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Posts Tagged ‘Croácia’

Marko Rog é um talentoso

Marko Rog é um talentoso “dez”

No modesto RNK Split, actual sexto classificado do campeonato croata, actua um dos mais promissores médios-ofensivos da Europa de Leste, mais concretamente o jovem Marko Rog, futebolista de apenas 19 anos que já conseguiu inclusivamente estrear-se na selecção A da Croácia.

Trata-se de um futebolista nascido a 19 de Julho de 1995 em Zagreb, Croácia, e que começou a sua carreira no NK Varazdin, ainda que apenas tenha saltado para a ribalta nesta temporada de 2014/15, assumindo-se como o grande estratega ofensivo do RNK Split.

Afinal, na sua época de estreia no clube da Dalmácia, Marko Rog tem demonstrado qualidade e potencial para patamares bem mais elevados, somando já 39 jogos (sete golos) pelo emblema da primeira divisão croata.

“Dez” de grande talento

Marko Rog é preferencialmente um médio-ofensivo ou um “dez”, como é habitual chamar a este tipo de jogadores, destacando-se pela inteligência, visão de jogo, velocidade, evoluída técnica, capacidade de passe e excelente condução com bola.

Excelente finalizador, seja a média ou curta distância, o internacional croata também se adaptará com facilidade às funções de segundo avançado/avançado de suporte, ainda que aí perca impacto no aspecto onde talvez seja mais forte, o da construção e da criação de jogadas de ataque.

Certo, de qualquer maneira, é que estamos perante um jogador que certamente mereceria um olhar atento de alguns dos principais clubes portugueses, até porque Marko Rog apresenta elevadíssimos índices de trabalho e uma maturidade muito elevada para a sua idade.

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Kramaric é um goleador pouco mediático

Kramaric é um goleador pouco mediático

Encontra-se na Liga Croata um dos grandes goleadores do actual espectro futebolístico europeu, curiosamente ainda algo distante da esfera mediática que a sua capacidade finalizadora deveria merecer.

Trata-se do internacional croata Andrej Kramaric, ponta de lança que nem sequer milita num dos mais reconhecidos clubes desse país da Europa de Leste, evoluindo, ao invés, no emergente Rijeka, emblema que disputa pela segunda vez consecutiva a fase de grupos da Liga Europa.

Nascido a 19 de Junho de 1991, em Zagreb, Croácia, Andrej Kramaric foi formado no Dínamo de Zagreb, clube que representou entre 1997 e 2013, tendo, pelo meio, sido emprestado por temporada e meia ao Lokomotiva Zagreb, onde somou interessantes 24 golos em 50 jogos.

O verdadeiro salto na carreira, ainda assim, deu-se no início da temporada transacta, quando Kramaric trocou o Dínamo de Zagreb pelo Rijeka, sendo que o ponta de lança soma neste momento 54 golos em 59 jogos pelo emblema que actua nas margens do Adriático. Esta época, aliás, o jovem de 23 anos já leva 27 tentos em 25 jogos, numa média goleadora que diz bem da sua qualidade finalizadora.

Muito mais que um simples ponta de lança

Com 180 cm e 70 kg, Andrej Kramaric não é propriamente um “target man”, sendo, ao invés, um ponta de lança móvel que deambula por todas as zonas ofensivas na procura de momentos de finalização que, no seu caso, se transformam quase sempre em momentos de golo iminente.

Rápido, muito inteligente a jogar na linha do fora de jogo, bom tecnicamente e com uma impressionante frieza na hora do disparo, o internacional croata (quatro jogos, dois golos) é um avançado-centro que, ainda assim, não se limita a finalizar os lances, sendo igualmente importante na forma como constrói jogo para os companheiros, sabendo quando deve optar por uma assistência ao invés de uma finalização.

Pelas suas características, trata-se de um jogador que deve ser utilizado preferencialmente como “nove”, ainda que num espectro de alguma mobilidade de jogo e com um outro atacante ao lado, isto independentemente do esquema utilizado pelo emblema que representar. Ainda assim, atendendo à sua capacidade de adaptação, está longe de ser inviável usar o internacional croata sozinho na frente, numa função de avançado de suporte (vulgo 9,5) ou mesmo como falso-extremo, partindo do flanco direito.

Avaliado actualmente pelo “transfermarkt” em 4,5 milhões de euros, será certamente um ponta de lança que obrigará qualquer clube interessado a despender mais alguns milhões para o levar do Rijeka, mas estamos certos que Kramaric rapidamente compensará todos os cêntimos investidos.

