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Eusébio foi o maior jogador português de sempre

Dispensa apresentações aquele que foi e ainda é o maior jogador de futebol português de todos os tempos: Eusébio da Silva Ferreira. Contratado ao Sporting de Lourenço Marques, após uma série de peripécias que chegaram a obrigar o Benfica a escondê-lo durante uns bons tempos, conquistou inúmeros títulos pelas águias, acabando por nunca se transferir para um grande clube internacional devido a António de Oliveira Salazar que o declarou “património nacional”. Já se retirou há cerca de 35 anos, mas continua bem presente nas memórias dos portugueses, pela força, velocidade, técnica apurada e por aquele poderoso pontapé que parecia, quase sempre, indefensável.

Eusébio a jogar pelo Sp. Lourenço Marques

Despontou no Sporting de Lourenço Marques e gerou luta entre leões e águias

Nascido a 25 de Janeiro de 1942, em Lourenço Marques (agora Maputo), e começou a jogar futebol numa pequena equipa local, “Os Brasileiros”, uma equipa formada em honra dos herois dos jogadores, os intervenientes da grande selecção brasileira da altura.

A admiração por esses jogadores canarinhos era tal, que cada jogador adoptou a alcunha de um jogador dessa selecção brasileira, sendo que Eusébio adoptou a alcunha de Cid, na altura, o grande estratega de todo o processo ofensivo da equipa verde-e-amarela.

Mais tarde, após ter tentado, sem sucesso, inscrever-se no Desportivo, Eusébio acabou por transferir-se para o Sporting de Lourenço Marques, onde, valha a verdade, teve sucesso imediato. Para terem uma ideia, durante os três anos em que actuou na filial leonina, o “Pantera Negra” fez 77 golos em 42 jogos, mostrando uma habilidade e uma capacidade finalizadora do outro mundo.

Esse enorme talento gerou uma enorme guerra entre Sporting e Benfica pela sua aquisição, sendo que essa luta fez com que os encarnados chegassem, inclusivamente, a esconder o jogador numa unidade hoteleira do Algarve, onde acabariam, por, finalmente, assegurar o reforço.

Eusébio num duelo Benfica-Ajax

O “Pantera Negra” rapidamente ganhou destaque no Benfica

Na estreia pelas águias, a 23 de Maio de 1961, num jogo particular diante do Atlético, Eusébio marcou três golos na vitória do Benfica (4-1), mostrando, imediatamente, que não se tratava apenas de uma promessa.

Nos quinze anos seguintes, Eusébio fez 301 jogos a contar para o campeonato nacional pelo Benfica, marcando 317 golos, ou seja, garantindo uma média superior a um golo por jogo. Nas competições europeias, marcou 57 golos em 75 jogos, números deveras impressionantes e difíceis de alcançar por qualquer jogador.

Em termos de títulos colectivos, Eusébio conquistou onze campeonatos nacionais, cinco taças de Portugal e uma Taça dos Campeões, diante do Real Madrid, numa final que o Benfica venceu por 5-3 e o “Pantera Negra” fez dois golos.

Salazar considerou-o tesouro nacional

Salazar nunca deixou que Eusébio emigrasse

Ao longo deste percurso pelo Benfica, o internacional português foi conquistando diversos títulos individuais, sendo duas vezes Bota de Prata da France Football (1962 e 1966), Bota de Ouro europeu em 1968 (42 golos) e 1973 (40 golos), melhor marcador do Mundial 66 (9 golos), entre outros títulos.

Esses títulos, eram apenas o eco do seu talento, que era elogiado por toda a Europa, sendo que, a qualquer momento, se esperava que um grande clube europeu avançasse para a sua aquisição.

Na verdade, vários clubes tentaram adquirir o “Pantera Negra”, sendo emblemática uma proposta da Juventus, em 1964, que obrigou o governo de Salazar a mandá-lo para a tropa e a declará-lo tesouro nacional.

Essa decisão do governo português de o defender como património do país, acabou por impedir Eusébio de atingir um patamar ainda maior no seio do futebol internacional.

Eusébio foi fundamental na reviravolta com a Coreia

Mundial 1966 foi momento alto na selecção das quinas

Durante doze anos (1961-73), Eusébio vestiu a camisola das quinas por 64 ocasiões e marcou 41 golos. Durante esse percurso, e porque os tempos eram outros, Portugal apenas participou numa grande competição, o Mundial 1966 em Inglaterra, mas, aí, o “Pantera Negra” deixou a sua marca.

Durante a competição que Portugal concluiu no terceiro lugar, Eusébio foi a principal figura, apontando nove golos, com destaque para os quatro que marcou nodesafio dos quartos de final com a Coreia do Norte (5-3), num jogo em que o “Pantera Negra” foi fundamental na recuperação de uma desvantagem inicial de três tentos.

Nessa prova, apenas faltou a Eusébio e a Portugal vencerem a Inglaterra, mas nessa fatídica meia-final, alguma matreirice dos ingleses, dentro e fora do campo, acabou por criar todas as condições para que os portugueses acabassem derrotados (1-2).

Eusébio foi campeão americano pelo Toronto

Terminou a carreira entre a América do Norte e pequenas equipas lusas

Quando abandonou o Benfica, em 1975, a democracia já estava instalada em Portugal e Eusébio pode, tardiamente, emigrar para o estrangeiro.

Massacrado pelas inúmeras lesões nos joelhos, Eusébio já não era o mesmo do início da sua carreira, todavia, num futebol menos intenso como o norte-americano, ainda conseguiu deixar a sua marca, sagrando-se, inclusivamente, campeão da NASL (Liga profissional norte-americana) em 1976 pelo Toronto Metros-Croatia.

