramente a grande figura do campeonato búlgaro, ou não tivesse somado um total de 35 golos em 64 jogos oficiais.

De moral novamente elevada pelo brilho obtido na Europa, Wilmar Jordán voltou a abraçar um projecto asiático, desta feita nos chineses do Tianjin Teda, clube que representa desde o momento em que abandonou o Litex e pelo qual não está a conhecer grande sorte, uma vez que soma apenas um golo em 11 jogos, dando a ideia que não se dá bem com os ares do Oriente.

Lembra Jimmy

Wilmar Jordán é um ponta de lança muito possante (1,80 metros, 82 quilos) e que por isso se revela como um verdadeiro terror para os defesas, que têm grandes dificuldades nos confrontos directos com o colombiano, que ainda para mais é muito efectivo em receber a bola das costas para a baliza e em rodar sobre os defesas.

Móvel e inteligente na forma como gere a linha de fora de jogo, o ponta de lança lembra, com as devidas (grandes) distâncias, o ex-internacional holandês Jimmy Floyd Hasselbaink, até porque é igualmente bom na hora de rematar à baliza, sendo dono de um poderoso e colocado remate de pé direito.

Os principais lacunas do colombiano, por outro lado, passam pela falta de velocidade e explosividade, assim como pelo facto de estar muito longe de ser tecnicamente evoluído, embora domine os aspectos básicos.

Conseguirá brilhar em Portugal?

Ainda assim, e mesmo que revele algumas qualidades, a verdade é que o colombiano ainda não se conseguiu impor longe de campeonatos de menor importância como o venezuelano e búlgaro, tendo perdido brilho em campeonatos como o sul-coreano e o chinês, que nem são especialmente poderosos.

Nesse seguimento, nada garante que Wilmar Jordán tenha condições de se impor imediatamente num clube como o Sporting e num campeonato como o português, sendo um eventual investimento verde-e-branco talvez apenas justificado pelo baixo custo de transferência (cerca de 700 mil euros) e pelos 24 anos do atleta ainda fazerem crer que haverá espaço para uma evolução clara junto de um “mago” como Jorge Jesus.

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“Teo” é uma referência da forte Colômbia

Confiando no que vem adiantando a imprensa desportiva portuguesa, o Sporting estará prestes a assegurar o concurso de Teófilo Gutiérrez, ponta de lança que vem sendo titular na principal selecção colombiana, superando a forte concorrência de craques como Carlos Bacca ou Jackson Martínez.

Trata-se de um futebolista nascido a 17 de Maio de 1985 em Barranquilla, Colômbia, e que começou a sua carreira em clubes como o Barranquilla e o Junior FC, tendo explodido precisamente neste último, em 2009, quando somou 30 golos em 44 jogos oficiais.

Sem sucesso na Turquia

Esse excelente desempenho, aliás, valeu-lhe inclusivamente o salto para o futebol europeu, pela porta do Trabzonspor, ainda que o ponta de lança não se tenha adaptado bem à Turquia e ao futebol turco, por onde permaneceu apenas entre Janeiro de 2010 e Fevereiro de 2011, somando oito golos em 20 jogos.

De regresso a América do Sul, passou pelos argentinos do Racing Club (41 jogos e 22 golos) e Lanús (dois jogos, um golo), assim como pelo seu antigo clube, o Junior FC, onde somaria mais cinco golos em 18 jogos.

Cruz Azul e River Plate

Em 2012/13, contudo, rumou ao futebol mexicano e ao Cruz Azul, emblema onde mesmo não sendo um titular indiscutível conseguiu deixar a sua marca, somando nove golos em 29 jogos e contribuindo para a conquista do Torneio Clausura.

As más relações com o clube mexicano, ainda assim, obrigaram o internacional colombiano a mudar novamente de ares no Verão de 2013, agora com destino ao River Plate, emblema pelo qual vai somando 28 golos em 70 jogos e pelo qual conquistou um Torneio Final do Campeonato Argentino, uma Taça Sul-Americana e uma Recopa Sul-Americana.

