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Danilo poderá ser um dos melhores

Danilo poderá ser um dos melhores “seis” do planeta

Uma das grandes revelações da última edição do campeonato nacional acabou de ser consagrado como o segundo melhor jogador do Mundial de sub-20, prova onde ajudou a levar o Brasil até uma final entretanto perdida diante da campeã Sérvia (1-2).

Falamos, é claro, do médio-defensivo Danilo Barbosa da Silva, jovem nascido a 28 de Fevereiro de 1996 em Simões Filho, Brasil, e que vai representando o Sporting de Braga, ainda que seja previsível que essa estadia no Minho dure pouco mais tempo, tal é a sua qualidade e o “peso” dos interessados (fala-se da Juventus, por exemplo).

Afinal, formado no Vasco da Gama, clube pelo qual somou nove jogos pela equipa principal em 2014, Danilo acabou por rumar a Portugal no último Verão, e com apenas 18 anos, mas a verdade é que não sentiu minimamente o impacto da chegada ao futebol europeu, assumindo-se como um esteio dos “guerreiros”, pelos quais somou 28 jogos (dois golos).

Classe, técnica e inteligência posicional

Não sendo propriamente veloz, Danilo é um futebolista que se destaca imediatamente pelo seu inteligente e eficaz posicionamento, algo que lhe permite ter uma ocupação de espaços quase perfeita no meio-campo do Sporting de Braga, onde controla todas as operações e é muito mais que um simples “seis” de contenção.

O internacional sub-21 brasileiro é ainda um jogador que apresenta uma boa capacidade técnica e de passe, sendo bastante importante na primeira fase de construção da equipa minhota, algo que faz com muita qualidade. Para além disso, Danilo tem igualmente capacidade de projecção ofensiva, sendo inclusivamente um bom finalizador quando tem oportunidade para tal.

Igualmente com boa capacidade de marcação, faltará apenas a Danilo ganhar por vezes um pouco mais de intensidade nas suas acções, algo que acaba por ser natural para um jogador que ainda só conta com 19 anos de idade.

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LigaAinda a uma jornada do final da Liga, mas com quase todas as contas referentes à prova resolvidas, importa escolher aqueles que foram, para mim, as principais figuras individuais da prova, tanto ao nível do treinador como de um hipotético melhor onze do campeonato nacional.

Treinador: Jorge Jesus (Benfica) – Penso que será unânime esta escolha, isto sem esquecer que, perante as condições colocadas à sua disposição, também Marco Silva fez uma excelente campanha. Afinal, o treinador das águias ganhou mesmo o bicampeonato e isto perdendo inúmeras das figuras de 2013/14 e diante de um FC Porto que tinha mais e melhores soluções.

Guarda-Redes: Júlio César (Benfica) – Muita gente torceu o nariz à contratação deste internacional brasileiro, que chegava a Portugal numa fase descendente da carreira e já com um espectro de lesões. A verdade, contudo, é que o “Imperador” conseguiu dar sempre segurança e confiança ao sector recuado, impedindo que os encarnados sentissem em demasia a saída de Jan Oblak.

Lateral-Direito: Danilo (FC Porto) – Na sua última temporada em Portugal, isto antes de dar o salto para o Real Madrid, o internacional brasileiro fez uma fantástica campanha, sendo sempre importante na profundidade ofensiva que oferecia pelo flanco direito, e isto sem nunca colocar em causa a segurança defensiva do seu flanco.

Defesa-Central: Luisão (Benfica) – Juntamente com Júlio César, foi o grande responsável pela segurança defensiva dos encarnados em 2014/15, assumindo-se sempre como a verdadeira voz de comando da defesa do Benfica e tendo inclusivamente tempo para ajudar Jardel a crescer do seu lado.

Defesa-Central: Aderlan Santos (Sporting de Braga) – Surpreende que este defesa-central brasileiro ainda não tenha dado o salto para um clube com outros pergaminhos, uma vez que, jogo após jogo, mostra que é a grande referência do eixo defensivo arsenalista, onde parece muitas vezes intransponível. Mais uma excelente época.

Lateral-Esquerdo: Alex Sandro (FC Porto) – Diz-se que estará igualmente a caminho do FC Porto, tal como sucede com o compatriota e ainda colega Danilo e percebe-se claramente porquê, uma vez que o internacional brasileiro é sempre seguro no processo defensivo e consegue ainda ser fulcral no ataque, onde consegue desequilíbrios com e sem bola, fruto da sua técnica apurada e inteligência posicional.

