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CR7 e Messi representam géneses futebolísticas distintas

CR7 e Messi apresentam géneses futebolísticas distintas

Cristiano Ronaldo e Lionel Messi são, indubitavelmente, os dois melhores jogadores do planeta, encontrando-se, ambos, muito distantes de toda a concorrência, que os observa a quebrarem os inúmeros recordes deixados pelos grandes craques que os antecederam.

Inquestionável, também, é que Cristiano Ronaldo e Lionel Messi apresentam géneses futebolísticas completamente diferentes.

Afinal, o português, que começou igualmente por se destacar essencialmente com a magia que fazia com a bola nos pés, evoluiu para aquilo que podemos chamar de uma máquina perfeita: Finaliza com ambos os pés, é um exímio cabeceador, é explosivo, veloz, forte no um contra um… Um all-round attacker de excelência, que pelo seu desempenho, números e consistência, será o melhor de sempre na posição.

Lionel Messi, por outro lado, nunca abdicou dessa magia inicial, também porque as suas características físicas jamais lhe permitiriam tornar-se no super-atleta para o qual evoluiu o internacional português. Ao invés, apurou ainda mais a sua técnica individual, a sua visão de jogo e, acima de tudo, a capacidade de antecipar jogadas e de estar sempre um ou dois passos à frente dos adversários.

Diante do Bayern de Munique, na vitória “culé” por 3-0, foi isso mesmo que vimos no relvado. Um Lionel Messi, que, quando engrenou, esteve sempre muitos furos acima dos adversários, que pensou mais rápido e executou com excelência, ou não tivesse marcado os dois primeiros golos e oferecido o terceiro a Neymar num passe fenomenal.

É, aliás, muito por aqui que se vêem as diferenças entre Cristiano Ronaldo e Lionel Messi, com o avançado português a ser acima de tudo um finalizador de jogadas de excelência, que precisa essencialmente de estar bem fisicamente para atingir sempre a plenitude das suas capacidades.

Quanto a Messi, esse é mais refém da sua inspiração do que da sua forma física, uma vez que o seu futebol situa-se muito mais na mente do que no seu corpo, situação que, em teoria, o tornaria muito mais propício a picos de forma do que Cristiano Ronaldo.

A questão é que quando Lionel Messi está bem psicologicamente e tem o seu físico naturalmente com os índices mínimos para a alta-competição, não há no planeta, ninguém que, como ele, seja capaz de ser o tal jogador que parece dominar e atingir a excelência em todas as posições do meio-campo para frente, e que muitas vezes demonstra ser capaz de fazer tudo sozinho, desde o processo de criação à conclusão das jogadas.

Afinal, se num contexto mais mecânico do futebol moderno não há ninguém que sequer se aproxime da qualidade de Cristiano Ronaldo, é igualmente inegável que, num contexto de futebol-arte e de criação, e daquilo que ainda nos consegue fazer viajar para o mais romântico futebol do passado, ninguém consegue sequer chegar aos calcanhares de Lionel Messi.

É que este confronto entre Cristiano Ronaldo e Lionel Messi não é apenas um confronto entre dois foras de série, é também um duelo entre duas maneiras de ver e apreciar o futebol e, numa como na outra coisa, todas as discussões são bem-vindas, mas os consensos, esses, naturalmente nunca existirão.

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o duelo Ronaldo vs Messi começa a ser nefasto para o futebol português.

Final do Barcelona-Real Madrid. Portugueses saltam para as redes sociais e ruas para festejar (ou reclamar) do resultado do jogo mais importante do futebol espanhol. “Tudo tem a ver com Portugal”, pensei. Afinal, de um lado estavam os fãs de Cristiano Ronaldo, José Mourinho e da legião portuguesa dos merengues, enquanto do outro estão os que não gostam do perfil algo arrogante do treinador português e do melhor jogador português da actualidade. Apesar de achar que a mente lusitana deveria estar mais preocupada com o final do campeonato português e com os jogos dos nossos clubes, dei o desconto… Até ontem.

Ontem era dia de Barcelona-Chelsea, jogo importantíssimo, imperdível. De um lado, um barça que jogava muito da sua época após ficar praticamente arredado da possibilidade de conquistar a liga espanhola, enquanto do outro, o Chelsea, tinha a hipótese de chegar à segunda final da “Champions” da sua história, numa temporada em que, valha a verdade, as coisas não tem lhe saído como era desejável.