“Nove” ou “9,5”

Teófilo Gutiérrez é um futebolista que actua preferencialmente no eixo do ataque, podendo desempenhar as funções de ponta de lança ou avançado de suporte, sendo que faz perfeitamente a primeira função tanto num sistema 4x4x2 como num 4x2x3x1 ou 4x3x3.

Tecnicamente evoluído, o internacional colombiano trata-se de um goleador de créditos firmados, destacando-se pela inteligência como se movimenta na linha do fora de jogo e pelo seu critério nas decisões. Na finalização, valha a verdade, é letal, tanto com os pés (remata bem com ambos) como com a cabeça.

Rápido q.b. e bastante móvel, complica constantemente as marcações adversárias, prometendo, em Alvalade, fazer uma fantástica dupla com Fredy Montero, Islam Slimani ou, inclusivamente, o também provável reforço Bryan Ruiz.

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Pardo é um extremo-direito entusiasmante

Pardo é um extremo-direito entusiasmante

Depois de um defeso em que apostou essencialmente no mercado espanhol, parece que o FC Porto irá focar-se novamente no mercado interno para o reforço do seu plantel 2015/16, isto lembrando as aparentemente garantidas contratações de Sérgio Oliveira e André André, e acreditando em dois alvos bracarenses hoje apontados pelo jornal “A Bola”: Rafa Silva e Felipe Pardo.

Quanto ao colombiano, aliás, trata-se de um futebolista com enorme qualidade e que, admito, faz-me confusão que ainda não tenha dado o salto para outro patamar, sendo que o FC Porto poderá permitir-lhe finalmente esse desiderato, isto dois anos depois da mudança para Portugal e para o Sp. Braga.

Muitos anos em Medellín

Edgar Felipe Pardo Castro nasceu a 17 de Agosto de 1990 em Quibdó, Colômbia, tendo passado pelo Atlético Huila e pelo Deportivo Cali, isto antes de chegar ao Independiente de Medellín em 2009.

Nesse último emblema, valha a verdade, foi quando o jovem colombiano conseguiu a estabilidade necessária para desenvolver todo o seu futebol, sendo que o extremo-direito, até ao Verão de 2013, somou um total de 149 jogos oficiais e 19 golos.

A brilhar na Pedreira

Aos 23 anos, contudo, teve a oportunidade de dar o salto para a Europa, mudando-se para o Sporting de Braga, clube que representa de há duas temporadas para cá e cada vez com maior impacto.

De facto, desde 2013/14, o colombiano soma 74 jogos e 19 golos pelos bracarenses, sendo um dos principais desequilibradores do ataque da equipa até há pouco tempo orientada por Sérgio Conceição.

Lembra Hulk

Fazendo um pequeno paralelismo e respeitando as devidas distâncias, Felipe Pardo é um futebolista que recorda um pouco o internacional brasileiro Hulk, uma vez que também actua preferencialmente pelo flanco direito e destaca-se pela velocidade, explosividade, capacidade técnica e potência física (178 cm, 80 kg).

Ainda assim, e ao contrário do “Incrível”, Felipe Pardo não atinge o mesmo nível de excelência na finalização, nem é tão forte nos movimentos interiores, isto apesar de não podermos classificar o colombiano como um extremo puro.

Certo, de qualquer maneira, é que o actual jogador do Sp. Braga mostra capacidade mais do que suficiente para ser um elemento importante no FC Porto, nomeadamente em jogos onde seja necessário imprimir maior verticalidade ao flanco e apostar nas transições rápidas e/ou lances de contra-ataque.

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“Franckenbauer” teria rápido impacto no FC Porto

Um dos futebolistas que é hoje colocado na órbita do FC Porto é o defesa-central Pedro Franco, jovem de 24 anos que, de há duas temporadas para cá, vai desenvolvendo as suas capacidades na Turquia, ao serviço do Besiktas.

Trata-se de um jogador nascido a 23 de Abril de 1991 em Bogotá, Colômbia, e que é um produto das escolas do Millonarios, clube que representou profissionalmente entre 2009 e 2013, somando um total de 137 jogos oficiais e 12 golos.