Médio-Defensivo: William Carvalho (Sporting) – Demorou a engrenar e, mesmo no auge, esteve algo longe dos melhores momentos de 2013/14, vítima que foi da mudança estratégica que Marco Silva implementou no leão. Ainda assim, foi claramente o melhor “seis” do campeonato, conseguindo equilibrar defensivamente o leão, isto ao mesmo tempo que era muitas vezes igualmente o “oito” e o “dez”.

Médio-Centro: Óliver Torres (FC Porto) – Emprestado pelo Atlético de Madrid, é quase garantido que a passagem do internacional sub-21 espanhol pelo futebol português se resumirá apenas a esta temporada. Afinal, o prodigioso médio mostrou imaginação, inteligência táctica, criatividade e uma superior visão de jogo, num cocktail que só poderá parar brevemente na titularidade num colosso europeu.

Ala/Extremo-Direito: André Carrillo (Sporting) – Nani chegou esta temporada a Alvalade para dar a tal capacidade de desequilíbrio que havia faltado ao leão em 2013/14, mas acabou por ser “La Culebra” a decidir saltar para a ribalta e ofuscar inclusivamente o internacional português. Foram incontáveis as assistências do internacional peruano e isto sem esquecer as igualmente incontáveis vezes em que o extremo leonino conseguiu assumir-se como o verdadeiro abre-latas do ataque. Será uma grande perda para o Sporting se sair mesmo no Verão.

Ala/Extremo-Esquerdo: Nico Gaitán (Benfica) – Com “La Culebra” a assumir-se como o mais entusiasmante “extremo puro” desta Liga, ressurgiu novamente no flanco oposto o melhor “falso extremo” da prova. Afinal, Nico Gaitán, que joga como ala e pensa como um “dez”, voltou a ser o principal criador do meio-campo ofensivo encarnado, naquele seu superior futebol que alia a capacidade desequilibradora de um ala com a visão de jogo e a construção de um “dez”.

Avançado-Centro: Jonas (Benfica) – Tal como Júlio César, chegou ao Benfica sob o espectro de alguma desconfiança, mas a verdade é que quebrou rapidamente com a mesma, assumindo-se, juntamente com Nico Gaitán, como a principal figura deste campeonato. Afinal, naquela zona híbrida entre o “dez” e o “nove”, o internacional brasileiro conseguiu ser criador e finalizador, chegando à 33.ª jornada com 18 golos e participação em muitos outros mais.

Ponta de Lança: Jackson Martínez (FC Porto)  Todo o segundo avançado anseia pela companhia ideal e num Mundo perfeito a companhia de Jonas seria “Cha Cha Cha”, atacante que se prepara para ser novamente o melhor marcador do campeonato. Fabuloso finalizador, que alia esse factor a uma fantástica capacidade física e inteligência posicional, Jackson Martínez promete deixar muitas saudades quando abandonar o Dragão.

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A Liga ZON Sagres foi considerada a 4ª melhor do Mundo

Numa altura em que a proibição da publicidade da Bwin pode levantar sérios problemas nas finanças dos clubes portugueses e, inclusivamente, pode por em causa a existência de provas como a Taça da Liga, importa lembrar que o futebol cá do burgo é das poucas indústrias de sucesso e exportáveis que nós temos.

Segundo o ranking da Federação Internacional da História e Estatística do Futebol (IFFHS) apenas três campeonatos superaram a liga portuguesa no ano passado: Espanha, Inglaterra e Brasil, sendo que a nossa liga encontra-se à frente de provas como a Bundesliga, Série A ou Ligue 1.

Obviamente, que estatísticas valem o que valem e que apenas o mais optimista analista poderá ver a Liga Zon Sagres como uma competição superior à principal prova da Alemanha ou de Itália, todavia, é de louvar o que é feito cá no burgo, principalmente tendo em conta a diferença de meios existentes entre os maiores clubes portugueses e, inclusivamente, clubes médios de Itália, Espanha e Inglaterra.

Desde há quase duas décadas para cá, muitas vezes fizeram o “funeral” à competitividade do futebol português, tendo os “profetas da desgraça” começado por dizer que não resistiríamos à Lei Bosman e depois ao incremento de dinheiro existente em campeonatos outrora menos abastados como o russo, ucraniano ou turco.

Apesar de tudo, a liga portuguesa foi resistindo, continuando a fazer excelentes resultados lá fora, sendo que desde o ano 2000, já conquistamos uma Liga dos Campeões, duas taças UEFA/Liga Europa e assistimos à presença de três diferentes equipas portuguesas em finais e cinco em meias-finais de provas reguladas pela UEFA.

