Feeds:
Artigos
Comentários

Posts Tagged ‘Cristian Rodríguez’

Rudnevs evitou quinta-feira sem derrotas

Numa quinta-feira de grandes emoções, o futebol português tem razões para sorrir, pois todas as quatro equipas envolvidas nos dezasseis avos de final da Liga Europa garantiram resultados que lhes permitem sonhar com a passagem aos oitavos de final da prova. Os dragões, pela vitória em Sevilha (2-1), são os que se encontram mais perto desse objectivo, contudo, o Benfica, que venceu o Estugarda (2-1) na Luz, o Sporting que empatou em Glasgow diante do Rangers (1-1) e, até, o Sporting de Braga que perdeu num enorme manto de neve, diante do Lech Poznan (0-1), têm grandes hipóteses de seguirem em frente.

Benfica 2-1 Estugarda

A primeira parte dos encarnados foi má demais para ser verdade. Uma equipa desligada, sem alma e, até, a parecer que olhava o seu adversário do alto de uma pseudo-superioridade que não se verificava no relvado. Assim sendo, foi sem surpresa que os germânicos alcançaram a vantagem no marcador graças a um golo de Harnik (21′).

Veio o intervalo, provavelmente uma dose de gritos de Jorge Jesus, e o Benfica surgiu transfigurado na segunda metade. De facto, os encarnados passaram a pressionar e a empurrar o seu adversário às cordas, reduzindo-o a uma mediocridade que esteve longe de aparentar no primeiro tempo.

Dois golos foram marcados, um por Cardozo (70′) e outro por Jara (81′), mas muitos outros ficaram por concretizar, devido à falta de pontaria dos avançados encarnados e, também, graças à boa exibição do guarda-redes Ulreich.

Ainda assim, este 2-1, aliado ao facto do Estugarda estar longe de ter uma equipa que possa meter grande medo, abre excelentes perspectivas do Benfica superar esta ronda e passar aos oitavos de final da Liga Europa.

Lech Poznan 1-0 Sp. Braga

O frio e a neve assustavam, mas a verdade é que o Sp. Braga, durante toda a primeira parte, foi uma equipa adulta, segura e pressionante, controlando totalmente o jogo, mesmo que não tenha criado grande perigo para a baliza da equipa polaca.

No entanto, após o descanso, a equipa minhota perdeu a frieza do primeiro tempo, parecendo ficar amedrontada com o passar dos minutos. Foi recuando, recuando e apostando quase todas as suas fichas na segurança da sua defesa e, acima de tudo, do guarda-redes Artur Moraes.

Infelizmente para o conjunto português e apesar da excelente exibição do guarda-redes brasileiro, este foi incapaz de suster o remate de Rudnevs (72′) que garantiu uma preciosa mas magra vitória do Lech Poznan por uma bola a zero. Em suma, tudo em aberto para a segunda mão, em Braga.

Sevilha 1-2 FC Porto

Deve estar escrito em algum manual celestial, mas o certo é que o FC Porto costuma ter estrelinha em Sevilha. Ontem, no Sanchez Pizjuan, os azuis e brancos fizeram uma primeira parte sóbria, sem grandes rasgos, mas a suficiente para controlar uma equipa andaluza extremamente dependente do jogo pelas alas para criar perigo. Assim sendo, quando o árbitro apitou para o intervalo, o zero a zero justificava-se plenamente pelo que as equipas fizeram dentro do terreno de jogo.

Após o descanso, todavia, o Sevilha apareceu mais pressionante do que nos primeiros quarenta e cinco minutos, ainda que, curiosamente, acabou por ser o FC Porto a abrir o activo, naquele que foi o seu primeiro lance de perigo do segundo tempo. Livre de James Rodríguez e Rolando, com um toque subtil, a desviar de Palop e a fazer o 0-1.

A perder, os andaluzes arregaçaram as mangas e foram para cima do conjunto português, que passou um mau bocado. Kanouté, aos 65 minutos, empatou a partida e, aos 77 minutos, falhou inacreditavelmente a reviravolta. Luís Fabiano, de cabeça, também esteve perto do 2-1.

Contudo, no meio do vendaval ofensivo dos sevilhanos, quando já poucos acreditavam nessa possibilidade, Cristian Rodríguez aproveitou um erro crasso de Fazio, avançou, chocou com Palop e, na recarga, Freddy Guarín atirou para o 2-1, garantindo aos azuis-e-brancos um excelente resultado para a segunda mão a disputar no Estádio do Dragão.

