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Posts Tagged ‘David Luiz’


Matić é um médio-centro de futuro

Agora que David Luiz parece estar prestes a transferir-se para o Chelsea, falou-se que uma das contrapartidas para o Benfica poderia ser um médio-centro sérvio muito alto e forte: Nemanja Matić.

Nascido a 1 de Agosto de 1988 em Sabac, Nemanja Matić iniciou a sua carreira profissional em 2005/06, ao serviço dos sérvios do Kolubara, onde terminou a temporada com 16 jogos.

Explodiu no Kosice antes de chegar ao Chelsea

Na temporada 2006/07, o médio sérvio transferiu-se para o Kosice, onde permaneceu nessa e nas duas épocas seguintes. Durante esses anos, somou 67 jogos (4 golos) pelo clube eslovaco, assumindo-se como peça fundamental do meio-campo do Kosice e ajudando-o a conquistar a Taça da Eslováquia em 2008/09.

As suas exibições na Liga Eslovaca chamaram a atenção dos responsáveis do Chelsea que o contrataram para a temporada 2009/10. Ainda assim, o passo para os londrinos acabou por revelar-se grande demais, com o internacional sérvio a apenas fazer quatro jogos pelos “blues” durante toda a época.

Assim sendo, foi sem surpresa que Matić, na actual temporada, acabou emprestado ao Vitesse, onde voltou a jogar com regularidade, somando, em meia-época, dezanove jogos pela equipa holandesa.

Alto, forte, mas nada tosco

Nemanja Matić é um médio-centro que, apesar da altura (1,94 metros) é bastante competente com a bola nos pés, tendo boa qualidade de passe. Excelente em termos posicionais, é um bom recuperador de bolas e que dá muito músculo ao meio-campo, sendo, pela sua grande altura, importante na ajuda dos centrais em lances de bola parada.

Ideal para a posição “seis”, adapta-se a qualquer táctica, podendo jogar tanto sozinho como ser o elemento mais fixo de um duplo-pivot de meio-campo.

Um jogador interessante, mas que, ainda assim, teria dificuldades em ganhar a titularidade no Benfica, dada a forte concorrência de Javi García.

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Jorge Jesus vive dias difíceis na Luz

Ao intervalo do jogo de Domingo eu já pouco acreditava na reviravolta, já ficava satisfeito de perder “apenas” por três. Esta é a pior crítica que posso fazer ao Benfica 2010/2011.

Já se sabia que o Benfica estava mal, que este Porto era favorito, estava muito forte e que Belluschi, Falcao, Varela e Hulk (que fenómeno) estavam em grande forma. E para ajudar à festa Jorge Jesus decidiu inventar e jogar da mesma forma que jogámos contra o Liverpool, onde perdemos por 4-1. Os 3 primeiros golos nasceram do espaço entre David Luís e Sidnei. Porque será? Mas mesmo assim, nada justifica este resultado.

Depois de uma época em que o Benfica dominou, praticou bom futebol e ganhou, vemos o Benfica actual e pensamos: O que se passa?

Podem dizer que saiu Di Maria e Ramires e que o Benfica se ressente dessas ausências, o que é verdade mas não justifica este descalabro. O ano passado também jogámos muitos jogos sem esses jogadores e a dinâmica da equipa era totalmente diferente.

O que se passa é que temos uma equipa que vive do passado. Uma Direcção que continua a vender a ideia que o Benfica é o maior porque é o campeão em título. Jogadores que pensam que não precisam de correr. Um treinador que foi campeão a jogar de uma forma, mas não percebe que com jogadores diferentes não pode jogar exactamente da mesma forma. Na minha opinião a grande diferença está mesmo no treinador.

O Benfica deixou de ter um treinador motivador, muito exigente e emocional, e tem agora um treinador passivo e muito apático. Deixámos de ver um treinador a gritar  “$”#$%&”, a ralhar com os jogadores, a festejar cada golo como se de uma final se tratasse, a picar os adversários e vemos actualmente um treinador que não sabe o que fazer, que está completamente à deriva.