Desde 2013/14, contudo, o internacional colombiano vem actuando no futebol europeu, ao serviço do Besiktas, emblema de Istambul pelo qual soma um total de 56 jogos oficiais e um golo.

Um central completo

Pedro Franco é um defesa-central que mede “apenas” 1,83 metros, mas isso não o impede de ser muito eficaz no jogo aéreo (ofensivo e defensivo), uma vez que compensa essa estatura menos imponente com uma excelente capacidade de impulsão e um posicionamento eficaz.

Na verdade, essa inteligência táctica do internacional colombiano é igualmente muito importante para potenciar a sua capacidade de antecipação, sendo ainda de realçar a eficácia no desarme do jovem do Besiktas.

Quanto à alcunha de “Franckenbauer”, essa explica-se pelo facto de estarmos perante um futebolista muito bom no início de construção ofensiva, situação que é potenciada pela sua qualidade técnica, visão de jogo e eficácia no passe curto e longo.

Por tudo isto, aliás, estou convicto de que Pedro Franco teria tudo para ter um impacto imediato na equipa do FC Porto.

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Borré é uma das estrelas da selecção colombiana de sub-20

Borré é uma das estrelas da selecção colombiana de sub-20

Hoje inicia-se o Mundial de sub-20 e fará todo o sentido analisar alguns dos jogadores que poderão vir a brilhar na competição, começando pelo ponta de lança colombiano Rafael Santos Borré Maury, que vai evoluindo no Deportivo Cali do seu país natal.

Trata-se de um futebolista nascido a 15 de Setembro de 1995 em Barranquilla, Colômbia, e que é um produto das escolas do Deportivo Cali, clube que representa profissionalmente desde 2013.

Desde essa data, aliás, o internacional sub-20 colombiano tem conquistado uma importância crescente no seu clube, sendo que, no actual ano de 2015, já soma 11 golos em 14 jogos, estando a fazer excelente dupla com outro jogador igualmente analisado neste espaço: Harold Preciado.

Um goleador por excelência

Menos dotado tecnicamente do que Harold Preciado, Rafael Borré destaca-se acima de tudo pela sua suprema capacidade goleadora, sendo especialmente letal a finalizar de pé esquerdo e igualmente perigoso no jogo de cabeça.

Posicionalmente, o jovem de 19 anos também é muito inteligente, sabendo encontrar os espaços necessários para colocar-se no melhor local possível para finalizar.

Igualmente raçudo e trabalhador, ao bom estilo sul-americano, é então um jogador que merece atenção especial neste Campeonato do Mundo de sub-20, sendo de recordar que a Colômbia irá defrontar Portugal já na primeira fase, uma vez que ambas as selecções estão no Grupo C.

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Preciado tem futuro risonho pela frente

Preciado tem futuro risonho pela frente

O actual melhor marcador do Torneio de Abertura do Campeonato Colombiano é também um dos mais promissores pontas de lança sul-americanos da actualidade, mais concretamente Harold Fabián Preciado Villarreal, jovem de 20 anos que vai brilhando com a camisola do Deportivo de Cali.

Trata-se de um futebolista nascido a 1 de Junho de 1994 em Tumaco, Colômbia, e que se estreou profissionalmente em 2013, com apenas 18 anos, ao serviço precisamente do seu actual clube.

Empréstimo foi importante

Tendo feito apenas seis jogos pelo Deportivo Cali em 2013, foi sem surpresa que Harold Preciado acabou cedido no ano seguinte ao modesto Jaguares de Córdoba, clube da segunda divisão colombiana onde somou 40 jogos e 22 golos.

Ora, com esse excelente cartão de visita, regressou pela porta grande ao Deportivo Cali, estando neste momento a justificar plenamente a aposta, uma vez que soma actualmente 12 golos em 22 jogos pelo clube colombiano, sendo, graças a esses números, o melhor marcador do Torneio de Abertura da Liga Colombiana.

