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Leandro Lima não vingou no FC Porto

Chegou rotulado de nova grande pérola do futebol brasileiro, surgindo no FC Porto com a fama de um médio-ofensivo de grande técnica e imaginação que podia, inclusivamente, seguir os passos de jogadores como Deco ou Anderson. Todavia, o internacional sub-20 brasileiro Leandro Lima nunca se destacou verdadeiramente pelas suas qualidades futebolísticas, ficando, ao invés, mais conhecido por, na realidade, não ter exactamente a idade que proclamava (tinha mais dois anos) e por não ter conseguido vingar nem no FC Porto nem nas passagens fugazes que teve pelo Vitória de Setúbal e pela União de Leiria.

Destacou-se no São Caetano

George Leandro Abreu de Lima nasceu a 9 de Novembro de 1985 em Fortaleza, Brasil, tendo se destacado ao serviço do São Caetano, clube onde despontou e garantiu uma transferência para o FC Porto.

No clube português, chegou rotulado de grande craque, contudo, apesar de mostrar algumas qualidades futebolísticas, nunca vingou verdadeiramente naquela temporada de 2007/08, tendo efectuado apenas 13 jogos (apenas dois como titular).

Nessa passagem pelo FC Porto, ficou mais conhecido por ter mais dois anos do que afirmava, numa situação que fez correr muita tinta no espectro futebolístico da época, pois Leandro Lima havia chegado aos dragões com a data de nascimento de 19 de Dezembro de 1987.

Sem vingar em Setúbal e em Leiria

Na temporada seguinte aquela em que esteve no FC Porto, Leandro Lima foi emprestado ao Vitória de Setúbal, não tendo deslumbrado na passagem pelo Sado, apesar da utilização relativamente regular (32 jogos, 1 golo).

Em 2009, regressou ao Brasil para jogar no Cruzeiro, tendo surgido no clube de Belo Horizonte primeiro por empréstimo e, depois, a título definitivo, todavia, também não vingou em Minas Gerais.

Na época 2010/11, regressou a Portugal para jogar na União de Leiria e voltou a ter uma performance parecida com a passagem pelo Sado, ou seja, até actuou com regularidade (25 jogos, 1 golo), mas nunca mostrou qualidade suficiente para se perceber todo o entusiasmo aquando da sua chegada ao FC Porto.

Após a experiência no centro de Portugal, Leandro Lima regressou ao Brasil para representar o modesto Avaí, clube que, na verdade, o médio-ofensivo representa até hoje.

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Marcelo Labarthe no Grémio

No Verão de 2005, no rescaldo da temporada do “quase”, o Sporting foi ao Rio Grande do Sul adquirir aquele que se dizia ser uma das grandes promessas do Internacional de Porto Alegre e, mais do que isso, o novo “Deco”: Marcelo Labarthe. Rotulado de grande talento, mas com apenas 21 anos, o Sporting entendeu que era melhor emprestá-lo a outros clubes portugueses, para que, futuramente, explodisse nos verde-e-brancos. Todavia, os leões rapidamente perceberam que alguém que não se impõe no Beira-Mar ou no Vitória de Setúbal dificilmente será uma mais valia para o Sporting Clube de Portugal…

Produto das escolas do Internacional

Marcelo Martini Labarthe nasceu a 12 de Agosto de 1984 em Porto Alegre, Brasil, e frequentou as escolas de um dos grandes clubes do Estado do Rio Grande do Sul, o Internacional de Porto Alegre.

Após alguns jogos pela equipa principal do “Colorado”, começou-se a falar do talento do jovem “dez”, que se dizia reunir as características de outro jogador que havia brilhado em Portugal: Deco.

Assim sendo, o Sporting avançou para a sua contratação em 2005, emprestando-o, nessa temporada de 2005/06 ao Beira-Mar, onde Labarthe não conseguiu confirmar tudo o que se dizia sobre si, efectuando apenas 13 jogos num clube que, na altura, estava no segundo escalão do futebol português.

Apesar da desilusão na experiência em Aveiro, o Sporting entendeu dar mais uma oportunidade ao criativo brasileiro, emprestando-o, em 2006/07, ao Vitória de Setúbal. Nos sadinos, todavia, o sucesso voltou a ser o mesmo, ou seja, (quase) nulo, com Marcelo Labarthe a não fazer mais do que onze jogos de futebol pálido e pouco inspirado.