Apurou-se o Chelsea com muito sofrimento à mistura, mas o que mais confusão me fez foi o final da partida. Mesmo com Raúl Meireles e Bosingwa na equipa londrina, a felicidade de alguns pelo Chelsea ter superado os catalães não era por estarem a torcer pelos portugueses da equipa londrina, mas, ao invés, por poderem se congratular com um desaire dos “culés.” “Adeptos do Real Madrid”, pensei imediatamente. Do outro lado da barricada, as virgens ofendidas, que empunhavam a espada do “tiki-taka” e de como a vitória “blue” podia significar algo de muito perigoso para o futebol moderno… “Adeptos do Barcelona”, pensei, preocupado…

E estou verdadeiramente preocupado. Preocupado por aquilo que pode ser um futuro muito sombrio para um crescente futebol português que, lembre-se, está no quinto lugar do ranking UEFA de clubes, não falha uma competição internacional de selecções desde 1998 e tem dos melhores jogadores e treinadores do Mundo.

Transtornado porque os portugueses começam a preocupar-se mais com o Real Madrid e o Barcelona do que com o Benfica, FC Porto e Sporting. Porque alguns já preferem ver os duelos internacionais que a nossa liga e, pior, porque já ficam mais felizes ou tristes quando os catalães ou merengues vencem ou perdem do que se fosse com o clube deles…

Este paradigma poderá fazer com que as crianças de hoje cresçam a preocupar-se mais com a “La Liga” ou outro campeonato internacional, que cheguem a adolescência a ver o Barcelona e o Real Madrid e que quando lhes perguntem o seu clube, não saia um natural clube nacional, mas, ao invés, um “Hala Madrid” ou um “Visca el Barça.”

Este fenómeno, natural em países nórdicos, pois estes, com um historicamente fraco campeonato nacional, sempre olharam com atenção redobrada para o campeonato inglês, começa a enraizar-se perigosamente em Portugal, bastando para isso que se olhe para os “facebooks” deste país que insiste na auto-flagelação, mesmo em aspectos em que somos bons, como é claramente o futebol. Se esta ideia prevalecer, o futuro, são estádios cada vez mais vazios, clubes com cada vez menos dinheiro e uma espiral de auto-destruição que pode voltar a devolver o futebol português aos primórdios da sua história, que é como quem diz os 9-1 da Áustria e os 9-0 da Espanha.

No meio disto tudo, o Sporting, amanhã, joga um dos jogos mais importantes da sua vida, podendo alcançar a terceira final europeia da sua história. Contudo, por mais triste que este pensamento seja, temo que os portugueses continuem demasiado preocupados em discutir a eliminação do Barcelona e o resultado do Real Madrid-Bayern de hoje…

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Mourinho deposita quase todas as esperanças de vencer o Barça em Ronaldo

Mais um duelo entre o Real Madrid e o Barcelona e, como já tem sido (quase sempre) hábito, um domínio total e incontestável dos catalães diante de uns madrilenos mais preocupados em (tentarem) não deixar o Barcelona jogar que em aproveitar os excelentes valores que têm ao dispor no seu plantel para discutirem o jogo com armas semelhantes, ou pelo menos de forma mais digna e consentânea com os históricos pergaminhos de um enorme clube como é o Real Madrid.

Ontem, em pleno Santiago Bernabéu, chegou a ser constrangedor ver a facilidade como o Barcelona trocava de forma segura a bola a todo o campo, perante uma equipa do Real Madrid que não esboçava qualquer reacção para além de recuar em bloco e tentar acertar no jogador do Barcelona que estivesse mais perto para que pudesse parar, constantemente, o ritmo de jogo da equipa de Guardiola.

Na verdade, o 1-2 chega mesmo a ser um resultado simpático, tal foi o domínio do Barça, perante um Real Madrid que apenas existiu nos primeiros quinze minutos, uma altura em que até conseguiu chegar ao golo por mérito desse grande jogador que é Cristiano Ronaldo, mas também por demérito de Piqué, que lhe abriu uma auto-estrada, e Pinto, que abordou de forma muito deficiente o remate do internacional português.

Mas a culpa desta enorme discrepância exibicional entre merengues e catalães também é de José Mourinho que, ontem, fez-me lembrar Jesualdo Ferreira e a sua eterna vontade de inventar em jogos de teor de dificuldade mais elevado, com os (maus) resultados que daí quase sempre advinham.