Glasgow Rangers 1-1 Sporting

O Sporting é, neste momento, uma equipa que por vezes quebra à menor dificuldade, mas ontem, no inferno do Ibrox, foi uma equipa generosa que, mesmo sem fazer uma grande exibição, alcançou um resultado que lhe abre excelentes perspectivas para o jogo da segunda mão.

Durante a primeira parte, assistiu-se a um pacto de não agressão entre portugueses e escoceses, com os lances de perigo a serem muito escassos, salvo as excepções de um remate cruzado de Hélder Postiga (39′), um remate ao lado de Whittaker (40′) e um lance em que Yannick (43′), isolado perante McGregor, desperdiçou.

Contudo, na segunda metade, os protestantes perceberam que o zero a zero não seria um bom resultado para levarem para o Alvalade XXI e aumentaram ligeiramente o ritmo de jogo para tentarem chegar ao golo. Ainda assim, a sua fraca qualidade técnica limitava-os de sobremaneira, percebendo-se que só seriam realmente perigosos em lances de bola parada e/ou cruzamentos para a área.

Sem surpresa, foi assim que chegaram ao 1-0. Aos 68 minutos, na sequência de um pontapé de canto de Weiss, Whittaker, de cabeça, não perdoou e colocou o Glasgow Rangers em vantagem.

Apesar da desvantagem, Paulo Sérgio sabia que esta equipa escocesa está longe de ser um colosso do futebol europeu e, assim, apesar de algo tardiamente, decidiu fazer alguma coisa, lançando Matías Fernandez e Saleiro. Curiosamente, foi na sequência de uma abertura de Saleiro para o cruzamento de João Pereira que surgiu o golo do chileno Matías, que, solto de marcação, atirou de cabeça para o empate (1-1).

Estávamos no minuto 89, mas este Sporting é uma equipa extremamente intranquila e, até ao apito final, ainda sofreu um bocado, ainda que, aí, Rui Patrício tenha estado em grande nível, segurando este 1-1, que dá todas as condições do Sporting, em Alvalade, confirmar o apuramento.

Anúncios

Read Full Post »

Hulk marcou o golo da vitória portista

O FC Porto venceu, em casa, o Vitória de Setúbal por uma bola a zero e, assim, manteve a vantagem de oito pontos perante o Sport Lisboa e Benfica (venceu a Olhanense por 2-0) no topo da Liga Zon Sagres. Num jogo pouco conseguido dos dragões, valeu um golo de Hulk na sequência de uma grande penalidade muito duvidosa. Nesta ronda, destaque para o regresso aos triunfos do Sporting (venceu em Portimão por três bolas a uma) e para o afundar do Sp. Braga que, ao perder em Leiria (1-3), alcançou a sexta derrota da época em jogos do campeonato.

FC Porto 1-0 V. Setúbal

Os dragões, talvez cansados da partida de Viena, entraram pouco acutilantes na partida e, perante um Vitória que se fechava muito no seu último reduto, não criavam grande volume de jogo para a baliza de Diego, ainda assim, jogadores como Rodríguez, Guarín ou Moutinho estiveram perto do golo.

Ao minuto 40, Belluschi, de livre directo, atirou à trave e esse lance foi uma espécie de prefácio para o golo do FC Porto, que surgiu, logo a seguir, após um penalti assinalado após pretensa falta de Collin sobre Falcao na área de rigor. Na conversão do castigo, Hulk não perdoou e colocou os portistas a vencer por uma bola a zero. O FC Porto chegava ao intervalo a vencer.

Na segunda metade, os visitantes surgiram mais atrevidos e o FC Porto baixou ainda mais o ritmo, pretendendo que o desafio escoasse até final sem peripécias de maior. Na verdade, a sua missão quase era cumprida na perfeição até que, ao minuto 89, os sadinos conquistam uma grande penalidade.

Jaílson, na conversão, faz a igualdade, mas o árbitro entendeu que a grande penalidade deveria ser repetida. Nessa segunda tentativa, o mesmo Jaílson encheu o pé, mas a bola acabou por subir em demasia e só parar nas bancadas do Dragão.

Pouco depois, terminava a partida com vitória difícil de uma equipa portista que esteve muitos furos abaixo do que já nos habituou.

Benfica 2-0 Olhanense

Os encarnados entraram mal no jogo e, nos primeiros minutos, foi mesmo a equipa algarvia a assumir-se como mais perigosa, perante um Benfica que não funcionava e em que as principais estrelas como Aimar ou Fábio Coentrão estavam muito abaixo do habitual.

