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Posts Tagged ‘Di Maria’

Quinaz é um talento avense

Um dos segredos da boa campanha do Desportivo das Aves na Liga Orangina é um ala-esquerdo de excelente técnica individual, mas que só aos 26 anos parece estar a explodir no contexto futebolístico português: Quinaz.

Nascido a 18 de Junho de 1985 em Lisboa, Gonçalo Fílipe Carvalho Quinaz Pereira iniciou a sua carreira no Odivelas, clube que representou durante todas as camadas jovens e nos primeiros anos de sénior.

Em 2006/07, mudou-se para o Pêro Pinheiro, onde actuou no campeonato distrital de Lisboa, tendo na temporada seguinte subido um degrau na sua evolução, transferindo-se para o Atl. Cacém, onde disputou a terceira divisão nacional.

Excelente época no regresso a Odivelas

No Verão de 2008, Quinaz regressou ao Odivelas, o que significou nova ascensão no seu percurso, pois a equipa onde fez todo o seu percurso juvenil disputava a segunda divisão nacional. No Odivelas, arrancou para uma excelente época, marcando oito golos em trinta e três jogos e assumindo-se como uma peça fundamental da equipa.

O sucesso no Odivelas valeu-lhe uma transferência para o Pinhalnovense, onde, entre 2009 e 2011, cotou-se como um dos principais elementos do clube da margem sul, marcando um total de 17 golos em 54 jogos e garantindo a entrada do no futebol profissional no último defeso de Verão, graças a uma transferência para o Desportivo das Aves.

Na sua primeira experiência nortenha e, também, nos campeonatos profissionais, o extremo não tem acusado a pressão, tornando-se numa das figuras da equipa que se encontra em terceiro lugar na Liga Orangina, somando cinco golos em dezasseis jogos e pincelando cada actuação com pormenores de classe.

Extremo-esquerdo talentoso que também pode jogar a “dez”

Quinaz é preferencialmente um extremo-esquerdo de grande qualidade individual, que faz da velocidade, técnica e imprevisibilidade os seus mais importantes predicados.

Sem medo de enfrentar o jogo e o adversário, Quinaz é daqueles jogadores que tem a capacidade de empolgar a bancada e a própria equipa, sendo daqueles jogadores que acrescentam sempre um toque de classe ao jogo.

Forte no um contra um e com um pé esquerdo de superior talento, o jogador do Aves também pode actuar na posição “dez”, ainda que seja claramente encostado ao flanco canhoto do ataque que mais renda e potencie as suas qualidades.

Neste momento, com 26 anos, o jogador que muitos dizem lembrar a espaços Di María, está na maturação ideal para um novo salto. Veremos se algum clube primodivisionário lhe garante essa oportunidade.

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Wass pode chegar a custo zero

Já dizem os populares que “Ano novo, vida nova”. E a direcção do Benfica parece que quis ouvir o povo e com o novo ano veio também uma nova política de contratações para o futebol profissional.

Depois de alguns anos a apostar em jogadores reconhecidos internacionalmente e caros, como Saviola e Aimar, e em jovens promessas, mas com passes valorizados em mais de 5 milhões de Euros, como Jara, Di Maria, Roberto, entre outros, parece que o Benfica mudou de política.

Neste mercado de Inverno vemos uma mudança mesmo analisando os pequenos ajustes feitos no plantel. As únicas contratações de Inverno foram o José Luiz Fernandez, médio-esquerdo vindo do Racing de Avellaneda, que custou cerca de 2 milhões de Euros (barato comparando com Jaras, entre outros) e Jardel, defesa-central ex-Olhanense, que custou quase 400 mil.

Mas o início do ano fica também marcado pela preparação da época 2011/2012, que está a ser pensada de forma completamente diferente do que fazia num passado recente.

Para a próxima época fala-se de muitas contratações (até demais). Fala-se do Nuno Coelho da Académica de Coimbra, Nolito do Barcelona B, Rodrigo Mora do Defensor Sporting, Carole do Nantes, Wendt do Copenhaga, Taiwo do Marselha, entre muitos outros.