Além de ter jogado em outras equipas da América do Norte e, inclusivamente, no México (Monterrey), Eusébio também actuou em Portugal na fase final da sua carreira, jogando em clubes como o Beira-Mar e o Sporting de Tomar.

Eusébio retirou-se em 1978, após actuar alguns meses numa frágil e modesta equipa americana (New Jersey Americans), terminando, de forma tímida, um percurso de sucesso que leva muita gente a considerá-lo, até hoje, no rei do futebol português.

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A saída de Queiroz surgiu com meses de atraso

Antes de mais, devo admitir que esperei pela inevitabilidade do despedimento de Carlos Queiroz para, finalmente, dar a minha opinião sobre uma novela que, infelizmente, se arrastou demasiado com os terríveis custos de dois desaires incompreensíveis em termos desportivos, como foi o empate caseiro com Chipre (4-4) e a derrota na Noruega (0-1).

O agora ex-seleccionador nacional é, na minha opinião, um profissional competente e com grande talento na criação e implementação de projectos de fundo em termos organizacionais como foi bem patente no projecto de futebol jovem que, nos anos 80, foi criado e com o sucesso que se reconhece. No entanto, durante muito tempo, caiu-se, perigosamente, no erro de  esse talento organizacional de Queiroz ser confundido, várias vezes, com uma suposta capacidade técnica acima do comum, situação que, na verdade, o ex-adjunto de Alex Ferguson não tem.

Queirós, tirando os dois títulos mundiais de sub-20, foi, ao longo da sua carreira, um treinador que pouco conquistou, tendo, inclusivamente, ficado ligado a uma das mais humilhantes derrotas dos leões diante do seu eterno rival Benfica (3-6) e a perda de dois campeonatos por parte do Sporting, em duas temporadas (1993/94 e 1994/95) em que os verde e brancos tiveram dos melhores plantéis da sua história com nomes como Balakov, Figo, Valckx, Paulo Sousa, entre outros. Antes disso, Queirós já havia falhado o apuramento para o Mundial 94, ao serviço da selecção nacional, tendo, nessa altura, sido superado pela Itália e pela…Suíça.

Depois do insucesso total em Portugal em termos de futebol sénior, Queirós encetou um percurso pelo Mundo do futebol, onde passou por campeonatos e selecções menores e onde teve o único momento de algum sucesso na África do Sul, quando apurou os “bafana bafana” para o Mundial 2002. Essa proeza levou-o ao Manchester United, onde permaneceu bastante tempo como adjunto de Alex Ferguson, apenas quebrando essa ligação na temporada 2003/04, quando abraçou a liderança do Real Madrid, numa temporada em que fez os “merengues” terminarem a Liga Espanhola na quarta posição.

Curiosamente, apesar de nunca ter sido um treinador de grande sucesso, Queiroz conseguiu sempre criar uma imagem de grande prestígio no mundo do futebol como treinador e, assim, encarou-se com naturalidade a sua chamada para seleccionador nacional para a caminhada para o Mundial 2010.

Na minha opinião, nunca se deve dar uma segunda hipótese a um treinador que já falhou ao serviço de uma selecção, até porque a pressão dos adeptos sobre ele será sempre superior a um estreante. Ainda assim, quis esperar para ver se Queiroz, para além de por a equipa a jogar (bom) futebol conseguia criar elan, tanto com a equipa, como com os portugueses, situação que Scolari, mesmo não sendo um grande treinador, sempre soube fazer na perfeição.

Na verdade, o percurso de Queiroz na fase de qualificação roçou o medíocre, com Portugal a empatar com a Albânia em casa e a ser incapaz de vencer um simples jogo dos quatro que fez com Suécia e Dinamarca. Ainda assim, uma feliz combinação de resultados fez com que garantíssemos o segundo lugar no grupo e, posteriormente, num playoff diante da pouco cotada da Bósnia, conseguimos o apuramento para o Mundial da África do Sul.

Curiosamente, até acho que os resultados de Portugal no Mundial 2010 foram dignos, pois empatámos com duas boas selecções, goleámos a Coreia do Norte e apenas perdemos, nos oitavos de final, diante da equipa que se sagraria campeã do Mundo: Espanha.

Ainda assim, as exibições, tirando a segunda parte diante da Coreia, foram sempre muito pobres, percebendo-se que Queiroz não havia conseguido incutir na selecção o bom futebol que os adeptos esperam e que, ao longo dos tempos, sempre foi a imagem da equipa lusa.

Mas, se o percurso desportivo no Mundial até podia garantir a Queiroz a permanência na equipa das quinas, os acontecimentos ocorridos na Covilhã com o comité anti-dopagem, obrigavam a que, mal Portugal terminasse a presença no campeonato do Mundo, fosse feita uma reunião de emergência na Federação. Se antes do Mundial, essa situação não se podia por em causa, pois iria colocar em xeque a nossa participação no Mundial 2010, era necessário que se tomassem medidas logo após o certame, pois o apuramento para o Euro iniciava-se logo em Setembro e havia que criar condições para que a equipa portuguesa tivesse sucesso.

Infelizmente, foi tudo mal feito, arrastando-se o caso Queirós por meses a fio e custando-nos, em dois jogos, que Portugal fosse orientado por telemóvel e à distância, por um seleccionador que, na verdade, todos sabíamos que deixaria de o ser.