Na verdade, na primeira parte, o Benfica pouco fez e acabou por ser feliz num lance em que um cabeceamento inofensivo de Cardozo (42′) foi mal interceptado por Moretto e acabou, caprichosamente, no fundo da baliza visitante.

Após o descanso, as águias subiram de produção e, mesmo sem fazerem uma grande exibição, acabaram por ver Saviola (80′) ampliar a vantagem e conquistaram uma vitória justa, mas sem qualquer brilho, diante do Olhanense (2-0).

Com este resultado, o Benfica mantém-se a oito pontos do FC Porto e aumentou para cinco, a diferença em relação ao terceiro classificado que, neste momento, é o Sporting.

Portimonense 1-3 Sporting

Os algarvios entraram melhor no encontro, mas o domínio que conseguiram durou pouco tempo, sendo que, à passagem do quarto de hora, os leões já controlavam os destinos da partida.

Ainda assim, aos 23 minutos, quando Hélder Postiga abriu o activo após uma sucessão de ressaltos, talvez fosse um castigo demasiado pesado para o Portimonense. Contudo, ironia das ironias, a equipa algarvia acabou por chegar ao empate, num golo de Pires (38′), quando, valha a verdade, também não o merecia.

Após o 1-1, pensou-se que o jogo escoasse até ao intervalo sem grandes motivos de interesse com os treinadores a aproveitarem o intervalo para corrigirem os erros que haviam detectado. Todavia, o Sporting não esteve pelos ajustes e, até ao final do primeiro tempo, conseguiu marcar por duas vezes, graças a golos de Maniche (43′) e André Santos (45′). Agora, a vencer por 3-1, o Sporting tinha o jogo praticamente decidido.

Assim sendo, na segunda metade, a equipa verde e branca limitou-se a gerir o desafio sem grandes problemas, controlando, facilmente, o pouco perigo que o Portimonense criava e que surgia, quase sempre, dos pés de Candeias.

Como tal, foi com relativa facilidade que a equipa leonina manteve o 3-1 até final, garantindo, assim, a subida ao terceiro lugar na Liga Zon Sagres.

Nos outros jogos da ronda 13, destaque para o surpreendente empate do Vitória de Guimarães, em casa, diante do Paços de Ferreira (1-1) que lhe custou o terceiro lugar e para a sexta derrota dos arsenalistas no campeonato, desta feita, em Leiria, por três bolas a uma.

O outro resultado da ronda 13 foi o Rio Ave 1-1 Beira-Mar, sendo que o Nacional-Naval e o Académica-Marítimo ainda não se realizaram.

Read Full Post »

Esta época o Porto sentiu a falta de Lucho

Sim, é verdade! A época acabou e não foi o FC Porto que festejou. É estranho, não é? Os adeptos portistas foram habituados a ganhar e quando isso não acontece fica uma sensação de vazio. Esta época, infelizmente, os nossos adversários foram mais fortes e a nossa equipa acordou demasiado tarde.

Jesualdo Ferreira disse sempre que no fim faziam-se as contas. E, fazendo as contas, o FC Porto terminou na 3º posição, com 68 pontos, a oito do campeão e a três do vice-líder. Apesar de a boa recta final, os dragões não conseguiram garantir um lugar de acesso à Liga dos Campeões, o que será um rombo no orçamento.

Mas, afinal, o que correu mal? Comecemos pelo princípio!

O FC Porto partiu para esta temporada sem os dois melhores jogadores das últimas quatro temporadas: Lisandro e Lucho. O primeiro foi facilmente “esquecido” pelo adeptos, como mostram os 25 golos marcados por Falcao, embora sem “Licha” a equipa mudasse a sua forma de jogar. Lisandro López é um avançado mais móvel, que joga facilmente na ala e que vinha regularmente buscar a bola atrás, enquanto o colombiano é um atacante mais fixo.

Se na zona mais avançada a equipa não teve problemas, o mesmo não se pode dizer da linha intermédia. Durante quatro temporadas, o onze jogava ao ritmo de “El Comandante” e foi muito difícil colmatar a ausência do médio argentino. Em minha opinião, Rúben Micael veio tarde e Guarin impôs-se só perto do fim. Em relação a Belluschi, penso que é jogador que terá mais liberdade se jogar mais perto dos avançados.