Ponta de lança multifacetado

Harold Preciado é um ponta de lança que se destaca essencialmente pela sua velocidade e capacidade de explosão, assumindo-se como praticamente imparável quando embala na direcção da baliza adversária e mostrando-se feito à medida para lances de contra-ataque rápido.

Depois, é ainda de realçar a sua boa técnica e excelente capacidade de finalização, seja a curta ou a média/longa distância, isto sem esquecer a sua capacidade de jogar de costas para a baliza e de combinar inteligentemente com os colegas.

Pelas suas características, o jovem de 20 anos é perfeitamente adequado para um sistema de um ponta de lança ou de dois avançados-centro, ainda que me pareça que, dada a sua dimensão física (182 cm e 70 kg), Harold Preciado atinja a plenitude das suas qualidades a jogar na companhia de um outro ponta de lança mais fixo.

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Jackson Martínez é um goleador

A esperança portista para finalmente fazer esquecer Falcao, é também um avançado-centro de nacionalidade colombiana e que se espera que seja um dos candidatos a melhor marcador da Liga Zon Sagres em 2012/13: Jackson Martínez.

Jackson Arley Martínez Valencia nasceu a 3 de Outubro de 1986 em Quibdó, Colômbia, tendo iniciado a sua carreira profissional em 2004 ao serviço do Independiente de Medellín, clube pelo qual marcou 65 golos em 84 jogos até 2009.

Em 2009/10, o ponta de lança colombiano trocou o seu país natal pelo México, tendo ido representar o Jaguares. Nesse clube azteca, Jackson Martínez não deixou os seus créditos por mãos alheias, somando 33 golos em 64 jogos, sendo que a sua explosão, ainda assim, só surgiu em 2011/12, quando marcou 20 golos pelo Jaguares.

Em 2012/13, o internacional colombiano terá, finalmente, a sua primeira experiência europeia, pois irá representar os portugueses do FC Porto.

Como joga?

O novo ponta de lança do FC Porto é um avançado do qual não se pode esperar uma velocidade vertiginosa ou uma técnica apuradíssima. Ao invés, o internacional colombiano demonstra outros predicados que podem vir a revelar-se muito mais importantes do que a rapidez ou a capacidade de proporcionar momentos circenses à exigente assistência do Estádio do Dragão.

Jackson Martínez é um ponta de lança que se movimenta como poucos na área, sabendo sempre encontrar as melhores zonas de finalização e parecendo ter o condão de adivinhar sempre onde o esférico irá pairar. De facto, nesse capítulo do jogo, recorda, a espaços, outro grande goleador do FC Porto e que dava pelo mítico nome de Mário Jardel.

Capaz de actuar num sistema com um ou dois pontas de lança, o internacional colombiano é, também, um exímio finalizador, sendo letal tanto com os pés como com a cabeça e mostrando sempre uma enorme frieza para fazer aquilo que, na verdade, mais importa num avançado-centro: marcar golos.

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Alex é um talento do Santa Clara

Um dos jogadores que fez boa campanha no Mundial de sub-20 na Colômbia foi um extremo-esquerdo do Santa Clara formado no FC Porto: Alex.

Nascido a 27 de Agosto de 1991 no Funchal, Madeira, Alexandre Henrique Gonçalves Freitas iniciou a sua carreira no Nacional em 2003, tendo passado para a equipa portista em 2005.

Nos azuis-e-brancos chegou, inclusivamente, a actuar durante 20 minutos num jogo da Taça de Portugal diante do Sertanense na temporada 2009/10, mas não conseguiu segurar um lugar no plantel portista, tendo abandonado definitivamente o clube no Verão de 2010.

Apesar do revés na carreira, Alex não baixou os braços e transferiu-se para os açorianos do Santa Clara, onde, na temporada transacta, foi um dos jogadores mais importantes da equipa, participando em 29 encontros oficiais e marcando um golo.

Extremo rápido e talentoso

Alex é um esquerdino de grande qualidade, fazendo da velocidade e da sua boa técnica individual os seus maiores predicados dentro do terreno de jogo.