Agora, após termos feito dois resultados deploráveis e de estarmos, à segunda jornada, a fazer contas para chegarmos ao Euro 2012, é que se tomou a decisão de despedir Queiroz, numa decisão que, além de tardia, apenas prova que a Federação Portuguesa de Futebol é uma organização totalmente desorganizada e que, tal como a selecção, necessita de uma mudança de 180º para que possa, novamente, merecer o respeito dos portugueses.

Vamos esperar pelas eleições e, sinceramente, por sangue novo que possa dar outra alma à Federação. Até lá, esperemos que a escolha do novo treinador seja criteriosa e, acima de tudo, de risco baixo, pois, neste momento, o apuramento para o europeu já se encontra, infelizmente, na corda bamba.

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Disputado na pátria do futebol, que sempre exaltou a ética, a moral e os bons costumes, o Mundial 66 foi uma competição com protestos, más arbitragens e, até, algumas matreirices. Um bom exemplo foi o de obrigar Portugal a fazer uma viagem longa até Londres nas meias finais, quando a equipa das quinas tinha o direito de disputar essa partida com a Inglaterra em Liverpool. Ainda assim, foi um campeonato do mundo pleno de qualidade, que serviu para confirmar o enorme talento de Eusébio ao Mundo, provar que os norte-coreanos também sabiam jogar futebol (a Itália que o diga) e, acima de tudo, dar o primeiro e único título mundial à Inglaterra.

Primeira Fase

A primeira fase do campeonato do mundo foi exactamente igual ao Chile 62: dezasseis selecções divididas em quatro grupos de quatro, em que se apuravam os dois primeiros para os quartos de final.

No Grupo A, a Inglaterra demonstrou que era uma séria candidata ao ceptro mundial, ao vencer um agrupamento difícil, graças às vitórias diante de México (2-0) e França (2-0) e ao empate diante do Uruguai (0-0). Neste grupo, os sul-americanos também se apuraram, pois além de terem empatado com os ingleses e com o México (0-0), a vitória diante da França (2-1) foi suficiente para o passaporte para os quartos de final.

Outro agrupamento sem surpresas foi o Grupo B, onde Alemanha Ocidental e Argentina se superiorizaram a Espanha e Suíça. Os germânicos venceram a Suíça (5-0) e a Espanha (2-1), empatando com os sul-americanos (0-0), enquanto os argentinos, além do empate com os alemães, venceram, igualmente, helvéticos (2-0) e espanhóis (2-1).

Por outro lado, no Grupo C, surgiu a primeira grande surpresa. Apesar do Brasil ter chegado inferiorizado a Inglaterra, poucos acreditariam que os canarinhos fossem eliminados num grupo com Hungria, Bulgária e Portugal. No entanto, os brasileiros, apesar de terem vencido o primeiro jogo (2-0 aos búlgaros), perderam com a Hungria (1-3) e, também, com Portugal (1-3), num desafio em que Morais, com uma marcação implacável a Pelé, anulou o astro brasileiro. Neste agrupamento, o grande vencedor foi Portugal que começava a surpreender o Mundo, pois além da vitória diante do Brasil, os portugueses também venceram os magiares (3-1) e  a Bulgária (3-0). O outro apurado foi a Hungria, a quem bastou vencer os canarinhos (3-1) e búlgaros (3-1) para se apurar para os quartos de final.

Por fim, o Grupo D também assistiu a um escândalo e este foi bem maior que o que se viveu no grupo luso. Num agrupamento totalmente dominado pela União Soviética, que venceu Coreia do Norte (3-0), Itália (1-0) e Chile (2-1), italianos e coreanos chegaram ao último jogo para decidirem quem seria o segundo classificado. Os europeus haviam vencido o Chile (2-0) e os asiáticos apenas tinham empatado (1-1) e, assim, bastava um empate à Itália. No entanto, os azzurri não encararam o jogo com a devida atenção e acabaram por perder (0-1) com os norte-coreanos, graças a um golo de Pak Doo-Ik (41′). Esta eliminação italiana levou a Federação local a fechar as fronteiras da Série A a jogadores estrangeiros durante mais de uma dezena de anos.

Quartos de Final

O primeiro jogo dos quartos de final foi o Inglaterra-Argentina e, além da vitória inglesa (1-0), este jogo teve uma história deveras curiosa. Aos 35 minutos, o argentino Rattin foi expulso por palavras, mas o curioso é que nem ele falava alemão nem o juiz germânico (Kreitlen) falava espanhol. Como tal, o atleta sul-americano recusou-se a sair de campo, exigindo um tradutor. O jogo esteve parado durante sete minutos e só com a intervenção da polícia é que Rattin abandonou o campo. Este episódio levou a FIFA a implementar o sistema de cartões (amarelos e vermelhos) no Mundial seguinte.

Depois, numa partida em que os uruguaios acabaram reduzidos a nove aos onze minutos, a Alemanha Ocidental goleou o Uruguai por quatro a zero e seguiu, tranquilamente, para as meias-finais.

Por outro lado, o Portugal-Coreia do Norte foi um jogo muito mais equilibrado e emocionante. Aos 25 minutos, o Mundo abria a boca de espanto com a vantagem asiática de três bolas a zero, no entanto, não contaram com a resposta de Portugal e, acima de tudo, de Eusébio, que, até ao intervalo, fez dois tentos e reduziu a desvantagem para apenas um golo (2-3). Depois do descanso, o Pantera Negra fez mais dois tentos e assegurou a reviravolta total no resultado. Até ao apito final, José Augusto ainda fez outro golo e colocou o resultado final em 5-3 para Portugal, numa das cambalhotas mais históricas em campeonatos do mundo.