Perante o plantel que o Real Madrid tinha ao seu dispor para o clássico, seria previsível um onze com Casillas na baliza; um sector defensivo com Sérgio Ramos e Fábio Coentrão nas laterais e Pepe e Ricardo Carvalho no centro; um duplo-pivot no meio-campo com Lass e Xabi Alonso, Özil a “dez”, Ronaldo numa ala, Kaká na outra (ou mesmo Higuaín se quisessem outro tipo de poder de fogo) e Benzema na frente de ataque. Mesmo que quisesse ser mais conservador, havia sempre a hipótese de subir Coentrão para a ala e lançar Marcelo, passando Ronaldo para o flanco direito.

Contudo, Mourinho aproveitou para utilizar um meio-campo com três jogadores quase exclusivamente defensivos (Xabi Alonso, Lass e Pepe), surpreender tudo e todos com a utilização de Altintop na lateral direita (muito esforçado, mas sofreu pesadelos com a acção de Iniesta no seu flanco) e deixar o ataque quase exclusivamente à acção do trio Higuaín-Benzema-Ronaldo.

Durante algum tempo, a estratégia ainda foi resultando, até porque o Barça não estaria à espera de um sistema tão conservador como o utilizado pelo treinador português e, também, pela velocidade e repentismo de Cristiano Ronaldo que, como se sabe, mesmo sozinho e desapoiado, é capaz de ser extremamente perigoso se lhe derem muito espaço como foi o caso do golo que apontou.

No entanto, com o passar dos minutos, os catalães foram se habituando ao sistema e o Real Madrid deixou pura e simplesmente de existir ou, vamos lá, existia mas só do meio-campo para trás, recuado, amedrontado com as movimentações de Messi e companhia, e apenas preocupado em que o jogo terminasse o mais cedo possível.

Ainda pensei, o Real Madrid está a ganhar e isto é uma estratégia para cansar o Barça e procurar fazer o segundo golo em contra-ataque. Mas não, a equipa não esticava com o 1-0, não esticou depois de Puyol empatar a contenda e mal esboçou uma reacção após Abidal ter dado a volta ao resultado. No relvado, restava Pepe a criar conflitos em todos os lances em que intervia, simulando agressões, efectuando entradas duras e, até, pisando de forma intempestiva Messi, num lance que ainda pode custar muito caro ao internacional português.

Uma vez mais, o Real Madrid perdia um jogo com o Barcelona e, mais que isso, perdia de forma clara e sem margem para discussão, mostrando um medo do adversário que deveria envergonhar um clube que sempre foi conhecido pelo futebol atractivo praticado e por enorme cultura de futebol de ataque.

Ontem, ouvi Luís Freitas Lobo dizer que uma coisa é o Real Madrid ser campeão e outra é o Real Madrid ganhar ao Barcelona e estou completamente de acordo. O Real Madrid até poderá ser campeão perdendo todos os jogos com o Barcelona e Mourinho no final recordar que um campeonato se faz em 38 jogos e não em dois contra o Barça, mas devo dizer ao treinador português que já muitos treinadores foram despedidos no Real Madrid sendo campeões e apenas porque o futebol não era o mais apaixonante para o adepto merengue. Além disso, imagine-se que os madrilenos perdem o campeonato (pelo segundo ano consecutivo), a Taça (só um milagre salvará o Real Madrid em Camp Nou) e a Supertaça (que perderam no início da época) para o Barcelona de Guardiola? Restará a “Champions”, mas, aí, também existe Barcelona…

Mourinho tem de repensar o seu futebol e a forma como aborda estes jogos. Ninguém lhe exige nem pode exigir que jogue aberto e sem cautelas porque isso é suicídio perante a equipa catalã, mas o treinador português tem de perceber que mais do que se preocupar em anular o Barcelona, tem de se consciencializar que é necessário criar alguma coisa para vencer. Colocar essa missão exclusivamente nos ombros de Cristiano Ronaldo não é justo nem realista. O português é um fenómeno, mas é humano…

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O avançado letão ao serviço do Vikingur

Se pensam que o melhor marcador de 2011 é Lionel Messi ou Cristiano Ronaldo estão completamente enganados. O atleta que mais golos marcou num campeonato nacional no ano transacto foi o letão Aleksandrs Čekulajevs, que marcou 46 golos ao serviço dos estónios do Narva Trans.