Nunca confirmou o seu potencial

Após o empréstimo ao Vitória de Setúbal, o Sporting percebeu que Labarthe nunca seria uma mais-valia e deixou de ter um vínculo contratual com o brasileiro.

Assim sendo, em 2007, o canarinho regressou ao Brasil e ao Rio Grande do Sul, para representar o Grémio, todavia, não criou qualquer impacto, mudando-se, dois anos depois, para o Japão, onde representou o Ventforet Kofu.

Após novo insucesso, desta vez em terras nipónicas, Marcelo Labarthe regressou ao Brasil, onde já representou clubes modestos como o Uberlândia, Caxias do Sul e, neste momento, já com 26 anos, o São José.

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Cajú fracassou no FC Porto

Fez dupla terrível com Deco no Alverca e esperava-se que se assumisse como um avançado rápido, móvel e diabólico ao bom jeito de João Vieira Pinto. Tinha apenas 23 anos e somava 33 golos em duas épocas e meio ao serviço do clube ribatejano, presumindo-se que poderia ser uma grande contratação para um qualquer clube de topo do futebol português. Nesse Verão de 1999, acabou por ser o FC Porto a arriscar a sua aquisição, reeditando a parceria do avançado brasileiro com o mágico Anderson Luís de Souza, mais conhecido por Deco. Infelizmente para os portistas, o talento do avançado canarinho acabou por revelar-se bem menor que o talento do actual jogador do Fluminense.

Despontou no Corinthians Alagoano e explodiu no Alverca

Celso das Neves “Cajú” nasceu a 10 de Agosto de 1976 em Afonso Cláudio no Estado do Espírito Santo, tendo despontado ao serviço do Corinthians Alagoano, clube onde brilhou ao lado de Deco.

Em 1997, transferiu-se para o Alverca juntamente com o agora internacional português, naquilo que se presumia que fosse um pequeno ponto de passagem até uma futura transferência para o Benfica.

Durante duas temporadas e meia nos ribatejanos, Cajú fez 33 golos em 80 jogos, ajudando a equipa ribatejana a subir à primeira divisão na primeira temporada e a conquistar a manutenção no escalão principal na segunda época.

Passou fugazmente pelos dragões

Os impressionantes números e as boas exibições ao serviço do Alverca, fizeram com que o FC Porto avançasse para a sua contratação, tornando-se num dos reforços portistas a meio da época 1999/2000.

Contudo, durante meia temporada, o avançado brasileiro apenas fez dois miseráveis jogos pelos azuis e brancos, somando irrisórios 95 minutos oficiais pelos dragões.

Assim sendo, foi sem surpresa que o atacante brasileiro regressou ao Ribatejo e ao Alverca, onde haveria de permanecer com algum sucesso nas temporadas três temporadas seguintes, somando 73 jogos e 24 golos pelo clube ribatejano. No entanto em 2003/04, passou a ser menos utilizado pelo Alverca, terminando essa temporada com apenas 10 jogos efectuados e sem qualquer golo apontado.

Declínio começou cedo

No Verão de 2004, Cajú tinha apenas 28 anos, mas, mesmo assim, nenhum clube do principal escalão se interessou pelo avançado, obrigando o brasileiro a transferir-se para o Académico de Viseu, então na II divisão B. Após duas épocas interessante nos viseenses, mudou-se para o Maia, que apostava forte no regresso à Liga de Honra, mas acabou por fazer uma época horrível, terminando na última posição e descendo à III Divisão.

Não pretendendo jogar no quarto escalão do futebol português, regressou ao Brasil para representar o Grémio Laranjeiras, clube modesto onde havia de acabar a carreira, sendo a prova viva que, muitas vezes, uma grande promessa nos primeiros anos da carreira pode nunca explodir ou confirmar o talento ao longo do seu percurso desportivo, terminando a carreira na mais completa anonimidade.

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Portugal acabou por fazer um campeonato do mundo mediano, limitando-se a cumprir com aquilo que poderíamos considerar, à partida, os serviços mínimos: alcançar os oitavos de final. Individualmente, muitos jogadores estiveram abaixo das suas capacidades, alguns acabaram por serem iguais a si próprios e outros, uma minoria, superaram todas as expectativas, acabando por fazer um excelente Mundial. Neste artigo, irei definir aqueles que, para mim, foram a surpresa, a revelação, a confirmação, a desilusão e o ausente da selecção das quinas no campeonato do mundo da África do Sul.