Por fim, os quartos de final encerraram com um duelo equilibrado entre URSS e Hungria, que os soviéticos venceram por 2-1.

Meias-Finais

A primeira semi-final foi vencida pela Alemanha Ocidental que se superiorizou à URSS (2-1) num jogo bastante intenso e que contou com a expulsão do soviético Cislenko (44′).

Na segunda meia-final, Portugal e Inglaterra defrontaram-se em Wembley para o acesso à final. O jogo era para ser disputado em Liverpool, onde os portugueses haviam defrontado os norte-coreanos, mas a pressão inglesa para que o encontro passasse para Londres foi muito forte e a FIFA acabou por aceder ao pedido. Nessa partida, o cansaço da selecção nacional devido à inesperada viagem, aliado a uma marcação implacável de Stiles a Eusébio diminuiu, em muito, as possibilidades lusitanas. Assim sendo, Portugal acabou por perder com a Inglaterra (1-2) e o Pantera Negra terminou o desafio em lágrimas sentindo que, afinal, tinha estado a um passo de uma final de um campeonato do mundo.

Terceiro e Quarto Lugar

Não era o jogo que Portugal e URSS quereriam disputar, todavia, ambos queriam, ao menos, chegar ao pódio do Mundial 66. Num jogo intenso, a selecção das quinas adiantou-se aos 13 minutos, graças a um penalti de Eusébio, mas Malafeev igualou a partida a dois minutos do intervalo. A partir daqui, o jogo foi muito equilibrado e a vitória podia ter caído para qualquer lado, todavia, a dois minutos do fim, Torres bateu Yashin e garantiu a melhor classificação de Portugal num Mundial de futebol.

Final* Inglaterra 4-2 RFA

Ingleses e alemães defrontavam-se numa final inédita na tentativa de conquistarem uma Taça que já havia conhecido uma história bem atribulada.

Exposta em Londres durante dois meses e meio e guardada por seis guardas, a Taça Jules Rimet foi roubada a 20 de Março de 1966 para espanto do Mundo. Ainda assim, uma semana depois, o objecto foi encontrado por um cão chamado Pickles num jardim de Londres e embrulhada em papel de jornal. Com a Taça Jules Rimet recuperada, o jogo pode iniciar-se com a certeza de que o vencedor iria ter algo de muito especial para levantar no momento do triunfo.

Tratou-se de uma final intensa e com várias variações no marcador. Os alemães marcaram primeiro, aos 12 minutos, por Haller, mas os ingleses conseguiram dar a cambalhota no marcador com golos de Hurst (18′) e Peters (78′).

Já se fazia a festa em Wembley, mas aos 90 minutos, na sequência de uma falta inexistente, Weber empatou a partida e levou o jogo a prolongamento.

Após terem sido obrigados a disputar o prolongamento na sequência de uma falta que não existiu, os ingleses chegariam à vantagem, aos 101 minutos, graças a uma bola que não transpôs totalmente a linha de baliza. O autor do golo que não o devia ser, foi Hurst, que, em cima do final do prolongamento, completou o hat-trick e fez o 4-2 final.

Foi a primeira e, até hoje, única vitória da selecção da rosa num campeonato do mundo, mas, na verdade, quem mais brilhou no Mundial 66 foi um atacante moçambicano de seu nome: Eusébio da Silva Ferreira.

Números do Mundial 1966

Campeão: Inglaterra

Vice-Campeão: RFA

Terceiro Classificado: Portugal

Quarto Classificado: URSS

Eliminados nos Quartos de Final: Argentina, Uruguai, Coreia do Norte e Hungria

Eliminados na Fase de Grupos: México, França, Espanha, Suíça, Chile, Itália, Brasil e Bulgária

Melhor Marcador: Eusébio (Portugal) – 9 golos

Equipa do Mundial 1966: Banks (Inglaterra); Cohen (Inglaterra), Moore (Inglaterra), Beckenbauer (RFA) e Schnellinger (RFA); Voronin (URSS) e Coluna (Portugal); Simões (Portugal), Haller (RFA), Bobby Charlton (Inglaterra) e Eusébio (Portugal).

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Uma equipa que nunca falhou um campeonato do mundo e que, para além disso, já conquistou cinco títulos mundiais, nunca pode ser riscada dos candidatos à vitória final. Os brasileiros continuam com a fantasia de sempre, mas, desde a chegada de Dunga, apoiaram-se num pragmatismo que lhes ajudou a conquistar tanto a Copa América como a Taça das Confederações. Para além disso, a fase de apuramento para o Mundial 2010 foi um autêntico passeio para os canarinhos que até se deram ao luxo de abrandar o ritmo nos últimos jogos. Assim sendo, mesmo com a polémica da não inclusão de Ronaldinho, este Brasil volta a um campeonato do mundo com o lema de sempre: ser campeão.

A Qualificação

Nunca ninguém sequer questiona a possibilidade de o Brasil não se apurar para o campeonato do mundo, todavia, desta vez a facilidade dos canarinhos em se apurarem tem de ser destacada.

Obviamente integrados na zona sul-americana de classificação, os canarinhos fizeram uma bela campanha que teve como pontos altos a vitória na Argentina (3-1) e Uruguai (4-0).

A facilidade de apuramento foi tão notória que, nos últimos jogos, o Brasil abrandou o ritmo e deu-se ao luxo de perder no campo da Bolívia (1-2) e empatar, em casa, com a Venezuela (0-0).

Assim sendo, é com a moral em alta devido à superioridade patenteada na fase de qualificação que os brasileiros chegam à África do Sul para disputarem o campeonato do mundo.