Nestas contratações e possíveis contratações vemos algumas grandes diferenças em relação à política de contratações dos últimos anos: são jogadores jovens, em fim de contrato (estratégia muito utilizada pelo Sporting de Braga) e alvos apetecíveis a nível financeiro (apesar de jogadores como Nolito ou Taiwo exigirem grandes prémios de assinatura).

Outro sinal positivo é que o Benfica voltou a apostar timidamente no mercado português (Jardel e Nuno Coelho) e nas camadas jovens (Luís Filipe Vieira falou da hipótese de termos 4 a 5 jogadores formados no clube no plantel principal na próxima época).

Analisando então esta mudança repentina de política, penso que esta justifica-se por 2 motivos:

•  a direcção do Benfica percebeu que a situação económica que atravessa o futebol coloca novos desafios e os clubes portugueses só podem cometer loucuras se venderem muito ou se fizerem boas campanhas na Champions League (e a do Benfica foi péssima);
• a UEFA começa a apertar o cerco e “vai” implementar o fair-play financeiro a partir da época 2013/2014: vai proibir clubes que tenham dívidas de participar nas competições europeias.

Sejam quais forem os motivos, considero esta notícia bastante positiva para o Benfica, desde que o trabalho de prospecção seja feito com qualidade. Acredito que com um bom trabalho de prospecção é possível formar uma equipa forte, com capacidade para lutar pelo título nacional e fazer boa figura nas competições europeias sem gastar muito dinheiro.

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Jorge Jesus vive dias difíceis na Luz

Ao intervalo do jogo de Domingo eu já pouco acreditava na reviravolta, já ficava satisfeito de perder “apenas” por três. Esta é a pior crítica que posso fazer ao Benfica 2010/2011.

Já se sabia que o Benfica estava mal, que este Porto era favorito, estava muito forte e que Belluschi, Falcao, Varela e Hulk (que fenómeno) estavam em grande forma. E para ajudar à festa Jorge Jesus decidiu inventar e jogar da mesma forma que jogámos contra o Liverpool, onde perdemos por 4-1. Os 3 primeiros golos nasceram do espaço entre David Luís e Sidnei. Porque será? Mas mesmo assim, nada justifica este resultado.

Depois de uma época em que o Benfica dominou, praticou bom futebol e ganhou, vemos o Benfica actual e pensamos: O que se passa?

Podem dizer que saiu Di Maria e Ramires e que o Benfica se ressente dessas ausências, o que é verdade mas não justifica este descalabro. O ano passado também jogámos muitos jogos sem esses jogadores e a dinâmica da equipa era totalmente diferente.

O que se passa é que temos uma equipa que vive do passado. Uma Direcção que continua a vender a ideia que o Benfica é o maior porque é o campeão em título. Jogadores que pensam que não precisam de correr. Um treinador que foi campeão a jogar de uma forma, mas não percebe que com jogadores diferentes não pode jogar exactamente da mesma forma. Na minha opinião a grande diferença está mesmo no treinador.

O Benfica deixou de ter um treinador motivador, muito exigente e emocional, e tem agora um treinador passivo e muito apático. Deixámos de ver um treinador a gritar  “$”#$%&”, a ralhar com os jogadores, a festejar cada golo como se de uma final se tratasse, a picar os adversários e vemos actualmente um treinador que não sabe o que fazer, que está completamente à deriva.

Continuo a confiar no Benfica e no seu treinador, mas é com tristeza que digo que apesar de ser possível ganhar o campeonato, os objectivos do Benfica este ano devem passar por ganhar a Taça de Portugal, conseguir o 2º lugar na Liga e passar aos Oitavos de final da Champions League.

É triste ver este Benfica, mas este é o Benfica a que nos habituámos nas últimas duas décadas.