Nascido a 10 de Setembro de 1985 em Riga, Letónia, Aleksandrs Čekulajevs iniciou a sua carreira nas camadas jovens do Auda FK, tendo se estreado profissionalmente em 2006 ao serviço do FK Riga, clube onde apenas fez 6 jogos.

No ano seguinte, de regresso ao Auda FK, fez impressionantes 51 golos em 30 jogos pelo clube das divisões secundárias da Letónia, passando depois para o mais representativo FK Jurmala, onde não se destacou.

Teve experiências na República Checa e Islândia antes de chegar à Estónia

Entre 2008 e 2011, ou seja, antes de chegar ao Narva Trans, Aleksandrs Čekulajevs actuou num modesto clube checo: Nachod Destné, onde fez 11 golos em 18 jogos e também na Islândia, onde, em 2010, fez 10 golos em 17 jogos ao serviço do Vikingur. Números interessantes, mas que não previam o que iria acontecer na temporada de 2011.

De facto, em 2011, o avançado letão transferiu-se para o futebol estónio e para o Trans Narva e haveria de se tornar decisivo no terceiro lugar do clube no campeonato daquele país do Báltico.

Em 35 jogos ao serviço do Narva Trans, o atacante marcou 46 golos, superando mesmo a marca de Cristiano Ronaldo ou Messi no campeonato espanhol. Um número obtido num campeonato de pouca expressão no futebol europeu, mas que, ainda assim, não deve ser ignorado.

Atacante com faro de golo

Aleksandrs Čekulajevs é um ponta de lança de 1,80 metros que faz da velocidade e mobilidade grandes predicados, ainda que seja na forma como aparece quase sempre no sítio certo para facturar que mais de destaque.

Sem grande capacidade técnica ou imaginação, trata-se do puro jogador a quem a bola (quase) só serve para colocar na baliza, seja com os pés ou com a cabeça.

Neste momento, com 26 anos, não será um jogador para um clube de topo do futebol europeu, contudo, deveria dar mt jeito a um clube médio-baixo português, porque, valha a verdade, ninguém marca 46 golos numa época por acaso.

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Paulo Bento levou Portugal ao Euro 2012

Após uma campanha sinuosa que começou pelo escândalo do empate caseiro com Chipre (4-4) e uma derrota pela margem mínima na Noruega (0-1), Portugal conseguiu finalmente o apuramento para o Euro 2012, após golear a Bósnia (6-2) no Estádio da Luz, no decisivo duelo do playoff. Tratou-se de uma vitória inequívoca, perante uma selecção que está em franca evolução, mas que, valha a verdade, ainda não está no nível da equipa portuguesa, que apesar de não ter um conjunto ao mesmo nível do passado recente, conta com alguns jogadores de classe mundial como Pepe, Fábio Coentrão e Nani, e um verdadeiro fora de série como é Cristiano Ronaldo. Ainda assim, após a ligeira euforia do quinto apuramento consecutivo para o campeonato da Europa, importa analisar os possíveis adversários portugueses no certame.

Subida ao Pote 3 poderá não ter trazido vantagens

Com a vitória diante da Bósnia, Portugal subiu do Pote 4 ao pote 3, o que, curiosamente, pode não ter trazido quaisquer vantagens à equipa das quinas. No Pote 3, Portugal fica automaticamente impedido de defrontar as  selecções da Suécia, Grécia e Croácia, mas passa a poder defrontar as equipas do Pote 4, onde existem três selecções equivalentes às anteriores: Dinamarca, República da Irlanda e República Checa e uma quarta, que, valha a verdade, os lusos quererão por todos os meios evitar: França.

Honestamente, deste último pote, Portugal deverá preferir os irlandeses ou os checos, pois são claramente as equipas mais frágeis, enquanto a Dinamarca, apesar da recente vitória em Copenhaga, também não poderá assustar a equipa das quinas. Por outro lado, a França, apesar da má forma recente, é uma equipa que tradicionalmente não vacila diante de Portugal e a sua colocação no mesmo grupo que o lusitano, criaria, quase de certeza, um grupo da morte no Euro 2012.

Parecem cabeças de série mas é apenas o Pote 2

O segundo pote poderia ser, claramente, um pote de cabeças de série. De facto, neste Pote 2 estão as selecções da Alemanha, Itália e Inglaterra, que perfazem oito títulos mundiais e uma Rússia, que, não sendo uma equipa frágil, será claramente a que todas as outras doze selecções vão desejar defrontar deste pote.