Zona sul-americana – Classificação

  1. Brasil 34 pts
  2. Chile 33 pts
  3. Paraguai 33 pts
  4. Argentina 28 pts
  5. Uruguai 24 pts
  6. Equador 23 pts
  7. Colômbia 23 pts
  8. Venezuela 22 pts
  9. Bolívia 15 pts
  10. Peru 13 pts

O que vale a selecção brasileira?

Só o nome Brasil impõe, imediatamente, respeito, todavia, na realidade, os canarinhos são muito mais que os simples pentacampeões mundiais. A equipa canarinha assegura uma importante mistura de talento puro com jogadores tacticamente evoluídos e experientes, sendo uma equipa forte e com todas as condições para assegurar o hexacampeonato.

Habitualmente o sector mais frágil do Brasil, desta vez a baliza é um dos pontos fortes da selecção canarinha graças à presença de Júlio César. O guarda-redes do Inter dispensa apresentações e é a garantia que não deverá ser por aí que o Brasil irá ter problemas neste campeonato do mundo.

Por outro lado, o quarteto defensivo também tem uma qualidade acima da média. Se a dupla de centrais: Juan-Lúcio é garantia de experiência e segurança no sector recuado, os laterais: Michel Bastos (à esquerda) e Maicon (à direita) são a garantia de qualidade tanto a defender como a atacar. Estes dois jogadores terão, na verdade, que ter um grande pulmão, pois na ausência de extremos, o Brasil depende muito deles para o flanqueamento do seu futebol.

Depois, no meio campo, o Brasil deverá utilizar um duplo pivot composto por dois médios defensivos: Gilberto Silva-Felipe Melo, dois jogadores com a obrigação de darem equilíbrio táctico a uma equipa com laterais de tracção ofensiva. Por outro lado, os alas deverão ser Kaká (à esquerda) e Ramires (à direita), dois jogadores que apesar de partirem dos flancos deverão fazer constantemente diagonais para o centro. No entanto, se o jogador do Benfica será um elemento que servirá, preferencialmente, para o equilíbrio táctico do onze, o jogador do Real Madrid irá funcionar como desequilibrador, aparecendo diversas vezes como número dez e organizador do jogo canarinho.

Por fim, no ataque, o Brasil deverá optar pela dupla: Robinho-Luís Fabiano. Neste esquema, Robinho será um avançado vagabundo que irá aparecer tanto nos flancos de forma a compensar a ausência de extremos, como na frente de ataque para combinar com o outro atacante ou finalizar. Por outro lado, o avançado do Sevilha será um finalizador puro que servirá de referência ofensiva, ainda que, pelas suas características, também tenha alguma mobilidade no ataque.

O Onze Base

Actuando em 4-4-2, o Brasil deverá, assim, utilizar Júlio César (Inter) na baliza; Michel Bastos (Lyon), Juan (Roma), Lúcio (Inter) e Maicon (Inter); Gilberto Silva (Panathinaikos), Felipe Melo (Juventus), Kaká (Real Madrid) e Ramires (Benfica) no meio campo; Robinho (Santos) e Luís Fabiano (Sevilha) no ataque.

Classificação – Previsão “A Outra Visão”

Integrado num grupo com Portugal, Costa do Marfim e Coreia do Norte, o Brasil é o principal candidato ao primeiro lugar do agrupamento. Não sendo um grupo fácil, os brasileiros, pela sua experiência e talento, deverão se superiorizar aos seus adversários com naturalidade.

Calendário – Grupo G (Mundial 2010)

  • 15 de Junho: Brasil vs Coreia do Norte
  • 20 de Junho: Brasil vs Costa do Marfim
  • 25 de Junho: Brasil vs Portugal

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Portugal participou em quatro campeonatos do mundo e podemos dividir essas participações em dois tipos de presença: o oito e oitenta. Em 1966 e 2006, a equipa das quinas teve excelentes campanhas e apenas foi eliminado nas meias finais, terminando essas competições em terceiro e quarto lugar respectivamente. Por outro lado, em 1986 e 2002, Portugal viveu participações conturbadas com más fases de preparação e problemas graves como o Caso Saltillo (México 86) e o famigerado estágio de Macau (Japão/Coreia 2002), sendo eliminado logo na primeira fase. Agora, em 2010, a selecção lusitana irá desempatar e com atletas da qualidade de Pepe, Ronaldo, Ricardo Carvalho ou Deco, esperemos que o desempate seja para o lado das participações positivas.

A Qualificação

Esperava-se que Portugal, pela qualidade dos seus jogadores, tivesse vivido uma fase de apuramento bem mais simples do que viveu.

Integrada no Grupo 1 com Dinamarca, Suécia, Hungria, Albânia e Malta, a equipa portuguesa foi incapaz de vencer a Dinamarca (2-3 e 1-1) e a Suécia (0-0 e 0-0), tendo tido mesmo um resultado patético que passou pelo empate caseiro diante da Albânia (0-0), num jogo em que os albaneses jogaram 60 minutos com apenas dez unidades.

Ainda assim, as vitórias diante da Hungria (3-0 e 1-0), Malta (4-0 e 4-0) e na Albânia (2-1), aliadas a uma mediana campanha dos suecos, permitiu aos lusos assegurarem o segundo lugar no agrupamento e o consequente apuramento para o playoff.