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Sepsi feliz com a águia Vitória

Os encarnados e os verde e brancos não irão, por certo, esquecer o dia 16 de Abril de 2008, ainda que o façam por razões completamente diferentes. Nesse dia, leões e águias defrontaram-se, em Alvalade, para a meia-final da Taça de Portugal e tudo corria bem ao Benfica até meio da segunda metade, pois os encarnados estavam a controlar totalmente o jogo e dispunham de uma confortável vantagem de dois golos. Contudo, ao minuto 66, Chalana lembrou-se de tirar Di Maria e lançar um lateral-esquerdo para estancar o volume ofensivo dos leões por aquele flanco. Se assim pensou, nada disso aconteceu, pois essa alteração apenas criou uma auto-estrada aos leões pelo flanco esquerdo, fazendo com que o Sporting se galvanizasse e acabasse por vencer por cinco bolas a três. Graças a isso, os benfiquistas perguntam-se, até hoje: Porque é que o Chalana foi por o Sepsi?

László Sepsi nasceu a 7 de Junho de 1986 em Luduș na Roménia, iniciando a sua carreira de futebolista, aos 18 anos, no Gaz Metan, onde foi um dos jogadores mais utilizados daquele clube na época de 2004/05, então na II divisão romena.

Essas boas exibições chamaram a atenção do Rennes, então treinado pelo romeno László Bölöni, que o contratou para a temporada de 2005/06. Em França, porém, o lateral-esquerdo não foi feliz, terminando a temporada sem fazer um único jogo na Ligue 1 e aparecendo somente em alguns jogos da Taça de França e da Taça da Liga.

O fracasso em França obrigou-o a recomeçar no seu país natal e, assim, Sepsi regressou à Roménia e ao Gloria Bistrita, onde, durante temporada e meia, recuperou o sorriso e as boas exibições. Nessa fase, tornou-se num dos jogadores mais influentes do modesto clube romeno, que ajudou a qualificar para a Taça Intertoto.

Assim sendo, a história voltou a repetir-se, com Sepsi, em Janeiro de 2008, a voltar a dar o salto para um campeonato mais competitivo, ainda que, desta vez, tenha vindo parar ao futebol português e ao Benfica.

Nos encarnados, tal como no Rennes, nunca se adaptou, mostrando ser um defesa-esquerdo bastante permeável e com pouca cultura táctica, levando mesmo as pessoas a questionarem-se como é que conseguiu chegar à selecção romena. Durante o período que esteve no Benfica (pouco, pois em 2008/09 esteve emprestado ao Racing Santander), apenas fez cerca de uma dezena de jogos, estando seriamente ligado à derrocada dos encarnados em Alvalade, no referido jogo da Taça de Portugal.

Após o empréstimo ao Santander e depois de ter estado um bom tempo sem ser opção no Benfica, acabou por se transferir, em Janeiro de 2010, para o FC Timisoara do seu país natal. Nesse clube, voltou a assumir-se como um jogador importante (já fez 25 jogos) e provou que, na Roménia, consegue jogar sempre melhor do que fora do seu país.

Neste momento, Sepsi esta feliz no FC Timisoara, devendo perguntar a si próprio se valerá a pena voltar a sair da Roménia e acreditamos que mantenha a cassete dos 24 minutos que jogou diante do Sporting, na referida meia-final da Taça de Portugal, bem escondida para que ninguém a possa ver.

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Ao contrário da temporada passada e apesar de o Benfica nem ter feito uma pré-época de má qualidade, os índices de confiança da equipa e dos adeptos não são os melhores para a nova temporada. Essa situação agravou-se com a perda da Supertaça para o FC Porto e com a saída do plantel de Di Maria e Ramires que eram, na época passada, uma espécie de asas de todo o jogo ofensivo da águia. Ainda assim, o Benfica adquiriu bons valores como Jara e Gaitán, que apenas precisam de tempo para despontarem e demonstrarem todo o seu potencial, sendo que, em primeira instância e olhando para o plantel actual, a passagem para o 4-3-3 talvez seja a melhor opção.