Tradicionalmente, Portugal dá-se melhor com a Inglaterra do que com Itália e Alemanha e, sendo assim, a equipa portuguesa deverá desejar os ingleses logo a seguir aos russos (de longe o fruto apetecido). Entre italianos e alemães, apesar do nome fortíssimo de ambos, temos que realçar que actualmente os germânicos estão bem mais fortes que os transalpinos e, a ter de escolher, seria mais “benéfico” a Portugal que lhe saísse a “squadra azzurra” que a “mannschaft”…

Pote 1: o pote dos desequilíbrios 

Apesar de tudo, o pote mais desequilibrado deste campeonato da Europa é claramente  o Pote 1, que tem as duas equipas mais fortes presentes na competição: Espanha e Holanda e, também, duas das mais frágeis: Ucrânia e Polónia.

Ainda assim, tirando a óbvia divisão “dois-dois”, há que realçar que entre espanhóis e holandeses, a preferência tem de ir para a selecção laranja, com quem nos damos tradicionalmente bem, enquanto entre ucranianos e polacos, a preferência acaba por ser indiferente, pois são ambos países organizadores e têm uma selecção de qualidade equivalente.

Haverá algum grupo de sonho ou de pesadelo?

Numa fase final de um campeonato da Europa nunca se pode falar em grupos de sonho, todavia, existem agrupamentos bem mais fáceis que outros e o melhor grupo para Portugal seria claramente algo parecido com isto:

Ucrânia/Polónia
Rússia
Portugal
República da Irlanda/República Checa/Dinamarca

Por outro lado, o oposto também existe, e existem combinações que poderão criar imensas dificuldades a que Portugal supere esta primeira fase do Euro 2012. Num caso de extrema falta de sorte, Portugal poderá encontrar algo semelhante a isto:

Espanha/Holanda
Alemanha/Itália/Inglaterra
Portugal
França

Taça Latina dentro do campeonato da Europa?

Curiosa a possibilidade da existência de uma mini Taça Latina na fase de grupos do campeonato da Europa, com Espanha, Itália, Portugal e França no mesmo agrupamento. Uma ideia interessante, mas que dificultaria e bastante a primeira missão portuguesa para este certame: apuramento para os quartos de final.

Apesar de tudo o que foi dito, só poderemos avançar com uma melhor análise aquela que vai ser a participação portuguesa após os resultados do sorteio da fase de grupos e, para isso, teremos de aguardar pelo dia 2 de Dezembro, onde tudo será decidido. Esperemos que, nesse dia, os deuses da fortuna estejam connosco e nos afastem dos maiores tubarões do futebol europeu.

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A equipa do Euro 2000 deixou saudades

Amanhã, Portugal joga uma cartada decisiva na possibilidade de estar presente no Euro 2012. De facto, basta (quando ouço este basta fico sempre a tremer…) empatarmos na Dinamarca para conquistarmos o quinto apuramento consecutivo para uma fase final de um campeonato da Europa. Um feito de registo, mas que mesmo que seja alcançado, não nos pode afastar de problemáticas que muito nos devem preocupar.

Sei que poderei ser polémico no que vou dizer a seguir, mas, no actual momento, a selecção das Quinas não passa de uma boa equipa. Ideia que por vezes é mascarada pelo facto de contarmos com um dos dois grandes futebolistas do actual contexto futebolístico: Cristiano Ronaldo.

Na realidade, tirando esse fora de série e alguns jogadores acima da média como Fábio Coentrão, Pepe e Nani, Portugal é uma mistura entre bons jogadores e atletas que roçam mesmo a mediania, estando bastante longe das grandes equipas das duas décadas anteriores. Compare-se, por exemplo, os médios Paulo Sousa, Rui Costa e Figo com Raúl Meireles, João Moutinho e Carlos Martins? Aliás, mesmo eternos suplentes de outras gerações como Pedro Barbosa, entrariam de caras no actual meio-campo das quinas.

Neste momento, apenas na lateral-esquerda me parece que Portugal evoluiu verdadeiramente, tendo mantido a qualidade nos flanqueadores ofensivos e, talvez, no centro da defesa, isto, claro, se ainda houvesse Ricardo Carvalho…

O mais incompreensível, na minha opinião, é mesmo a queda acentuada num sector onde sempre fomos fora de série, que é o meio-campo. Há poucos dias, estava a olhar para a selecção da Bélgica (equipa que não vai a uma fase final de uma grande competição desde 2002) e a pensar: Será a tripla Witsel-Fellaini-Defour inferior a Meireles-Moutinho-Martins? E se sair do meio-campo… Lukaku não será melhor que Postiga ou Hugo Almeida? e Kompany e van Buyten não estarão ao nível de Pepe e Bruno Alves?