Em segundo lugar, três jogadores preponderantes na época anterior estiveram em claro sub-rendimento: Bruno Alves, Raul Meireles e Cristian Rodriguez. O central, a quem se esperava que transmitisse a mística portista, passou a temporada amuado por não ter saído e teve atitudes pouco dignas de um capitão. Já os restantes tiveram uma série de lesões, o que prejudicou o seu rendimento.

Toquei num ponto sensível: as lesões. Por vezes, o sucesso de uma equipa depende da inteira disponibilidade dos jogadores mais preponderantes. E, nisso, Jesualdo Ferreira teve azar. Para além dos já referidos Meireles e Rodriguez, houve ainda as lesões de Varela, Rúben Micael, Fernando, Fucile e Farias. O centro de estágio do Olival mais parecia um hospital e a segunda linha foi incapaz de colmatar as ausências da primeira. E a juntar a isto, a suspensão de Hulk.

Devo ser o único adepto portista a considerar que a suspensão do avançado brasileiro foi justa e que a redução de 4 meses para 3 jogos foi uma palhaçada. Mas, a verdade, é que Hulk fez falta e com o seu regresso a equipa recuperou a alegria do jogar futebol.

Porém, acho que as lesões tiveram um aspecto positivo. Foi encontrada uma táctica alternativa, algo que estava a faltar, que favorece as características de Guarin, Rúben Micael, Bellushi e, até, do próprio Hulk.

Apesar de o gabinete de prospecção ter enfiado alguns barretes, como Prediguer e Valeri, também houve jogadores que mostraram que têm categoria para jogar no FC Porto. Falcao foi, sem dúvida, o melhor jogador portista esta época – para mim o terceiro melhor jogador da Liga, a seguir a Javi Garcia e Alan -; Alvaro Pereira faz lembrar Bosingwa, só que no lado oposto; Varela calou aqueles que punham em causa o seu valor; e Miguel Lopes demonstrou que seria titular indiscutível no lado direito da defesa, se não fosse a lesão que o afectou no início da época.

Agora, só nos resta conquistar a Taça de Portugal no próximo domingo. O adversário é teoricamente mais fraco, mas é certo que os jogadores do Chaves farão o jogo das suas vidas. Todos os cuidados são poucos, para o FC Porto salvar “a honra do convento”. Mesmo que se efective a conquista da Taça, a época continua a saber a pouco.

Por último, venho falar sobre o próximo treinador do FC Porto. Em minha opinião, penso que Jesualdo devia suceder a Jesualdo. O professor tem mais um ano e o FC Porto arrisca-se a pagar uma rescisão dispendiosa, em tempos de crise e sem os milhões da Champions. Por outro lado, o único treinador português com carisma para treinar os dragões, Domingos Paciência, deverá continuar em Braga, com o objectivo de levar o principal clube local à Liga dos Campeões. Nos últimos jogos, a equipa estava a demonstrar boa dinâmica em todos os sectores e isso poderá ser afectada com a mudança de treinador. É preciso não esquecer que Jesualdo Ferreira tem um bem sucedido passado de azul-e-branco e não é por não ser campeão, numa época em que nem sempre contou com os elementos preponderantes do plantel, que deixa de ser um treinador com qualidade.

Também penso que para a próxima época, Pinto da Costa deverá procurar um médio-defensivo e um lateral-esquerdo, em caso de lesões de Fernando e Alvaro Pereira. Há ainda dois jogadores, Ukra e Castro, que gostaria de ver no plantel principal no próximo ano.

P.S. Aproveito para dar os parabéns aos justos campeões nacionais. O FC Porto não foi pentacampeão, porque encontrou um super-Benfica. O segundo lugar também não foi possível, pois o Braga, que também está de parabéns, demonstrou estar ao nível dos principais clubes portugueses. 

Read Full Post »

O Benfica recebe a Taça de campeão nacional

O Sport Lisboa e Benfica conquistou o trigésimo segundo campeonato da sua história, após vencer o Rio Ave, no Estádio da Luz, por duas bolas a uma. Numa noite feliz para os encarnados, Cardozo fez os dois golos dos encarnados e ultrapassou Falcao, sagrando-se o melhor marcador da Liga Sagres com 26 golos. Tratou-se de um título que assenta bem à equipa mais regular durante a época e bastante valorizado pela excelente campanha do segundo classificado: Sp. Braga; Assim sendo, sem golpe de teatro na questão do título, a surpresa veio do Estádio Afonso Henriques, onde o Vitória foi batido pelo Marítimo (1-2), perdendo o acesso à Liga Europa para os maritimistas… 

 

Benfica 2-1 Rio Ave 

Podia-se esperar que o Benfica entrasse com algum nervoso miudinho neste desafio, mas tudo se facilitou nos primeiros dez minutos. Nesse período, Cardozo aproveitou uma fífia de Gaspar para fazer o 1-0 e Wires acabou expulso por entrada dura sobre Ramires. A partir desse momento, pensou-se que o Benfica iria ganhar com facilidade e que a única questão que se manteria era se Cardozo conseguia ser o melhor marcador. 