Defrontando a Bósnia nesse duelo decisivo, Portugal acabou por garantir o acesso ao Mundial 2010 graças a dois triunfos pela margem mínima (1-0), mas com exibições bem díspares. No primeiro jogo, em casa, Portugal foi feliz na vitória, pois os bósnios viram os postes devolverem-lhes três remates. Por outro lado, no segundo encontro, em Zenica, a equipa das quinas fez um excelente jogo e o 1-0 até acabou por ser um resultado lisonjeiro para os bósnios, tal o número de oportunidades falhadas pela selecção portuguesa.

Em suma, foi com uma campanha irregular e sinuosa que os portugueses se apuraram para o campeonato do mundo.

Grupo 1 – Classificação

  1. Dinamarca 21 pts
  2. Portugal 19 pts
  3. Suécia 18 pts
  4. Hungria 16 pts
  5. Albânia 7 pts
  6. Malta 1 pt

Playoff

Portugal 1-0 Bósnia / Bósnia 0-1 Portugal

O que vale a selecção portuguesa?

Em termos individuais e mesmo com as ausências por lesão de Bosingwa e Nani, Portugal tem uma equipa de grande qualidade, recheada de elementos habituados à alta roda do futebol europeu. No entanto, a principal preocupação para a equipa técnica portuguesa passa por criar um colectivo forte e tirar melhor partido de alguns elementos que, quando jogam na selecção, não costumam render ao nível do que fazem nos seus clubes como Ronaldo ou Liedson.

A equipa das quinas deve apresentar Eduardo na baliza, um guarda-redes globalmente seguro, mas algo instável nos cruzamentos e um quarteto defensivo composto por uma excelente dupla de centrais: Bruno Alves e Ricardo Carvalho. Neste esquema, o jogador do FC Porto será o central de marcação e o atleta do Chelsea, muito inteligente tacticamente, ficará mais livre no centro da defesa. Depois, nas laterais, Queirós deve actuar com Fábio Coentrão (à esquerda), um jogador muito competente a defender, mas cujo ponto forte é a sua capacidade de subir no flanco e criar desequilíbrios no ataque, sendo que, no flanco oposto, deverá actuar Paulo Ferreira, um jogador mais defensivo e com inteligência táctica, ideal para o equilíbrio defensivo de Portugal. Ainda assim, com a chegada de Rúben Amorim ao lote dos 23, não será de excluir a possibilidade de o jogador do Benfica substituir o atleta do Chelsea no flanco direito da selecção nacional.

Depois, no meio campo, Portugal deve jogar com três elementos: um trinco, um box to box e um número 10. No vértice mais defensivo do meio campo, Pepe será a escolha natural do seleccionador português, todavia, se não tiver em condições, avançará Pedro Mendes, que, não tendo a altura do atleta do Real Madrid para a ajuda aos centrais, tem mais mobilidade e, defendendo bem, cria mais soluções ofensivas para a equipa nacional. À frente do trinco, surge outra dúvida: Raúl Meireles ou Tiago? No entanto, neste caso, a maior inteligência táctica e, acima de tudo, a bravura do médio do FC Porto deverá garantir-lhe a titularidade. A médio ofensivo jogará, naturalmente, Deco, que, mesmo com 32 anos, mantém uma criatividade e imaginação sem rival na selecção nacional.

Por fim, no ataque, Queirós, após a lesão de Nani, deverá apresentar Simão e Ronaldo nas alas e Liedson a ponta de lança. Neste esquema, pede-se, apesar das posições definidas em campo, bastante mobilidade do trio, situação facilitada pelas características dos três atacantes. Assim sendo, Ronaldo, partindo da direita, irá muitas vezes colar a Liedson no centro do ataque; Simão irá fazer muitas diagonais da esquerda para o centro como tanto gosta e, também, irá trocar várias vezes de flanco com Ronaldo; Já Liedson irá, como sempre, deambular por todo o reduto ofensivo de forma a criar espaços tanto para ele como, inclusivamente para os outros dois avançados.

Em suma, se Portugal revelar consciência colectiva e souber aliá-la ao seu natural talento individual, terá todas as condições para fazer um bom campeonato do mundo.

O Onze Base

Partindo do princípio que Pepe estará em condições de ser titular, Portugal deverá apresentar o seguinte onze: Eduardo (Sp. Braga) na baliza; Fábio Coentrão (Benfica), Bruno Alves (FC Porto), Ricardo Carvalho (Chelsea) e Paulo Ferreira (Chelsea) na defesa; Pepe (Real Madrid), Raúl Meireles (FC Porto) e Deco (Chelsea) no meio campo; Ronaldo (Real Madrid), Simão (Atl. Madrid) e Liedson (Sporting) no ataque.

Classificação – Previsão “A Outra Visão”

Habituado ao oito e ao oitenta, Portugal nunca é um país fácil para se prever uma classificação num campeonato do mundo. Ainda assim, num grupo com Brasil, Costa do Marfim e Coreia do Norte, é credível que Portugal dispute o primeiro lugar com os brasileiros, sendo que a equipa canarinha, pela sua enorme experiência em campeonatos do mundo, deverá ter, à partida, ligeira superioridade sobre a equipa das quinas.

Calendário – Grupo G (Mundial 2010)

  • 15 de Junho: Portugal vs Costa do Marfim
  • 21 de Junho: Portugal vs Coreia do Norte
  • 25 de Junho: Portugal vs Brasil

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Trata-se apenas da segunda participação dos marfinenses no campeonato do mundo e, na primeira (Alemanha 2006), a Costa do Marfim nem sequer passou da primeira fase. Ainda assim, se bem se lembram, os africanos foram colocados no grupo da morte com Argentina, Holanda e Sérvia, acabando por ser eliminados com uma vitória (diante da Sérvia e Montenegro) e duas derrotas pela margem mínima. Quatro anos depois, os marfinenses regressam a um campeonato do mundo com muita qualidade e mais experiência internacional. Novamente num grupo complicado, atletas como Drogba, Yaya Touré, Kalou ou Kolo Touré têm qualidade suficiente para surpreender portugueses, norte-coreanos e brasileiros no Grupo G.

