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Posts Tagged ‘Coventry City’

Mifsud é um avançado talentoso

Está sem clube aquele que é, provavelmente, o jogador mais credenciado de sempre do futebol maltês e que jogou em clubes como o Kaiserslautern e o Coventry City: Michael Mifsud.

Nascido a 17 de Abril de 1981 em Pietà, cresceu futebolísticamente nas escolas do Sliema Wanderers, estreando-se na equipa principal desse clube maltês na temporada 1997/98. Após essa temporada de adaptação, tornou-se, rapidamente, na principal estrela do Sliema e, até 2001, fez 80 jogos e 60 golos pelo histórico clube de Malta.

Após ter estado perto do Manchester City, Mifsud acabou por, em 2001, transferir-se para o Kaiserslautern, que estava muito impressionado com as qualidades do ponta de lança. Ainda assim, durante três anos e meio, Michael Mifsud passou mais tempo na equipa B dos alemães do que na principal, terminando a sua estadia no Kaiserslautern com apenas dois golos marcados (21 jogos).

Posteriormente, regressou por meia época ao Sliema (12 jogos, 8 golos), antes de voltar a emigrar, desta feita para a Noruega e para o Lillestrom. Nos nórdicos, permaneceu duas temporadas (2005 e 2006), marcando 17 golos em 48 jogos e provando toda a sua qualidade de avançado móvel e com boa capacidade finalizadora.

Com o final do seu contrato com o Lillestrom, Mifsud, em Janeiro de 2007, transferiu-se para o Coventry City, onde, durante cerca de dois anos, foi quase sempre titular e um jogador importantíssimo, fazendo 16 golos em 86 jogos pelo clube inglês.

Contudo, a partir de 2009, o internacional maltês passou a ter dificuldades em arranjar um clube consentâneo com a sua qualidade e, ao longo deste tempo, apenas actuou durante poucos meses, primeiro nos ingleses do Barnsley (15 jogos, 2 golos) e, mais recentemente, no Valetta (7 jogos, 7 golos) do seu país natal.

Rápido, tecnicista, muito móvel e ideal para jogar ao lado de um avançado mais fixo num 4-4-2, é, também, um jogador que remata muito bem à baliza e que, por isso, marca muitos golos. Com a experiência de ter 29 anos, 76 internacionalizações (25 golos) por Malta e de ter passado por vários e diferentes campeonatos europeus, é um jogador a ter em conta por equipas da classe média em Portugal.

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Chippo no FC Porto

As apresentações do FC Porto costumavam ter sempre uma surpresa e essa surpresa era, invariavelmente, um jogador de futebol. Esse elemento seria, supostamente, a cereja em cima de um bolo (leia-se plantel) que se esperava ganhador e que mantivesse a habitual hegemonia dos dragões no futebol nacional. Realmente, algumas vezes surgia um jogador de qualidade, que era simplesmente útil ou inclusivamente fazia a diferença. No entanto, outras vezes surgiam jogadores cuja qualidade era pouco mais que nula e que apenas serviriam para aumentar, exponencialmente, o nível de assobios no antigo Estádio das Antas. Um exemplo deste último caso foi um trinco marroquino apresentado no início da época 1996/97: Youssef Chippo.

Chippo iniciou a sua carreira no KAC Kenitra do seu país natal, onde se estreou aos 18 anos e onde permaneceu por quatro temporadas antes de emigrar para a Arábia Saudita, onde jogou no Al-Hilal na época de 1995/96.

As exibições ao serviço do clube saudita levaram-no à selecção de Marrocos e deixaram de água na boca um olheiro portista que talvez tenha visto o jogo da vida de Youssef Chippo, pois só isso explica que o tenha indicado como contratação válida para a época 1996/97.

Apresentado com pompa e circunstância, Chippo era referenciado como um médio centro com grande qualidade defensiva, mas que também sabia incorporar-se na manobra ofensiva. Infelizmente para os azuis e brancos, o internacional marroquino, ao longo de três temporadas, revelou-se um jogador fraquinho tecnicamente, duro de rins e com pouca qualidade tanto defensiva como atacante.

Ainda assim, Chippo nunca impediu o FC Porto de conquistar títulos e a prova disso é que, no período em que esteve nos dragões, os azuis e brancos foram sempre campeões. No entanto, os mais supersticiosos não acreditavam que pudesse haver uma relação entre os títulos e o internacional marroquino, mas a verdade é que, após a sua saída no final da época 1998/99, a equipa portista esteve três anos seguidos sem conquistar o título nacional…

Alheio a essa suposta maldição, Chippo continuou a sua carreira em Inglaterra e no Coventry City. Chegou para jogar na Premier League, mas durou apenas duas temporadas essa viagem pela primeira liga do futebol inglês, não porque tenha saído do Coventry e de Inglaterra, mas porque rapidamente ajudou os “sky blues” a descerem à segunda divisão.

No segundo escalão do futebol inglês esteve duas temporadas, sendo que na primeira ajudou o Coventry City a terminar no meio da tabela, mas, na segunda, foi um dos obreiros de uns “sky blues” que ficaram a apenas quatro pontos de descerem à terceira divisão.

Percebendo que o abismo esperava o seu clube, o Presidente do Coventry rapidamente dispensou Chippo que, assim, em 2003, foi jogar para o Qatar, onde, por certo, ganhou muito dinheiro no Al-Saad e Al-Wakrah. Depois de três temporadas no Qatar, voltou a Marrocos e ao Kenitra, onde fez mais uma temporada.

Já com uma carreira longa, Chippo não se rendia à retirada e ainda tentou, em 2007, voltar à Europa por duas ocasiões. No entanto, as experiências no Hibernian da Escócia e no Hammarby da Suécia terminaram sempre com os clubes a abdicarem da aquisição do internacional marroquino.

Após esses fracassos, Chippo retirou-se definitivamente do futebol, mas ainda hoje se orgulha de ter vestido a camisola marroquina por 62 vezes (8 golos) e de, um dia, ter representado um dos maiores clubes da Europa, o Futebol Clube do Porto.

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