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Pranjić é um internacional croata

A polivalência, experiência e talento do croata Pranjić, foram, por certo, razões mais que suficientes para que os verde-e-brancos avançassem para a aquisição a custo zero de um elemento que, lembre-se, é originário do poderoso Bayern de Munique.

Danijel Pranjić nasceu a 2 de Dezembro de 1981 em Našice, Croácia, tendo iniciado a sua carreira em clubes modestos como o NASK, Papuk e Belisce. Em 2002, o esquerdino teve a primeira oportunidade num clube de alguns pergaminhos, quando se transferiu para o Osijek, conjunto onde efectuou 53 jogos (2 golos), até 2004.

Em 2004/05, o lateral/ala-esquerdo mudou-se para o gigante Dínamo Zagreb, clube fez uma excelente época (35 jogos, 3 golos), garantindo, sem surpresa, uma transferência para o estrangeiro, neste caso, para os holandeses do Hereenveen.

No clube da Eredivisie, o internacional croata esteve durante quatro temporadas, sendo sempre titular, mas explodindo principalmente na última época (2008/09), quando fez 20 golos em 30 jogos.

Esses números chamaram a atenção do Bayern, clube onde Pranjić foi bastante utilizado nas duas primeiras épocas, mas onde caiu em desgraça em 2011/12, temporada onde apenas fez 13 jogos oficiais. Essa má temporada acabou por resultar no fim da ligação entre alemães e futebolista croata, sendo que o lateral/ala esquerdo prepara-se agora para novo rumo no Sporting Clube de Portugal.

Como joga?

Danijel Pranjić é um futebolista que pode tanto jogar como lateral-esquerdo como ala no mesmo flanco, sendo um jogador rápido e com um pé esquerdo de grande qualidade técnica.

Apesar de chegar ao Sporting previsivelmente para colmatar a saída de Evaldo, o internacional croata actua melhor como médio-esquerdo, posição onde é bom a assistir e a cruzar para a área, criando facilmente desequilíbrios nos sectores recuados contrários.

Ainda assim, como lateral-esquerdo, Pranjić não é simplesmente um jogador de ataque, pois defende com critério, sabendo-se posicionar e sendo forte na antecipação e desarme.

Outra posição que Pranjić também faz sem problemas é a de médio-ofensivo central, sendo, por isso, um elemento polivalente e que, por certo, dará inúmeras alternativas ao treinador Ricardo Sá Pinto.

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O percurso polaco em fases finais de campeonatos da Europa conta-se em poucas palavras ou, mais concretamente, em poucos desafios realizados, pois a Polónia apenas participou no Euro 2008, competição onde não passou da fase de grupos, tendo somado um empate com a Áustria (1-1) e derrotas com Alemanha (0-2) e Croácia (0-1). Agora, em 2012, o conjunto treinado por Franciszek Smuda regressa ao mais importante certame do futebol europeu com a responsabilidade de ser equipa anfitriã e a esperança de pelo menos superar a primeira fase, até porque, valha a verdade, o Grupo A é claramente o mais acessível deste Euro 2012.

Qualificação

Como país organizador em conjunto com a Ucrânia, a Polónia não foi obrigada a passar por nenhuma fase de qualificação, limitando-se, nessa fase, a disputar inúmeros jogos particulares.

Nesse período, a equipa polaca disputou 22 particulares, defrontando equipas modestas como a Moldávia, Lituânia ou Geórgia, mas também grandes colossos do futebol mundial como Argentina, França, Alemanha, Itália ou Portugal.

Nesses cinco super-testes, todos realizados em casa, a Polónia teve, todavia, um saldo negativo, pois apenas venceu os sul-americanos (2-1), tendo empatado com Portugal (0-0) e Alemanha (2-2) e perdido com França (0-1) e Itália (0-2).

Franciszek Smuda é o treinador da Polónia

O que vale a selecção polaca?

A Polónia é uma equipa que tem noção dos seus pontos fortes e fracos, percebendo que, no contexto actual do futebol europeu, é um conjunto modesto que terá de optar por uma abordagem algo conservadora para atingir os seus objectivos. Assim sendo, é esperado que o conjunto da Europa de Leste opte por um equilibrado 4x2x3x1 que procurará, acima de tudo, explorar o instinto matador do seu ponta de lança Lewandowski, para ultrapassar a fase de grupos.