Continuo a confiar no Benfica e no seu treinador, mas é com tristeza que digo que apesar de ser possível ganhar o campeonato, os objectivos do Benfica este ano devem passar por ganhar a Taça de Portugal, conseguir o 2º lugar na Liga e passar aos Oitavos de final da Champions League.

É triste ver este Benfica, mas este é o Benfica a que nos habituámos nas últimas duas décadas.

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A festa leonina após mais um golo diante do Levski

Tratou-se de uma semana europeia a duas velocidades e, pode-se dizer, a duas felicidades. Na Liga dos Campeões, o Braga continua a cair com estrondo e, desta feita, acabou esmagado, na sua própria casa, pela matreira equipa ucraniana do Shakhtar Donetsk (0-3), no entanto, os maus resultados da “Champions”, desta feita, também contagiaram o Benfica, que, na deslocação a Genselkirchen, foi batido pelo Schalke 04 por duas bolas a zero. Porém, se a semana na principal competição europeia foi negra para as nossas cores, já a segunda ronda da Liga Europa não podia correr melhor, pois o Sporting esmagou, em Alvalade, o Levski Sófia (5-0) e o FC Porto, na deslocação à Bulgária, conquistou três preciosos pontos, após vencer o CSKA Sófia, por uma bola a zero.

Sp. Braga 0-3 Shakhtar Donetsk

Os arsenalistas, que vinham de uma pesada derrota no Emirates Stadium (0-6), nem entraram mal no jogo, beneficiando do bom posicionamento de Salino que, em boa hora, rendeu Hugo Viana e garantiu equilíbrio na estratégia bracarense. Durante a primeira metade, o Braga, apesar de ceder maior iniciativa de jogo aos ucranianos, até teve as melhores oportunidades, mas Moisés e o citado Leandro Salino não foram capazes de marcar.

Depois, na segunda metade, a saída de Salino acabou por retirar coesão ao Braga e isso, aliado à saída de Rodríguez por lesão, ainda na primeira parte, foi fatal para a equipa portuguesa, que se tornou presa fácil para uma equipa ucraniana muito forte no contra-ataque. Assim sendo, foi sem surpresa que Luiz Adriano (57′ e 72′) e Douglas Costa (90+1′) fizeram os golos do Shakhtar e colocaram o Braga com tarefa quase impossível para chegar à segunda fase da liga milionária.

Schalke 04 2-0 Benfica

O Benfica entrou muito bem no jogo e até se pensou que pudesse ser o dia em que, finalmente, ganharia na Alemanha, todavia, a forte entrada acabou por ser sol de pouca dura. Com o passar dos minutos, a equipa germânica foi equilibrando a contenda e a melhor oportunidade da primeira parte até pertenceu ao Schalke 04 que viu o poste negar o golo a Raúl e Roberto negar o golo a Rakitic, tudo na mesma jogada.

Na segunda parte, o jogo teve menos intensidade, mas percebia-se que a equipa alemã estava mais segura dentro de campo, ainda que se conseguisse aproximar com perigo da baliza do espanhol Roberto. Assim sendo, foram precisos dois erros graves do Benfica para que o Schalke conquistasse o primeiro triunfo, em casa, em jogos da Bundesliga: primeiro, foi César Peixoto que foi incapaz de interceptar um cruzamento e, aos 72 minutos, deixou Farfán marcar; depois, foi David Luiz a escorregar junto à linha de meio-campo e a permitir que, na sequência do lance de contra-ataque, Huntelaar fizesse, aos 84 minutos, o 2-0. Este resultado não coloca em causa as possibilidades do Benfica seguir em frente, mas é um duro golpe na confiança encarnada.

CSKA Sófia 0-1 FC Porto

O FC Porto fez uma primeira parte de grande nível e se chegou ao intervalo a vencer por apenas um a zero, isso deveu-se a alguma infelicidade na finalização e a uma excelente exibição do guarda-redes do CSKA: M’Bolhi. Durante esse período, entre grandes defesas do guarda-redes local e outros lances desperdiçados, restou o golo de Falcao (16′) para dar vantagem ao dragão.