A surpresa – Eduardo (Guarda-Redes)

Depois da excelente prestação no campeonato do mundo, termos descoberto que o antigo guarda-redes do Sp. Braga assinou pelo modesto Génova, quando se chegou a falar da hipótese Bayern Munique, acabou por ser uma desilusão. Eduardo foi, no Mundial 2010, provavelmente o jogador mais importante da selecção nacional. Voz de comando de todo o sector defensivo, mostrou uma extraordinária elasticidade e enorme segurança entre os postes, tanto pelo chão como pelo ar. Apesar das poucas internacionalizações, Eduardo esteve sempre ao seu melhor nível, nunca se atemorizando na presença de jogadores tão credenciados como Drogba, Luís Fabiano ou David Villa, terminando o campeonato do mundo com apenas um golo sofrido. Na verdade, o ex-jogador do Sporting de Braga esteve ao nível dos melhores anos de Vítor Baía e esse é, provavelmente, o melhor elogio que lhe podemos fazer.

A revelação – Fábio Coentrão (Lateral-Esquerdo)

Chamar ao jogador do Benfica de lateral esquerdo acaba por ser uma minimização daquilo que Fábio Coentrão foi no campeonato do mundo da África do Sul. Bem trabalhado por Jorge Jesus ao longo de toda a época 2009/10, a jovem promessa apareceu no Mundial numa forma excelente e, surpreendentemente, sempre sem mostrar sob pressão, encarando os adversários de frente e, muitas vezes, servindo de exemplo de raça e querer para todos os seus companheiros. Ao longo dos desafios, Coentrão foi sempre competente a defender e, mais importante que isso, foi, quase sempre, o maior desiquilibrador que a equipa teve no flanco esquerdo. Foi uma enorme surpresa ver um jogador tão jovem fazer todo um corredor com aquela qualidade, confiança e competência, raramente tendo um deslize ou uma má opção. Depois de muitos anos a penar, os portugueses podem ficar descansados, descobriu-se um (grande) lateral esquerdo para a selecção.

A confirmação – Bruno Alves (Defesa-Central)

A qualidade do central do FC Porto esteve sempre acima de qualquer dúvida, mas temia-se pela sua agressividade excessiva que, por vezes, prejudica-lhe a ele e à sua equipa. No entanto, ao longo do campeonato do mundo, Bruno Alves foi sempre um exemplo de correcção, rigor, inteligência e segurança no sector defensivo português. Jogador habituado ao choque, foi quase sempre intransponível, provando ser o par ideal para o experiente Ricardo Carvalho, nunca perdendo a calma, nunca mostrando ser afectado pela pressão e dando sempre a ideia que, se Portugal qubrasse, nunca seria por culpa dele. Imperial tanto nas alturas como com a bola junto à relva e com uma técnica bastante boa para um defesa central de choque, Bruno Alves, aos 28 anos, merece, depois deste Mundial, um contracto com um grande clube da Europa.

A desilusão – Cristiano Ronaldo (Avançado)

Não podemos dizer que a prestação do jogador do Real Madrid foi horrivel, mas, para um jogador do seu calibre, esteve, por certo, bem abaixo daquilo que o madeirense sabe e pode fazer. Ao longo dos jogos de Portugal, Ronaldo foi utilizado tanto na ala como a ponta de lança e se nos flancos ainda deu um ar da sua graça, provou que, sozinho na frente de ataque, é peixe fora de água e pouco pode fazer para ajudar a selecção das quinas. Um golo, uma assistência, dois remates aos postes e algumas boas iniciativas acabam por ser um reflexo pálido daquilo que se esperava de Cristiano Ronaldo e acabam por provar que ainda está para chegar alguém à selecção que saiba tirar partido da plenitude do seu talento e enorme qualidade.