Conseguimos isso tudo com meios muito inferiores aos principais campeonatos europeus, sendo curiosa a reacção do treinador do Valência quando Jorge Jesus lhe confidenciou qual era o orçamento do Benfica, incomparavelmente inferior ao clube “ché”, mas atingindo resultados muito superiores ao do clube da Comunidade Valenciana. Também acredito, sinceramente, que os treinadores de Celtic, Sevilha, Liverpool e até Dínamo Kiev corariam de vergonha quando soubessem quais eram os meios financeiros da equipa portuguesa que os eliminou na Liga dos Campeões/Liga Europa da temporada transacta.

Este sucesso desportivo, faz com que o nosso principal campeonato atraia bons valores internacionais, contando-se inúmeros talentos de bom renome a jogarem na nossa liga, situação que, todavia, devia ser melhor aproveitada, como fonte de exportação da nossa Liga para outros países. De facto, a quantidade de sul-americanos de grande qualidade que existe em Portugal, exigia que a Liga fosse mais incisiva na promoção do nosso campeonato na América do Sul, apoiando-se no sucesso dos nossos clubes portugueses na UEFA, mas, também, na atractividade que será para um sul-americano ver jogadores consagrados como Aimar, Garay, Elias, Hulk, Luisão ou Matías, assim como as estrelas de amanhã como James, Carrillo ou Danilo.

Por outro lado, a nossa liga continua com laços afectivos bem profundos com as nossas antigas colónias em África, que continuam a seguir apaixonadamente o nosso futebol como se o deles se tratasse. Ali é outro ponto em que devemos apostar, nomeadamente na ascendente Angola, mas sem esquecer todos os outros países lusófonos que seguem o Benfica, FC Porto, Sporting e outros clubes nacionais com uma paixão indescritível.

Devíamos apresentar a nossa liga como um campeonato do presente, mas também uma competição que poderá mostrar o que podem ser os futuros craques. Devíamos relembrar que foi daqui que saíram grandes talentos internacionais como Cristiano Ronaldo, Nani, Di María ou Pepe.

Contudo, continuamos demasiado embrulhados em pequenas guerrinhas e “fait-divers” como as mensagens presentes no corredor dos balneários de Alvalade, para nos debruçarmos numa realidade que nos escapa a cada dia e que passa pelo facto do nosso campeonato e do nosso futebol ainda ser das poucas coisas que devíamos potenciar no exterior como um produto de enorme qualidade e de orgulho português. Infelizmente, como em quase tudo na vida, temo que só nos vamos aperceber verdadeiramente deste facto demasiado tarde…

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Ilídio Vale também teve boas individualidades

Apesar de Portugal se ter imposto principalmente pela sua qualidade colectiva, existem jogadores que se destacaram individualmente dos demais, levando-nos a acreditar que possam ter um maior futuro no Mundo do futebol, dadas as enormes capacidades que revelaram no campeonato mundial disputado na Colômbia. Nesse seguimento, escolhi oito jogadores portugueses que, na minha opinião, demonstraram mais qualidade e talento para que consigam superar a difícil transição para o futebol profissional. Esses jogadores são Mika, Cedric, Mário Rui, Roderick, Nuno Reis, Danilo, Caetano e Nélson Oliveira.

Mika é um guarda-redes elástico

Mika – Guarda-redes – 20 anos – Benfica

Com enorme envergadura (1,88 metros), Michael Simões dos Santos “Mika” tem tudo para vingar no futebol profissional, pois reune todas as qualidades para um jogador da sua posição.

Ao longo do campeonato do Mundo, Mika assumiu-se como um guarda-redes frio, seguro pelo ar e pelo chão, destacando-se pelos bons reflexos e maturidade de realce para alguém tão jovem.

Ainda assim, numa fase tão embrionária do seu crescimento futebolístico, talvez se justificasse o empréstimo a um clube onde pudesse jogar, do que se manter como terceiro guarda-redes do Benfica.

Cedric espera crescer na Briosa

Cédric Soares – Lateral-direito – 19 anos – Sporting (cedido à Académica)

Lançado precocemente na equipa principal do Sporting durante a época passada, Cedric Soares foi uma das boas surpresas neste campeonato do Mundo de sub-20.

Bom no processo ofensivo e nas transições defesa/ataque e ataque/defesa, o actual jogador da briosa é muito bom tecnicamente e nunca se retrai perante a oposição, mostrando ser raçudo e guerreiro o quanto baste.

Neste momento, cedido à Académica, terá todas as possibilidades para continuar a crescer como futebolista e tornar-se uma alternativa para o Sporting e para selecção nacional.

