Feeds:
Artigos
Comentários

Posts Tagged ‘Corinthians’

Ronny "à Sporting"

Lateral-esquerdo famoso pela potência do seu pontapé, Ronny foi uma das tentativas frustradas do Sporting Clube de Portugal de arranjar um lateral-esquerdo que pudesse se impor como um defesa canhoto por muitos e longos anos. Numa posição onde fracassaram inúmeros nomes como Paíto, Marian Had, Marco Caneira, Leandro Grimi ou André Marques, Ronny não foi excepção no insucesso e na capacidade de levar os adeptos leoninos à loucura, tal era a falta de qualidade do seu futebol.

No Sporting com apenas 20 anos

Ronny Heberson Furtado de Araújo chegou ao Sporting em 2006/07, oriundo do Corinthians de São Paulo. Nessa primeira temporada, perante a concorrência de Rodrigo Tello e Marco Caneira, o jovem brasileiro apenas efectuou 14 jogos, ficando ainda assim célebre por um golo que marcou à Naval, num lance em que a bola saiu dos seus pés a uns incríveis 210 km/h.

Na temporada seguinte, o defesa brasileiro aproveitou a saída de Rodrigo Tello para se assumir como a principal opção para a posição de lateral-esquerdo. Todavia, com a chegada de Grimi durante a paragem de Inverno, o brasileiro voltou a tornar-se opção secundária, acabando, ainda assim, a temporada com 35 jogos realizados em todas as competições.

Chegou ao Hertha depois de empréstimo ao Leiria

Em 2008/09, Ronny quase não jogou pelo Sporting e, assim, acabou emprestado ao União de Leiria, equipa que representou na temporada 2009/10. Nos leirienses, fez 23 jogos (4 golos), mas não regressou a Alvalade, preferindo mudar-se para a capital alemã para representar o Hertha.

No Hertha Berlim, jogou com alguma regularidade (23 jogos, 2 golos) na equipa que haveria de garantir o regresso à Bundesliga, todavia, na actual temporada, já no principal escalão, tem jogado menos, havendo muitas dúvidas se o brasileiro conseguirá manter-se no Hertha na próxima temporada.

Read Full Post »

Gilmar é uma lenda do Santos e do Brasil

Quando se pensa em grandes guarda-redes, rapidamente nos vem à memória os nomes de jogadores como Michel Preud’Homme, Schumacher, Jean-Marie Pfaff ou Dino Zoff, sendo normal a tendência de ignorarmos os grandes guarda-redes de outros continentes como o sul-americano. De facto, entre os anos 50 e 60, no auge de um guarda-redes internacionalmente muito mais badalado como era o soviético Lev Yashin, o brasileiro Gilmar garantiu o direito de entrar na história do futebol, tanto pela sua enorme qualidade entre os postes, como pelos títulos e acima de tudo por ser o único guarda-redes a sagrar-se bicampeão do Mundo como titular da sua selecção.

Uma carreira dividida entre o Corinthians e o Santos

Gylmar dos Santos Neves “Gilmar” nasceu a 22 de Agosto de 1930 em Santos, Brasil, e foi formado nas escolas do modesto Jabaquara, tendo apenas se estreado em termos profissionais em 1951 ao serviço do Corinthians.

No “timão”, Gilmar permaneceu durante dez anos, efectuando 486 jogos e conquistando três campeonatos paulistas e dois torneios-Rio/São Paulo. Contudo, esses títulos foram todos conquistados entre 1951 e 1954. Assim sendo, em 1962, já com 31 anos, cansado do jejum de títulos e com conflitos com o Presidente do Corinthians, preferiu mudar de ares e transferiu-se para o Santos.

No clube de Pelé, Gilmar haveria de conhecer a melhor fase da sua carreira, permanecendo no Santos até 1969 e tendo conquistado inúmeros títulos pelo “peixe”, destacando-se duas taças intercontinentais, duas taças dos libertadores, quatro taças Brasil (a competição brasileira mais importante da época) e cinco campeonatos paulistas. Nesse período, Gilmar efectuou 330 jogos pelo Santos e garantiu por direito próprio o estatuto de ídolo do histórico clube paulista.

Dois títulos mundiais numa carreira de 16 anos com a canarinha

Gilmar foi internacional brasileiro entre 1953 e 1969 (ano em que se retirou dos relvados), tendo somado 94 internacionalizações e participado nos campeonatos do Mundo de 1958, 62 e 66.