Muito incisivo e objectivo com a bola nos pés, é um daqueles extremos desequilibradores que as equipas gostam de ter nos seus planteis, pois garante largura e verticalidade ao jogo ofensivo.

Preferencialmente um extremo-esquerdo, Alex também pode actuar no flanco oposto, ou, inclusivamente, numa zona central do campo, seja a “dez” ou a segundo avançado. Ainda assim, é claramente no lado esquerdo do ataque que o madeirense rende mais.

Aos 20 anos, pós um bom Mundial de sub-20 e preparando-se para a segunda temporada no Santa Clara, Alex tentará que esta seja a época da sua afirmação e, quiçá, do salto para uma equipa com outras ambições.

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Ilídio Vale também teve boas individualidades

Apesar de Portugal se ter imposto principalmente pela sua qualidade colectiva, existem jogadores que se destacaram individualmente dos demais, levando-nos a acreditar que possam ter um maior futuro no Mundo do futebol, dadas as enormes capacidades que revelaram no campeonato mundial disputado na Colômbia. Nesse seguimento, escolhi oito jogadores portugueses que, na minha opinião, demonstraram mais qualidade e talento para que consigam superar a difícil transição para o futebol profissional. Esses jogadores são Mika, Cedric, Mário Rui, Roderick, Nuno Reis, Danilo, Caetano e Nélson Oliveira.

Mika é um guarda-redes elástico

Mika – Guarda-redes – 20 anos – Benfica

Com enorme envergadura (1,88 metros), Michael Simões dos Santos “Mika” tem tudo para vingar no futebol profissional, pois reune todas as qualidades para um jogador da sua posição.

Ao longo do campeonato do Mundo, Mika assumiu-se como um guarda-redes frio, seguro pelo ar e pelo chão, destacando-se pelos bons reflexos e maturidade de realce para alguém tão jovem.

Ainda assim, numa fase tão embrionária do seu crescimento futebolístico, talvez se justificasse o empréstimo a um clube onde pudesse jogar, do que se manter como terceiro guarda-redes do Benfica.

Cedric espera crescer na Briosa

Cédric Soares – Lateral-direito – 19 anos – Sporting (cedido à Académica)

Lançado precocemente na equipa principal do Sporting durante a época passada, Cedric Soares foi uma das boas surpresas neste campeonato do Mundo de sub-20.

Bom no processo ofensivo e nas transições defesa/ataque e ataque/defesa, o actual jogador da briosa é muito bom tecnicamente e nunca se retrai perante a oposição, mostrando ser raçudo e guerreiro o quanto baste.

Neste momento, cedido à Académica, terá todas as possibilidades para continuar a crescer como futebolista e tornar-se uma alternativa para o Sporting e para selecção nacional.

Mário Rui é um lateral-esquerdo talentoso

Mário Rui – Lateral-esquerdo – 20 anos – Parma (cedido ao Gubbio)

Apesar de muito jovem, Mário Rui já passou por Sporting, Benfica e Valência, estando agora ligado contratualmente ao Parma, ainda que tenha sido cedido ao modesto Gubbio da Série B italiana.

Actuando numa posição onde Portugal é historicamente fraco (Fábio Coentrão é uma das felizes excepções…), Mário Rui surpreendeu pela velocidade e pela capacidade como sobre no terreno com a bola controlada, sendo muito efectivo tanto no capítulo do cruzamento, como, inclusivamente, na finalização.

O seu empréstimo a um modesto clube da Série B poderá ajudá-lo na adaptação ao difícil calcio e a permitir-lhe evoluir de forma decisiva em termos tácticos.

Roderick é uma aposta de futuro dos encarnados

Roderick – Defesa-central – 20 anos – Benfica (cedido ao Servette)

Outra das confirmações portuguesas neste campeonato do Mundo de sub-20 foi Roderick Miranda, um defesa-central que pouco jogou na última temporada ao serviço do Benfica, mas que acaba de ser cedido ao Servette para que possa actuar com maior regularidade.