A Qualificação

A campanha marfinense nas duas fases de apuramento da zona africana de qualificação para o campeonato do mundo foi brilhante. A equipa africana fez, ao todo, doze jogos: venceu oito e empatou quatro, apurando-se facilmente para o Mundial da África do Sul.

Na segunda fase, integrada num grupo com Moçambique, Madagáscar e Botswana, a Costa do Marfim apurou-se vencendo os seus adversários em casa e empatando fora, terminando o agrupamento com quatro pontos de vantagem sobre Moçambique (2º).

Depois, na terceira e última fase, os marfinenses foram ainda mais impressionantes, pois tendo como adversários: Guiné-Conacri, Burkina Faso e Malawi, venceram cinco encontros e apenas empataram um (Malawi, fora, 1-1), terminando, novamente, com quatro pontos de avanço em relação ao segundo classificado (Burkina Faso).

2ª Fase: Grupo 7 – Classificação

  1. Costa do Marfim 12 pts
  2. Moçambique 8 pts
  3. Madagáscar 6 pts
  4. Botswana 5 pts

3ª Fase: Grupo E – Classificação

  1. Costa do Marfim 16 pts
  2. Burkina Faso 12 pts
  3. Malawi 4 pts
  4. Guiné-Conacri 3 pts

O que vale a selecção marfinense?

A Costa do Marfim é, neste momento, a mesma equipa talentosa que se deslocou à Alemanha para disputar o Mundial 2006, mas tem uma vantagem: muito mais experiência internacional.

Os marfinenses costumam apresentar um esquema 4-3-3 com tracção ofensiva, típica das selecções africanas. Apesar de ser uma equipa equilibrada em termos de soluções, o ponto mais forte dos elefantes é, claramente, o ataque.

Na baliza, está claramente o elemento mais frágil da Costa do Marfim: Barry. O guarda-redes do Lokeren é muito inseguro e tem um nível muito inferior ao restante onze marfinense. Depois, o quarteto defensivo é composto por uma dupla de centrais com qualidade tanto pelo ar como pelo chão: Kolo Touré-Bamba e por dois laterais de motivações opostas. Boka, lateral esquerdo, é um elemento mais defensivo e que cola muitas vezes aos centrais para ajudar nos lances de bola parada. Por outro lado, o lateral direito Eboué é muito mais ofensivo e, apesar de defender com competência, será no capítulo atacante que o jogador do Arsenal será mais importante.

Depois, no meio campo, os marfinenses devem apresentar um duplo pivot defensivo: Zokora-Yaya Touré. São dois excelentes médios de contenção, que terão como principal missão dar consistência defensiva aos elefantes, libertando para as missões ofensivas,  o nº 10: Romaric, um atleta muito inteligente tacticamente e que saberá ser uma ajuda na defesa sempre que necessário.

Por fim, no ataque, os elefantes deverão apresentar dois extremos (Gervinho-Kalou) e um ponta de lança fixo (Drogba). Os extremos são atletas muito versáteis que podem jogar tanto à esquerda como à direita e que são exímios nas diagonais para o centro, procurando criar desequilíbrios nos últimos redutos contrários. Por outro lado, Drogba dispensa apresentações, pois trata-se de um dos melhores pontas de lança da actualidade, um jogador letal, que se movimenta como ninguém na área. Ainda assim, como tem estado lesionado, não é de colocar de parte a hipótese de não poder jogar e, assim, deverá avançar no seu lugar o goleador: Doumbia. Um jogador que, nas últimas épocas, brilhou ao serviço do Young Boys.

Integrada no Grupo G com Brasil, Portugal e Coreia do Norte, a Costa do Marfim aparenta ser muito superior aos norte-coreanos, mas, ao mesmo tempo, parece ainda estar abaixo do nível luso e canarinho.

O Onze Base

Esquematizada num 4-3-3, a Costa do Marfim deverá apresentar Barry (Lokeren) na baliza; Boka (Estugarda), Kolo Touré (Manchester City), Bamba (Hibernian) e Eboué (Arsenal) na defesa; Zokora (Sevilha), Yaya Touré (Barcelona) e Romaric (Sevilha) no meio campo; Kalou (Chelsea), Gervinho (Lille) e Drogba (Chelsea) no ataque.

Classificação – Previsão “A Outra Visão”

Superior aos norte-coreanos e aparentemente inferior a portugueses e brasileiros, os marfinenses seriam os favoritos a terminarem na terceira posição. Ainda assim, jogando no seu continente e sabendo que Portugal, costuma, muitas vezes, jogar abaixo das suas capacidades, os elefantes poderão surpreender e assegurar o apuramento para os oitavos de final do campeonato do mundo.

Calendário – Grupo G (Mundial 2010)

  • 15 de Junho: Costa do Marfim vs Portugal
  • 20 de Junho: Costa do Marfim vs Brasil
  • 25 de Junho: Costa do Marfim vs Coreia do Norte

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A única presença da Coreia do Norte num campeonato do mundo foi em 1966, mas tratou-se de uma participação surpreendente. Após ultrapassarem o grupo (venceram a Itália e empataram com o Chile), os norte-coreanos defrontaram os portugueses nos quartos de final e estiveram mesmo a ganhar por três bolas a zero. No entanto, Portugal, liderado por Eusébio, soube reagir e acabou por dar a volta ao marcador, vencendo por cinco bolas a três. Agora, 44 anos depois, os asiáticos regressam ao campeonato do mundo com vontade de voltar a surpreender tudo e todos. Ainda assim, os tempos são outros e como o talento norte-coreano não é abundante, prevê-se que a selecção asiática regresse rapidamente e sem grande glória a Pyongyang.