Mário Rui é um lateral-esquerdo talentoso

Mário Rui – Lateral-esquerdo – 20 anos – Parma (cedido ao Gubbio)

Apesar de muito jovem, Mário Rui já passou por Sporting, Benfica e Valência, estando agora ligado contratualmente ao Parma, ainda que tenha sido cedido ao modesto Gubbio da Série B italiana.

Actuando numa posição onde Portugal é historicamente fraco (Fábio Coentrão é uma das felizes excepções…), Mário Rui surpreendeu pela velocidade e pela capacidade como sobre no terreno com a bola controlada, sendo muito efectivo tanto no capítulo do cruzamento, como, inclusivamente, na finalização.

O seu empréstimo a um modesto clube da Série B poderá ajudá-lo na adaptação ao difícil calcio e a permitir-lhe evoluir de forma decisiva em termos tácticos.

Roderick é uma aposta de futuro dos encarnados

Roderick – Defesa-central – 20 anos – Benfica (cedido ao Servette)

Outra das confirmações portuguesas neste campeonato do Mundo de sub-20 foi Roderick Miranda, um defesa-central que pouco jogou na última temporada ao serviço do Benfica, mas que acaba de ser cedido ao Servette para que possa actuar com maior regularidade.

Defesa-central alto (1,91 metros) e possante, é muito bom no jogo aéreo, mas também é extremamente competente pelo chão, assumindo-se como um jogador rigoroso e eficaz na abordagem aos lances, raramente perdendo a calma ou o posicionamento no terreno de jogo.

Agora, nesta temporada no campeonato suíço, veremos como o defesa-central evolui e se já conseguirá garantir um lugar no plantel encarnado para 2012/13.

Nuno Reis tem brilhado em Brugge

Nuno Reis – Defesa-central – 20 anos – Sporting (cedido ao Cercle Brugge)

A seguir a Nélson Oliveira, Nuno Reis foi claramente o jogador que mais me entusiasmou ao longo do campeonato do Mundo, demonstrando qualidades que o podem elevar a um patamar elevadíssimo no contexto futebolístico luso.

Jogador sóbrio, seguro e eficaz, trata-se de um defesa-central que parece estar sempre no sítio certo para o desarme ou para dobrar um colega, assumindo-se ainda como um líder natural e revelando enormes qualidades técnicas para subir com a bola controlada sempre que para isso tenha chances.

Titular indiscutível do Cercle Brugge em 2010/11, volta nesta temporada ao clube belga para continuar o seu crescimento futebolístico e preparar-se para o inevitável, que é como quem diz, a titularidade no Sporting Clube de Portugal.

Danilo espera vingar em Itália

Danilo Pereira – Médio-defensivo – 19 anos – Parma

Uma das razões para Portugal ter aguentado seis jogos sem sofrer qualquer golo foi um médio-defensivo de origem guineense e que surpreendeu bastante na Colômbia: Danilo Pereira.

Guerreiro incansável na luta do miolo, Danilo não é um jogador muito refinado em termos técnicos, mas assume-se de elevada importância pela enorme envergadura física, eficaz capacidade de desarme e pela forma como ajuda os centrais no processo defensivo e tapa todos os caminhos para a área.

Ligado contratualmente ao Parma, terá poucas hipóteses de jogar nos “gialloblu” e precisará  de ser emprestado a um clube onde possa jogar com regularidade e continuar a evoluir futebolísticamente, pois sabemos que esta fase é fulcral no crescimento de qualquer atleta.

Caetano é um poço de talento

Caetano – Extremo-esquerdo – 20 anos – Paços de Ferreira

Um dos poucos poços de criatividade da equipa nacional na Colômbia residiu na capacidade técnica de um jogador que tem futebol nos genes (o pai actuou inúmeros anos no Tirsense e chegou a ser internacional A) e se assumiu como um extremo desconcertante: Caetano.

Rápido, tecnicamente muito evoluído e com grande objectividade em todas suas movimentações, Caetano foi uma pincelada de classe numa equipa maioritariamente operária, dando mesmo a ideia que poderia e deveria ter sido ainda mais utilizado do que foi ao longo do Mundial.

Pérola do Paços de Ferreira, está no clube certo para continuar a sua ascensão no futebol português, sendo provável que dê um salto para um clube de outra envergadura daqui a uma ou duas épocas.

Nélson Oliveira poderá ser o futuro “nove” luso

Nélson Oliveira – Ponta de lança – 20 anos – Benfica

O ponta de lança da equipa das quinas sagrou-se com toda a justiça o segundo melhor jogador do campeonato do Mundo, prémio mais que merecido para um jogador que, por vezes, parecia lutar contra o Mundo e mesmo assim conseguia fazer o que pretendia, tal como é exemplo o golo que marcou ao Brasil.