Pensando nesse esquema táctico, irei explanar aquele que, na minha opinião, seria o esquema mais adequado para as águias.


Na baliza optaria por Roberto, um guarda-redes que, apesar de bastante criticado, fez uma excelente época no Saragoça e apenas precisa de tempo para se adaptar a um clube com outras ambições como o Benfica. Com a ajuda do mítico “terceiro anel”, o espanhol deverá superar esse estigma de forma rápida.

Quanto à defesa, seria a base da época passada. As laterais com Fábio Coentrão, à esquerda, a funcionar como o lateral mais ofensivo e que dá mais profundidade ao futebol encarnado e Maxi Pereira, à direita, com mais obrigações defensivas, ainda que sem nunca descurar a hipótese de, sempre que possível, subir no terreno. Por outro lado, no centro, David Luiz e Luisão iriam reeditar uma dupla que tanta segurança deu a época passada.

No miolo, optaria por três elementos: Javi García-Rúben Amorim-Aimar. Neste esquema, o espanhol seria um médio defensivo puro, com grandes preocupações de recuperação de bolas e, também, de encostar aos centrais sempre que necessário; Rúben Amorim, por outro lado, seria um elemento que iria fechar as subidas de Maxi Pereira à direita e, ao mesmo tempo, funcionaria como ligação entre o trinco e o número 10; Por fim, Pablo Aimar seria o jogador com obrigação de dar imaginação e criatividade ao futebol encarnado, poupando-se a desgaste em tarefas defensivas e ficando, exclusivamente, com a obrigação de pautar todo o jogo ofensivo das águias.

Sabendo que Aimar não tem frescura para uma época inteira, Carlos Martins poderia, facilmente, ir alternando com o argentino ao longo da temporada.

O trio de ataque fechava o 4-3-3 e seria composto por Saviola, Jara e Cardozo. Nesta táctica, os argentinos iriam jogar nas costas do paraguaio, tentando cair nas alas (nomeadamente no flanco direito), trocando muitas vezes de posição, fazendo diagonais para o centro e tentando criar o máximo de desequilíbrios para as defensivas contrárias. Por outro lado, Óscar Cardozo seria a referência ofensiva do Benfica, jogando fixo na área e funcionando como referência tanto para tabelas e/ou serviços de Aimar, Saviola e Jara, como para cruzamentos dos laterais/avançados.

Na minha opinião, este onze disfarçaria as saídas de Di Maria e Ramires do plantel e, mesmo que o Benfica não jogasse ao nível da época anterior, seria possível fazer uma excelente temporada.

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Dragões festejam vitória na Supertaça

O FC Porto entrou da melhor maneira na época 2010/11, após vencer o Benfica (2-0) e conquistar, em Aveiro, a primeira competição oficial da temporada, a Supertaça Cândido de Oliveira. A equipa nortenha, tirando a parte final da primeira metade, foi sempre superior, imprimindo uma pressão alta e tendo em Varela, que esteve endiabrado, o seu elemento de destaque, colocando a defesa do Benfica em perigo constante. Os encarnados, por sua vez, estiveram irreconhecíveis e ontem, na verdade, a única coisa que lembrou o Benfica (2009/10) foi mesmo o esquema táctico de Jorge Jesus porque o resto foi completamente diferente e para bem pior…

 

 Azuis e brancos entram praticamente a ganhar

A equipa portista entrou muito forte no desafio e colocou-se em vantagem logo ao minuto quatro, quando na sequência de um pontapé de canto de João Moutinho, Rolando, no centro da pequena área encarnada, cabeceou sem oposição e fez o 1-0.

Apesar de terem chegado rapidamente à vantagem, os dragões mantiveram o ascendente e, até aos últimos dez minutos da primeira parte, os portistas tiveram as melhores oportunidades de golo, com destaque para um excelente remate de Sapunaru (23′). A excepção foi um livre de Carlos Martins (20′), negado superiormente por Helton com uma defesa junto à relva.