A Qualificação

A campanha norte-coreana na zona asiática de apuramento para o campeonato do mundo conheceu duas fases totalmente distintas.

A primeira etapa, após terem eliminado a extremamente frágil Mongólia (4-1 e 5-1), foi passada com distinção, pois a equipa norte-coreana terminou o Grupo 3 na segunda posição com os mesmos pontos da Coreia do Sul (1º) e não perdeu qualquer desafio, apurando-se facilmente para a fase decisiva.

Contudo, na 3ª e última fase, os norte-coreanos tiveram de sofrer muito para assegurarem o segundo lugar e consequente apuramento para o campeonato do mundo. Sem ser capaz de vencer um único jogo diante de Irão (1-2 e 0-0) e Coreia do Sul (1-1 e 0-1), a Coreia do Norte chegou à última jornada com a necessidade de empatar no difícil campo da Arábia Saudita para se apurar para o Mundial. Tratou-se de uma partida dominada pelos sauditas, mas os coreanos foram heróicos na forma como defenderam o seu último reduto e garantiram o 0-0 final, apurando-se pela segunda vez para um Mundial de futebol.

1ª Fase – Eliminatória

Mongólia 1-4 Coreia do Norte / Coreia do Norte 5-1 Mongólia

3ª Fase: Grupo 3 – Classificação

  1. Coreia do Sul 12 pts
  2. Coreia do Norte 12 pts
  3. Jordânia 7 pts
  4. Turquemenistão 1 pt

4ª Fase: Grupo B – Classificação

  1. Coreia do Sul 16 pts
  2. Coreia do Norte 12 pts
  3. Arábia Saudita 12 pts
  4. Irão 11 pts
  5. Emirados Árabes Unidos 1 pt

O que vale a selecção norte-coreana?

Com a noção clara das limitações da selecção asiática, o seleccionador norte-coreano costuma apresentar um 5-3-2 bastante conservador e que faz da segurança defensiva o seu forte. A prova disso foi o facto da Coreia do Norte só ter feito sofrido sete golos em catorze jogos de qualificação para o Mundial da África do Sul.

O quinteto defensivo é composto por três centrais muito inexperientes e frágeis nas bolas paradas: Pak Nam-Chol, Ri Kwang-Chon e Pak Chol-Jin. Atrás deles, a baliza deverá ser entregue a Ri Myong-Guk, um guarda-redes que brilhou na fase de apuramento para o Mundial. Por fim, nas alas, deverá aparecer o experiente e mais ofensivo: Ji Yun-Nam (à esquerda) e o inexperiente e defensivo: Ri Jun-Il (à direita).

Depois, no meio campo, a equipa apresenta um trinco (Ahn Young-Hak) que é dos poucos que jogam no estrangeiro (Japão) e que reforça, ainda mais, a tracção defensiva desta selecção. Na ala esquerda, a equipa deve apresentar o interior: Kim Yong-Jun, pois como o lateral esquerdo é ofensivo, o seleccionador Kim Jong-Hun sente-se obrigado a colocar um jogador que saiba compensar as subidas de Ji Yun-Nam. Por outro lado, na ala direita, deve surgir Mun In-Guk, um jogador veloz e tecnicista que, por certo, aproveitará o facto de Ri Jun-Il ser um lateral muito defensivo para ser um autentico extremo.

Por fim, no ataque, os norte-coreanos devem apostar numa dupla móvel e com qualidade: Hong Yong-Jo e Jong Tae-Se. Tratam-se de dois elementos que actuam no estrangeiro, tendo, assim, condições para dar um toque de experiência internacional à selecção da Coreia do Norte. Desta dupla, destaque para Jong Tae-Se, um jogador virtuoso e claramente com qualidade suficiente para jogar num clube europeu.

Apesar de não ser uma equipa tão frágil como, por exemplo, a Nova Zelândia, os norte-coreanos estão ainda bem longe da elite do futebol mundial.

O Onze Base

A Coreia do Norte, tal como referido anteriormente, deve jogar em 5-3-2 com Ri Myong-Guk (Pyongyang) na baliza; Ri Jun-Il (Sobaesku), Pak Nam-Chol (April 25), Ri Kwang-Chon (April 25), Pak Chol-Jin (Amrokgang) e Ji Yun-Nam (April 25) na defesa; Ahn Young-Hak (Ardija), Kim Yong-Jun (Pyongyang) e Mun In-Guk (April 25) no meio campo; Jong Tae-Se (Kawasaki Frontale) e Hong Yong-Jo (FC Rostov) no ataque.

Classificação – Previsão “A Outra Visão”

Integrada num agrupamento muito difícil com Portugal, Brasil e Costa do Marfim, não é credível que a Coreia do Norte consiga fazer um ponto sequer. Ainda assim, se os adversários os desprezarem, a enorme capacidade de luta norte-coreana aliada à sua defesa numerosa poderá fazer estragos.

Calendário – Grupo G (Mundial 2010)

  •  15 de Junho – Coreia do Norte vs Brasil
  •  21 de Junho – Coreia do Norte vs Portugal
  •  25 de Junho – Coreia do Norte vs Costa do Marfim

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