O futuro não é risonho e o crescente número de jogadores estrangeiros nos três grandes (já nem o Sporting escapa) não irá melhorar o panorama nos próximos tempos. Podemos ter ficado muito orgulhosos com o vice-campeonato mundial de sub-20, mas aquela equipa era uma equipa operária e de pouco talento individual, e, para além disso, não se vislumbra muito espaço para que estes jogadores evoluam convenientemente no campeonato indígena.

Se tudo correr bem, estaremos no Euro 2012 e, pelo grupo de qualificação e por ainda haver Nani e Cristiano Ronaldo na plenitude das suas capacidades, provavelmente estaremos no Mundial 2014 e no Euro 2016 (o alargamento para 24 equipas praticamente o garante), mas, depois de 2016, temos de começar a preparar-nos para algo a que já não estávamos habituados: a ausência dos grandes palcos futebolísticos.

Pode ser que tudo mude e que apareçam vedetas como cogumelos nos próximos tempos, mas, pelo andar da carruagem, é pouco provável que assim seja, restando-nos pensar muito bem neste “futuro” e começar-nos a preparar para tempos em que uma simples qualificação para uma grande competição internacional era festejada como se de uma conquista de um campeonato do Mundo se tratasse…

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Viram-se grandes talentos na Pontinha

Por motivos profissionais, estive presente no Torneio Internacional da Pontinha, onde tive o prazer de ver alguns jogos do escalão de infantis, com equipas de renome como o FC Porto, Benfica, Sporting, Real Madrid e Manchester City, mas também outras equipas mais modestas como o Nacional, o anfitrião Cultural e o primeiro clube onde jogou Cristiano Ronaldo (patrono do Torneio), o Andorinha.

Nesse torneio que o Real Madrid haveria de vencer após superar o Benfica na final, saltaram-me à vista alguns jogadores que me impressionaram e, desses, falarei de três que penso que têm tudo para serem grandes jogadores de futuro: Luca Zidane (guarda-redes), Moreto Cassamá (médio-centro) e Madiu Bari (avançado).

Luca Zidane – Guarda-Redes – Real Madrid CF

Um dos jogadores que me impressionou bastante nesta prova foi o jovem guarda-redes do Real Madrid, Luca Zidane. Filho do mítico Zinedine Zidane, joga numa posição completamente antagónica daquela que foi desempenhada pelo pai, todavia, a qualidade para ser um jogador de grande qualidade está lá.

Rápido, muito bom a sair-se aos cruzamentos e aos pés dos jogadores e extraordinário na ocupação da baliza, Luca Zidane é um guarda-redes muito “adulto” para um elemento que ainda é sub-13, denotando uma frieza e uma maturidade que lhe podem fazer chegar muito alto no Mundo do futebol.

Moreto Cassamá – Médio-Centro – Sporting CP

O Sporting desiludiu nesta prova, não alcançando melhor que a sexta posição, todavia, o seu trinco Moreto Cassamá foi claramente um dos melhores jogadores do Torneio Internacional da Pontinha.

Com uma inteligência posicional fantástica e um enorme pulmão, Moreto Cassamá pautou todo o jogo do Sporting no miolo, mostrando um futebol eficaz, mas de grande qualidade técnica e criatividade, chegando a ser um regalo sempre que o pequeno jogador verde-e-branco tocava no esférico. Claramente um jogador a rever nos próximos tempos, pois trata-se de um diamante pronto a ser lapidado.

Madiu Bari – Avançado – SL Benfica

Na equipa encarnada, vice-campeã do Torneio Internacional da Pontinha, destacaram-se alguns jogadores, mas eu vou deter-me no rápido e oportuno avançado Madiu Bari.

Tanto no centro do ataque como descaído no flanco direito, o atacante do Benfica foi sempre um quebra-cabeças para as defesas adversárias, graças à sua forte capacidade física, grande velocidade e técnica evoluída. Depois, como se essas qualidades não bastassem, trata-se de um jogador muito frio na hora da atirar à baliza, sendo capaz de marcar golos mesmo com o ângulo do remate muito desfavorável. Um avançado de grande talento, pronto a vingar num futebol português que vive grandes carências nessa posição específica.

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