Nesse seguimento, a Polónia deve entregar a baliza ao jovem mas muito talentoso Szczesny, guarda-redes do Arsenal, optando depois por um quarteto defensivo forte, com dois gigantes no centro (Glik e Jodlowiec) e dois laterais que também servirão principalmente para dar segurança defensiva ao sector: Wasilewski (à direita) e Boenisch (à esquerda). Para terem uma ideia do poderio físico do sector recuado polaco, temos que registar que o jogador mais baixo é Wasilewski e mede… 1,86 metros.

No meio-campo, a equipa treinada por Franciszek Smuda deve optar por um duplo-pivot, composto por Murawski e Blaszczykowski. Tratam-se de dois jogadores de boa qualidade, nomeadamente o segundo, conhecido no Borussia Dortmund por “Kuba” e que é um autêntico motor do meio-campo, sendo importantíssimo nas transições. Na frente deste duo, actuarão os extremos Grosicki e Rybus e o “dez” Obraniak, destacando-se a inteligência e criatividade do médio-ofensivo do Bordéus e, também, a imprevisibilidade de Rybus, jogador que actua bem colado ao flanco canhoto e que tivemos a possibilidade de comprovar o seu talento nos dois duelos que o Légia de Varsóvia fez diante do Sporting para a Liga Europa.

Por fim, no ataque, actuará solto Lewandowski, que é, nada mais, nada menos, que o maior talento da actual geração do futebol polaco. Goleador do Dortmund, pelo qual marcou 30 g0los em 2011/12, chega ao Euro 2012 com a satisfação de ter feito a dobradinha na Alemanha, podendo, quiçá, ser a chave de um hipotético apuramento da Polónia para os quartos de final.

O Onze Base

Assim sendo, o onze base da Polónia, escalado em 4x2x3x1 será composto por Szczesny (Arsenal) na baliza; um sector defensivo com Boenisch (Werder Bremen) à esquerda, Wasilewski (Anderlecht), à direita, e a dupla de centrais: Glik (Torino) e Jodlowiec (Polónia Varsóvia); depois, no meio-campo, “Kuba” (Borussia Dortmund) e Murawski (Lech Poznan) formarão o duplo-pivot, enquanto Grosicki (Sivasspor), Obraniak (Bordéus) e Rybus (Terek Grozny) jogarão na frente desse duo; por fim, no ataque, Lewandowski (Borussia Dortmund) será o perigo à solta.

Lewandowski é o principal talento polaco

A Estrela – Robert Lewandowski

Com 23 anos, Robert Lewandowski é o grande talento do futebol polaco, tendo despontado no Lech Poznan (41 golos entre 2008 e 2010) e que, desde 2010/11, se encontra no Borussia Dortmund, clube onde apontou 30 golos esta temporada e nove na transacta.

Internacional polaco por 40 ocasiões (13 golos), trata-se de um jogador em rápida ascensão no contexto futebolístico europeu, assumindo-se como um ponta de lança extremamente perigoso pelo seu evoluído sentido de baliza.Possante e com um excelente jogo de cabeça, o atacante polaco também demonstra boa qualidade técnica, resolvendo bem os lances de um contra um, antes da finalização.

Em suma, trata-se de um jogador que todos os adversários da Polónia neste campeonato da Europa devem vigiar com a máxima atenção.

Classificação – Previsão “A Outra Visão”

A conquista do título europeu é, obviamente, uma utopia (quase) irrealizável, pois a diferença de qualidade entre a Polónia e os principais candidatos à conquista do Euro 2012 é gigantesca. Ainda assim, perante o mais acessível agrupamento do Euro 2012 (Grécia, Rep. Checa e Rússia), a Polónia pode sonhar com o apuramento para os quartos de final, pois, quanto mais não seja, terá o factor casa a seu favor.

Assim sendo, veremos se os adversários vacilam e a Polónia consegue uma inédita qualificação para os quartos de final de um campeonato da Europa.

Calendário – Grupo A (Euro 2012)

  • Polónia x Grécia (8 de Junho – 17h00)
  • Polónia x Rússia (12 de Junho – 19h45)
  • Polónia x República Checa (16 de Junho – 19h45)

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Sokota não vingou no FC Porto

Chegou a Portugal para representar o Benfica e comprovou a qualidade que lhe rotulavam, ainda que o sucesso que obteve na Luz fosse mais pequeno do que o esperado, devido às graves lesões que sofreu. Internacional croata por oito ocasiões (esteve no Campeonato da Europa de 2004, disputado em Portugal), haveria de trocar o Benfica pelo FC Porto numa transferência que fez correr muita tinta, todavia, se o sucesso no clube encarnado foi relativo, o fracasso no Estádio do Dragão foi absoluto, com Tomislav Šokota a praticamente não jogar durante as duas temporadas que vestiu a camisola azul-e-branca.