Se no campeonato do Mundo de 1966 em Inglaterra, Gilmar não tenha sido feliz, pois apenas efectuou dois jogos e acabou eliminado na fase de grupos, tudo tinha sido diferente em 1958 e 1962, quando o histórico guarda-redes foi peça fundamental da equipa brasileira que conquistou os campeonatos do Mundo na Suécia e no Chile.

A última internacionalização de Gilmar foi a 12 de Junho de 1969 num jogo particular com a Inglaterra disputado no Maracanã, que o Brasil venceu por duas bolas a uma.

Um guarda-redes que marcava a diferença pela frieza

Gilmar era um guarda-redes que parecia sempre imperturbável, não esboçando qualquer reacção especial no seguimento de uma grande defesa ou de um frango.

Alto, calmo, corajoso e elástico, o internacional brasileiro tinha todas as qualidades exigidas a um guarda-redes de topo, tendo mantido-as durante toda a sua carreira e dando inclusivamente a ideia de as refinar com o passar dos anos.

Diz-se que um dia, após a conquista das taças intercontinentais pelo Santos de Gilmar, perguntou-se a Lev Yashin se ainda se achava o melhor guarda-redes do Mundo e o soviético, de pronto, atirou: “Eu o melhor guarda-redes do Mundo? Não! É Gilmar.” Naquele momento, talvez Yashin tivesse toda a razão…

Read Full Post »

Elias é internacional canarinho

O reforço mais caro da história do Sporting Clube de Portugal é um médio-centro internacional brasileiro de grande pulmão e boa qualidade técnica que, a espaços, faz lembrar o ex-jogador do Benfica, Ramires. Falo, obviamente, de Elias.

Nascido a 16 de Maio de 1985 em São Paulo, Brasil, Elias Mendes Trindade fez todo o seu percurso como jogador juvenil no Palmeiras, ainda que nunca tenha envergado a camisola do clube paulista como sénior.

Após abandonar o Palmeiras, iniciou a sua carreira profissional em 2005, no Náutico, tendo passado depois pelo São Bento, Juventus (São Paulo) e Ponte Preta. As boas exibições realizadas, nomeadamente no Ponte Preta onde foi vice-campeão paulista em 2008, valeram-lhe a transferência para o Corinthians.

O novo reforço leonino deixou saudades no Timão

Um ídolo da torcida no Corinthians

Elias permaneceu no Timão entre 2008 e o final de 2010, tendo realizado 160 jogos (58 golos) pelo clube paulista e sendo visto como um dos grandes ídolos dos exigentes adeptos do gigante brasileiro. No Corinthians, o internacional brasileiro ajudou o clube a regressar à primeira divisão logo em 2008, e foi peça fundamental nas conquistas do campeonato paulista e da Taça do Brasil no ano de 2009.

Essa ascensão meteórica ao serviço do Timão, valeu a Elias a chegada a internacional brasileiro e, também, uma transferência para o Atlético de Madrid a meio da temporada 2010/11. Contudo, no clube madrileno, Elias nunca confirmou na totalidade o que demonstrou ao serviço do Corinthians, transferindo-se neste defeso para o Sporting por 8,8 milhões de euros.

Elias já é sócio do Sporting

Um guerreiro com boa técnica

Elias é um médio-centro de enorme pulmão, daqueles que não param um segundo em constantes transições defesa/ataque e ataque/defesa e actua sempre no limite das suas forças.

Rápido, inteligente em termos tácticos e com boa técnica, é ideal para funcionar como elemento mais ofensivo de um duplo-pivot, ainda que também funcione muito bem como interior-direito ou mesmo médio-direito.

Com uma boa meia-distância e aparecendo muitas vezes em zona de tiro, é jogador para ajudar a resolver os problemas de finalização do Sporting, até porque o internacional brasileiro costuma terminar as temporadas com uma excelente média de golos.

Em suma, um reforço muito caro, mas que, pelas suas características, poderá ser bastante útil para a equipa leonina nesta temporada de 2011/12.

Read Full Post »

Lino tem sido peça chave no PAOK

Foi uma das contratações mais estranhas do FC Porto. Após uma boa época na Académica, percebeu-se que Lino até era um jogador com talento, todavia, já tinha 30 anos, sendo pouco provável que, nessa idade, tivesse uma oportunidade para jogar num grande clube português. No entanto, de forma bastante surpreendente, o FC Porto acabou por avançar para a sua contratação para a época 2007/08, deixando o lateral-esquerdo no plantel por temporada e meia, onde Lino efectuou 23 jogos (apenas nove para o campeonato) e ficou conhecido entre os adeptos pelo pouco carinhoso de “Pinolino”.