Abandonado entre os centrais adversários durante todo o Mundial, Nélson Oliveira nunca cedeu às dificuldades, tornando-se, ao invés, num pesadelo para os adversários, que não sabiam como parar um avançado possante (1,86 metros) mas que também reúne inúmeras qualidades técnicas e de finalização.

Neste momento, após os empréstimos ao Rio Ave e Paços de Ferreira, terá a sua prova de fogo ao serviço da equipa sénior do Benfica, todavia, nesta fase, já ninguém duvida que o destino do avançado-centro será o sucesso ao serviço das águias e da equipa principal portuguesa.

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A selecção portuguesa que esteve na Colômbia

Depois da fraca prestação no Europeu de sub-19, onde a equipa portuguesa não passou da fase de grupos e, inclusivamente, foi goleada pela Croácia (0-5), as expectativas para esta participação no campeonato do Mundo eram bastante baixas, havendo mesmo pessoas quem duvidasse da possibilidade dos lusos chegarem aos oitavos de final. No entanto, apoiados numa equipa generosa e de grande entreajuda, os lusitanos foram ultrapassando todos os obstáculos até à final, surpreendendo um país que até foi privado de assistir à primeira fase da prova, tal era a descrença dos meios de comunicação social na equipa das quinas. Aí, no jogo decisivo, os canarinhos foram mais fortes, mas para a história fica uma equipa que provou que com motivação, força e querer, nada é impossível.

Portugal festeja vitória diante dos Camarões

Eficácia e calculismo no caminho até aos oitavos de final

Portugal foi uma equipa na verdadeira acepção da palavra, funcionando sempre como um bloco e abdicando de ser espectacular, para se impor como uma equipa extremamente calculista e eficaz.

De facto, na fase de grupos, a equipa portuguesa não foi além de um nulo com o Uruguai e de duas magras vitórias por 1-0 diante dos Camarões e Nova Zelândia, resultados pouco entusiasmantes, mas ainda assim suficientes para o apuramento para os oitavos de final como primeiro classificado do grupo e com direito a defrontar a pior equipa das dezasseis ainda em prova na fase de eliminatórias, a Guatemala.

Mika foi herói diante da Argentina

Uma equipa em crescendo nas eliminatórias

Curiosamente, diante da equipa da América Central, Portugal fez a pior exibição no torneio, não indo além de nova vitória por uma bola a zero e, inclusivamente, apanhando inúmeros sustos diante de uma equipa que havia perdido por 5-0 com a Nigéria e 6-0 com a Arábia Saudita na fase de grupos. Imediatamente, pensou-se que era o último obstáculo que a equipa das quinas ia ultrapassar,

Ainda para mais, o adversário nos quartos de final era a mais do que favorita Argentina, gerando-se uma descrença nos portugueses que, todavia, já valorizavam interiormente a prestação lusitana, pensando que termos chegado aos quartos de final já era um resultado de registo, até porque era a melhor participação da nossa selecção desde 1995.

Contudo, a equipa portuguesa voltou a surpreender positivamente os seus conterrâneos, equilibrando o jogo com os sul-americanos e até dispondo das melhores oportunidades para desfazer um nulo que, todavia, resistiu até ao final dos 120 minutos.

Nos penaltis, os portugueses chegaram a estar a perder por 3-1 e com os argentinos a terem dois “match-points” para vencerem a eliminatória. Todavia, Mika apareceu quando tinha de aparecer e Portugal deu a volta ao texto, eliminando os sul-americanos (5-4 nos penaltis) e seguindo para as semi-finais.

Por incrível que pareça, foi no último degrau até à final que a equipa das quinas acabou por vencer de forma mais confortável, superando a França por 2-0, graças a dois golos ainda na primeira metade. Esse resultado fez com que Portugal chegasse à final da prova sem sofrer qualquer golo, destacando-se pela inteligência táctica, capacidade de sofrimento colectivo, calculismo e eficácia.

Brasil foi mais feliz na final

E o título mundial ali tão perto…

Na final, Portugal sofreu um golo muito cedo e, pelas características da nossa equipa, pensou-se que a nossa selecção não seria capaz de dar a volta ao texto. No entanto, a equipa das quinas voltou a mostrar talentos que ninguém reconhecia até esta prova e fez questão de calar quem não acreditava no conjunto.

Com golos de Alex e Nélson Oliveira, Portugal entrou bem dentro do segundo tempo em vantagem (2-1) e ainda viu o avançado do Benfica desperdiçar uma oportunidade de fazer o 3-1 e matar definitivamente o encontro.