Defesa-central alto (1,91 metros) e possante, é muito bom no jogo aéreo, mas também é extremamente competente pelo chão, assumindo-se como um jogador rigoroso e eficaz na abordagem aos lances, raramente perdendo a calma ou o posicionamento no terreno de jogo.

Agora, nesta temporada no campeonato suíço, veremos como o defesa-central evolui e se já conseguirá garantir um lugar no plantel encarnado para 2012/13.

Nuno Reis tem brilhado em Brugge

Nuno Reis – Defesa-central – 20 anos – Sporting (cedido ao Cercle Brugge)

A seguir a Nélson Oliveira, Nuno Reis foi claramente o jogador que mais me entusiasmou ao longo do campeonato do Mundo, demonstrando qualidades que o podem elevar a um patamar elevadíssimo no contexto futebolístico luso.

Jogador sóbrio, seguro e eficaz, trata-se de um defesa-central que parece estar sempre no sítio certo para o desarme ou para dobrar um colega, assumindo-se ainda como um líder natural e revelando enormes qualidades técnicas para subir com a bola controlada sempre que para isso tenha chances.

Titular indiscutível do Cercle Brugge em 2010/11, volta nesta temporada ao clube belga para continuar o seu crescimento futebolístico e preparar-se para o inevitável, que é como quem diz, a titularidade no Sporting Clube de Portugal.

Danilo espera vingar em Itália

Danilo Pereira – Médio-defensivo – 19 anos – Parma

Uma das razões para Portugal ter aguentado seis jogos sem sofrer qualquer golo foi um médio-defensivo de origem guineense e que surpreendeu bastante na Colômbia: Danilo Pereira.

Guerreiro incansável na luta do miolo, Danilo não é um jogador muito refinado em termos técnicos, mas assume-se de elevada importância pela enorme envergadura física, eficaz capacidade de desarme e pela forma como ajuda os centrais no processo defensivo e tapa todos os caminhos para a área.

Ligado contratualmente ao Parma, terá poucas hipóteses de jogar nos “gialloblu” e precisará  de ser emprestado a um clube onde possa jogar com regularidade e continuar a evoluir futebolísticamente, pois sabemos que esta fase é fulcral no crescimento de qualquer atleta.

Caetano é um poço de talento

Caetano – Extremo-esquerdo – 20 anos – Paços de Ferreira

Um dos poucos poços de criatividade da equipa nacional na Colômbia residiu na capacidade técnica de um jogador que tem futebol nos genes (o pai actuou inúmeros anos no Tirsense e chegou a ser internacional A) e se assumiu como um extremo desconcertante: Caetano.

Rápido, tecnicamente muito evoluído e com grande objectividade em todas suas movimentações, Caetano foi uma pincelada de classe numa equipa maioritariamente operária, dando mesmo a ideia que poderia e deveria ter sido ainda mais utilizado do que foi ao longo do Mundial.

Pérola do Paços de Ferreira, está no clube certo para continuar a sua ascensão no futebol português, sendo provável que dê um salto para um clube de outra envergadura daqui a uma ou duas épocas.

Nélson Oliveira poderá ser o futuro “nove” luso

Nélson Oliveira – Ponta de lança – 20 anos – Benfica

O ponta de lança da equipa das quinas sagrou-se com toda a justiça o segundo melhor jogador do campeonato do Mundo, prémio mais que merecido para um jogador que, por vezes, parecia lutar contra o Mundo e mesmo assim conseguia fazer o que pretendia, tal como é exemplo o golo que marcou ao Brasil.

Abandonado entre os centrais adversários durante todo o Mundial, Nélson Oliveira nunca cedeu às dificuldades, tornando-se, ao invés, num pesadelo para os adversários, que não sabiam como parar um avançado possante (1,86 metros) mas que também reúne inúmeras qualidades técnicas e de finalização.