Actuou em vários clubes brasileiros antes de chegar a Portugal

Dorvalino Alves Maciel “Lino” nasceu a 1 de Junho de 1977 em São Paulo e iniciou a sua carreira no Corinthians em 1997. Após essa experiência, iniciou um périplo por vários clubes brasileiros como o São Caetano, Figueirense, São Paulo, Bahia, Fluminense e Juventude, nunca ficando mais do que um ano seguido em qualquer um desses clubes.

Ainda assim, principalmente no Figueirense, São Paulo, Bahia e Fluminense, o lateral-esquerdo conseguiu actuar com regularidade e assumir-se como um lateral/ala-esquerdo de boa qualidade individual.

Chegou à Académica no defeso de 2006/07 e ao FC Porto na época seguinte

Após quase uma década a jogar no futebol profissional brasileiro, Lino, aos 29 anos, conheceu a primeira experiência europeia, assinando pela Académica de Coimbra. Nos estudantes fez uma extraordinária época em termos individuais, marcando cinco golos em 33 jogos e ajudando a briosa a garantir a manutenção no principal escalão do futebol nacional.

Apesar da boa temporada, tratava-se de um jogador de 30 anos e, por certo, poucos esperaram a surpreendente mudança para o FC Porto, que o acolheu no defeso de 2007/08. No Dragão, todavia, cedo se percebeu que seria uma contratação de pouco sucesso, pois o jogador pouco jogou para o campeonato e, quando actuou, foi sempre muito criticado, sendo que em época e meia apenas viveu um momento de alguma glória, quando marcou um golo (o seu único no FC Porto) ao Fenerbahçe, num jogo em que os portistas venceram os turcos (3-1) para a “Champions”.

Tornou-se peça fundamental do PAOK

Assim sendo, e já com a pouco carinhosa alcunha de “Pinolino”, o brasileiro haveria de deixar o Dragão no início de 2009, mudando-se de armas e bagagens para a Grécia e para o PAOK Salónica.

No histórico clube da Macedónia (A região grega, não confundir com o país a norte…), Lino assumiu-se como peça importantíssima do onze, somando 94 jogos (7 golos) em todas as competições que o PAOK disputou durante as últimas duas épocas e meia.

Neste momento, já com 34 anos, e ainda no activo no clube de Salónica, percebe-se que não seria o reforço ideal para aquele FC Porto que, em tempos, decidiu contratá-lo, mas também não merecia a alcunha de “Pinolino” que alguns azuis-e-brancos teimaram em colar-lhe.

Read Full Post »

Liedson quererá despedir-se com vitória

A principal atracção da ronda 18 do campeonato nacional é a mais que previsível despedida de Liedson que, possívelmente, irá fazer o último jogo de verde-e-branco, em Alvalade, diante da Naval, ainda que os leões ainda tentem prolongar a sua estadia até ao final de Fevereiro, em virtude do Corinthians ter sido eliminado precocemente da Taça dos Libertadores. Nos outros jogos da jornada, destaque para a recepção do líder FC Porto ao aflito Rio Ave a para a deslocação do Benfica a Setúbal para defrontar os pupilos de Manuel Fernandes.

FC Porto – Rio Ave

Apesar da excelente campanha no campeonato nacional, o percurso do FC Porto nas taças não tem sido tão famoso, pois os dragões já foram eliminados da Taça da Liga e, com a derrota caseira (0-2) diante do Benfica na primeira mão da meia-final da Taça de Portugal, também estão bem perto de abandonarem a prova rainha do futebol português. Assim sendo, perante um aflito Rio Ave, torna-se importantíssimo para que o FC Porto vença para manter os níveis de confiança elevados e impedir que o Benfica se aproxime na luta pelo título nacional.

V. Setúbal – Benfica

Moralizado pelo recente triunfo no Dragão (2-0), o Benfica desloca-se a Setúbal, onde irá defrontar uma equipa relativamente tranquila pelos sete pontos que tem de avanço em relação à linha de água. Trata-se de um jogo complicado para os encarnados, mas o Benfica é obrigado a vencer para continuar a ter hipóteses de revalidar o título nacional, pois, apesar de ter uma partida a menos, as águias já estão a onze pontos do FC Porto.

Sporting – Naval

Ao Sporting já pouco mais resta que defender o terceiro lugar e terminar o campeonato com o máximo de dignidade possível. Neste jogo com a equipa da Figueira da Foz, o principal motivo de interesse é mesmo a mais do que provável despedida de Liedson, que deverá querer despedir-se de Alvalade e do Sporting com um triunfo perante uma equipa da Naval que pena no último lugar da tabela classificativa.