Infelizmente, Cedric havia saído da equipa por lesão e o adaptado Pelé estava com dificuldades para parar Dudu no flanco direito da defesa portuguesa. Assim sendo, após alguns sustos, foi sem surpresa que Dudu superou Pelé e cruzou para o empate de Óscar que obrigou o encontro a chegar ao prolongamento.

Nos trinta minutos suplementares, foi a vez de Caetano ser infeliz, falhando um chapéu que poderia ter devolvido a vantagem aos portugueses. Depois, com a equipa lusa de rastos (Danilo foi mesmo obrigado a sair, fazendo com que a equipa das quinas terminasse com dez), o Brasil haveria de ser extremamente feliz, chegando ao 3-2, graças a um cruzamento mal medido de Óscar que só parou no fundo da baliza de Mika.

Após esse tento canarinho, Portugal ainda tinha dez minutos para tentar chegar novamente ao empate, mas se a vontade e a crença eram enormes, a força era quase nula, fazendo com que a equipa das quinas fosse incapaz de regressar ao jogo.

Assim sendo, quando o árbitro apitou para o final da partida e enquanto os brasileiros festejavam o seu quinto título mundial, os portugueses entregavam-se a um choro incontrolável de quem percebeu que esteve a um pequeno passo de conquistar o título mundial de sub-20.

Nélson Oliveira confirmou todo o seu talento

O futuro da “Geração Coragem”

Poucos acreditavam na qualidade individual e colectiva desta selecção de sub-20, todavia, ao longo de sete desafios, Portugal fez questão de demonstrar que tem matéria prima para que o futuro do nosso futebol seja menos sombrio do que se chegou a temer.

Colectivamente, fiquei impressionado pela evoluidíssima inteligência táctica e capacidade de ocupação de espaços no sector recuado, porque defender bem também é uma arte e não é limitada a um autocarro à frente do guarda-redes. Na minha opinião, em termos de processo defensivo, Portugal roçou a perfeição e só isso explica que tenhamos atingido a final sem sofrer qualquer golo.

Ofensivamente, notou-se que faltou talento e criatividade à equipa portuguesa, demasiado dependente de um avançado-centro que ou muito me engano, ou vai ser o ponta de lança da selecção A durante anos a fio: Nélson Oliveira. Com um jogador de elevada criatividade na posição “dez”, a equipa das quinas poderia ter alcançado outra excelência no processo ofensivo, limitando a dependência do avançado do Benfica e tornando-se menos previsível no ataque.

Ainda assim, temos razões para estarmos bem satisfeitos e estou certo que jogadores como Mika, Cedric, Roderick, Nuno Reis, Danilo, Caetano e, acima de tudo, Nélson Oliveira, têm tudo para vingarem no futebol profissional e ajudarem e muito o futebol português.

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Danilo é um talento brasileiro

Um dos reforços dos dragões para 2010/11, seja para vir já neste Verão ou apenas em Janeiro do ano que vem, é uma das grandes promessas do futebol brasileiro: Danilo.

Nascido a 15 de Julho de 1991 em Bicas, Brasil, Danilo Luiz da Silva iniciou a sua carreira no América Mineiro, clube pelo qual se estreou profissionalmente em 2009, participando em duas partidas do hexagonal final do campeonato estadual de Minas Gerais.

No ano seguinte, Disputou nove jogos no Campeonato Brasileiro da Série C (terceira divisão), nas quais colaborou como titular para o acesso do clube para a segunda divisão canarinha. Nesse mesmo ano, foi a grande revelação do campeonato estadual mineiro, tendo garantido uma transferência para o Santos.

Confirmou todas as suas qualidades no clube de Pelé

Chegado ao Santos, Danilo rapidamente se assumiu como um jogador importantíssimo do clube paulista, fosse a actuar no miolo do terreno ou a lateral-direito e foi peça fundamental da equipa que conquistou o campeonato paulista de 2011, para além da Taça dos Libertadores no mesmo ano.

Desde que chegou ao antigo clube de Pelé, Danilo efectuou 60 jogos e marcou nove golos, sendo o mais importante o alcançado na final da Taça dos Libertadores diante do Peñarol. Essas excelentes exibições, valeram-lhe o interesse de clubes como a Juventus, Milan e Benfica, mas o internacional sub-20 acabou por escolher o FC Porto para continuar a sua carreira.

Médio-centro ou lateral-direito ofensivo

Danilo é um jogador que costuma jogar em duas posições preferenciais: Médio-centro ou lateral-direito, sendo que tem qualidade e talento suficiente para ambas.