Contudo, o Benfica mostrou que, em termos físicos, está muitos furos abaixo de outras alturas da época e não foi capaz de criar grande volume ofensivo perante um bem organizado Rio Ave. Ainda assim, os benfiquistas, que apenas precisavam de um empate, mantiveram-se tranquilos até aos 72 minutos, quando Ricardo Chaves, na sequência de um livre directo, fez o 1-1 e colocou os encarnados à beira de um balde de água fria. 

Com o Nacional-Braga empatado, os benfiquistas temeram a possibilidade de um final trágico que passaria pelo segundo golo de bracarenses e vilacondenses, todavia, nada disso aconteceu, pois apenas seis minutos depois do golo do Rio Ave, Cardozo aproveitou um ressalto e fez o 2-1. Um tento que além de garantir o título das águias, garantia o título de melhor marcador ao atacante paraguaio. 

Já com as bancadas em festa, o jogo terminou pouco depois, permitindo aos adeptos do Sport Lisboa e Benfica festejarem um título que lhes fugia desde 2005. Um título, que foi o fruto do trabalho de um excelente plantel e de alguém que potenciou como ninguém a equipa encarnada: Jorge Jesus. 

Nacional 1-1 Braga 

No Estádio da Madeira, a tarefa do Sp. Braga era hercúlea. A equipa bracarense tinha de vencer o Nacional e esperar por um desaire encarnado, na Luz, diante do Rio Ave. Além disso, pareceu que o Sp. Braga sentiu bastante a pressão do momento e notou-se uma anormal intranquilidade no seio arsenalista, situação que explica as várias oportunidades que desperdiçou no primeiro tempo. 

Se a situação já parecia, por si só, difícil, tornou-se ainda pior com o golo de Edgar Silva, aos 50 minutos. Ainda assim, o Braga não baixou os braços e, sete minutos depois, Rentería aproveitou um passe de Hugo Viana para empatar a partida e dar alguma esperança aos bracarenses. 

Contudo, após o segundo golo do Benfica, os arsenalistas perceberam que o título seria tarefa impossível, baixaram ligeiramente os braços e, assim, o resultado não sofreu mais alterações. Este 1-1  por ser azedo também para o Nacional, que, se tivesse vencido, teria-se qualificado para a Liga Europa 2010/11. 

U. Leiria 1-4 FC Porto 

Este jogo conteve duas histórias distintas. A primeira durou uma hora em que o Leiria marcou um golo por Cássio (23′) e controlou totalmente o desafio; A segunda durou trinta minutos, em que os dragões puxaram dos galões e dominaram totalmente o encontro, acabando por vencer por 4-1, graças a dois golos de Falcao, um de Guarín e um de Rodríguez. Este resultado permitiu aos portistas despedirem-se de forma algo feliz de uma época triste e os dois golos de Falcao permitiram-lhe ter esperança em ser o melhor marcador do campeonato. Infelizmente para o colombiano, no dia seguinte, Cardozo destruiu-lhe esse sonho. 

Leixões 1-2 Sporting 

Em Matosinhos defrontaram-se duas equipas que tiveram uma época para esquecer e o jogo foi a imagem da época de ambas. Num duelo desinteressante e mal jogado, acabou por vencer a equipa leonina, que beneficiou dos golos de Miguel Veloso (16′) e Pedro Silva (55′), diante de um Leixões que apenas fez um golo por João Paulo (82′). Um desafio que apenas serviu para leixonenses e leões colocarem um ponto final numa época para esquecer. 

V. Guimarães 1-2 Marítimo 

O Vitória entrou para este jogo a saber que lhe bastava empatar para se qualificar para a Liga Europa da próxima temporada e tudo pareceu ainda mais fácil quando Valdomiro, na sequência de um livre de Teles, fez, aos 15 minutos, o 1-0 para o Guimarães. No entanto, os vimarenenses falharam o golo da tranquilidade e, em cima do intervalo, Kléber fez o 1-1 que abalou a confiança da equipa local. 