Nesta fase, o Benfica tinha dificuldade em lidar com a pressão alta dos portistas e, ao mesmo tempo, sofria com a velocidade de Varela que ia colocando constantemente a defesa das águias em sentido.

Ainda assim, na última dezena de minutos da primeira metade, o Benfica esboçou uma reacção, todavia, a melhor oportunidade desse período até pertenceu ao FC Porto, que viu Luisão negar, com as pernas, um golo certo de João Moutinho.

Domínio portista intensificou-se na segunda parte

Os últimos minutos dos encarnados na primeira parte davam, aos seus adeptos, esperança na reviravolta, todavia, o Benfica voltou a entrar mal na segunda metade.

O FC Porto entrou personalizado, foi controlando o desafio e começou a dispor de algumas oportunidades, com destaque para um cabeceamento de Falcao, que saiu ligeiramente ao lado.

Apesar de estar irreconhecível, o Benfica até teve uma grande oportunidade para igualar o desafio, no entanto, Saviola, na recarga a um remate de Carlos Martins, enviou a bola por cima da trave.

Este lance até podia ter servido de catalisador para o resto da partida, pois, na verdade, faltavam 24 minutos e ainda muita coisa podia acontecer. No entanto, no minuto seguinte à perdida de Saviola, o FC Porto haveria de dar uma machadada final no desafio, quando Varela, após jogada fenomenal pelo flanco esquerdo, serviu, na área, Falcao e este, antecipando-se aos centrais do Benfica, fez o 2-0.

A partir deste momento, o FC Porto controlou o jogo até final, mantendo a sua superioridade e sofrendo apenas um susto, quando Saviola, aos 85 minutos, se isolou, mas permitiu uma excelente defesa a Helton.

Em suma, vitória justa dos dragões, que foram sempre a melhor equipa e deram excelentes indicações para a época que começou. O Benfica, por sua vez, pareceu longe da forma ideal e demasiado órfão de Ramires e Di Maria.

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A Argentina, bicampeã mundial (1978 e 1986), tem, nos últimos tempos, enfrentado desilusões atrás de desilusões nos campeonatos do mundo de futebol. A equipa azul celeste, depois de ter sido vice-campeã em 1990, participou em todos os campeonatos mundiais, mas nunca passou dos quartos de final, sendo que, em 2002, nem passou da primeira fase. Este ano, treinada pelo muito contestado Diego Maradona, a Argentina leva um dos melhores ataques de que há memória: Agüero, Messi, Tevez, Higuaín, Diego Milito… Porém, o meio-campo e, acima de tudo, a defesa, estão longe de entusiasmar e as dificuldades com que os sul-americanos passaram a qualificação provam isso mesmo. Restará, agora, a Diego Maradona, provar que as suas ideias são correctas e arrancar para um excelente campeonato do mundo ou, ao invés, desiludir, uma vez mais, 40 milhões de argentinos.

A Qualificação

A Argentina, integrada na zona sul-americana de qualificação, fez uma fase de classificação muito pobre para uma equipa com os seus pergaminhos. A equipa azul-celeste não conseguiu ganhar um único jogo diante de Paraguai (1-1 e 0-1), Brasil (0-0 e 1-3) e, até, Equador (1-1 e 0-2), perdendo, ainda, na Bolívia por seis bolas a uma.

Ainda assim, os argentinos chegaram à última jornada a necessitarem de apenas um empate, no Uruguai, para assegurarem o apuramento directo. Nesse jogo, a Argentina foi uma equipa de raça e enorme coração, acabando por vencer a partida com um golo do ex-portista Mário Bolatti.

Os azul-celestes conseguiram, assim, com enorme sofrimento, o apuramento para o Mundial 2010.

Zona sul-americana – Classificação

  1. Brasil 34 pts
  2. Chile 33 pts
  3. Paraguai 33 pts
  4. Argentina 28 pts
  5. Uruguai 24 pts
  6. Equador 23 pts
  7. Colômbia 23 pts
  8. Venezuela 22 pts
  9. Bolívia 15 pts
  10. Peru 13 pts

O que vale a selecção argentina?