Ainda assim, o facto de ser um jogador extremamente vertical e ofensivo, obrigam cautelas na sua utilização imediata como lateral, pois o jogador terá de se habituar a um futebol mais rápido como o português e poderá ter mais dificuldades nas transições ataque-defesa em contraste com o mais pausado futebol brasileiro.

Como futebolista, Danilo apresenta imensas qualidades que vão desde a grande velocidade, excelente pulmão, boa capacidade técnica e física, evoluída visão de jogo e bom capacidade no remate de meia-distância, características que assentam-lhe bem tanto na posição “oito” como a lateral-direito, ainda que nesta última terá de se ter em conta a pequena nuance que referi no parágrafo anterior.

Em suma, trata-se de um excelente reforço para o plantel azul-e-branco e que, por certo, irá acrescentar muita qualidade à equipa portista.

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Vukcevic prepara-se para fazer o golo do Sporting

Leões e maritimistas venceram os seus compromissos referentes à terceira pré-eliminatória da Liga Europa, diante de FC Nordsjaelland e Bangor City, respectivamente. A equipa verde e branca foi à Dinamarca vencer por uma bola a zero, num jogo em que o resultado pode dar a ideia de um jogo equilibrado, mas que, na verdade, apenas reflecte a enorme ineficácia do Sporting no encontro. Por outro lado, os verde-rubros venceram, na Choupana, uma frágil equipa galesa por oito bolas a duas, num encontro em que ficou bem patente a diferença de valores entre as duas formações, sendo que a existência de equipas como o Bangor City nesta fase da competição devia levar a UEFA a repensar os moldes da mesma.

FC Nordsjaelland 0-1 Sporting

Os dinamarqueses até entraram muito bem no jogo e, logo na primeira jogada, Nicki Nielsen apareceu na cara do guarda-redes leonino, mas este, com o pé, impediu o golo inaugural do FC Nordsjaelland

Pensou-se que esta equipa dinamarquesa pudesse ser mais forte do que o esperado, mas foi puro engano. Com o passar do tempo, o Sporting foi pegando no jogo e passou a dominá-lo completamente, chegando com relativa facilidade à baliza do guarda-redes Hansen.

O domínio leonino foi se intensificando e foi sem qualquer surpresa que, aos 24 minutos, Vukcevic aproveitou um excelente passe de Maniche para contornar o guarda-redes dinamarquês e colocar o Sporting na frente do jogo e da eliminatória.

Até ao descanso, o Sporting continuou a ter o controlo absoluto do encontro, mas, apesar de ter chegado algumas vezes com perigo à baliza contrária, foi incapaz de ampliar o marcador.

Após o intervalo, a premissa do desafio não se alterou e os leões continuaram a procurar ampliar a vantagem para garantirem maior tranquilidade para o jogo da segunda mão.

No entanto, a equipa verde e branca não foi feliz e, apesar de ter tido bastantes oportunidades para, pelo menos, fazer o segundo golo, esse tento nunca apareceu. Nesse capítulo, o jogador mais infeliz foi Hélder Postiga, pois rematou com perigo aos 57 minutos, mas um dinamarquês salvou sobre a linha de golo e depois, aos 75 minutos, foi o poste que negou o golo ao avançado.

Ainda assim, apesar da magra vantagem, o Sporting, pela sua enorme superioridade sobre esta equipa dinamarquesa, não deve ter dificuldades para, em Alvalade, confirmar o apuramento para o playoff de acesso à fase de grupos da Liga Europa.

Marítimo 8-2 Bangor City

O Marítimo, por certo, esperava uma equipa com um valor aproximado ao do Sporting Fingal, todavia, saiu-lhe um grupo de rapazes bem inferior aos irlandeses.

Durante a primeira parte, os madeirenses, mesmo sem fazerem um grande jogo e sem sequer acelerarem, garantiram uma vantagem de dois golos (Tchô, 33′ e Danilo 38′) e ainda viram o defesa galês Brewerton ver o segundo amarelo aos 45 minutos, deixando a equipa maritimista em superioridade numérica no relvado.

Essa expulsão aliada à fraca qualidade do conjunto britânico fazia prever uma goleada e o golo de Baba, logo aos seis minutos da segunda metade, dava força a essa previsão. No entanto, esse terceiro golo não teve continuidade imediata e o Marítimo ia desperdiçando golos perante uma equipa galesa que, naquela altura, reduzida a dez unidades e encostada às cordas, apenas pretendia sair da Choupana com o mínimo de golos sofridos possível.

Ainda assim, aos 74 minutos, aconteceu o inimaginável, quando Ward, de muito longe, disparou um míssil que embateu na trave e acabou por entrar na baliza madeirense. Estava feito o 3-1, um resultado que não sendo preocupante, era escasso para tamanha superioridade verde-rubra.