Apercebendo-se desse factor, os pupilos de Van der Gaag foram jogando com o nervosismo vimarenense e, aos 80 minutos, num lance rápido, Kléber bisou e colocou os maritimistas em vantagem. 

Com o empate no Nacional-Sp. Braga, bastava aos madeirenses segurarem a vantagem, situação que foi alcançada, mesmo terminando com Paulo Jorge na baliza devido à expulsão de Peçanha. Uma vitória que colocou o Marítimo no quinto lugar e lhes garantiu a qualificação para a Liga Europa 2010/11. 

 

Os restantes três jogos apenas serviram para definir algumas posições na tabela e tinham pouco interesse. Em Setúbal, o Belenenses venceu a equipa local (2-1) e subiu ao penúltimo lugar; Na Figueira da Foz, a Académica venceu a Naval (1-0) e garantiu o 11º posto; Por fim, Paços de Ferreira e Olhanense despediram-se da Liga Sagres com um empate a duas bolas num bom jogo de futebol. 

  

Read Full Post »

O adepto de futebol pode ter alturas em que está decepcionado com a sua equipa, mas, lá no fundo, acredita sempre na vitória, por mais inesperadas que sejam as probabilidades. Eu sou assim: eu estou muito aborrecido com a época do FC Porto, mas, apesar das recentes exibições desastrosas, acreditei que o meu clube iria conquistar a Taça da Liga e o regresso de Fernando aos treinos deixou-me mais esperançado.

Comecei a perder as esperanças, quando soube que Varela não seria opção para o resto da época. E fiquei com vontade de desligar a televisão no momento do frango de Nuno. Mesmo assim, continuei a acreditar, porque o Porto costuma vender caras as derrotas. Não foi isso, porém, o que aconteceu. Aliás, salvo raras excepções, este dragão anda muito manso e é facilmente derrotado.

Contra o Benfica, o FC Porto voltou a andar perdido dentro de campo e as atitudes irracionais de Raul Meireles e Bruno Alves ao longo da partida são inexplicáveis. Com as saídas de Lucho e Pedro Emanuel, os adeptos contavam com este dois elementos para a continuação da famosa mística e serem vozes fortes no balneário. A verdade é que têm estado em claro sub-rendimento e têm tido atitudes pouco dignas de capitães. Aliás, até fiquei admirado pelo facto de estes dois internacionais terem acabado o jogo.

Do actual plantel, muito poucos são os elementos que merecem vestir a camisola azul e branca. Não há mística, nem empenho. E isso, frente a um rival, é imperdoável. O resultado de 3-0 acaba por ser lisongeiro, pois este super Benfica poderia ter marcado muito mais.

Também reconheço que as ausências de jogadores importantes têm sido nuclear para os recentes maus resultados. Esta época, Jesualdo Ferreira já se viu privado, por largos momentos, de Fucile, Fernando, Raul Meireles, Varela, Rodríguez, Mariano, Hulk e Farias. Deste todos, talvez o mal amado Mariano seja o jogador menos espectacular, mas já provou, por diversas alturas, que é um jogador útil. E neste momento o FC Porto só tem disponível um extremo: Cristian Rodríguez. Claro que isto não é desculpa para os maus resultados, antes pelo contrário, pois as segundas opções deveriam ter melhor qualidade, principalmente a meio-campo. A recente má fase dos dragões está directamente relacionada com a ausência de Fernando, um jogador sem rival no plantel.

Contudo, no caso dos extremos e ponta-de-lanças, não havia muito mais a fazer. O gabinete de prospecção do FC Porto preveniu-se para estas situações de lesões ou castigos nestas posições, mas houve demasiado azar ao mesmo tempo. Também penso que devia ter sido contratado mais um extremo, em Janeiro, para prevenir o longo castigo de Hulk, que já era esperado. Talvez seja altura de apostar em jovens, como Alex e Caetano, embora o primeiro também esteja a contas com uma lesão.

Penso que a chave para a decisão da Taça da Liga esteve mesmo nas aquisições de Inverno e nas segundas opções. Rúben Micael teve um começo promissor no Porto, mas tem vindo a realizar exibições deprimentes. Enquanto os novos elementos do Benfica, Airton, Éder Luís e Alan Kardec, a demonstram ser opções viáveis. Também Carlos Martins e Rúben Amorim provaram ser excelentes alternativas aos habituais titulares.

Por último, queria lamentar os incidentes ocorridos antes do encontro, provocados por adeptos afectos ao FC Porto. Adeptos desses não são dignos da grandeza de um clube como o nosso e nem da arte que é o futebol.

Read Full Post »