O ataque da selecção argentina é, certamente, o melhor ataque do campeonato do mundo. Com atletas ao dispor como: Messi, Agüero, Tevez, Higuaín ou Diego Milito, o problema para Maradona será o da escolha. Com elementos móveis e outros mais fixos, o seleccionador poderá optar pelas mais variadas duplas/triplas de ataque, consoante o adversário e/ou esquema pretendido.

No entanto, o meio campo, tirando os alas: Di Maria e Maxi Rodríguez, está longe de entusiasmar. Verón é um bom “regista” que pauta bem o jogo a meio campo, mas, aos 35 anos, já não tem o pulmão de outrora, parecendo, por vezes, desaparecer perigosamente do jogo. Depois, o trinco escolhido por Diego Maradona (Mascherano), apesar de ter qualidade, não parece ser a melhor opção para o lugar. A situação torna-se ainda mais incompreensível, quando o seu suplente é Bolatti e, por exemplo, Cambiasso nem sequer foi convocado.

Na defesa, Maradona, à excepção de Clemente Rodríguez (lateral direito de raíz), apenas levou defesas centrais. A ideia do antigo astro do Nápoles será criar uma linha defensiva compacta para que o meio campo e o ataque possam soltar melhor a sua magia. Mas, se, por exemplo, Heinze é competente como defesa-esquerdo, temos dúvidas que Otamendi (um excelente defesa-central) consiga funcionar como lateral direito.

Em príncipio, Maradona deverá optar por um 4-4-2 com Messi e Higuaín na frente. No entanto, não será descabida a hipótese de, mantendo o duplo pivot: Mascherano/Verón, a equipa optar por um ataque híbrido com Di Maria como extremo esquerdo puro, Messi a flectir da direita para o meio e Agüero a funcionar como segundo avançado a apoiar Higuaín ou Diego Milito.

Integrada no Grupo B, com Grécia, Coreia do Sul e Nigéria, a equipa azul-celeste, independentemente do esquema utilizado por Maradona, deverá passar o agrupamento sem problemas e em primeiro lugar.

O Onze Base

Tal como dissemos anteriormente, a dúvida no onze argentino passa por não sabermos se Maradona optará por um 4-4-2 puro ou se, ao invés, optará pela segunda hipótese no mesmo esquema, mas num sistema mais híbrido.

No esquema 4-4-2 clássico, os sul-americanos deverão jogar com Romero (AZ) na baliza; um quarteto defensivo com Heinze (Marselha), Otamendi (Velez Sarsfield), Samuel (Inter) e Demichelis (Bayern), sendo que Heinze (à esquerda) e Otamendi (à direita) serão os laterais; um meio campo com Mascherano (Liverpool) e Verón (Estudiantes) como duplo-pivot, Di Maria (Benfica) a ala esquerdo e Maxi Rodriguéz (Liverpool) no flanco oposto; por fim, no ataque, a dupla: Messi (Barcelona) e Higuaín (Real Madrid)

No o 4-4-2 híbrido, a única nuance seria a saída de Maxi Rodríguez para entrar Agüero (Atl. Madrid), passando Messi para a direita e ficando Agüero a apoiar o ponta de lança Higuaín.

 Classificação – Previsão “A Outra Visão”

Apesar das dificuldades que passou na fase de qualificação, pensamos que, no campeonato do mundo, a Argentina vai mostrar maior competência, pois terá mais tempo para trabalhar em conjunto e evoluir. Assim sendo, é provável que a equipa azul-celeste ganhe o Grupo B sem grandes problemas e, provavelmente, conquistando triunfos nos três jogos.

Calendário – Grupo B (Mundial 2010)

  • 12 de Junho: Argentina vs Nigéria
  • 17 de Junho: Argentina vs Coreia do Sul
  • 23 de Junho: Argentina vs Grécia 

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