Todavia, esse golo galês teve o condão de acordar a equipa portuguesa que, a partir desse momento, aumentou a velocidade e a intensidade de jogo, passando a estilhaçar, totalmente, o reduto defensivo do Bangor City.

No seguimento dessa alteração de atitude, as oportunidades de golo sucederam-se e, com elas, os golos. Entre os 76 e os 80 minutos, a equipa madeirense fez quatro golos, apontados por Danilo (76′), Baba (77′), Tchô (79′) e Kanu (80′) e deixou o marcador num 7-1 que deixava a eliminatória resolvida.

A partir daqui, a intensidade baixou, mas o Marítimo ainda teve tempo para fazer o oitavo golo (Fidelis 90′) e para provar que a sua defensiva ainda precisa de ajustes, pois a frágil equipa galesa, reduzida a dez e apenas a pretender que o jogo terminasse o quanto antes, ainda conseguiu reduzir sobre o apito final, graças a um golo de Jebb.

Com este resultado, a passagem ao playoff da Liga Europa está garantida e a viagem da próxima semana ao País de Gales será um mero passeio.

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Cherrad falhou boa ocasião ao minuto 2

Foi um Marítimo personalizado e ambicioso aquele que subiu ao Dalymount Park, em Dublin, para defrontar o Sporting Fingal. Dominando quase sempre a partida, a equipa insular até podia ter terminado o desafio com um resultado mais folgado do que o 3-2 final, contudo, as dificuldades defensivas dos madeirenses continuam a ser visíveis e, caso não sejam corrigidas rapidamente, poderão ser fatais diante de adversários com outras soluções. Ainda assim, o mais importante foi o apuramento para a terceira pré-eliminatória da Liga Europa e um novo triunfo que garantiu pontos importantes para o ranking português na UEFA.

O Marítimo entrou muito forte no encontro e podia ter feito o golo logo na primeira vez em que chegou com perigo à baliza irlandesa, mas Cherrad, depois de passar o guarda-redes, viu um defesa do Sporting Fingal cortar um remate que tinha o fundo da baliza como destino.

Após esse lance, a equipa madeirense manteve o controlo do jogo, mas aos 18 minutos sofreu um susto quando o perigosíssimo Glen Crowe apareceu em boa posição para alvejar a baliza de Peçanha. Felizmente para o Marítimo, o atacante irlandês não conseguiu o remate.

Esta oportunidade dos irlandeses aliada à consciência de que um golo do Sporting Fingal colocava a equipa madeirense a perder na eliminatória, levou o Marítimo a arregaçar as mangas e a procurar mais intensamente um golo que lhe desse tranquilidade neste duelo europeu.

Curiosamente, não foi preciso esperar muito tempo, pois, no minuto seguinte à boa ocasião de Crowe, Alonso, de penalti, colocou os verde-rubros em vantagem (1-0).

Com uma vantagem mais gorda na eliminatória, os madeirenses acalmaram o jogo e, até final da primeira parte, conseguiram controlar a partida sem grandes problemas.

Após o descanso, os madeirenses continuaram a ser donos e senhores do jogo, com jogadores como Danilo e Marquinho a serem os elementos em destaque. Advinhava-se um golo da equipa portuguesa, que acabou por surgir aos 68 minutos, na sequência de um remate de Marquinho, num lance em que o guarda-redes irlandês ficou mal na fotografia.

Este golo acabava, praticamente, com a eliminatória e, assim, foi sem surpresa que os madeirenses abrandaram o ritmo de jogo. No entanto, esse abrandamento acabou por colocar a nu as deficiências defensivas do Marítimo que viu Zayed (81′) reduzir e Peçanha evitar o empate (83′) com a defesa da noite.

Assustados com o atrevimento do Sporting Fingal, os madeirenses voltaram a procurar o golo e Kanu, que havia entrado em campo a dez minutos do fim, falhou um golo de baliza aberta (84′). Ainda assim, o brasileiro redimiu-se três minutos depois com o 3-1, que acabava com quaisquer dúvidas sobre a equipa que iria seguir em frente.

Até final, ainda houve tempo para Zayed voltar a reduzir (2-3), mas já faltavam poucos minutos para o fim da partida e, assim, o Marítimo, além do apuramento para a eliminatória seguinte, garantiu uma importante vitória para as contas portuguesas no ranking UEFA.

Na próxima eliminatória, o Marítimo irá defrontar os galeses do Bangor City, que acabaram de eliminar os finlandeses do Honka (1-1 e 2-1).

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