Explodiu no Dínamo Zagreb 

Tomislav Šokota nasceu a 7 de Abril de 1977 em Zagreb, Croácia, tendo iniciado a sua carreira no modesto Samobor, antes de se transferir para o Dínamo Zagreb em 1997.

No gigante da capital croata, o avançado-centro haveria de permanecer até 2001, destacando-se principalmente nas últimas duas temporadas, quando marcou 21 (1999/2000) e 20 golos (2000/01).

Esse percurso, além da conquista de três campeonatos da Cróacia e duas taças da Croácia, tornou-se num excelente cartão de visita que motivou o interesse de vários clubes europeus no seu concurso.

Seis anos em Portugal

Apesar de ter vários clubes interessados no seu contributo, Šokota optou pelo Benfica, clube que representou nas quatro temporadas seguintes, ainda que a única em que jogou com regularidade foi a de 2003/04, quando marcou 14 golos em 40 jogos disputados.

Nas duas primeiras, as lesões prejudicaram e muito a sua performance e, em 2004/05, acabou penalizado por não querer renovar, acabando mesmo a temporada no Benfica B.

No final dessa época, o internacional croata transferiu-se a custo zero para o FC Porto, todavia, o insucesso no Dragão foi ainda mais pronunciado. De facto, em duas temporadas, Šokota somou miseráveis três jogos, abandonando os azuis-e-brancos, sem honra nem glória, no final de 2006/07.

Fim de carreira quase no anonimato

Após a experiência portuguesa, o avançado-centro regressou à Croácia e ao Dínamo Zagreb, todavia com pouco sucesso, marcando apenas seis golos em duas temporadas.

Assim sendo, foi sem surpresa que Šokota trocou o Dínamo pelos belgas do Lokeren em 2009/10, tendo marcado 5 golos em 27 jogos antes de terminar a sua carreira na época seguinte, na Eslovénia e ao serviço do Olimpija Ljubljana com 7 golos em 19 desafios.

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Ivan Santini a festejar mais um golo

No Zadar do campeonato croata actua um ponta de lança com capacidade para voos muito mais altos no contexto futebolístico europeu: Ivan Santini.

Nascido a 21 de Maio de 1989, Ivan Santini iniciou o seu percurso futebolístico nas camadas jovens do Zadar, tendo passado depois pelo Inter Zapresic e pelos austríacos do Red Bull Salzburgo ainda como jogador juvenil.

Em 2008/09, estreou-se profissionalmente pelos germânicos do Ingolstadt FC, clube onde, contudo, apenas fez 6 jogos, não marcando qualquer golo, tendo regressado à Croácia na temporada seguinte.

De volta ao país natal, Ivan Santini também regressou ao clube onde iniciou o seu percurso: Zadar, encontrando-se lá desde o Verão de 2009. No clube croata, o atacante já efectuou 26 golos em 63 jogos, assumindo-se como a principal fonte de tentos do modesto Zadar.

“Matador” com grande faro de golo

Ivan Santini é um atacante que faz da área o seu habitat natural, procurando sempre as melhores zonas para finalizar com a sua natural eficácia.

Com 1,89 metros, o ponta de lança croata é naturalmente perigoso no jogo aéreo, ainda que também seja bastante eficaz a finalizar com os pés, destacando-se também pela frieza na marcação de castigos máximos.

Móvel e felino na arte da desmarcação, o atacante de 22 anos é um jogador ideal para actuar sozinho num 4x3x3, ainda que também encaixe na perfeição ao lado de um avançado mais móvel em qualquer variação do 4x4x2.

Ainda muito jovem, trata-se de um diamante que precisa de um salto para um clube de um campeonato mais competitivo para que possa ser devidamente lapidado. Um avançado barato e que encaixaria na perfeição num clube “europeu” português como o Marítimo ou o V. Guimarães.

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Paulo Bento levou Portugal ao Euro 2012

Após uma campanha sinuosa que começou pelo escândalo do empate caseiro com Chipre (4-4) e uma derrota pela margem mínima na Noruega (0-1), Portugal conseguiu finalmente o apuramento para o Euro 2012, após golear a Bósnia (6-2) no Estádio da Luz, no decisivo duelo do playoff. Tratou-se de uma vitória inequívoca, perante uma selecção que está em franca evolução, mas que, valha a verdade, ainda não está no nível da equipa portuguesa, que apesar de não ter um conjunto ao mesmo nível do passado recente, conta com alguns jogadores de classe mundial como Pepe, Fábio Coentrão e Nani, e um verdadeiro fora de série como é Cristiano Ronaldo. Ainda assim, após a ligeira euforia do quinto apuramento consecutivo para o campeonato da Europa, importa analisar os possíveis adversários portugueses no certame.