Na segunda metade, o FC Porto, que tantas oportunidades havia desperdiçado na primeira parte, esteve menos bem e acabou por permitir a reacção do CSKA Sófia. Ainda assim, os búlgaros foram incapazes de concretizar as boas oportunidades que dispuseram, com Sheridan, principalmente ele, em plano (negativo) de destaque. Com este resultado, os azuis e brancos dão um passo de gigante rumo à segunda fase.

Sporting 5-0 Levski Sófia

Apesar dos números gordos do triunfo leonino, a primeira parte esteve longe de encantar, com a equipa verde e branca a ser mais do mesmo, ou seja, muita posse de bola e pouca objectividade no último terço. Ainda para mais, a primeira oportunidade de golo até pertenceu a Dembelé, mas o avançado visitante, na cara de Rui Patrício, atirou fraco.

Porém, na primeira parte, o Sporting soube ser eficaz (uma raridade esta temporada) e, em duas das poucas oportunidades de golo, Carriço (31′) e Maniche (43′) colocaram os leões em vantagem.

Na etapa complementar, o golo de Salomão, logo ao minuto 53, acabou definitivamente com o jogo, sendo que, a partir desse momento, a única dúvida era saber por quantos golos de diferença iria vencer o Sporting. Acabaram por ser cinco, graças a um fenomenal golo de Postiga (61′) e a um tento de Matias Fernandez (79′). Com este resultado, os leões colocam-se em excelente posição para se apurarem para a 2ª fase e, inclusivamente, vencerem o Grupo C da Liga Europa.

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Ao contrário da temporada passada e apesar de o Benfica nem ter feito uma pré-época de má qualidade, os índices de confiança da equipa e dos adeptos não são os melhores para a nova temporada. Essa situação agravou-se com a perda da Supertaça para o FC Porto e com a saída do plantel de Di Maria e Ramires que eram, na época passada, uma espécie de asas de todo o jogo ofensivo da águia. Ainda assim, o Benfica adquiriu bons valores como Jara e Gaitán, que apenas precisam de tempo para despontarem e demonstrarem todo o seu potencial, sendo que, em primeira instância e olhando para o plantel actual, a passagem para o 4-3-3 talvez seja a melhor opção.

Pensando nesse esquema táctico, irei explanar aquele que, na minha opinião, seria o esquema mais adequado para as águias.


Na baliza optaria por Roberto, um guarda-redes que, apesar de bastante criticado, fez uma excelente época no Saragoça e apenas precisa de tempo para se adaptar a um clube com outras ambições como o Benfica. Com a ajuda do mítico “terceiro anel”, o espanhol deverá superar esse estigma de forma rápida.

Quanto à defesa, seria a base da época passada. As laterais com Fábio Coentrão, à esquerda, a funcionar como o lateral mais ofensivo e que dá mais profundidade ao futebol encarnado e Maxi Pereira, à direita, com mais obrigações defensivas, ainda que sem nunca descurar a hipótese de, sempre que possível, subir no terreno. Por outro lado, no centro, David Luiz e Luisão iriam reeditar uma dupla que tanta segurança deu a época passada.

No miolo, optaria por três elementos: Javi García-Rúben Amorim-Aimar. Neste esquema, o espanhol seria um médio defensivo puro, com grandes preocupações de recuperação de bolas e, também, de encostar aos centrais sempre que necessário; Rúben Amorim, por outro lado, seria um elemento que iria fechar as subidas de Maxi Pereira à direita e, ao mesmo tempo, funcionaria como ligação entre o trinco e o número 10; Por fim, Pablo Aimar seria o jogador com obrigação de dar imaginação e criatividade ao futebol encarnado, poupando-se a desgaste em tarefas defensivas e ficando, exclusivamente, com a obrigação de pautar todo o jogo ofensivo das águias.

Sabendo que Aimar não tem frescura para uma época inteira, Carlos Martins poderia, facilmente, ir alternando com o argentino ao longo da temporada.