Neste momento, após os empréstimos ao Rio Ave e Paços de Ferreira, terá a sua prova de fogo ao serviço da equipa sénior do Benfica, todavia, nesta fase, já ninguém duvida que o destino do avançado-centro será o sucesso ao serviço das águias e da equipa principal portuguesa.

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Peres Bandeira era o seleccionador

Agora que estamos à beira de nova participação no Mundial de sub-20, desta feita, a disputar na Colômbia, achei interessante recordar aquela que foi a primeira presença portuguesa no certame. Há trinta e dois anos, no Japão, Portugal participou na segunda edição do Mundial de sub-20, levando uma equipa de jogadores cheios de sonhos a terras nipónicas e efectuando uma participação digna, mas sem grande brilho, pois a equipa lusitana não haveria de passar dos quartos de final. Ainda assim, a equipa das quinas conseguiu revelar jogadores que haveriam de ser bastante importantes no futebol nacional como Zé Beto, Quim, Bastos Lopes ou Diamantino e tornou-se percursora de uma nova mentalidade futebolística que, dez anos mais tarde, iria garantir o título mundial em Riade…

Surpreendente derrota com o Canadá não evitou apuramento

Portugal estreou-se da pior forma no Mundial de sub-20, perdendo de forma inesperada com o Canadá (1-3) no primeiro jogo do Grupo C. Após um golo de Branko Segota (7′), Grilo (46′) ainda empatou para a equipa nacional, todavia, Segota (66′) novamente e Nagy (79′) garantiram o triunfo da equipa canadiana. Com este resultado, Portugal via-se obrigado a não perder com o Paraguai para continuar a sonhar com o apuramento para os quartos de final.

Curiosamente, num jogo que se previa bem mais complicado que o disputado com a equipa da América do Norte, os lusos haveriam de surpreender vencendo os sul-americanos por 1-0 (golo de Ferreira aos 23 minutos). Graças a este magro triunfo e caso o Canadá-Paraguai não terminasse empatado, bastaria a Portugal um empate diante da Coreia do Sul para assegurar a passagem aos oitavos de final.

Antes de começar o jogo com os sul-coreanos, soube-se que o Paraguai havia vencido o Canadá por 3-0 e, assim, bastaria mesmo um empate à equipa das quinas para seguir em frente na prova. Diante de uma Coreia que precisava de vencer, o jogo foi duro e intenso, contudo, Portugal defendeu-se bastante bem e segurou um precioso nulo que colocava a equipa nacional nos quartos de final do Mundial de sub-20.

Uruguai foi carrasco no prolongamento

Nos quartos de final, Portugal defrontou o Uruguai, equipa que era super-favorita, pois havia vencido União Soviética (1-0), Hungria (2-0) e Rep. Guiné (5-0), vencendo facilmente o Grupo D.

Contudo, Portugal, treinado por Peres Bandeira, foi fazendo de tudo para evitar o golo uruguaio, utilizando todas as manhas habituais do futebol luso para impedir o tento dos favoritos sul-americanos.

A estratégia resultou na perfeição até ao minuto 94, quando Ruben Paz, já no prolongamento, fez o golo que garantiu à equipa uruguaia a vitória (1-0) e o apuramento para as semi-finais. Portugal terminava assim, nos quartos de final, a primeira presença num Mundial de sub-20.

Maradona com a taça do Mundial sub-20

Argentina campeã com o goleador Ramon Diaz e… Diego Maradona

O grande vencedor deste Mundial de Sub-20 foi a Argentina que conquistou o certame, vencendo todos os jogos da prova, marcando 20 golos e sofrendo apenas dois.

Na fase de grupos, os sul-americanos despacharam Indonésia (5-0), Jugoslávia (1-0) e Polónia (4-1), superando depois a Argélia (5-0) nos quartos de final, Uruguai (2-0) nas semi-finais e União Soviética (3-1) na final.

As estrelas dos argentinos foram o avançado Ramon Diaz, que marcou oito golos e foi o melhor marcador da prova e, também, Diego Maradona, que com apenas dezoito anos, mostrou todo o seu talento e assumiu-se como a principal estrela do Mundial de sub-20.

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