O ausente – Deco (Médio-Ofensivo)

Na despedida da selecção das quinas, esperava-se que o “Mágico” aparecesse ao seu melhor nível e fosse o farol das iniciativas atacantes da equipa portuguesa. Apesar de estar no ocaso da carreira, o luso-brasileiro continuava a ser um jogador com boa capacidade técnica e excelente timing de passe, o que aliado a uma frente de ataque com jogadores rápidos como Ronaldo ou Simão, podia fazer estragos nas defesas contrárias. Infelizmente, Deco apenas fez o jogo inaugural diante da Costa do Marfim, onde esteve bem abaixo do que costuma fazer, mostrando-se lento e sem ideias, um pouco como, aliás, esteve quase toda a equipa portuguesa. Após esse jogo, Deco teceu duras críticas a Queirós, queixando-se da posição em que foi colocado a jogar. Pouco depois, lesionou-se e desapareceu, sem deixar rasto, até ao final da participação portuguesa no campeonato do mundo.

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O mágico mostra-se na África do Sul

Já não tem o fulgor de outros tempos, mas continua a ser um jogador de classe, capaz de desequilibrar uma partida. Anderson Luís de Souza, mais conhecido por Deco, tem 32 anos, e joga no centro do terreno, especialmente como número 10.

Começou a jogar no Nacional Atlético Clube, de São Paulo, onde deu nas vistas até se transferir para o Corinthians. A sua chegada a Portugal ocorreu em 1997, aos 18 anos, para jogar no Benfica. Mas, apesar das boas indicações dadas nos treinos, o clube decidiu emprestar Deco ao Alverca, para jogar na segunda liga. No seu regresso, foi dispensado do Benfica pelo treinador Graeme Souness, que não acreditava no seu potêncial, e acabou por rumar ao Salgueiros (1998/99), onde jogou 12 encontrou e despertou o interesse do FC Porto, para onde se tranferiu durante o mercado de inverno.

No FC Porto, afirmou-se sobre o comando de José Mourinho e foi figura importante na equipa durante as conquistas de 2003 e 2004 – dois campeonatos, uma taça de Portugal, uma Taça UEFA e uma Liga dos Campeões. Transfere-se para o Barcelona em 2004 e volta a conhecer o sucesso, vencendo o campeonato espanhol por duas vezes e a liga dos campeões por uma. Após três épocas no onze inicial, perdeu espaço na equipa na época 2007/08 e desagradado com a situação, transfere-se na época seguinte (2008/09) para o Chelsea, onde joga à duas épocas e conquistou um campeonato de Inglaterra.

Apesar de ter nascido no Brasil, no momento em que adquiriu a nacionalidade portuguesa, Deco passou a ser uma opção válida para a selecção de Portugal. Após meses de debate público sobre a sua eventual chamada, Scolari convoca-o para um particular frente ao Brasil e Deco estreia-se na selecção com o golo da vitória de Portugal (2-1). Desde então, tem estado presente nas convocatórias da selecção portuguesa, tendo sido uma peça fundamental nas campanhas no Euro2004, Mundial 2006 e Euro2008.

Deco é um jogador de técnica apurada, visão de jogo e precisão no passe. Já não tem o pulmão, nem a velocidade de outros tempos, mas continua a ser uma mais valia difícil de substituir. Tem no seu drible curto e remate de meia distância, duas armas capazes de desequilibrar um jogo, mas a sua capacidade táctica e disponibilidade defensiva são também importantes para travar as iniciativas adversária, quando é necessário defender. O seu maior pecado dentro de campo é o nível de risco em coloca nos lances que protagoniza, muitas vezes perdendo a posse de bola por tentar efectuar passes de dificuldade elevada.

Será um titular indiscutível e pede-se que Deco dê a criatividade que o meio campo da selecção precisa. Devido à sua idade, esta competição poderá ser a sua última fase final, o que lhe poderá dar alguma motivação extra para uma despedida em grande – Portugal agradeceria.

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Portugal participou em quatro campeonatos do mundo e podemos dividir essas participações em dois tipos de presença: o oito e oitenta. Em 1966 e 2006, a equipa das quinas teve excelentes campanhas e apenas foi eliminado nas meias finais, terminando essas competições em terceiro e quarto lugar respectivamente. Por outro lado, em 1986 e 2002, Portugal viveu participações conturbadas com más fases de preparação e problemas graves como o Caso Saltillo (México 86) e o famigerado estágio de Macau (Japão/Coreia 2002), sendo eliminado logo na primeira fase. Agora, em 2010, a selecção lusitana irá desempatar e com atletas da qualidade de Pepe, Ronaldo, Ricardo Carvalho ou Deco, esperemos que o desempate seja para o lado das participações positivas.