Os outros jogos da jornada 18

Outro dos grandes jogos da ronda dezoito é a recepção do V. Guimarães, quarto classificado, ao Nacional, sexto. Um jogo entre duas equipas separadas por três pontos e que lutam pelo acesso às competições europeias. A jornada conclui-se com o Marítimo-Sp. Braga, Portimonense-Paços de Ferreira, Académica-Beira-Mar e União de Leiria-Olhanense.

Read Full Post »

Domingos da Guia revolucionou a posição de defesa-central

Chamavam-lhe o “divino mestre” e, na verdade, foi um jogador revolucionário, pois numa altura em que os defesas-centrais eram sinónimo de agressividade e pontapé para a frente, Domingos da Guia era um defesa-central de fino recorte técnico, que sabia ter a bola no pé e subir no terreno com ela bem redondinha. Com grande capacidade de drible e excelente visão de jogo, o defesa-central brasileiro conseguia ser o primeiro elemento ofensivo das suas equipas, driblando adversários e mostrando uma habilidade inexistente, até aí, num jogador dessa posição. Nos dias de hoje, há mesmo quem diga que foi o melhor “zagueiro” brasileiro do Século XX.

Nascido a 19 de Novembro de 1912, Domingos da Guia iniciou a sua carreira em 1929, ao serviço dos cariocas do Bangu, onde permaneceu por três anos. Depois, haveria de representar clubes de três países diferentes e onde, curiosamente, ganhou títulos em todos: Nacional (campeão uruguaio em 1933), Vasco da Gama (campeão carioca em 1934) e Boca Juniors (campeão argentino em 1935).

Em 1936, haveria de transferir-se para o clube onde teve mais impacto na sua carreira, o Flamengo. Nessa equipa carioca, esteve por sete temporadas, fazendo mais de 200 jogos e conquistando o campeonato carioca em 1939, 1942 e 1943.

Antes do final da sua carreira, ainda esteve nos paulistas do Corinthians (1943-1947) e, em 1948, regressou ao Bangu, onde terminou a sua carreira de futebolista um ano mais tarde.

Internacional brasileiro por 30 ocasiões, foi considerado o melhor defesa do Mundial de 38, onde mostrou ao mundo toda a sua técnica, velocidade e habilidade, provando que um defesa-central não tem de ser só um jogador para dar pancada, mas, também, o primeiro elemento do processo ofensivo de uma equipa.

O legado dessa mudança de paradigma no futebol pertence a este magnífico defesa chamado Domingos da Guia, mas eternizado como o “divino mestre”.

Read Full Post »


Bruno César é um craque do "Timão"

Muitas vezes se diz que no Brasil não existem números dez modernos e que apenas existem médios ofensivos clássicos, daqueles que jogam quase parados e que dificilmente se vão impor no futebol europeu. No entanto, essa é uma ideia errada e um bom exemplo disso é o fantástico número 10 do Corinthians: Bruno César.

Nascido a 3 de Novembro de 1988, Bruno César Zanaki passou pelas camadas jovens de clubes como o União Barbarense, Bahia e São Paulo, antes de começar a jogar regularmente como profissional em 2009, ao serviço do Ulbra.

No Ulbra rapidamente deu provas de ser um jogador com um talento acima do normal e, assim, nesse mesmo ano, passou para o Noroeste (26 jogos, 8 golos). Posteriormente, no final de 2009 e início de 2010, actuou no Santo André (23 jogos, 6 golos) onde continuou a mostrar ser um número dez de grande classe, visão de jogo e sentido de baliza.

Essas grandes exibições ao serviço desses pequenos clubes do Estado de São Paulo levaram Bruno César, já este ano, para o Corinthians, onde se tem assumido como a grande estrela do “Timão”. Em 29 partidas, o dez canarinho já conseguiu fazer 15 golos e, de jogo para jogo, tem evoluído o seu futebol de forma rápida e consistente, percebendo-se que, em breve, irá dar o salto para o futebol europeu.

Atleta rápido, inteligente e com técnica apurada, Bruno César é o jogador ideal para actuar atrás de um ponta de lança num sistema 4-2-3-1, podendo, também, ser bastante produtivo como vértice mais ofensivo do meio campo num 4-3-3. Com grande visão de jogo e um sentido de baliza pouco usual num “dez”, Bruno César deverá chegar à selecção canarinha num futuro próximo e seria uma excelente aquisição para qualquer grande português.

Read Full Post »

Older Posts »