O trio de ataque fechava o 4-3-3 e seria composto por Saviola, Jara e Cardozo. Nesta táctica, os argentinos iriam jogar nas costas do paraguaio, tentando cair nas alas (nomeadamente no flanco direito), trocando muitas vezes de posição, fazendo diagonais para o centro e tentando criar o máximo de desequilíbrios para as defensivas contrárias. Por outro lado, Óscar Cardozo seria a referência ofensiva do Benfica, jogando fixo na área e funcionando como referência tanto para tabelas e/ou serviços de Aimar, Saviola e Jara, como para cruzamentos dos laterais/avançados.

Na minha opinião, este onze disfarçaria as saídas de Di Maria e Ramires do plantel e, mesmo que o Benfica não jogasse ao nível da época anterior, seria possível fazer uma excelente temporada.

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Finalizada a época, a principal conclusão que podemos tirar é que o S.L. Benfica voltou a jogar “à Benfica” sendo que o mérito pertence em grande parte a Jorge Jesus. Mas, apesar do nome bíblico, não considero que aquilo que se passou este ano tenha sido fruto de um milagre. Foi, sim, fruto das capacidades e da inteligência de um grande treinador.

O primeiro mérito de Jesus está relacionado com a filosofia de jogo. O Benfica começou a jogar ao ataque, mostrando ser superior e não deixando o adversário respirar. Passou a pressionar no campo todo e a jogar 90 minutos com intensidade máxima. Os jogadores passaram a acreditar nas suas capacidades e que eram melhores de que o adversário. Ou seja, que a vitória chegaria mais cedo ou mais tarde. Resumindo, com Jesus o Benfica começou a jogar “à Benfica”.

Realce-se ainda a forma como Jesus “armou” a equipa e na forma como geriu o plantel.

Defesa

Jesus, tal como os antigos técnicos, apostou no guarda-redes mais experiente: Quim, que apesar de ser limitado deu segurança à defesa.

No quarteto defensivo, Luisão foi o líder e manteve a defesa calma e organizada. Jesus deu muito maior liberdade a David Luiz, que devido às suas capacidades físicas, conseguia subir e desequilibrar no ataque. Na defesa devido à sua rapidez conseguia dobrar e controlar os adversários mais rápidos.

Nas alas defensivas o Benfica sempre teve limitações, no entanto Jesus conseguiu que Maxi resolvesse, enquanto tinha força física, e que Amorim o substituísse, sempre que necessário (trocava raça e força física, por inteligência e qualidade de passe). Na esquerda descobriu Coentrão que, mais do que um defesa esquerdo, era um médio, o que tornou a ala esquerda do Benfica bastante ofensiva.

Meio – Campo

No meio campo temos de destacar o trabalho de Javi Garcia. Para mim foi o esteio de todo o futebol do Benfica. Só foi possível o adiantamento de Coentrão, Maxi e David Luiz devido às coberturas que eram feitas por Javi. Um jogador taticamente perfeito que lia o jogo de forma a que fosse possível o Benfica atacar com muitos sem perder o equilíbrio. 

E para além de defender, Javi também saia a jogar através de passe curto. Fazia o seu trabalho e depois deixava os restantes médios trabalharem um pouco. É caso para retribuir o gesto de amor ao Benfica pois os Benfiquistas também te amam.

Nos restantes médios incluímos Carlos Martins, Ruben Amorim, Pablo Aimar, Ramires, e claro Di Maria. Este merece um destaque pois sempre foi um jogar muito inconsequente e com Jesus não perdeu as suas características, a sua identidade, e começou a trabalhar para a equipa. Foi um dos jogadores mais importantes e desequilibradores da equipa. Junto com Coentrão constituiu uma ala esquerda temível.

Ataque

No ataque Jesus percebeu que o Benfica, devido ao futebol ofensivo praticado, precisava de uma referência mais física na área. Este posto foi muito bem ocupado por “Tacuara” Cardozo que se tornou melhor marcador do Campeonato e o melhor da Liga Europa (empatado com Pizarro). 

Mas este desempenho muito se deveu ao entendimento fantástico com Saviola. Saviola foi importantíssimo para fazer a ponte entre o meio campo e o ataque, ajudando a criar linhas de passe e espaço para os seus colegas entrarem na zona de finalização e marcarem.

Uma nota ainda para Weldon que quando foi chamado resolveu e ajudou o Benfica a alcançar pontos bastante importantes.