A Qualificação

Esperava-se que Portugal, pela qualidade dos seus jogadores, tivesse vivido uma fase de apuramento bem mais simples do que viveu.

Integrada no Grupo 1 com Dinamarca, Suécia, Hungria, Albânia e Malta, a equipa portuguesa foi incapaz de vencer a Dinamarca (2-3 e 1-1) e a Suécia (0-0 e 0-0), tendo tido mesmo um resultado patético que passou pelo empate caseiro diante da Albânia (0-0), num jogo em que os albaneses jogaram 60 minutos com apenas dez unidades.

Ainda assim, as vitórias diante da Hungria (3-0 e 1-0), Malta (4-0 e 4-0) e na Albânia (2-1), aliadas a uma mediana campanha dos suecos, permitiu aos lusos assegurarem o segundo lugar no agrupamento e o consequente apuramento para o playoff.

Defrontando a Bósnia nesse duelo decisivo, Portugal acabou por garantir o acesso ao Mundial 2010 graças a dois triunfos pela margem mínima (1-0), mas com exibições bem díspares. No primeiro jogo, em casa, Portugal foi feliz na vitória, pois os bósnios viram os postes devolverem-lhes três remates. Por outro lado, no segundo encontro, em Zenica, a equipa das quinas fez um excelente jogo e o 1-0 até acabou por ser um resultado lisonjeiro para os bósnios, tal o número de oportunidades falhadas pela selecção portuguesa.

Em suma, foi com uma campanha irregular e sinuosa que os portugueses se apuraram para o campeonato do mundo.

Grupo 1 – Classificação

  1. Dinamarca 21 pts
  2. Portugal 19 pts
  3. Suécia 18 pts
  4. Hungria 16 pts
  5. Albânia 7 pts
  6. Malta 1 pt

Playoff

Portugal 1-0 Bósnia / Bósnia 0-1 Portugal

O que vale a selecção portuguesa?

Em termos individuais e mesmo com as ausências por lesão de Bosingwa e Nani, Portugal tem uma equipa de grande qualidade, recheada de elementos habituados à alta roda do futebol europeu. No entanto, a principal preocupação para a equipa técnica portuguesa passa por criar um colectivo forte e tirar melhor partido de alguns elementos que, quando jogam na selecção, não costumam render ao nível do que fazem nos seus clubes como Ronaldo ou Liedson.

A equipa das quinas deve apresentar Eduardo na baliza, um guarda-redes globalmente seguro, mas algo instável nos cruzamentos e um quarteto defensivo composto por uma excelente dupla de centrais: Bruno Alves e Ricardo Carvalho. Neste esquema, o jogador do FC Porto será o central de marcação e o atleta do Chelsea, muito inteligente tacticamente, ficará mais livre no centro da defesa. Depois, nas laterais, Queirós deve actuar com Fábio Coentrão (à esquerda), um jogador muito competente a defender, mas cujo ponto forte é a sua capacidade de subir no flanco e criar desequilíbrios no ataque, sendo que, no flanco oposto, deverá actuar Paulo Ferreira, um jogador mais defensivo e com inteligência táctica, ideal para o equilíbrio defensivo de Portugal. Ainda assim, com a chegada de Rúben Amorim ao lote dos 23, não será de excluir a possibilidade de o jogador do Benfica substituir o atleta do Chelsea no flanco direito da selecção nacional.

Depois, no meio campo, Portugal deve jogar com três elementos: um trinco, um box to box e um número 10. No vértice mais defensivo do meio campo, Pepe será a escolha natural do seleccionador português, todavia, se não tiver em condições, avançará Pedro Mendes, que, não tendo a altura do atleta do Real Madrid para a ajuda aos centrais, tem mais mobilidade e, defendendo bem, cria mais soluções ofensivas para a equipa nacional. À frente do trinco, surge outra dúvida: Raúl Meireles ou Tiago? No entanto, neste caso, a maior inteligência táctica e, acima de tudo, a bravura do médio do FC Porto deverá garantir-lhe a titularidade. A médio ofensivo jogará, naturalmente, Deco, que, mesmo com 32 anos, mantém uma criatividade e imaginação sem rival na selecção nacional.