Subida ao Pote 3 poderá não ter trazido vantagens

Com a vitória diante da Bósnia, Portugal subiu do Pote 4 ao pote 3, o que, curiosamente, pode não ter trazido quaisquer vantagens à equipa das quinas. No Pote 3, Portugal fica automaticamente impedido de defrontar as  selecções da Suécia, Grécia e Croácia, mas passa a poder defrontar as equipas do Pote 4, onde existem três selecções equivalentes às anteriores: Dinamarca, República da Irlanda e República Checa e uma quarta, que, valha a verdade, os lusos quererão por todos os meios evitar: França.

Honestamente, deste último pote, Portugal deverá preferir os irlandeses ou os checos, pois são claramente as equipas mais frágeis, enquanto a Dinamarca, apesar da recente vitória em Copenhaga, também não poderá assustar a equipa das quinas. Por outro lado, a França, apesar da má forma recente, é uma equipa que tradicionalmente não vacila diante de Portugal e a sua colocação no mesmo grupo que o lusitano, criaria, quase de certeza, um grupo da morte no Euro 2012.

Parecem cabeças de série mas é apenas o Pote 2

O segundo pote poderia ser, claramente, um pote de cabeças de série. De facto, neste Pote 2 estão as selecções da Alemanha, Itália e Inglaterra, que perfazem oito títulos mundiais e uma Rússia, que, não sendo uma equipa frágil, será claramente a que todas as outras doze selecções vão desejar defrontar deste pote.

Tradicionalmente, Portugal dá-se melhor com a Inglaterra do que com Itália e Alemanha e, sendo assim, a equipa portuguesa deverá desejar os ingleses logo a seguir aos russos (de longe o fruto apetecido). Entre italianos e alemães, apesar do nome fortíssimo de ambos, temos que realçar que actualmente os germânicos estão bem mais fortes que os transalpinos e, a ter de escolher, seria mais “benéfico” a Portugal que lhe saísse a “squadra azzurra” que a “mannschaft”…

Pote 1: o pote dos desequilíbrios 

Apesar de tudo, o pote mais desequilibrado deste campeonato da Europa é claramente  o Pote 1, que tem as duas equipas mais fortes presentes na competição: Espanha e Holanda e, também, duas das mais frágeis: Ucrânia e Polónia.

Ainda assim, tirando a óbvia divisão “dois-dois”, há que realçar que entre espanhóis e holandeses, a preferência tem de ir para a selecção laranja, com quem nos damos tradicionalmente bem, enquanto entre ucranianos e polacos, a preferência acaba por ser indiferente, pois são ambos países organizadores e têm uma selecção de qualidade equivalente.

Haverá algum grupo de sonho ou de pesadelo?

Numa fase final de um campeonato da Europa nunca se pode falar em grupos de sonho, todavia, existem agrupamentos bem mais fáceis que outros e o melhor grupo para Portugal seria claramente algo parecido com isto:

Ucrânia/Polónia
Rússia
Portugal
República da Irlanda/República Checa/Dinamarca

Por outro lado, o oposto também existe, e existem combinações que poderão criar imensas dificuldades a que Portugal supere esta primeira fase do Euro 2012. Num caso de extrema falta de sorte, Portugal poderá encontrar algo semelhante a isto:

Espanha/Holanda
Alemanha/Itália/Inglaterra
Portugal
França

Taça Latina dentro do campeonato da Europa?

Curiosa a possibilidade da existência de uma mini Taça Latina na fase de grupos do campeonato da Europa, com Espanha, Itália, Portugal e França no mesmo agrupamento. Uma ideia interessante, mas que dificultaria e bastante a primeira missão portuguesa para este certame: apuramento para os quartos de final.

Apesar de tudo o que foi dito, só poderemos avançar com uma melhor análise aquela que vai ser a participação portuguesa após os resultados do sorteio da fase de grupos e, para isso, teremos de aguardar pelo dia 2 de Dezembro, onde tudo será decidido. Esperemos que, nesse dia, os deuses da fortuna estejam connosco e nos afastem dos maiores tubarões do futebol europeu.

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