Adeptos

Jesus também soube gerir muito bem os Adeptos. Percebeu que estes poderiam empurrar a equipa e empenhou-se em acordar o vulcão adormecido. Esta gestão teve vantagens para a equipa de futebol ao nível da motivação, mas também para a saúde financeira do clube.

Conclusão: Goste-se ou não, o Sport Lisboa e Benfica é grande!

Nota: Peço desculpa aos jogadores, elementos da equipa técnica e dirigentes não referidos ao longo do texto, mas todos vocês também são campeões. Obrigado!

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Coates a festejar um golo pelo Nacional

No Nacional de Montevideu joga um dos defesas centrais mais promissores da América do Sul. Trata-se do jovem uruguaio Sebastián Coates.

O internacional sub-20, de apenas 19 anos, joga no Nacional desde 2009 e captou a atenção dos muitos olheiros que já o viram actuar. Há mesmo quem diga que ele, na próxima época, irá transferir-se para um clube europeu de nomeada.

Coates é um atleta extremamente alto (1,96 metros) e, por isso, imperial no jogo áereo, tanto defensivo como ofensivo (marca golos de cabeça com frequência). Contudo, apesar de ser um gigante, não é nada desengonçado e além de subir muito bem no terreno com a bola controlada, também defende muito bem em lances de um contra um. O uruguaio também lê muito bem o jogo e, nesse seguimento, é excelente na antecipação.

Assim sendo, e tendo em conta as suas características, seria o jogador ideal para actuar ao lado de Daniel Carriço ou David Luiz, por exemplo.

Para terem uma melhor noção das suas capacidades, deixo-vos um vídeo de Sebastián Coates a actuar na Copa Libertadores 2009.

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Costuma-se dizer que sempre que os treinadores portugueses inventam numa deslocação ao estrangeiro dão-se mal. Ontem, Jesus quis fazer alterações ao esquema defensivo das águias e a sorte voltou a não sorrir a uma equipa lusa.

Jesus optou por um esquema defensivo com David Luiz sobre a esquerda, Amorim sobre a direita, deixando o centro a Luisão e Sidnei. Júlio César foi a habitual escolha (em jogos europeus) para a baliza.

Curiosamente, tendo em conta o resultado final, o Benfica até entrou muito bem. Trocando a bola no meio campo inglês e, até, parecendo que o Liverpool estava totalmente manietado pelos encarnados. Puro engano.

Aos 27 minutos, num lance em que Júlio César demonstrou inexperiência extrema, Kuyt, na sequência de um canto, fez, de cabeça, o primeiro golo para os “reds”.

A partir daqui o Liverpool ficou em vantagem na eliminatória e passou, também, a controlar o jogo. Assim sendo, sete minutos depois, num lance rápido de contra-ataque, Lucas apareceu isolado perante o guarda-redes encarnado, contornou-o e fez, sem dificuldades, o 2-0.

O intervalo chegou e pensou-se que podia fazer bem ao Benfica, todavia, o início da segunda metade não trouxe grandes melhorias. As águias continuavam pouco objectivas e percebia-se que o Liverpool tinha o jogo totalmente controlado. Depois, aos 59 minutos, para piorar o panorama do jogo, Torres concluiu uma bonita jogada de contra-ataque e fez o 3-0, um resultado que deixava o jogo muito complicado para o Benfica.

Ainda assim, os encarnados reagiram e, dez minutos depois, Cardozo, num livre directo reduziu para 3-1, deixando a qualificação dos encarnados dependente de um segundo golo. Esse tento até podia ter surgido, novamente por Cardozo e novamente na transformação de um livre directo, todavia, a bola passou ligeiramente ao lado da baliza de Reina.

Foi, porém, o canto do cisne dos encarnados. Torres fez, aos 82 minutos, o quarto golo dos “reds” e acabou com o jogo, que se arrastou (de forma penosa para os benfiquistas) até final.

No cômputo geral, tratou-se de uma vitória justa do Liverpool, que foi extremamente eficaz, diante de um Benfica que esteve vários furos abaixo do que sabe fazer. Boa arbitragem.

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