Por fim, no ataque, Queirós, após a lesão de Nani, deverá apresentar Simão e Ronaldo nas alas e Liedson a ponta de lança. Neste esquema, pede-se, apesar das posições definidas em campo, bastante mobilidade do trio, situação facilitada pelas características dos três atacantes. Assim sendo, Ronaldo, partindo da direita, irá muitas vezes colar a Liedson no centro do ataque; Simão irá fazer muitas diagonais da esquerda para o centro como tanto gosta e, também, irá trocar várias vezes de flanco com Ronaldo; Já Liedson irá, como sempre, deambular por todo o reduto ofensivo de forma a criar espaços tanto para ele como, inclusivamente para os outros dois avançados.

Em suma, se Portugal revelar consciência colectiva e souber aliá-la ao seu natural talento individual, terá todas as condições para fazer um bom campeonato do mundo.

O Onze Base

Partindo do princípio que Pepe estará em condições de ser titular, Portugal deverá apresentar o seguinte onze: Eduardo (Sp. Braga) na baliza; Fábio Coentrão (Benfica), Bruno Alves (FC Porto), Ricardo Carvalho (Chelsea) e Paulo Ferreira (Chelsea) na defesa; Pepe (Real Madrid), Raúl Meireles (FC Porto) e Deco (Chelsea) no meio campo; Ronaldo (Real Madrid), Simão (Atl. Madrid) e Liedson (Sporting) no ataque.

Classificação – Previsão “A Outra Visão”

Habituado ao oito e ao oitenta, Portugal nunca é um país fácil para se prever uma classificação num campeonato do mundo. Ainda assim, num grupo com Brasil, Costa do Marfim e Coreia do Norte, é credível que Portugal dispute o primeiro lugar com os brasileiros, sendo que a equipa canarinha, pela sua enorme experiência em campeonatos do mundo, deverá ter, à partida, ligeira superioridade sobre a equipa das quinas.

Calendário – Grupo G (Mundial 2010)

  • 15 de Junho: Portugal vs Costa do Marfim
  • 21 de Junho: Portugal vs Coreia do Norte
  • 25 de Junho: Portugal vs Brasil

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É um jogador talentoso, , mas não era certo que estivesse entre os eleitos do seleccionador. Ainda assim, a sua chamada não deixou ninguém surpreendido.

Miguel Veloso, de 24 anos, é um jogador polivalente (actua a defesa central ou lateral), mas é no centro do terreno que demonstra todo o seu talento.

Após ser campeão de juniores nas camadas jovens do Sporting (2004/05), foi emprestado ao Olivais e Moscavide (2005/06), onde ajudou a promover o clube à Liga de Honra e ganhou o seu primeiro título nacional. Na época seguinte (2006/07) regressou ao Sporting e cedo demonstrou capacidades para ser titular e afirmar-se na primeira equipa, despertando o interesse de grandes clubes de outros campeonatos.

Na selecção, estreou-se pela mão de Scolari, em 2007, e esteve presente no Euro2008. Este ano volta a marcar presença numa grande competição de selecções, mesmo tanto sido pouco utilizado na fase de apuramento.

Veloso é um jogador de técnica apurada, bom toque de bola e uma capacidade de passe fora do comum – sendo os passes longos uma das suas qualidades. Tem um remate forte e preciso e um posicionamento em campo muito interessante, que lhe permite preencher os espaços de forma a compensar a sua falta de velocidade. As bolas paradas são também um dos seus trunfos – sejam cantos ou livres, e o seu pé esquerdo, nesse aspecto, a ser uma mais valia para a selecção.

Pode desempenhar outras funções dentro de campo, mas, perante as suas características e o esquema táctico da selecção, Miguel Veloso deverá ser utilizado, por Queirós, no meio campo, à frente do trinco (Pepe ou Pedro Mendes) e atrás do Nº10 (Deco). Veloso será um número (8) que trará equilíbrio ao meio campo defensivo e procurará desequilibrar nas transições ofensivas – pela sua visão de jogo e remate de meia distância.

Existem dúvidas se o seleccionador o irá premiar com a titularidade, mas perante a má forma de Meireles (o mais usado nessa posição durante a qualificação) e a dúvida sobre a possibilidade de utilizar Tiago (devido a lesão), Veloso pode ter a hipótese de se afirmar em definitivo como uma pedra chave na selecção nacional, convencer de vez quem ainda tenha dúvidas sobre o seu valor e valorizar a sua (aparentemente inevitável) ida para um campeonato de maior dimensão.

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